10 livros para quem adorou a série O Alienista

O Alienista foi uma melhores séries lançadas em 2018 pela Netflix. O programa é uma adaptação do romance histórico de Caleb Carr, que se passa em 1896 em Nova York e trata de uma investigação acerca de um serial killer. Para quem adorou a história, aí vão 10 sugestões de thrillers que podem te interessar.

 

1. O pálido olho azul, Louis Bayard

Na Academia de West Point, em 1830, a calma de uma noite de outubro é abalada pela descoberta do cadáver de um jovem cadete balançando em uma corda. Na manhã seguinte, um horror ainda maior vem à luz. Alguém removeu o coração do homem morto. Augustus Landor – que adquiriu renome em seus anos como detetive da polícia de Nova York – é chamado para investigar discretamente. É um caso desconcertante que Landor deve perseguir em segredo, pois o escândalo poderia causar danos irreparáveis à instituição nascente. Mas ele encontra ajuda de um aliado inesperado – um jovem caduco de mau humor, com uma queda por bebida, dois volumes de poesia em seu nome e um passado sombrio. O estranho e assombrado poeta do sul, para quem Landor desenvolve uma afeição paternal, chama-se Edgar Allan Poe.

 

2. O nome da rosa, Umberto Eco

O relançamento do famoso suspense policial de Umberto Eco, com um roteiro no estilo das histórias de Arthur Conan Doyle, e que alcançou sucesso mundial em desde sua primeira publicação, em 1980. O livro também originou o filme homônimo, estrelado por Sean Connery, em 1986. Neste livro, durante a última semana de novembro de 1327, em um mosteiro franciscano italiano, paira a suspeita de que os monges estejam cometendo heresias. O frei Guilherme de Baskerville é, então, enviado para investigar o caso, mas tem sua missão interrompida por excêntricos assassinatos. A morte, em circunstâncias insólitas, de sete monges em sete dias, conduz uma narrativa violenta, que atrai por seu humor, crueldade e sedução erótica. Não apenas uma narrativa sobre investigação de crimes, O nome da rosa também é uma extraordinária crônica sobre a Idade Média.

 

3. O demônio na cidade branca, Erik Larson

No final do século XIX os Estados Unidos eram uma nação jovem e orgulhosa, ávida por afirmar seu lugar entre as maiores potências mundiais. Nesse contexto, a Feira de Chicago de 1893 teve papel fundamental: com o objetivo de apresentar a maior e mais impressionante exposição de inovações científicas e tecnológicas já idealizada, coube ao arquiteto Daniel Burnham, famoso por projetar alguns dos edifícios mais conhecidos do mundo, a difícil tarefa de transformar uma área desolada em um lugar de magnífica beleza: a Cidade Branca. Reunindo as mais importantes mentes da época, Burnham enfrentou o mau clima, tragédias e o tempo escasso para construir a enorme estrutura da feira. A poucas quadras dali, outro homem igualmente determinado, H. H. Holmes, estava às voltas com mais uma obra grandiosa, um prédio estranho e complexo. Nomeado Hotel da Feira Mundial, o lugar era na verdade um palácio de tortura, para o qual Holmes atraiu dezenas, talvez centenas de pessoas. Autor de crimes inimagináveis, ele ficou conhecido como possivelmente o primeiro serial killer da história americana. Separados, os feitos de Burnham e Holmes são fascinantes por si só. Examinadas juntas, porém, suas histórias se tornam ainda mais impressionantes e oferecem uma poderosa metáfora das forças opostas que fizeram do século XX ao mesmo tempo um período de avanços monumentais e de crueldades imensuráveis.

 

4. Vulgo Grace, Margareth Atwood

Depois de O conto da aia, que deu origem à prestigiada série The handmaid’s tale e alcançou o status de bestseller mais de 30 anos após a publicação original, outro romance de Margaret Atwood vai ganhar as telas, desta vez pela Netflix, e volta às prateleiras com nova capa pela Rocco. Inspirado num caso real, Vulgo Grace conta a trajetória de Grace Marks, uma criada condenada à prisão perpétua por ter ajudado a assassinar o patrão e a governanta da casa onde trabalhava, na Toronto do século XIX. Com uma narrativa repleta de sutilezas que revelam um pouco da personalidade e do passado da personagem, estimulando o leitor a formar sua própria opinião sobre ela, Atwood guarda as respostas definitivas para o fim. Afinal, o que teria levado Grace Marks a cometer o crime? Ou será que ela estaria sendo vitima de uma injustiça?

 

