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	<title>Arquivos lúcia machado de almeida -</title>
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	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
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	<title>Arquivos lúcia machado de almeida -</title>
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		<title>Dia da Literatura Brasileira: 7 autores de clássicos de mistério</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2019/05/01/no-dia-da-literatura-brasileira-conheca-7-autores-que-escreveram-classicos-do-suspense-e-misterio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 May 2019 15:00:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[datas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; No dia 1º de maio, comemoram-se o dia do trabalhador e também o Dia da Literatura Brasileira, data escolhida em homenagem ao aniversário do escritor José de Alencar. LEIA MAIS Mais vendidos de 20 a 30 reais Todos os livros de Agatha Christie Livros em promoção na loja do Literatura Policial Hoje vamos homenagear...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>No dia 1º de maio, comemoram-se o dia do trabalhador e também o Dia da Literatura Brasileira, data escolhida em homenagem ao aniversário do escritor José de Alencar.</p>
<p><strong>LEIA MAIS</strong><br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/3p0Hhtb" target="_blank" rel="noopener">Mais vendidos de 20 a 30 reais</a></span><br />
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<p>Hoje vamos homenagear 7 autores nacionais que marcaram a literatura através de seus livros policiais e de suspense. Confira a lista abaixo!</p><div id="liter-690438756" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p>&nbsp;</p>
<h1>1. Marcos Rey</h1>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-large" src="https://vejasp.abril.com.br/wp-content/uploads/2017/04/01028034_6h8c7c6d4g_pb-e1493328057550.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=496&amp;h=349&amp;crop=1" width="496" height="349" /></p>
<p>Você sabia que Marcos Rey foi um pseudônimo? O verdadeiro nome deste autor paulistano era Edmundo Donato, e ele é lembrado até hoje principalmente pelos livros de suspense para o público infanto-juvenil, muitos deles publicados pela Coleção Vagalume. Gerações de crianças tornaram-se leitoras a partir de clássicos como <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2GWgvKc" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O Mistério do Cinco Estrelas</a></span>, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2GV5fxB" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Enigma na Televisão</a>, <a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2LjhbgW" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Um Cadáver Ouve Rádio</a></span> e <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2Wj0FhU" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O Rapto do Garoto de Ouro</a></span>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h1>2. Jerônymo Monteiro</h1>
<figure style="width: 296px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" src="http://3.bp.blogspot.com/_lnlDauI3RT8/S8s1aNpddNI/AAAAAAAAC7c/QMWG-DElFmU/s320/18042010513.jpg" alt="" width="296" height="395" /><figcaption class="wp-caption-text">(Imagem: http://jeronymomonteiro.blogspot.com/2010/04/)</figcaption></figure>
<p>Nascido em 1908 em São Paulo, o jornalista Jerônymo Monteiro foi um dos primeiros autores a publicar ficção científica no país, e ainda escreveu histórias de ficção policial sob o pseudônimo Ronnie Wells. <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://jeronymomonteiro.wordpress.com/2015/12/08/as-aventuras-de-dick-peter/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">É dele a série com o detetive Dick Peter</a></span>, transmitida pela Rádio Tupi a partir de 1938 e depois lançada em uma série de quinze livros e até álbum de figurinhas. Uma curiosidade: Jerônymo Monteiro foi o primeiro editor da revista O Pato Donald no Brasil.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h1>3. Luiz Lopes Coelho</h1>
<figure style="width: 404px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="" src="https://img.estadao.com.br/resources/jpg/9/5/1486156130659.jpg" width="404" height="541" /><figcaption class="wp-caption-text">(Imagem: arquivo Estadão)</figcaption></figure>
