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	<title>Arquivos john banville -</title>
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	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
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	<title>Arquivos john banville -</title>
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		<title>Confissões de um crime em “O Livro das Evidências”, de John Banville</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2018/08/06/confissoes-de-um-crime-em-o-livro-das-evidencias-de-john-banville/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Padrini]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Aug 2018 13:38:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[biblioteca azul]]></category>
		<category><![CDATA[editora globo]]></category>
		<category><![CDATA[john banville]]></category>
		<category><![CDATA[O Livro das Evidências]]></category>
		<category><![CDATA[rodrigo padrini]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Rodrigo Padrini &#8211; As experiências subjetivas de um crime sempre atraem grande curiosidade. É comum nos interessarmos pelos motivos</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2018/08/06/confissoes-de-um-crime-em-o-livro-das-evidencias-de-john-banville/">Confissões de um crime em “O Livro das Evidências”, de John Banville</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Rodrigo Padrini</em> &#8211; As experiências subjetivas de um crime sempre atraem grande curiosidade. É comum nos interessarmos pelos motivos que levaram alguém a cometer um assassinato, por exemplo. Além disso, é ainda mais convidativo, conhecer as sensações e as emoções que emergem no indivíduo criminoso no momento do crime, em uma tentativa de se colocar na pele do assassino, no que considero uma busca por explicações de tamanhas monstruosidades ou banalidades.</p>
<p>Entretanto, alguns crimes são, relativamente, inexplicáveis ou, pelo menos, não são passíveis de grandes interpretações, apresentando até algum grau de futilidade e simplicidade. Todavia, isso não significa que a experiência psicológica do criminoso, da vítima e de todos os envolvidos seja insignificante. Esse é o caso do crime narrado por Frederick Montgomery em “O Livro das Evidências”, lançado originalmente em 1989, pelo autor irlandês John Banville.</p>
<p>Banville é um escritor contemporâneo que acumula alguns prêmios, inclusive por este livro, publicado agora no Brasil pela Globo Livros, sob o selo Biblioteca Azul, em abril de 2018.</p>
<p>Frederick, ora chamado por “Freddie”, é um daqueles adultos imaturos que parecem viver em uma realidade fantasiosa, até que um comportamento com consequências concretas – um crime, por exemplo – destrua a sua vida, mas ao mesmo tempo o traga à realidade, fazendo-o assumir responsabilidades antes desconhecidas. É como consigo interpretar a experiência de Frederick em sua confissão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Como diz a sinopse, após tentar recuperar algumas obras de arte vendidas por sua mãe a um colecionador da região, na tentativa de sanar dívidas e voltar a viver a sua vida afortunada, Frederick se depara com um obstáculo e comete um homicídio aparentemente simples, como uma forma de se livrar daquilo que o impedia de prosseguir com o roubo. É em torno desse crime que a narrativa está centrada.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Talvez eu indique vários pontos negativos, porque o livro me decepcionou e não atendeu nem de longe as minhas expectativas. Por isso, vamos às críticas.</p>
<p>“O Livro das Evidências” é narrado em primeira pessoa e, apesar de cumprir o que se propõe – trazer notas de uma confissão escritas pelo autor do crime, como um relato de tudo que se passou –, decepciona pela falta de elementos que surpreendam ou cativem o leitor. Afinal, a partir do momento em que tomamos conhecimento do crime – que não é nada demais –, nada mais acontece.</p>
<p>“O que há de peculiarmente horrível nisso tudo não é o prospecto de ser arrastado perante os tribunais e ser metido na prisão por um crime o qual nem tenho certeza de ter cometido, mas o simples, o terrível fato de ter sido descoberto. É isso o que me faz suar, o que enche a minha boca de cinzas e o meu coração de vergonha”</p>
<p>A narrativa em torno de detalhes da experiência subjetiva do criminoso não chega a um grau de profundidade ou novidade que justifique seu extenso relato. Claro, existem bons trechos. No entanto, o que poderia ser ótimo, é regular. “Crime e castigo” seria um bom exemplo da belíssima utilização de um crime banal e do relato subjetivo do pós-crime. No caso aqui, são obviedades que, em alguns momentos, parecem que vão engrenar, mas não engrenam. Detalhes demais, enredo de menos.</p>
<p>O assassinato em si é trivial e não tem muita conexão com todo o contexto psicológico e social que é criado pelo autor. As cenas são bem narradas, mas alguns aspectos ficam perdidos no tempo, assim como alguns personagens que, apesar de bem caracterizados, não saem disso. Parece que toda uma história será montada, mas não é.</p>
