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	<title>Arquivos dias perfeitos -</title>
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	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
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	<title>Arquivos dias perfeitos -</title>
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		<title>ENTREVISTA &#124; Raphael Montes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Aug 2017 12:56:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[nacionais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Ana Paula Laux &#8211; Raphael Montes publicou o primeiro livro em 2012, e desde então não parou mais. Com o romance policial&#160;Suicidas, ficou entre os finalistas do 1º Prêmio Benvirá de Literatura da Editora Saraiva. Então em 2014 veio Dias Perfeitos, livro responsável por impulsionar sua carreira e que já foi publicado em 14...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Ana Paula Laux</em> &#8211; Raphael Montes publicou o primeiro livro em 2012, e desde então não parou mais. Com o romance policial&nbsp;<em>Suicidas</em>, ficou entre os finalistas do 1º Prêmio Benvirá de Literatura da Editora Saraiva. Então em 2014 veio <em>Dias Perfeitos</em>, livro responsável por impulsionar sua carreira e que já foi publicado em 14 países, seguido de <em>O Vilarejo</em> e <em>Jantar Secreto</em>.</p>
<p>Conversamos com Raphael sobre literatura, cinema &#8211; seus livros devem chegar às telonas em breve &#8211; e outros projetos do momento. Confira a entrevista abaixo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>1. “Suicidas”, seu primeiro romance publicado em 2012, foi relançado pela Companhia das Letras com um capítulo extra. O que você pode dizer sobre este capítulo?</strong></p>
<p>“Suicidas” estava esgotado nas livrarias desde março, vendido a preços absurdos em sebos pelo país. Por isso, estou bastante feliz com a reedição do livro pela Companhia das Letras. Afinal, “Suicidas” foi responsável por lançar minha carreira – na época, ele foi finalista de alguns prêmios literários e cresceu no boca-a-boca (graças ao final bombástico, os leitores costumam sair indicando aos amigos).&nbsp;Quanto ao capítulo complementar, é importante dizer que se trata de um capítulo não essencial – ou seja, a história continua a mesma, não mudei nada. Eu escrevi este “capítulo extra” no texto original, mas ele foi cortado da primeira edição por sugestão do editor da época. Agora, nesta nova edição, a Companhia das Letras resolveu trazê-lo de volta por pensar que é um capítulo que traz novas camadas sobre os personagens, mostrando como Alessandro e Maria João se conheceram.</p>
<p>&nbsp;<br />
<strong>2. Em junho, foi divulgado na coluna da jornalista Patricia Kogut, do jornal O Globo, que a adaptação para o cinema de “Dias Perfeitos” será dirigido por Amora Mautner. Quando poderemos ver o filme nas telas e quem você gostaria de ver nos papeis principais?</strong></p>
<p>Fiquei feliz com a notícia de que Amora Mautner vai dirigir a adaptação de Dias Perfeitos para o cinema. Sem dúvida, é uma diretora muito competente, vibrante e que já demonstrou seu talento na televisão. Ela fará sua estreia no cinema com muita sede de realizar um grande filme. E isso é ótimo. Já passei para ela alguns nomes que julgo interessantes para os papéis de Téo e de Clarice, mas em respeito às escolhas da produção e da direção prefiro não mencionar ninguém.</p>
<blockquote><p>&#8220;Gosto de pensar que estamos evoluindo, com mais autores sendo publicados e com cada vez mais leitores preferindo o escritor nacional ao best-seller norte-americano.&#8221;</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>3. O que você sente ao saber que a sua história vai ganhar vida no cinema?</strong></p>
<p>Os direitos de adaptação de Suicidas, Dias Perfeitos, O Vilarejo e Jantar Secreto estão vendidos para o cinema. Pessoalmente, evito me intrometer nas adaptações, pois acho importante haver um olhar externo sobre a minha história. Quem quiser conhecer meu trabalho deve ler os livros. Os filmes serão fruto de um esforço conjunto, não posso responder sozinho pelo resultado. Mas, claro, estou animado para ver minhas histórias transportadas para a tela grande. Espero que meus leitores também estejam curiosos pelo que virá!</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-158 size-full" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 30px; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/06/jorna5.jpg" alt="" width="300" height="365"><br />
&nbsp;</p>
<p><strong>4. De 2012 para cá &#8211; desde a publicação de Suicidas -, como você avalia a recepção dos leitores aos livros de suspense publicados por autores nacionais? Percebeu um interesse maior pelo gênero?</strong></p>
