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	<title>Arquivos Boulevard Richard-Lenoir -</title>
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	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
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		<title>Meu nome é Maigret, Jules Maigret (parte 1)</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2015/08/03/meu-nome-e-maigret-jules-maigret-parte-1/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Padrini]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2015 14:02:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Rodrigo Padrini &#8211; Um cachimbo, um sobretudo com gola de veludo, um chapéu coco e uma barriga saliente. Eis um representante corpulento da ordem. – Ei, mande subir sanduíches e cervejas da Brasserie Dauphine, porque parece que esse interrogatório vai virar a noite. E ligue para a minha esposa. Avise que não tenho hora...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/08/03/meu-nome-e-maigret-jules-maigret-parte-1/">Meu nome é Maigret, Jules Maigret (parte 1)</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Rodrigo Padrini</em> &#8211; Um cachimbo, um sobretudo com gola de veludo, um chapéu coco e uma barriga saliente. Eis um representante corpulento da ordem. – Ei, mande subir sanduíches e cervejas da Brasserie Dauphine, porque parece que esse interrogatório vai virar a noite. E ligue para a minha esposa. Avise que não tenho hora para chegar em casa.</p>
<p>Não foi Maigret que disse isso. Pelo menos não nas palavras de Georges Simenon. Talvez algo parecido. É assim que me lembro dos hábitos e costumes do comissário Jules Maigret, como fazemos com os personagens que amamos. Os incorporamos. Quer conhecer um dos mais fascinantes investigadores da literatura policial? Então vamos lá.</p>
<p>Nesta primeira parte abordo as produções literárias com o personagem, sua origem, suas características e dou algumas indicações.</p><div id="liter-2786749545" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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<p>Para quem não o conhece, o comissário da polícia judiciária Jules Maigret é o mais famoso personagem criado pelo escritor belga Georges Simenon (1903-1989). Residente no Boulevard Richard-Lenoir em Paris, Maigret é um funcionário público francês com toques de psicólogo e uma curiosidade cativante pela natureza humana. Possivelmente nos seus 50 anos, Jules é casado com a Sra. Maigret (Sim, é assim que ela é chamada. O nome real é Louise, para os íntimos), uma esposa inacreditavelmente compreensiva. Sem filhos, o comissário chefia uma equipe responsável por investigar crimes em uma Paris de muitos anos atrás, conduzindo interrogatórios na sede da Polícia Judiciária no <em>Quai des Orfèvres</em>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-8010 size-large" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-bottom: 0; margin-top: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/08/img_4856.png?w=700" alt="IMG_4856" width="700" height="466"><span style="font-size: 1.55em;">“Há poucas ruas de Paris nas quais<br />
não gastei a sola dos sapatos, de olhos à espreita,<br />
e aprendi a conhecer a gente miúda das calçadas [&#8230;]”</span><br />
<span style="font-size: 1.05em;">(Memórias de Maigret, L&amp;PM Editores, 2011)</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Nosso comissário é por vezes rude, ausente em seu casamento, amante de cachimbos, bebidas alcoólicas ocasionais, apaixonado por seu trabalho, demasiado sensível aos casos nos quais se envolve, porém honesto, lúcido e coerente. Maigret busca entender os crimes, absorver a atmosfera dos suspeitos, menos do que julgá-los.</p>
<p>Me lembro quando li seu primeiro romance, “A louca de Maigret” (L&amp;PM Editores, 2009), uma daquelas edições de bolso que devoramos rapidamente. Desde então, me habituei a escarafunchar as prateleiras das livrarias em busca de novos títulos, sempre terminando um livro e começando outro, chegando a me confundir entre os crimes, suspeitos e situações. Aquelas capinhas escuras com o nome Maigret em dourado traziam mundo e personagens cada vez mais interessantes e familiares.</p>
