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	<title>Arquivos crime -</title>
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	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
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		<title>Lançamentos de novembro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Nov 2016 15:12:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Lançamentos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>DESTAQUES DE NOVEMBRO &#8211; Confira os destaques literários deste mês no país. Para ver todos os lançamentos, clique aqui. x 1. Estações Havana, Leonardo Padura (Boitempo Editorial) Depois do sucesso de “O Homem Que Amava os Cachorros” (2013) e Hereges (2015), a Editora Boitempo movimentou-se para adquirir os direitos para publicar a série inicial com o detetive-tenente...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2016/11/08/lancamentos-de-novembro/">Lançamentos de novembro</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-15338 size-full" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/11/collage_novembro2.jpg" alt="collage_novembro2" width="639" height="308" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;"><strong>DESTAQUES DE NOVEMBRO</strong> &#8211; Confira os destaques literários deste mês no país. Para ver todos os lançamentos, clique <a href="https://literaturapolicial.com/lancamento/">aqui</a>.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.75em;"><span style="color:black;"><strong>1. Estações Havana, Leonardo Padura</strong></span></span><br />
(Boitempo Editorial)<br />
<img decoding="async" class="alignnone wp-image-15135 size-full" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/10/screenhunter_1284-oct-30-18-52.jpg" alt="screenhunter_1284-oct-30-18-52" width="639" height="269" /><br />
<span style="font-size:1.15em;">Depois do sucesso de “O Homem Que Amava os Cachorros” (2013) e <a href="https://literaturapolicial.com/2015/11/11/leonardo-padura-e-o-elogio-a-heresia-nossa-de-cada-dia/">Hereges</a> (2015), a Editora Boitempo movimentou-se para adquirir os direitos para publicar a série inicial com o detetive-tenente Mario Conde, o mítico personagem de Leonardo Padura. Três dos quatro livros já tinham saído no Brasil pela Companhia das Letras – “Passado Perfeito”, “Ventos de Quaresma” e “Máscaras”. Faltava “Paisagem de Outono”, que finalmente chega às estantes nacionais e tem na escritora Ivone Benedetti a sua tradutora. Os livros receberam novos tratamentos de edição e tradução, além de projeto gráfico que dá unidade ao conjunto, o que ainda não havia sido feito antes também. <a href="https://literaturapolicial.com/2016/10/31/leia-com-exclusividade-um-trecho-de-mascaras-de-leonardo-padura/">Leia um trecho de &#8220;Máscaras&#8221; no blog</a>.</span></p><div id="liter-659536960" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x<br />
</span><span style="font-size:1.75em;"><span style="color:black;"><strong>2. Cujo, Stephen King</strong></span></span><br />
(Suma de Letras)<br />
<img decoding="async" class="alignleft wp-image-15309 size-medium" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/11/46351055.jpg?w=200" alt="46351055" width="200" height="300" /><span style="font-size:1.15em;">Frank Dodd está morto e a cidade de Castle Rock pode ficar em paz novamente. O serial-killer que aterrorizou o local por anos agora é apenas uma lenda urbana, usada para assustar criancinhas. Exceto para Tad Trenton, para quem Dodd é tudo, menos uma lenda. O espírito do assassino o observa da porta entreaberta do closet, todas as noites. Você pode me sentir mais perto… cada vez mais perto.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;">Nos limites da cidade, Cujo – um são bernardo de noventa quilos, que pertence à família Camber – se distrai perseguindo um coelho para dentro de um buraco, onde é mordido por um morcego raivoso. A transformação de Cujo, como ele incorpora o pior pesado de Tad Trenton e de sua mãe e como destrói a vida de todos a sua volta é o que faz deste um dos livros mais assustadores e emocionantes de Stephen King.</span><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;"><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.75em;"><span style="color:black;"><strong>3. O Escaravelho de Ouro, de Edgar Allan Poe</strong></span></span><br />
