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	<title>Arquivos érico assis -</title>
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	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
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		<title>TOKYO GHOST &#124; A violência indomável de cada um</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2019/10/15/tokyo-ghost-a-violencia-indomavel-de-cada-um/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rogerio Christofoletti]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Oct 2019 11:23:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[colaboração]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Rogério Christofoletti</em> &#8211; Em 2089, o mundo não é muito diferente do nosso: há multidões de miseráveis, a polícia produz massacres, as cidades são sujas e caóticas, e a maioria das pessoas age como zumbis na frente das telas. Em 2089, o mundo é bem diferente do nosso: os mares se apossaram do planeta, a chuva é ácida pra valer e Tóquio &#8211; vejam só! &#8211; é um paraíso da natureza, sem eletricidade ou alta tecnologia.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8594540868&amp;asins=8594540868&amp;linkId=30b38de1c7b3654a8587a3849f843d8b&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>É por essa paisagem acidentada que acompanhamos a dupla Led Dent e Debbie Decay, delegados que deveriam colocar as coisas em ordem, mas que deixaram os contornos da lei há muito tempo. Led é um bombadão superviolento, ultra-dependente de tecnologia, um Ranxerox com a cara do Wolverine e o palavreado de Hell-Boy. Ele acelera sua poderosa moto, atropelando facínoras, cobrando dívidas de gângsteres e tendo na garupa a aparentemente inofensiva Debbie. Ela é sua amante, sua parceira, uma amiga que desde a infância se mostrou valente e casca-grossa, apesar do rosto angelical e da cascata de cabelos prateados. De olho nesses dois, vivemos uma viagem lisérgica, violenta e tecno-confusa. O nosso passaporte é “Tokyo Ghost”, uma graphic novel da DarkSide Books com ritmo alucinante, farta pancadaria e rios de sangue.</p>
<p>Com roteiro de Rick Remender, desenhos frenéticos de Sean Murphy e cores vibrantes de Matt Hollingsworth, “Tokyo Ghost” aciona gatilhos de memória de leitores mais experientes de quadrinhos, mangás e ficção científica. Para um ancião como eu, foi uma torrente de referências. O start é vertiginoso como em “Neuromancer” ou “Johnny Mnemonic”, ambos de William Gibson, com cargas avassaladoras de informação sobre o contexto social de época, no melhor estilo de Philip K. Dick.</p>
<p>A ambientação bebe nas melhores fontes do cyberpunk, e recorre a elementos comuns de “Akira”, só que com menos gritos! Estão ali a velocidade do traço e das ações, as consequências nefastas da energia nuclear e um sujeito irado sobre uma moto… Há samurais evocando um neo-bushidô, animais fofinhos nos ombros de nossos heróis, e katanas com fios que cortam até pensamentos. Há uma heroína de cabelos longos degolando homens abjetos como em “Kill Bill” e dando golpes acrobáticos como em “Ghost in the shell”.</p>
<p>“Tokyo Ghost” é forte e pulsante, mas não chega a ser nenhum “Ronin”, embora sua paleta de cores dialogue com a mítica série assinada por Frank Miller em 1983-84. Há um desfile de personagens histriônicos, e o vilão parece uma simbiose de “Exterminador do Futuro” e o Coringa de “Piada Mortal”. Assim, a quantidade de referências ajuda a erguer um edifício que se mantém em pé e consolida alguma exuberância. Para os mais velhos, a graphic novel presta tributos importantes; para os mais jovens, oferece uma amostra do que colhemos de melhor há quarenta anos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="padding-left: 120px;">[su_quote]Tokyo Ghost chega agora aos leitores brasileiros em edição única, reunindo a série que foi originalmente lançada em 2015 e 2016 pela Image Comics. A capa dura e o material de estúdio adicionado ao final dão ao volume o status de edição de colecionador.[/su_quote]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em 2089, imagino que o adjetivo “distópico” já nem exista mais, de tanto que foi utilizado no começo do século. Por isso, evitarei usar esse rótulo em “Tokyo Ghost”. O que temos em mãos é uma história de ação que esconde o tema da busca pessoal. Neste sentido, a obra é muito fiel à tradição das artes marciais e à filosofia oriental. As sequências de luta são vigorosas e impõem à narrativa algumas camadas que podem turvar a vista do leitor. É ação, sim!, e tem até algum romance, é verdade. Mas não se engane: a violência expressa os conflitos internos de Led e Debbie.</p>
<p>Assombrado pelo que considera fragilidade física, Led tenta soterrar seus sentimentos com doses cavalares de adrenalina e drogas tecnológicas. Mal percebe o quanto é oprimido por um imaginário machista e paternalista. Debbie, por sua vez e ao seu jeito, persegue um horizonte que se distancia a cada passo que dá, o da autonomia. Afinal, é possível ser feliz sozinha?</p>
<p>Ao fim e ao cabo, nossos heróis são humanamente imperfeitos, incompletos, claudicantes como bêbados nas madrugadas. Apelar para a violência não é uma forma de fazer justiça ou de restituir o equilíbrio. Talvez seja só uma maneira espetacular de desprender as carapaças para se autoconhecer e encontrar a paz interior.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4 style="text-align: center;">Imagens</h4>