<p>Antes de ser escritor de suspense, sou um leitor do gênero. Por isso, sempre me indignei com a falta de autores inseridos no mercado e que se dedicam a escrever livros de mistério e policial. Com a incrível repercussão de Dias Perfeitos, ouvi de vários editores que eles estavam buscando autores nacionais de suspense para publicar. Fiquei bem feliz com isso. Nesse ramo, não existe concorrência e, sim, companheirismo. Acho ótimo que novos nomes estejam surgindo. Só assim os leitores brasileiros vão descobrindo que somos capazes de fazer boa literatura policial no país. Sem dúvida, o caminho ainda é longo. Mas gosto de pensar que estamos evoluindo, com mais autores sendo publicados e com cada vez mais leitores preferindo o escritor nacional ao best-seller norte-americano.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><center><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=qf_sp_asin_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8535928359&amp;asins=8535928359&amp;linkId=eac9c8b007f0ce3599ac9cf1cb05f45f&amp;show_border=false&amp;link_opens_in_new_window=true&amp;price_color=333333&amp;title_color=0066c0&amp;bg_color=ffffff" width="300" height="150" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></center>&nbsp;</p>
<p><strong>5. Como tem sido a experiência de apresentar um programa de TV, o Trilha de Letras, na TV Brasil?</strong></p>
<p>Sou apaixonado por desafios. Quando a produção do programa me procurou interessada em fazer um programa de literatura mais jovem, menos sisudo, a proposta logo me interessou. Jamais me passou pela cabeça ser apresentador de um programa semanal, mas mergulhei fundo. Tem sido uma delícia conversar semanalmente com escritores de variados estilos, ideias e segmentos e, claro, aprender com eles. Acho que essa alegria se transporta para a tela: os espectadores têm adorado o programa, sempre recebemos muitas mensagens elogiosas ao formato “informal” do Trilha de Letras. Além disso, criamos um diálogo interessante com a internet, através do quadro “Dando a Letras” onde exibimos projetos diferentes e inteligentes sobre literatura, como canais de Youtube, por exemplo. Por fim, tenho orgulho em dizer que atualmente somos o único programa de literatura na TV aberta. Num país que necessita formar leitores, isso não é pouco.</p>
<p style="text-align: center;"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-13202" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 40px; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/07/flip3.jpg" alt="" width="583" height="364">Na Flip 2016, com o escritor&nbsp;Emiliano Urbim</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>6. Quais autores/autoras você tem lido atualmente? Deixe algumas sugestões de leitura.</strong></p>
<p>Tenho lido muitas autoras com personagens femininas fortes justamente porque meu próximo romance é protagonizado por uma mulher bastante complexa. Assim, indico Shirley Jackson, Paula Hawkins, Gillian Flynn, Ursula K. Le Guin. Entre os nacionais, Andrea Nunes, Miriam Mambrini e Andrea Killmore. Livraços escritos por mulheres.</p>
<p><em>[Imagens: Victor Prataviera, Ana Paula Laux]</em></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
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		<title>Breve olhar psicológico sobre Dias Perfeitos, de Raphael Montes</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2015/03/19/breve-olhar-psicologico-sobre-dias-perfeitos-de-raphael-montes/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Padrini]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2015 16:39:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[clube do crime]]></category>
		<category><![CDATA[colunista]]></category>
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		<category><![CDATA[rodrigo padrini]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Rodrigo Padrini &#8211; Estive em uma ilha deserta e acabo de retornar. É a minha sensação ao mergulhar durante alguns dias em uma trama envolvente criada pelo talentoso jovem escritor Raphael Montes, incluído com justiça em diversas listas do tipo escritores novos que você deve conhecer. Nascido em 1990, no Rio de Janeiro, o...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Rodrigo Padrini</em> &#8211; Estive em uma ilha deserta e acabo de retornar. É a minha sensação ao mergulhar durante alguns dias em uma trama envolvente criada pelo talentoso jovem escritor Raphael Montes, incluído com justiça em diversas listas do tipo escritores novos que você deve conhecer. Nascido em 1990, no Rio de Janeiro, o autor surpreende em seu segundo romance e cria com habilidade um retrato psicológico da insanidade perversa.</p>
