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	<title>Arquivos A Confraria dos Espadas -</title>
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	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
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	<title>Arquivos A Confraria dos Espadas -</title>
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		<title>Rubem Fonseca: O homem que arrebatou o Brasil (parte III)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mateus Baldi]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Oct 2014 14:41:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[A Coleira do Cão]]></category>
		<category><![CDATA[A Confraria dos Espadas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando José Rubem Fonseca – mineiro, ex-funcionário da Light e comissário de polícia – estreou na literatura em 1963, a</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/10/rubem31.jpg"><img  title="" fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1899" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/10/rubem31.jpg"  alt="rubem31 Rubem Fonseca: O homem que arrebatou o Brasil (parte III)"  width="720" height="352" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Quando José Rubem Fonseca – mineiro, ex-funcionário da Light e comissário de polícia – estreou na literatura em 1963, a última revolução literária nas terras de Vera Cruz tinha sido as páginas que retratavam as mazelas do sertão (e da pobreza de indivíduos bastante singulares). </span><span style="color:#000000;">Ninguém, repito, absolutamente ninguém estava preparado para as páginas que se estenderiam nas prateleiras.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Rubem Fonseca arrebatou a crítica e o público por praticar uma literatura honesta. E é com a mesma dose de honestidade que essa trilogia de artigos se propõe a apresentar a obra e o autor José Rubem Fonseca, nascido a 11 de maio de 1925 em Juiz de Fora.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/10/as_fases.png"><img  title="" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1895" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/10/as_fases.png"  alt="as_fases Rubem Fonseca: O homem que arrebatou o Brasil (parte III)"  width="272" height="21" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Chegamos ao fim dessa trilogia. Em primeiro lugar, foi um prazer esquadrinhar novamente a obra de RF. É muito bom ver como alguém evoluiu em cinco décadas de literatura ininterrupta.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Essa última seção tem por objetivo analisar cada fase, cada conjunto de obras lançadas em anos diferentes porém escritas com um tom parecido, ou até mesmo a temática.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<h3 style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Fase Um – Realismo Iniciante</span></h3>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">É composta pelos livros &#8220;Os Prisioneiros&#8221;, &#8220;A Coleira do Cão&#8221; e &#8220;Lúcia McCartney&#8221;. Essa pequena trilogia de contos sessentistas serviu para colocar Rubem Fonseca no patamar da mais elevada – e prestigiada – literatura nacional da época. Com contos afiados, inovadores em termos de estética e construção narrativa, abriu caminho para a segunda fase, onde RF se esbaldou.</span><br />
<span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<h3 style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Fase Dois – Realismo Brutalista</span></h3>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O termo foi cunhado por Alfredo Bosi em 1975 e se encaixa perfeitamente nos livros &#8220;O Caso Morel&#8221;, &#8220;Feliz Ano Novo&#8221; e &#8220;O Cobrador&#8221;. Passamos a conhecer aqui um Rubem mais ousado, que não tem medo da Censura e de devassar a sociedade brasileira à sombra da ditadura, uma gente que matava, fodia, lambia cus e visitava artistas presos na cadeia. Talvez houvesse tempo de cobrar algumas coisas e subir a serra para um almoço. Talvez.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Nessa fase não há concessões. A porrada dói – e muito.</span><br />
<span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<h3 style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Fase Três – Realismo Elaborado</span></h3>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Entre 1983, com a publicação de &#8220;A Grande Arte&#8221;, e 1994, quando &#8220;O Selvagem da Ópera&#8221; foi lançado, Rubem Fonseca aliou ao brutalismo uma perícia e um refino ímpares na hora de construir seus romances. Os personagens ficam exponencialmente complexos, as histórias, portanto, idem. Cada livro lançado é sucesso absoluto. Rubem já é O autor nacional. Não há para ninguém. São histórias grandiloquentes que versam sobre a liberdade de corpos amarrados a dogmas tão perversos que chega a ser impossível não se sentir claustrofóbico lendo-as. E é isso que torna essa terceira fase a melhor de todas. Aqui Rubem Fonseca está no auge do auge. E não pretende parar para descansar, pois&#8230;</span><br />