<p style="text-align: center;"><img  title="" fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-38661" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo2.jpg"  alt="tokyo2 TOKYO GHOST | A violência indomável de cada um"  width="500" height="473" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo2.jpg 600w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo2-300x284.jpg 300w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><img  title="" decoding="async" class="alignnone wp-image-38663" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo3.jpg"  alt="tokyo3 TOKYO GHOST | A violência indomável de cada um"  width="500" height="592" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo3.jpg 600w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo3-254x300.jpg 254w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><img  title="" decoding="async" class="alignnone wp-image-38665" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo4.jpg"  alt="tokyo4 TOKYO GHOST | A violência indomável de cada um"  width="500" height="607" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo4.jpg 600w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo4-247x300.jpg 247w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-38670" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo6.jpg"  alt="tokyo6 TOKYO GHOST | A violência indomável de cada um"  width="500" height="592" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo6.jpg 500w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo6-253x300.jpg 253w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p style="text-align: center;"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-38668" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo5.jpg"  alt="tokyo5 TOKYO GHOST | A violência indomável de cada um"  width="500" height="640" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo5.jpg 500w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/10/tokyo5-234x300.jpg 234w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<h4 style="text-align: center;"></h4>
<h4></h4>
<h4>SOBRE O LIVRO</h4>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/Tokyo-Ghost-Rick-Remender/dp/8594540868/ref=as_li_ss_il?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;keywords=tokyo+ghost&amp;qid=1571135187&amp;sr=8-1&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=c40083b5a6285e600c494e19d609cf9d" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img  title=""  alt="q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8594540868&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20 TOKYO GHOST | A violência indomável de cada um" decoding="async" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8594540868&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20" border="0" /></a><img  title="" loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8594540868"  alt="ir?t=literaturapol-20&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8594540868 TOKYO GHOST | A violência indomável de cada um"  width="1" height="1" border="0" /></p>
<p><strong>Título</strong>: Tokyo Ghost<br />
<strong>Autores</strong>: Rick Remender (Autor), Sean Murphy (Ilustrador), Matt Hollingsworth (Inker)<br />
<strong>Tradução</strong>: Érico Assis<br />
<strong>Páginas</strong>: 272<br />
<strong>Editora</strong>: Darkside Books<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2IRcEyI" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro</a></span></p>
<p><em>SINOPSE</em> &#8211; Ilhas de Los Angeles, 2089. O planeta foi tomado pelos oceanos, mas a água é tão poluída que dissolve a pele. A humanidade está viciada em tecnologia em níveis inimagináveis, mesmo para os tempos em que vivemos hoje. A grande maioria, desempregada e famélica, vive em busca da alienação e um pouco de paz que o “barato” digital proporciona. Mesmo que para isso os tecnoiados precisem roubar e matar. Todo mundo anda ocupado em evitar a realidade, enfurnado nos antros do ópio eletrônico, cujo monopólio está nas mãos de gângsteres comandados pelo famigerado Flak. E como em todo comércio que envolve viciados, os problemas não são poucos. Para enquadrar os tecnoiados, cobrar dívidas e eliminar aqueles que incomodam além da conta, Flak e seus adeptos recorrem à dupla de delegados Led Dent e Debbie Decay, assassinos cruéis. Debbie, porém, nunca se rendeu ao vício digital, exceção das exceções, uma autêntica zero-tec. A dupla está prestes a cumprir uma missão longe da miserável Los Angeles. O objetivo: derrubar o último país que ainda não se rendeu ao mundo uberconectado, os Jardins Verdejantes de Tóquio.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g TOKYO GHOST | A violência indomável de cada um" alt='Rogerio Christofoletti' src='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/monitorando/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rogerio Christofoletti</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista, dramaturgo e professor universitário. Já publicou 12 livros na área acadêmica e escreveu oito peças de teatro. É um dos autores do e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx).</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="http://christofoletti.com/" target="_self" >christofoletti.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2019/10/15/tokyo-ghost-a-violencia-indomavel-de-cada-um/">TOKYO GHOST | A violência indomável de cada um</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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			</item>
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		<title>Uma dobra no tempo, de Madeleine L’Engle</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2018/05/07/uma-dobra-no-tempo-de-madeleine-lengle/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Luciana da Cunha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 May 2018 13:25:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[darkside books]]></category>
		<category><![CDATA[érico assis]]></category>