<p>Outro paulistano na lista é Luiz Lopes Coelho, considerado pela crítica o primeiro autor a criar uma literatura policial verdadeiramente nacional, incorporando aspectos como a atmosfera de São Paulo em suas histórias. <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://epoca.globo.com/cultura/noticia/2017/03/luiz-lopes-coelho-o-escritor-boemio-que-criou-um-detetive-bossa-nova.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Escritor e advogado, Coelho foi o criador do personagem Doutor Leite</a></span>, detetive que aparece nos livros A morte no envelope (1957), O homem que matava quadros (1961) e A ideia de matar Belina (1968). Para conhecer os contos publicados pela editora Sesi-SP, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2J6G7FN" target="_blank" rel="noopener noreferrer">clique aqui</a></span>.</p>
<h3></h3>
<h1>4. Lucia Machado de Almeida</h1>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large" src="https://s3.ca-central-1.amazonaws.com/artists.handcrafting.codes/artists/art-13423/imagens/UuBzMUqx.400x400.jpg" width="400" height="400" /></p>
<p>Nascida em 1910 em Minas Gerais, Lucia Machado de Almeida é a autora de O Escaravelho do Diabo, um dos grandes clássicos da Coleção Vagalume e que foi publicado em folhetim na revista O Cruzeiro, em 1956. Sua carreira foi marcada principalmente pelos livros direcionados ao público infantojuvenil, como <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2DHm90R" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O Caso da Borboleta Atíria</a></span> e <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2DIIP0z" target="_blank" rel="noopener noreferrer">As Aventuras de Xisto</a></span>. Curiosidade: Lucia era irmã do escritor Aníbal Machado e tia da dramaturga Maria Clara Machado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h1>5. Stella Carr</h1>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone " src="http://3.bp.blogspot.com/-TO9oylDERIE/TsW2ezyEsNI/AAAAAAAAAAM/gi2z6jfnhIU/s1600/Stella+Carr01.jpg" width="216" height="292" /></p>
<p>Foram muitos livros de suspense e mistério dedicados aos leitores adolescentes. Stella Carr começou a escrever para esse público em 1969, e quase dez anos depois publicava livros como <a href="https://amzn.to/2ZONQ1d" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O caso da estranha fotografia</a> (1977), O enigma do autódromo de Interlagos (1977) e <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2VCoDHL" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Eu, detetive: o caso do sumiço</a></span>. Nascida em 1932, ela era natural do Rio de Janeiro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h1>6. Maria Alice Barroso</h1>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone " src="https://media.fstatic.com/eE8mKffDgsECGU92m4Iu2IGdpKw=/full-fit-in/290x478/media/artists/avatar/2017/06/marisa-sommer_a167467.jpg" width="263" height="321" /></p>
<p>Criou o primeiro detetive rural em um romance, o Tonico Arzão, protagonista do livro <a href="https://amzn.to/2ZQ5BNI" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Quem Matou Pacífico?</a>. Maria Alice Barroso era natural de Minas Gerais, foi diretora do Instituto Nacional do Livro, da Biblioteca Nacional e do Arquivo Nacional.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h1>7. João Carlos Marinho</h1>
<figure style="width: 512px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="" src="https://f.i.uol.com.br/fotografia/2019/03/18/15529165405c8fa03c8bfa8_1552916540_3x2_md.jpg" width="512" height="341" /><figcaption class="wp-caption-text">(Imagem: Bel Pedrosa &#8211; 6.ago.1981/Folhapress)</figcaption></figure>
<p>Sua série <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2DBxdwr" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O Gênio do Crime</a></span>, com o primeiro livro publicado em 1969, foi um grande sucesso entre os leitores. A partir daí, apareceriam outros livros com o grupo de heróis das aventuras da Turma do Gordo. Em 1973, O Gênio do Crime também foi parar no cinema no filme &#8220;O Detetive Bolacha contra o Gênio do Crime&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2019/05/01/no-dia-da-literatura-brasileira-conheca-7-autores-que-escreveram-classicos-do-suspense-e-misterio/">Dia da Literatura Brasileira: 7 autores de clássicos de mistério</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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			</item>
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		<title>CRÍTICA &#124; O Escaravelho do Diabo é uma máquina do tempo</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2016/04/04/o-escaravelho-do-diabo-e-uma-maquina-do-tempo/</link>