<span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<h3 style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Fase Quatro – Realismo Minimalista</span></h3>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">&#8230; os anos 1990 chegam e com eles vem os contos e as novelas publicadas entre &#8220;O Buraco na Parede&#8221; e &#8220;A Confraria dos Espadas&#8221;. São histórias curtas em termos de tamanho e construção de personagens. RF parece se preocupar muito mais em chocar o leitor por reviravoltas surpreendentes do que efetivamente chocar por chocar – isso já foi tão feito que não há mais sentido. A literatura torna-se, portanto, mínima e bela, excessivamente bela.</span><br />
<span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<h3 style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Fase Cinco – Realismo de Águia</span></h3>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Rubem envelheceu. Já na casa dos setenta anos, lança histórias cada vez mais curtas, em livros cada vez mais mínimos. O olhar, entretanto, permanece aguçado. Em pauta, o funk, o aborto, as comunidades carentes, as chocolaterias. De &#8220;O Doente Moliére&#8221; até &#8220;Ela e outras mulheres&#8221;, lançado em 2006, nota-se um consumo cada vez mais baixo de violência. São quase-crônicas banhadas em ácido, pequenas doses de: estou voltando, me aguardem, esperem mais um pouco. Talvez seja o único ponto mais baixo da carreira de RF, o que, em termos de Rubem Fonseca, não é demérito algum. O ponto baixo é sempre um centímetro abaixo do cume.</span><br />
<span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<h3 style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Fase Seis – Realismo Neobrutalista</span></h3>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">&#8220;O Seminarista&#8221;, primeira publicação de Rubem após a conturbada saída da Companhia das Letras, é o retorno que todos queriam. Violência, sexo, diálogos, literatura, porrada, sangue, enfim&#8230; o velho Rubem de sempre, já com oitenta e poucos anos, faz a alegria dos fãs. Em 2013 sai &#8220;Amálgama&#8221;, seu último livro de contos, uma porrada fenomenal na sociedade de consumo do século 21. Não há quem escape. Rubem voltou a brilhar intensamente e foi indicado ao Jabuti, já como favorito.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O neobrutalismo é vigiado por iPods, redes sociais e mais acidez. Os jovens que se cuidem enquanto o carequinha do Leblon continuar escrevendo. A literatura brasileira ainda tem um mestre. Reverenciem-no, pois.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span><br />
<a href="https://literaturapolicial.com/2014/09/19/rubem-fonseca-o-homem-que-arrebatou-o-brasil-parte-ii-2/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Leia a 1ª parte deste artigo, com destaque para os contos de Rubem Fonseca.<br />
Leia a 2ª parte deste artigo, com destaque para os romances de Rubem Fonseca.</a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<h5 style="text-align:justify;"><em>(Imagem: <a href="http://veja.abril.com.br/111109/letras-latinas-crimes-cariocas-p-210.shtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Zeca Fonseca/VEJA</a>)</em></h5>
<p style="text-align:justify;"><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/08/mateus11.png"><img  title="" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1093" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/08/mateus11.png"  alt="mateus11 Rubem Fonseca: O homem que arrebatou o Brasil (parte III)"  width="600" height="133" /></a></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=100&#038;d=mm&#038;r=g Rubem Fonseca: O homem que arrebatou o Brasil (parte III)" alt='Mateus Baldi' src='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/mateus-baldi/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Mateus Baldi</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Nasceu em 1994. É escritor e roteirista. Fundou a plataforma literária Resenha de Bolso, foi editor de cultura da revista Poleiro e colaborador de literatura no site da Piauí.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://www.resenhadebolso.com.br/" target="_self" >www.resenhadebolso.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2014/10/13/rubem-fonseca-o-homem-que-arrebatou-o-brasil-parte-iii/">Rubem Fonseca: O homem que arrebatou o Brasil (parte III)</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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