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	<title>Arquivos hardboiled -</title>
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	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
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	<title>Arquivos hardboiled -</title>
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		<title>Conto desconhecido de Dashiell Hammett é reeditado nos Estados Unidos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Dec 2017 11:15:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[ana paula laux]]></category>
		<category><![CDATA[dashiell hammett]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[hardboiled]]></category>
		<category><![CDATA[O Falcão Maltês]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>DO CRIADOR DE SAM SPADE &#8211; “The glass that laughed” (O vidro que riu, tradução livre) é um conto praticamente desconhecido de Dashiell Hammett que foi originalmente publicado na revista True Police Stories em novembro de 1925, quando o autor tinha 31 anos. A edição logo desapareceu com o tempo, desfalcando até hoje a bibliografia...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>DO CRIADOR DE SAM SPADE</strong> &#8211; “The glass that laughed” (O vidro que riu, tradução livre) é um conto praticamente desconhecido de Dashiell Hammett que foi originalmente publicado na revista True Police Stories em novembro de 1925, quando o autor tinha 31 anos. A edição logo desapareceu com o tempo, desfalcando até hoje a bibliografia do criador de clássicos como <em>O falcão maltês</em> e <em>O Continental OP</em>.</p>
<p><a href="https://www.washingtonpost.com/entertainment/a-long-lost-dashiell-hammett-story-has-been-reissued/2017/11/28/f8a4ecc0-d460-11e7-9ad9-ca0619edfa05_story.html?utm_term=.0961d73d93ee" target="_blank" rel="noopener noreferrer">A notícia foi publicada no jornal Washington Post,</a> que revelou que a neta de Hammett, a atual administradora do legado do avô, foi informada através de um grupo dedicado a ele no Facebook sobre a existência do misterioso conto. Segundo o jornal, um bombeiro chamado Daniel Robinson comprou uma cópia da revista de 1925 em um leilão e logo identificou a história assinada por Hammett. Intrigado, entrou em contato com Kevin Burton Smith, criador do site The Thrilling Detective Web Site, que o ajudou a confirmar que o conto era verídico e que realmente havia se perdido no tempo. Foi então que entraram em contato com a neta do escritor, que comprou a revista de Robinson.</p>
<p><center><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=qf_sp_asin_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=B077S65GPW&amp;asins=B077S65GPW&amp;linkId=427e1c175dcb6ff0a563d93c81f7bac3&amp;show_border=false&amp;link_opens_in_new_window=true&amp;price_color=333333&amp;title_color=0066c0&amp;bg_color=ffffff" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></center><br />
&nbsp;</p>
<p>Segundo o biógrafo de Hammett, Richard Layman, o autor passava por problemas financeiros quando escreveu “The glass that laughed”, muito tempo antes de publicar os livros que o consagrariam. O conto foi reeditado pela editora independente Electric Literatura, tem 17 páginas e já está disponível pela Amazon, mas apenas em inglês.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2017/12/08/conto-desconhecido-de-dashiell-hammett-e-reeditado-nos-estados-unidos/">Conto desconhecido de Dashiell Hammett é reeditado nos Estados Unidos</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<item>
		<title>TOP 8 &#124; Oito curiosidades sobre Raymond Chandler e a literatura noir</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2016/07/23/em-23-de-julho-de-1888-nascia-raymond-chandler/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Jul 2016 13:45:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[hardboiled]]></category>
		<category><![CDATA[O Sono Eterno]]></category>
		<category><![CDATA[philip marlowe]]></category>