<p>Maigret fez a sua primeira aparição na obra de Simenon em setembro de 1929 ainda como personagem secundário, conquistando o primeiro romance “para chamar de seu” em 1930, com “Pietr, o letão” (Companhia das Letras, 2014), que seria seguido por mais de 70 outros romances. O comissário também protagoniza 28 contos escritos entre outubro de 1936 e maio de 1950.</p>
<p>Os leitores brasileiros encontram Maigret mais facilmente na Série Simenon da L&amp;PM Editores e, mais recentemente, nas belíssimas publicações da Companhia das Letras, que merecem ser prestigiadas. Outros títulos que foram publicados na década de 70 e 80 pelas Editoras Nova Fronteira, Abril Cultural e Bertrand, por exemplo, são encontrados em sebos por aí.</p>
<p>Mas, por que o admiro tanto? E qual motivo de tamanho envolvimento com um simples personagem? A simplicidade e a humanidade de Maigret me cativaram desde os primeiros contatos e podem lhe cativar também. Nas histórias com o comissário não encontramos detalhes técnicos das investigações em grande quantidade, longas descrições de cenários suntuosos ou mistérios altamente complexos. Encontramos, por outro lado, seres humanos comuns, análises psicológicas fascinantes e personagens tão reais como o senhor que sentou ao seu lado no ônibus hoje.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-8013 size-large" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/08/img_4824.png?w=700" alt="IMG_4824" width="700" height="466"><span style="font-size: 1.55em;">&#8220;&#8230; o êxito junto ao público deve-se menos ao enredo e a descoberta do mistério do que ao misto de ceticismo e esperança com o qual o taciturno Maigret vê a sociedade &#8211; visão psicológica que é a principal arma desse humanista no combate ao crime&#8221;</span><br />
<span style="font-size: 1.05em;">(prefácio da Coleção da L&amp;PM Pocket &#8211; L&amp;PM Editores)</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como um assíduo leitor dos romances com Maigret, considero que tive o privilégio de observar o crescimento do personagem e observar a normalidade de sua evolução. Ao longo de seus 75 romances com o comissário, Simenon nos brinda com fases da vida do personagem e momentos que seriam vividos por qualquer um de nós: seu primeiro trabalho, sua primeira investigação, suas viagens para outros países, seus trabalhos com outras equipes da polícia, as férias para cuidar de sua saúde, jantares com velhos amigos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="padding-left: 120px;">“<em>Tinha 26 anos e casara-se há cinco meses. Desde que ingressara na polícia, há quatro anos, passara pelos serviços mais humildes, policial de rua, de estações ferroviárias, de grandes lojas, e havia menos de um ano era secretário da delegacia de Saint-Georges</em>” (A primeira investigação de Maigret, Nova Fronteira &amp; L&amp;PM Editores, 2006).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Desde sua entrada na polícia até a sua aposentadoria e mudança para a casa de campo em <em>Meung-sur-Loire</em>, Simenon nos oferece um Maigret palpável, imperfeito, mesclando investigações envolventes com elementos de uma vida particular em constante movimento. Nos acostumamos aos amigos e funcionários de Maigret, como o médico Pardon da <em>Rue Picpus</em>, o assistente Lucas, Janvier e Torrence.</p>
<p>Ainda não li todos os contos com Maigret, nem todos os seus romances. Após ler 32 livros (dos 75) praticamente em sequência, acho que fiquei com medo que acabassem e resolvi ler outras coisas. Também não li os quadrinhos e assisti aos filmes e séries inspirados no comissário Jules Maigret. Eles estão por aí, esperando que eu os explore.</p>
<p>Sei que o que é bom, tem hora para acabar. Por isso, vou tomar Simenon em doses homeopáticas e consumir lentamente toda a sua grandeza. Beba com moderação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Títulos com Maigret</h4>
<p>Como um leitor dedicado do comissário e fã de listas organizadas que facilitam nossa vida, tive grande dificuldade em encontrar uma lista objetiva com todos os romances publicados no Brasil e os contos, só mesmo em francês. Estou catalogando por curiosidade todos os livros publicados por aqui e em breve disponibilizamos no site.<br />
