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	<title>Arquivos Lúcia McCartney -</title>
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	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
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	<title>Arquivos Lúcia McCartney -</title>
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		<title>Mandrake, de Rubem Fonseca: conheça os livros com o personagem</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2020/06/04/rubem-fonseca-conheca-os-livros-com-o-detetive-mandrake/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Jun 2020 15:05:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Listas literárias]]></category>
		<category><![CDATA[A Grande Arte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você já ouviu falar de Mandrake, de Rubem Fonseca? O advogado criminalista criado pelo escritor é um dos personagens mais marcantes da literatura policial brasileira. Sedutor, cínico, inteligente e moralmente ambíguo, Mandrake se envolve com crimes, chantagens, assassinatos e os bastidores da elite do Rio de Janeiro. Compre livros e e-books de Rubem Fonseca Ao...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="1076" data-end="1130">Você já ouviu falar de <strong data-start="1099" data-end="1129">Mandrake, de Rubem Fonseca</strong>?</p>
<p data-start="1132" data-end="1399">O advogado criminalista criado pelo escritor é um dos personagens mais marcantes da literatura policial brasileira. Sedutor, cínico, inteligente e moralmente ambíguo, Mandrake se envolve com crimes, chantagens, assassinatos e os bastidores da elite do Rio de Janeiro.</p>
<p data-start="1132" data-end="1399"><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/4jZMDfg" target="_blank" rel="noopener">Compre livros e e-books de Rubem Fonseca</a></span></p>
<p data-start="1401" data-end="1617">Ao contrário de Sherlock Holmes ou Hercule Poirot, Mandrake não é um policial nem um detetive particular. Ele é <strong data-start="1513" data-end="1538">advogado criminalista</strong>, mas acaba atuando como investigador em diferentes histórias de Rubem Fonseca.</p>
<p data-start="1619" data-end="2039">O personagem surgiu em <strong data-start="1642" data-end="1650">1967</strong>, no conto <strong data-start="1661" data-end="1681">“O Caso de F.A.”</strong>, publicado no livro <em data-start="1702" data-end="1719">Lúcia McCartney</em>. Depois, apareceu em contos de <em data-start="1751" data-end="1767">Feliz Ano Novo</em> e <em data-start="1770" data-end="1782">O Cobrador</em> e ganhou papel central em <em data-start="1809" data-end="1824">A Grande Arte</em>. Mandrake voltou a aparecer em livros posteriores, incluindo <em data-start="1886" data-end="1950">E do meio do mundo prostituto só amores guardei ao meu charuto</em>, <em data-start="1952" data-end="1985">Mandrake – A Bíblia e a Bengala</em> e <em data-start="1988" data-end="2000">Calibre 22</em>.</p>
<p data-start="2041" data-end="2185">Neste artigo, você encontra <strong data-start="2069" data-end="2123">os livros de Rubem Fonseca que apresentam Mandrake</strong>, desde sua primeira aparição até seu retorno em <em data-start="2172" data-end="2184">Calibre 22</em>.</p>
<h2><b>LEIA MAIS</b></h2>
<ul>
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</ul>
<h2 class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-section-id="e1bwes" data-start="2840" data-end="2876">Quem é Mandrake, de Rubem Fonseca?</h2>
<p data-start="2878" data-end="2969">Mandrake é o apelido de <strong data-start="2902" data-end="2918">Paulo Mendes</strong>, advogado criminalista que atua no Rio de Janeiro.</p>
<p data-start="2971" data-end="3299">Ele surgiu em <strong data-start="2985" data-end="3005">“O Caso de F.A.”</strong>, conto de <a href="https://link.amazon/B08YbusTX" target="_blank" rel="noopener"><em data-start="3016" data-end="3033">Lúcia McCartney</em></a>, publicado em 1967. Desde o início, aparece associado a características que se tornariam marcas do personagem: inteligência, ironia, gosto por mulheres, vinhos, charutos e uma relação bastante particular com a ideia de justiça.</p>
<p data-start="3301" data-end="3384">Mandrake não trabalha seguindo exatamente as regras de um investigador tradicional.</p>
