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	<title>Arquivos a carta roubada -</title>
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	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
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	<title>Arquivos a carta roubada -</title>
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		<title>Novo Século lança edição de luxo com os contos policiais de Edgar Allan Poe</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Oct 2019 12:47:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Uma edição de luxo com os três contos policiais de Edgar Allan Poe será lançada em novembro pela Editora Novo Século.  Auguste Dupin, considerado o vovô dos detetives da ficção, foi criado pelo escritor em 1841 e inspirou a grande leva de autores que se dedicariam à literatura policial anos depois, incluindo Arthur Conan...</p>
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<p>Uma edição de luxo com os três contos policiais de Edgar Allan Poe será lançada em novembro pela Editora Novo Século.  Auguste Dupin, considerado <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2019/06/21/auguste-dupin-o-vovo-dos-detetives/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">o vovô dos detetives da ficção</a></span>, foi criado pelo escritor em 1841 e inspirou a grande leva de autores que se dedicariam à literatura policial anos depois, incluindo Arthur Conan Doyle.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8542816226&amp;asins=8542816226&amp;linkId=7b321effbc72605969563b8a0db4d036&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>&#8220;Auguste Dupin: o Primeiro Detetive&#8221; traz os contos considerados marco inicial da literatura policial: &#8220;Os assassinatos da Rua Morgue” (1841), <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2018/11/27/a-inspiracao-de-edgar-allan-poe-para-o-conto-o-misterio-de-marie-roget/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O mistério de Marie Rogêt</a></span> (1842) e <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2015/04/23/a-carta-roubada-e-a-genial-simplicidade/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">A carta furtada</a></span> (1844). Todas as histórias já foram amplamente adaptadas para o cinema, começando na era do cinema mudo (1914) e com a versão de 1932 de Os assassinatos da Rua Morgue, com Bela Lugosi.</p>
<p>Foi Poe quem primeiro aplicou o uso da lógica e explicação do raciocínio pelo detetive em uma trama de mistério, bem como a narração por um segundo personagem. Décadas depois, Conan Doyle usaria o mesmo recurso para transformar as histórias de Sherlock Holmes em um sucesso mundial.</p>
<p>A edição tem 192 páginas, e vem com tradução de Oscar Nestarez e Fátima Pinho. Confira mais detalhes do livro abaixo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>10 curiosidades sobre Os Crimes da Rua Morgue</h4>
<p><iframe src="https://www.youtube.com/embed/yldMiGdTfFc" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>SOBRE O LIVRO</h4>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/dp/8542816226/ref=as_li_ss_il?fst=as:off&amp;qid=1571752884&amp;refinements=p_n_publication_date:5560471011&amp;rnid=5560468011&amp;s=books&amp;sr=1-15&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=ec929cfc9928366251a0a4ee0d4a30cf" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8542816226&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20" border="0" /></a><img decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8542816226" alt="" width="1" height="1" border="0" /></p>
<p><strong>Título</strong>: Auguste Dupin &#8211; O primeiro detetive<br />
<strong>Autor</strong>: Edgar Allan Poe<br />
<strong>Tradução</strong>: Oscar Nestarez, Fátima Pinho<br />
<strong>Páginas</strong>: 192<br />
<strong>Editora</strong>: Novo Século<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2N6pZnZ" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro</a></span></p>
