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	<title>Arquivos fred vargas -</title>
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	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
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	<title>Arquivos fred vargas -</title>
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		<title>Fred Vargas não receberá pessoalmente prêmio por problemas de saúde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Sep 2018 19:31:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Via ABC.ES &#8211;&#160;A escritora, arqueóloga e historiadora francesa Fred Vargas, 61 anos, vencedora do Prêmio Princesa das Astúrias de 2018, não comparecerá à cerimônia de premiação por motivos de saúde. &#160; &#160; Em uma carta dirigida à instituição, Vargas diz sentir-se &#8220;profundamente incapaz de retribuir a honra&#8221; a ela concedida. A autora, nascida em Paris...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.abc.es/cultura/abci-fred-vargas-no-recogera-persona-premio-princesa-asturias-problemas-salud-201809271747_noticia.html#ns_campaign=rrss&amp;ns_mchannel=abc-es&amp;ns_source=tw&amp;ns_linkname=cm-general&amp;ns_fee=0" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Via ABC.ES</a> &#8211;&nbsp;A escritora, arqueóloga e historiadora francesa Fred Vargas, 61 anos, vencedora do Prêmio Princesa das Astúrias de 2018, não comparecerá à cerimônia de premiação por motivos de saúde.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8535904840&amp;asins=8535904840&amp;linkId=56aafd1b5a126102055cf5b862c07535&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Em uma carta dirigida à instituição, Vargas diz sentir-se &#8220;profundamente incapaz de retribuir a honra&#8221; a ela concedida. A autora, nascida em Paris em 1957, ainda agradeceu ao Rei Felipe VI pela carta calorosa e amistosa &#8220;que ele lhe enviou e que a mantém como algo muito valioso &#8220;, segundo a agência EFE.</p>
<p>Anteriormente chamado de Príncipe das Astúrias, o prêmio teve seu nome modificado de acordo com o gênero da nova herdeira do trono espanhol, Leonor, Princesa das Astúrias.</p><div id="liter-2653005197" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p>Os romances policiais de Fred Vargas são muito populares na França e já foram traduzidos para mais de quarenta línguas. No Brasil, eles são publicados pela Companhia das Letras. <a href="https://literaturapolicial.com/2014/12/22/resenha-fuja-logo-e-demore-para-voltar-de-fred-vargas/">Leia a resenha de Fuja logo e demore para voltar</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2018/09/27/fred-vargas-nao-recebera-pessoalmente-o-premio-princesa-das-asturias-por-problemas-de-saude/">Fred Vargas não receberá pessoalmente prêmio por problemas de saúde</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Nossos detetives, parte 3: O policial</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2015/08/24/nossos-detetives-parte-3-o-policial/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Josué de Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2015 15:44:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[sherlock holmes]]></category>
		<category><![CDATA[Adam Dansgliesh]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Até agora em nosso trajeto, nos debruçamos sobre o poder de dedução fora do comum do detetive amador e sobre os empoeirados escritórios do detetive particular. O primeiro investiga por hobby, o segundo, pelo pão de cada dia. E durante décadas esses dois, que tanto se contrastam, foram as figuras mais representativas da literatura policial....</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-8497 size-large" style="border:1px solid #000000;margin-top:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/08/police.jpg?w=750" alt="police" width="750" height="500" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Até agora em nosso trajeto, nos debruçamos sobre o poder de dedução fora do comum do detetive amador e sobre os empoeirados escritórios do detetive particular. O primeiro investiga por hobby, o segundo, pelo pão de cada dia. E durante décadas esses dois, que tanto se contrastam, foram as figuras mais representativas da literatura policial.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Mas, se estamos falando de literatura policial, onde é que está o policial?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">É um fato curioso, mas o policial (e a Polícia), cujo trabalho é lidar com crimes, foi relegado a um segundo plano em boa parte da Era de Ouro e nas histórias de detetive hardboiled. No primeiro caso, o papel do homem da lei, de modo geral, era destacar a inteligência dos detetives amadores. Pense no Inspetor Lestrade. O policial, presente em diversos contos de Arthur Conan Doyle, estava constantemente pedindo ajuda ao amigo Sherlock Holmes, o que, mesmo Holmes jamais o considerando pouco inteligente, demonstrava sua incapacidade. E o mesmo acontecia com diversos inspetores da Scotland Yard que Hercule Poirot deixava no chinelo usando suas pequenas células cinzentas. No segundo caso, a Polícia por vezes era uma ameaça ao detetive particular, que a via com desconfiança. Para entender, basta observar a cautela com que Philip Marlowe lidava com os tiras. Há muito de malandragem e corrupção na Polícia nessas histórias.</span></p><div id="liter-2653005197" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Hoje percebemos um cenário bem diferente. Uma busca mesmo que superficial em sites dedicados ao gênero retorna séries e mais séries em que o policial tem o protagonismo e os estereótipos mencionados acima não se manifestam (ao menos não de modo generalizado e redutivista). Vamos analisar algumas características do detetive policial.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Para começar, temos as motivações. Nesse quesito, o policial se aproxima do detetive particular, uma vez que a resolução de crimes é, para ambos, um trabalho. É a natureza desse trabalho que os separa. O policial é um empregado do Estado. Ele representa a Lei de modo oficial. Na vida real, é à polícia que se recorre quando um crime acontece, ao aparato de vigilância do Estado. O detetive policial da ficção, como parte dessa instituição, não tem (teoricamente) a mesma liberdade dos detetives particular e amador, uma vez que um conjunto de regras oficiais e inerentes a sua posição marcam aquilo que ele pode e não pode fazer. Seu trabalho segue um protocolo, cuja quebra é sempre muito clara. Ao mesmo tempo que impõe limites, esse fato também lhe confere certos privilégios, como acesso a recursos do Estado para realização de seu trabalho e uma rede de informações (bancos de dados, antecedentes criminais, arquivos de impressões digitais etc.) que os outros dois detetives não têm. Além disso, estar empregado a uma instituição pública sugere que não é apenas a indivíduos que este detetive responde: é, de certa forma, a toda a sociedade.