<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Adolfo Bioy Casares -</title>
	<atom:link href="https://literaturapolicial.com/tag/adolfo-bioy-casares/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link></link>
	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
	<lastBuildDate>Sun, 19 Jul 2026 16:19:11 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.0.2</generator>

<image>
	<url>https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-33333782_2030838226987324_246982996299612160_n-2-32x32.jpg</url>
	<title>Arquivos Adolfo Bioy Casares -</title>
	<link></link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>A invenção de Morel, de Adolfo Bioy Casares</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2016/11/28/a-invencao-de-morel-de-adolfo-bioy-casares/</link>
					<comments>https://literaturapolicial.com/2016/11/28/a-invencao-de-morel-de-adolfo-bioy-casares/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rogerio Christofoletti]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Nov 2016 12:51:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[a invenção de morel]]></category>
		<category><![CDATA[Adolfo Bioy Casares]]></category>
		<category><![CDATA[biblioteca azul]]></category>
		<category><![CDATA[ficção científica]]></category>
		<category><![CDATA[globo livros]]></category>
		<category><![CDATA[realismo fantástico]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://literaturapolicial.com/?p=15831</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Rogério Christofoletti &#8211; Se criassem uma máquina para reunir todas as críticas, notícias e comentários sobre A invenção de Morel, não seria exagerado imaginar que teríamos o suficiente para plantar uma ilha no oceano. Talvez do mesmo tamanho da porção de terra cercada por água onde se passam as ações do livro de...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2016/11/28/a-invencao-de-morel-de-adolfo-bioy-casares/">A invenção de Morel, de Adolfo Bioy Casares</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Rogério Christofoletti</em> &#8211; Se criassem uma máquina para reunir todas as críticas, notícias e comentários sobre <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/3P8UCso" target="_blank" rel="noopener">A invenção de Morel</a></span>, não seria exagerado imaginar que teríamos o suficiente para plantar uma ilha no oceano. Talvez do mesmo tamanho da porção de terra cercada por água onde se passam as ações do livro de Bioy Casares.</p>
<p>Essa imagem improvisada sugere o desafio para quem se aventura a resenhar uma obra de 1940, celebrada em toda a parte, considerada fundamental para os gêneros de fantasia e ficção científica. Na verdade, o desafio está mais para desatino, e por essa razão, as palavras a seguir merecem se desvanecer ao sabor da bela história de um homem numa ilha misteriosa.</p>
<p>O que o leitor tem em mãos é o diário de um fugitivo da justiça venezuelana que se refugia numa ilha aparentemente urbanizada, com prédios construídos e habitantes esquisitos. Os nativos são aqueles silenciosos homens que aparecem nos altos dos morros, tão alheios quanto a atraente mulher que todas as tardes assiste ao pôr-do-sol no mesmo lugar e tão indiferentes quanto o barbudo cheio de razão que com todos conversa. Com todos exceto o narrador, implacavelmente ignorado pelos habitantes da ilha seja porque se esconda deles e tema ser capturado pela polícia, seja por razões insondáveis.</p>
<p>Exausto, doente, insone e faminto, alimenta-se de raízes alucinógenas nos baixios da ilha e persegue os nativos para compreender o que se passa ali. Privilegiado cúmplice, a essa hora, o leitor só observa os limites entre realidade e imaginação pelo retrovisor. Para o protagonista, os nativos agora são “os intrusos” e a beleza daquela mulher de fim de tarde atormenta a sua alma.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 1.45em;">Por que todos agem daquela maneira alheia?<br />
Que construções são aquelas na ilha?<br />
O que trouxe as pessoas àquela ilha?</span></p>
<p>A espiral de perguntas leva a uma vertigem que nos põe a pensar na absoluta fragilidade da vida, no quão artificiais são as nossas certezas, e em como construímos nossos castelos no espesso nada. Uma rápida passagem ilustra esse estranhamento avesso que Bioy Casares promove. Há um momento em que o protagonista teme mais uma invasão de fantasmas que de policiais. De tão isolado, o local só poderia abrigar mesmo a alternativa fantasmagórica. Difícil acreditar que soldados chegariam até ele…</p>