<p>SINOPSE &#8211; Décadas antes do icônico Sherlock Holmes fascinar os leitores com sua astúcia e inteligência, Edgar Allan Poe – a mente por trás de grandes obras da literatura mundial, bem como da gênese do conto da maneira que conhecemos – escreveu “Os assassinatos da Rua Morgue”. Nesse conto, somos apresentados ao peculiar monsieur C. Auguste Dupin, criminologista notável por sua inteligência durante a investigação de misteriosos casos de assassinato. E é claro que Poe estava, mais uma vez, fazendo história: Dupin foi o primeiro detetive da literatura, naquela que é considerada a primeira história do gênero a ser publicada. O trabalho do autor foi responsável por influenciar não só a criação de Arthur Conan Doyle como toda história policial, desde aquelas escritas no século 19 até as que são lançadas atualmente. Agora, esse legado ganha um tributo nesta edição, que reúne “Os assassinatos da Rua Morgue”, “O mistério de Marie Rogêt” e “A carta furtada”, ou seja, a trilogia completa protagonizada pelo detetive de Poe – Auguste Dupin, o primeiro detetive.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2019/10/23/novo-seculo-lanca-edicao-de-luxo-com-os-contos-policiais-de-edgar-allan-poe/">Novo Século lança edição de luxo com os contos policiais de Edgar Allan Poe</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Auguste Dupin, o vovô dos detetives criado por Edgar Allan Poe</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2019/06/21/auguste-dupin-o-vovo-dos-detetives/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Jun 2019 23:03:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[clássicos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Auguste Dupin foi criado pelo escritor americano Edgar Allan Poe em 1841. Suas histórias foram pioneiras ao trazer três elementos: uso da lógica, narração da trama por um segundo personagem e explicação do raciocínio. Dupin estreou no conto Os Crimes da Rua Morgue, mas quem foi ele, afinal? &#160; [su_quote]Homem com voz de tenor,...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2019/06/21/auguste-dupin-o-vovo-dos-detetives/">Auguste Dupin, o vovô dos detetives criado por Edgar Allan Poe</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Auguste Dupin foi criado pelo escritor americano <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2019/01/20/8-livros-de-edgar-allan-poe-para-ter-na-estante/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Edgar Allan Poe</a></span> em 1841. Suas histórias foram pioneiras ao trazer três elementos: uso da lógica, narração da trama por um segundo personagem e explicação do raciocínio. Dupin estreou no conto Os Crimes da Rua Morgue, mas quem foi ele, afinal?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>[su_quote]Homem com voz de tenor, leva uma vida quase solitária em Paris, onde tem apenas um amigo, que ficou conhecido como “o narrador anônimo” nos contos em que aparece. As maiores diversões de Dupin são ler, resolver charadas e decifrar hieróglifos.[/su_quote]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando investiga um crime, é puramente cerebral: analisa os fatos, repara nos detalhes ignorados pela polícia e formula suas teorias. Fica muito atento às notícias publicadas nos jornais, aproveitando tudo aparentemente sem valor. Para ele, a polícia nunca sabe de nada, pois se baseia em métodos superficiais.</p>
<p>Entre as baforadas no cachimbo de âmbar, passa horas refletindo em silêncio. Seus olhos perambulam de um lado a outro até resolver o mistério. Dupin afirma que sua mágica nada mais é do que “o resultado do emprego correto da lógica, aliado à observação de qualidade e dedução psicológica dos fatos”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" src="https://valeugutenberg.files.wordpress.com/2017/05/a-carta-roubada-poe.jpg?w=940" width="654" height="469" /><br />
<em>Ilustração de A Carta Roubada, 1864</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas nosso herói não é policial nem profissional. Detetive nas horas vagas, soluciona os casos por pura curiosidade e para satisfazer seu enorme ego. Edgar Allan Poe escreveu apenas três contos com Auguste Dupin. Talvez tenha se inspirado em notícias reais para criar o primeiro deles &#8211; Os Crimes da Rua Morgue &#8211; já que a exposição de um orangotango em um museu da Philadelphia, em julho de 1839, chamou a atenção da mídia na época.</p>
<p>Em <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2018/11/27/a-inspiracao-de-edgar-allan-poe-para-o-conto-o-misterio-de-marie-roget/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O Mistério de Marie Roget</a></span> (1842), Poe tomou como base o assassinato da jovem Mary Cecilia Rogers, vendedora de tabaco cujo corpo apareceu boiando no rio Hudson, em Nova York. A última aventura foi <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2015/04/23/a-carta-roubada-e-a-genial-simplicidade/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">A Carta Roubada</a></span>, de 1844, um dos primeiros mistérios de quarto-fechado da literatura policial. Neste tipo de história, o crime acontece em um ambiente fechado, sem explicação aparente. Uma trajetória curta para Dupin, mas fundamental.