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Não fale com estranhos, Harlan Coben
Você já deve ter ouvido falar que os livros de Harlan Coben são do tipo difíceis de largar, com histórias para devorar em velocidade acelerada até o final, com tramas bem costuradas e muitos plot twists. No caso de Não Fale com Estranhos, é bem isso mesmo.

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Os pássaros, de Frank Baker

Não se assuste se, hoje à noite, um pássaro bicar a sua janela. Ele chegará de mansinho, sobrevoando a sua casa, contaminando os seus hábitos e, em breve, não te deixará caminhar sozinho. Qual é o verdadeiro significado dos pássaros?x

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O violão azul, de John Banville

violaoHá histórias em que, desde o começo, ficamos do lado dos caras maus. Não porque sejamos más pessoas, mas acima de tudo porque esses sujeitos são bons em alguma coisa. Eles nos conquistam, nos ganham com seu jeito especial, um olhar magnético ou simplesmente a possibilidade de realizar através deles os nossos mais inconfessáveis desejos.Tom Ripley é sedutor, manipulador, envolvente. Hannibal Lecter mata como ninguém. Existem exemplos aos montes, e em “O violão azul”, somos apresentados a mais um facínora: Oliver Orme, pintor reconhecido, homem culto, refinado e… ladrão. Mas o que nos faz abraçar esse personagem? A lábia e as memórias que vai desfiando em cada linha desse saboroso romance do irlandês John Banville (Ed. Globo, 2016).

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Pedra Bruta, de Paulo Levy

Pedra bruta_capaO delegado Joaquim Dornelas tem um grande dilema nas mãos: no dia em que seus filhos estão chegando de viagem, sua filha mais velha, Roberta, é sequestrada diante de seus olhos; para piorar, uma jovem é brutalmente assassinada em uma casa que pertence a um membro da Maçonaria; para pôr ainda mais lenha na fogueira, o delegado é obrigado a abandonar o caso se quiser ter sua filha de volta.

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5 livrarias encantadoras pelo mundo

A gente sempre tem aquela livraria querida, pra onde a gente pode ir só pra matar um tempo e, se as finanças permitirem, sair com aquela pilha de leitura que sabe-se lá quando poderá ser cumprida. Toda livraria tem seu encanto, mas algumas delas marcam mesmo. O único problema é a geografia, já que algumas delas ficam a um ou alguns voos de distância.

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Quem matou Roland Barthes?, Laurent Binet
barthesQuem matou Roland Barthes? não é para todo mundo. São tantas histórias interconectadas, tantos assuntos tratados ao mesmo tempo, que o leitor pode se sentir confuso ou mesmo perdido. Por exemplo, o autor fala de conceitos de Barthes e diversos outros escritores com desenvoltura e suas eventuais explicações são dadas com a rapidez de um professor certo de estar lidando com uma turma de nível, no mínimo, intermediário. As pistas do crime se misturam a exposições sobre Semiologia, Filosofia da Linguagem, Comunicação. Além disso, Binet dá especial atenção à conjuntura sociopolítica da França de 1980, às portas de uma eleição presidencial, mesclando à trama capítulos que narram exclusivamente longas reuniões de gabinete entre políticos e seus assistentes, a respeito de temas muito específicos da época . A galeria de personagens, quase todos reais, é espantosa e pitoresca, por vezes caricatural. Por fim, a escrita do autor é bastante peculiar, cheia de frases longas e construções incomuns, bem diferente do que se costuma encontrar nas prateleiras das seções policiais.