		<category><![CDATA[Hope Larson]]></category>
		<category><![CDATA[Luciana da Cunha]]></category>
		<category><![CDATA[Madeleine L’Engle]]></category>
		<category><![CDATA[uma dobra no tempo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Luciana da Cunha &#8211; Cada pessoa tem aquele livro que marcou a infância e que deu aquele empurrãozinho para</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Luciana da Cunha</em> &#8211; Cada pessoa tem aquele livro que marcou a infância e que deu aquele empurrãozinho para transformá-la em um verdadeiro leitor: aquele que sente a liberdade criativa em ler histórias sem imagens e é facilmente instigado a começar o próximo capítulo (e o próximo, e o próximo&#8230;). <a href="https://amzn.to/2LVcMgP" target="_blank" rel="noopener">Uma Dobra no Tempo</a> é um destes livros que, embora não tenha sido tão popular no Brasil, marcou gerações de leitores pelos Estados Unidos.</p>
<p>A obra de fantasia e ficção científica de Madeleine L’Engle foi adaptada em 2010 para graphic novel por Hope Larson e esta versão chegou recentemente às livrarias brasileiras pela DarkSide Books, em uma edição que enche os olhos até mesmo de quem nunca ouviu falar do livro. Capa dura (lógico), com uma arte meio cósmica, meio mística, com muito brilho e degradê azul/lilás na borda das páginas. Se este não é o livro mais bonito na minha estante, eu não sei qual é.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8595081751&amp;asins=8595081751&amp;linkId=5bafe85eb3027cffddb02b841169a8cd&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A história é focada em Meg, seu irmão Charles Wallace e Calvin, um amigo da escola. Meg é uma pré-adolescente filha de dois renomados cientistas, seu pai, inclusive, é um funcionário do governo que está desaparecido há anos. Apesar disso, Meg não é nem um pouco popular na escola, onde é encarada como “esquisitona”. Enquanto isso, o pequeno Charles Wallace parece ter algum dom especial que o faz adivinhar o que se passa na cabeça da mãe e da irmã.</p>
<p>Durante uma tempestade, surge uma estranha mulher conhecida por Sra. Quequeé, que será uma das chaves para a aventura dos três. Acompanhada das Sras. Quem e Qual, elas direcionam Meg, Charles Wallace e Calvin em uma aventura com direito a viagens no tempo e planetas extragalácticos para evitar que uma mancha escura tome conta da Terra. De quebra, Meg vê a possibilidade de encontrar seu pai.</p>
<p>A narrativa pincela teorias bem avançadas de física para explicar alguns acontecimentos na história, claro que de forma bem rasa, mas ajuda a reforçar o tom de ficção científica da trama. O lado fantasioso fica principalmente por conta das três senhoras, que muito se assemelham à ideia que temos de bruxas.<br />
<span style="color: #ffffff;">x</span></p>
<h5 style="padding-left: 120px;">Mesmo mergulhando fundo na ficção, há uma mensagem válida para o mundo real. A jornada pessoal pela qual passa cada personagem, principalmente Meg, é bem verossímil para pré-adolescentes que sintam que não se encaixam ou que ainda estejam tentando desvendar a sua identidade e o seu propósito. Aliás, o livro é ideal para o público infanto-juvenil, preferencialmente entre os 10 e 14 anos de idade.</h5>
<p><span style="color: #ffffff;">x</span><br />
O ritmo da história é bem fluido e é possível terminar a graphic novel em apenas um dia, mesmo com quase 400 páginas. No entanto, a agilidade na leitura dá um pouco a sensação de que algumas coisas foram apressadas e não ficaram muito bem amarradas. Eu senti falta, por exemplo, de valorizarem um pouco mais a existência das personagens das Sras. Quequeé, Quem e Qual. Queria saber mais sobre elas. Como não li o original, não sei se é uma falta da própria história ou se isso se perdeu na adaptação para quadrinhos.</p>
<p>Apesar de ser um livro de 1962, somente em 2018 ganhou uma adaptação para o cinema, com direção de Ava Duvernay e elenco de peso com Reese Witherspoon, Oprah Winfrey e Mindy Kaling. De alguma forma essa combinação não deu muito certo e o filme amarga algumas críticas bem negativas.</p>
<p>Para quem se interessar pela obra, há ainda outros quatro livros que compõem as aventuras de Meg e seus amigos. Mesmo com mais de 50 anos Uma dobra no tempo se mantém atual e tem tudo para continuar encantando gerações de novos leitores.</p>
<p><em>[Imagem: Luciana da Cunha]</em></p>
<p><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11188 size-full" style="margin-top: 30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/01/parceria_dark1.jpg"  alt="parceria_dark1 Uma dobra no tempo, de Madeleine L’Engle"  width="226" height="70" /></p>
<p><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9465" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/star4.png"  alt="star4 Uma dobra no tempo, de Madeleine L’Engle"  width="98" height="22" /></p>
<p><strong><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-26555 size-medium" style="margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2018/05/umadobranotempo.jpg?w=208"  alt="umadobranotempo Uma dobra no tempo, de Madeleine L’Engle"  width="208" height="300" />Título</strong>: Uma dobra no tempo<br />
<strong>Autora</strong>: Madeleine L’Engle<br />
<strong>Ilustração</strong>: Hope Larson<br />
<strong>Tradução</strong>: Érico Assis<br />
<strong>Páginas</strong>: 392<br />
<strong>Editora</strong>: Darkside Books<br />
<a href="https://www.skoob.com.br/uma-dobra-no-tempo-12379ed752065.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Este livro no Skoob</a></p>