(Editora Arte &amp; Letra)<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-14749 size-medium" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/10/capaescaravelho31.jpg?w=205" alt="capaescaravelho3" width="205" height="300" /><span style="font-size:1.15em;">O Escaravelho de Ouro é uma história incrível criada por Edgar Allan Poe e a melhor representante de uma das características mais marcantes do escritor. Poe sempre foi um admirador de desafios lógicos, chegou a publicar um anúncio no jornal pedindo que enviassem criptogramas para seu endereço e não por acaso criou o gênero policial.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;">É difícil resistir a um criptograma, desvendar a mensagem que se esconde no que aparenta ser um caos de símbolos e letras, por isso é fácil compreender porque Poe escreveu um conto que tem como grande protagonista a criptografia. Com sua narrativa envolvente, Poe nos leva a uma caça ao tesouro, repleta de mistérios que exigem raciocínio afiado para sua resolução. Ao final desta edição, o leitor encontrará um criptograma que usa a mesma lógica que Poe criou para O Escaravelho de Ouro. Tradução: César Alcazar.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.75em;"><span style="color:black;"><strong>4. Jantar Secreto, Raphael Montes</strong></span></span><br />
(Companhia das Letras)<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-15326 size-medium" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/11/71q45chs4sl.jpg?w=200" alt="71q45chs4sl" width="200" height="300" /><span style="font-size:1.15em;">Um grupo de jovens deixa uma pequena cidade no Paraná para viver no Rio de Janeiro. Eles alugam um apartamento em Copacabana e fazem o possível para pagar a faculdade e manter vivos seus sonhos de sucesso na capital fluminense. Mas o dinheiro está curto e o aluguel está vencido. Para sair do buraco e manter o apartamento, os amigos adotam uma estratégia heterodoxa: arrecadar fundos por meio de jantares secretos, divulgados pela internet para uma clientela exclusiva da elite carioca. No cardápio: carne humana. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;">A partir daí, eles se envolvem numa espiral de crimes, descobrem uma rede de contrabando de corpos, matadouros clandestinos, grã-finos excêntricos e levam ao limite uma índole perversa que jamais imaginaram existir em cada um deles.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x<br />
x<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.75em;"><span style="color:black;"><strong>5. Quem matou Roland Barthes?, Laurent Binet</strong></span></span><br />
(Companhia das Letras)</p>
<p style="text-align:justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-15329 size-medium" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/11/barthes.jpg?w=201" alt="barthes" width="201" height="300" /><span style="font-size:1.15em;">Após vencer o Prêmio Goncourt com seu primeiro romance, HHhH, Laurent Binet volta a transitar pela fronteira entre ficção e realidade numa engenhosa e bem-humorada mescla de thriller histórico e farsa filosófica. A premissa é simples: e se o atropelamento que matou o crítico e semiólogo francês Roland Barthes não tivesse sido um acidente, mas sim um crime? E se o autor de Fragmentos de um discurso amoroso tivesse sido vítima de uma conspiração por estar de posse de um manuscrito contendo a sétima função da linguagem, última parte da teoria do linguista Roman Jakobson nunca revelada, capaz de convencer qualquer um de qualquer coisa?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;">Nos meios intelectuais e políticos da Paris de então, em que transitam personagens como Foucault, Derrida, Deleuze, Althusser e Guattari, qualquer um pode ser o culpado.<br />
<span style="color:#ffffff;">x</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.75em;"><span style="color:black;"><strong>6. A invenção de Morel, Adolfo Bioy Casares</strong></span></span><br />
(Globo Livros)<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-15331 size-medium" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/11/adolfo.jpg?w=198" alt="adolfo" width="198" height="300" /><span style="font-size:1.15em;">Romance publicado originalmente em 1940, foi considerado por Jorge Luis Borge “uma trama perfeita”. Um cidadão venezuelano torna-se recluso em uma ilha deserta para fugir de uma condenação judicial. Enquanto se alimenta de raízes psicotrópicas, o expatriado vê se apagar cada vez mais o limite entre a imaginação e a realidade.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x<br />
x<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.75em;"><span style="color:black;"><strong>7. São Paulo Noir, Tony Bellotto (org)</strong></span></span><br />