Desde 2014 foram nove romances publicados com o comissário Maigret pela Companhia das Letras. Pela L&amp;PM Editores foram publicados cerca de 40 títulos a partir de 2009 e outros 20 por meio da parceria entre a Editora Nova Fronteira e a L&amp;PM Editores entre 2002 e 2003, todos disponíveis para consulta no site da L&amp;PM Editores.</p>
<p>Quanto aos contos com Maigret, você os encontra na publicação Todos os Contos de Maigret da L&amp;PM Editores, divididos em dois volumes, conforme a sequência abaixo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 1.05em;"><strong><img decoding="async" class="alignnone wp-image-8019 size-full" style="border: 1px solid #c0c0c0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/08/img_4841.png" alt="IMG_4841" width="800" height="533">Volume 1</strong><br />
Um erro de Maigret<br />
Stan, o assassino<br />
O albergue dos afogados<br />
A barcaça dos dois enforcados<br />
O caso do Boulevard Beaumarchais<br />
A janela aberta<br />
Senhor Segunda-feira<br />
Jeumont, 51 minutos de parada<br />
As lágrimas de cera<br />
Rue Pigalle<br />
O Hotel L’Étoile du Nord<br />
Tempestade sobre o Canal da Mancha<br />
Senhorita Berthe e seu amante<br />
O improvável Sr. Owen<br />
O pessoal do Grand Café<br />
O notário de Châteauneuf<br />
Pena de morte</span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 1.05em;"><strong>Volume 2</strong><br />
O admirador da Sra. Maigret<br />
A velha dama de Bayeux<br />
O homem na rua<br />
Leilão<br />
Ameaças de morte<br />
O cachimbo de Maigret<br />
O cliente mais persistente do mundo<br />
Maigret e o inspetor Malgracieux<br />
Não se matam os pobres-diabos<br />
O testemunho do coroinha<br />
O Natal de Maigret</span></p>
<h4>&nbsp;</h4>
<h4>Algumas indicações</h4>
<p>Se você quer iniciar sua leitura dos romances de Maigret, comece com Pietr, o letão (Companhia das Letras, 2014). É o primeiro romance do comissário e um belíssimo mistério.&nbsp;Caso você já conheça o comissário e não tenha lido o livro Memórias de Maigret (L&amp;PM Editores, 2011), não perca a oportunidade de adquiri-lo. Trata-se de um livro em que Maigret torna-se narrador e, Simenon, um personagem, um jovem romancista iniciante que narra as aventuras do comissário, trazendo um suposto convívio entre os dois. Muito divertido.</p>
<p>Para quem tiver curiosidade, um excelente artigo de Joe Richards, <a href="http://www.trussel.com/maig/richards.htm" target="_blank" rel="noopener">In the Footsteps of Chief Superintendent Jules Maigret in Montmartre</a>, traz fotos e mapas de localidades citadas nas tramas de Maigret, como a sua casa no Boulevard Richard-Lenoir, o Quai des Orfèvres, a Place des Vosges, dentre outros.</p>
<p>Os dois volumes da coleção Todos os Contos de Maigret (L&amp;PM Editores, 2010), trazem, além de 28 histórias curtas e dinâmicas com o comissário, belíssimas introduções de Dominique Fernandez, Pierre Assouline e Denis Tillinac. Os três escritores franceses fazem análises sucintas da obra de Simenon e seu impacto na literatura internacional, apontando suas particularidades.</p>
<p>Confira 9 curiosidades sobre um dos detetives mais queridos dos romances policiais no texto <a href="https://literaturapolicial.com/2014/05/27/9-curiosidades-sobre-o-comissario-maigret/" target="_blank" rel="noopener">publicado aqui</a> no Literatura Policial.</p>
<p>Um grande abraço e até a próxima parte, quando falaremos sobre os filmes, séries, histórias em quadrinhos e outros desdobramentos deste carismático investigador.</p>
<p><em>(Imagens: Ana Mattos)</em></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rodrigo Padrini' src='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/rodrigopadrini/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rodrigo Padrini</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Psicólogo, mestre e doutorando em Psicologia. Atua no sistema prisional. É músico e leitor assíduo de romances policiais, com aquele lugar especial no coração para Georges Simenon e Raymond Chandler.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://maisumaopiniao.com.br/" target="_self" >maisumaopiniao.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/08/03/meu-nome-e-maigret-jules-maigret-parte-1/">Meu nome é Maigret, Jules Maigret (parte 1)</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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