<p data-start="3386" data-end="3590">Como advogado criminalista, ele conhece os mecanismos da Justiça e sabe circular entre pessoas de diferentes classes sociais. Quando um caso chama sua atenção, porém, acaba investigando por conta própria.</p>
<p data-start="3592" data-end="3708">Essa posição permite que Rubem Fonseca use o personagem para explorar a fronteira entre <strong data-start="3680" data-end="3707">lei, crime e moralidade</strong>.</p>
<p data-start="3710" data-end="3991">Em <a href="https://link.amazon/B065GCtWY" target="_blank" rel="noopener"><em data-start="3713" data-end="3728">A Grande Arte</em></a>, por exemplo, Mandrake investiga o assassinato de duas prostitutas e mergulha em uma trama envolvendo violência, corrupção e crime organizado. O romance é considerado uma das obras centrais da literatura policial brasileira.</p>
<h2 class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-section-id="8sxzh9" data-start="3993" data-end="4045">Quais são os livros de Rubem Fonseca com Mandrake?</h2>
<p data-start="4047" data-end="4157">Mandrake aparece em <strong data-start="4067" data-end="4119">sete livros importantes da obra de Rubem Fonseca</strong>, entre contos, romances e coletâneas:</p>
<ol data-start="4159" data-end="4404">
<li data-section-id="ecmvfm" data-start="4159" data-end="4186"><a href="https://link.amazon/B0eW0QpZC" target="_blank" rel="noopener"><em data-start="4162" data-end="4179">Lúcia McCartney</em></a> — 1967</li>
<li data-section-id="om24ar" data-start="4187" data-end="4213"><a href="https://link.amazon/B0770f5aH" target="_blank" rel="noopener"><em data-start="4190" data-end="4206">Feliz Ano Novo</em></a> — 1975</li>
<li data-section-id="1wp4d1d" data-start="4214" data-end="4236"><a href="https://link.amazon/B0eg0aiRQ" target="_blank" rel="noopener"><em data-start="4217" data-end="4229">O Cobrador</em></a> — 1979</li>
<li data-section-id="6a2f00" data-start="4237" data-end="4262"><a href="https://link.amazon/B077kEJuc" target="_blank" rel="noopener"><em data-start="4240" data-end="4255">A Grande Arte</em></a> — 1983</li>
<li data-section-id="o7kgko" data-start="4263" data-end="4337"><a href="https://link.amazon/B01YK6A1N" target="_blank" rel="noopener"><em data-start="4266" data-end="4330">E do meio do mundo prostituto só amores guardei ao meu charuto</em></a> — 1997</li>
<li data-section-id="t6ys7c" data-start="4338" data-end="4381"><a href="https://link.amazon/B00RtFApJ" target="_blank" rel="noopener"><em data-start="4341" data-end="4374">Mandrake – A Bíblia e a Bengala</em></a> — 2005</li>
<li data-section-id="1seflum" data-start="4382" data-end="4404"><a href="https://link.amazon/B0eIgKM4F" target="_blank" rel="noopener"><em data-start="4385" data-end="4397">Calibre 22</em></a> — 2017</li>
</ol>
<p data-start="4406" data-end="4661">É importante observar que <strong data-start="4432" data-end="4484">Mandrake não é o protagonista de todos os livros</strong>. Em alguns deles, aparece em apenas um conto; em outros, como <em data-start="4547" data-end="4562">A Grande Arte</em> e <em data-start="4565" data-end="4598">Mandrake – A Bíblia e a Bengala</em>, ocupa um papel central.</p>
<h2>1. Lúcia McCartney</h2>
<p><a href="https://amzn.to/4ni03pV" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-large" src="https://m.media-amazon.com/images/I/71tf4HZQLHL._SY466_.jpg" width="295" height="466" /></a></p>
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<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="4739" data-end="4772"><strong data-start="4739" data-end="4767">Publicado originalmente:</strong> 1967</p>
<p data-start="4774" data-end="4843">Foi em <em data-start="4781" data-end="4798">Lúcia McCartney</em> que <strong data-start="4803" data-end="4842">Mandrake apareceu pela primeira vez</strong>.</p>
<p data-start="4845" data-end="5106">O personagem surge no conto <strong data-start="4873" data-end="4893">“O Caso de F.A.”</strong>, que apresenta o advogado criminalista e sua relação com o universo de crimes, mulheres, dinheiro e investigações que posteriormente se tornaria recorrente em sua trajetória.</p>
<p data-start="5108" data-end="5364">O livro reúne contos ambientados principalmente no universo urbano e apresenta algumas das características que marcariam a literatura de Fonseca: linguagem direta, violência, erotismo, personagens marginalizados e uma visão crítica da sociedade brasileira.</p>