5. O aprendiz do herege, Ellis Peter

Vencedora dos prêmios Edgar, da Mistery Writers of America, e Adaga de prata, da British Crime Writers Association, Ellis Peters apresenta a décima-sexta história das crônicas do irmão Cadfael. O Aprendiz Do Herege traz de volta a mistura de religioso e detetive, a mais popular criação de Peters, pseudônimo da inglesa Edith Pargeter. Religioso por devoção, detetive nas horas vagas, o irmão Cadfael é um monge beneditino inglês especializado na investigação de crimes aparentemente insolúveis. Personagem de O noviço do diabo, O peregrino do ódio, O resgate do morto, Mistério na abadia, A rosa ferida, A morte no moinho e O eremita da floresta Eyton, ele surgiu no fim da década de 70 e hoje é tão popular nos países onde suas aventuras são publicadas que os romances que protagoniza já ultrapassaram a marca de 10 milhões de exemplares vendidos. A abadia de Shropshire, construída no século XII e que serve de cenário para a maioria das histórias, foi transformada em ponto turístico. Até uma série de televisão foi produzida a partir das tramas de Cadfael, com Derek Jacobi no papel do monge. Em O Aprendiz Do Herege, dois importantes visitantes chegam à Abadia de São Pedro e São Paulo, no verão de 1143. Um deles, morto. O outro, muito vivo e disposto a mudar a vida da pequena e sossegada comunidade beneditina. William of Lythwood, o visitante no caixão, chega para ser enterrado na abadia. Seu fiel criado, Elave, faz questão de que o último desejo de seu mestre seja cumprido. Mas Gerbert, prelado poderoso e hóspede dos beneditinos, lembra que William, em vida, foi repreendido por pontos de vista considerados heréticos. Por isso, luta para impedir que ele seja enterrado em solo sagrado. No meio do conflito ético, moral e religioso, ocorre uma morte misteriosa e o irmão Cadfael é novamente convocado a deixar seu jardim para se tornar um detetive e desvendar o assassinato. Mas a situação demonstra ser mais complicada do que todos podiam imaginar. Principalmente quando descobrem o conteúdo maravilhoso de uma caixa sob os cuidados de Elave. O Aprendiz Do Herege é um grande romance de mistério medieval, na melhor tradição de O nome da rosa. Ellis Peters, que recebeu vários prêmios por seus romances de mistério, foi ainda condecorada pela rainha Elizabeth II com a Ordem do Império Britânico. Antes das crônicas de seu personagem mais ilustre, a autora lançou outros romances medievais, assinando a autoria com seu nome verdadeiro, Edith Pargeter.

 

6. O clube Dante, Matthew Pearl

Um poema épico com mais de sete séculos pode não parecer material para uma trama literária empolgante. Mas Matthew Pearl consegue o feito. Fã do escritor italiano – e ele mesmo ganhador do Prêmio Dante do Dante Clube da América -, converteu o intenso interesse acadêmico num thriller que chegou ao topo da lista do New York Times na primeira semana após seu lançamento. Um sucesso de público e crítica já traduzido para mais de trinta idiomas.O clube Dante mescla fatos reais – realmente existiu um Clube Dante frequentado por amantes de literatura italiana, entre eles, Longfellow, James Russel Lowell e Oliver Wendell Holmes – a uma trama noir repleta de reviravoltas e referências culturais. Neste ambicioso romance de estréia, Matthew Pearl une ícones históricos e literários a complexos temas psicológicos, em meio a uma primorosa reconstituição de época.Na Boston pós-Guerra Civil Americana, um grupo de intelectuais se dedica a verter para o inglês uma das mais importantes obras da humanidade: A divina comédia. Para tanto, os escritores Henry Wadsworth Longfellow, James Russell Lowell e o Dr. Oliver Wendell Holmes, junto com o editor J. T. Fields, formam o Clube Dante. Eles até esperavam que os conservadores resistissem à publicação de uma obra de tal natureza, mas não contavam com um serial killer capaz de tudo para recriar as piores cenas do livro. E eles precisam descobrir quem ele é e qual sua próxima vítima.Os conflitos por trás dessa empreitada são o fio condutor da trama nascida de uma aposta. O professor de Direito de Matthew em Yale o avisou que após se formar, este seria incapaz de escrever ficção. O resultado é um romance com um enredo envolvente. Em O clube Dante, Matthew Pearl consegue transformar o resultado da pesquisa histórica em um suspense construído de forma brilhante.

 

7. Um espetáculo de corrupção, David Liss

Escrito com cuidado erudito na reconstituição de época, o livro une os elementos de um romance histórico espirituoso a uma bela história de suspense e confirma o talento de David Liss para criar personagens cheios de objetivos ocultos e reviravoltas, que vão se acelerando à medida que motivações começam a se evidenciar. Uma sólida reflexão sobre nosso próprio mundo de tramas políticas.

 

8. O labirinto da morte, Ariana Franklin

Os fãs de CSI ou das aventuras de médicos-legistas convertidos em detetives de romances policiais não perdem por esperar a mais nova aventura de Adelia Aguilar, protagonista de A mulher que desvendava a morte. Ambientado na Inglaterra medieval, o lançamento O labirinto da morte, escrito pela inglesa Ariana Franklin, mistura personagens históricos e fictícios em uma narrativa permeada por intrigas políticas, romances proibidos, assassinatos e muitas surpresas. Na trama, a médica italiana Adelia é forçada pelo rei Henrique II a permanecer na Inglaterra para descobrir quem matou Rosamunda Clifford, a amante favorita do monarca – um crime cujos desdobramentos podem resultar em uma nova guerra civil na Inglaterra.

 

9. Dissolução, CJ Sansom

Em Dissolução, o advogado e historiador C. J. Sansom cria uma trama repleta de intrigas e detalhes históricos. Um retrato vívido da corrupção que assolava a Inglaterra no reinado de Henrique VIII. Uma estréia literária elogiada pela crítica e aclamada pelo público.

 

10. O secretário italiano, Caleb Carr

Sherlock Holmes e Dr. Watson recebem um telegrama desesperado. A rainha Vitória está intrigada com alguns assassinatos em sua corte. O detetive parte imediatamente. colhendo pistas que podem colocar em risco sua própria vida. Caleb Carr conseguiu recriar em todos os detalhes as aventuras do detetive inglês e contou com a autorização dos herdeiros de Sir Arthur Conan Doyle.

 

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Um comentário em “10 livros para quem adorou a série O Alienista

  • outubro 11, 2018 em 1:51 pm
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    Adorei as indicações! Recomendo tbm, de Caleb Carr, uma espécie de continuação de O Alienista, que é “O anjo das trevas”. Todos deste autor são excelentes. Do Louis Bayard tem um ótimo, “O mistério da torre negra”.

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