<p>SINOPSE – Em Uma Dobra no Tempo, o pai de Murry e Charles Wallace, um exímio físico, está desaparecido há dois anos. A aventura começa quando, em uma noite de tempestade, eles recebem a visita de uma senhora peculiar, a sra. Queque é, que foi tirada de sua rota pelo vento enquanto viajava pelo tempo e espaço utilizando o tesserato. Na companhia de mais duas criaturas sobrenaturais, a sra. Quem e a sra. Qual, e de um garoto chamado Calvin O’Keefe, eles partem pelo universo em busca de qualquer indício do paradeiro do dr. Murry. Mas o que eles descobrem vai muito além disso: todo o universo está sendo atacado pela Escuridão, uma força perigosa que traga a luz das estrelas e dos planetas, em uma luta contra o mal que parece nunca acabar.</p>
<p><a href="https://zinema.com.br/" target="_blank" rel="noopener"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-28260" src="http://literatur3.dominiotemporario.com/wp-content/uploads/2018/05/Johnson-Publishing.png"  alt="Johnson-Publishing Uma dobra no tempo, de Madeleine L’Engle"  width="1400" height="425" /></a></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="b710ee0c69fa28b3b7480b1009625ab895c86abeba581e759b5c2da0b556eba1?s=100&#038;d=mm&#038;r=g Uma dobra no tempo, de Madeleine L’Engle" alt='Luciana da Cunha' src='https://secure.gravatar.com/avatar/b710ee0c69fa28b3b7480b1009625ab895c86abeba581e759b5c2da0b556eba1?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/b710ee0c69fa28b3b7480b1009625ab895c86abeba581e759b5c2da0b556eba1?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/lucianadc/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Luciana da Cunha</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista em Blumenau, desde os 15 anos se aventura pela blogosfera. Cinéfila desde a sua primeira VHS da Disney, escreve sobre o tema há nove anos. Descobriu a paixão pela literatura com romances policiais, mas hoje lê um pouco de tudo &#8211; principalmente tudo aquilo que vai parar nas telonas.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://zinema.com.br/" target="_self" >zinema.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2018/05/07/uma-dobra-no-tempo-de-madeleine-lengle/">Uma dobra no tempo, de Madeleine L’Engle</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Creepshow, de Stephen King: entre o riso nervoso e o frio na barriga</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rogerio Christofoletti]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Nov 2017 14:44:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[stephen king]]></category>
		<category><![CDATA[terror]]></category>
		<category><![CDATA[Bernie Wrightson]]></category>
		<category><![CDATA[creepshow]]></category>
		<category><![CDATA[darkside books]]></category>
		<category><![CDATA[érico assis]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[george romero]]></category>
		<category><![CDATA[quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[rogério christofoletti]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Rogério Christofoletti &#8211; No comecinho dos anos 80, quando eu voltava da banca com um exemplar de “Kripta”, minha</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2017/11/13/creepshow-entre-o-riso-nervoso-e-o-frio-na-barriga/">Creepshow, de Stephen King: entre o riso nervoso e o frio na barriga</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Rogério Christofoletti</em> &#8211; No comecinho dos anos 80, quando eu voltava da banca com um exemplar de “Kripta”, minha avó torcia o nariz: Lá vem você com essas revistas horríveis!. Ela detestava aquele desfile de mortos insepultos, gente de olhar demoníaco, gritos e decapitações. O papel barato e os desenhos ordinários em preto e branco contribuíam para achar aquilo um lixo, mas todo mês os meninos do bairro juntavam suas moedas pra levar aquele pequeno universo de terror pra casa. Quando a edição esgotava, apelávamos para “Spektro”, “Calafrio” ou “Mestres do Terror”. Devorávamos aquelas histórias como os lobisomens se alimentavam das vítimas desesperadas.</p>
<p>Minha avó não era a única a sumir com as revistas que eu esquecia pela casa. O mesmo fenômeno acontecia com meus amigos, e esse mistério não nos assombrava pra valer. Já a fórmula horror-violência-sobrenatural funcionava sempre, mesmo que repetida à exaustão! Para temperar o cardápio do mau gosto, havia profanação de túmulos, piadas com humor duvidoso, e estética propositadamente mal cuidada. Boa parte do material que abastecia essas revistas vinha da EC Comics, editora estadunidense que não poupava ninguém da torrente trash, sanguinolenta e apelativa de suas páginas. Essa atmosfera de bizarrices inspirou Stephen King a escrever o roteiro de “Creepshow”, que tinha na direção ninguém menos que George Romero, famoso à época pelos horrorosos (no bom sentido) “A noite dos mortos vivos” e “O despertar dos mortos”. Foi o macabro encontro de dois mestres do terror! O resultado é uma homenagem a um medo ancestral num filme divertido e arrepiante. No Brasil, a estréia foi em 25 de dezembro de 1982, ironia própria de um Zé do Caixão…</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><center><iframe loading="lazy" style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=qf_sp_asin_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8594540639&amp;asins=8594540639&amp;linkId=c3b3508638abab11ab04280f42efbf99&amp;show_border=false&amp;link_opens_in_new_window=true&amp;price_color=333333&amp;title_color=0066c0&amp;bg_color=ffffff" width="300" height="150" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></center>&nbsp;</p>
<p>Para os fãs do gênero, parecia ser o auge. Mas e se mais um artista de sangue gelado se juntasse para render tributo aos vapores fétidos dos mausoléus trevosos? Bernie Wrightson já era um desenhista famoso por dar vida ao Monstro do Pântano, e seu traço impiedoso só fez a cobra morder o próprio rabo. Isto é: se um gibi havia levado King e Romero a fazer cinema, por que não adaptar o filme para um gibi?</p>
