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	<title>Arquivos alfaguara brasil -</title>
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	<title>Arquivos alfaguara brasil -</title>
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		<title>A grande arte do crime &#8211; Adeus, minha querida, de Raymond Chandler</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mateus Baldi]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Mar 2016 15:12:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Philip Marlowe strikes back ou a alta literatura banhada de sangue e sujeira &#160; Por Mateus Baldi &#8211; Jean Paul Sartre</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 1.25em;">Philip Marlowe strikes back ou a alta literatura banhada de sangue e sujeira</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Por Mateus Baldi</em> &#8211; Jean Paul Sartre certa vez disse que <em>A Noite dos Desesperados</em> era a primeira obra existencialista norte-americana. Abordando temas espinhosos sob uma aura de loucura, o romance de 1935 realmente se encaixava na filosofia do francês. Mas nenhum dos protagonistas criados por Horace McCoy seriam capazes de imprimir tanto existencialismo &amp; questionamento &amp; mindfuck quanto Philip Marlowe.</p>
<p style="text-align: justify;">Resultado do que o próprio Raymond Chandler chamava de canibalização de contos, onde elementos de pulps publicadas na revista Black Mask ao longo dos anos 1930 eram metamorfoseados em enredos maiores, as histórias do detetive particular Philip Marlowe tiveram início em 1939 com a publicação de <em>O Sono Eterno</em>. Cínico, mulherengo e egoísta, Marlowe não é exatamente o tipo que faz peso na Terra, mas está quase lá. Vive um dia após o outro sem nada a perder. Protagonista de sete romances originalmente escritos por Chandler – haveria spin-offs de gente como Robert Parker e John Banville –, o anti-herói que faria Sam Spade choramingar feito uma criança vivia na fictícia Bay City, uma cidade tão corrompida quanto pretensamente glamourosa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=qf_sp_asin_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8556520022&amp;asins=8556520022&amp;linkId=a2b46bc3f7d508b760231c5fa7f39fe9&amp;show_border=false&amp;link_opens_in_new_window=true&amp;price_color=333333&amp;title_color=0066c0&amp;bg_color=ffffff" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo livro da série, <em>Adeus, minha querida</em> foi publicado um ano após o sucesso de &#8220;The Big Sleep&#8221;. Depois de resolver o caso dos Sternwood, encontramos um Philip Marlowe novamente metido com casos pequenos. Na pista falsa de um barbeiro grego, tromba com Moose Malloy, o Alce, na entrada de um bar de negros. Numa sequência formidável, Chandler nos brinda com o melhor da humanidade marlowiana, algo que seria melhor explorado no magnum opus <em>O Longo Adeus</em>, de 1953. Compadecido da causa de Moose, ex-presidiário grandalhão que está atrás de sua antiga amante, Phil resolve investigar o caso. Contando com a ajuda de alguns policiais escroques e uma garota um tanto quanto avant-garde para a época (Anne Riordan, eu te amo, me beija, casa comigo, pelo amor de deus), Marlowe embarca na tradicional odisseia do hard-boiled: tipos escusos, mulheres fatais e gângsteres suaves feito seda, até se deparar com um final explosivo onde tudo de fato não era o que parecia.</p>
<p style="text-align: justify;">Numa carta pré-Long Goodbye, Raymond Chandler diz que esse &#8220;Farewell, my lovely&#8221; é seu melhor livro. Embora eu honestamente prefira The Big Sleep (pelo discurso final e outros motivos – spoiler: as irmãs Sternwood são um deles), a história flui de modo soberbo. Chandler, possivelmente um decorador frustrado, sabe ambientar uma trama, construir personagens complexos e cenas memoráveis. O capítulo 31, meu preferido, se desdobra com um diálogo de Marlowe em paralelo a um besouro – motif que persiste até a última página, e já que estamos falando de última página, a frase final me fez literalmente chorar, confesso. Chandler, é bonito de ver, foi trilhando um caminho cujo fim era previsível. <em>Playback</em>, último romance de Marlowe, é uma adaptação de um roteiro frustrado – e considerado seu pior romance. Ora, depois de <em>O Longo Adeus</em> ficaria difícil dar ao público algo melhor que a amizade com Terry Lennox.</p>