<p data-start="5366" data-end="5445">Para quem quer conhecer Mandrake <strong data-start="5399" data-end="5417">desde o começo</strong>, esta é a primeira leitura.</p>
<h2>2. Feliz Ano Novo</h2>
<p><a href="https://amzn.to/3HSjq8B" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="alignnone size-large" src="https://m.media-amazon.com/images/I/414SYrJPx5L._SY445_SX342_PQ95_.jpg" width="278" height="445" /></a></p>
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<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="5522" data-end="5555"><strong data-start="5522" data-end="5550">Publicado originalmente:</strong> 1975</p>
<p data-start="5557" data-end="5658"><em data-start="5557" data-end="5573">Feliz Ano Novo</em> é uma das obras mais conhecidas de Rubem Fonseca e também uma das mais controversas.</p>
<p data-start="5660" data-end="6004">O livro foi <strong data-start="5672" data-end="5712">censurado durante a ditadura militar</strong>, em 1976, sob a alegação de atentar contra a moral e os bons costumes. A proibição só foi derrubada posteriormente, e a obra voltou a circular legalmente no Brasil. A Academia Brasileira de Letras também registra a censura e a liberação da obra em 1985.</p>
<p data-start="6006" data-end="6056">Mandrake aparece no conto <strong data-start="6032" data-end="6055">“Dia dos Namorados”</strong>.</p>
<p data-start="6058" data-end="6227">Na história, ele é contratado para ajudar um cliente envolvido em uma situação delicada e precisa usar sua habilidade para circular entre pessoas poderosas e criminosos.</p>
<p data-start="6229" data-end="6400">O conto é importante porque mostra o personagem ainda em suas primeiras aparições, antes de ganhar o protagonismo de <em data-start="6346" data-end="6361">A Grande Arte</em>.</p>
<h2>3. O Cobrador</h2>
<p><a href="https://amzn.to/3FOcV6h" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="alignnone size-large" src="https://m.media-amazon.com/images/I/41wpjBTIxrL._SY445_SX342_PQ95_.jpg" width="287" height="445" /></a></p>
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<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="6473" data-end="6506"><strong data-start="6473" data-end="6501">Publicado originalmente:</strong> 1979</p>
<p data-start="6508" data-end="6581">Mandrake também aparece em <strong data-start="6535" data-end="6549">“Mandrake”</strong>, um dos contos de <em data-start="6568" data-end="6580">O Cobrador</em>.</p>
<p data-start="6583" data-end="6723">É mais uma aparição curta, mas importante para acompanhar a evolução do personagem antes de sua transformação em protagonista de um romance.</p>
<p data-start="6725" data-end="6877">O conto coloca Mandrake novamente em contato com crimes e investigações e reforça algumas das características que já apareciam nas histórias anteriores.</p>
<p data-start="6879" data-end="7054">A presença do personagem em <em data-start="6907" data-end="6919">O Cobrador</em> é documentada por estudos sobre a obra de Fonseca e por textos críticos dedicados ao personagem.</p>
<p data-start="7056" data-end="7112">O livro como um todo, porém, vai muito além de Mandrake.</p>
<p data-start="7114" data-end="7286">O conto que dá título à coletânea acompanha um homem revoltado com a desigualdade social e decidido a se vingar de uma sociedade que considera responsável por sua situação.</p>
<h2>4. A Grande Arte</h2>
<p><a href="https://amzn.to/4n8MEQD" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large" src="https://m.media-amazon.com/images/I/61Fv+89S4GL._SY342_.jpg" width="342" height="342" /></a></p>
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<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="7362" data-end="7395"><strong data-start="7362" data-end="7390">Publicado originalmente:</strong> 1983</p>
<p data-start="7397" data-end="7445">Aqui Mandrake finalmente assume o papel central.</p>
<p data-start="7447" data-end="7671">Em <strong data-start="7450" data-end="7467">A Grande Arte</strong>, o advogado criminalista investiga o assassinato de duas prostitutas e acaba mergulhando em uma trama muito maior, envolvendo corrupção, crime organizado e um matador profissional especializado em facas.</p>
<p data-start="7673" data-end="7783">A investigação leva Mandrake por diferentes regiões do Rio de Janeiro e até a outros países da América do Sul.</p>