		<category><![CDATA[raymond chandler]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Referência do gênero policial, Raymond Chandler foi um dos grandes nomes da literatura noir a partir da década de 1930, nos Estados Unidos. Ao lado de Dashiell Hammett e James M. Cain, é considerado um dos criadores do estilo hardboiled americano, quando o detetive deixa de ser tão cerebral &#8211; como nos livros de...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Referência do gênero policial, <span style="color: #0000ff;"><a style="text-align: justify; color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2016/03/01/a-grande-arte-do-crime-adeus-minha-querida-de-raymond-chandler/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Raymond Chandler</a></span> foi um dos grandes nomes da literatura noir a partir da década de 1930, nos Estados Unidos.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8579623952&amp;asins=8579623952&amp;linkId=94b3333413d93e300963acd0ad0caa58&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Ao lado de Dashiell Hammett e James M. Cain, é considerado um dos criadores do estilo hardboiled americano, quando o detetive deixa de ser tão cerebral &#8211; como nos livros de Arthur Conan Doyle e Agatha Christie, e passa a enfrentar a dura realidade das metrópoles.</p>
<p>Descubra cinco curiosidades sobre o Raymond Chandler e sua obra.</p>
<p>* <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2OZYIJ7" target="_blank" rel="noopener">Encontre livros e e-books de Raymond Chandler</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>1. Nasceu no final do século em Chicago</h3>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone " src="https://1.bp.blogspot.com/-FM7Bz6uEMzI/X25-_11OpII/AAAAAAAAUNM/qXLS7ZAu-e0gExYRBogwbJNrTntQ3IiKQCLcBGAsYHQ/s792/Chandler%2Byoung.jpg" width="532" height="438" /></p>
<p>Raymond Chandler nasceu em 23 de julho de 1888, em Chicago, mas foi criado na Irlanda e Inglaterra. Filho de pais separados, partiu com a mãe para a Europa ainda pequeno. Na Inglaterra, foi professor e repórter do Daily Express e Western Gazette.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>2. Começou a escrever tarde</h3>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-large" src="http://f.i.uol.com.br/livraria/capas/images/15174166.jpeg" width="635" height="400" /></p>
<p>Entrou para a literatura tardiamente, após trabalhar em uma variedade de empregos (contador, revisor, detetive particular e até executivo de uma companhia de petróleo). Publicou os primeiros contos na famosa revista Black Mask Magazine.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>3. Seu grande sucesso foi o detetive Philip Marlowe</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone " src="https://i.pinimg.com/originals/72/6d/a9/726da9fc6765fe2163a214f800aed923.jpg" width="345" height="539" /></p>
<p>Em 1939, apresentou seu personagem mais conhecido, o detetive particular Philip Marlowe. Quarentão, alto, magro e terrivelmente charmoso, ele deu as caras no romance O Sono Eterno.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>4. O filme virou um clássico do cinema</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large" src="https://alextheatre.org/wp-content/uploads/Big-Sleep.jpg" width="500" height="380" /></p>
<p>Símbolo do detetive durão, Marlowe foi vivido no cinema por Humphrey Bogart, que estereotipou a imagem do investigador particular. O filme “À Beira do Abismo” (The Big Sleep, 1946), trazia ainda Lauren Bacall, casada com Bogart na época, com direção de Howard Hawks e roteiro de William Faulkner.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>5. A Dama do Lago</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large" src="https://www.criminalelement.com/wp-content/uploads/2016/12/lady-in-the-lake.jpg" width="475" height="285" /></p>
<p>Outro livro que foi adaptado para o cinema foi A Dama do Lago (1947), com Robert Montgomery como Philip Marlowe. A direção, também de Montgomery, trazia as cenas sob a perspectiva do detetive.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>6. Fã roqueiro</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large" src="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/wp-content/uploads/2016/07/mark-knopfler-dire-straits.jpg" width="700" height="472" /></p>
<p>Mark Knopfler, vocalista da banda Dire Straits, é tão fã de Philip Marlowe que escreveu uma canção em sua homenagem. O nome é “Private Investigations”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>7. Também escreveu roteiros para o cinema</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone " src="http://f.i.uol.com.br/folha/ilustrada/images/15177442.jpeg" width="451" height="555" /></p>
<p>Escreveu oito romances, entre eles um inacabado, uma infinidade de contos e também trabalhou com roteiros para o cinema. Entre suas obras mais conhecidas, estão O Sono Eterno, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2016/03/01/a-grande-arte-do-crime-adeus-minha-querida-de-raymond-chandler/">Adeus, Minha Querida</a></span> e O Longo Adeus.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>8. Sofreu de depressão</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large" src="https://i.pinimg.com/originals/c5/77/18/c57718c361334f5f354d12f551f195c4.jpg" width="640" height="276" /></p>