<p style="text-align: justify;">Sempre comparado a Hammett, a quem tinha como mestre, Chandler se superava a cada novo conto, a cada novo romance, a cada ensaio. Seu próprio editor, Albert Knopf, concordava. Se Sam Spade fundou um gênero que persiste até hoje, Philip Marlowe sedimentou a muralha que separa o mau do bom romance policial. O mau romance policial é aquele dos salões, preguiçoso, com poucos personagens e quase nenhuma ação, puramente dedução; o bom, não – o bom policial corre feito sangue, desliza pelas ruas e saias e nudezas da humanidade e da alma como se fosse água. Chandler era o gênio da raça. E isso fica ainda mais evidente agora que a Alfaguara está relançando toda a sua obra com tradução, prefácio e organização de Braulio Tavares.</p>
<p style="text-align: justify;">Brutalidade, existencialismo, sarcasmo, cinismo e críticas a Hemingway. Chandler sabe muito bem como fisgar o leitor. Vai ler esse farewell? Leia até o final. Eu mesmo achei que o livro não fosse ser isso tudo – o segundo ato engana bastante, mas esse é o truque do bom policial: enganar. Marlowe recebe as pistas mas não conta seu raciocínio. Age na página x e mostra na página x+30 que sabia direitinho o que fazia com aquela informação aparentemente inútil. Atentem aos detalhes. Se Agatha Christie e Conan Doyle abusavam deles de modo quase caricatural, incrível no sentido mais literal da palavra, Raymond Chandler não; usa-os no momento certo, para aumentar a temperatura do já sangrento hard-boiled.</p>
<p style="text-align: justify;">Ah, essa edição acompanha, também em tradução de Braulio, o clássico ensaio <em>A Simples Arte do Crime</em>, em que ao longo de vinte páginas Chandler discorre sobre como escrever uma boa história policial. Não sem meter o malho em praticamente toda a fauna de escritores policiais contemporâneos, é claro – até o best-seller <em>O Caso dos Dez Negrinhos</em>, de Agatha Christie, é minuciosamente espinafrado.</p>
<p style="text-align: justify;">Imperdível.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><em>* Livro cedido em parceria com a Companhia das Letras.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4 style="text-align: justify;">SOBRE O LIVRO</h4>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/Adeus-minha-querida-Raymond-Chandler/dp/8556520022/ref=as_li_ss_il?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;keywords=adeus+minha+querida&amp;qid=1569408553&amp;s=gateway&amp;sr=8-1&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=edf1bf448b040e65297af9d5832aeaee" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img  title=""  alt="q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8556520022&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20 A grande arte do crime - Adeus, minha querida, de Raymond Chandler" decoding="async" class="alignleft" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8556520022&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20" border="0" /></a><img  title="" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8556520022"  alt="ir?t=literaturapol-20&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8556520022 A grande arte do crime - Adeus, minha querida, de Raymond Chandler"  width="1" height="1" border="0" /></p>
<p><strong>Título</strong>: Adeus, minha querida<br />
<strong>Autor</strong>: Raymond Chandler<br />
<strong>Tradução</strong>: Bráulio Tavares<br />
<strong>Editora</strong>: Alfaguara Brasil<br />
<strong>Páginas</strong>: 312<br />
<strong>Ano</strong>: 2016<br />
