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	<title>Arquivos Bates Motel -</title>
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	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
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	<title>Arquivos Bates Motel -</title>
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		<title>5 assassinos em série (e de séries) que ainda assustam</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luciana da Cunha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Oct 2015 12:14:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[serial killer]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Luciana da Cunha &#8211; Quando chega a época do Halloween os canais de TV se enchem de programações especiais, repletas de filmes de terror com direito a monstros e assassinos que variam de Freddy Krueger a Jason. Com todo o meu respeito aos serial killers mais caricatos e com pinta de monstro mesmo, os...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Por Luciana da Cunha</em> &#8211; Quando chega a época do Halloween os canais de TV se enchem de programações especiais, repletas de filmes de terror com direito a monstros e assassinos que variam de Freddy Krueger a Jason. Com todo o meu respeito aos serial killers mais caricatos e com pinta de monstro mesmo, os que ainda me fascinam de verdade são aqueles psicopatas que parecem caras super legais, com quem você adoraria tomar um café e trocar uma ideia. Isso, é claro, até você descobrir que esse seu amigão, ao invés de ter um hobby de colecionar canecas ou marcadores de página, prefere colecionar cadáveres.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos últimos anos, os serial killers saíram daquele universo limitado dos filmes de adolescentes e ganharam séries que exploram de forma bem mais detalhada e pé no chão a psicopatia e sociopatia. Pra quem quiser encarar uma maratona sangrenta nesse Halloween – ou em qualquer época do ano – aqui estão os cinco caras em quem você realmente deveria ficar de olho.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 1.85em;"><strong>1. Arthur Mitchell – Trinity Killer (Dexter)<br />
<img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full" src="https://i.redd.it/1wr9t2z1yyw91.jpg" width="1280" height="720" /><br />
</strong></span></p><div id="liter-4008407930" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p style="text-align: justify;">A vida de Arthur é digna de comercial de margarina: professor, pai de dois filhos e que viaja os Estados Unidos pra apoiar um projeto de caridade. Mas esse exemplo de cidadão norte americano tem muito mais a esconder do que uma filha fora do casamento. Nos últimos 30 anos, ele viajou o país não apenas construindo casas para os menos afortunados, mas estabelecendo um padrão bem específico de assassinatos: uma mulher é morta no banho com um corte na artéria femoral, outra mulher supostamente se joga do alto de um prédio e um pai de família é morto a golpes de martelo. A dicotomia do personagem é o que mais intriga não apenas o espectador, mas o protagonista Dexter que, ao invés de matá-lo assim que descobre sua identidade – como faz com todos os outros assassinos em série – decide se aproximar e aprender melhor como conciliar a vida pessoal com o seu passageiro negro. Mesmo figurando apenas na quarta temporada da série, Trinity conseguiu mudar o rumo da série e rendeu um Globo de Ouro e um Emmy para o ator John Lithgow.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 1.85em;"><strong>2. Joe Carroll (The Following)<br />
<img decoding="async" class="alignnone size-full" src="https://media-cldnry.s-nbcnews.com/image/upload/streams/2014/January/140117/2D11345379-140117-ent-purefoy-tease.jpg" width="1920" height="1080" /><br />
</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Se teve um serial killer capaz de ocupar o vazio deixado pelo Dexter foi Joe Carroll (James Purefoy), antagonista master de The Following. Infelizmente a série não estava à altura de seu vilão e foi cancelada logo na terceira temporada. Carroll é um professor de literatura da Universidade de Winslow, mas já começa a série atrás das grades por ter cometido uma série de assassinatos no campus. Diferentemente da maioria dos assassinos deste tipo, ele não agia sozinho. Mesmo do corredor da morte, ele contava com um número considerável de “seguidores” que agiam em nome dele, mantendo o seu padrão fundamental: todas as mortes eram inspiradas na obra de Edgar Allan Poe. Aposto que se os roteiristas de The Following tivessem contado a história sob a perspectiva de Carroll, a série estaria rendendo até agora. Adoro o Kevin Bacon, mas o policial interpretado por ele (Ryan Hardy) era muito caricato e monótono. Prova disso é a queda de qualidade da história na terceira temporada, quando Carroll é deixado meio de lado. O negócio só voltou a ficar bom quando ele retornou à cena.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 1.85em;"><strong>3. Hannibal Lecter (Hannibal)<br />