<p>O leitor precisa estar avisado de uma coisa: percorrerá páginas e páginas completamente desorientado, assim como o narrador a quem acompanha. Faz parte do jogo de Bioy Casares, faz parte da angústia que ele objetiva nos contagiar. Não será difícil que o leitor se sinta perdido no meio da ilha de Lost, até porque o livro do argentino foi uma das grandes referências para a produção televisiva. Em “A invenção de Morel”, o perigo não é se perder; é não conseguir se decidir sobre que realidade optar para viver. Lírico, envolvente e altamente imaginativo, “A invenção de Morel” causa uma fascinante e desconfortável instabilidade ao leitor.</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-large aligncenter" src="https://imagenes.elpais.com/resizer/v2/HSCR25QI7JNTHOWTPCM3UXH6EY.jpg?auth=5a9676f201406612347e5362b86ad80c6407e9816ff707bd7aba7d748e4ba90d&amp;width=414" width="414" height="278" />O escritor Bioy Casares</p>
<p>A condução da trama e as soluções narrativas para os mistérios ainda impressionam. A originalidade na explicação de como funciona a máquina criada por Morel e o impactante desfecho tornam essa novela de estreia uma experiência literária recheada de perplexidades. A literatura superlativa constrói e destrói certezas a cada página virada, e faz erguer ilhas de real lá onde impera o nada.</p>
<p><em>Livro enviado ao site pela Globo Livros</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1>SOBRE O LIVRO</h1>
<p align="justify"><img decoding="async" class="alignnone size-large" src="https://m.media-amazon.com/images/I/51okepd8fZS._SY445_SX342_PQ95_.jpg" width="290" height="445" /></p>
<p align="justify"><strong>Título</strong>: A invenção de Morel<br />
<strong>Autor</strong>: Adolfo Bioy Casares<br />
<strong>Editora</strong>: Biblioteca Azul<br />
<strong>Páginas</strong>: 112<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/3h93DW8" target="_blank" rel="noopener">Compre o livro/e-book</a></span></p>
<p style="text-align: justify;">SINOPSE<strong> –</strong> Romance publicado originalmente em 1940, foi considerado por Jorge Luis Borges “uma trama perfeita”. Um cidadão venezuelano torna-se recluso em uma ilha deserta para fugir de uma condenação judicial. Enquanto se alimenta de raízes psicotrópicas, o expatriado vê se apagar cada vez mais o limite entre a imaginação e a realidade.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rogerio Christofoletti' src='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/monitorando/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rogerio Christofoletti</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista, dramaturgo e professor universitário. Já publicou 12 livros na área acadêmica e escreveu oito peças de teatro. É um dos autores do e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx).</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="http://christofoletti.com/" target="_self" >christofoletti.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2016/11/28/a-invencao-de-morel-de-adolfo-bioy-casares/">A invenção de Morel, de Adolfo Bioy Casares</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://literaturapolicial.com/2016/11/28/a-invencao-de-morel-de-adolfo-bioy-casares/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O lado obscuro da literatura</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2015/07/21/o-lado-obscuro-da-literatura/</link>
					<comments>https://literaturapolicial.com/2015/07/21/o-lado-obscuro-da-literatura/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2015 20:19:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[opinião]]></category>
		<category><![CDATA[a carta roubada]]></category>
		<category><![CDATA[Adolfo Bioy Casares]]></category>
		<category><![CDATA[América do Sul]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[arne dahl]]></category>
		<category><![CDATA[Cosecha Roja]]></category>
		<category><![CDATA[dashiell hammett]]></category>
		<category><![CDATA[Edgar Allan Poe]]></category>
		<category><![CDATA[el observador]]></category>
		<category><![CDATA[El Séptimo Círculo]]></category>
		<category><![CDATA[henning mankell]]></category>
		<category><![CDATA[hercule poirot]]></category>
		<category><![CDATA[Jim Thompson]]></category>
		<category><![CDATA[jo nesbo]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Luis Borges]]></category>
		<category><![CDATA[Juan Carlos Onetti]]></category>
		<category><![CDATA[literatura policial argentina]]></category>
		<category><![CDATA[literatura policial uruguaia]]></category>
		<category><![CDATA[maigret]]></category>
		<category><![CDATA[Mario Levrero]]></category>
		<category><![CDATA[miss marple]]></category>
		<category><![CDATA[O Falcão Maltês]]></category>