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8594540248&amp;asins=8594540248&amp;linkId=bf02134526fb0ec7b773002505607dbc&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>(Texto extraído do e-book <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2x7MxwW" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Os Maiores Detetives do Mundo, de Chris Lauxx</a></span>)</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1>SOBRE O E-BOOK</h1>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/Os-Maiores-Detetives-do-Mundo-ebook/dp/B00OQPAB04/ref=as_li_ss_il?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;crid=1PFMN13IXV8LR&amp;keywords=os+maiores+detetives+do+mundo&amp;qid=1561146207&amp;s=gateway&amp;sprefix=os+maiores+detetives,aps,241&amp;sr=8-1&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=fa2765f2c055a4bdd80c5d109dc1dcda" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" class="alignnone" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=B00OQPAB04&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20" border="0" /></a><img loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=B00OQPAB04" alt="" width="1" height="1" border="0" /><br />
<strong>Título</strong>: Os maiores detetives do mundo<br />
<strong>Autor</strong>: Chris Lauxx<br />
<strong>Páginas</strong>: 316<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2XZ5kqd" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o e-book</a></span></p>
<p><strong>SINOPSE</strong> &#8211; O que Sherlock Holmes, Batman e Ed Mort têm em comum? Poirot, 007 e House podem pertencer ao mesmo clube? A resposta é sim, já que todos eles investigam e solucionam mistérios! Os Maiores Detetives do Mundo é uma enciclopédia pop dedicada a 60 grandes investigadores da literatura, cinema, quadrinhos, TV e games. Este guia único e completo apresenta perfis, biografias, curiosidades e inúmeras informações divertidas sobre o mundo dos detetives. Do surgimento da ficção policial à atualidade, viaje pela linha do tempo e encare os protagonistas mais durões, esquisitos e fascinantes do planeta. Desvende enigmas com Auguste Dupin e treine as células-cinzentas com Hercule Poirot. Brinde em Paris com o comissário Maigret e renda-se à majestade inglesa de Sherlock Holmes. Desvie das balas de Philip Marlowe e resista ao charme de James Bond, enquanto os serial killers de Kay Scarpetta confundem a polícia americana. As sombras da cidade não são sombras, são Batman e The Spirit lutando para manter a ordem e paz reinante. E na terra dos vikings, Wallander, Joona Lina e Lisbeth Salander revelam inimigos ocultos. Escrito com linguagem acessível e organizado em capítulos cronológicos e temáticos, Os Maiores Detetives do Mundo é o guia definitivo para quem não resiste a um bom mistério.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2019/06/21/auguste-dupin-o-vovo-dos-detetives/">Auguste Dupin, o vovô dos detetives criado por Edgar Allan Poe</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>O lado obscuro da literatura</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2015/07/21/o-lado-obscuro-da-literatura/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2015 20:19:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Publicado originalmente no site El Observador, por Andrés Riciardulli (Tradução: Rogério Christofoletti) &#160; O romance policial bate recordes de vendas e se torna o queridinho dos editores no Uruguai. Novas coleções e autores nacionais e estrangeiros revitalizaram o gênero e revivem o fenômeno. O assassino é o mordomo. Com esta frase simples mas poderosa, uma parte...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7608 size-large" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/0001478433.jpg?w=700" alt="0001478433" width="700" height="393" /> <span style="color:#0000ff;"><a style="color:#0000ff;" href="http://www.elobservador.com.uy/el-lado-oscuro-la-literatura-n657534" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Publicado originalmente no site El Observador</a></span>, <strong>por Andrés Riciardulli</strong><br />
(Tradução: Rogério Christofoletti)<br />