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Podemos esperar que as particularidades da função figurem e tenham importância nas histórias protagonizadas por policiais: a perícia trabalhando na cena do crime, a autópsia examinando o cadáver, a burocracia que envolve pedir um mandado judicial, os constantes riscos da violência urbana, a corrupção que bate à porta. Também vemos, com certa frequência, as consequências das pressões do trabalho dificultando a vida privada do detetive policial. Consumo exagerado de álcool e cigarros, casamentos desfeitos, dificuldade no relacionamento com os filhos são apenas algumas delas.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Nem sempre vemos um único detetive policial como protagonista. Há autores que optam por um protagonismo compartilhado, em que uma equipe de investigadores, trabalhando em conjunto, desvenda crimes. Essa configuração busca uma aproximação maior com a realidade, uma vez que, numa divisão policial de verdade, o trabalho é distribuído e ninguém avança sozinho.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">O método do detetive policial pode variar. Normalmente, ele consegue resultados pelo esforço: coleta de pistas, tocaia a suspeitos, interrogatórios etc. Nada impede, no entanto, que um detetive policial tenha inteligência e o poder dedutivo fora do comum, característica mais própria do detetive amador, embora casos assim sejam mais raros.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:1.45em;">Exemplos</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">A lista é longa. <strong>Jules Maigret</strong>, criação do belga Georges Simenon, talvez seja o primeiro nome a vir à mente. Não, ele não foi o primeiro personagem policial a protagonizar histórias de mistério, mas foi o primeiro cujo fato de ser policial fazia alguma diferença. Comissário da Polícia Judiciária, homem inteligente, pacato, íntegro e sempre com um cachimbo a mão, Maigret nasceu na ficção em 1929. Se há um traço marcante que podemos destacar no personagem é sua curiosidade pelo que leva uma pessoa ao crime. Em mais de 70 livros, suas investigações o levaram a todos os cantos de Paris e mais outros tantos da França, além dos EUA. (Se você quiser saber mais sobre Maigret, há uma série no site toda dedicada a ele. <a href="https://literaturapolicial.com/2015/08/03/meu-nome-e-maigret-jules-maigret-parte-1/" target="_blank">Confira aqui a primeira parte</a>.)</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><img decoding="async" class="wp-image-6115 aligncenter" style="border:1px solid #000000;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/04/maigret2.jpeg" alt="maigret2" width="550" height="348" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Nos EUA, não podemos deixar de citar Ed McBain, criador da popular série do 87º Distrito Policial. Com mais de cinquenta romances, publicados entre 1956 e 2005 (ano da morte do autor), ela se destaca por retratar não apenas o trabalho policial com minúcias, mas por mergulhar nos dramas pessoais de seus &#8212; diversos &#8212; protagonistas, pessoas comuns com um trabalho a cumprir. Esse é um dos casos em que o todo importa mais que as partes: McBain faz desfilar um grande número de personagens nas páginas da série, embora mantenha um núcleo mais ou menos fechado de investigadores que desenvolve mais detidamente. Há policiais dedicados e íntegros, como o ítalo-americano Steve Carella, e outros desprezíveis e corruptos, como o Gordo Ollie Weeks. Um elenco multifacetado, como uma força policial de verdade certamente seria.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Harry Bosch, apresentado ao público no ano de 1992 em The Black Echo, é a criação mais popular do também americano Michael Connelly. O apelo do personagem é tanto que atualmente há uma série com seu nome, veiculada pela Amazon. Bosch já apareceu em 22 livros de Connelly, um dos grandes nomes da literatura policial contemporânea.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-8458 size-full" style="border:1px solid #000000;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/10/wahloo1.jpg" alt="wahloo" width="683" height="430" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Pioneiros da literatura policial sueca, uma das mais populares do mundo, o casal <strong>Maj Sjöwall e Per Wahlöö</strong> escreveu 10 romances protagonizados pelo inspetor Martin Beck. Apresentado em <a href="https://literaturapolicial.com/2015/05/18/resenha-roseanna-de-maj-sjowall-e-per-wahloo/" target="_blank">Roseanna</a>, Beck é um homem introspectivo, devotado ao trabalho e um tanto infeliz na vida pessoal, muito pela própria personalidade. Entre os suecos há ainda o também inspetor Kurt Wallander, lançado pelo escritor e dramaturgo Henning Mankell e dono da própria série de TV pela BBC. Pulando para os noruegueses, impossível não citar Harry Hole, protagonista de uma série de sucesso escrita pelo norueguês Jo Nesbø; Hanne Wilhelmsen, detetive da polícia de Oslo criada por Anne Holt; e o alto e sério Konrad Sejer, da poeta e romancista Karim Fossum.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Na Europa, há ainda muitos outros representantes da classe. Pela Inglaterra, temos Adam Dalgliesh, personagem fixo P.D. James desde 1962, e o inspetor Alan Banks, presença quase certa nos livros de Peter Robinson; Na França, destaque para o distraído, cômico e inexplicavelmente brilhante Jean-Baptiste Adamsberg, genial criação da francesa Fred Vargas, e, mais recentemente, para o Comandante Camille Verhoeven, protagonista de uma elogiada trilogia de Pierre Lemaitre; na Itália, o comissário Guido Brunetti, criação de Donna Leon; na Escócia, o popularíssimo John Rebus, de Ian Ranin.