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	Comentários sobre: Dez romances policiais de 2016	</title>
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	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
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		<title>
		Por: Ricardo Pocinho		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Pocinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Dec 2016 03:52:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Parabéns pelo V/excelente texto “2016 Os melhores Livros de crime, suspense e mistério”, referente à V/escolha dos 10 romances policiais.
Concordo com a opinião de que 2016 não vá deixar muita saudade relativamente à edição de literatura policial, como dizem, pode ser “o ano em que tomamos fôlego” (será mesmo?).
Do pouco ou nada com que fomos presenteados, exceptuando os “mêmes” já tão vistos, relidos, reeditados até à exaustão de Agatha Christie, Sir ConanDoyle, Raymond Chandler, com novas capas, o que deu, pelo menos, para tirar alguma poeira das estantes, dos 10 melhores policiais que nos apresentam, dou como exemplos “Paisagem de Outono” excelente livro do cubano Leonardo Padura, é um romance de 1998 que traz um dos primeiros casos de Mario Conde, os três anteriores (Passado perfeito, Ventos de quaresma e Máscaras), editados anteriormente pela Companhia da Letras, formam a série Estações Havana (originalmente “As quatro estações), agora a serem relançados pela Boitempo, ou Um passo atrás, do sueco Henning Mankell, um livro editado pela Editora Presença (Portugal) em 2006, e que só 10 anos depois chega ao Brasil, onde somos presenteados com o inspetor Kurt Wallander.
Será só a crise, ou a falta de uma política editorial das editoras, ou dos seus gostos? Dificil de responder.
As listas valem o que valem, e eu, como no final do ano passado, não poderia deixar de passar em claro alguns dos livros que li, e que me surpreenderam, primeiro pela negativa:

“Vocação para o mal” Robert Galbraith (J.K. Rowling)
de facto, dos livros anteriores, onde o Detetive Cormoran Strike e a sua assistente/sócia Robin são os protagonistas (O Chamado do Cuco e O Bicho da Seda), este pareceu-me ser o mais fraco. Talvez porque rapidamente identifiquei o “vilão” que enviava partes do corpo, talvez porque os Blue Oyster Cult não seja uma das minhas bandas preferidas (apesar de a sua formação ser dos finais de 1960), ou porque Strike me parecer muito mais moderado, sentimental, menos dedutivo. A autora ni final escreve assim “Não me lembro de ter gostado de escrever um romance mais do que Vocação para o mal” …. em minha opinião, é um bom livro, e não um excelente policial como os dois anteriores.

Pela positiva:

“Os Amantes de Hiroshima” do espanhol Toni Hill
O último da trilogia que tem como personagens principais os inspetores Héctor Salgado (argentino) e Leire Castro. (livros anteriores “O verão das bonecas mortas” e  “Os bons suicidas”).
É sem dúvida um excelente livro policial, “Para sobreviver ao sistema é preciso enganar o  sistema”, frase que vai acompanhar sempre o livro, mas que só damos conta da sua importância perto do final.
Depois é intenso, com várias variantes, quebra-cabeças, escrito de uma forma que lembra o gênero “noir” policial, uma trama intensa e que nos leva também a relembrar os dois livros anteriores, para além de focar um tema tão vivido pelo povo espanhol durante a ditadura de Franco, a adoção dos filhos e filhas (a troco de dinheiro) de jovens pobres grávidas (na sua maior parte estupradas, ou violentadas, por serem contrárias ao regime fascista) durante os anos de 1960.
Pena que a dupla Salgado/Leira tenha chegado ao fim e que o seu autor Toni Hill, tenha mudado de direção na escrita, preferindo o estilo gótico, como no seu último livro deste ano “Los Angeles de Hielo”.
“Em uma cidade que se ergue contra os poderosos, há segredos que continuam debaixo da terra.
Maio 2011. Em uma casa abandonada, perto do aeroporto, a polícia de Barcelona encontra dois mortos envoltos em uma mortalha de flores. Abraçados, eles foram ali sepultados com uma grande quantia de dinheiro…. O inspetor Salgado, mais do que nunca unido à agente Leire Castro na busca da sua ex-mulher, também precisará investigar o que nunca imaginara até chegar à obscura origem do desaparecimento de Ruth (ex-mulher) e a uma verdade de consequências trágicas e imprevisíveis”
Sem dúvida alguma um Magnífico e Excelente livro policial que 2016 nos presenteou.
Por fim os livros que poderei classificar como thriller, ou thriller investigação:

Orfão X de Gregg Hurwitz
O autor já tem publicados no Brasil os seguintes livros: “Você é o próximo”, “Você está sendo vigiado” e “O sobrevivente”.
Excelente este Orfão X. O personagem principal Evan Smoak, tem o code name de Homem de lugar nenhum, e vive para salvar e proteger pessoas humildes e indefesas, mesmo quando um ex-colega o tenta matar
“1º Mandamento -  Não presuma nada
7º Mandamento – uma missão de cada vez
10º Mandamento – Numca deixe morrer um inocente”

“Runner – A Perseguição de Patrick Lee
“Um veterano aposentado das Forças Especiais, Sam Dryden, durante o seu jogging noturno, se cruza com uma jovem descalça e aterrorizada em fuga. Sam resolve então ajudá-la na sua fuga e tentar saber, ao mesmo tempo, por que tantos homens estavam incumbidos de matar uma menina de doze anos”.
Afinal a garota de doze anos conseguia controlar a mente das outras pessoas e obrigá-las a reagir conforme necessitava na altura.
Muito bom este livro.