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<a href="https://www.skoob.com.br/adeus-minha-querida-8575ed552365.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Este livro no Skoob</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SINOPSE &#8211;</strong> Durante um caso de rotina, o detetive Philip Marlowe conhece “Moose” Malloy, o Alce, um brutamontes cruel recém-saído da prisão. Malloy está disposto a tudo para encontrar Velma, uma cantora de cabaré com quem mantivera uma relação. Em paralelo, o investigador se vê no meio de um caso de chantagem e assassinato, ligados ao roubo de um colar de jade.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=100&#038;d=mm&#038;r=g A grande arte do crime - Adeus, minha querida, de Raymond Chandler" alt='Mateus Baldi' src='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/mateus-baldi/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Mateus Baldi</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Nasceu em 1994. É escritor e roteirista. Fundou a plataforma literária Resenha de Bolso, foi editor de cultura da revista Poleiro e colaborador de literatura no site da Piauí.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://www.resenhadebolso.com.br/" target="_self" >www.resenhadebolso.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2016/03/01/a-grande-arte-do-crime-adeus-minha-querida-de-raymond-chandler/">A grande arte do crime &#8211; Adeus, minha querida, de Raymond Chandler</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Onde os Velhos Não Têm Vez, de Cormac McCarthy</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leila de Carvalho e Goncalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Feb 2016 11:36:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[alfaguara]]></category>
		<category><![CDATA[alfaguara brasil]]></category>
		<category><![CDATA[colaboradora]]></category>
		<category><![CDATA[Cormac McCarthy]]></category>
		<category><![CDATA[leila gonçalves]]></category>
		<category><![CDATA[Onde os Fracos Não Têm Vez]]></category>
		<category><![CDATA[Onde os Velhos Não Têm Vez]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Leila Gonçalves &#8211; Quando assisti &#8220;Onde os Fracos Não Têm Vez&#8221;, fiquei curiosa sobre o desfecho polêmico e</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2016/02/11/onde-os-velhos-nao-tem-vez-de-cormac-mccarthy/">Onde os Velhos Não Têm Vez, de Cormac McCarthy</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img  title="" fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-11535 size-large" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/02/velhos2.jpg?w=700"  alt="velhos2 Onde os Velhos Não Têm Vez, de Cormac McCarthy"  width="700" height="389" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Por Leila Gonçalves</strong> &#8211; Quando assisti &#8220;Onde os Fracos Não Têm Vez&#8221;, fiquei curiosa sobre o desfecho polêmico e inusitado, o que me levou a procurar o livro que deu origem ao filme: &#8220;No Country For Old Men&#8221; ou &#8220;Onde os &#8216;Velhos&#8217; Não Têm Vez&#8221;, de Cormac McCarthy. Até então, eu desconhecia o escritor, apesar de sua popularidade e os aplausos da crítica. Posso garantir que acertei na decisão: violento, destilando testosterona e sem falsas esperanças, McCarthy possui uma escrita poderosa e sua narrativa oferece uma maior dimensão para a história.</span></p>
<p style="text-align:justify;">Essa afirmação não se trata de uma crítica ao western dos Irmãos Cohen, muito pelo contrário. Ele é magnífico com um bom trabalho de direção e interpretação dos atores. A diferença é de perspectiva. Enquanto o livro foca numa contundente reflexão sobre a velhice, o filme privilegia o ritmo tenso da trama, recheada de suspense e espetaculares cenas de perseguição.</span></p>
<p style="text-align:justify;">Na adaptação, quem comanda o espetáculo é Anton Chiguhr (Jávier Bardem), um assassino de aluguel contratado por um chefão do narcotráfico para recuperar uma mala cheia de dinheiro que desapareceu durante um acerto de contas mal sucedido. Ela foi encontrada por Llewelyn Moss (Josh Brolin), um simples caçador, enquanto perseguia um antílope no meio do deserto. Pensando estar milionário, o que ele não imaginava era a confusão em que estava se metendo.</span></p>