<p>Após perder a esposa, Cissy, em 1954, entrou em profunda depressão. Teve vários problemas por conta do abuso de álcool e, em 1959, morreu aos 70 anos em San Diego, nos Estados Unidos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>DICA DE LEITURA</h3>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/Uma-Vida-Raymond-Chandler-Williams/dp/8582401434/ref=as_li_ss_il?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;keywords=raymond+chandler&amp;qid=1563903338&amp;s=gateway&amp;sr=8-9&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=b3a23b5f7d52ad1fdebf364e80df7c83&amp;language=pt_BR" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" class="alignnone" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8582401434&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20&amp;language=pt_BR" border="0" /></a></p>
<p><strong>Título</strong>: Raymond Chandler &#8211; Uma Vida<br />
<strong>Autor</strong>: Tom Williams<br />
<strong>Tradução</strong>: Fábio Storino<br />
<strong>Páginas</strong>: 464<br />
<strong>Editora</strong>: Benvirá<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/32LkORw" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro</a></span></p>
<p>SINOPSE &#8211; <em>Raymond Chandler &#8211; Uma vida</em> apresenta uma análise meticulosa dos livros de Raymond Chandler bem como um retrato inédito desse escritor que, ao lado de Agatha Christie e Arthur Conan Doyle, definiu a moderna literatura policial. Cada um dos livros de Raymond Chandler carrega a tensão que cercou sua vida &#8211; a infância conturbada com a separação dos pais, a profunda inabilidade com sexo e mulheres e a luta contra o alcoolismo. Não para menos, seu detetive Philip Marlowe é um dos personagens mais complexos dos romances hard-boiled &#8211; herdeiro provável do temperamento de seu criador.</p>
<p><em>(Fonte: Os maiores detetives do mundo, Chris Lauxx)</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2016/07/23/em-23-de-julho-de-1888-nascia-raymond-chandler/">TOP 8 | Oito curiosidades sobre Raymond Chandler e a literatura noir</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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			</item>
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		<title>A grande arte do crime &#8211; Adeus, minha querida, de Raymond Chandler</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2016/03/01/a-grande-arte-do-crime-adeus-minha-querida-de-raymond-chandler/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Mateus Baldi]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Mar 2016 15:12:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[clássicos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Philip Marlowe strikes back ou a alta literatura banhada de sangue e sujeira &#160; Por Mateus Baldi &#8211; Jean Paul Sartre certa vez disse que A Noite dos Desesperados era a primeira obra existencialista norte-americana. Abordando temas espinhosos sob uma aura de loucura, o romance de 1935 realmente se encaixava na filosofia do francês. Mas nenhum...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 1.25em;">Philip Marlowe strikes back ou a alta literatura banhada de sangue e sujeira</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Por Mateus Baldi</em> &#8211; Jean Paul Sartre certa vez disse que <em>A Noite dos Desesperados</em> era a primeira obra existencialista norte-americana. Abordando temas espinhosos sob uma aura de loucura, o romance de 1935 realmente se encaixava na filosofia do francês. Mas nenhum dos protagonistas criados por Horace McCoy seriam capazes de imprimir tanto existencialismo &amp; questionamento &amp; mindfuck quanto Philip Marlowe.</p>
<p style="text-align: justify;">Resultado do que o próprio Raymond Chandler chamava de canibalização de contos, onde elementos de pulps publicadas na revista Black Mask ao longo dos anos 1930 eram metamorfoseados em enredos maiores, as histórias do detetive particular Philip Marlowe tiveram início em 1939 com a publicação de <em>O Sono Eterno</em>. Cínico, mulherengo e egoísta, Marlowe não é exatamente o tipo que faz peso na Terra, mas está quase lá. Vive um dia após o outro sem nada a perder. Protagonista de sete romances originalmente escritos por Chandler – haveria spin-offs de gente como Robert Parker e John Banville –, o anti-herói que faria Sam Spade choramingar feito uma criança vivia na fictícia Bay City, uma cidade tão corrompida quanto pretensamente