<p>&nbsp;</p>
<h5 style="padding-left: 120px;">Esse festim diabólico chega agora às livrarias brasileiras em capa dura e belo tratamento gráfico pela DarkSide Books. No melhor estilo horripilante, as 64 páginas trazem cinco contos que deixam a realidade entediante no retrovisor.</h5>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em “Dia dos Pais”, o leitor conhece uma família que faz jus ao ditado “parente é serpente”. “A solitária morte de Jordy Verrill” mostra como nem tudo o que cai do céu é bom. “A caixa” ensina a dominar a própria curiosidade. “Indo com a maré” revela a perversidade humana travestida em bons modos, e “Vingança barata”, a inutilidade de certas manias de limpeza. Se o leitor achou as sinopses curtas demais, acredite: é para o seu bem…</p>
<p><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21882 " style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2017/11/airbrush_201711131239301.jpg"  alt="airbrush_201711131239301 Creepshow, de Stephen King: entre o riso nervoso e o frio na barriga"  width="608" height="608"></p>
<p><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-21884 " style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-bottom: 30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2017/11/23600675_10210508716343224_2110089428_o.jpg"  alt="23600675_10210508716343224_2110089428_o Creepshow, de Stephen King: entre o riso nervoso e o frio na barriga"  width="615" height="615"></p>
<p>Seguindo a linha dessas revistas horríveis, Creepshow traz um asqueroso narrador a apresentar as histórias. Irônico, Creep faz piadas infames e trocadilhos vergonhosos que podem embrulhar o estômago de qualquer um. Exceto o do tradutor Érico Assis, que deve ter se divertido como nunca para encontrar soluções de outro mundo&#8230;</p>
<p>O lançamento de Creepshow pode ser considerada também uma homenagem póstuma a Bernie Wrightson e a George Romero, que passaram a dormir de pés juntos em março e julho deste ano. Que Stephen King não tenha pressa! Mas em se tratando desses mestres do terror, não seria surpresa encontrá-los voltando de seus túmulos numa história qualquer&#8230;</p>
<p><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-9465 size-full" style="margin-top: 40px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/star4.png"  alt="star4 Creepshow, de Stephen King: entre o riso nervoso e o frio na barriga"  width="98" height="22"></p>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8594540639/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8594540639&amp;linkCode=as2&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=e1698f981472a3ee8588cfcdb5fa965b" target="_blank" rel="noopener"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignleft" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;MarketPlace=BR&amp;ASIN=8594540639&amp;ServiceVersion=20070822&amp;ID=AsinImage&amp;WS=1&amp;Format=_SL250_&amp;tag=literaturapol-20"  alt="q?_encoding=UTF8&amp;MarketPlace=BR&amp;ASIN=8594540639&amp;ServiceVersion=20070822&amp;ID=AsinImage&amp;WS=1&amp;Format=_SL250_&amp;tag=literaturapol-20 Creepshow, de Stephen King: entre o riso nervoso e o frio na barriga"  width="174" height="250" border="0"></a><img  title="" loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0!important;" src="//ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=am2&amp;o=33&amp;a=8594540639"  alt="ir?t=literaturapol-20&amp;l=am2&amp;o=33&amp;a=8594540639 Creepshow, de Stephen King: entre o riso nervoso e o frio na barriga"  width="1" height="1" border="0"><strong>Título</strong>: Creepshow<br />
<strong>Autores</strong>: Stephen King, Bernie Wrightson<br />
<strong>Tradução</strong>: Érico Assis<br />
<strong>Editora</strong>: Darkside Books<br />
<strong>Páginas</strong>: 64<br />
<a href="https://www.skoob.com.br/creepshow-715092ed716684.html" target="_blank" rel="noopener">Este livro no Skoob</a></p>
<p>SINOPSE – Tudo começou em 1982. King juntou forças com outro gênio das sombras, o diretor George A. Romero, para realizarem um filme inspirado em quadrinhos clássicos dos anos 1950, como Contos da Cripta, da EC Comics. O longa-metragem marcou a estréia de King como roteirista e, curiosamente, sua segunda aparição como ator. Creepshow se tornaria um &#8220;cult movie&#8221; instantâneo. E, no mesmo ano, Stephen King quis deixar ainda mais explícita sua homenagem à fonte original. Assim, ele adaptou seu roteiro de cinema para os quadrinhos, contando com a arte do magistral Bernie Wrightson &#8211; um dos criadores e primeiro ilustrador de O Monstro do Pântano &#8211; e a capa de Jack Kamen, autor da EC Comics. A HQ era a maneira perfeita para os fãs reviverem todos os pesadelos do filme em casa. Trinta e cinco anos depois, você pode fazer o mesmo, até porque o mais provável é que sua fita VHS já esteja desmagnetizada. Creepshow reúne cinco histórias de arrepiar, duas delas adaptadas de contos que King já havia publicado: “Weeds” e “The Crate”. Usando um decrépito narrador morto-vivo, o autor soube recriar o clima dos gibis malditos que o assustavam quando ainda era um adolescente rebelde no estado do Maine. Como todos os títulos da Darkside Books, Creepshow tem uma edição em capa dura para você guardar para sempre, com todo orgulho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g Creepshow, de Stephen King: entre o riso nervoso e o frio na barriga" alt='Rogerio Christofoletti' src='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/monitorando/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rogerio Christofoletti</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista, dramaturgo e professor universitário. Já publicou 12 livros na área acadêmica e escreveu oito peças de teatro. É um dos autores do e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx).</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="http://christofoletti.com/" target="_self" >christofoletti.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2017/11/13/creepshow-entre-o-riso-nervoso-e-o-frio-na-barriga/">Creepshow, de Stephen King: entre o riso nervoso e o frio na barriga</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Tradutor de Tintim fala sobre os desafios da profissão</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2016/11/01/tradutor-de-tintim-fala-sobre-os-desafios-da-profissao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rogerio Christofoletti]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Nov 2016 14:03:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[quadrinhos]]></category>
		<category><![CDATA[entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[érico assis]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[globo livros]]></category>
		<category><![CDATA[hergé]]></category>
		<category><![CDATA[tintim]]></category>
		<category><![CDATA[tintim no congo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Rogério Christofoletti &#8211; Todas as pessoas têm seus autores favoritos. Alguns leitores têm também suas editoras prediletas. Mas quem</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Rogério Christofoletti</em> &#8211; Todas as pessoas têm seus autores favoritos. Alguns leitores têm também suas editoras prediletas. Mas quem costuma ter seus tradutores do coração? Pode falar! Quase ninguém, né? O que é um tremenda injustiça com esses bravos personagens que enfrentam selvas de palavras e expressões idiomáticas, sintaxes complicadas, gírias de época, trocadilhos e ambiguidades, sem contar as experimentações linguísticas.</p>
<p>Tradutores costumam deixar de ser invisíveis quando vertem obras consideradas até então impossíveis, ou quando uma grande quantidade do seu trabalho chega ao mercado ao mesmo tempo, gerando aquela sensação de que está traduzindo a Biblioteca de Alexandria… É mais ou menos assim com Érico Assis, prolífico tradutor de histórias em quadrinhos, romances pop e livros teóricos, com mais de 200 trabalhos assinados para editoras como Companhia das Letras, Panini, Globo, Intrínseca, Leya, Marsupial e outras.</p>
<p>Na área desde 2008, já respondeu pelas palavras de Chuck Palahniuk, Neil Gaiman, Alan Moore, Grant Morrison, Chris Claremont, Warren Ellis, Richard Dawkins, Henry Jenkins e grande elenco. Jornalista de formação, Érico Assis mora em Florianópolis, onde dá sequência a um doutorado em tradução e termina um livro sobre&#8230; tradução de quadrinhos! Cercado de mistério, adianta que é uma obra voltada para os fãs do gênero e com lançamento previsto para 2017.&nbsp;Com fala mansa, olhar paciente e um sorriso no canto da boca, Érico Assis mantém a fama dos bons tradutores: é discreto, quase invisível. A estratégia funciona. Quietinho, quietinho, trabalha como uma máquina e talvez esteja mesmo traduzindo a tal Biblioteca de Alexandria&#8230;<br />
&nbsp;</p>
<p><strong>1. É comum vermos conversas de tradutores, compartilhando grandes soluções para trechos difíceis e também algumas derrapadas. Qual a tradução da qual você mais se orgulha? E a mais difícil?</strong></p>
<p>Olha, não fico à vontade para avaliar a qualidade das minhas próprias traduções. O orgulho que tenho por elas geralmente está em torno do histórico do projeto. Tenho um carinho especial, por exemplo, por um livro chamado CONTOS DE LUGARES DISTANTES, do Shaun Tan (Cosac Naify), simplesmente porque fiquei contente de participar de um livro que nem aquele. Tenho orgulho das traduções de SUPERDEUSES, de Grant Morrison (Seoman), e de MARVEL COMICS: A HISTÓRIA SECRETA, de Sean Howe (LeYa), porque são dois projetos dos quais eu corri atrás. Também corri atrás de THE PRIVATE EYE, de Brian K. Vaughan e Marcos Martin (http://panelsyndicate.com/) direto com os autores, de SCOTT PILGRIM, do Bryan Lee O&#8217;Malley (Quadrinhos na Cia.), de FLEX MENTALLO, de Grant Morrison e Frank Quitely (Panini).&nbsp;As traduções mais difíceis&#8230; Eu acho que o cerne da tradução é a tomada de decisão, então as mais difíceis são aquelas em que as decisões são mais arbitrárias: quando você tem, pela natureza do projeto, se é que pode dizer assim, liberdade demais para dar conta de transmitir forma e sentido do texto de partida. Tem vários momentos assim em muitas traduções que eu fiz. Mas um projeto que foi todo assim &#8211; e, por isso, talvez o meu mais difícil &#8211; foi OS 13 TIQUE-TAQUES, de James Thurber (Poetisa). Ainda estou curioso para saber o que os leitores acharam.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>2. Acaba de sair Tintim no Congo, uma tradução sua do personagem original de Hergé. A leitura permite ver uma série de aspectos que podem soar chocantes hoje, como tiradas racistas, por exemplo. Imagino que os desafios que você teve não foram apenas para verter algumas falas que parecem datadas hoje. Como foi traduzir este trabalho em particular?</strong></p>