		<category><![CDATA[O Mistério de Marie Roget]]></category>
		<category><![CDATA[O Sono Eterno]]></category>
		<category><![CDATA[Os Crimes da Rua Morgue]]></category>
		<category><![CDATA[Padre Brown]]></category>
		<category><![CDATA[raymond chandler]]></category>
		<category><![CDATA[Renzo Rossello]]></category>
		<category><![CDATA[romance policial]]></category>
		<category><![CDATA[Sherlock Holmes]]></category>
		<category><![CDATA[Stieg Larsson]]></category>
		<category><![CDATA[Uruguai]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://literaturapolicial.com/?p=7592</guid>

					<description><![CDATA[<p>Publicado originalmente no site El Observador, por Andrés Riciardulli (Tradução: Rogério Christofoletti) &#160; O romance policial bate recordes de vendas e se torna o queridinho dos editores no Uruguai. Novas coleções e autores nacionais e estrangeiros revitalizaram o gênero e revivem o fenômeno. O assassino é o mordomo. Com esta frase simples mas poderosa, uma parte...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/07/21/o-lado-obscuro-da-literatura/">O lado obscuro da literatura</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7608 size-large" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/0001478433.jpg?w=700" alt="0001478433" width="700" height="393" /> <span style="color:#0000ff;"><a style="color:#0000ff;" href="http://www.elobservador.com.uy/el-lado-oscuro-la-literatura-n657534" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Publicado originalmente no site El Observador</a></span>, <strong>por Andrés Riciardulli</strong><br />
(Tradução: Rogério Christofoletti)<br />
&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">O romance policial bate recordes de vendas e se torna o queridinho dos editores no Uruguai. Novas coleções e autores nacionais e estrangeiros revitalizaram o gênero e revivem o fenômeno. </span><span style="font-size:1.25em;"><em>O assassino é o mordomo.</em> Com esta frase simples mas poderosa, uma parte importante da opinião pública uruguaia criticou durante décadas um gênero que desde o início teve em sua linha escritores de grande talento. Tal setor preconceituoso da sociedade omitia o bom e apontava unicamente para o mal, com uma miopia que foi o resultado da ignorância.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Muitos desses críticos, se não estivessem mortos hoje, ficariam estupefatos ao conhecer as cifras que a indústria do livro policial move, as filas que se formam nas feiras para pegar autógrafos e os milhões de adeptos que têm o gênero em qualquer de suas variantes, prova cabal de que a arte sempre abre caminhos apesar das barreiras.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Ainda que alguns opinem que o fenômeno tenha chegado ao fim, é preciso reconhecer a revitalização do gênero pelos <a href="https://literaturapolicial.com/2014/10/27/10-estrelas-da-literatura-policial-na-escandinavia/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">autores nórdicos</a>. Escritores como o desaparecido Stieg Larsson, Henning Mankell, Jo Nesbo ou Arne Dahl demonstraram que a violência e a corrupção estão à espreita até mesmo nos países mais prósperos do planeta. </span><span style="font-size:1.25em;">Fascinado pelo contraste do sangue na neve e por certa morbidez ao saber que na Suécia, Finlândia e Noruega também há problemas, o público respondeu de imediato em escala mundial e as vendas dispararam como nunca.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:1.55em;">Na origem estava Poe</span></strong><br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7600 size-medium" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/poe.jpg?w=221" alt="poe" width="221" height="300" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Hoje se aceita que Edgar Allan Poe foi o pai do gênero. A publicação na década de 1840 de &#8216;Os Crimes da Rua Morgue&#8217;, &#8216;O Mistério de Marie Roget&#8217; e &#8216;A Carta Roubada&#8217;, protagonizados pelo detetive Auguste Dupin, marca um antes e um depois no gênero. </span><span style="font-size:1.25em;">Nessas obras, Poe criou as bases do gênero, ao exemplificar como um crime poderia ser solucionado graças à racionalidade absoluta de um investigador. Além disso, apresentou uma das cenas mais clássicas do policial: o assassinato inexplicável, já que o cômodo onde está o cadáver está fechado por dentro.