Autor diz que dois médicos foram inspiração para Sherlock

Quem leu sobre as origens de Sherlock Holmes sabe que o personagem foi inspirado em um professor de Arthur Conan Doyle, o médico Joseph Bell, cirurgião que lecionava na Universidade de Edimburgo no final do século 19. Doyle foi seu aluno e estagiário em 1877, e ele mesmo admitiu posteriormente que Bell teria sido uma grande inspiração na criação do detetive.

Sabe-se que o professor Bell era bastante observador e conhecido pelo raciocínio dedutivo, uma habilidade que impressionava seus alunos. O impacto foi tamanho em Doyle que, anos mais tarde, Sherlock Holmes nasceria nos moldes de seu antigo tutor. Mas Bell parece não ter sido a única inspiração para o lendário personagem.

O autor Daniel Smith afirma que a segunda inspiração para a criação do detetive foi outro médico escocês, o doutor Henry Littlejohn, amigo de Bell e pioneiro no estudo da investigação forense. Consta que os dois médicos investigavam crimes juntos há mais de vinte anos, aperfeiçoando técnicas de detecção e dedução nos casos que analisavam.

Henry Littlejohn foi um cirurgião escocês nascido em 1826, em Edimburgo. Pioneiro nos estudos da medicina forense, impressões digitais e fotografia na cena do crime, ele estudou medicina na Universidade de Edimburgo e contribuiu com estudos para o aperfeiçoamento da saúde pública na capital escocesa. Foi também cirurgião policial desde 1854, e era frequentemente chamado para testemunhar como especialista forense em investigações policiais.

Em “The Ardlamont Mystery: The Real Life Story Behind the Creation of Sherlock Holmes”, Smith relembra um tumultuado julgamento de assassinato que aconteceu em 1893, na Escócia. O homicídio de Cecil Hambrough, um jovem oficial do exército, aconteceu em 10 de agosto daquele ano em Argyll, e um herdeiro da aristocracia chamado Alfred Monson foi acusado do crime. Alfred John Monson começou a trabalhar como tutor de Cecil em 1891. Na data do crime, ele levou seu aluno de 20 anos para caçar em uma área florestal em Ardlamont Estate. Um terceiro homem que era amigo de Monson juntou-se a eles na tarde de caça, que foi interrompida pelo barulho de um tiro ouvido por pessoas na região.

Logo, testemunhas viram Monson e seu amigo correndo para a casa de Ardlamont House carregando armas e limpando-as, quando o mordomo da propriedade perguntou o que havia acontecido com o Sr. Hambrough. Monson respondeu que ele havia se matado na cabeça por acidente enquanto subia em uma cerca. Após a morte de Cecil, Alfred Monson reivindicou duas apólices de seguro de vida no valor de 20 mil libras, que ele alegou terem sido feitas seis dias antes do ocorrido em nome da esposa dele. A polícia desconfiou da coincidência e, o que era um caso de morte acidental, virou um caso de assassinato.

Joseph Bell e Henry Littlejohn, os dois médicos
que teriam sido a inspiração para Sherlock Holmes

 

Entre as testemunhas de acusação no julgamento estavam os doutores Bell e Littlejohn, os dois médicos que teriam inspirado Doyle a criar Sherlock Holmes e que foram requisitados como especialistas nos crimes mais notórios da Escócia. No livro, Smith expõe a participação da dupla e reexamina evidências do caso, apresentando uma teoria pessoal sobre a morte de Cecil Hambrough. O livro está disponível em e-book apenas em inglês.

 

[Fontes: Wikipedia Ardlamont Murder, Sunday Post]

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