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-256 aligncenter" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/06/roza_livrosp2.jpg" alt="roza_livrosp2" width="500" height="375" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">No Brasil, o representante mais famoso é certamente o delegado Espinosa, que figura em dez dos onze livros do carioca <strong>Luiz Alfredo Garcia-Roza</strong> e <a href="https://literaturapolicial.com/2015/06/17/serie-espinosa-tem-duas-novidades-no-elenco/" target="_blank">em breve chegará à TV</a>. Também não podemos esquecer do investigador Venício (não Vinícius, cuidado porque ele se irrita quando confundem!), protagonista dos romances Informações Sobre a Vítima e Vida Pregressa, do ex-delegado paulista Joaquim Nogueira. Presente também em dois livros – Réquiem Para um Assassino e Morte na Flip –, o delegado Dornelas, criação de Paulo Levy.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Como é possível perceber, há muitos exemplos dessa categoria de detetive, e certamente a lista apresentada deixou de fora nomes importantes. Não deixe de lembrá-los nos comentários!</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Chegamos ao fim de nossa série sobre detetives. Obrigado a todos por acompanharem. Aproveito para dar um spoiler da minha próxima série por aqui: será sobre os subgêneros da literatura policial. Até a próxima!</span></p>
<p style="text-align:justify;">(Imagens: divulgação, <a href="http://a.scpr.org/i/d9f6e4adfecd0e00df39fe58fe32063a/100162-full.jpg" target="_blank">scpr.org</a>)</p>
<p style="text-align:justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1576" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/josue2.png" alt="josue2" width="600" height="133" /></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Josué de Oliveira' src='https://secure.gravatar.com/avatar/52bc4af4ff7ca85bd9e0fb0d7776a484006bc8530907d212a167a270a4a12376?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/52bc4af4ff7ca85bd9e0fb0d7776a484006bc8530907d212a167a270a4a12376?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/olveirajosue/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Josué de Oliveira</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Formado em Estudos de Mídia pela UFF e vive em Niterói, RJ. Trabalha na área de desenvolvimento de livros digitais. Gosta de ler, escrever, ver filmes esquisitos e curte bandas que ninguém conhece. Atualmente, revisa seu primeiro romance policial.</p>
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		<title>Paixões policiais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Literatura Policial]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2015 17:22:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Gabriela Erbetta &#8211; Pensei em várias maneiras de começar esse texto. Escrevi, apaguei, voltei, escrevi de novo, não gostei. Acontece que eu estava enrolando muito pra dizer o seguinte: eu me apaixono por policiais. Pronto. Não pelos livros, veja bem, mas pelos personagens. Essa mania – seria fraqueza? – vem desde que, aos 12...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Gabriela Erbetta</em> &#8211; Pensei em várias maneiras de começar esse texto. Escrevi, apaguei, voltei, escrevi de novo, não gostei. Acontece que eu estava enrolando muito pra dizer o seguinte: eu me apaixono por policiais. Pronto. Não pelos livros, veja bem, mas pelos personagens.</p>
<p>Essa mania – seria fraqueza? – vem desde que, aos 12 ou 13 anos, li O Homem do Terno Marrom, da Agatha Christie, e caí de amores por Harry Rayburn, o sujeito do título. E olha que eu nem conseguia me decidir se ele era mocinho ou bandido. Mas que garota, na principal fase das paixonites platônicas, não se encantaria com aquele tipo alto, moreno, caladão, misterioso? Foi paixão à primeira página.</p>
<p>Então, e isso já depois de adulta, surgiu em minha vida Jean-Baptiste Adamsberg, da Brigada Criminal de Paris. Segundo sua própria criadora, a francesa Fred Vargas, um homem feio e baixote. E daí? Adamsberg é fascinante: contraditório e intuitivo, gosta de caminhar para colocar os pensamentos em ordem e tem um jeito vagaroso que, embora irrite muita gente à sua volta, mais ajuda do que atrapalha. Seus casos, não raro, parecem ter um pezinho no sobrenatural, mas é só isso: parecem. No fim das contas, o delegado prende, mesmo, gente de carne e osso. (Um adendo: eu amo o francês, mas não amo tanto assim a sua autora. Na maioria das vezes, acho o desfecho das histórias fantasioso ou repetitivo demais).</p><div id="liter-2653005197" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p>Quando fui apresentada a Adam Dalgliesh, em Paciente Particular, percebi que seria inevitável trair Adamsberg. Ou melhor: encontraria um lugarzinho em meu coração também para o inspetor da New Scotland Yard criado por PD James. Em comum com o francês, Dalgliesh é adepto das caminhadas e tem a vida afetiva, digamos, enrolada (será que eu teria chance?). Mas é bem mais ortodoxo e certinho – até escreve e lançou alguns livros de poesia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-singlepic aligncenter" src="https://i.pinimg.com/originals/25/69/27/2569270642cd0bad18dec6eed3615dce.jpg" width="500" height="286"></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dessa onda recente de policiais nórdicos, eu nunca tinha lido nada que me entusiasmasse muito – acho que sou a única pessoa no mundo que não gostou de Os homens que não amavam as mulheres. Até que, no ano passado, uma amiga recomendou O boneco de neve. E, claro, caí de amores também por Harry Hole, o detetive alcoólatra do norueguês Jo Nesbo. Obsessão é pouco: de uma só tacada, li os DEZ volumes em que Harry erra, acerta, se apaixona, enfrenta serial killers, cria confusões, faz inimigos, perde pessoas queridas, esquadrinha Oslo e viaja para Sidney, Bangkok, Hong Kong.</p>
<p>Verdade seja dita: essa mania de me apaixonar por personagens – eu diria, até, que hoje já virou um hobby – não é exclusiva dos policiais. Amei profundamente o Doutor Rodrigo Cambará, da segunda parte de O tempo e o vento. Aquiles, de uma versão em prosa da Ilíada. O Carlos da Maia, de Os Maias, um livro que releio sempre e que, toda vez, torço para terminar de outra maneira. Diante deles, porém, a vantagem da paixão por detetives é a abundância: Adamsberg aparece em oito livros (seis publicados aqui pela Companhia das Letras; o nono, pelo que vejo, está previsto para este ano, em francês); Dalgliesh, em catorze; Harry Hole, em dez. De vez em quando volto a algum deles, para matar a saudade. Mas meu coração ainda tem lugar para mais gente. Alguém tem sugestões?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><em>(Imagens: <a href="http://popcorn-time-free.com" target="_blank" rel="noopener">Popcorn</a>, <a href="http://ichef.bbci.co.uk/images/ic/944x531_b/p019rkym.jpg" target="_blank" rel="noopener">Imsoup.com</a>, <a href="http://www.jonesbo.co.uk/newsarchive.asp?nlp=12" target="_blank" rel="noopener">Jo Nesbo Oficial</a>)</em></p>