Eu sou o Peregrino de Terry Hayes
Romance de estreia de Hayes, roteirista premiado (Mad Max 2, Mad Max 3 entre outros)
Apesar de  livro ter quase 700 páginas, lê-se de um fôlego. O foco principal reside na identificação e aniquilação de um chamado “lobo solitário” (terrorista que age sozinho, por convicção religiosa, ideológica, etc.).
“Uma mulher é brutalmente assassinada em um hotel decadente de Manhattan. Seus traços são dissolvidos em ácido.
Um pai decapitado em praça pública na Arábia Saudita. Na Síria, um especialista em biotecnologia tem os olhos arrancados ainda vivo. Restos humanos ardem em brasas na cordilheira Hindu Kush, no Afeganistão. 
Apenas um homem é capaz de descobrir o ponto exato em que todas essas histórias se cruzam: o Peregrino”.
“Se você quer ser livre, tudo o que tem a fazer é desapegar-se” (pág.68).
Muito bom este Peregrino.

O Nadador de Joakim Zander
Thriller de estreia do autor sueco, escrito numa linguagem quase poética e que alterna entre o passado e o presente, na Suécia, Síria, Eua, Bélgica.
Um livro interessante que vale a pena conferir.

Pedindo desculpa pelo meu extenso comentário, e esperando que 2017 nos traga Lars Keppler (Stalker O Regresso do Hipnotista), Camilla Lackberg (O Domador de Leões), autora que desde 2011/12 não é publicada no Brasil, entre outros, ou porque não exigir mais e desejar a tradução e publicação de «Sangre en los estantes» (Destino), de Paco Camarasa (“De la A del británico Eric Ambler a la Z del barcelonés Carlos Zanón pasando por, cómo no, iniciales con solera como las de P. D. James o nombres de culto como los de Dashiell Hammett, Raymond Chandler, James Ellroy y Andrea Camilleri, todos los abecedarios de la novela negra”).
Um grande abraço e um excelente 2017]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parabéns pelo V/excelente texto “2016 Os melhores Livros de crime, suspense e mistério”, referente à V/escolha dos 10 romances policiais.<br />
Concordo com a opinião de que 2016 não vá deixar muita saudade relativamente à edição de literatura policial, como dizem, pode ser “o ano em que tomamos fôlego” (será mesmo?).<br />
Do pouco ou nada com que fomos presenteados, exceptuando os “mêmes” já tão vistos, relidos, reeditados até à exaustão de Agatha Christie, Sir ConanDoyle, Raymond Chandler, com novas capas, o que deu, pelo menos, para tirar alguma poeira das estantes, dos 10 melhores policiais que nos apresentam, dou como exemplos “Paisagem de Outono” excelente livro do cubano Leonardo Padura, é um romance de 1998 que traz um dos primeiros casos de Mario Conde, os três anteriores (Passado perfeito, Ventos de quaresma e Máscaras), editados anteriormente pela Companhia da Letras, formam a série Estações Havana (originalmente “As quatro estações), agora a serem relançados pela Boitempo, ou Um passo atrás, do sueco Henning Mankell, um livro editado pela Editora Presença (Portugal) em 2006, e que só 10 anos depois chega ao Brasil, onde somos presenteados com o inspetor Kurt Wallander.<br />
Será só a crise, ou a falta de uma política editorial das editoras, ou dos seus gostos? Dificil de responder.<br />
As listas valem o que valem, e eu, como no final do ano passado, não poderia deixar de passar em claro alguns dos livros que li, e que me surpreenderam, primeiro pela negativa:</p>
<p>“Vocação para o mal” Robert Galbraith (J.K. Rowling)<br />
de facto, dos livros anteriores, onde o Detetive Cormoran Strike e a sua assistente/sócia Robin são os protagonistas (O Chamado do Cuco e O Bicho da Seda), este pareceu-me ser o mais fraco. Talvez porque rapidamente identifiquei o “vilão” que enviava partes do corpo, talvez porque os Blue Oyster Cult não seja uma das minhas bandas preferidas (apesar de a sua formação ser dos finais de 1960), ou porque Strike me parecer muito mais moderado, sentimental, menos dedutivo. A autora ni final escreve assim “Não me lembro de ter gostado de escrever um romance mais do que Vocação para o mal” …. em minha opinião, é um bom livro, e não um excelente policial como os dois anteriores.</p>
<p>Pela positiva:</p>
<p>“Os Amantes de Hiroshima” do espanhol Toni Hill<br />
O último da trilogia que tem como personagens principais os inspetores Héctor Salgado (argentino) e Leire Castro. (livros anteriores “O verão das bonecas mortas” e  “Os bons suicidas”).<br />
É sem dúvida um excelente livro policial, “Para sobreviver ao sistema é preciso enganar o  sistema”, frase que vai acompanhar sempre o livro, mas que só damos conta da sua importância perto do final.<br />