&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">O romance policial bate recordes de vendas e se torna o queridinho dos editores no Uruguai. Novas coleções e autores nacionais e estrangeiros revitalizaram o gênero e revivem o fenômeno. </span><span style="font-size:1.25em;"><em>O assassino é o mordomo.</em> Com esta frase simples mas poderosa, uma parte importante da opinião pública uruguaia criticou durante décadas um gênero que desde o início teve em sua linha escritores de grande talento. Tal setor preconceituoso da sociedade omitia o bom e apontava unicamente para o mal, com uma miopia que foi o resultado da ignorância.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Muitos desses críticos, se não estivessem mortos hoje, ficariam estupefatos ao conhecer as cifras que a indústria do livro policial move, as filas que se formam nas feiras para pegar autógrafos e os milhões de adeptos que têm o gênero em qualquer de suas variantes, prova cabal de que a arte sempre abre caminhos apesar das barreiras.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Ainda que alguns opinem que o fenômeno tenha chegado ao fim, é preciso reconhecer a revitalização do gênero pelos <a href="https://literaturapolicial.com/2014/10/27/10-estrelas-da-literatura-policial-na-escandinavia/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">autores nórdicos</a>. Escritores como o desaparecido Stieg Larsson, Henning Mankell, Jo Nesbo ou Arne Dahl demonstraram que a violência e a corrupção estão à espreita até mesmo nos países mais prósperos do planeta. </span><span style="font-size:1.25em;">Fascinado pelo contraste do sangue na neve e por certa morbidez ao saber que na Suécia, Finlândia e Noruega também há problemas, o público respondeu de imediato em escala mundial e as vendas dispararam como nunca.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:1.55em;">Na origem estava Poe</span></strong><br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7600 size-medium" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/poe.jpg?w=221" alt="poe" width="221" height="300" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Hoje se aceita que Edgar Allan Poe foi o pai do gênero. A publicação na década de 1840 de &#8216;Os Crimes da Rua Morgue&#8217;, &#8216;O Mistério de Marie Roget&#8217; e &#8216;A Carta Roubada&#8217;, protagonizados pelo detetive Auguste Dupin, marca um antes e um depois no gênero. </span><span style="font-size:1.25em;">Nessas obras, Poe criou as bases do gênero, ao exemplificar como um crime poderia ser solucionado graças à racionalidade absoluta de um investigador. Além disso, apresentou uma das cenas mais clássicas do policial: o assassinato inexplicável, já que o cômodo onde está o cadáver está fechado por dentro.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">À luz desse faro precursor surgem outros detetives que farão história, como o mítico Sherlock Holmes, Hercule Poirot, Miss Marple, Maigret ou o Padre Brown. O sucesso imediato desses personagens não é apenas fruto do talento de seus criadores, mas também das características de uma época. </span><span style="font-size:1.25em;">Michel Foucault explica com maestria: “Tem sido absolutamente necessário constituir o povo em sujeito moral, separá-lo, então, da delinquência. Separar claramente o grupo dos delinquentes, mostrá-los como perigosos não apenas para os ricos, mas também para os pobres; mostrá-los carregados de todos os vícios e origem dos maiores perigos. Vem daí o nascimento da literatura policial e a importância dos jornais de sucesso, dos horríveis relatos de crimes”.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Isso é particularmente certo no caso dos Estados Unidos, onde além da imprensa marrom surgem no começo do século XX as famosas revistas Pulp, que serão o berço da novela negra. Escritores como Dashiell Hammett, Raymond Chandler e Jim Thompson publicam ali relatos de detetives e heróis que, diferentemente dos britânicos, estão dispostos a sujar as mãos. Surge assim um subgênero de linhas bem definidas: personagens ambíguos que têm um lado obscuro, menos dedução racional e mais investigação em campo, e uma critica social bem marcada.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Muitas das obras desses autores seriam logo levadas ao cinema com grande sucesso (Perdição, O Falcão Maltês, O Sono Eterno), o que ajudou a popularizar um gênero que teve em Humphrey Bogart seu ícone mais conhecido. </span><span style="font-size:1.25em;">Na América Latina, a coleção <em>El Séptimo Círculo</em>, publicada entre 1945 e 1983, e dirigida por Jorge Luis Borges e Adolfo Bioy Casares durante os primeiros dez anos, fez com que milhões de leitores se convertessem em adeptos da novela policial.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">X</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:1.55em;">Assassinato à moda uruguaia<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7613" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/collage.jpg?w=750" alt="collage" width="598" height="299" /><br />
