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	Comentários sobre: Umberto Eco: o escritor que não corria dos policiais	</title>
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		<title>
		Por: analaux		</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2016/02/20/umberto-eco-o-escritor-que-nao-corria-dos-policiais/#comment-652</link>

		<dc:creator><![CDATA[analaux]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Feb 2016 14:11:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://literaturapolicial.com/2016/02/20/umberto-eco-o-escritor-que-nao-corria-dos-policiais/#comment-651&quot;&gt;Ricardo Pocinho&lt;/a&gt;.

Obrigada pelo comentário, Ricardo. O Rogério respondeu lá no post do Facebook. Abraço!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://literaturapolicial.com/2016/02/20/umberto-eco-o-escritor-que-nao-corria-dos-policiais/#comment-651">Ricardo Pocinho</a>.</p>
<p>Obrigada pelo comentário, Ricardo. O Rogério respondeu lá no post do Facebook. Abraço!</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Ricardo Pocinho		</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2016/02/20/umberto-eco-o-escritor-que-nao-corria-dos-policiais/#comment-651</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Pocinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Feb 2016 03:22:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Gostei de ler o seu artigo e desde já parabenizo-o.
Penso que li todos os romances, se assim posso dizer de Umberto Eco (o último o divertido Número Zero).
Li o policial “medieval” O Nome e a Rosa em 1983 (ou 1984) e a trama, o envolvimento do “detetive” (se assim o podemos chamar) em descobrir o assassino dos copistas, como do livro perdido de Aristóteles, como algo de magnífico.
Refiro que, como na altura Eco adiantou, durante a Idade Média, a Igreja católica considerava o riso como um pecado. Isto vem a propósito do tomo risonho atribuído a Aristóteles que o autor inventou, como um dos enredos do Nome da Rosa.
Quanto aos assassinos  (brutais), dos copistas, todos estavam ligados à manutenção de uma biblioteca que existia dentro da abadia medieval, que mantinha em segredo obras apócrifas que não eram aceites, em consenso pela Igreja Católica.
Deixo também algo que na altura considerei muito interessante o nome do “detective medieval” William (ou Guilherme) de Baskerville (ou apelido não vos faz lembrar “O cão dos Baskervilles” de Sir Conan Doyle – Sherlock Holmes, cuja primeira edição foi em 1902?)
Por último o jovem noviço que assessorava William de Baskerville chamava-se Adso de Melk. Ora Melque é o nome de uma cidade na Áustria onde existe uma abadia beneditina desde 1089 a tal que inspirou Eco a escrever o seu livro.
Quanto ao Pendulo de Focault, também referido no seu texto, devo dizer-lhe que a discussão, situou-se mais tarde relativamente ao autor Dan Brown (Código Da Vinci).
O livro em si é cheio de referências esotéricas relacionadas com a Cabala, alquimia, teorias conspiratórias, onde sociedades secretas estão envolvidas num suposto plano para governar a humanidade. O livro em si tem também partes  de livros antigos e raros.
O enredo do Pêndulo de Foucault envolve três amigos, Belbo, Diotallevi e Casaubon que trabalham para uma pequena editora. Tendo lido por demais manuscritos ocultistas de teorias da conspiração, eles decidem inventar sua própria teoria por diversão. Eles chamam este jogo de sátira intelectual de &quot;O Plano.&quot;
Belbo, Diotallevi e Casaubon tornam-se cada vez mais obcecados com O Plano, às vezes chegando a se esquecer que trata-se somente de um jogo. Pior ainda, quando os partidários de outras teorias da conspiração ficam sabendo sobre O Plano, eles o levam a sério. Belbo torna-se o alvo de uma sociedade secreta que acredita que ele possui a chave para tesouro perdido dos Cavaleiros Templários.
Li o livro O Pêndulo de Foucault em 1989 (90), e a polêmica que envolveu Eco com Dan Brown foi propósito do livro deste último O Código Da Vinci datado de 2003.
Disse na altura Umberto Eco:
“Eu inventei Dan Brown. Ele é um dos personagens grotescos do meu romance que levam a sério um monte de material estúpido sobre ocultismo. O Pêndulo de Foucault projeto brinca com teorias conspiratórias e teve início com uma pesquisa entre 1.500 livros de ocultismo reunidos por seu autor. Ele (Dan Brown) usou grande parte do material.”
Em &#039;O Pêndulo de Foucault&#039;, eu havia inserido um bom número de ingredientes esotéricos, que podem ser encontrados no Código Da Vinci. Os meus personagens, ao elaborarem os seus projetos, levam em conta a importância doGraal, por exemplo. Eu quis fazer uma representação grotesca daquilo que eu via em volta de mim, de uma tendência da qual eu previa o crescimento. Era fácil fazer uma profecia como esta. Ao pesquisar para escrever &#039;O Pêndulo de Foucault&#039;, eu esvaziei todas as livrarias que já se especializavam nessa “gororoba cultural”. 
Dan Brown copia livros que podiam ser encontrados trinta anos atrás nos sebos da Rue de la Huchette, em Paris. O sucesso pode ser explicado pelo fato de que os autores desses best-sellers levam tudo isso a sério, e ainda pelo fato de que as pessoas são sedentas por mistérios. Em &#039;O Pêndulo de Foucault&#039;, eu cito a frase de G.K. Chesterton:
“Quando os homens não acreditam mais em Deus, isso não se deve ao fato de eles não acreditarem em mais nada, e sim ao fato de eles acreditarem em tudo”.