<p data-start="7785" data-end="8049">O romance é considerado uma das obras fundamentais de Rubem Fonseca e é frequentemente apontado como um marco do romance policial brasileiro. O Itaú Cultural destaca justamente Mandrake como um dos grandes elementos da obra.</p>
<p data-start="8051" data-end="8281">A história também retoma personagens que aparecem em outros textos de Fonseca, incluindo <strong data-start="8140" data-end="8168">Wexler e o delegado Raul</strong>, criando uma espécie de universo interligado dentro da obra do escritor.</p>
<h3 class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-section-id="gag9tc" data-start="8283" data-end="8321">Por que começar por A Grande Arte?</h3>
<p data-start="8323" data-end="8424">Se você quer conhecer <strong data-start="8345" data-end="8375">Mandrake como protagonista</strong>, esta é provavelmente a leitura mais importante.</p>
<p data-start="8426" data-end="8544">Aqui ele deixa de ser apenas uma presença recorrente em contos e se transforma no centro de uma grande trama policial.</p>
<h2>5. E do Meio do Mundo Prostituto Só Amores Guardei ao Meu Charuto</h2>
<p><a href="https://amzn.to/44pI3lR" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large" src="https://m.media-amazon.com/images/I/719DkK7i32L._SY466_.jpg" width="306" height="466" /></a></p>
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<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="8669" data-end="8702"><strong data-start="8669" data-end="8697">Publicado originalmente:</strong> 1997</p>
<p data-start="8704" data-end="8807">Mandrake retorna nesta novela que mistura <strong data-start="8746" data-end="8806">assassinatos, isolamento, literatura e relações amorosas</strong>.</p>
<p data-start="8809" data-end="8919">A história é narrada em parte por <strong data-start="8843" data-end="8861">Gustavo Flávio</strong>, escritor que já havia aparecido em <em data-start="8898" data-end="8918">Bufo &amp; Spallanzani</em>.</p>
<p data-start="8921" data-end="9054">Mandrake atua como advogado de Gustavo Flávio enquanto uma série de assassinatos começa a envolver mulheres relacionadas ao escritor.</p>
<p data-start="9056" data-end="9383">A obra também retoma personagens e relações de outros livros de Fonseca, criando conexões entre diferentes partes de sua produção literária. A <em data-start="9199" data-end="9217">Folha de S.Paulo</em> destacou, na época do lançamento, justamente a presença de Mandrake e sua ligação com <em data-start="9304" data-end="9319">A Grande Arte</em> e <em data-start="9322" data-end="9342">Bufo &amp; Spallanzani</em>.</p>
<p data-start="9385" data-end="9539">A própria Nova Fronteira descreve o livro como uma trama de assassinatos protagonizada pelo criminalista Mandrake.</p>
<h2>6. Mandrake &#8211; A Bíblia e a Bengala</h2>
<p><a href="https://link.amazon/B0eWMfdcG" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full" src="https://m.media-amazon.com/images/I/41XlTFr5+6L._SY445_SX342_ML2_.jpg" width="290" height="445" /></a></p>
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<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="9627" data-end="9660"><strong data-start="9627" data-end="9655">Publicado originalmente:</strong> 2005</p>
<p data-start="9662" data-end="9803">O título já entrega o protagonista: desta vez, Mandrake está no centro de uma obra que reúne <strong data-start="9755" data-end="9802">duas histórias de investigação interligadas</strong>.</p>
<p data-start="9805" data-end="9888">Em uma delas, o advogado aceita procurar o namorado desaparecido de uma bibliófila.</p>
<p data-start="9890" data-end="10016">Ao mesmo tempo, descobre que uma raríssima <strong data-start="9933" data-end="9955">Bíblia de Mogúncia</strong>, impressa por Gutenberg, foi roubada da Biblioteca Nacional.</p>
<p data-start="10018" data-end="10165">Quando o marido de uma antiga amante de Mandrake aparece morto, a situação piora: a arma do crime é justamente a <strong data-start="10131" data-end="10164">bengala preferida do advogado</strong>.</p>
<p data-start="10167" data-end="10271">Agora, além de investigar um crime, Mandrake também precisa lidar com o fato de ter se tornado suspeito.</p>
<h2>7. Calibre 22</h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large" src="https://m.media-amazon.com/images/I/31tpIwT-4WL._SY445_SX342_PQ95_.jpg" width="288" height="445" /></p>
