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Lugar Sombrio, do casal Warren, é de gelar os ossos
Depois de cemitérios, apenas um lugar aparece com tanta frequência em histórias de terror: casas mal-assombradas. No imaginário popular, elas são construções velhas, descuidadas, escuras e quase sempre sujas. São cobertas por teias de aranha, são silenciosas, empoeiradas e inabitadas, ao menos por gente viva. Mas esse cenário é um lugar até confortável se comparado à morada da família Snedeker em Southington, Connecticut, Estados Unidos. Afinal, o lugar foi o lar do casal Carmen e Al, de seus filhos e sobrinhas em meados dos anos 1980 e ele não parecia nada suspeito. Era uma elegante casa em estilo colonial, com dois andares, porão, espaçosa e num bairro muito tranquilo. Melhor ainda: o aluguel cabia no bolso e não ficava longe do hospital onde o adolescente Stephen passava por um delicado tratamento oncológico.


outro3A vida que enterramos, de Allen Eskens, é uma investigação sobre o passado
A única coisa que Joe Talbert deseja é terminar o trabalho da faculdade: entrevistar um estranho e escrever uma breve biografia. Com os prazos se aproximando, o garoto decide ir a um asilo para encontrar o tão desejado objeto de trabalho. Lá ele conhece Carl Iverson, preso pelo estupro e assassinato de uma menina, e logo a vida de Joe vai ter mudado para sempre. Fio por fio, Joe começa a desfazer a intricada tapeçaria do crime de Carl, mas, quanto mais se aproxima das reais circunstâncias do crime, mais nós aparecem. Joe vai conseguir descobrir a verdade ou já é muito tarde para escapar?

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Os três suspeitos e outras histórias de mistério e terror, de Tito Prates
Primeiro livro de ficção do pesquisador literário, especialista em Agatha Christie, Tito Prates. O autor nos traz um livro de contos com mistério, suspense, terror e finais sombrios e inacreditáveis. Vencedor do desafio da Editora Illuminare “Contista do Ano / 2016”, Tito Prates nos brinda com personagens intrigantes e versáteis.


Presos no Paraíso apresenta o lado desconhecido de Fernando de Noronha
“O mar de fora e o mar de dentro” é a expressão usada em Fernando de Noronha para diferenciar as águas que separam o arquipélago do continente e as que se abrem para o Atlântico. Além disso, resume o embate que dá força a Presos no Paraíso, romance de estreia de Carlos Marcelo. O passado e o presente se enfrentam no conjunto de ilhas, que também é um microcosmo do Brasil: a beleza natural e o frenesi dos turistas convivem com as mazelas sociais e políticas do país. Tobias, historiador que vive entre a expectativa do futuro e as angústias do passado, narra em primeira pessoa sua incursão no arquipélago para elaborar roteiros turísticos. Ele integra a galeria de personagens na qual se destaca o delegado Nelsão, responsável pela investigação de duas mortes misteriosas, com seus cacoetes investigativos e sua compulsão gastronômica.

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Como IT: A Coisa está relacionado a outros livros de Stephen King

Apenas no fim de semana de estreia, It: A Coisa já se tornou a quinta maior bilheteria da história para um filme de terror. O filme é a adaptação da obra homônima de Stephen King, que já teve vários livros adaptados para as telonas. Quem é fã do autor já percebeu que em suas obras ele deixa vários easter eggs conectando suas histórias. A Entertainment Weekly listou algumas destas referências.

 

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Raphael Montes e sua roleta russa carioca na nova edição de Suicidas
Se você se considera um entusiasta da literatura policial, do mistério e do suspense, já deve ter se questionado sobre o seu lado sombrio, aquele lado escondido que te leva a escolher enredos bizarros e que faz coçar os dedos para ler as próximas páginas daquela trama sangrenta. Você talvez tenha se sentido meio culpado por estar curtindo demais as descrições detalhadas daquelas torturas de um belo livro de horror e preferiu nem comentar com ninguém. Afinal, o quão bem conhecemos as pessoas próximas de nós? Será que realmente conhecemos a personalidade dos nossos pais, filhos ou melhores amigos?

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Assassinato no Campo de Golfe, Agatha Christie
Descobri Agatha Christie em 2003, e o primeiro título da autora a ser marcado na minha carteirinha da biblioteca do colégio foi Assassinato no Campo de Golfe. Li em poucos dias, arregalei os olhos quando Hercule Poirot revelou o culpado, surtei com a longa e detalhada explicação do detetive, a quem nenhum detalhe, por mínimo que fosse, passara despercebido. Perdi a conta de quantos livros da autora conhecida como a Rainha do Crime li desde então (mentira: foram 58). Com o tempo, o sentimento de espanto com os desfechos imprevisíveis criados pela inglesa foi sendo substituído por algo diferente, mas não menos agradável: um apreço pela técnica, pela perícia com que estas histórias são estruturadas. Foi com essa mentalidade que revisitei Assassinato no Campo de Golfe 14 anos depois, desta vez numa caprichada edição da Globo Livros.

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