glamourosa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=qf_sp_asin_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8556520022&amp;asins=8556520022&amp;linkId=a2b46bc3f7d508b760231c5fa7f39fe9&amp;show_border=false&amp;link_opens_in_new_window=true&amp;price_color=333333&amp;title_color=0066c0&amp;bg_color=ffffff" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo livro da série, <em>Adeus, minha querida</em> foi publicado um ano após o sucesso de &#8220;The Big Sleep&#8221;. Depois de resolver o caso dos Sternwood, encontramos um Philip Marlowe novamente metido com casos pequenos. Na pista falsa de um barbeiro grego, tromba com Moose Malloy, o Alce, na entrada de um bar de negros. Numa sequência formidável, Chandler nos brinda com o melhor da humanidade marlowiana, algo que seria melhor explorado no magnum opus <em>O Longo Adeus</em>, de 1953. Compadecido da causa de Moose, ex-presidiário grandalhão que está atrás de sua antiga amante, Phil resolve investigar o caso. Contando com a ajuda de alguns policiais escroques e uma garota um tanto quanto avant-garde para a época (Anne Riordan, eu te amo, me beija, casa comigo, pelo amor de deus), Marlowe embarca na tradicional odisseia do hard-boiled: tipos escusos, mulheres fatais e gângsteres suaves feito seda, até se deparar com um final explosivo onde tudo de fato não era o que parecia.</p>
<p style="text-align: justify;">Numa carta pré-Long Goodbye, Raymond Chandler diz que esse &#8220;Farewell, my lovely&#8221; é seu melhor livro. Embora eu honestamente prefira The Big Sleep (pelo discurso final e outros motivos – spoiler: as irmãs Sternwood são um deles), a história flui de modo soberbo. Chandler, possivelmente um decorador frustrado, sabe ambientar uma trama, construir personagens complexos e cenas memoráveis. O capítulo 31, meu preferido, se desdobra com um diálogo de Marlowe em paralelo a um besouro – motif que persiste até a última página, e já que estamos falando de última página, a frase final me fez literalmente chorar, confesso. Chandler, é bonito de ver, foi trilhando um caminho cujo fim era previsível. <em>Playback</em>, último romance de Marlowe, é uma adaptação de um roteiro frustrado – e considerado seu pior romance. Ora, depois de <em>O Longo Adeus</em> ficaria difícil dar ao público algo melhor que a amizade com Terry Lennox.</p>
<p style="text-align: justify;">Sempre comparado a Hammett, a quem tinha como mestre, Chandler se superava a cada novo conto, a cada novo romance, a cada ensaio. Seu próprio editor, Albert Knopf, concordava. Se Sam Spade fundou um gênero que persiste até hoje, Philip Marlowe sedimentou a muralha que separa o mau do bom romance policial. O mau romance policial é aquele dos salões, preguiçoso, com poucos personagens e quase nenhuma ação, puramente dedução; o bom, não – o bom policial corre feito sangue, desliza pelas ruas e saias e nudezas da humanidade e da alma como se fosse água. Chandler era o gênio da raça. E isso fica ainda mais evidente agora que a Alfaguara está relançando toda a sua obra com tradução, prefácio e organização de Braulio Tavares.</p>
<p style="text-align: justify;">Brutalidade, existencialismo, sarcasmo, cinismo e críticas a Hemingway. Chandler sabe muito bem como fisgar o leitor. Vai ler esse farewell? Leia até o final. Eu mesmo achei que o livro não fosse ser isso tudo – o segundo ato engana bastante, mas esse é o truque do bom policial: enganar. Marlowe recebe as pistas mas não conta seu raciocínio. Age na página x e mostra na página x+30 que sabia direitinho o que fazia com aquela informação aparentemente inútil. Atentem aos detalhes. Se Agatha Christie e Conan Doyle abusavam deles de modo quase caricatural, incrível no sentido mais literal da palavra, Raymond Chandler não; usa-os no momento certo, para aumentar a temperatura do já sangrento hard-boiled.</p>
<p style="text-align: justify;">Ah, essa edição acompanha, também em tradução de Braulio, o clássico ensaio <em>A Simples Arte do Crime</em>, em que ao longo de vinte páginas Chandler discorre sobre como escrever uma boa história policial. Não sem meter o malho em praticamente toda a fauna de escritores policiais contemporâneos, é claro – até o best-seller <em>O Caso dos Dez Negrinhos</em>, de Agatha Christie, é minuciosamente espinafrado.</p>
