bellini e o labirinto

Lançamentos policiais do 2º semestre


aliceEm Alice: Não mais que de repente, Bernardo Kucinski transfere o ambiente mórbido do assassinato para os corredores da Universidade de São Paulo. É lá que o homicídio de uma professora choca a comunidade do campus e propaga a sombra da suspeita entre conhecidos, desafetos e pessoas próximas à vítima. A ideia de escrever sobre um crime na USP veio da vontade de fazer uma crítica ao universo acadêmico, como Kucinski afirmou em entrevista ao jornal O Globo. O livro foi inspirado no estilo de Batya Bur, uma autora policial israelense pouco conhecida, e se enquadra em um dos gêneros mais estimados pelo autor que é fã em especial da obra de Rex Stout. Alice: Não mais que de repente foi lançado na Festa Literária Internacional de Paraty deste ano, e sai pela editora Rocco.

necroterioNo ambiente das séries, Patricia Cornwell retorna com Necrotério, 18º romance policial com a médica-legista Kay Scarpetta. O livro entrelaça o passado e o presente da personagem, e a força a enfrentar uma investigação espinhosa e que pode comprometer sua carreira. Necrotério foi originalmente publicado em 2010 nos Estados Unidos, e textualmente abusa de termos tecnológicos, explorando minúcias sobre um coquetel de assuntos: técnicas de vôo de helicópteros, nanotecnologia e, obviamente, jargões médicos. O livro foi lançado no final de julho deste ano pela Editora Paralela, selo da Companhia das Letras. Você pode ler um trecho em pdf clicando aqui, e comprar o livro pelo site do Clube do Crime.

monogramaCotado como um dos maiores lançamentos do ano entre os policiais está Os Crimes do Monograma, um resgate do personagem mais famoso de Agatha Christie, o detetive belga Hercule Poirot. Depois de 39 anos, ele reaparece nas estantes das livrarias, em uma história criada pela romancista inglesa Sophie Hannah, uma desconhecida fora da Inglaterra até então. A sequência foi autorizada pela família de Christie, dividindo opiniões entre os fãs mais apaixonados. Enquanto alguns crêem que Poirot não devesse ser ressuscitado – o último livro original em que aparece é Cai o Pano, de 1975 -, outros estão curiosíssimos para reencontrar o detetive das células cinzentas novamente. A história se passa em 1929, e começa com a conversa entre Poirot e uma mulher. Em uma cafeteria, ela revela ao detetive que está certa de que será assassinada, mas diz merecer o que está por vir. Poirot e um novo personagem, o policial Edward Catchpool (sobrenome escolhido por Hannah enquanto observava lápides em cemitério antigo próximo de sua casa), acabam encarando uma situação atípica, quando três cadáveres são encontrados com abotoaduras de ouro em quartos de hotel. O livro teve lançamento mundial em 8 de setembro, e aqui pelo Brasil saiu pela editora Nova Fronteira.

livro_bellini1Do Brasil, a novidade fica por conta de Tony Bellotto e Bellini e o Labirinto. Após um hiato de nove anos, o detetive paulistano volta para investigar um sequestro e assassinato em Goiânia. A trama mistura elementos inusitados: música sertaneja e césio 137, o mesmo do acidente radiológico em 1987, em Goiás. Em entrevista recente para o nosso site, Tony revelou que havia dado um tempo nos romances policiais por falta de inspiração e porque, após participar de mesas literárias, percebeu que outros escritores policiais “pareciam mais interessados em puzzles e espécies de veneno”. Nesse intervalo, ele acabou se concentrando na banda Titãs, onde é guitarrista, nos projetos paralelos como apresentador e em escrever outros três livros (nenhum policial). Graças a uma parceria bem sucedida com o quadrinista Pedro Franz, que criou uma versão em HQ de Bellini aposentado e morando em Florianópolis (Bellini e o Corvo), ele encontrou inspiração para dar sequência à série e escrever Bellini e o Labirinto, terminando o livro em três meses. E quem sabe não chega às telas de cinema? Belloto disse que está aberto a propostas, caso pintem. Leia um trecho em pdf clicando aqui. Compre o livro pelo site do Clube do Crime.

trovadorNuma trama de contexto mais histórico, o paranaense Rodrigo Garcia Lopes revive a Londrina de 1936 narrando a história de assassinatos misteriosos em O Trovador. Neste romance de estreia de Lopes, uma série de crimes acontece na cidade paranaense no começo do século passado, numa terra ocupada por uma diversidade de imigrantes europeus e japoneses. Dentro da boca das vítimas é encontrado um pedaço de papel com um poema rabiscado, um enigma que exige a presença de um detetive para esclarecê-lo. O personagem surge na forma do tradutor-intérprete Adam Blake, figura responsável por desvendar o caso e desmascarar o misterioso trovador. Rodrigo Garcia Lopes é escritor, tradutor, músico e pesquisador e nasceu em Londrina, mas atualmente mora em Florianópolis. Como tradutor, dedicou-se à tradução da obra de Sylvia Plath, Walt Whitman e Arthur Rimbaud. O Trovador foi lançado pela editora Record.

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