</strong></span><img decoding="async" class="alignnone size-full" src="https://ew.com/thmb/YTAVH4W38XL0SH7gmLhyA79uTV4=/1500x0/filters:no_upscale():max_bytes(150000):strip_icc()/hannibal_612x380_0-a2048f4cd2cc44c892ccde0388d6ed94.jpg" width="612" height="380" /></p>
<p style="text-align: justify;">Outro assassino fascinante que também conhecemos atrás das grades – pelo menos nas telonas – é Hannibal Lecter. Criado em 1981 por Thomas Harris, Dr. Lecter já ganhou quatro filmes e, recentemente, uma série de TV (que também morreu na terceira temporada). Culto, sofisticado e canibal, nenhum dos filmes, livros ou a própria série conseguem definir direito a patologia do médico psiquiatra (ah, a ironia!). Talvez seja por isso que o perfil dele é explorado há mais de trinta anos de diversas formas. Tanta densidade de personagem rendeu a Anthony Hopkins o Oscar de Melhor Ator em 1991 e, em 2003, o personagem (de Hopkins também) foi considerado o maior vilão de todos os tempos pelo American Film Institute. A série de TV (2013 – 2015) retrata um Hannibal mais jovem, que tem como paciente um agente do FBI com certa empatia por assassinos em série (ah, a ironia ataca de novo!).</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 1.85em;"><strong>4. Norman Bates (Bates Motel)<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full" src="https://a1cf74336522e87f135f-2f21ace9a6cf0052456644b80fa06d4f.ssl.cf2.rackcdn.com/images/characters/large/800/Norman-Bates.Bates-Motel.webp" width="800" height="440" /><br />
</strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Mais um caso de assassino em série que fascina o público há décadas. Desde 1960, o assassinato no chuveiro se mantém como uma das cenas mais assustadoras e icônicas do cinema, assim como o desfecho de Psicose. Desde 2013, Bates Motel faz uma releitura interessante de como seria a adolescência de Norman Bates caso ele vivesse nos dias atuais. O mais legal é que a série explora justamente o que mais nos intriga no personagem: como teria sido a relação com a sua mãe, Norma. Desde a primeira temporada, a mãe deixa evidente a sua influência sobre Norman que, aos poucos, passa a absorver a personalidade dela durante os seus “apagões”. Com atuações espetaculares de Freddie Highmore e Vera Farmiga, certamente vale a espiada, tanto pelos tradicionais fãs de Hitchcock como pela nova geração de cinéfilos e maratonistas de séries.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 1.85em;"><strong>5. Dexter Morgan (Dexter)<br />
<a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/dexter_baby.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-9637 size-large" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/dexter_baby.jpg?w=700" alt="dexter_baby" width="700" height="464" /></a></strong></span></p>
<p style="text-align: justify;">Claro que numa lista dessas não poderia faltar o pai das atuais séries de psicopatas assassinos em série: Dexter! Sim, é verdade que Norman Bates e Hannibal Lecter já existiam há tempo em outras formas de entretenimento, mas acredito que o sucesso de uma série sobre um serial killer cujo padrão é justamente matar outros assassinos como ele (serialkillerception?) tenha sido um bom incentivo para as demais. Assim como Bates e Lecter, Dexter Morgan também saiu das páginas dos livros para a TV. Mesmo com a aclamação de Michael C. Hall na primeira metade da série, que lhe rendeu um Globo de Ouro de Melhor Ator, a saga do assassino que trabalhava no departamento de polícia de Miami se tornou errática e conta com um dos finais mais decepcionantes da TV. Ainda assim, o argumento é interessante e um prato cheio pra quem se interessa pelo universo dos serial killers, afinal, Dexter se depara com vários deles ao longo de oito temporadas.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Luciana da Cunha' src='https://secure.gravatar.com/avatar/b710ee0c69fa28b3b7480b1009625ab895c86abeba581e759b5c2da0b556eba1?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/b710ee0c69fa28b3b7480b1009625ab895c86abeba581e759b5c2da0b556eba1?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/lucianadc/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Luciana da Cunha</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista em Blumenau, desde os 15 anos se aventura pela blogosfera. Cinéfila desde a sua primeira VHS da Disney, escreve sobre o tema há nove anos. Descobriu a paixão pela literatura com romances policiais, mas hoje lê um pouco de tudo &#8211; principalmente tudo aquilo que vai parar nas telonas.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://zinema.com.br/" target="_self" >zinema.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/10/26/5-assassinos-em-serie-e-de-series-que-ainda-assustam/">5 assassinos em série (e de séries) que ainda assustam</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>O assassinato no chuveiro que ainda nos perturba</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Luciana da Cunha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2015 14:01:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[séries de tv]]></category>