Polêmicas à parte, sem dúvida alguma Eco ficará para sempre como uma referência para os séc XX e XXI, pelo sem pensamento, escrita e por tudo que representou.
Desculpe se me alonguei no comentário.
Um Abraço
Ricardo Pocinho]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostei de ler o seu artigo e desde já parabenizo-o.<br />
Penso que li todos os romances, se assim posso dizer de Umberto Eco (o último o divertido Número Zero).<br />
Li o policial “medieval” O Nome e a Rosa em 1983 (ou 1984) e a trama, o envolvimento do “detetive” (se assim o podemos chamar) em descobrir o assassino dos copistas, como do livro perdido de Aristóteles, como algo de magnífico.<br />
Refiro que, como na altura Eco adiantou, durante a Idade Média, a Igreja católica considerava o riso como um pecado. Isto vem a propósito do tomo risonho atribuído a Aristóteles que o autor inventou, como um dos enredos do Nome da Rosa.<br />
Quanto aos assassinos  (brutais), dos copistas, todos estavam ligados à manutenção de uma biblioteca que existia dentro da abadia medieval, que mantinha em segredo obras apócrifas que não eram aceites, em consenso pela Igreja Católica.<br />
Deixo também algo que na altura considerei muito interessante o nome do “detective medieval” William (ou Guilherme) de Baskerville (ou apelido não vos faz lembrar “O cão dos Baskervilles” de Sir Conan Doyle – Sherlock Holmes, cuja primeira edição foi em 1902?)<br />
Por último o jovem noviço que assessorava William de Baskerville chamava-se Adso de Melk. Ora Melque é o nome de uma cidade na Áustria onde existe uma abadia beneditina desde 1089 a tal que inspirou Eco a escrever o seu livro.<br />
Quanto ao Pendulo de Focault, também referido no seu texto, devo dizer-lhe que a discussão, situou-se mais tarde relativamente ao autor Dan Brown (Código Da Vinci).<br />
O livro em si é cheio de referências esotéricas relacionadas com a Cabala, alquimia, teorias conspiratórias, onde sociedades secretas estão envolvidas num suposto plano para governar a humanidade. O livro em si tem também partes  de livros antigos e raros.<br />
O enredo do Pêndulo de Foucault envolve três amigos, Belbo, Diotallevi e Casaubon que trabalham para uma pequena editora. Tendo lido por demais manuscritos ocultistas de teorias da conspiração, eles decidem inventar sua própria teoria por diversão. Eles chamam este jogo de sátira intelectual de &#8220;O Plano.&#8221;<br />
Belbo, Diotallevi e Casaubon tornam-se cada vez mais obcecados com O Plano, às vezes chegando a se esquecer que trata-se somente de um jogo. Pior ainda, quando os partidários de outras teorias da conspiração ficam sabendo sobre O Plano, eles o levam a sério. Belbo torna-se o alvo de uma sociedade secreta que acredita que ele possui a chave para tesouro perdido dos Cavaleiros Templários.<br />
Li o livro O Pêndulo de Foucault em 1989 (90), e a polêmica que envolveu Eco com Dan Brown foi propósito do livro deste último O Código Da Vinci datado de 2003.<br />
Disse na altura Umberto Eco:<br />
“Eu inventei Dan Brown. Ele é um dos personagens grotescos do meu romance que levam a sério um monte de material estúpido sobre ocultismo. O Pêndulo de Foucault projeto brinca com teorias conspiratórias e teve início com uma pesquisa entre 1.500 livros de ocultismo reunidos por seu autor. Ele (Dan Brown) usou grande parte do material.”<br />
Em &#8216;O Pêndulo de Foucault&#8217;, eu havia inserido um bom número de ingredientes esotéricos, que podem ser encontrados no Código Da Vinci. Os meus personagens, ao elaborarem os seus projetos, levam em conta a importância doGraal, por exemplo. Eu quis fazer uma representação grotesca daquilo que eu via em volta de mim, de uma tendência da qual eu previa o crescimento. Era fácil fazer uma profecia como esta. Ao pesquisar para escrever &#8216;O Pêndulo de Foucault&#8217;, eu esvaziei todas as livrarias que já se especializavam nessa “gororoba cultural”.<br />
Dan Brown copia livros que podiam ser encontrados trinta anos atrás nos sebos da Rue de la Huchette, em Paris. O sucesso pode ser explicado pelo fato de que os autores desses best-sellers levam tudo isso a sério, e ainda pelo fato de que as pessoas são sedentas por mistérios. Em &#8216;O Pêndulo de Foucault&#8217;, eu cito a frase de G.K. Chesterton:<br />
“Quando os homens não acreditam mais em Deus, isso não se deve ao fato de eles não acreditarem em mais nada, e sim ao fato de eles acreditarem em tudo”.<br />
Polêmicas à parte, sem dúvida alguma Eco ficará para sempre como uma referência para os séc XX e XXI, pelo sem pensamento, escrita e por tudo que representou.<br />
Desculpe se me alonguei no comentário.<br />
Um Abraço<br />
Ricardo Pocinho</p>
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