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<p>Honestamente, comecei minha leitura sem ter lido resenhas ou sinopses, e não me lembrava do que se tratava a história. Desinformado, tomei um susto quando o enredo tomou um caminho criminoso e, concluí, que a introdução havia sido tão boa que esquecia que estava lendo um romance policial. Tenho certeza que o autor se sentiria internamente satisfeito com a minha surpresa.</p>
<p>Utilizando-se de uma citação de Nietzsche, <em>há sempre alguma loucura no amor</em>. Mas também há sempre alguma razão na loucura -, e o autor dá início a um belo ensaio sobre os limites da paixão, da obsessão e do narcisismo. Com lampejos de violência e perversidade, Montes nos lembra que nossa racionalidade, por si só, é uma baita loucura, apenas não rotulada como tal por ter sido aceita pela maioria.</p>
<p>O livro é narrado e pensado na perspectiva de Téo, nosso protagonista, jovem, estudante de medicina e morador do Rio de Janeiro, na companhia de sua mãe. Em suas primeiras páginas, revela-se apenas um sujeito peculiar, introvertido, pouco sociável, dono de uma rotina agradável às suas necessidades. No entanto, ao avançarmos, conhecemos sua personalidade em detalhes e estaremos diante de um homem reservado em sua própria ética imoral, se é que isso existe.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="font-size: 1.45em;">“Ele era coerente, racional, inabalável;<br />
acabaria descobrindo o que fazer.<br />
A paz imóvel de Clarice incitava<br />
seus nervos numa brincadeira sádica.”</span></em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Adotando comportamentos infantis e narcisistas, Téo demonstra uma personalidade fria, calculista e impressionantemente auto referente. Me provocando raiva e indignação em diversos momentos, sua habilidade de articular seus próprios pensamentos e convencer sua própria consciência do contrário beira o inacreditável. Téo mantém seu controle emocional e a razão ao se fazer acreditar que está agindo da forma correta, e que o mais imoral dos comportamentos é justificável.</p>
<p>Ao me imaginar em uma cena bizarra, na qual eu mesmo atenderia Téo em meu consultório de psicologia, lhe perguntava: cara, você já se colocou no lugar dessa menina? Não enxerga que está fazendo tudo isso apenas por você mesmo? Talvez não o chamasse de “cara”. Mas não! Não está fazendo por ele, mas por ela, Clarice, seu par romântico, papel complementar de sua alienação. Menina de beleza exótica, espontânea e cheia de sonhos, Clarice – sem referência à Lispector, a nossa personagem faz questão de frisar -, traz ao protagonista uma grande carga de sofrimento e felicidade. Lhe desmonta a estrutura básica, “Mas, não seria isso o amor?” questiona-se Téo, em seu fantástico mundo de Bob.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large" src="https://m.media-amazon.com/images/I/71z-0qeUZjL._SL1500_.jpg" width="1352" height="1500" /></p>
<p>Como em um teatro de marionetes, nosso candidato a psicopata da semana coloca o mundo a seu favor e não mede as consequências de suas atitudes para que isso aconteça. Ao criar uma peça onde atuarão em parceria “Téo e Clarice”, Téo impõe um amor às custas de qualquer sofrimento, próprio e de outrem, criando papeis a serem desempenhados.</p>
<p>Por acreditar-se envolvido em uma grande história de amor, o jovem pratica crueldades indescritíveis – o autor descreve -, tendo a todo o momento, como pano de fundo, a justificativa de um amor realizável. No entanto, o enredo, habilmente apresentado por Raphael Montes, nos mostra nada mais nada menos do que duas capacidades presentes em todos nós: nos apaixonar cegamente e nos alienar.</p>
<p>Em novos relacionamentos, torna-se comum o desejo de domínio do outro e a vontade quase irresistível de tornarem-se um só. A fusão. A alma gêmea. A metade da laranja. O arroz do meu feijão. Todos nós procuramos em alguma medida nosso papel complementar, alguém que nos fará completos e felizes. A ilusão da completude, que nunca existirá. Mas, o que pensar quando não respeitamos limites? Quando nos deixamos mover por emoções avassaladoras? Quando invadimos e nos deixamos invadir? Nosso protagonista não demonstra essas emoções, não traz à superfície o sentimento motivador de suas atitudes, apenas em alguns momentos, já misturadas ao caos. Ao contrário, Téo faz uso de sua couraça racional para buscar o que pode se tornar apenas a repetição de sua vida, a representação de um roteiro pronto.</p>