<p>Bom, começou pelo fato de ser uma tradução do francês, um idioma do qual não estou tão acostumado a traduzir (não tanto quanto traduzo do inglês). Porém, mesmo sendo um francês dos anos 1930, com uma e outra gíria particular ao francês belga da época, foi fácil de ler e verter.&nbsp;Em relação a encontrar o linguajar do Tintim em português, tive por referência as ótimas traduções do Eduardo Brandão para toda a série (na versão colorida &#8211; e com texto diferente) tintinesca. Em relação a entender algumas referências, tive o apoio do TINTIN: THE COMPLETE COMPANION, de Michael Farr, um guia tintinófilo.&nbsp;Em se tratando especificamente das caricaturas dos africanos e das visões preconceituosas, sim, fiquei preocupado e escrevi uma carta comprida à editora Globo para ter certeza que estávamos todos cientes dos 60 ou 70 anos de polêmica em torno de TINTIM NO CONGO. E também para ressaltar que as caricaturas não estavam só no desenho, mas nas falas dos congoleses: o francês deles é infantil e carregado de erros. Isso afeta diretamente o meu trabalho, pois, se eu quiser reproduzir o que entendo por intenção do Hergé, também vou ter que caracterizar os congoleses com um português infantil e carregado de erros &#8211; com um cuidado redobrado para não intensificar nem diminuir esta infantilização e esta carga de erros. Tentei manter uma precisão quase matemática nestas falas africanas, para que ninguém venha me dizer que &#8220;no original não era tão caricato&#8221;. Se eu dei conta do recado, era exatamente&nbsp;tão caricato quanto ficou no português. &#8220;Também sugeri que a edição poderia ter uma nota de contextualização no final, em que a editora declara-se ciente que o material pode render críticas, que não fecha com a moral atual, que foi produzido em outra época e nem o próprio Hergé gostava. Ficou uma nota curtinha no final do TINTIM NO CONGO.&#8221; Mas, sinceramente, acho ainda mais preconceituosa e gritante a caricatura dos chineses em TINTIM NA AMÉRICA. De qualquer maneira, não é minha opinião que está representada ali. E acredito que é possível ler entendendo que eram outros tempos &#8211; e sabendo que o próprio autor mudou de ideia.</p>
<p style="text-align: center;"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-15171 size-full" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 30px; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/11/tintim1.jpg"  alt="tintim1 Tradutor de Tintim fala sobre os desafios da profissão"  width="639" height="550"></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>3. Neste sentido, que liberdade têm os tradutores para “amenizar” certos textos originais?</strong></p>
<p>Na forma como vejo meu trabalho, não vejo amenizar ou intensificar o tom de um texto como função minha. O que tento entregar à editora é o mais próximo que consegui chegar, no português, do tom que o autor utilizou na língua de partida. Se este texto vai ser amenizado, intensificado ou sofrer outro tipo de transformação em relação ao idioma de partida, essa decisão ficará a cargo da editora.&nbsp;Não sei se exemplifica bem o que quero dizer, mas em TINTIM NO CONGO os congoleses falam &#8220;m&#8217;sieur&#8221; ao invés de &#8220;monsieur&#8221;. Na tradução, eu queria usar &#8220;missiê&#8221;, mas achei que seria ousadia demais bagunçar a relação francês/português/francês-congolês. Utilizei &#8220;sinhô&#8221; e deixei uma nota para a editora dizendo que poderiam usar &#8220;missiê&#8221; caso achassem legal&nbsp;(seria um localizar/substituir na hora da revisão). Acharam. Então, por sugestão minha e decisão da editora, os congoleses falam &#8220;missiê&#8221;.&nbsp;Na real, toda tradução que entrego é uma sugestão. Por mais que eu seja creditado como &#8220;tradutor&#8221;, o processo de tradução ainda envolve editores, revisores, preparadores &#8211; todos vão tomar decisões sobre o texto que vai chegar ao leitor. Por mais que vez por outra eu mesmo possa atenuar ou intensificar algo no texto, acredito que esta é uma decisão política que deveria caber à editora.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Acho que meus maiores desafios foram na tradução de romances. Por se tratar de pura prosa e pela natureza da coisa, os autores de literatura explorarem os recursos de pura prosa. O idioma tende a ser mais trabalhado do que nos quadrinhos ou em livros teóricos.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>4. Nas centenas de traduções que você já fez, o que dá mais trabalho: histórias em quadrinhos, romances ou livros teóricos? Que desafios cada produto traz?</strong></p>
<p>O que dá trabalho não é a mídia ou o gênero em que se trabalha, mas a maneira como os autores e autoras usam o idioma no texto de partida. Ou seja, o problema maior está nos buracos na estradinha inglês-português, ou na francês-português, ou na estrada do par de línguas que for, e não no carro que você está dirigindo.&nbsp;Quadrinhos têm particularidades como as relações de (duplo, triplo, quádruplo) sentido que o texto pode estabelecer com os desenhos. Também nas quebras das falas, muitas vezes na necessidade de ser sintético, de reproduzir a fala oral. Livros teóricos também têm particularidades, como o encaixe lógico em toda uma rede terminológica que já existe em outros livros (livros que não foi você que traduziu), e a qual você tem que conhecer um pouco. Mas acho que meus maiores desafios foram na tradução de romances. Por se tratar de pura prosa e pela natureza da coisa, os autores de literatura explorarem os recursos de pura prosa. O idioma tende a ser mais trabalhado do que nos quadrinhos ou em livros teóricos. Aí tem trechos da estrada que ainda não foram construídos, trechos que você precisa abrir no meio do mato, ou trechos que não existem &#8211; são abismos. E aí você tem que sacar como lança uma ponte, uma cordinha que seja, para chegar do outro lado.</p>
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<p><strong>5. Você tem se especializado em traduzir textos de cultura pop. Esse universo tem gírias, valores e conceitos que são muito dinâmicos. Isso não torna as suas traduções mais perecíveis? Aliás, traduções têm prazo de validade?</strong></p>