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">À luz desse faro precursor surgem outros detetives que farão história, como o mítico Sherlock Holmes, Hercule Poirot, Miss Marple, Maigret ou o Padre Brown. O sucesso imediato desses personagens não é apenas fruto do talento de seus criadores, mas também das características de uma época. </span><span style="font-size:1.25em;">Michel Foucault explica com maestria: “Tem sido absolutamente necessário constituir o povo em sujeito moral, separá-lo, então, da delinquência. Separar claramente o grupo dos delinquentes, mostrá-los como perigosos não apenas para os ricos, mas também para os pobres; mostrá-los carregados de todos os vícios e origem dos maiores perigos. Vem daí o nascimento da literatura policial e a importância dos jornais de sucesso, dos horríveis relatos de crimes”.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Isso é particularmente certo no caso dos Estados Unidos, onde além da imprensa marrom surgem no começo do século XX as famosas revistas Pulp, que serão o berço da novela negra. Escritores como Dashiell Hammett, Raymond Chandler e Jim Thompson publicam ali relatos de detetives e heróis que, diferentemente dos britânicos, estão dispostos a sujar as mãos. Surge assim um subgênero de linhas bem definidas: personagens ambíguos que têm um lado obscuro, menos dedução racional e mais investigação em campo, e uma critica social bem marcada.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Muitas das obras desses autores seriam logo levadas ao cinema com grande sucesso (Perdição, O Falcão Maltês, O Sono Eterno), o que ajudou a popularizar um gênero que teve em Humphrey Bogart seu ícone mais conhecido. </span><span style="font-size:1.25em;">Na América Latina, a coleção <em>El Séptimo Círculo</em>, publicada entre 1945 e 1983, e dirigida por Jorge Luis Borges e Adolfo Bioy Casares durante os primeiros dez anos, fez com que milhões de leitores se convertessem em adeptos da novela policial.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">X</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:1.55em;">Assassinato à moda uruguaia<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7613" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/collage.jpg?w=750" alt="collage" width="598" height="299" /><br />
</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">No Uruguai, escritores como Juan Carlos Onetti e Mario Levrero conseguiram, com suas preferências confessadas, que o público lesse o mesmo que eles. </span><span style="font-size:1.25em;">É o caso de Renzo Rossello (Trampa para ángeles de barro, Las Furias, El combatiente), um dos autores nacionais de maior prestígio na matéria policial. Desde muito jovem se deleitava com as histórias de Sherlock Holmes, mas foi graças a Onetti que conheceu os reis da novela negra, que lhe despertaram a necessidade de escrever.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Levou tão a sério que decidiu direcionar sua carreira como jornalista para a cobertura de crimes: &#8220;Eu queria descer ao barro, ver as coisas no terreno. Também pensava que do meu trabalho poderia surgir material que me servisse para escrever ficção. Não foi exatamente o que aconteceu, mas essa tarefa jornalística me ensinou muito&#8221;. </span><span style="font-size:1.25em;">Embora Rossello estivesse em conformidade com essa fase, teve que abandoná-la. &#8220;Foram muitos anos e acabei adoecendo. Entendo que no jornalismo temos que trabalhar a partir da sensibilidade pessoal porque senão não funciona, e isso estava me fazendo muito mal. Estava adoecendo, tinha muitos pesadelos&#8221;, revela.</span><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Sobre o sucesso atual da novela policial, Rossello considera natural. &#8220;O mais obscuro sempre nos atrai. Não creio nas pessoas descartam ser positivas ou portadores de uma visão otimista da vida. A literatura negra é uma indagação sobre o lado mais sombrio de nós mesmos&#8221;, ressalta. Mas ele acredita que tem sido fundamental a hibridização com outros subgêneros, como a ficção científica, o romance político, o gótico e os quadrinhos. &#8220;Essas possibilidades de &#8216;cruzamento de raças&#8217; tem dado força e sobrevivência ao gênero noir&#8221;, afirma.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Algumas das obras de Rossello foram publicadas na coleção Cosecha Roja, da editora uruguaia Estuario, criada em 2010, e que já publicou 17 livros policiais, 15 deles de autores nacionais. Marcela Saborido, responsável pela seleção, disse que o empreendimento surgiu de uma necessidade editorial já que lhes chegavam muitas obras que não tinham lugar no catálogo. </span><span style="font-size:1.25em;">Para Saborido, a novela policial uruguaia &#8220;se caracteriza por retratar muito bem a polícia e os criminosos, que também são muito identificáveis&#8221;. Sobre o impacto da coleção, acredita que ajudou a quebrar o preconceito sobre o gênero no país. &#8220;Muita obra boa não era publicada. Creio que houve uma mudança e por isso estão saindo tantos livros e tantos autores novos&#8221;, destacou.