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	<title>Arquivos jogo de damas -</title>
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	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
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		<title>Jogo de damas, de Myriam Campello</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rogerio Christofoletti]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2015 13:48:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[autora nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Myriam Campello]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Rogério Christofoletti &#8211; O que você faria se um pit-bull estraçalhasse sua filha de quatro anos numa pracinha</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/07/27/myriam-campello-jogo-de-damas-2/">Jogo de damas, de Myriam Campello</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img  title="" fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-7909 " style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/img_20150727_103045.jpg"  alt="img_20150727_103045 Jogo de damas, de Myriam Campello"  width="640" height="360" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>Por Rogério Christofoletti</strong> &#8211; O que você faria se um pit-bull estraçalhasse sua filha de quatro anos numa pracinha da cidade? A promotora Júlia, mãe da garotinha em questão, tem a resposta na ponta da língua. “Não vai ficar assim”. O leitor também. Não fica do mesmo jeito, após consumir as 240 páginas de &#8220;Jogo de Damas&#8221;, excelente romance de Myriam Campello.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">O livro me chegou tardiamente, já que foi lançado há cinco anos pela Língua Geral. De imediato, me apaixonei pelo volume, quase um pocket book, caprichosamente editado: tipologia elegante, papel nobre, capa instigante. Fosse apenas pelo acabamento artístico já teria valido a árvore que custou. Mas não. A exemplo do que encontramos nas suas páginas, o que interessa é o que se passa dentro, no abismo interior dos personagens.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Uma tragédia banal dos nossos dias – alguém se descuida e uma fera urbana ataca um indefeso – serve à autora para fazer um inventário do nosso sentimento mais atroz: o ódio. Sim, Jogo de Damas é um livro de crime, um suspense com busca e reviravolta no final, mas sobretudo uma história de ódio, muito ódio. De forma irônica, é justamente quem deve promover a justiça que se vê ansiando por fazer justiça com as próprias mãos. “Seis meses depois da morte de Ana eu continuava um vago conjunto de partes desunidas”, ressente-se a personagem que nos conduz por um labirinto quase infinito de feridas abertas pelo que podemos chamar de “a maior dor”. A de perder um filho.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Estamos ao lado da mãe devastada pela perda, experimentando um luto que é atacado pelo ódio, como a ferrugem que corrói o portão. Ninguém sabe quem é o dono do cão que barbarizou a pequena Ana, e isso faz com que Júlia não tenha um alvo definido, mas uma ideia bem nítida de vingança. Não importam mais os princípios, “é preciso revidar”.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Mas não se joga damas sozinho. É preciso um parceiro, um oponente ou cúmplice. Daí que Myriam Campello coloca em cena a misteriosa Helena, psicóloga que viveu num orfanato e que depois foi criada pela prima rica de sua mãe. Como rezam as regras, é um movimento por jogador. Assim, os focos narrativos se alternam e flashbacks ajudam a recompor os passados das personagens e daqueles que os cercam: o policial aposentado que deixou a bebida, a tutora amante das artes que está próxima da cegueira, os casamentos desfeitos, as mágoas tatuadas, e os cadáveres que cada um traz consigo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">De forma precisa, a tensão permanece ao longo de toda a história, com poucos momentos de descompressão. O suspense respira na nuca do leitor, frente a uma prosa de forte expressão e uma narrativa polida, com alta octanagem literária. O gosto amargo do início permanece e azeda a boca, ao final.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Não se trata de uma vingancinha à toa. Mulher vivida, Myriam Campello gira cuidadosamente a tramela da porta que prende os sentimentos mais recônditos de Júlia. Pela fresta, nos deparamos com a terra arrasada e o solo calcinado. Myriam conhece os sentimentos humanos, Júlia se assombra com os seus próprios, e o leitor não para de virar as páginas. Econômica, a autora parece vir da mesma tradição de Graciliano Ramos, com a escrita sem gorduras, a aridez com que esculpe seus personagens e a crueza com que os expõe. Crueza ou crueldade?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Myriam Campello está longe de ser uma iniciante. Começou há mais de quarenta anos, e Cerimônia da Noite deu a ela uma estreia premiada. Tradutora de autores como Virginia Woolf, Stephen King, Georges Simenon e Marguerite Yourcenar, tem absoluto domínio das palavras e de seu peso. Parecem ser escolhidas com base em dois critérios: métrica e sentido lírico. Na condição de escritora, deita sobre as páginas um texto inteligente, com frases curtas e bem cortadas. Algumas trazem verdades incômodas, como: “Acertar contas é o que nos sobrou, esse pequeno orifício da alma por onde respirar” e “A perfeita dor é igual à perfeita bala”.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Cada um de nós pode atestar que Júlia tem motivos para odiar, que na situação dela, é fácil destilar o fel. Pode ser. O ódio momentâneo é até contagioso. Perigo é quando ele martela o coração por mais tempo. Se você já odiou assim, sabe do que estou dizendo. Se não, leia Jogo de Damas para visitar esse porão escuro.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><img  title="" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9465" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/star4.png"  alt="star4 Jogo de damas, de Myriam Campello"  width="98" height="22" /></p>
<p><em><span style="text-decoration:underline;"><img  title="" decoding="async" class="alignleft wp-image-7844 size-thumbnail" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/11/damas.jpg?w=108"  alt="damas Jogo de damas, de Myriam Campello"  width="108" height="150" /></span></em><strong>Título</strong>: Jogo de Damas<br />
<strong>Autora</strong>: Myriam Campello<br />
<strong>Páginas</strong>: 240<br />
<strong>Editora</strong>: Língua Geral<br />
<a href="http://www.skoob.com.br/jogo-de-damas-113130ed125648.html" target="_blank">Este livro no Skoob</a></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>SINOPSE</strong>: Ana, filha de Julia, com 4 anos é estraçalhada por um pit bull numa pracinha. Em função desse ataque, Ana morre. É assim que começa o romance de Myriam Campello, Jogo de damas: impactante, traumático e violento. Aos poucos, da própria dor da personagem Julia, que perdeu a sua filha, vai nascendo o desejo de vingança pelas próprias mãos. “Não vai ficar assim”, é a resposta de Julia às armadilhas da vida. Trata-se aqui da antiga lei dente por dente, olho por olho, ou de uma tentativa de redenção por meio da vingança?<em><br />
</em></p>
<p style="text-align:justify;"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1285" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/08/roger11.png"  alt="roger11 Jogo de damas, de Myriam Campello"  width="600" height="133" /></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g Jogo de damas, de Myriam Campello" alt='Rogerio Christofoletti' src='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/monitorando/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rogerio Christofoletti</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista, dramaturgo e professor universitário. Já publicou 12 livros na área acadêmica e escreveu oito peças de teatro. É um dos autores do e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx).</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="http://christofoletti.com/" target="_self" >christofoletti.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/07/27/myriam-campello-jogo-de-damas-2/">Jogo de damas, de Myriam Campello</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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