<p>Com traços psicológicos dignos de uma monografia, Montes constrói personagens perturbados de maneiras diferentes e nos oferece um prato cheio para análises. Em suas 278 páginas, &#8220;Dias Perfeitos&#8221; abala os nervos do leitor desavisado e nos convida a um passeio de ironia e loucura por ilhas desertas, malas vazias, barcos, anões e ambientes sufocantes. Como nos questiona Téo: quem não gostaria de fazer exatamente o que ele fez pela pessoa amada?</p>
<p>&nbsp;</p>
<h1>Sobre o livro</h1>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large" src="https://m.media-amazon.com/images/I/81f0UbBO-KL._SY466_.jpg" width="311" height="466" /></p>
<p><strong>Título</strong>: Dias perfeitos<br />
<strong>Autor</strong>: Raphael Montes<br />
<strong>Páginas</strong>: 320<br />
<strong>Editora</strong>: Companhia das Letras<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/3JMNyU4" target="_blank" rel="noopener">Compre o livro/e-book</a></span></p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Dias Perfeitos&#8221; apresenta Téo, um jovem estudante de medicina cuja vida solitária é dividida entre os cadáveres da faculdade e os cuidados com a mãe. Sua rotina cinzenta é virada de cabeça para baixo quando ele conhece Clarice, uma jovem de espírito livre que, num gesto ousado, rouba-lhe um beijo. Esse único instante desperta em Téo uma obsessão avassaladora. Diante das recusas de Clarice, ele decide tomar uma atitude radical para conquistá-la: ele a sequestra. O que se segue é uma jornada alucinante pelas estradas do Rio de Janeiro, com Clarice sedada ao seu lado. Em uma viagem por cenários oníricos – de um chalé em Teresópolis a uma praia deserta em Ilha Grande –, os dois estabelecem uma rotina insólita de abusos e agressões. Clarice vive entre o desespero e uma assustadora resignação, enquanto Téo justifica seus atos com uma frieza e uma lógica aterradoras.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rodrigo Padrini' src='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/rodrigopadrini/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rodrigo Padrini</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Psicólogo, mestre e doutorando em Psicologia. Atua no sistema prisional. É músico e leitor assíduo de romances policiais, com aquele lugar especial no coração para Georges Simenon e Raymond Chandler.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://maisumaopiniao.com.br/" target="_self" >maisumaopiniao.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/03/19/breve-olhar-psicologico-sobre-dias-perfeitos-de-raphael-montes/">Breve olhar psicológico sobre Dias Perfeitos, de Raphael Montes</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>6 promessas detetivescas para TV e cinema</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2015/02/04/6-promessas-detetivescas-para-tv-e-cinema/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Feb 2015 16:52:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Se 2014 foi um bom ano para a literatura policial, 2015 dá indicativos de que a onda de novidades vai continuar. Fãs do gênero podem esperar várias estreias de programas de suspense para esse ano, numa diversidade que vai desde continuações de séries e especiais a adaptações de romances policiais para a televisão. Confira as...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Se 2014 foi um bom ano para a literatura policial, 2015 dá indicativos de que a onda de novidades vai continuar. Fãs do gênero podem esperar várias estreias de programas de suspense para esse ano, numa diversidade que vai desde continuações de séries e especiais a adaptações de romances policiais para a televisão.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Confira as estreias mais aguardadas.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<h3 style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>1. Série Sherlock BBC – Especial de natal</strong></span></h3>
<figure id="attachment_3847" aria-describedby="caption-attachment-3847" style="width: 518px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-3847 size-full" style="border:1px solid #000000;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/02/sherlockbbc.jpg" alt="sherlockbbc" width="518" height="353" /><figcaption id="caption-attachment-3847" class="wp-caption-text">Benedict Cumberbatch é Sherlock Holmes, na série da BBC. (Foto: divulgação BBC)</figcaption></figure>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><span style="color:#ffffff;">x</span><br />