<p>Eu diria que a cultura pop, por natureza, é feita para ser descartável. É óbvio que algumas coisas perduram, mas isso é mais por acidente do que propósito. Ainda ouvimos Elvis, ainda lemos Tintim e Batman. Nesse sentido, quando eu traduzo alguma coisa atual relacionada a cultura pop, traduzo pensando que vai ser consumido neste momento, com as gírias, valores e conceitos deste momento. Se essas traduções perdurarem, será por acidente. Quando eu traduzo materiais de outra época &#8211; os Tintins são um caso; no momento, estou traduzindo um livro escrito nos anos 1950 -, posso tentar reproduzir o linguajar do português desta época. Mas há divergências editoriais (e acadêmicas) em relação a isso: há quem defenda que o texto, independente de sua idade, deve usar o linguajar de hoje se for traduzido hoje. Isso também pode variar conforme as intenções do projeto editorial.</p>
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<p><center><iframe loading="lazy" style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=qf_sp_asin_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8525061581&amp;asins=8525061581&amp;linkId=13546005b5609ef404921b0f34777596&amp;show_border=false&amp;link_opens_in_new_window=true&amp;price_color=333333&amp;title_color=0066c0&amp;bg_color=ffffff" width="300" height="150" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
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<p><strong>6. Imagine que lhe chega um trabalho de um escritor húngaro, publicado na língua nativa, mas que encomendam de você uma tradução da versão em inglês. Que dificuldades existem quando se faz uma tradução de segunda mão?</strong></p>
<p>Bom, já traduzi do inglês um romance young adult&nbsp;chamado CÍRCULO (Intrínseca), escrito originalmente em sueco. Foi a mesma coisa com uma HQ, SEGREDO DE FAMÍLIA (Quadrinhos na Cia.), originalmente em holandês. Do ponto de vista operacional (e acadêmico), não muda muita coisa: você tem um texto numa língua de partida e vai chegar a outro texto na língua de chegada.&nbsp;Os possíveis &#8220;prejuízos&#8221; que você pode ter com uma tradução como essa estão no fato de que o primeiro tradutor fez adaptações, compensações, apagamentos, acréscimos e outras operações em relação ao primeiro idioma &#8211; e você nem sempre sabe quais são. No caso de CÍRCULO, por exemplo, percebi que o tradutor sueco-inglês adaptou as fases do sistema educacional sueco para o sistema inglês. É normal dos tradutores britânicos e americanos fazerem esse tipo de adaptação domesticadora &#8211; nas traduções brasileiras, nem tanto. Neste caso, fiquei em dúvida se deveria voltar atrás (ao sistema sueco), manter a versão britanizada ou fazer uma nova adaptação, agora para o sistema educacional brasileiro.&nbsp;A solução ideal, claro, é traduzir-se sempre do primeiro idioma em que o livro foi escrito. Quando não é possível, a edição tem que especificar que foi traduzida a partir de um idioma outro &#8211; e dar crédito ao primeiro tradutor, claro.</p>
<p><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-15168 size-full" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 30px; margin-bottom: 30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/11/14886364_1742174552709612_1604087154_n.jpg"  alt="14886364_1742174552709612_1604087154_n Tradutor de Tintim fala sobre os desafios da profissão"  width="639" height="477"></p>
<p><strong>7. Entre seus próximos trabalhos, está a versão em quadrinhos da Trilogia Millenium, idolatrada pelos leitores de nosso site. O que podemos esperar dela?</strong></p>
<p>A versão em quadrinhos que eu traduzi é a francesa, feita por Sylvain Runberg e José Homs. (Existe uma adaptação em HQ norte-americana e acho que uma em mangá.) Eles adaptaram os três livros de Stieg Larsson, num total de 6 álbuns. Por enquanto só traduzi dois. Eu só conhecia o material dos filmes (o sueco e o americano), mas fui atrás dos livros quando estava fazendo a tradução. Apesar do encadeamento da trama ser praticamente o mesmo, os autores da HQ condensam a história e até puxam algumas coisas dos livros 2 e 3 para a adaptação do primeiro. Foi importante conhecer a trilogia completa e como algumas coisas já haviam sido traduzidas nas edições da Companhia das Letras. Gosto muito da caracterização que os autores deram ao Mikael Blomkvist e à Lisbeth Salander. Como se trata de uma HQ, a maior parte da caracterização está nas expressões, no gestual, e o desenhista é excelente nestes aspectos (e em todos os outros também &#8211; a HQ é visualmente linda). Blomkvist, a meu ver, tem o seu caráter mais impetuoso, até mesmo arrogante, melhor interpretado nessa versão em HQ do que pelo Daniel Craig ou o Michael Nyqvist.</p>
<p><em>(Imagens: Acervo pessoal, Rogério Christofoletti)</em></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g Tradutor de Tintim fala sobre os desafios da profissão" alt='Rogerio Christofoletti' src='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/monitorando/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rogerio Christofoletti</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista, dramaturgo e professor universitário. Já publicou 12 livros na área acadêmica e escreveu oito peças de teatro. É um dos autores do e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx).</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="http://christofoletti.com/" target="_self" >christofoletti.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2016/11/01/tradutor-de-tintim-fala-sobre-os-desafios-da-profissao/">Tradutor de Tintim fala sobre os desafios da profissão</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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