<p style="text-align: justify;">Imperdível.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><em>* Livro cedido em parceria com a Companhia das Letras.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4 style="text-align: justify;">SOBRE O LIVRO</h4>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/Adeus-minha-querida-Raymond-Chandler/dp/8556520022/ref=as_li_ss_il?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;keywords=adeus+minha+querida&amp;qid=1569408553&amp;s=gateway&amp;sr=8-1&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=edf1bf448b040e65297af9d5832aeaee" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" class="alignleft" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8556520022&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20" border="0" /></a><img loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8556520022" alt="" width="1" height="1" border="0" /></p>
<p><strong>Título</strong>: Adeus, minha querida<br />
<strong>Autor</strong>: Raymond Chandler<br />
<strong>Tradução</strong>: Bráulio Tavares<br />
<strong>Editora</strong>: Alfaguara Brasil<br />
<strong>Páginas</strong>: 312<br />
<strong>Ano</strong>: 2016<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2naHmuN" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro/e-book</a></span><br />
<a href="https://www.skoob.com.br/adeus-minha-querida-8575ed552365.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Este livro no Skoob</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SINOPSE &#8211;</strong> Durante um caso de rotina, o detetive Philip Marlowe conhece “Moose” Malloy, o Alce, um brutamontes cruel recém-saído da prisão. Malloy está disposto a tudo para encontrar Velma, uma cantora de cabaré com quem mantivera uma relação. Em paralelo, o investigador se vê no meio de um caso de chantagem e assassinato, ligados ao roubo de um colar de jade.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Mateus Baldi' src='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/mateus-baldi/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Mateus Baldi</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Nasceu em 1994. É escritor e roteirista. Fundou a plataforma literária Resenha de Bolso, foi editor de cultura da revista Poleiro e colaborador de literatura no site da Piauí.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://www.resenhadebolso.com.br/" target="_self" >www.resenhadebolso.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2016/03/01/a-grande-arte-do-crime-adeus-minha-querida-de-raymond-chandler/">A grande arte do crime &#8211; Adeus, minha querida, de Raymond Chandler</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Nossos detetives, parte 2: O detetive particular</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2015/07/24/nossos-detetives-parte-2-o-detetive-particular/</link>
					<comments>https://literaturapolicial.com/2015/07/24/nossos-detetives-parte-2-o-detetive-particular/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Josué de Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2015 14:08:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[coluna]]></category>
		<category><![CDATA[continental op]]></category>
		<category><![CDATA[hardboiled]]></category>
		<category><![CDATA[lew archer]]></category>
		<category><![CDATA[ross macdonald]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como vimos no primeiro texto da série, os detetives amadores – excêntricos, aristocráticos, brilhantes – tiveram a predominância entre os grandes personagens da literatura policial desde a origem desta, no século XIX, até o fim da Era de Ouro, em meados dos anos 1930. Mas, ainda nos anos 1920, um novo tipo de personagem entrou...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/07/24/nossos-detetives-parte-2-o-detetive-particular/">Nossos detetives, parte 2: O detetive particular</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7787 size-full" style="border:1px solid #000000;margin-top:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/hardboiled.jpg" alt="hardboiled" width="700" height="339" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Como vimos <span style="color:#0000ff;"><a style="color:#0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2015/06/22/nossos-detetives-parte-1-o-brilhante-amador/" target="_blank">no primeiro texto da série</a></span>, os detetives amadores – excêntricos, aristocráticos, brilhantes – tiveram a predominância entre os grandes personagens da literatura policial desde a origem desta, no século XIX, até o fim da Era de Ouro, em meados dos anos 1930.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Mas, ainda nos anos 1920, um novo tipo de personagem entrou em cena, trazendo renovo ao gênero: o detetive particular.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>Enquanto os detetives amadores têm uma herança europeia, o detetive particular é um fenômeno notadamente norte-americano.