A quarta temporada só volta a ser filmada ano que vem, mas a gravação do especial de natal já roda a pleno vapor. <em>Sherlock</em>, a série sensação da BBC – principalmente pela excelente atuação de Benedict Cumberbatch como o detetive &#8211; volta a ser exibida provavelmente apenas no final deste ano. O roteiro, assinado pela dupla Mark Gatiss e Steven Moffat, dá continuidade às aventuras do detetive mais famoso do mundo e tão admirado pelos ingleses. Com média de público de 9 milhões de espectadores, não se espera menos do que criatividade absoluta nas tramas, que já provocam a curiosidade de quem vem acompanhando as filmagens iniciadas em Bristol, Inglaterra, dia 6 de janeiro. Fotos revelaram Sherlock e Watson, vivido por Martin Freeman, vestidos com roupas da era vitoriana em um cenário caracterizado de época. O que será que vem por aí?<br />
<span style="color:#ffffff;">x</span><br />
</span></p>
<h3 style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:1.25em;">2. Uma janela em Copacabana, Luiz Alfredo Garcia-Roza</span></strong></h3>
<p style="text-align:justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-3856 size-full" style="border:1px solid #000000;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/02/roza_janela.jpg" alt="roza_janela" width="600" height="477" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">De olho na popularidade do delegado Espinosa, personagem da ficção policial criado por Luiz Alfredo Garcia-Roza, o cineasta José Henrique da Fonseca deve adaptar o livro para uma série de televisão exibida pelo canal GNT. <em>Uma janela em Copacabana</em>, lançado em 2001 pela Companhia das Letras, é o quarto romance policial com o detetive. Na história, Espinosa precisa descobrir quem está matando policiais em diferentes regiões do Rio de Janeiro, num ambiente que proporciona pouquíssimas pistas e testemunhas.<br />
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</span></p>
<h3 style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:1.25em;">3. O escaravelho do diabo, Lucia Machado de Almeida</span></strong></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-3858 size-full" style="border:1px solid #000000;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/02/escaravelho-3.jpg" alt="escaravelho-3" width="620" height="425" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Quem não se deliciou com ao menos um livro da Coleção Vagalume na infância? Agora, um dos clássicos dessa série vai virar filme ainda este ano. Com direção de Carlo Milani e coprodução da Globo Filmes, <em>O escaravelho do diabo</em> traz no elenco Marcos Caruso como o inspetor Pimentel, além de Jonas Bloch, Selma Egrei, Lourenço Mutarelli, entre outros. A história aborda uma série de assassinatos que acontecem em uma cidadezinha do interior. As vítimas, todas ruivas legítimas, recebem pelo correio um misterioso pacote contendo um escaravelho preto dentro&#8230;<br />
Ainda sobre a coleção Vagalume, há a expectativa de dois outros clássicos virarem filme em breve. Os direitos de <em>O mistério do cinco estrelas</em> e <em>Um cadáver ouve rádio</em>, ambos suspenses de sucesso de Marcos Rey, foram comprados pela RT Features. Com roteiro de André Sirangelo, as datas de filmagem e estreia não foram divulgadas pela produtora.<br />
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</span></p>
<h3 style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:1.25em;">4. Dias Perfeitos, Raphael Montes</span></strong></h3>
<p style="text-align:justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-3859 size-full" style="border:1px solid #000000;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/02/13671_gg.jpg" alt="13671_gg" width="431" height="373" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">O segundo romance do jovem autor Raphael Montes, <em>Dias Perfeitos</em>, deve virar filme ainda este ano. Os direitos do livro, que trata de uma história de amor obsessivo, já foram vendidos para oito países com mercado editorial de peso: Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Itália, Canadá, Espanha, França e Holanda. Já os direitos para o cinema também foram adquiridos pela Features RT, e a condução do longa deverá ficar com Daniel Filho, que teve como marca profissional a criação, supervisão e direção de novelas e minisséries de sucesso na Rede Globo, como <em>Malu Mulher</em> (1979) e filmes bem-sucedidos no circuito nacional, como <em>A Partilha</em> e <em>Se eu Fosse Você</em>.<br />
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</span></p>