<p>&nbsp;<br />
<strong>* GABRIELA ERBETTA</strong> &#8211; É sócia da <a href="http://www.editoraalpendre.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Editora Alpendre</a>, que publica livros digitais de não-ficção, é só percebeu agora que&nbsp;esqueceu de citar Archie Goodwin no texto acima.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/admin_literatura/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Literatura Policial</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Ana Paula Laux é jornalista e trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book “Os Maiores Detetives do Mundo” (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://literaturapolicial.com/" target="_self" >literaturapolicial.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/05/28/paixoes-policiais/">Paixões policiais</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Fuja Logo e Demore para Voltar, de Fred Vargas</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2014/12/22/resenha-fuja-logo-e-demore-para-voltar-de-fred-vargas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Dec 2014 13:35:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[companhia das letras]]></category>
		<category><![CDATA[fred vargas]]></category>
		<category><![CDATA[Jean-Baptiste Adamsberg]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Em Fuja Logo e Demore Para Voltar (Companhia das Letras, 2004), a escritora e arqueóloga Fred Vargas cria uma trama de assassinato enquanto desenterra uma das doenças mais temidas pela humanidade: a peste negra, epidemia que matou 75 milhões de pessoas desde o século XIV. O romance policial &#8211; que ganhou o prêmio europeu...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Em <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2BEOIhg" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Fuja Logo e Demore Para Voltar</a></span> (Companhia das Letras, 2004), a escritora e arqueóloga Fred Vargas cria uma trama de assassinato enquanto desenterra uma das doenças mais temidas pela humanidade: a peste negra, epidemia que matou 75 milhões de pessoas desde o século XIV.</p>
<p>O romance policial &#8211; que ganhou o prêmio europeu Prix des Libraries de France &#8211; toma como base uma série de homicídios seguidos da anunciação da volta da peste negra em Paris. Um comerciante local fica intrigado após o pregoeiro do bairro receber trechos de relatos históricos sobre a doença extraídos de livros.</p>
<p>O ex-marinheiro Joss Le Guern, cuja função é ler anúncios depositados em uma urna (troca de aparelhos, venda de comida, recados desaforados entre vizinhos) em troca de algumas moedas, é a primeira ponte do assassino com a polícia e a imprensa. No decorrer dos dias, um número 4 invertido aparece pintado em várias portas da cidade, intrigando os parisienses.</p><div id="liter-2653005197" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</iframe></p>
<p>As mortes não tardam a acontecer. Cadáveres enegrecidos aparecem nus em diferentes bairros, pessoas sem aparente relação entre si e sem ficha criminal. Para completar, são encontradas pulgas no apartamento dos mortos e seus corpos estão igualmente picados pelos parasitas. Resta saber se o roedor está infectado com a bactéria da doença, já que a peste negra é transmitida ao homem justamente pela pulga de ratos.</p>
<p>O herói do oitavo romance policial de Fred Vargas é o já conhecido delegado Jean-Baptiste Adamsberg, policial que estreia no romance O Homem dos Círculos Azuis, de 1992. Ele não costuma lembrar o nome das pessoas (faz anotações mentais sobre o que mais o chama atenção, mas não adianta muito), é mais intuitivo do que metódico e mais sensitivo do que propriamente regrado. Parece pescar as indiretas do caso após várias correlações, ás vezes por acaso, por algo que ouviu ou viu num relance em algum lugar, como se decifrasse a charada sem querer.</p>
<p style="text-align: justify;">Livro indicado para quem gosta de suspenses intrigantes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2 style="text-align: justify;">5 curiosidades</h2>
<p>a) O livro foi originalmente publicado em 3 de janeiro de 2001, na França.<br />
b) Fred Vargas é um pseudônimo. O nome verdadeiro dela é Frédérique Audoin-Rouzeau.<br />
c) Em 1665, um surto de peste dizimou 70.000 pessoas em Londres. O episódio foi narrado por Daniel Defoe (criador de Robinson Crusoe) no livro &#8220;Um Diário do Ano da Peste&#8221;.<br />
d) A história de &#8220;Fuja Logo ou Demora para Voltar&#8221; já foi parar nos cinemas. A produção francesa saiu em 2007, com direção de Régis Wargnier e José Garcia no papel do delegado Adamsberg. <a href="https://www.youtube.com/watch?v=L-Lwussn4lM" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Veja um trecho aqui (em francês)</a><br />
e) O pai de Fred Vargas, Philippe Audoin, era escritor e amigo de André Breton.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3 style="text-align: justify;">SOBRE O LIVRO</h3>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/Fuja-logo-demore-para-voltar/dp/8535904840/ref=as_li_ss_il?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;dchild=1&amp;keywords=fred+vargas&amp;qid=1591441650&amp;sr=8-16&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=f83c77eee9f8c15a693777f0fe74f137&amp;language=pt_BR" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8535904840&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20&amp;language=pt_BR" border="0" /></a><img loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8535904840" alt="" width="1" height="1" border="0" /></p>
<p><strong>Título</strong>: Fuja logo e demore para voltar<br />
<strong>Autora</strong>: Fred Vargas<br />
<strong>Tradução</strong>: Dorothée de Bruchard<br />
<strong>Editora</strong>: Companhia das Letras<br />
<strong>Páginas</strong>: 344<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/3eZOOhV" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro</a></span></p>
