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CRÍTICA | Pedra Bruta, de Paulo Levy


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Por Raquel de Mattos – A premissa do livro me pegou de jeito! Um romance policial com teorias da conspiração era tudo o que eu precisava (adoro saber o que as pessoas pensam sobre as instituições).

O autor criou um delegado boa-praça, um sujeito durão nas horas certas, mas que em família é tão descontraído que tem uma comida-conforto pra lá de exótica (e foi nesse exato momento que ele me fisgou) – o que ele chama de “goró”, que nada mais é do que a união mais-que-perfeita de farinha láctea com leite ninho! Não satisfeito com uma guloseima divina, nosso prezado ‘doutor’ esconde em sua gaveta uma grande barra de chocolate para momentos difíceis (sinta essa pessoa suspirando de felicidade).

Podem dizer que eu fui influenciada, mas não! Eu fui imparcial. O livro é decididamente bom.

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A trama

O delegado Joaquim Dornelas tem um grande dilema nas mãos: no dia em que seus filhos estão chegando de viagem, sua filha mais velha, Roberta, é sequestrada diante de seus olhos; para piorar, uma jovem é brutalmente assassinada em uma casa que pertence a um membro da Maçonaria; para pôr ainda mais lenha na fogueira, o delegado é obrigado a abandonar o caso se quiser ter sua filha de volta.

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Algumas reviravoltas pontuais foram diligentemente colocadas e nos fazem suspeitar de todos (ou de muitos, pelo menos). A história oferece a quantidade exata de personagens para serem candidatos a suspeitos, possui uma linguagem fácil, rápida, com referências a outros livros, músicas, citações, histórias (reais e lendas), que dão aquele ritmo que muitos livros poderiam ter. Tem um quê de alguma coisa que você já leu antes, mas em um universo bem diferente, bem mais próximo da gente. Não é o ‘livro do ano’, mas consegue te prender (eu li em uma viagem de 6 horas até SP).

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Paulo Levy consegue dar humanidade não só ao delegado Dornelas, mas a todos da polícia que o cercam.

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Chora ao pensar em sua filha sequestrada, trata seu romance com a legista Dulce com uma delicadeza ímpar e faz com que o protagonista filosofe quando pensa em sua vida amorosa, antes e depois de Dulce. É alguém com quem você conversaria sobre várias coisas sem deixar a peteca cair.

Vale a leitura!

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Pedra bruta_capaTítulo: Pedra Bruta
Autor: Paulo Levy
Editora: SESI-SP
Páginas: 296
Este livro no Skoob

SINOPSE – Sexta-feira, final do dia, Dornelas aguarda tranquilamente a chegada dos filhos na rodoviária de Palmyra. Assim que o ônibus estaciona, uma clássica briga de trânsito estoura perto dali. O que deveria ser um evento isolado transforma-se num pesadelo para o delegado. Horas depois, um cadáver é encontrado numa casa do Centro Histórico. Um crime brutal foi cometido. O imóvel tem como proprietário um influente membro de uma das casas maçônicas da cidade. Todos os indícios apontam que uma mensagem está sendo passada. Mas qual? Dornelas é forçado a abandonar as investigações diante de uma cena estarrecedora. Entre o amor de Dulce, os filhos, a equipe unida e leal, a cachaça favorita, as barras de chocolate na gaveta e o mingau de farinha láctea, Dornelas, um tipo humano, amante de música clássica e dono de um instinto aguçado, lança-se à caça de um assassino frio e sofisticado. Mas antes precisa enfrentar os fantasmas do seu próprio passado.

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1 reply »

  1. A editora chama-se SESI-SP. Será que existe a SESI-RJ, SESI-MG, SESI-MS, e por ai vai? Bobagens de paulistas. Além disso, o trem está atrasado ou já passou… Não consta na relação de livros da EDITORA SESI-SP o romance de Paulo Levy. No entanto, pode ser encontrado na Estante Virtual, até com dedicatória. Gostar de livros no Brasil é complicado. Parabens pelos comentários e repita a dose.
    Ivan G Maia

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