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<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-start="10572" data-end="10605"><strong data-start="10572" data-end="10600">Publicado originalmente:</strong> 2017</p>
<p data-start="10607" data-end="10706">Mandrake voltou mais de uma década depois em <strong data-start="10652" data-end="10666">Calibre 22</strong>, publicado pela Nova Fronteira em 2017.</p>
<p data-start="10708" data-end="10857">Desta vez, o advogado é contratado para descobrir quem está por trás de uma série de assassinatos envolvendo o editor de uma famosa revista feminina.</p>
<p data-start="10859" data-end="11086">O livro reúne <strong data-start="10873" data-end="10886">29 contos</strong>, e a história de Mandrake é apenas uma das narrativas da coletânea. A Nova Fronteira confirma o retorno do personagem e sua investigação sobre os assassinatos.</p>
<p data-start="11088" data-end="11271"><em data-start="11088" data-end="11100">Calibre 22</em> também retoma temas recorrentes na obra de Fonseca, como desigualdade social, racismo, misoginia, homofobia, religião e violência.</p>
<p data-start="11273" data-end="11412">É, portanto, uma leitura especialmente interessante para quem quer conhecer a <strong data-start="11351" data-end="11411">última aparição de Mandrake em um livro de Rubem Fonseca</strong>.</p>
<h2 class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-section-id="1b91wnq" data-start="11414" data-end="11454">Qual é a ordem dos livros de Mandrake?</h2>
<p data-start="11456" data-end="11532">Se você quer acompanhar o personagem desde sua primeira aparição, a ordem é:</p>
<ol data-start="11534" data-end="11793">
<li data-section-id="srw02" data-start="11534" data-end="11563"><strong data-start="11537" data-end="11556">Lúcia McCartney</strong> — 1967</li>
<li data-section-id="1vbzikj" data-start="11564" data-end="11592"><strong data-start="11567" data-end="11585">Feliz Ano Novo</strong> — 1975</li>
<li data-section-id="bcpee9" data-start="11593" data-end="11617"><strong data-start="11596" data-end="11610">O Cobrador</strong> — 1979</li>
<li data-section-id="11vbhgw" data-start="11618" data-end="11645"><strong data-start="11621" data-end="11638">A Grande Arte</strong> — 1983</li>
<li data-section-id="1b87ei0" data-start="11646" data-end="11722"><strong data-start="11649" data-end="11715">E do meio do mundo prostituto só amores guardei ao meu charuto</strong> — 1997</li>
<li data-section-id="1ra8qx4" data-start="11723" data-end="11768"><strong data-start="11726" data-end="11761">Mandrake – A Bíblia e a Bengala</strong> — 2005</li>
<li data-section-id="192v332" data-start="11769" data-end="11793"><strong data-start="11772" data-end="11786">Calibre 22</strong> — 2017</li>
</ol>
<p data-start="11795" data-end="11961">Essa ordem acompanha a <strong data-start="11818" data-end="11867">publicação dos livros em que Mandrake aparece</strong>, e não necessariamente a cronologia interna de todos os acontecimentos da vida do personagem.</p>
<h2 class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-section-id="1gxj8r9" data-start="11963" data-end="12001">Qual é o primeiro livro de Mandrake?</h2>
<p data-start="12003" data-end="12056"><strong data-start="12003" data-end="12022">Lúcia McCartney</strong>, publicado originalmente em 1967.</p>
<p data-start="12058" data-end="12163">Mandrake aparece pela primeira vez no conto <strong data-start="12102" data-end="12122">“O Caso de F.A.”</strong>.</p>
<p data-start="12165" data-end="12256">Por isso, quem quiser acompanhar toda a evolução do personagem deve começar por esse livro.</p>
<h2 data-section-id="121lkur" data-start="12258" data-end="12294">Qual é o melhor livro de Mandrake?</h2>
<p data-start="12296" data-end="12329">Isso depende do que você procura.</p>
<p data-start="12331" data-end="12413">Para conhecer <strong data-start="12345" data-end="12382">a primeira aparição do personagem</strong>, comece por <em data-start="12395" data-end="12412">Lúcia McCartney</em>.</p>
<p data-start="12415" data-end="12539">Para acompanhar Mandrake como protagonista de uma grande investigação policial, <strong data-start="12495" data-end="12512">A Grande Arte</strong> é a escolha mais indicada.</p>
<p data-start="12541" data-end="12646">E para conhecer uma das últimas histórias do personagem, vale chegar a <strong data-start="12612" data-end="12626">Calibre 22</strong>, publicado em 2017.</p>