<h3 style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:1.25em;">5. O Chamado do Cuco, JK Rowling</span></strong></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-3860 size-full" style="border:1px solid #000000;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/02/cuco.jpg" alt="cuco" width="567" height="388" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Mais um detetive que vai dar as caras na televisão é Cormoran Strike, criação da inglesa JK Rowling. Distante do universo harry potteriano desde que deu fim à série, ela tem investido nos últimos anos no gênero policial. Em 2013 lançou <em>O Chamado do Cuco</em>, romance policial de estreia publicado sob o curioso pseudônimo Robert Galbraith. Em dezembro do ano passado, para a alegria de seus milhões de fãs, a BBC1 confirmou que o policial vai virar série de televisão. A rede já divulgou inclusive que vai adaptar os dois primeiros volumes da saga com o detetive Cormoran Strike, um veterano de guerra que acaba se tornando investigador particular. O personagem também aparece no segundo romance policial da autora, “O bicho-da-seda”, lançado em 2014. Por enquanto ainda não foi divulgada data de estreia do programa, mas se espera que saia ainda este ano.<br />
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</span></p>
<h3 style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:1.25em;">6. True Detective – 2ª temporada</span></strong></h3>
<p style="text-align:justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-3862 size-full" style="border:1px solid #000000;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/02/true.jpg" alt="true" width="618" height="400" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Sucesso com a dupla Matthew McConaughey e Woody Harrelson, <em>True Detective</em> também conquistou a crítica em 2014. Vencedora de várias categorias nos prêmios Emmy, a volta da série já foi anunciada pela HBO para junho, bem como o número de episódios, oito, e o  elenco que substitui o da temporada anterior. Dessa vez os papeis principais ficam com Colin Farrell e Vince Vaughn, na história que foca na investigação do assassinato de um político californiano envolvido em negócios escusos. Haverá ainda as participações de Rachel McAdams, Taylor Kitsch e Kelly Reilly.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-3871" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/02/ana2.png" alt="ana2" width="630" height="133" /></span></p>
<p style="text-align:justify;">
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/02/04/6-promessas-detetivescas-para-tv-e-cinema/">6 promessas detetivescas para TV e cinema</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Lançamento da coleção Simenon em São Paulo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Jun 2014 21:24:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[ana paula laux]]></category>
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		<category><![CDATA[jornada simenon]]></category>
		<category><![CDATA[simenon como você nunca viu]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aconteceu ontem, em São Paulo, mais um evento da Jornada Simenon no Brasil. Organizado pela Companhia das Letras, o debate trouxe John Simenon, filho do célebre escritor belga, Tony Bellotto, criador da série Bellini, e Raphael Montes, autor de Dias Perfeitos, para a Livraria Cultura Paulista. O encontro foi realizado no Teatro Eva Herz, e reuniu fãs...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2014/06/04/lancamento-da-colecao-simenon-em-sao-paulo/">Lançamento da coleção Simenon em São Paulo</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_157" aria-describedby="caption-attachment-157" style="width: 600px" class="wp-caption aligncenter"><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/06/jorna4.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-157 size-full" style="border:1px solid #000000;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/06/jorna4.jpg" alt="jorna4" width="600" height="289" /></a><figcaption id="caption-attachment-157" class="wp-caption-text">John Simenon, Raphael Montes e Tony Bellotto participam de bate-papo em São Paulo</figcaption></figure>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:1.25em;">Aconteceu ontem, em São Paulo, mais um evento da Jornada Simenon no Brasil. Organizado pela Companhia das Letras, o debate trouxe John Simenon, filho do célebre escritor belga, Tony Bellotto, criador da série Bellini, e Raphael Montes, autor de Dias Perfeitos, para a Livraria Cultura Paulista.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:1.25em;">O encontro foi realizado no Teatro Eva Herz, e reuniu fãs de diversos gêneros literários no auditório. Marcado para às 19h30, a fila começou a se formar a partir das 18h em uma da laterais do andar. Após o debate, houve um coquetel e uma sessão de autógrafos com os três convidados.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://www.clubedocrime.com.br/listas/Georges_Simenon" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><span style="color:#0000ff;"><span style="font-size:1.25em;">A Companhia das Letras está reeditando a obra completa de Georges Simenon no Brasil</span></span></a><span style="color:#000000;">, <span style="font-size:1.25em;">iniciando com as três primeiras aventuras de Maigret: &#8220;Pietr, o Letão&#8221;, &#8220;O Cavalariço da Providence&#8221; e &#8220;O Enforcado de Saint-Pholien&#8221;.</span><br />