</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">No Uruguai, escritores como Juan Carlos Onetti e Mario Levrero conseguiram, com suas preferências confessadas, que o público lesse o mesmo que eles. </span><span style="font-size:1.25em;">É o caso de Renzo Rossello (Trampa para ángeles de barro, Las Furias, El combatiente), um dos autores nacionais de maior prestígio na matéria policial. Desde muito jovem se deleitava com as histórias de Sherlock Holmes, mas foi graças a Onetti que conheceu os reis da novela negra, que lhe despertaram a necessidade de escrever.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Levou tão a sério que decidiu direcionar sua carreira como jornalista para a cobertura de crimes: &#8220;Eu queria descer ao barro, ver as coisas no terreno. Também pensava que do meu trabalho poderia surgir material que me servisse para escrever ficção. Não foi exatamente o que aconteceu, mas essa tarefa jornalística me ensinou muito&#8221;. </span><span style="font-size:1.25em;">Embora Rossello estivesse em conformidade com essa fase, teve que abandoná-la. &#8220;Foram muitos anos e acabei adoecendo. Entendo que no jornalismo temos que trabalhar a partir da sensibilidade pessoal porque senão não funciona, e isso estava me fazendo muito mal. Estava adoecendo, tinha muitos pesadelos&#8221;, revela.</span><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Sobre o sucesso atual da novela policial, Rossello considera natural. &#8220;O mais obscuro sempre nos atrai. Não creio nas pessoas descartam ser positivas ou portadores de uma visão otimista da vida. A literatura negra é uma indagação sobre o lado mais sombrio de nós mesmos&#8221;, ressalta. Mas ele acredita que tem sido fundamental a hibridização com outros subgêneros, como a ficção científica, o romance político, o gótico e os quadrinhos. &#8220;Essas possibilidades de &#8216;cruzamento de raças&#8217; tem dado força e sobrevivência ao gênero noir&#8221;, afirma.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Algumas das obras de Rossello foram publicadas na coleção Cosecha Roja, da editora uruguaia Estuario, criada em 2010, e que já publicou 17 livros policiais, 15 deles de autores nacionais. Marcela Saborido, responsável pela seleção, disse que o empreendimento surgiu de uma necessidade editorial já que lhes chegavam muitas obras que não tinham lugar no catálogo. </span><span style="font-size:1.25em;">Para Saborido, a novela policial uruguaia &#8220;se caracteriza por retratar muito bem a polícia e os criminosos, que também são muito identificáveis&#8221;. Sobre o impacto da coleção, acredita que ajudou a quebrar o preconceito sobre o gênero no país. &#8220;Muita obra boa não era publicada. Creio que houve uma mudança e por isso estão saindo tantos livros e tantos autores novos&#8221;, destacou.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">O caso de Cosecha Roja é único no Uruguai mas não no mundo. Editoras de todas as partes, sempre atentas ao mercado, tem se voltado à publicação de novelas policiais em diferentes coleções. Na Argentina, destaca-se Negro Absoluto, a cargo do escritor e guru de toda uma geração Juan Sasturian. Há também Extremo Negro, coordenada pelo escritor Carlos Santos Sáez. Na Espanha, Salamandra Black, uma aventura editorial do selo da lagartixa, já publicou seis títulos mais que aceitáveis de autores contemporâneos, alguns tão na moda como Nic Pizzolatto, criador da série televisiva True Detective.</span></p>
<p style="text-align:justify;">(Imagens: Wikipedia, divulgação, <a href="http://www.elpais.com.uy/domingo/combatiente-renzo-rossello.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">El Pais</a>, <a href="http://oxandpigeon.com/ox-and-pigeon-gears-up-for-2013/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Ox and Pidgeon</a>)</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/07/21/o-lado-obscuro-da-literatura/">O lado obscuro da literatura</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Edgar Allan Poe: a carta roubada e a genial simplicidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Padrini]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2015 13:15:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[a carta roubada]]></category>
		<category><![CDATA[auguste dupin]]></category>
		<category><![CDATA[Edgar Allan Poe]]></category>