					<comments>https://literaturapolicial.com/2016/04/04/o-escaravelho-do-diabo-e-uma-maquina-do-tempo/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rogerio Christofoletti]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Apr 2016 13:26:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[carlo milani]]></category>
		<category><![CDATA[coleção Vagalume]]></category>
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		<category><![CDATA[O escaravelho do diabo]]></category>
		<category><![CDATA[rogério christofoletti]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O literaturapolicial.com assistiu à pré-estreia do filme em Florianópolis e um debate com a atriz Gabriela Petry &#160; Por Rogério Christofoletti &#8211; Se você cresceu nos anos 70, 80 e 90 deve ter perdido noites de sono com livros de aventura e mistério da Série Vaga-Lume. Certamente, tentou desvendar “O Mistério do Cinco Estrelas”, sentiu...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h6>O literaturapolicial.com assistiu à pré-estreia do filme em Florianópolis e um debate com a atriz Gabriela Petry</h6>
<h4>&nbsp;</h4>
<p><em>Por Rogério Christofoletti</em> &#8211; Se você cresceu nos anos 70, 80 e 90 deve ter perdido noites de sono com livros de aventura e mistério da Série Vaga-Lume. Certamente, tentou desvendar “O Mistério do Cinco Estrelas”, sentiu medo em “A Ilha Perdida” e quebrou a cabeça com o “O Rapto do Garoto de Ouro”. Se você é desse tempo sabe muito bem que se o carteiro trouxer um estranho pacote sem remetente, nem é bom abrir! Pode ser a sua sentença de morte, como acontece em “O Escaravelho do Diabo”. E é justamente este livro que chega aos cinemas brasileiros em 14 de abril, provocando expectativa e nostalgia em muita gente.</p>
<p>A razão é simples: a adaptação do livro de Lúcia Machado de Almeida pode funcionar como um autêntico encontro de gerações, levando os leitores da Vaga-Lume &#8211; agora mais maduros &#8211; e seus filhos, sobrinhos e até netos para conferir a atração. É como ligar uma máquina do tempo. Os mais velhos tentarão resgatar ali memórias bem acondicionadas e sensações esquecidas da juventude. Os de agora vão se deparar com uma aventura tipicamente brasileira, que tem elementos contemporâneos, mas conserva nuances de uma inocência levemente demodê. Afinal, estamos tratando da investigação de uma série de assassinatos em uma pacata cidade do interior, vistos pelos olhos de um garoto de 13 anos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=qf_sp_asin_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8508173539&amp;asins=8508173539&amp;linkId=3127d278868cba9091962497afbe8c87&amp;show_border=false&amp;link_opens_in_new_window=true&amp;price_color=333333&amp;title_color=0066c0&amp;bg_color=ffffff" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Se você é do time dos mais velhos, prepare-se para rever mobiliário de época, portas de vidro canelado, fuscas nas ruas, mas também ter uma história rejuvenescida e levemente modificada. O diretor Carlo Milani adaptou a história do serial killer que presenteia suas vítimas com escaravelhos, recheando a trama com outros personagens, gadgets atuais e temas importantes do momento. Assim, o protagonista não é só desligado, mas dá a ideia de sofrer de déficit de atenção e hiperatividade. O delegado está longe de ser só atrapalhado e o público vai entender que o motivo de ser tão esquisitão vai além de um jeito Monk de ser&#8230;</p><div id="liter-690438756" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p>De forma hábil, Milani faz um câmbio decisivo na história. Se no original, Alberto é um estudante de Medicina, agora, ele é um pré-adolescente que perde o irmão mais velho e se vê diante dos muitos mistérios da vida e da morte. Descobre o amor juvenil e percebe que a maldade está nas ruas. Mais ainda: entende que até mesmo cidadezinhas pacatas, como a sua Vale das Flores, podem esconder terríveis segredos. Ao converter o jovem Alberto em detetive, Milani não apenas traz mais momentos de doçura e encantamento à história como atrai poderosamente um público para os cinemas. Imagino que hordas de garotos e garotas, vestidos de uniforme escolar, headphones e tablets irão invadir os cinemas. Eles são como Alberto ou Rachel, estão “de boa”, adoram videogames, não desgrudam da internet, e podem sentir uma identificação imediata com esses jovens aventureiros. Mais de 40% das pessoas que vão ao cinema no Brasil têm entre 16 e 24 anos, o que coloca o país como o terceiro maior mercado do planeta no segmento. Ao trazer para a linha de frente personagens tão curiosos, impulsivos e agitados, Milani retoma o mesmo compromisso juvenil da antiga Série Vaga-Lume.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h5>Novos clássicos</h5>