<p style="text-align:justify;">No livro, quem brilha é o Xerife Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones). Encarregado do caso, ele é um veterano da Segunda Guerra que funciona como alter ego de McCarthy (na época, com mais de setenta anos). Suas considerações abrem cada capítulo e são a alma da narrativa. Desapontado com a profissão e assustado com a crescente onda de violência na década de oitenta, ele não compreende o presente, teme pelo futuro e tem os olhos voltados para o passado. Talvez tenha chegado a hora da aposentadoria, o ponto nevrálgico do enredo. Repare no fiasco da tradução brasileira que trocou &#8220;velhos&#8221; por &#8220;fracos&#8221;, comprometendo o entendimento do espectador.<br />
<span style="color:#ffffff;">x</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11536 size-full" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/02/javier.jpg"  alt="javier Onde os Velhos Não Têm Vez, de Cormac McCarthy"  width="620" height="330" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span><br />
Outro diferencial da narrativa, são as revelações sobre as personalidades de Chigurh e Moss, principalmente, durante um diálogo deste último com uma adolescente que fugiu de casa e ele deu carona. A jovem aparece numa reduzida ponta nas telonas, mas é com ela que Moss revela o quanto é um bom sujeito, aumentando o clima dramático dos últimos capítulos.</span></p>
<p style="text-align:justify;">Exceto pelos aspectos mencionados e o ridículo cabelo de Bardem (ele está praticamente irreconhecível), o filme é extremamente fiel ao livro e monopolizou as atenções em 2008, quando foi lançado, ganhando quatro Oscars: melhor filme, direção, ator coadjuvante e roteiro adaptado. Encerrando, recomendo livro e filme, programa duplo de impecável qualidade. Depois comente, quais foram suas impressões.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p><strong><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-11528 size-thumbnail" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/02/velhos.jpg?w=96"  alt="velhos Onde os Velhos Não Têm Vez, de Cormac McCarthy"  width="96" height="150" />Título</strong>: Onde os Velhos Não Têm Vez<br />
<strong>Autor</strong>: Cormac McCarthy<br />
<strong>Páginas</strong>: 440<br />
<strong>Editora</strong>: Alfaguara Brasil<br />
<a href="http://www.skoob.com.br/onde-os-velhos-nao-tem-vez-5895ed5854.html" target="_blank">Este livro no Skoob</a></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>SINOPSE –</strong> Cormac McCarthy apresenta em Onde os velhos não têm vez um &#8220;faroeste sem compaixão&#8221;, que lembra os filmes de Quentin Tarantino, como bem comparou o jornal The New York Times. O livro mistura ação, suspense e violência numa prosa ágil e enxuta. Adaptado para o cinema pelos irmãos Joel e Ethan Coen, o longa foi premiado com o Oscar de melhor filme em 2008.</p>
<pre><strong>LEILA DE CARVALHO E GONÇALVES</strong> - Doente por livros, vem sendo tratada sem resultado há mais de cinquenta anos pelo alienista Simão Bacamarte. Aposentada e com tempo de sobra, parece haver pouca esperança em sua recuperação. Sem formação acadêmica na área e nenhuma foto de identificação, pode ser facilmente encontrada entre os detetives e vilões da ficção policial, em geral, com um e-book na mão.</pre>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=100&#038;d=mm&#038;r=g Onde os Velhos Não Têm Vez, de Cormac McCarthy" alt='Leila de Carvalho e Goncalves' src='https://secure.gravatar.com/avatar/2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/leila-de-carvalho-e-goncalves/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Leila de Carvalho e Goncalves</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Doente por livros, vem sendo tratada sem resultado há mais de cinquenta anos pelo alienista Simão Bacamarte. Aposentada e com tempo de sobra, parece haver pouca esperança em sua recuperação. Sem formação acadêmica na área e nenhuma foto de identificação, pode ser facilmente encontrada entre os detetives e vilões da ficção policial, em geral, com um e-book na mão.</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2016/02/11/onde-os-velhos-nao-tem-vez-de-cormac-mccarthy/">Onde os Velhos Não Têm Vez, de Cormac McCarthy</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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