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">O caso de Cosecha Roja é único no Uruguai mas não no mundo. Editoras de todas as partes, sempre atentas ao mercado, tem se voltado à publicação de novelas policiais em diferentes coleções. Na Argentina, destaca-se Negro Absoluto, a cargo do escritor e guru de toda uma geração Juan Sasturian. Há também Extremo Negro, coordenada pelo escritor Carlos Santos Sáez. Na Espanha, Salamandra Black, uma aventura editorial do selo da lagartixa, já publicou seis títulos mais que aceitáveis de autores contemporâneos, alguns tão na moda como Nic Pizzolatto, criador da série televisiva True Detective.</span></p>
<p style="text-align:justify;">(Imagens: Wikipedia, divulgação, <a href="http://www.elpais.com.uy/domingo/combatiente-renzo-rossello.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">El Pais</a>, <a href="http://oxandpigeon.com/ox-and-pigeon-gears-up-for-2013/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Ox and Pidgeon</a>)</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/07/21/o-lado-obscuro-da-literatura/">O lado obscuro da literatura</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://literaturapolicial.com/2015/07/21/o-lado-obscuro-da-literatura/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>10 razões para amar a literatura policial</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2014/12/01/10-razoes-para-amar-a-literatura-policial/</link>
					<comments>https://literaturapolicial.com/2014/12/01/10-razoes-para-amar-a-literatura-policial/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rogerio Christofoletti]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Dec 2014 19:09:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Curiosidades]]></category>
		<category><![CDATA[Abílio Quaresma]]></category>
		<category><![CDATA[Adolfo Bioy Casares]]></category>
		<category><![CDATA[agatha christie]]></category>
		<category><![CDATA[arnaldur indridason]]></category>
		<category><![CDATA[Batya Gur]]></category>
		<category><![CDATA[C.S.I.]]></category>
		<category><![CDATA[Charles Dickens]]></category>
		<category><![CDATA[Dexter]]></category>
		<category><![CDATA[Don Isidro Parodi]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Pessoa]]></category>
		<category><![CDATA[georges simenon]]></category>
		<category><![CDATA[Honorio Bustos Domecq]]></category>
		<category><![CDATA[J.K. Rowlling]]></category>
		<category><![CDATA[Jorge Luis Borges]]></category>
		<category><![CDATA[Law & Order]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo Padura-Fuentes]]></category>
		<category><![CDATA[lista literária]]></category>
		<category><![CDATA[literatura policial]]></category>
		<category><![CDATA[Odete Roitman]]></category>
		<category><![CDATA[Orhan Pamuk]]></category>
		<category><![CDATA[Quais du Polar]]></category>
		<category><![CDATA[Sherlock Holmes]]></category>
		<category><![CDATA[Twin Peaks]]></category>
		<category><![CDATA[Umberto Eco]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://literaturapolicial.com/?p=3066</guid>

					<description><![CDATA[<p>Por Rogério Christofoletti &#8211; Caetano Veloso já cantou que “os livros são objetos transcendentes mas podemos amá-los do amor táctil que votamos aos maços de cigarro”. Quem ama um livro, um autor, um tipo de literatura sabe que a espessura desse sentimento é muito maior que as obras completas de Balzac, e que nenhuma nota...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2014/12/01/10-razoes-para-amar-a-literatura-policial/">10 razões para amar a literatura policial</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-3068 size-large" style="margin-top:0;border:1px solid #c0c0c0;margin-bottom:45px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/12/simenon_livros.jpg?w=700" alt="simenon_livros" width="700" height="508" /><br />