<p>A confusão temporal e espacial é um ponto que marcou a minha leitura, algo causado talvez pela mistura de carta-confissão-presente-passado com diálogos misturados no interior dos parágrafos, sem distinção do emissor. Para quem já leu Raduan Nassar, por exemplo, seria algo do tipo, só que ruim, ao invés de excelente, como ocorre no caso do autor brasileiro, na minha opinião.</p>
<p>Por fim, fiquei esperando em grande parte da leitura o surgimento daquele elemento que iria me surpreender e fazer de toda aquela contextualização algo justificada. Não aconteceu. Apesar de trazer bons personagens, descrições cruas do crime e boas passagens, o “Livro das Evidências” me chegou como um grande esboço de algo que poderia ser, mas não foi.</p>
<p><em>* Livro enviado em parceria com a Editora Globo.</em></p>
<p><img  title="" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-29870" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2018/08/star2.png"  alt="star2 Confissões de um crime em “O Livro das Evidências”, de John Banville"  width="54" height="22"></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8525060070/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8525060070&amp;linkCode=as2&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=873bcee092469a8b995c5e1a2ab1ce58" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img  title=""  alt="q?_encoding=UTF8&amp;MarketPlace=BR&amp;ASIN=8525060070&amp;ServiceVersion=20070822&amp;ID=AsinImage&amp;WS=1&amp;Format=_SL250_&amp;tag=literaturapol-20 Confissões de um crime em “O Livro das Evidências”, de John Banville" decoding="async" class="alignleft" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;MarketPlace=BR&amp;ASIN=8525060070&amp;ServiceVersion=20070822&amp;ID=AsinImage&amp;WS=1&amp;Format=_SL250_&amp;tag=literaturapol-20" border="0"></a><strong><img  title="" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="//ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=am2&amp;o=33&amp;a=8525060070"  alt="ir?t=literaturapol-20&amp;l=am2&amp;o=33&amp;a=8525060070 Confissões de um crime em “O Livro das Evidências”, de John Banville"  width="1" height="1" border="0">Título</strong>: O Livro das Evidências<br />
<strong>Autor</strong>: John Banville<br />
<strong>Tradução</strong>: Fábio Bonillo<br />
<strong>Editora</strong>: Biblioteca Azul / Editora Globo<br />
<strong>Páginas</strong>: 240<br />
<a href="https://www.skoob.com.br/o-livro-das-evidencias-39201ed776135.html">Este livro no Skoob</a></p>
<p><strong>SINOPSE</strong>&nbsp;&#8211; Frederick Charles St. John Vanderveld Montgomery, mais conhecido como Freddie Montgomery, é um exemplo de bon-vivant. Após abandonar o emprego de cientista, decide morar com a esposa, Daphne, e o filho em uma ilha do Mediterrâneo, bebendo gim e aproveitando os prazeres da vida às custas do dinheiro da família. Quando a herança deixada pelo pai acaba, Freddie resolve pegar um empréstimo para manter seu alto padrão de vida, mas termina envolvendo-se com pessoas de má índole. Para sanar essa dívida, Freddie decide então abandonar a família e voltar para sua terra natal, a Irlanda, em busca do que restou do espólio de seu pai. Só não contava que sua mãe, Dolly, havia usado o restante dos bens deixados como herança para investir no nem tão promissor comércio de pôneis. Desesperado, Freddie decide então recuperar as obras de arte que sua mãe vendeu para um conhecido colecionador da região e, nessa tentativa frustrada, comete um assassinato. Narrado a partir dos relatos de Freddie Montgomery na prisão, O livro das evidências é um típico romance do irlandês John Banville, vencedor do aclamado Man Booker Prize. Com uma escrita ácida repleta de ironias, Banville brinda os leitores com mais uma obra-prima da literatura contemporânea.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=100&#038;d=mm&#038;r=g Confissões de um crime em “O Livro das Evidências”, de John Banville" alt='Rodrigo Padrini' src='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/rodrigopadrini/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rodrigo Padrini</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Psicólogo, mestre e doutorando em Psicologia. Atua no sistema prisional. É músico e leitor assíduo de romances policiais, com aquele lugar especial no coração para Georges Simenon e Raymond Chandler.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://maisumaopiniao.com.br/" target="_self" >maisumaopiniao.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2018/08/06/confissoes-de-um-crime-em-o-livro-das-evidencias-de-john-banville/">Confissões de um crime em “O Livro das Evidências”, de John Banville</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>O Violão Azul, de John Banville</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rogerio Christofoletti]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Feb 2017 11:34:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[biblioteca azul]]></category>