		<category><![CDATA[josé paulo paes]]></category>
		<category><![CDATA[resenha a carta roubada allan poe]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Rodrigo Padrini &#8211; Apesar de já me considerar um homem adulto e um ser dotado de responsabilidades, frequentemente me rendo a prazeres que, às pessoas desavisadas, podem parecer supérfluos, coisas de criança. Esse prazer consiste na presença de onze jogadores de futebol digitais controlados remotamente que disputam uma partida contra outros onze jogadores controlados...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Rodrigo Padrini</em> &#8211; Apesar de já me considerar um homem adulto e um ser dotado de responsabilidades, frequentemente me rendo a prazeres que, às pessoas desavisadas, podem parecer supérfluos, coisas de criança. Esse prazer consiste na presença de onze jogadores de futebol digitais controlados remotamente que disputam uma partida contra outros onze jogadores controlados por computadores, geralmente mais inteligentes do que eu. Em outras palavras, FIFA 15 é o nome desta brincadeira que ainda me toma algumas horas.</p>
<p>Neste jogo de videogame, assim como no futebol de verdade, um dos fundamentos essenciais para se conquistar a vitória é a marcação. Temos que saber marcar os atacantes, tomar a bola, ganhar disputas e prever suas jogadas mais elaboradas. Um bom zagueiro sabe disso. Para tal proeza, me esforço em ocupar a cabeça do meu adversário, pensar como ele pensa. É a melhor forma de prever seus movimentos. Muitas vezes dá certo.</p>
<p>Deixando o futebol de mentirinha por um momento, recentemente li um dos contos mais famosos de <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2018/11/27/a-inspiracao-de-edgar-allan-poe-para-o-conto-o-misterio-de-marie-roget/">Edgar Allan Poe</a></span>, chamado “A carta roubada” (Companhia das Letras, 2008) e, em apenas algumas páginas, aprendi uma lição de vida. Sem exagero. Com uma narrativa meticulosa, C. Auguste Dupin (o detetive de Poe) mostra sua inteligência ao expor, com um exemplo concreto, como a genialidade pode ser simples.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3></h3>
<h3 style="text-align: left;"><span style="color: #000000;">Os parágrafos a seguir contêm spoilers</span></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-16686 alignnone" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/04/giphy-6.gif" alt="giphy-6" width="390" height="315" /></p>
<p>O breve mistério se inicia com o desaparecimento de uma correspondência importante na realeza, uma carta roubada que contém informações suficientes para abalar os nervos de quem está no poder. Prontamente, o comissário de polícia é acionado e logo um ministro é apontado como principal suspeito, acusado de estar utilizando a carta que está em seu domínio para chantagear os grandes, ameaçando divulgar seu conteúdo.</p>
<p>O comissário, experiente e destemido, resolve planejar e executar uma busca completa na casa do ministro, onde acreditam estar escondida a carta. Aproveitando da ausência frequente do suspeito em sua residência, o comissário consegue dirigir uma varredura minuciosa do ambiente, procurando a carta dentro de livros, mesas, pés de cadeira, espelhos e outros locais inimagináveis. Resultado: nada de carta por aqui. Nos vemos então na casa de Dupin que, enquanto fuma e papeia com um companheiro, recebe uma visita eventual do comissário de polícia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-6332" style="margin-top: 30px; margin-bottom: 30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/04/dupin2.jpg?w=750" alt="dupin2" width="574" height="278" /></p>
<p>Entre uma notícia e outra, tudo que expliquei até agora é contado aos fumantes de cachimbo ali em cima e Dupin, ao ser interrogado por conselhos, orienta o comissário que realize nova busca, ainda mais detalhada, na residência do ministro. Resumo da ópera, após alguns meses o comissário aparece em nova visita aos amigos e, decepcionado, informa seu fracasso. Não havia encontrado a correspondência.</p>