		<category><![CDATA[Bates Motel]]></category>
		<category><![CDATA[Luciana da Cunha]]></category>
		<category><![CDATA[séries de TV]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Luciana da Cunha &#8211; O banho de uma mulher é abruptamente interrompido por uma figura não identificada que, sem aviso ou pudor algum, começa a esfaqueá-la. A cena dura três minutos e está em preto e branco, mas os gritos, a trilha sonora e a substância escura que escorre pelo ralo marcaram a história...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Luciana da Cunha</em> &#8211; O banho de uma mulher é abruptamente interrompido por uma figura não identificada que, sem aviso ou pudor algum, começa a esfaqueá-la. A cena dura três minutos e está em preto e branco, mas os gritos, a trilha sonora e a substância escura que escorre pelo ralo marcaram a história do cinema até os dias de hoje. Até quem não viu o filme sabe que eu estou falando de Psicose (1960), do mestre do suspense Alfred Hithchock. Mas aqueles que assistiram sabem que este é apenas um trecho (o mais aterrorizante, obviamente) de uma história muito mais perversa.</p>
<p>Não vou recontar aqui tudo o que acontece na trama de Robert Bloch, adaptada para os cinemas, porque isso já é de conhecimento público – sério, se você ainda não assistiu, faça um favor a você mesmo e só continue a ler o texto depois de ter cumprido esta etapa. Feito? Então vamos lá.</p>
<p>O enigma a ser respondido em Psicose ainda é o acanhado dono do Motel Bates, Norman, o assassino de uma das cenas mais famosas do cinema. Ok, no filme já sabemos que ele assume a personalidade da mãe e chega ao ponto de vestir a própria pele dela. Mas o que ainda acende uma interrogação nas nossas cabeças é: como, depois de 56 anos do lançamento do livro, Norman Bates se mantém vivo na cultura pop?</p><div id="liter-4008407930" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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<p>O sucesso de Psicose foi estrondoso no início da década de 1960: tanto o público quanto a crítica ficaram fascinados pela trama que rompia padrões narrativos (matar a mocinha logo no primeiro ato é para poucos ainda nos dias de hoje) e forçava os limites da censura, com insinuações sexuais e uma violência dificilmente vista nas telas. Os métodos adotados pelo próprio Hitchcock durante a produção ainda são questionados e celebrados. Prova recente é o filme Hitchcock (2012), que dá conta exclusivamente dos bastidores de Psicose.</p>
<p>Tanto estrondo elevou muito os padrões e dificultou o trabalho de qualquer produção que quisesse se apossar do universo criado por Bloch. Duas décadas depois, o filme ganhou três sequências cinematográficas que acabaram esquecidas pelo grande público. Mesmo sem a mesma relevância, o universo de Norman Bates foi expandido e o personagem ainda se mantém como o segundo vilão mais relevante do cinema (perdendo apenas para Hannibal Lecter), de acordo com o American Film Institute. Sim, ele está na frente até do Darth Vader.</p>
<p>Pouco depois de revisitarmos a famosa cena do chuveiro com o filme Hitchcock, Norman Bates decidiu voltar por mais um tempo. Em 2013 a Universal lançou Bates Motel, um seriado disposto não apenas a reviver o universo de Psicose, mas a recriá-lo nos dias de hoje. Agora Norman Bates tem um iPhone e provavelmente uma conta no Facebook (pensa que legal seria o álbum de fotos de animais empalhados). Apesar disso, a história é anterior aos acontecimentos de Psicose, com um Norman adolescente que acabou de se mudar para uma cidade aparentemente perfeita. Pelo nosso histórico de derivados do filme de Hitchcock, a fórmula parece fadada ao fracasso, certo? Eu não teria tanta certeza disso.</p>
<p>Um dos principais trunfos de Bates Motel é mostrar a cara da ausência mais presente em Psicose: a mãe, Norma Bates. Interpretada por uma perturbada Vera Farmiga, a personagem parece ser a fonte de todos os problemas e soluções na vida de Norman. Claro, quem não acha importante a figura de uma mãe protetora no desenvolvimento do filho? Só que a relação Norma x Norman (só isso já é bizarro o suficiente) está cada vez mais perturbadora.</p>
<p>Já na primeira temporada percebemos que, depois de mãe e filho terem se mudado para a cidadezinha de White Pine Bay, a ideia de Norma é algo meio “ela e Norman contra o mundo”. Só que a superproteção da matriarca vai além do típico ciúme das potenciais namoradas do filho: em uma relação quase incestuosa, ela está cada vez mais perto de convencê-lo de que é a única mulher de quem o filho precisa.</p>