<h2 class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-section-id="7o5v4d" data-start="12648" data-end="12673">Mandrake é um detetive?</h2>
<p data-start="12675" data-end="12694"><strong data-start="12675" data-end="12694">Não exatamente.</strong></p>
<p data-start="12696" data-end="12736">Mandrake é um <strong data-start="12710" data-end="12735">advogado criminalista</strong>.</p>
<p data-start="12738" data-end="12858">Ele investiga crimes e assume uma função semelhante à de um detetive em várias histórias, mas sua profissão é o Direito.</p>
<p data-start="12860" data-end="12987">Essa característica é justamente uma das coisas que diferenciam Mandrake de personagens como Sherlock Holmes ou Hercule Poirot.</p>
<p data-start="12989" data-end="13138">Enquanto Holmes usa a observação e a dedução como investigador profissional, Mandrake conhece o mundo do crime a partir de sua atuação como advogado.</p>
<h2 class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-section-id="10r9hum" data-start="13140" data-end="13180">Mandrake foi inspirado em alguém real?</h2>
<p data-start="13182" data-end="13277">Não há uma confirmação simples de que Mandrake seja um retrato direto de uma única pessoa real.</p>
<p data-start="13279" data-end="13383">O personagem, porém, tem algumas características que dialogam com a própria trajetória de Rubem Fonseca.</p>
<p data-start="13385" data-end="13738">O escritor era formado em Direito e trabalhou como <strong data-start="13436" data-end="13461">comissário de polícia</strong>, experiências que ajudaram a alimentar seu interesse por crimes, investigação e funcionamento das instituições. A Academia Brasileira de Letras registra essa passagem de Fonseca pela polícia antes de sua dedicação integral à literatura.</p>
<p data-start="13740" data-end="13996">Além disso, o personagem <strong data-start="13765" data-end="13775">Wexler</strong> tem uma relação curiosa com a vida de Fonseca. O advogado e antigo sócio do escritor, Wexler, confirmou que seu sobrenome serviu de inspiração para o personagem de <em data-start="13940" data-end="13955">A Grande Arte</em>.</p>
<h2 class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-section-id="13eti5u" data-start="13998" data-end="14027">Mandrake virou série de TV?</h2>
<p data-start="14029" data-end="14033">Sim.</p>
<p data-start="14035" data-end="14158">A história de Mandrake chegou à televisão em uma série produzida pela <strong data-start="14105" data-end="14112">HBO</strong>, inspirada principalmente em <em data-start="14142" data-end="14157">A Grande Arte</em>.</p>
<p data-start="14160" data-end="14328">A adaptação foi dirigida por <strong data-start="14189" data-end="14214">José Henrique Fonseca</strong>, filho de Rubem Fonseca, e teve <strong data-start="14247" data-end="14266">Marcos Palmeira</strong> no papel de Mandrake.</p>
<p data-start="14330" data-end="14426">A série ajudou a levar o personagem para um público que talvez ainda não conhecesse seus livros.</p>
<h2 class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-section-id="5kybv0" data-start="14428" data-end="14478">Rubem Fonseca e a literatura policial brasileira</h2>
<p data-start="14480" data-end="14554">Mandrake é apenas uma parte do universo policial criado por Rubem Fonseca.</p>
<p data-start="14556" data-end="14800">O escritor trabalhou frequentemente com <strong data-start="14596" data-end="14674">crime, violência, desigualdade, corrupção, sexualidade e conflitos urbanos</strong>, criando histórias nas quais as fronteiras entre criminosos, vítimas, policiais e pessoas respeitáveis nem sempre são claras.</p>
<p data-start="14802" data-end="14967">A Academia Brasileira de Letras destaca justamente a presença de ação, suspense, violência e desigualdade social em sua obra.</p>
<p data-start="14969" data-end="15115">Além de Mandrake, Fonseca criou personagens e narradores que aparecem em diferentes livros, retomando situações e relações de uma obra para outra.</p>
<p data-start="15117" data-end="15256">Essa característica faz com que alguns leitores encontrem conexões entre seus romances e contos mesmo quando Mandrake não é o protagonista.</p>
<h2 data-start="15117" data-end="15256">PRODUTOS RECOMENDADOS</h2>
<h2 data-start="15117" data-end="15256">Kindle Colorsoft</h2>