<span style="font-size:1.25em;"><strong>Por Rogério Christofoletti</strong> &#8211; Caetano Veloso já cantou que “os livros são objetos transcendentes mas podemos amá-los do amor táctil que votamos aos maços de cigarro”. Quem ama um livro, um autor, um tipo de literatura sabe que a espessura desse sentimento é muito maior que as obras completas de Balzac, e que nenhuma nota de rodapé poderia comportá-lo, mesmo que demasiadamente abreviado.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Numa saborosa brincadeira com as palavras, Blaise Pascal teria dito que “o coração tem razões que a própria razão desconhece”, o que em bom português significa que o amor não é racional. Um sarcástico responderia: “vou pensar melhor nisso&#8230;”. Mas o fato é que me pego agora reunindo um conjunto de motivos para sustentar uma paixão, um amor que simplesmente prescinde de cartilha. Tão desnecessário quanto fazer listas de títulos favoritos. Tão prazeroso e irresistível quanto compartilhar as mesmas listas com outros leitores&#8230;</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Ficam, então, os motivos para amar a literatura policial aqui sistematizados, como quem organiza as prateleiras e acaricia as lombadas dos volumes. Talvez sirva ao leitor como um punhado de argumentos em calorosas discussões bizantinas, como munição em saraus e festins, como aparato de sedução em corredores de livrarias. Elencar esses motivos é uma maneira de declarar esse amor táctil, na medida que os livros mais conhecem: a medida das palavras.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.65em;"><strong>1. A literatura policial é popular<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-12128" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/12/agatha_novels.jpg?w=700" alt="agatha_novels" width="600" height="412" /></strong></span><span style="font-size:1.25em;">Os romances de crime estão nas bancas de jornal, nas bibliotecas mais conceituadas, nas promoções das livrarias, nas prateleiras de usados. Todos passam pelas páginas policiais, sejam homens ou mulheres, jovens ou velhos, catedráticos ou iniciantes. Diferente de outros gêneros, não afasta os leitores, pelo contrário: convida à leitura. É popular, mas não é menor. É popular sem ser barata. Uma amostra do sucesso: Agatha Christie já vendeu mais de 3 bilhões de exemplares de seus títulos! Aliás, é dela o quinto livro mais vendido de todos os tempos: “O caso dos dez negrinhos”.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.65em;"><strong>2. A literatura policial permite experimentação</strong></span><br />
<span style="font-size:1.25em;">A engenharia complexa dos enredos, as possibilidades narrativas, as brumas da ambientação e da caracterização psicológica, e o engendramento de enigmas, tudo isso é interessante nas histórias policiais. Se atrai leitores, também instiga os autores, e muitos deles se aventuram no terreno da literatura policial para testar seus limites técnicos e criativos. É o caso de Charles Dickens (e seu inspetor Bucket), Fernando Pessoa (com o personagem Abílio Quaresma), Umberto Eco (em O Nome da Rosa), Orhan Pamuk (Meu nome é vermelho) e até mesmo J.K. Rowlling, que já assinou dois livros sob o pseudônimo Robert Galbraith e é considerada a autora mais influente de Hollywood no momento&#8230;</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.65em;"><strong>3. A literatura policial é prazerosa e agrada aos leitores</strong></span><br />
<span style="font-size:1.25em;">Pode consultar qualquer lista de mais-vendidos e você vai encontrar pelo menos dois romances policiais entre os dez primeiros. No The New York Times é assim, no Le Monde também, e os principais rankings brasileiros não fogem à regra. Se tanta gente recorre a esses livros, sinal de que o gênero é abrangente e empolgante. Afinal, ninguém sabe mais de literatura do que o leitor&#8230;</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.65em;"><strong>4. A literatura policial é instigante e agrada aos escritores</strong></span><br />
<span style="font-size:1.25em;">Some-se à lista do motivo nº 2 os diversos autores que já manifestaram seu interesse e predileção pelo gênero policial. Entre eles os argentinos Jorge Luis Borges e Adolfo Bioy Casares, que sob o pseudônimo Honorio Bustos Domecq, escreveram “Seis problemas para Don Isidro Parodi” e “Duas fantasias memoráveis”. Borges foi taxativo. Para ele, a narrativa policial é “uma das poucas invenções literárias da nossa época, de um encanto tão poderoso que dificilmente há obra narrativa que não participe dela em alguma medida”&#8230;</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.65em;"><strong>5. A literatura policial tem especificidade<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-12125" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/12/my1.jpg?w=700" alt="my1" width="600" height="418" /></strong></span><span style="font-size:1.25em;">Se há um gênero com linhas bem demarcadas de estrutura e funcionamento narrativo este é o policial. Pode-se dizer que existe um cânone com regras para as histórias de crimes, e essas balizas são reconhecidas por autores, críticos e público. Esta especificidade ajuda a definir uma estética própria, e uma ética da escrita bem particular. A regra ajuda a definir, mas não aprisiona.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.65em;"><strong>6. A literatura policial é evolutiva</strong></span><br />
