O ativismo político de Dashiell Hammett

Na cronologia da literatura policial, Dashiell Hammett tem uma posição fundamental. Junto a Raymond Chandler, ele é um dos ícones do romance policial nos Estados Unidos e é lembrado até hoje pelos livros com o detetive Sam Spade.


 

O que poucos sabem é que Hammett também foi ativista e combatia políticas fascistas no mundo. Membro do Partido Comunista de 1930 a 1937, foi eleito presidente do Congresso de Direitos Civis em junho de 1946. No ano seguinte, o grupo foi identificado como de frente comunista na Lista de Organizações Subversivas da Procuradoria Geral, e Hammett passou a ser perseguido pela política da Doutrina Truman.

Seu testemunho aconteceu em 1951 em frente ao Juiz da Corte Distrital dos Estados Unidos, diante de um promotor conhecido como “caçador de comunistas”. Citando a Quinta Emenda da constituição americana, Hammett não forneceu informações sobre o grupo e a lista de contribuintes do fundo de fiança, e foi considerado culpado de desrespeito ao tribunal. O escritor cumpriu pena posteriormente em uma penitenciária federal da Virgínia Ocidental.

 

 

Em 1953 ele foi convocado a testemunhar novamente, desta vez para o Comitê de Atividades Antiamericanas da Câmara. Hammett não foi preso porém seu nome foi incluído numa lista de elementos perigosos, ao lado de outros artistas, escritores e intelectuais perseguidos pelo macarthismo. Hammett foi mais um corajoso em meio à caça às bruxas naqueles anos de chumbo americanos.

 

 

Para quem quiser conhecer mais sobre o ativismo político de Dashiell Hammett, indicamos o livro Hardboiled Activist: The Work and Politics of Dashiell Hammett, disponível apenas em inglês.

(Fontes: Amazon, Wikipedia)

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