<p data-start="15117" data-end="15256"><a href="https://link.amazon/B01hOdDyP" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone " src="https://m.media-amazon.com/images/I/71lORNHYWLL._AC_SX679_.jpg" width="496" height="496" /></a></p>
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<h2 data-start="15117" data-end="15256">Box Todos os Contos + 2 Inéditos: Centenário de Rubem Fonseca</h2>
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<h2 class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-section-id="9zck0p" data-start="16596" data-end="16609">LEIA TAMBÉM</h2>
<ul data-start="16611" data-end="17329">
<li data-section-id="esutn9" data-start="16611" data-end="16772"><a href="https://literaturapolicial.com/2020/07/24/rubem-fonseca-mandrake-entre-esnobes-e-escroques/">RUBEM FONSECA | Mandrake, entre esnobes e escroques</a></li>
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</ul>
<h2 class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-section-id="pozi93" data-start="17331" data-end="17353">PERGUNTAS FREQUENTES</h2>
<h2 data-section-id="zpiffb" data-start="17355" data-end="17392">Quem é Mandrake, de Rubem Fonseca?</h2>
<p data-start="17394" data-end="17561">Mandrake é o apelido de <strong data-start="17418" data-end="17434">Paulo Mendes</strong>, advogado criminalista criado por Rubem Fonseca. O personagem surgiu no conto “O Caso de F.A.”, de <em data-start="17534" data-end="17551">Lúcia McCartney</em>, em 1967.</p>
<h2 data-section-id="1txmfld" data-start="17563" data-end="17607">Qual foi a primeira aparição de Mandrake?</h2>
<p data-start="17609" data-end="17755">Mandrake apareceu pela primeira vez em <strong data-start="17648" data-end="17667">Lúcia McCartney</strong>, especificamente no conto <strong data-start="17694" data-end="17714">“O Caso de F.A.”</strong>.</p>
<h2 data-section-id="1lucezp" data-start="17757" data-end="17795">Quantos livros de Mandrake existem?</h2>
<p data-start="17797" data-end="18050">Mandrake aparece em sete livros importantes da obra de Rubem Fonseca: <em data-start="17867" data-end="17884">Lúcia McCartney</em>, <em data-start="17886" data-end="17902">Feliz Ano Novo</em>, <em data-start="17904" data-end="17916">O Cobrador</em>, <em data-start="17918" data-end="17933">A Grande Arte</em>, <em data-start="17935" data-end="17999">E do meio do mundo prostituto só amores guardei ao meu charuto</em>, <em data-start="18001" data-end="18034">Mandrake – A Bíblia e a Bengala</em> e <em data-start="18037" data-end="18049">Calibre 22</em>.</p>
<p data-start="18052" data-end="18150">Ele, porém, <strong data-start="18064" data-end="18110">não é o protagonista de todos esses livros</strong>. Em alguns, aparece em apenas um conto.</p>
<h2 class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-section-id="16zs8ut" data-start="18152" data-end="18193">Qual é a ordem dos livros de Mandrake?</h2>
<p data-start="18195" data-end="18452">A ordem de publicação é: <em data-start="18220" data-end="18237">Lúcia McCartney</em> (1967), <em data-start="18246" data-end="18262">Feliz Ano Novo</em> (1975), <em data-start="18271" data-end="18283">O Cobrador</em> (1979), <em data-start="18292" data-end="18307">A Grande Arte</em> (1983), <em data-start="18316" data-end="18380">E do meio do mundo prostituto só amores guardei ao meu charuto</em> (1997), <em data-start="18389" data-end="18422">Mandrake – A Bíblia e a Bengala</em> (2005) e <em data-start="18432" data-end="18444">Calibre 22</em> (2017).</p>
<h2 data-section-id="18zjugl" data-start="18454" data-end="18477">Mandrake é policial?</h2>
<p data-start="18479" data-end="18580">Não. Mandrake é <strong data-start="18495" data-end="18520">advogado criminalista</strong>, embora assuma funções de investigação em várias histórias.</p>
<h2 data-section-id="1pvpea8" data-start="18582" data-end="18619">Qual é o melhor livro de Mandrake?</h2>
<p data-start="18621" data-end="18779"><em data-start="18621" data-end="18636">A Grande Arte</em> é uma das principais obras para conhecer o personagem porque ele ocupa o papel central da narrativa e conduz uma grande investigação criminal.</p>
<h2 data-section-id="hodxmv" data-start="18781" data-end="18821">A Grande Arte é um livro de Mandrake?</h2>
<p data-start="18823" data-end="18966">Sim. É o primeiro romance de Rubem Fonseca protagonizado por Mandrake, publicado originalmente em 1983.</p>