<span style="font-size:1.25em;">Embora já tenha mais de 150 anos de história, o gênero não estagnou, gerando subgêneros (como o noir e hard-boiled) e alargando as fronteiras da narrativa. Há personagens de todos os tipos, crimes dos mais diversos naipes, soluções as mais criativas. A ficção de crime se reinventa a cada tiro e punhalada&#8230;</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.65em;"><strong>7. A literatura policial é influente<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7577 size-full" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/csi.jpg" alt="csi" width="400" height="300" /></strong></span><span style="font-size:1.25em;">Tudo começou nas páginas de livros, revistas e folhetins e se espalhou pelas ondas do rádio e da TV, chegou às salas de cinema, invadiu os quadrinhos e os videogames. Que outro gênero literário é tão multimidiático e dinâmico? Terror e ficção científica? Não, eles nem se aproximam do sucesso e da onipresença das histórias de crime, suspense e mistério. Entre os seriados televisivos mais admirados estão as franquias C.S.I., Law &amp; Order, Dexter e tantos outros. Um fenômeno que não é de hoje. Afinal, você se lembra quem matou Laura Palmer, de Twin Peaks? E quem atirou em Odete Roitman?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.65em;"><strong>8. A literatura policial é organizada</strong></span><br />
<span style="font-size:1.25em;">Não bastassem as regras bem definidas do gênero e sua força nas livrarias pelo mundo, a ficção policial também conta com prêmios que reconhecem o trabalho dos autores, associações de escritores (como a CWA, do Reino Unido) e eventos específicos para leitura, discussão e criação coletiva, como o Quais du Polar, em Lyon (França) e o BAN!, em Buenos Aires.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.65em;"><strong>9. A literatura policial é generosa com o leitor</strong></span><br />
<span style="font-size:1.25em;">Tradicional ou vanguardista, para rápido consumo ou para extremos jogos cerebrais, este gênero já ofereceu alguns dos maiores personagens da literatura universal. O que dizer de Sam Spade, o arquétipo do policial durão? E Nero Wolfe, o glutão perspicaz? Paris seria a mesma sem Maigret? Cabem adjetivos para Poirot? Só mais um: Sherlock Holmes, o homem que nunca viveu e nunca morrerá! Quer maior atestado de imaginação criadora?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.65em;"><strong>10. A literatura policial está em expansão</strong></span><br />
<span style="font-size:1.25em;">Ela ignora fronteiras geográficas e linguísticas, e não dá sinais de que vá parar tão cedo. Há referências do gênero em todas as partes do planeta: em Cuba (Leonardo Padura-Fuentes) e na Islândia (Arnaldur Indridason), em Israel (Batya Gur) e no Chile (Roberto Ampuero), na Bélgica (Georges Simenon) e no Japão (Fuminori Nakamura). Homens e mulheres, jovens e experientes, os autores de histórias policiais demonstram em todas as línguas (inclusive o português!) que o gênero tem se disseminado em todas as direções. A dinâmica demonstra força e ímpeto, mas também permite que a narrativa policial sirva para nos apresentar as mais variadas e ricas culturas locais do planeta. É pra amar a literatura policial ou não, hein?</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-1285 size-full" style="margin-top:45px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/08/roger11.png" alt="roger1" width="600" height="133" /></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rogerio Christofoletti' src='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/monitorando/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rogerio Christofoletti</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista, dramaturgo e professor universitário. Já publicou 12 livros na área acadêmica e escreveu oito peças de teatro. É um dos autores do e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx).</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="http://christofoletti.com/" target="_self" >christofoletti.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2014/12/01/10-razoes-para-amar-a-literatura-policial/">10 razões para amar a literatura policial</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://literaturapolicial.com/2014/12/01/10-razoes-para-amar-a-literatura-policial/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