</strong> O próprio gênero recebeu um tratamento diferenciado nos EUA, o que pode ser creditado a autores como Dashiell Hammett e Raymond Chandler. Seus textos se afastavam de elementos muito comuns nos romances policiais populares da época. As histórias – publicadas inicialmente em revistas pulp – eram mais cruas e violentas; ambientavam-se em grandes centros urbanos, retratando as classes mais baixas e os tipos criminosos que os habitavam; tinham uma linguagem popular, coloquial. <strong>Em lugar de intrincados assassinatos com venenos exóticos ou mistérios de quarto fechado, comuns nos romances policiais clássicos, o que se tinha eram situações complexas</strong>, por vezes envolvendo uma grande cadeia de eventos, interesses e crimes diferentes. Esse seguimento da ficção policial ficou conhecido como hardboiled (1), e nele o detetive particular toma o centro do palco.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:1.45em;">“Encrenca é o meu negócio” (2)</span></strong><br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7795 size-full" style="border:1px solid #000000;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/sleep.jpg" alt="sleep" width="550" height="363" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">As diferenças entre o detetive particular e o amador começam nas motivações. Enquanto muitos dos detetives amadores eram privilegiados em sua condição financeira, dedicando-se às investigações apenas como hobby, o detetive particular é um representante da classe trabalhadora igual a tantos outros. Seu interesse primário não é o desafio intelectual que determinado crime representa, mas pagar o aluguel – e jamais ficar sem um maço de cigarros.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>A figura clássica do detetive particular é a de um outsider.</strong> Seu trabalho é incomum e se situa fora dos padrões empregatícios tradicionais. Geralmente mantém poucas relações sociais. É solitário e independente. Durão. Sua vida gira em torno do trabalho. É cínico e desconfia das figuras de autoridade. Responde a um conjunto muito particular de regras. Apesar de vender sua força de trabalho ao cliente que pagar, é a si mesmo que verdadeiramente responde. Esse compromisso com o próprio código de conduta pode levá-lo a cometer atos considerados dúbios ou moralmente questionáveis, como mentir, apelar para violência ou fazer justiça com as próprias mãos, um comportamento que reflete o mundo caótico e ambíguo em que vive.<br />
<strong><br />
</strong></span><span style="font-size:1.25em;"><strong><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-7789  alignright" style="border:1px solid #000000;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/archer.jpg" alt="archer" width="155" height="241" /></strong></span><span style="font-size:1.25em;"><strong>Alguns estudiosos argumentam que existe um forte paralelo entre o detetive particular hardboiled e o herói dos antigos faroestes.</strong> Ambos têm em comum a moral e o senso de justiça próprios que os guia e o fato de estarem, cada um a sua maneira, à margem da sociedade. Ambos lutam contra um mundo corrupto que tenta intimidá-los e rechaçá-los a força e, como bons heróis clássicos, não se deixam vencer.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">O detetive particular também é comumente o narrador das próprias histórias. É a partir de seus olhos que entendemos não apenas o caso investigado, mas o próprio universo em que ele se desenrola. Testemunhamos seus pensamentos irônicos, ouvimos seus constantes diálogos internos. Nós o entendemos a partir dele mesmo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Seu método de trabalho não se parece com o do brilhante amador, a quem por vezes bastava analisar as pistas coletadas por outros para surgir, então, com a solução do crime. <strong>O detetive particular não é um gênio da dedução, mas um trabalhador.</strong> Seu método consiste em ir e vir pela cidade coletando informações, interrogando suspeitos, desenterrando pistas a força, se necessário. É o esforço que lhe traz a recompensa. Sua inteligência se manifesta na forma de astúcia e pensamento rápido para extrair segredos de alguém ou lidar com situações arriscadas.<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-7806" style="border:1px solid #000000;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/continental.jpg?w=100" alt="continental" width="149" height="224" /></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>Continental Op, criado por Dashiell Hammett</strong>, é um dos primeiros exemplos que vem à mente quando se fala de detetives particulares. Seu nome jamais é citado; tudo que sabemos sobre ele é que é um dos trabalhadores (operatives) da agência de detetives Continental. Aparece em dezenas de contos de Hammett publicados na Black Mask (3) e alguns romances, como Seara Vermelha.  