(Editora Leya)<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-15336 size-medium" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/11/81ljjseiknl.jpg?w=209" alt="81ljjseiknl" width="209" height="300" /><span style="font-size:1.15em;">Paulicéia é tema do novo livro da série “Noir” Uma seleção de histórias surpreendentes onde a cinzenta São Paulo, mais do que um simples cenário, torna-se personagem. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;">Contos policiais que retomam a atmosfera noir imortalizada por Hollywood em filmes como “O falcão maltês”, escritos por nomes como Marcelo Rubens Paiva, Mario Prata, Jô Soares, Drauzio Varella, Ferréz, Vanessa Barbara, entre outros.</span></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2016/11/08/lancamentos-de-novembro/">Lançamentos de novembro</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Assassinaram o camarão! Por que nos interessamos por crimes?</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2015/02/16/assassinaram-o-camarao-por-que-nos-interessamos-por-crimes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Padrini]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Feb 2015 13:14:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[crime]]></category>
		<category><![CDATA[rodrigo padrini]]></category>
		<category><![CDATA[romance policial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você provavelmente já deve ter se perguntado porque nós, seres humanos, comentamos, assistimos e falamos tanto sobre crimes. Nunca? Bom, temos um gênero literário inteiro dedicado ao tema, programas de televisão, revistas, jornais, seriados e filmes que levam milhares às salas de cinema para desvendar mistérios com um início sempre muito parecido: um assassinato, um...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-4204 size-full aligncenter" style="border:1px solid #000000;margin-top:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/02/crime1.jpg" alt="crime" width="675" height="415" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Você provavelmente já deve ter se perguntado porque nós, seres humanos, comentamos, assistimos e falamos tanto sobre crimes. Nunca? Bom, temos um gênero literário inteiro dedicado ao tema, programas de televisão, revistas, jornais, seriados e filmes que levam milhares às salas de cinema para desvendar mistérios com um início sempre muito parecido: um assassinato, um sequestro ou um desaparecimento.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><em>“Assassinaram o camarão, assim começou a tragédia no fundo do mar”</em>, diz a canção dos Originais do Samba. Seja na sua vizinhança ou do outro lado do mundo – ou no fundo do mar -, logo nos sentimos atraídos, como a uma sobremesa irresistível, por enigmas que desafiam nossa inteligência e assombram as profundezas de nossa natureza humana. Interesse mórbido? Curiosidade? Satisfação? Instinto de sobrevivência? Medo? Sede de justiça? Queremos saber como, quando e porque o sujeito A matou o indivíduo B.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Acredito que nos identificamos com o assassino e por isso queremos saber mais, nos comparando a ele. A principio pode parecer uma explicação sem sentido, claro. Mas, que tal pensarmos sobre isso?</span></p><div id="liter-659536960" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Quando falo sobre crimes não penso tanto em roubos, furtos e outras &#8220;amenidades&#8221;, mas sim em homicídios, assassinatos, ações voluntárias ou não para se tirar a vida de outro ser humano, terminar um projeto em andamento, encerrar um mundo individual de possibilidades. O assassino cruza o limite entre inocentes e culpados, ultrapassa a linha da justiça e se rende ao seu desejo &#8211; livre de restrições &#8211; de eliminar o seu obstáculo. Afinal, vivemos em sociedade e seguimos, todos nós, uma série de regras e limites morais, que permitem enfim o convívio de um grupo. O criminoso nos mostra o outro lado, nos mostra o desejo de transgredir a lei que existe em todos nós.</span></p>
<h3 style="text-align:center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-4213" style="border:1px solid #000000;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/02/scarface.jpg?w=750" alt="scarface" width="550" height="371" />&#8220;Somos seres agressivos e me arrisco a dizer que quando nos deparamos com o crime, além de nos assustarmos, nos identificamos também.&#8221;</h3>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><span style="color:#ffffff;">x</span><br />