<p>SINOPSE &#8211;<span style="text-align: justify;"> Um pregoeiro anuncia uma epidemia de peste negra em Paris &#8211; e cadáveres começam a aparecer. O delegado Jean-Batiste Adamsberg e seu assistente Danglard assumem a investigação desse caso de terror coletivo. Best-seller na França, o livro foi saudado pela imprensa francesa e teve direitos de publicação negociados com mais de vinte países.</span></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2014/12/22/resenha-fuja-logo-e-demore-para-voltar-de-fred-vargas/">Fuja Logo e Demore para Voltar, de Fred Vargas</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Sob o signo do crime</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2014/09/07/sob-o-signo-do-crime/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rogerio Christofoletti]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Sep 2014 23:07:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[colaboração]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A literatura policial é dessas artes que permitem muitas extrapolações. Volta e meia, estudiosos propõem classificações por ciclos históricos, pela nacionalidade dos autores e até por modalidades de crimes. Rótulos são criados (noir, hardboiled&#8230;), períodos são determinados (era de ouro, etc&#8230;) e um cânone vai se formando. Mas poderíamos ir muito além. Quem sabe elaborar...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2014/09/07/sob-o-signo-do-crime/">Sob o signo do crime</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright wp-image-1290 size-medium" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/zodiaco1.jpg?w=300" alt="zodiaco1" width="300" height="225" /><span style="color:#000000;"><span style="font-size:1.25em;">A literatura policial é dessas artes que permitem muitas extrapolações. Volta e meia, estudiosos propõem classificações por ciclos históricos, pela nacionalidade dos autores e até por modalidades de crimes. Rótulos são criados (noir, hardboiled&#8230;), períodos são determinados (era de ouro, etc&#8230;) e um cânone vai se formando.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:1.25em;">Mas poderíamos ir muito além. Quem sabe elaborar listas de detetives fumantes, de mulheres que investigam, de serial-killers com traumas de infância, de mortes esquisitas e de vítimas excêntricas?</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:1.25em;">Como a literatura policial é dessas artes que permitem extrapolações, vou propor uma nova classificação, a zodiacal. Isto é, vou listar autores de mistério, suspense e crime segundo seus signos! Você não acredita em astrologia? Nem precisa, pois independente de quando e onde nasceram, os sujeitos a seguir estão fadados a contar histórias policiais&#8230;</span><br />
<span style="color:#ffffff;">x</span></span></p><div id="liter-2653005197" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/aries.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-1299 size-full" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/aries.png" alt="aries" width="73" height="30" /></a><br />
</strong> <em>(21 de março &#8211; 20 de abril)</em></span><br />
<span style="color:#000000;"> Os nativos deste signo são batalhadores, enérgicos e valentes. Muito autoconfiantes, não suportam fracassar e, por isso, vão à luta. É o caso do norueguês <strong>Jo Nesbo</strong> (de 29/03/1960), e dos norte-americanos <strong>James Patterson</strong> (22/03/1947) e <strong>Scott Turow</strong> (12/04/1949). <strong>Tom Clancy</strong> (12/04/1947) e <strong>Edgar Wallace</strong> (01/04/1875), que já estão em outra galáxia, também eram arianos.<br />
<span style="color:#ffffff;">x</span><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/touro.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-1301 size-full" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/touro.png" alt="touro" width="80" height="24" /></a><br />
<em>(21 de abril &#8211; 20 de maio)</em></span><br />
<span style="color:#000000;"> Taurinos são determinados, buscam a estabilidade e são muito, muito organizados. Chega a dar raiva. Podem parecer rudes e raivosos, mas, no fundo, são carinhosos e afáveis. São nativos deste signo a britânica <strong>Syella Rimington</strong> (13/05/1935), o brasileiro <strong>Rubem Fonseca</strong> (11/05/1925) e a neozelandeza <strong>Ngaio Marsh</strong> (23/04/1895).<br />
</span><span style="color:#000000;"><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/patricia2.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright size-medium wp-image-1319" src="http://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/patricia2.png?w=137" alt="patricia2" width="137" height="300" /></a></span><span style="color:#000000;"><span style="color:#ffffff;">x</span><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/gemeos.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-1302 size-full" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/gemeos.png" alt="gemeos" width="110" height="26" /></a><br />
<em>(21 de maio &#8211; 21 de junho)</em></span><br />
<span style="color:#000000;">Este é o signo dos inteligentes, perspicazes, imaginativos e comunicativos. Mas também dos apressados, estressados e ansiosos, embora sejam todos espetacularmente maravilhosos e muito modestos (como o autor dessas maltraçadas linhas). A lista começa com <strong>Arthur Conan Doyle</strong> (22/05/1859) e <strong>Dashiell Hammett</strong> (27/05/1894), passa por <strong>Dorothy Sayers</strong> (13/06/1893) e <strong>G.K. Chesterton</strong> (29/05/1874) e chega a <strong>Ian Fleming</strong> (28/05/1908), <strong>Manuel Vázquez Montalbán</strong> (14/06/1939), <strong>Fred Vargas</strong> (07/06/1957) e <strong>Patricia Cornwell</strong> (09/06/1956).<br />
<span style="color:#ffffff;">x</span><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/cancer.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-1303 size-full" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/cancer.png" alt="cancer" width="96" height="26" /></a><br />
<em>(22 de junho &#8211; 21 de julho)</em></span><br />
<span style="color:#000000;"> Geralmente, os de Câncer são muito emotivos, cautelosos e calculistas. Têm uma intuição poderosa, o que ajuda muito a dar sequência às tramas detetivescas. É o caso de <strong>Dan Brown</strong> (22/06/1964), <strong>Lawrence Block</strong> (24/06/1938), do brasileiro <strong>Tony Bellotto</strong> (30/06/1960) e da sueca <strong>Åsa Larsson</strong> (28/06/1966).<br />