Depois é intenso, com várias variantes, quebra-cabeças, escrito de uma forma que lembra o gênero “noir” policial, uma trama intensa e que nos leva também a relembrar os dois livros anteriores, para além de focar um tema tão vivido pelo povo espanhol durante a ditadura de Franco, a adoção dos filhos e filhas (a troco de dinheiro) de jovens pobres grávidas (na sua maior parte estupradas, ou violentadas, por serem contrárias ao regime fascista) durante os anos de 1960.<br />
Pena que a dupla Salgado/Leira tenha chegado ao fim e que o seu autor Toni Hill, tenha mudado de direção na escrita, preferindo o estilo gótico, como no seu último livro deste ano “Los Angeles de Hielo”.<br />
“Em uma cidade que se ergue contra os poderosos, há segredos que continuam debaixo da terra.<br />
Maio 2011. Em uma casa abandonada, perto do aeroporto, a polícia de Barcelona encontra dois mortos envoltos em uma mortalha de flores. Abraçados, eles foram ali sepultados com uma grande quantia de dinheiro…. O inspetor Salgado, mais do que nunca unido à agente Leire Castro na busca da sua ex-mulher, também precisará investigar o que nunca imaginara até chegar à obscura origem do desaparecimento de Ruth (ex-mulher) e a uma verdade de consequências trágicas e imprevisíveis”<br />
Sem dúvida alguma um Magnífico e Excelente livro policial que 2016 nos presenteou.<br />
Por fim os livros que poderei classificar como thriller, ou thriller investigação:</p>
<p>Orfão X de Gregg Hurwitz<br />
O autor já tem publicados no Brasil os seguintes livros: “Você é o próximo”, “Você está sendo vigiado” e “O sobrevivente”.<br />
Excelente este Orfão X. O personagem principal Evan Smoak, tem o code name de Homem de lugar nenhum, e vive para salvar e proteger pessoas humildes e indefesas, mesmo quando um ex-colega o tenta matar<br />
“1º Mandamento &#8211;  Não presuma nada<br />
7º Mandamento – uma missão de cada vez<br />
10º Mandamento – Numca deixe morrer um inocente”</p>
<p>“Runner – A Perseguição de Patrick Lee<br />
“Um veterano aposentado das Forças Especiais, Sam Dryden, durante o seu jogging noturno, se cruza com uma jovem descalça e aterrorizada em fuga. Sam resolve então ajudá-la na sua fuga e tentar saber, ao mesmo tempo, por que tantos homens estavam incumbidos de matar uma menina de doze anos”.<br />
Afinal a garota de doze anos conseguia controlar a mente das outras pessoas e obrigá-las a reagir conforme necessitava na altura.<br />
Muito bom este livro.</p>
<p>Eu sou o Peregrino de Terry Hayes<br />
Romance de estreia de Hayes, roteirista premiado (Mad Max 2, Mad Max 3 entre outros)<br />
Apesar de  livro ter quase 700 páginas, lê-se de um fôlego. O foco principal reside na identificação e aniquilação de um chamado “lobo solitário” (terrorista que age sozinho, por convicção religiosa, ideológica, etc.).<br />
“Uma mulher é brutalmente assassinada em um hotel decadente de Manhattan. Seus traços são dissolvidos em ácido.<br />
Um pai decapitado em praça pública na Arábia Saudita. Na Síria, um especialista em biotecnologia tem os olhos arrancados ainda vivo. Restos humanos ardem em brasas na cordilheira Hindu Kush, no Afeganistão.<br />
Apenas um homem é capaz de descobrir o ponto exato em que todas essas histórias se cruzam: o Peregrino”.<br />
“Se você quer ser livre, tudo o que tem a fazer é desapegar-se” (pág.68).<br />
Muito bom este Peregrino.</p>
<p>O Nadador de Joakim Zander<br />
Thriller de estreia do autor sueco, escrito numa linguagem quase poética e que alterna entre o passado e o presente, na Suécia, Síria, Eua, Bélgica.<br />
Um livro interessante que vale a pena conferir.</p>
<p>Pedindo desculpa pelo meu extenso comentário, e esperando que 2017 nos traga Lars Keppler (Stalker O Regresso do Hipnotista), Camilla Lackberg (O Domador de Leões), autora que desde 2011/12 não é publicada no Brasil, entre outros, ou porque não exigir mais e desejar a tradução e publicação de «Sangre en los estantes» (Destino), de Paco Camarasa (“De la A del británico Eric Ambler a la Z del barcelonés Carlos Zanón pasando por, cómo no, iniciales con solera como las de P. D. James o nombres de culto como los de Dashiell Hammett, Raymond Chandler, James Ellroy y Andrea Camilleri, todos los abecedarios de la novela negra”).<br />
Um grande abraço e um excelente 2017</p>
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