<p>Surpreendendo a todos, Dupin informa que a carta pode ser do comissário naquele instante, basta que ofereça uma comissão financeira por seus serviços, já que a correspondência está ali, em seu poder. Pasmem. Como ele fez isso? Bom, ele explica. Com detalhes. O nosso esperto detetive se antecipou ao comissário após aquela primeira visita, comparecendo ao escritório do ministro em clima cordial, tendo como real interesse, em segundo plano, localizar a carta.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8535930035&amp;asins=8535930035&amp;linkId=c9d0011531c160520bcd605311de792c&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Dupin encontra a correspondência, exposta em um local visível a todos, camuflada como uma carta antiga, sob um móvel qualquer. Construindo cuidadosamente uma réplica, após alguns dias faz uma segunda visita ao escritório do ministro e, em uma manobra inteligente, troca as cartas de lugar, deixando a falsa e levando consigo a original, tão desejada pelo comissário. O ministro nada percebe. Recebendo seu pagamento, Dupin entrega a carta ao comissário que, saltitante e feliz, irá aos seus contratantes entregar seu trabalho cumprido. Fim de papo.</p>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-6334 alignleft" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/04/poe.jpg" alt="poe" width="196" height="262" /><br />
Garanto que o conto original é muito melhor que o meu resumo, no entanto, é possível extrairmos a lição. O ministro que roubara a carta, ao prever inteligentes métodos de busca que seriam adotados pelos seus adversários optou por contrariar suas expectativas. Ao pensar como eles pensariam, escolheu deixar a carta ali, onde todos poderiam ver, em seu escritório, ao alcance de qualquer um, justamente onde ninguém procuraria, por ser tão óbvio. Enganou a todos, menos nosso astuto Dupin.</p>
<p>Para mim, Poe nos mostra que para alcançarmos a excelência é preciso ir além &#8211; nesse caso a excelência no roubo e na chantagem, mas não estamos falando aqui sobre ética e moral. Supera a inteligência e a habilidade, transformando-a em genialidade. Inverte os papéis. Pensa como o seu adversário. Quebra o padrão. Psicologia essencial para apenas algumas páginas de um conto antigo não? Pois é. Podemos nos assustar com a simplicidade da genialidade de nossos mestres.</p>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-9465 size-full" style="margin-bottom: 0; margin-top: 30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/star4.png" alt="star4" width="98" height="22" /></p>
<h4>SOBRE O LIVRO</h4>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/Hist%C3%B3rias-extraordin%C3%A1rias-Edgar-Allan-Poe/dp/8535930035/ref=as_li_ss_il?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;crid=3SC8DQYCELGRC&amp;keywords=hist%C3%B3rias+extraordin%C3%A1rias&amp;qid=1558190728&amp;s=gateway&amp;sprefix=hist%C3%B3rias+e,aps,239&amp;sr=8-1&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=60c1df9a3d3069c7f79feaff933cd7d8" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" class="alignleft" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8535930035&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20" border="0" /></a><img loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8535930035" alt="" width="1" height="1" border="0" /><strong>Título</strong>: Histórias Extraordinárias<br />
<strong>Autor</strong>: Edgar Allan Poe<br />
<strong>Editora</strong>: Companhia das Letras<br />
<strong>Páginas</strong>: 272<br />
<strong>Ano</strong>: 2008<br />
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<p><strong><br />
SINOPSE &#8211;</strong> Nestes contos &#8211; selecionados e traduzidos por José Paulo Paes &#8211; <a href="https://literaturapolicial.com/2017/07/25/entrevista-uma-conversa-com-a-tradutora-do-edgar-allan-poe/">Edgar Allan Poe</a> imaginou algumas das mais conhecidas histórias de terror e suspense da literatura, tramas que migraram da ficção direto para o imaginário coletivo do Ocidente. Pioneiro dos contos de mistério, como &#8220;A carta roubada&#8221; e &#8220;O escaravelho de ouro&#8221;, Poe deu a seus personagens notável profundidade psicológica.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rodrigo Padrini' src='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/rodrigopadrini/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rodrigo Padrini</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Psicólogo, mestre e doutorando em Psicologia. Atua no sistema prisional. É músico e leitor assíduo de romances policiais, com aquele lugar especial no coração para Georges Simenon e Raymond Chandler.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://maisumaopiniao.com.br/" target="_self" >maisumaopiniao.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/04/23/a-carta-roubada-e-a-genial-simplicidade/">Edgar Allan Poe: a carta roubada e a genial simplicidade</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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