<span style="color:#ffffff;">x</span></span></p>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">“Maigret é tudo que eu não sou!”</span></h2>
<p><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/06/jorna6.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-161 size-large" style="border:1px solid #000000;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/06/jorna6.jpg?w=750" alt="jorna6" width="750" height="607" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:1.25em;">Usando tradução simultânea, John – que tem similaridade física com o pai &#8211; falou sobre os hábitos de Georges Simenon, o estilo do personagem que pulou das páginas da ficção para o mundo real de milhões de leitores e como administra um legado tão particular e precioso.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>Os detetives da Era de Ouro</strong> – &#8220;Não havia muitos detetives fictícios na época em que Maigret surgiu. Havia Sherlock Holmes e os personagens de Agatha Christie. Meu pai não queria fazer o que já tinha sido feito. Ele tentou vários personagens (antes de Maigret).&#8221;</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>A criação de Maigret</strong> &#8211; &#8220;Meu pai era magro, baixo, extremamente ansioso, o oposto de Maigret! Pode-se dizer, de certa forma, que Maigret era tudo que ele não era.&#8221;</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>A técnica do detetive</strong> – &#8220;Com Maigret, não é “o que” aconteceu, é “por que” aconteceu. Você entra na alma do personagem. Chamo Maigret de “whydunit” (em contrapartida aos tradicionais “whodunits”, recurso onde há um assassinato e a necessidade de encontrar o assassino, vertendo as atenções do livro para quem cometeu o crime).&#8221;</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>Madame Maigret</strong> – &#8220;Ela é uma espécie de esteio para Maigret. Ele tem a coragem de manter-se no que acredita por causa dela. Sem ela, ele não teria essa coragem. Quando eles estão juntos, compartilham muito. Eles se chamam apenas por Maigret e Madame Maigret.&#8221;</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>O processo criativo</strong> – &#8220;Era doloroso para meu pai escrever, era como parir. Havia livros cheios de ideias, ele fazia caminhadas, longas reflexões sobre os personagens. Quando ele já sabia o que queria e tinha isso em mente, fechava-se no escritório bem cedo e começava a datilografar. Ninguém o via escrever. Ele escrevia 1 capítulo inteiro muito rapidamente. Perdia 1 litro de suor em 1 sessão e meia de escrita, era como um atleta! Mas era um atleta que corria 800m, não uma maratona.&#8221;</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>O hábito de datilografar</strong> – &#8220;Não há volta na máquina de escrever. Isso, aliado ao som das teclas, era importante para manter um ritmo enquanto ele fazia os livros. Meu pai era desafinado, mas queria que os livros soassem como as músicas de Bach, livros com aquele ritmo.&#8221;</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>O processo de pesquisa</strong> – &#8220;Não havia muita pesquisa. Sua pesquisa era viver quantas vidas possíveis. Não era uma pesquisa consciente. Ele vivia.&#8221;</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>A polícia nos romances</strong> – &#8220;Procedimentos policiais não eram importantes nos livros de Maigret. Meu pai sabia tudo sobre os procedimentos. Ele leu tudo sobre eles, inclusive para não usá-los.&#8221;</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>Simenon empresário</strong> – &#8220;Ele não tinha agente, advogado. Ele escolhia tudo, da capa dos livros às editoras. Quando decidi cuidar do legado, tive que entender como tudo isso funcionava.&#8221;</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>Adaptações</strong> – &#8220;Todo mundo vê Maigret de um jeito. Ele adquiriu seu próprio DNA. Mas meu pai evitava assistir às adaptações. Um dos favoritos dele, entretanto, era Pierre Renoir (filho do pintor Renoir, fez Maigret no cinema).&#8221;</span></span></p>
<h3 style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">NOVA GERAÇÃO</span></h3>