<p>Dirigida ao público infanto-juvenil, a Série Vaga-Lume formou gerações de leitores, apresentando autores do quilate de Marcos Rey, Lúcia Machado de Almeida, Orígines Lessa, Marçal Aquino, Luiz Puntel, entre outros. O auge da coleção se deu nas décadas de 80 e 90, e os livros foram rapidamente adotados por professores, distribuídos em escolas e bibliotecas e caíram no gosto da garotada. Agora, eles tinham seus próprios clássicos, muito mais interessantes que os títulos do século 19 e começo do 20, que eram obrigados a engolir&#8230;</p>
<p>A verdade é que foi um sucesso. Nada como Harry Potter ou a série Goosebumps, que já vendeu 300 milhões de exemplares no mundo! Mas a Vaga-Lume foi um autêntico fenômeno brasileiro das livrarias e chegou a ser adotada pelo governo federal na condição de livros paradidáticos. “O Escaravelho do Diabo” é dos títulos mais conhecidos. Foi inicialmente publicado em capítulos na revista O Cruzeiro nos anos 50, mas se transformou em best-seller a partir de 1972, quando foi lançado na coleção. A trama policial reserva fortes emoções para os leitores, e a versão que chega aos cinemas adiciona pinceladas de terror e pitadas (bem-vindas) de romance juvenil.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-12158 size-full" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 45px; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/04/esc_gabi.jpg" alt="esc_gabi" width="700" height="465"><em>A atriz Gabriela Petry conversa com a plateia após a pré-estreia do filme em Florianópolis</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Diretor experiente de TV e filho do saudoso e multitalentoso Francisco Milani, Carlo Milani faz sua estreia nos cinemas. “O Escaravelho do Diabo” tem ritmo adequado, consegue manter a atenção do público e o roteiro apresenta as esperadas reviravoltas do gênero policial. Os diálogos são bem cortados, e há um espaço generoso para o humor, principalmente nas falas do delegado Pimentel, em interpretação cuidadosa de Marcos Caruso. Aliás, o elenco é uma constelação de memoráveis veteranos: Jonas Bloch, Selma Egrei, Celso Frateschi, Karin Rodrigues, Jairo Mattos&#8230; Lourenço Mutareli e o garoto Thiago Rosseti também se destacam.</p>
<p>Com a retaguarda de Globo Filmes e Paris Filmes, “O Escaravelho do Diabo” deve ocupar grande espaço de exibição, o que é muito bom. Afinal, são raros os casos de adaptações de livros infanto-juvenis nacionais e não temos ainda um segmento forte de filmes policiais para esse nicho. Talvez o grande acerto esteja aí: voltar-se para uma camada de espectadores disposta a conferir aventuras mais próximas da sua realidade. Com leveza, bom humor e brasilidade. De quebra, o filme mexe com os afetos dos mais velhos, aqueles que ligaram a máquina do tempo.</p>
<p>Então, “O Escaravelho do Diabo” só tem qualidades? Não, tem lá seus defeitos. O maior deles talvez seja conservar uma ingenuidade quase imperdoável nos dias de hoje. Cidades pequenas não estão livres da violência, um garoto de 13 anos não conduz investigações, e as razões para tanto sangue podem não convencer os mais exigentes. A ingenuidade rima com fragilidade, mas um olhar mais condescendente permite outra leitura: é um traço de coerência na adaptação cinematográfica. Os livros da Série Vaga-Lume também eram recheados dessa inocência juvenil. Para que a máquina do tempo funcione bem, talvez seja necessário resgatar esses sentimentos envernizados como a carapaça daqueles grandes e misteriosos besouros.<br />
&nbsp;</p>
<h5 style="text-align: justify;">Assista o trailer de O Escaravelho do Diabo</h5>
<p>[youtube=https://www.youtube.com/watch?v=c-usG1lbAKg&amp;w=526&amp;h=390]</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rogerio Christofoletti' src='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/monitorando/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rogerio Christofoletti</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista, dramaturgo e professor universitário. Já publicou 12 livros na área acadêmica e escreveu oito peças de teatro. É um dos autores do e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx).</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="http://christofoletti.com/" target="_self" >christofoletti.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2016/04/04/o-escaravelho-do-diabo-e-uma-maquina-do-tempo/">CRÍTICA | O Escaravelho do Diabo é uma máquina do tempo</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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