<p>Todo mundo que assistiu Psicose sabe no que isso vai dar, mas essa “construção” da personalidade de Norman é provavelmente a parte mais interessante de Bates Motel. A fórmula aproxima o nosso protagonista do verdadeiro assassino em quem Robert Bloch se inspirou para escrever o livro: Edward Gein, principalmente na relação mãe x filho. Na história verdadeira, a morte do pai de Gein não tem circunstâncias suspeitas como no caso de Norman, mas a relação com a mãe, Augusta, é praticamente a mesma. Plus: quando o irmão de Gein começou a criticar a influência destrutiva de Augusta ele foi encontrado morto em circunstâncias suspeitas. Em Bates Motel, o meio-irmão de Norman, Dylan, já demonstra sinais de desaprovação da relação dos dois. Será que devemos temer pela vida dele?</p>
<p>A caracterização de Norman Bates na série não poderia ser mais apropriada: Freddie Highmore tem aquele ar de bom moço, bom aluno e, principalmente, bom filho. Pra quem acha que a carinha do ator é familiar, trata-se do mesmo menino que nos encantou ao lado de Johnny Depp e Kate Winslet com Em busca da Terra do Nunca, além de ter interpretado Charlie na mais recente versão de A Fantástica Fábrica de Chocolate. A ideia de que aquele dócil garoto irá se tornar um dos assassinos mais famosos da indústria do entretenimento já é perturbadora o suficiente.</p>
<p>Além disso tudo, a própria cidade de White Pine Bay é uma atração: aquele local pacato e perfeito mostra a cada episódio que não é o que aparenta ser e que todos os cidadãos são, de certa forma, coniventes com a sujeira que mantém a economia do local. O roteirista Carlton Cuse não esconde que a inspiração para este ambiente vem da série Twin Peaks, série do início dos anos 1990 criada por Mark Frost e David Lynch.</p>
<p>A verdade é que ninguém está a salvo na série, nem a própria história de Psicose. Cuse faz questão de destacar que, apesar de ambientada nos acontecimentos do livro de Bloch, Bates Motel possui vida própria. Não se trata de um prequel, mas sim de um reboot. Além disso, a trama pode ir muito além dos acontecimentos de Psicose, conforme ele contou para a TV Guide: “Não se trata de um estudo comparativo com a literatura. Nós realmente estamos tentando desenhar o show para ser assistido pelos seus próprios méritos. Se você é um fã do filme original, você vai gostar de certas referências e homenagens&#8230; Mas nós tentamos evitar recontar a história do Hitchcock”.</p>
<p>Assim como o comportamento de Norman, o futuro da série é incerto em termos de dramaturgia. Percebemos um protagonista cada vez mais errático e perigoso. No final da temporada anterior ele esteve muito próximo de decretar o fim da própria mãe, apesar de toda a proximidade dos dois. Em relação ao futuro do sucesso da série, deve durar por mais algum tempo desde que os roteiristas continuem surpreendendo o público, que aumenta a cada ano. Se o objetivo de Hitchcock era causar desconforto, a equipe de Bates Motel está garantindo que o desconforto atinja novos públicos e permaneça por mais um bom tempo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><em>(Imagens: IMDB <a href="http://ia.media-imdb.com/images/M/MV5BMTUyMjgyNDA4M15BMl5BanBnXkFtZTgwOTcxNzk0NDE@._V1__SX1303_SY547_.jpg" target="_blank" rel="noopener">Cate Cameron</a>, <a href="http://ia.media-imdb.com/images/M/MV5BMTU4NDY2NTg5OV5BMl5BanBnXkFtZTcwMTczMjAyNw@@._V1__SX1303_SY591_.jpg" target="_blank" rel="noopener">1960 Paramount Pictures</a>, <a href="http://ia.media-imdb.com/images/M/MV5BMTg1MDA2NjA0OV5BMl5BanBnXkFtZTgwMTIwODg5NDE@._V1__SX1303_SY547_.jpg" target="_blank" rel="noopener">2014 James Dittiger</a>)</em></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Luciana da Cunha' src='https://secure.gravatar.com/avatar/b710ee0c69fa28b3b7480b1009625ab895c86abeba581e759b5c2da0b556eba1?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/b710ee0c69fa28b3b7480b1009625ab895c86abeba581e759b5c2da0b556eba1?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/lucianadc/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Luciana da Cunha</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista em Blumenau, desde os 15 anos se aventura pela blogosfera. Cinéfila desde a sua primeira VHS da Disney, escreve sobre o tema há nove anos. Descobriu a paixão pela literatura com romances policiais, mas hoje lê um pouco de tudo &#8211; principalmente tudo aquilo que vai parar nas telonas.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://zinema.com.br/" target="_self" >zinema.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/03/30/o-assassinato-no-chuveiro-que-ainda-nos-perturba/">O assassinato no chuveiro que ainda nos perturba</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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