<figure id="attachment_158" aria-describedby="caption-attachment-158" style="width: 244px" class="wp-caption alignright"><a style="color:#000000;" href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/06/jorna5.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-158" style="border:1px solid #000000;" src="http://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/06/jorna5.jpg" alt="jorna5" width="244" height="297" /></a><figcaption id="caption-attachment-158" class="wp-caption-text">Raphael Montes é o autor de &#8220;Suicidas&#8221; e &#8220;Dias Perfeitos&#8221;</figcaption></figure>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:1.25em;">Raphael Montes tem 23 anos e dois livros lançados: Suicidas, finalista do prêmio Benvirá de Literatura de 2010, e o thriller de suspense “Dias Perfeitos”, que atualmente está entre os mais vendidos do país no gênero. Raphael tem atraído a atenção de fãs de todos os gêneros literários, conquistando cada vez mais um contingente de admiradores de suas tramas inesperadas e plenas de tensão e diálogos inteligentes. Neste debate, assim como no anterior no Rio de Janeiro, seu papel foi o de mediador. Ele deve lançar um terceiro livro em breve, com título provisório de “Jantar no Matadouro”.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>“Acho esse preconceito cafona e anacrônico”</strong> &#8211; Tony Bellotto é mais reverenciado pelo status de estrela do rock que desfruta desde os anos 80. Guitarrista do Titãs, banda formada em 1982 pelas esquinas de São Paulo, coube a ele trilhar os degraus da fama como músico para depois encontrar o tempo – e a maturidade &#8211; para dedicar-se à arte de escrever. “Queria ser músico e escritor. Eu gostava de ler A Ilha do Tesouro, Moby Dick&#8230; Eu já escrevia desde pequeno”. É dele a série com Remo Bellini, um detetive brasileiro, comum, que vive aventuras cheias de sexo e prostituição, drogas e contravenções variadas, gente misteriosa e sempre suspeita, e claro&#8230; mortes violentas.</span></span></p>
<figure id="attachment_163" aria-describedby="caption-attachment-163" style="width: 249px" class="wp-caption alignleft"><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/06/jorna7.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-163" style="border:1px solid #000000;" src="http://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/06/jorna7.jpg" alt="jorna7" width="249" height="373" /></a><figcaption id="caption-attachment-163" class="wp-caption-text">Tony Bellotto falou sobre seu personagem, o detetive Remo Bellini</figcaption></figure>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:1.25em;">Para Tony, seu detetive é profundamente inspirado em Philip Marlowe, o detetive durão de Raymond Chandler que se envolve com os crimes da rua. “Ele tem o cinismo, a amargura, o humor, o olhar crítico e narra em primeira pessoa. Queria que o Bellini tivesse um pouquinho de cada coisa”, explica. “Mas mesmo que tente, ele não consegue ser Marlowe”. Bellotto acredita que seu personagem transfere uma doçura não imaginada no momento da concepção. “Fico irritado com a ternura de Bellini”, brinca o criador, resignado. Ás vezes eles tomam vida própria, e isso geralmente é um bom sinal&#8230;</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:1.25em;">Tony sustenta que um dos grandes prazeres é descobrir a história pelo caminho, sem necessariamente saber o final de antemão. “A história vai acontecendo na cabeça. Gosto dessa descoberta da escrita. Adoraria ter essa rapidez do Simenon, mas meu processo é mais lento. Eu vou com um rascunhão”.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:1.25em;">Respondendo às perguntas finais, ele comentou sobre o preconceito que alguns filões críticos reservam ao gênero policial. “Acho cafona e anacrônico. Temos tantos exemplos de autores bons, Lehane, Padura, Patricia Highsmith&#8230; Existe um público para isso. A literatura policial brasileira é original e criativa. A Patricia Melo, Marçal Aquino e Rubem Fonseca fazem grandes livros”.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:1.25em;">Tony revelou que deve lançar mais um romance policial ainda este ano.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong><span style="font-size:1.25em;">Veja o álbum do evento no Facebook</span></strong>: <span style="color:#0000ff;"><a style="color:#0000ff;" href="http://on.fb.me/1wuSnEV" target="_blank" rel="noopener noreferrer">http://on.fb.me/1wuSnEV</a></span><br />
</span></p>
<p><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/11/ana2.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-2796" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/11/ana2.png" alt="ana2" width="600" height="133" /></a></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2014/06/04/lancamento-da-colecao-simenon-em-sao-paulo/">Lançamento da coleção Simenon em São Paulo</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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