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	<title>Arquivos a casa da seda -</title>
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	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
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		<title>A casa da seda, de Anthony Horowitz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Amaral]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Mar 2017 11:20:05 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Alexandre Amaral</em> &#8211; Quem não gostaria de fazer parte de uma história em que Sherlock Holmes é o protagonista? Há mais de um século temos vivido as aventuras do detetive como meros espectadores, mas mesmo com essa distância, nos sentimos conhecedores de seus trejeitos, hábitos rotineiros e manias.</p>
<p>Em algumas ocasiões é até possível sentir que somos o ocupante de uma poltrona imaginária disposta na sala do 221b enquanto Watson e Holmes conversam sobre o caso mais recente.</p>
<p>Para ressuscitar Holmes nas páginas, antes de mais nada, seria necessário ter amplo conhecimento sobre quase toda as suas aparições e desdobramentos. Conhecer o detetive e todo seu ambiente é uma missão bem menos difícil do que a tentativa de reproduzi-lo. E é isso que Anthony Horowitz almeja em seu livro A Casa da Seda.</p><div id="liter-2062716493" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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<p>No que é considerado o novo romance de Sherlock Holmes, Anthony Horowitz, através de seu Watson, conta uma aventura inédita do famoso detetive. O enredo apresenta um Watson já idoso, narrando o que seria uma aventura que só deveria ser levada aos leitores após a sua morte, tamanha a asquerosidade do problema em que foram envolvidos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">[su_quote]Esforçando-se para replicar todo o carisma de Watson e genialidade de Holmes, o autor atinge certa credibilidade no decorrer da trama, apresentando personagens caricatos, e concluindo com uma dupla de protagonistas com até certa simpatia.[/su_quote]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O ambiente do romance parece bem armado, montando uma Baker Street tão real quanto poderia ser. Mas, ainda assim, é possível perceber que o livro está bem distante de ser tão badalado quanto as críticas dizem que é. Apesar de a história se desenvolver bem e toda essa maquiagem melhorar com o progresso do enredo, fica sempre nítido que a aventura é uma reverência aos originais, e não chega a fazer frente em questão de qualidade. Alguns detalhes chamam a atenção e quebram algumas expectativas, positivas e negativas, que poderíamos esperar do material.</p>
<p>Percebe-se que Horowitz se esforça para aproximar seu pastiche do original, o que talvez tenha sido um erro por preciosismo. Por se concentrar tanto em seu Holmes, Horowitz racionaliza demais seu Watson, afastando-o do verdadeiro, dando a ele um tom exagerado, mas não inverossímil. Assim, ele cria um Watson que fornece deixas pontuais, e parece querer ditar o enredo a ser seguido pelo detetive, como se o Watson vivesse cada aventura como um diretor que programa cada cena que será registrada. Com esses deslizes, nos transparece que o Holmes de Horowitz é pálido, sem sua altivez e força naturais, claramente perceptível a quem leu meia dúzia de contos de Conan Doyle.</p>
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<p>Para todo leitor de Holmes, homenagens são e serão sempre bem-vindas. O selo da Conan Doyle Estate chancela a obra e passa certa confiança ao leitor menos precavido e, de certa maneira, fisga o desconfiado leitor mais fiel, o que ajuda a impulsionar as vendas. Fica claro que a permissão para trazer Holmes de volta não é sinal de que algo bom virá com ele, mas aquece o coração de cada fã perceber que cenários ainda não explorados podem ser um possível palco para o detetive que nunca morrerá.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>SOBRE O LIVRO</h4>
<p><strong><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignleft wp-image-17617 size-medium" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2017/03/seda.jpg?w=206" alt="" width="206" height="300" />Título</strong>: A casa da seda<br />
<strong>Autor</strong>: Anthony Horowitz<br />
<strong>Tradução</strong>: Maria Luiza X. de A. Borges<br />
<strong>Páginas</strong>: 272<br />
<strong>Editora</strong>: Zahar<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2J1TQfh" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro</a></span></p>
<p><strong>SINOPSE</strong> – O detetive Sherlock Holmes está de volta! Os mesmos métodos irresistíveis de dedução, a incrível velocidade de raciocínio, a parceria com Dr. Watson, os mesmos vícios e manias, o clima de suspense e mistério que prende o leitor até a última página. O que muda é o autor que assina este romance. O mais famoso detetive da história, criado por Arthur Conan Doyle no fim do século XIX, agora ganha vida pelas mãos de Anthony Horowitz. A Casa da Seda é o primeiro caso de Sherlock Holmes escrito por outro autor a obter reconhecimento e autorização oficiais da entidade que administra e protege a obra do escritor, o Arthur Conan Doyle Estate. Na trama, o leitor se depara com uma Londres gelada. É novembro de 1890 e Sherlock Holmes e Watson estão juntos à lareira saboreando um chá, quando um agitado cavalheiro bate à porta do número 221B de Baker Street pedindo ajuda. Agoniado, ele conta que está sendo seguido há semanas por um homem com o rosto marcado por uma cicatriz. Intrigados pelo relato, Holmes e Watson logo se veem às voltas com uma série de acontecimentos enigmáticos e sinistros que se espalham da penumbra das ruas de Londres ao fervilhante submundo do crime de Boston. Quanto mais mergulham no caso, mais se deparam com um nome, que é sempre sussurrado &#8211; &#8221; A Casa da Seda&#8221;. Uma misteriosa entidade, um adversário mais mortal que qualquer outro já enfrentado por Holmes. Depois dessa leitura, ninguém terá mais dúvidas. Holmes está mesmo de volta.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Alexandre Amaral' src='https://secure.gravatar.com/avatar/780f1830f148a323a7631680cc6995396e15ce5a9e9b3a757d515ee420c32007?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/780f1830f148a323a7631680cc6995396e15ce5a9e9b3a757d515ee420c32007?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/alexandre-amaral/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Alexandre Amaral</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Formado em Letras pela UERJ/FFP, é professor e pesquisador da literatura policial brasileira. Aprendeu a gostar de ler com Veríssimo, mas tem o hábito de dosar a leitura de Sherlock Holmes, com pena de que a obra acabe. Gosta de filosofia, história e futebol. De Niterói, RJ.</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2017/03/28/o-detetive-que-nunca-morrera-a-casa-da-seda-de-anthony-horowitz/">A casa da seda, de Anthony Horowitz</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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