		<category><![CDATA[globo livros]]></category>
		<category><![CDATA[john banville]]></category>
		<category><![CDATA[o violão azul]]></category>
		<category><![CDATA[rogério christofoletti]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Rogério Christofoletti – Há histórias em que, desde o começo, ficamos do lado dos caras maus. Não porque</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Rogério Christofoletti</em> – Há histórias em que, desde o começo, ficamos do lado dos caras maus. Não porque sejamos más pessoas, mas acima de tudo porque esses sujeitos são bons em alguma coisa. Eles nos conquistam, nos ganham com seu jeito especial, um olhar magnético ou simplesmente a possibilidade de realizar através deles os nossos mais inconfessáveis desejos.</p>
<p>Tom Ripley é sedutor, manipulador, envolvente. Hannibal Lecter mata como ninguém. Existem exemplos aos montes, e em “O violão azul”, somos apresentados a mais um facínora: Oliver Orme, pintor reconhecido, homem culto, refinado e… ladrão. Mas o que nos faz abraçar esse personagem? A lábia e as memórias que vai desfiando em cada linha desse saboroso romance do irlandês John Banville (Ed. Globo, 2016).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8525059080&amp;asins=8525059080&amp;linkId=f308b422f813853445f5223ab369b4df&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não temos muita escolha, é verdade. Oliver ocupa todo o espaço possível com sua narrativa confessional, mesclando dois universos muito distintos: o da pintura e o da gatunagem. Se para nós nada liga uma coisa à outra, para Oliver, há um prazer estético em ambos, e um conjunto de sensibilidades que sublima cada uma dessas práticas. Assim, em 270 páginas, ele nos mostra o que se passa na cabeça de um criminoso, mas também em seu coração. Afinal, talvez poucas pessoas conheçam tanto o medo quanto os ladrões.</p>
<p>A todo o momento eles receiam ser pegos, e Oliver nos faz crer que reincidir no crime não é só uma questão de necessidade e sobrevivência. Existe uma inebriante excitação ao afanar algo e uma irresistível torcida para que percebam o roubo. De que valeria se arriscar tanto, não é mesmo?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">[su_quote]&#8221;Quando se trata de uma primeira vez, roubar e amar têm muito em comum”, revela.[/su_quote]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mas Oliver não é um ladrão qualquer. Ele pode ter começado modestamente, furtando um pequeno tubo de tinta branco níquel, quando era garotinho. Mas foi além. E roubou a mulher do seu melhor amigo. Sim, é um bocado machista falar dessa maneira, mas é dessa forma como são apresentadas as coisas por Oliver, e Polly &#8211; a garota – assume quase as dimensões de um objeto a ser surrupiado. Como objeto, ela tem o seu valor e desperta em Oliver um misto de desejo e cobiça, sentimentos amalgamados como as tintas que se mistura numa paleta. Não se esqueça que Oliver também tem uma esposa e que os casais mantêm relações de amizade. Então, dá para imaginar que as coisas sairão dos trilhos a partir daqui.</p>
<p>Ao juntar num mesmo personagem elementos que o fazem ser um adúltero-egocêntrico-desleal, John Banville nos atira no colo um sujeito que deveríamos desprezar por nos contrariar moralmente. Mas nem a literatura nem a vida se escrevem dentro dos limites das linhas. Como testemunhas e cúmplices leitores, nos perdemos nas muitas digressões de Oliver e tropeçamos nas precariedades de nossas certezas. A oralidade fácil, a falta de pudor, e frases memoráveis tornam Oliver Orme um personagem multidimensional que vai do lírico ao patético num mesmo parágrafo.</p>
<p style="text-align: justify;"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-16991 " style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 30px; margin-bottom: 30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2017/02/16810289_1795064160753984_2006819432_o.jpg?w=576"  alt="16810289_1795064160753984_2006819432_o O Violão Azul, de John Banville"  width="332" height="590" /></p>
<p>Vencedor de prêmios como o Man Booker, Franz Kafka e Príncipe de Astúrias, Banville tem mais de quarenta anos de ofício, e sua escrita parece ser obra de um ourives preocupado. As frases são trabalhadas como se fossem polidas com um esmeril. Há sofisticação sem esnobismo. Há charme sem artificialidades. E há humor!, que humor imperdoável!</p>
<p>Os leitores mais românticos verão em “O violão azul” uma história de traição, ciúme e descaminhos. Para os mais existencialistas, trata-se de uma autêntica jornada de autoconhecimento de alguém que insiste ser outsider. Mas até mesmo os amantes da literatura de crime e suspense terão razões para conhecer Oliver Orme. Eles estarão dentro da fervilhante mente de um criminoso. Nada violento, é verdade. Mas perigosamente livre para transgredir e seguir adiante, mesmo que aos frangalhos.</p>