Cometemos pequenos crimes &#8211; travessuras quando crianças &#8211; durante toda a vida, e convivemos com o certo e errado em tudo o que fazemos. Para Freud, o pai da Psicanálise, nossa civilização só é possível graças a um conjunto de esforços para controlar a nossa agressividade e nossos impulsos sexuais, inerentes ao ser humano. Priorizamos assim, o desejo comum e não o desejo individual. A segurança de uma comunidade em troca de nossa liberdade. Criamos regras, limites, a justiça, a punição, o medo e a culpa.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>&#8220;O homem é o lobo do homem&#8221;</strong> já dizia Thomas Hobbes. Somos seres agressivos e me arrisco a dizer que quando nos deparamos com o crime, além de nos assustarmos, nos identificamos também. Como bons seres humanos, nos interessamos por seus detalhes mais sombrios. Não deixamos de nos comover com suas vítimas e suas histórias de vida, sentir compaixão por seus familiares, mas, acima de tudo, nos colocamos por um momento na pele do assassino e queremos entrar em sua mente. Como é possível alguém fazer algo assim?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Quando digo então que nos identificamos estou dizendo que somos todos assassinos? Calma, talvez você não seja. Entretanto, somos criminosos em potencial e, digo mais, agressores por natureza. Freud cita as barbaridades e as guerras ao longo de nosso processo civilizatório como provas inequívocas de nossa &#8220;maldade&#8221;.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-4207 size-medium" style="border:1px solid #000000;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/02/crime2.jpg?w=242" alt="Double Trouble" width="242" height="300" />Terêncio afirmou na antiguidade: <em>&#8220;Homo sum; humani nil a me alienum puto&#8221;</em>, ou melhor, <strong>“Sou humano, nada do que é humano me é estranho”</strong>. Sábias palavras. A conduta de um criminoso é estranha a mim? Sim e não. É estranha porque não reconheço sua ação como justa dentro da sociedade em que vivo e, por ser incomum, me gera surpresa. Mas, não é estranha, uma vez que qualquer um de nós poderia fazê-lo. Está em nossa capacidade de ser humano, sermos bons ou horríveis.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Mas então, porque nos interessamos tanto por crimes? Em histórias nas quais não fazemos parte, encontramos a realização de nossos desejos e nos deixamos viver o crime por meio de personagens absurdos e carismáticos. Chegamos a gostar dos vilões – às vezes os heróis &#8211; e torcer por seu sucesso, em um esforço da imaginação que sabemos ser inofensivo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Assim como nos emocionamos em dramas no teatro e gargalhamos com comédias na televisão, encontramos na literatura policial, por exemplo, a liberdade de nosso lado criminoso, colocando nossas mentes assassinas para funcionar. Ao ler romances policiais, levamos nosso monstro interno para passear.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Está tudo bem, é só um faz de conta. Para todos nós a vida será apenas um passeio de carro com o nosso monstrinho dormindo tranquilamente no banco de trás. Só devemos ter cuidado quando ele acordar e resolver botar a cabeça para fora da janela.</span></p>
<h6 style="text-align:justify;"><em>(Imagens: Getty Images)</em></h6>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-4856" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/03/rodrigo_perfil3.png" alt="rodrigo_perfil3" width="630" height="133" /></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rodrigo Padrini' src='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/rodrigopadrini/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rodrigo Padrini</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Psicólogo, mestre e doutorando em Psicologia. Atua no sistema prisional. É músico e leitor assíduo de romances policiais, com aquele lugar especial no coração para Georges Simenon e Raymond Chandler.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://maisumaopiniao.com.br/" target="_self" >maisumaopiniao.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/02/16/assassinaram-o-camarao-por-que-nos-interessamos-por-crimes/">Assassinaram o camarão! Por que nos interessamos por crimes?</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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