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	<title>Arquivos Letras Contemporâneas -</title>
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		<title>O assassino que mutilava Leminski, por Anísio Homem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rogerio Christofoletti]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Oct 2014 14:15:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Anísio Homem]]></category>
		<category><![CDATA[Letras Contemporâneas]]></category>
		<category><![CDATA[O assassino que mutilava Leminski]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Rogério Christofoletti &#8211; A reedição da obra de Paulo Leminski tem provocado um conjunto de fatos inusitados, e eles combinam muito bem com o provocativo poeta curitibano. Quem diria que um livro de poesias se tornaria um best-seller nacional? E quem arriscaria dizer que um poeta morto há mais de vinte anos faria um...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Rogério Christofoletti</em> &#8211; A reedição da obra de Paulo Leminski tem provocado um conjunto de fatos inusitados, e eles combinam muito bem com o provocativo poeta curitibano. Quem diria que um livro de poesias se tornaria um best-seller nacional? E quem arriscaria dizer que um poeta morto há mais de vinte anos faria um sucesso tão arrebatador com uma coletânea de seus versos?</p>
<p>Não bastasse o frenesi de “Toda Poesia” e outros volumes de volta às prateleiras, Leminski continua causando. Vejam vocês que em sua própria cidade, assombrou outro poeta a escrever um livro policial! Assim, Anísio Homem chega às livrarias com “O assassino que mutilava Leminski” (Letras Contemporâneas &#8211; Editorial Sobrado Verde). Na trama, um matador-em-série espalha corpos pelas ruas e, de quebra, adultera versos do “polaco cachorro-louco”. A cada vítima, um segundo crime para os amantes das letras: o de lesa obra.</p>
<p>Para investigar a sequência de mortes, o autor coloca em cena Igor Makoviec, um jornalista policial aposentado que divide sua tranquila vida entre visitas semanais da namorada Cristina e as marotices do gato Copérnico. Seguindo o que já podemos chamar de certa tradição brasileira, este “detetive” é brejeiro, hedonista e bom bebedor. Está mais para a linha de Ed Mort (de Luis Fernando Verissimo), D.T.Tive (de Jair Francisco Hamms) e Mandrake (Rubem Fonseca), e quase não tem parentescos com Bellini (Tony Bellotto) e Espinosa (Luiz Alfredo García-Roza). Na classificação mundial dos heróis, poderia ficar no escaninho dos picarescos, embora tente se levar a sério mas nunca renuncie aos prazeres carnais.</p>
<p>Makoviec transita com facilidade pela capital paranaense, desafiando o frio e o próprio estômago com carne de onça, barreado e pinhão, sempre acompanhados de cerveja, vinho ou vodca, como requer sua descendência polonesa. É quase um sessentão, o que o obriga a estar um pouco acima do peso, como bem convém aos machos desta espécie.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-1919 size-full" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/10/anisio13.jpg" alt="anisio1" width="500" height="327" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O peso não chega a interferir em seu desempenho. Aliás, é o contrário que chama a atenção nas páginas de “O assassino que mutilava Leminski”. A leitura é leve e rápida. A prosa é muito próxima da oralidade, carregada de gírias antigas e de trocadilhos enferrujados, dois aspectos que posicionam Makoviec num tempo que já passou. Se sua fala é retrô, o homem não parou no tempo, pois investe firme na busca por pistas no Facebook, Google e Whatsapp, que acessa em seu IPad. Este contraste faz dele um personagem fronteiriço, apropriado para uma história de crimes.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao contrário do que informa a orelha do livro, não temos aqui um romance policial, mas uma novela. O autor tem plena consciência disso, assim como não renega uma importante função do gênero policial: entreter. Isso mesmo! Não se trata de um processo judicial nem de uma tese de doutorado, mas de uma trama policial que estimule a sua curiosidade e o atraia até o ponto final. De forma leve e despretensiosa, Anísio Homem entrega o que promete.</p>
<p>Atrás dos espessos bigodes, Leminski verte mais um trago. Diante do resultado de sua assombração, ri do próprio verso: “Chutes de poeta não levam perigo à meta”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/10/leminski.jpg"><img decoding="async" class="alignleft wp-image-1905 size-thumbnail" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/10/leminski.jpg?w=100" alt="leminski" width="100" height="150" /></a><strong>Título</strong>: O assassino que mutilava Leminski<br />
<strong>Autor</strong>: Anísio Homem<br />
<strong>Editora</strong>: Letras Contemporâneas<br />
<strong>Páginas</strong>: 116<br />
<strong>Ano</strong>: 2014<br />
<a href="http://www.skoob.com.br/o-assassino-que-mutilava-leminski-417856ed474548.html" target="_blank" rel="noopener">Este livro no Skoob</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SINOPSE &#8211;</strong> Por que alguém mata outro se humano e deixa pequenos poemas como uma mensagem desafiadora? Uma vida merece ser trocada por algumas palavras num papel? Que sentido há nisso? Nada roubado, nada. Apenas as vidas. Além de tudo, o criminoso parece querer zombar do poeta mais eminente da cidade. Esclarecer os crimes, pôr fim aos assassinatos e terminar com a carreira de plagiador do assassino é o que vai fazer Makoviec dar um tempo em sua mansa vida de repórter policial aposentado e sair a campo para desvendar o mistério que assola Curitiba.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rogerio Christofoletti' src='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/monitorando/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rogerio Christofoletti</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista, dramaturgo e professor universitário. Já publicou 12 livros na área acadêmica e escreveu oito peças de teatro. É um dos autores do e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx).</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="http://christofoletti.com/" target="_self" >christofoletti.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2014/10/14/um-leminski-mortal/">O assassino que mutilava Leminski, por Anísio Homem</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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