<span style="color:#ffffff;">x</span><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/leao.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-1304 size-full" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/leao.png" alt="leao" width="63" height="24" /></a><br />
(22 de julho &#8211; 22 de agosto)</em></span><br />
<span style="color:#000000;"> Dominadores, cativantes e criativos, os leoninos tendem a se tornar o centro das atenções onde estão. São fortes, independentes e ambiciosos. Minha lista de autores policiais deste signo é composta por <strong>P.D. James</strong> (03/08/1920), <strong>Dennis Lehane</strong> (04/08/1965), <strong>Stieg Larsson</strong> (15/08/1954), <strong>Michael Connelly</strong> (21/07/1956), <strong>David Baldacci</strong> (05/08/1960), <strong>Jonathan Kellerman</strong> (09/08/1949) e <strong>Raymond Chandler</strong> (23/07/1888).</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong><br />
</strong><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/virgem.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-1306 size-full" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/virgem.png" alt="virgem" width="103" height="32" /></a><br />
<em>(23 de agosto &#8211; 22 de setembro)</em></span><br />
<span style="color:#000000;"> Práticos, detalhistas e meticulosos, os escritores policiais de Virgem são perfeccionistas e muito analíticos. Duvida? Veja três exemplos: <strong>Agatha Christie</strong> (15/09/1890), <strong>Andrea Camilleri</strong> (06/09/1925) e <strong>Camilla Läckberg</strong> (30/08/1974). Nada mal, hein?<br />
<span style="color:#ffffff;">x</span><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><em><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/libra.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-1307 size-full" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/libra.png" alt="libra" width="72" height="25" /></a><br />
(23 de setembro &#8211; 22 de outubro)</em></span><br />
<span style="color:#000000;"> Nem é preciso dizer que librianos são sujeitos equilibrados. Para além disso, são sociáveis, idealistas e elegantes. Quatro nomes me vêm à mente: <strong>Donna Leon</strong> (29/09/1942), <strong>John le Carré</strong> (19/10/1931), <strong>Elmore Leonard</strong> (11/10/1925) e <strong>Patricia Melo</strong> (02/10/1962).<br />
<span style="color:#ffffff;">x</span><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/escorpio.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-1308 size-full" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/escorpio.png" alt="escorpio" width="131" height="32" /></a><br />
<em>(23 de outubro &#8211; 21 de novembro)</em></span><br />
<span style="color:#000000;"><strong> Maurice Leblanc</strong> (11/11/1864), o pai de Arséne Lupin, foi escorpiano, geralmente pessoas muito magnéticos e interessantes, dadas as suas paixões e compulsões. Entretanto, nossos modernos computadores não encontraram muitos escritores policiais deste signo. Se o leitor souber de mais alguém, favor deixar nos comentários&#8230;<br />
<span style="color:#ffffff;">x</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/rex.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignright size-full wp-image-1321" src="http://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/rex.jpg" alt="rex" width="117" height="183" /></a><span style="color:#000000;"><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/sagi.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-1309 size-full" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/sagi.png" alt="sagi" width="121" height="33" /></a><br />
<em>(22 de novembro &#8211; 21 de dezembro)</em></span><br />
<span style="color:#000000;"> Intelectual, sincero e otimista é o sagitariano, um dos sujeitos mais positivos do zodíaco. Talvez por essa razão, poucos tenham se dedicado a escrever sobre mistérios catacúmbicos e crimes hediondos. <strong>Rex Stout</strong> (01/12/1886) foi um deles. Se souber de mais alguém, já sabe&#8230;<br />
<span style="color:#ffffff;">x</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/capri.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-1310 size-full" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/capri.png" alt="capri" width="163" height="33" /></a><em><br />
(22 de dezembro &#8211; 20 de janeiro)</em></span><br />
<span style="color:#000000;"> Imagine alguém que é disciplinado, prático e prudente; paciente, profissional e objetivo. É o nativo de Capricórnio, e vários são os exemplos de autores: <strong>John Dunning</strong> (09/01/1942), <strong>Patricia Highsmit</strong>h (19/01/1921), <strong>Harlan Coben</strong> (04/01/1962), <strong>Walter Mosley</strong> (12/01/1952), <strong>Jô Soares</strong> (16/01/1938) e o astro <strong>Edgar Allan Poe</strong> (19/01/1809).<br />
<span style="color:#ffffff;">x</span><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/aqua.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-1311 size-full" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/aqua.png" alt="aqua" width="114" height="33" /></a><br />
<em>(21 de janeiro &#8211; 19 de fevereiro)</em></span><br />
<span style="color:#000000;"> Os aquarianos <strong>Henning Mankell</strong> (03/02/1948) e <strong>Arnaldur Indriðason</strong> (28/01/1961) são bons exemplos de aquarianos: originais, brilhantes, fantasiosos e sonhadores. São também imprevisíveis, o que neste métier não é nenhum defeito.<br />
<span style="color:#ffffff;">x</span><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/peixes.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-1312 size-full" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/peixes.png" alt="peixes" width="88" height="25" /></a><br />
<em>(20 de fevereiro &#8211; 20 de março)</em></span><br />
<span style="color:#000000;"> Com um fraco por mistérios e por enigmas, os piscianos são ainda intuitivos e imaginativos. É o caso de <strong>Philip Kerr</strong> (22/02/1956), de<strong> James Ellroy</strong> (04/03/1948) e de <strong>Georges Simenon</strong> (13/02/1903).<br />
<span style="color:#ffffff;">x</span><br />
</span></p>