<p><em>* Livro cedido pela Globo Livros</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>SOBRE O LIVRO</h3>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/dp/8525059080/ref=as_li_ss_il?&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=713ff3df106cd80f5ec324022acb5c9f&amp;language=pt_BR" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img  title=""  alt="q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8525059080&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20&amp;language=pt_BR O Violão Azul, de John Banville" decoding="async" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8525059080&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20&amp;language=pt_BR" border="0" /></a><img  title="" loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8525059080"  alt="ir?t=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8525059080 O Violão Azul, de John Banville"  width="1" height="1" border="0" /></p>
<p><strong>Título</strong>: O Violão Azul<br />
<strong>Autor</strong>: John Banville<br />
<strong>Páginas</strong>: 272<br />
<strong>Editora</strong>: Globo Livros<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/33VCOe7" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro/e-book</a></span></p>
<p>SINOPSE &#8211; Ao longo da vida, Oliver Otway Orme praticou duas artes: a da pintura e a do roubo. Na primeira, tem até algum renome enquanto a segunda é sempre exercida em segredo, pelo menos enquanto seu alvo forem apenas os pequenos objetos. Ao subtrair do melhor amigo algo muito mais precioso ― sua mulher ―, seus dias de criminoso perfeito estão por um fio.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g O Violão Azul, de John Banville" alt='Rogerio Christofoletti' src='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/monitorando/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rogerio Christofoletti</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista, dramaturgo e professor universitário. Já publicou 12 livros na área acadêmica e escreveu oito peças de teatro. É um dos autores do e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx).</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="http://christofoletti.com/" target="_self" >christofoletti.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2017/02/20/o-violao-azul-de-john-banville/">O Violão Azul, de John Banville</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>O Pecado de Christine revela o lado espúrio da nebulosa Dublin</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2015/10/27/o-pecado-de-christine-de-benjamin-black/</link>
					<comments>https://literaturapolicial.com/2015/10/27/o-pecado-de-christine-de-benjamin-black/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Leila de Carvalho e Goncalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Oct 2015 16:33:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[benjamin black]]></category>
		<category><![CDATA[editora rocco]]></category>
		<category><![CDATA[john banville]]></category>
		<category><![CDATA[Leila de Carvalho e Gonçalves]]></category>
		<category><![CDATA[o pecado de christine]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Leila Gonçalves &#8211; Lançado em 2007, &#8220;O Pecado de Christine&#8221; é o romance de estreia de Benjamin Black,</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Leila Gonçalves</em> &#8211; Lançado em 2007, &#8220;O Pecado de Christine&#8221; é o romance de estreia de Benjamin Black, pseudônimo do prestigiado escritor John Banville, que no melhor estilo noir, revela o lado espúrio da fria e nebulosa Dublin na década de cinquenta.</p>
<p>Com seu estilo elegante, ele escolheu a dedo o protagonista. Garrett Quirke é um médico patologista e detetive por acaso, com um passado tumultuado que ele tenta esquecer, afogando-se no trabalho ou numa garrafa de whisky. Melancólico e solitário, ele terá sua vida autopsiada em trezentas e tantas páginas, trazendo à luz fatos e segredos perturbadores como sua adoção por um conceituado juiz ou seu casamento precocemente interrompido pela morte da esposa.</p>
<p>A história começa de madrugada num necrotério, quando ele flagra seu irmão adotivo, o ginecologista Mallach Green, adulterando a causa da morte de uma bela jovem. Intrigado, ele não demora a descobrir que ao invés de embolia pulmonar como consta no laudo, Christine Falls morreu de complicações no parto. Afinal, onde está a criança? Mallach pretendia encobrir um erro médico ou a identidade do pai?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>[su_quote]&#8221;O tempo é o oposto do espaço. No espaço, tudo fica mais difuso quanto mais a gente se afasta. Com o tempo é diferente, tudo se torna mais nítido.