Outra criação famosa do autor é Sam Spade, de O Falcão Maltês, um dos grandes clássicos do gênero.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">O irônico Philip Marlowe, criação de Raymond Chandler, é o mais popular dos detetives particulares hardboiled. Protagonista de sete  romances (nove, contando dois lançados após a morte de Chandler por outros autores) (4) e diversos contos, Marlowe é um </span><span style="font-size:1.25em;">homem durão e, ao mesmo tempo, um sentimental incorrigível. Foi interpretado por Humphrey Bogart na adaptação ao cinema de The Big Sleep, primeiro romance de Chandler.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">O</span><span style="font-size:1.25em;"><strong><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-7800  alignright" style="border:1px solid #000000;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/kathleen.jpg?w=259" alt="kathleen" width="201" height="232" /></strong></span><span style="font-size:1.25em;">utros representantes dessa categoria são Lew Archer, criado por Ross McDonald; o violento Mike Hammer, de Mickey Spillane; Easy Rawlings, de Walter Mosley; Matthew Scudder, de Lawrence Block; Elvis Cole, de Robert Crais; o casal Patrick Kenzie e Angela Gennaro, de Dennis Lehane.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Algumas das representantes femininas são <strong>V. I. Warshawski, de Sarah Paretsky</strong> (interpretada no cinema por Kathleen Turner); Kinsey Milhone, protagonista de uma bem sucedida série escrita por Sue Grafton; Hannah Wolfe, de Sarah Dunant; Claire Conrad, de Melodie Johnson Howe.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">É isso por enquanto. No próximo e último texto da série, falaremos do detetive policial. Fiquem ligados.<br />
<span style="color:#ffffff;">x</span><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="text-decoration:underline;">NOTAS</span></p>
<p style="text-align:justify;">1 &#8211; <span class="null">O termo vem do processo de cozimento de ovos: eles se tornam mais duros com a fervura. O mesmo pode ser dito dos detetives nessas histórias: eram endurecidos pelas adversidades que enfrentavam.</span></p>
<p style="text-align:justify;">2 &#8211; <span class="null">Nome de um volume de contos de Raymond Chandler (original: Trouble is my business).</span></p>
<p style="text-align:justify;">3 &#8211; <span class="null">Revista pulp onde Hammett, Chandler e outros autores publicaram muitas de suas histórias.</span></p>
<p style="text-align:justify;">4 &#8211; <span class="null">Amor e morte em Poodle Springs, que ficou inacabado com a morte de Chandler em 1959, foi terminado por Robert B. Parker e lançado em 1988, quando do centenário do nascimento do autor. Mais recentemente, o premiado John Banville foi escolhido pelos herdeiros de Chandler para reviver sua mais famosa criação. Utilizando seu já tradicional pseudônimo Benjamin Black, ele lançou A loura de olhos negros.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><em>(Imagens: <a href="http://www.thrillingdetective.com/archer.html" target="_blank">Thrilling Detective</a>, divulgação)</em></p>
<p style="text-align:justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1576" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/josue2.png" alt="josue2" width="600" height="133" /></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Josué de Oliveira' src='https://secure.gravatar.com/avatar/52bc4af4ff7ca85bd9e0fb0d7776a484006bc8530907d212a167a270a4a12376?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/52bc4af4ff7ca85bd9e0fb0d7776a484006bc8530907d212a167a270a4a12376?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/olveirajosue/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Josué de Oliveira</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Formado em Estudos de Mídia pela UFF e vive em Niterói, RJ. Trabalha na área de desenvolvimento de livros digitais. Gosta de ler, escrever, ver filmes esquisitos e curte bandas que ninguém conhece. Atualmente, revisa seu primeiro romance policial.</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/07/24/nossos-detetives-parte-2-o-detetive-particular/">Nossos detetives, parte 2: O detetive particular</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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