<h6><em>(Imagens: <a href="http://fineartamerica.com/featured/2-rex-stout-1886-1975-granger.html" target="_blank">Fineart</a>, <a href="http://wmmorrow.hc.com/pcornwell" target="_blank">WMMorrow</a>)</em></h6>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/08/roger11.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1285" src="http://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/08/roger11.png" alt="roger1" width="600" height="133" /></a></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rogerio Christofoletti' src='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/monitorando/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rogerio Christofoletti</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista, dramaturgo e professor universitário. Já publicou 12 livros na área acadêmica e escreveu oito peças de teatro. É um dos autores do e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx).</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="http://christofoletti.com/" target="_self" >christofoletti.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2014/09/07/sob-o-signo-do-crime/">Sob o signo do crime</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Gente estranha, nomes esquisitos</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2014/08/24/gente-estranha-nomes-esquisitos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rogerio Christofoletti]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Aug 2014 23:26:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[andrea camilleri]]></category>
		<category><![CDATA[arnaldur indridason]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A literatura policial é um universo frequentado por quem não é muito bom da cabeça. Tem os assassinos em série, os obcecados por pistas, os acumuladores de casos insolúveis. Encontramos também os que ficam paranóicos com a pilha de corpos, os que desenvolvem explicações conspiratórias e aqueles que sofrem com a abstinência por não ter...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2014/08/24/gente-estranha-nomes-esquisitos/">Gente estranha, nomes esquisitos</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="western" style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:1.25em;">A literatura policial é um universo frequentado por quem não é muito bom da cabeça. Tem os assassinos em série, os obcecados por pistas, os acumuladores de casos insolúveis. Encontramos também os que ficam paranóicos com a pilha de corpos, os que desenvolvem explicações conspiratórias e aqueles que sofrem com a abstinência por não ter nenhum mistério para resolver.</span></span></p>
<p class="western" style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:1.25em;">O mundo dos crimes é paradoxal: tem gente que não bate bem, mas para sobreviver nele é preciso ter raciocínio lógico, inteligência e outras habilidades mentais. Mas nessas páginas não basta ser um sujeito estranho. Veja como ter um nome esquisito também ajuda&#8230;<br />
<span style="color:#ffffff;">x</span><br />
</span></span></p>
<p class="western" style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong><span style="font-size:1.55em;">1. HERCULE POIROT<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-3094 size-full" style="border:1px solid #000000;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/10/poirot2.jpg" alt="David Suchet as Hercule Poirot" width="460" height="276" /></span></strong></span><br />
<span style="color:#000000;"><span style="font-size:1.25em;"> Se você não o conhece, pode imaginar que seja um cara forte, másculo e musculoso. Nada disso. Se nunca ouviu falar dele, está por fora mesmo. Esqueça de encontrar por trás desse nome um belo deus grego. O sujeito é baixinho, careca, rechonchudo e levemente afetado. Está longe de ser bonito, mas o que vale é a sua beleza interior, isto é, seus miolos. O detetive mais famoso de Agatha Christie é um exemplo de que o nome não diz muito sobre a pessoa&#8230;</span></span></p><div id="liter-2653005197" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p class="western" style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p class="western" style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong><span style="font-size:1.55em;">2. FRED VARGAS<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-1074 size-full" style="border:1px solid #000000;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/08/fred.jpg" alt="fred" width="620" height="387" /></span></strong></span><br />
<span style="color:#000000;"><span style="font-size:1.25em;"> Se você encontrasse o seu cartão de visitas, pensaria: olha só, esse homem escreve romances policiais&#8230; Quebraria a cara quando se deparasse com uma cinquentona francesa, cuja carteira de identidade traz no alto: Frédérique Audoin-Rouzeau&#8230;</span></span></p>
<p class="western" style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p class="western" style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong><span style="font-size:1.55em;">3. ANDREA CAMILLERI<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7357 size-full" style="border:1px solid #000000;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/08/andrea.jpg" alt="Andrea Camiller" width="460" height="276" /></span></strong></span><br />
<span style="color:#000000;"><span style="font-size:1.25em;"> Aqui, a história é o avesso. Evite a tentação de imaginar uma bela italiana escrevendo aventuras para o inspetor Salvo Montalbano. Trata-se do senhor Camilleri, às portas de completar 89 anos. Portanto, mais respeito!</span></span></p>
<p class="western" style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p class="western" style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong><span style="font-size:1.55em;">4. ARNALDUR INDRIDASON<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7358 size-full" style="border:1px solid #000000;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/08/indridason.gif" alt="indridason" width="468" height="312" /></span></strong></span><br />
<span style="color:#000000;"><span style="font-size:1.25em;"> Em matéria de nome esquisito, os nórdicos só devem perder para os chineses, os russos e os marcianos. Para nós, falantes da língua portuguesa, a razão é muito simples: as vogais sempre perdem em número para as consoantes e aí, fica impossível pronunciar qualquer coisa sem passar vergonha. Este islandês nascido em Reykjavík (não falei?) é um bom exemplo para esta lista.</span></span></p>
<p class="western" style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p class="western" style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong><span style="font-size:1.55em;">5. LARS KEPLER<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7363 size-full" style="border:1px solid #000000;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/08/kepler2.jpg" alt="kepler2" width="620" height="414" /></span></strong></span><br />