&#8221;[/su_quote]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Abordando o preconceito entre católicos e protestantes, o livro apresenta uma conspiração internacional envolvendo o tráfico de bebês, aliás, a gravidez indesejada num país extremamente religioso como a Irlanda foi um grave problema na época. Inspirado em fatos reais, esse assunto também serviu de tema para o conhecido livro &#8220;Philomena&#8221;, de Max Sixmith, que foi adaptado para o cinema com Judi Dench no papel principal.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8532526160&amp;asins=8532526160&amp;linkId=afd0ecc2f46b76491f7f168d2a593844&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Admirador dos &#8220;romances durs&#8221; de Simenon, Black é mais espontâneo e possui estilo, conteúdo e aspirações diferentes de Banville que confessa escrever com maior prazer e agilidade o gênero policial. Contudo, em nenhum momento ele abandona a preciosidade de suas metáforas ou a exímia construção de ambientes e personagens. Finalmente, não espere por uma história fácil ou um final feliz. Se é mero entretenimento que você procura, esqueça &#8220;O Pecado de Christine&#8221;.</p>
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<h4>SOBRE O LIVRO</h4>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/Pecado-Christine-Benjamin-Black/dp/8532526160/ref=as_li_ss_il?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;keywords=o+pecado+de+christine&amp;qid=1559641569&amp;s=gateway&amp;sr=8-1&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=351d07fd426018461bf29644026d02ff&amp;language=pt_BR" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img  title=""  alt="q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8532526160&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20&amp;language=pt_BR O Pecado de Christine revela o lado espúrio da nebulosa Dublin" decoding="async" class="alignleft" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8532526160&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20&amp;language=pt_BR" border="0" /></a><img  title="" loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8532526160"  alt="ir?t=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8532526160 O Pecado de Christine revela o lado espúrio da nebulosa Dublin"  width="1" height="1" border="0" /><strong>Título</strong>: O Pecado de Christine<br />
<strong>Autor</strong>: Benjamin Black<br />
<strong>Páginas</strong>: 364<br />
<strong>Editora</strong>: Rocco<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2XoMbha" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro</a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SINOPSE &#8211;</strong> Não eram os mortos que pareciam sinistros para o médico patologista Quirke, mas sim os vivos. Quando ele entrou no necrotério muito depois da meia noite e viu seu irmão adotivo Malachy Griffin ali, sentiu um arrepio na coluna vertebral que se provaria profético, um tremor de problemas futuros. Este é o ponto de partida de O Pecado de Christine, primeiro de uma série de romances policiais escrito por Benjamin Black, pseudônimo do premiado escritor irlandês John Banville.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=100&#038;d=mm&#038;r=g O Pecado de Christine revela o lado espúrio da nebulosa Dublin" alt='Leila de Carvalho e Goncalves' src='https://secure.gravatar.com/avatar/2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/leila-de-carvalho-e-goncalves/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Leila de Carvalho e Goncalves</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Doente por livros, vem sendo tratada sem resultado há mais de cinquenta anos pelo alienista Simão Bacamarte. Aposentada e com tempo de sobra, parece haver pouca esperança em sua recuperação. Sem formação acadêmica na área e nenhuma foto de identificação, pode ser facilmente encontrada entre os detetives e vilões da ficção policial, em geral, com um e-book na mão.</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/10/27/o-pecado-de-christine-de-benjamin-black/">O Pecado de Christine revela o lado espúrio da nebulosa Dublin</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Rastros na Neblina, de Benjamin Black</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2015/04/29/resenha-rastros-na-neblina-de-benjamin-black/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leila de Carvalho e Goncalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Apr 2015 15:31:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[benjamin black]]></category>
		<category><![CDATA[colaborador]]></category>
		<category><![CDATA[john banville]]></category>
		<category><![CDATA[rastros na neblina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Leila Gonçalves &#8211; Rastros na Neblina é o terceiro livro de uma série de histórias policiais escritas por John</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/04/29/resenha-rastros-na-neblina-de-benjamin-black/">Rastros na Neblina, de Benjamin Black</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Leila Gonçalves</em> &#8211; Rastros na Neblina é o terceiro livro de uma série de histórias policiais escritas por John Banville sob o pseudônimo de Benjamin Black. Tal como nos volumes anteriores, &#8220;O Pecado de Christine&#8221; e &#8220;O Cisne de Prata&#8221;, a ação transcorre em Dublin na década de cinquenta e seu protagonista é um patologista de meia idade, Garrett Quirke, assombrado por um passado complicado.</p>