<span style="color:#000000;"><span style="font-size:1.25em;"> Já que falamos desta parte do globo, o que acham de um nome pouco usual, mas que se refere não a uma, mas a duas pessoas? Lars Kepler, na verdade, é o pseudônimo do casal Alexander e Alexandra Ahndoril, suecos que fazem muito sucesso com seu detetive Joona Lina (eita!).</span></span></p>
<p class="western" style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p class="western" style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong><span style="font-size:1.55em;">6. COFFIN ED JOHNSON E GRAVEDIGGER JONES<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7359 size-full" style="border:1px solid #000000;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/08/grave.jpg" alt="grave" width="480" height="360" /></span></strong></span><br />
<span style="color:#000000;"><span style="font-size:1.25em;"> Tá de sacanagem, né, escritor? Batizar uma dupla de policiais em pleno Harlem desta forma é um convite às gargalhadas. Numa tradução muito pessoal, seria como Caixão e Coveiro.</span></span></p>
<p class="western" style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p class="western" style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong><span style="font-size:1.55em;">7. CHESTER HIMES<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7360 size-full" style="border:1px solid #000000;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/08/chester.jpg" alt="chester" width="460" height="306" /></span></strong></span><br />
<span style="color:#000000;"><span style="font-size:1.25em;"> Aliás, a fruta não cai longe do pé. O criador da dupla barra-pesada acima é Chester Himes. Chester é aquela ave que ninguém nunca viu, mas que sempre aparece na época de Natal&#8230;</span></span></p>
<p class="western" style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p class="western" style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong><span style="font-size:1.55em;">8. ED MORT<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-1824 size-full" style="border:1px solid #000000;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/10/ed.jpg" alt="ed" width="100" height="172" /></span></strong></span><br />
<span style="color:#000000;"><span style="font-size:1.25em;"> Brasileiros também fazem piadinhas com seus combatentes do crime. Luis Fernando Verissimo criou o imortal (e impagável) Ed Mort. Dispensa comentários, né?</span></span></p>
<p class="western" style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p class="western" style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong><span style="font-size:1.55em;">9. D.T.TIVE<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7361 size-full" style="border:1px solid #000000;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/08/hamms.jpg" alt="hamms" width="500" height="300" /></span></strong></span><br />
<span style="color:#000000;"><span style="font-size:1.25em;"> Na mesma linha, o catarinense Jair Francisco Hamms trouxe à vida Domingos Tertuliano Tive, cujo cartão de visita apresenta: “D.T.Tive”</span></span></p>
<p class="western" style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p class="western" style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><strong><span style="font-size:1.55em;">10. GUILHERME DE BASKERVILLE<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7362 size-full" style="border:1px solid #000000;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/08/baskerville.jpg" alt="baskerville" width="243" height="320" /></span></strong></span><br />
<span style="color:#000000;"><span style="font-size:1.25em;"> Mas os escritores nem sempre sacaneiam ou brincam; eles também homenageiam. Foi o que Umberto Eco fez com o frei-detetive de O Nome da Rosa: uma referência explícita a uma das histórias mais famosas do gênero policial (O Cão dos Baskervilles), do nada elementar Conan Doyle.</span></span></p>
<p class="western" style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;"><span style="font-size:1.25em;">E aí, conhece outro autor ou personagem com nome esquisitão? Então, me ajude a ampliar essa lista&#8230;</span></span></p>
<h5 class="western" style="text-align:justify;">(Imagens: <a href="http://m.ndonline.com.br/florianopolis/plural/39000-livro-de-jair-hamms-tem-relancamento-hoje-e-sera-adaptado-ao-cinema.html" target="_blank">ND Online</a>, <a href="http://www.telegraph.co.uk/culture/books/bookreviews/9900139/Fred-Vargas-I-write-my-novels-in-three-weeks-flat.html" target="_blank">Telegraph</a>, <a href="http://www.theguardian.com/books/2013/may/27/agatha-christie-political-literature" target="_blank">The Guardian</a>, <a href="http://dreampoetica.com/michael-overleaves-appendix/" target="_blank">Dreampoetica</a>, divulgação, <a href="http://www.theguardian.com/culture/2012/jul/06/andrea-camilleri-montalbano-life-in-writing" target="_blank">The Guardian</a>, <a href="http://liseusesdebordeaux.org/category/4-auteurs/indridason-arnaldur/" target="_blank">liseusesdebordeaux</a>, <a href="http://www.wysokieobcasy.pl/wysokie-obcasy/1,53662,16618130,Lars_Kepler_to_my___autor_bestsellerowych_szwedzkich.html" target="_blank">wysokieobcasy</a>)</h5>
<p><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/08/roger11.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1285" src="http://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/08/roger11.png" alt="roger1" width="600" height="133" /></a></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rogerio Christofoletti' src='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/monitorando/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rogerio Christofoletti</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista, dramaturgo e professor universitário. Já publicou 12 livros na área acadêmica e escreveu oito peças de teatro. É um dos autores do e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx).</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="http://christofoletti.com/" target="_self" >christofoletti.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2014/08/24/gente-estranha-nomes-esquisitos/">Gente estranha, nomes esquisitos</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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