<p>Quirke, como gosta de ser chamado, é um dipsomaníaco como tantos outros detetives da ficção e logo nas primeiras páginas, aparece internado numa clínica de desintoxicação. No entanto, logo ele estará de volta às ruas, dividido entre o anseio pela bebida e a luta para permanecer sóbrio.</p>
<p>Esse embate permeia toda a narrativa e enquanto ele investiga o desaparecimento de April Latimer, uma amiga de sua filha, fica claro que é só uma questão de tempo para que ele volte a recender álcool. Por sinal, April é uma jovem médica com uma tumultuada vida afetiva, a ovelha negra de uma tradicional família irlandesa que está mais interessada em manter o caso afastado da polícia e da imprensa do que descobrir seu paradeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=qf_sp_asin_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=B00UB5WGBU&amp;asins=B00UB5WGBU&amp;linkId=3d21775fb7577d5fa3f54394ca33e00f&amp;show_border=false&amp;link_opens_in_new_window=true&amp;price_color=333333&amp;title_color=0066c0&amp;bg_color=ffffff" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></p>
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<p>Novamente, Quirke poderá contar com a ajuda do Inspetor Hackett. Para quem não o conhece de outros livros, contrariando o lugar-comum, ele é capaz de enrubescer Watson e Hastings graças a sua competência e astúcia, fundamentais para o andamento do caso. Aliás, com um enredo aparentemente simples, a narrativa traz à tona segredos chocantes que faz lembrar um bom livro de Simenon.</p>
<p>Black prima pela descrição dos cenários e faz uma belíssima descrição de Dublin durante um rigoroso inverno. O autor também exibe um amor amargo pela cidade, apresentando sua rígida divisão de classes além de uma atmosfera de nítida repressão sexual. Através de sua escrita elegante, ele tem sido considerado o &#8220;herdeiro de Proust, via Nabokov&#8221;, um mestre capaz de reunir alta literatura com o melhor do romance &#8220;noir&#8221;.</p>
<p>Com um final cinematográfico a bordo de um Alvis Coupe, considerado uma raridade para os admiradores de carros antigos, alguns pontos da trama não ficam esclarecidos, dando a sensação de que o que realmente aconteceu, deixou somente rastros na neblina. Genial!</p>
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<p style="text-align: justify;"><em><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-6448 size-thumbnail" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/04/black.jpg?w=100"  alt="black Rastros na Neblina, de Benjamin Black"  width="100" height="150"></em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Título</strong>: Rastros na neblina<br />
<strong>Autor</strong>: Benjamin Black<br />
<strong>Páginas</strong>: 304<br />
<strong>Editora</strong>: Rocco<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="http://www.skoob.com.br/livro/438737#_=_" target="_blank" rel="noopener">Este livro no Skoob</a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SINOPSE</strong>: O rastro de April Latimer parece ter sumido na névoa de Dublin. Quando Phoebe Griffin, filha de Quirke, não consegue saber notícias da amiga, pede ajuda ao patologista para descobrir o que aconteceu. A influente e tradicional família de April não dá a mínina para o desaparecimento dela, talvez motivada pelo temor de um escândalo: a jovem médica sempre teve fama de rebelde e morava sozinha num apartamento frequentado por muitos homens. Com o auxílio profissional do inspetor Hacket, presença habitual na série, a dupla de detetives amadores começa uma investigação quase sem evidências, mas cujo desenrolar terá uma conclusão trágica e chocante.<span style="color: #ffffff;">x</span></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=100&#038;d=mm&#038;r=g Rastros na Neblina, de Benjamin Black" alt='Leila de Carvalho e Goncalves' src='https://secure.gravatar.com/avatar/2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/leila-de-carvalho-e-goncalves/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Leila de Carvalho e Goncalves</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Doente por livros, vem sendo tratada sem resultado há mais de cinquenta anos pelo alienista Simão Bacamarte. Aposentada e com tempo de sobra, parece haver pouca esperança em sua recuperação. Sem formação acadêmica na área e nenhuma foto de identificação, pode ser facilmente encontrada entre os detetives e vilões da ficção policial, em geral, com um e-book na mão.</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/04/29/resenha-rastros-na-neblina-de-benjamin-black/">Rastros na Neblina, de Benjamin Black</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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