<h2 data-section-id="1idn22w" data-start="18968" data-end="19006">Qual é o último livro com Mandrake?</h2>
<p data-start="19008" data-end="19164"><strong data-start="19008" data-end="19022">Calibre 22</strong>, publicado em 2017, traz novamente Mandrake em uma investigação envolvendo uma série de assassinatos.</p>
<h2 class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-section-id="6thc5u" data-start="19166" data-end="19190">Mandrake virou série?</h2>
<p data-start="19192" data-end="19358">Sim. O personagem foi adaptado para uma série da HBO inspirada em <em data-start="19258" data-end="19273">A Grande Arte</em>, com <strong data-start="19279" data-end="19298">Marcos Palmeira</strong> no papel principal.</p>
<h2 data-section-id="yqrhcx" data-start="19360" data-end="19371">CONCLUSÃO</h2>
<p data-start="19373" data-end="19508">Mandrake é um dos personagens mais interessantes da literatura policial brasileira justamente porque <strong data-start="19474" data-end="19507">não é um detetive tradicional</strong>.</p>
<p data-start="19510" data-end="19666">Ele é advogado, conhece os criminosos e os mecanismos da Justiça e se movimenta entre mundos diferentes sem nunca se encaixar completamente em nenhum deles.</p>
<p data-start="19668" data-end="19877">Desde sua primeira aparição em <strong data-start="19699" data-end="19719">“O Caso de F.A.”</strong>, em <em data-start="19724" data-end="19741">Lúcia McCartney</em>, até seu retorno em <strong data-start="19762" data-end="19776">Calibre 22</strong>, Mandrake atravessou cinco décadas da obra de Rubem Fonseca.</p>
<p data-start="19879" data-end="20072">Para quem quer começar, <em data-start="19903" data-end="19918">A Grande Arte</em> é uma excelente porta de entrada para o personagem. Para quem prefere acompanhar toda a trajetória, vale seguir os sete livros apresentados neste artigo.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2020/06/04/rubem-fonseca-conheca-os-livros-com-o-detetive-mandrake/">Mandrake, de Rubem Fonseca: conheça os livros com o personagem</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Rubem Fonseca: O homem que arrebatou o Brasil (parte III)</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2014/10/13/rubem-fonseca-o-homem-que-arrebatou-o-brasil-parte-iii/</link>
					<comments>https://literaturapolicial.com/2014/10/13/rubem-fonseca-o-homem-que-arrebatou-o-brasil-parte-iii/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mateus Baldi]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Oct 2014 14:41:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[A Coleira do Cão]]></category>
		<category><![CDATA[A Confraria dos Espadas]]></category>
		<category><![CDATA[Amálgama]]></category>
		<category><![CDATA[Ela e outras mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Feliz Ano Novo]]></category>
		<category><![CDATA[José Rubem Fonseca]]></category>
		<category><![CDATA[Lúcia McCartney]]></category>
		<category><![CDATA[mateus baldi]]></category>
		<category><![CDATA[O Buraco na Parede]]></category>
		<category><![CDATA[O Caso Morel]]></category>
		<category><![CDATA[O Cobrador]]></category>
		<category><![CDATA[O Doente Moliére]]></category>
		<category><![CDATA[O Seminarista]]></category>
		<category><![CDATA[Os Prisioneiros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando José Rubem Fonseca – mineiro, ex-funcionário da Light e comissário de polícia – estreou na literatura em 1963, a última revolução literária nas terras de Vera Cruz tinha sido as páginas que retratavam as mazelas do sertão (e da pobreza de indivíduos bastante singulares). Ninguém, repito, absolutamente ninguém estava preparado para as páginas que...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/10/rubem31.jpg"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1899" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/10/rubem31.jpg" alt="rubem3" width="720" height="352" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Quando José Rubem Fonseca – mineiro, ex-funcionário da Light e comissário de polícia – estreou na literatura em 1963, a última revolução literária nas terras de Vera Cruz tinha sido as páginas que retratavam as mazelas do sertão (e da pobreza de indivíduos bastante singulares). </span><span style="color:#000000;">Ninguém, repito, absolutamente ninguém estava preparado para as páginas que se estenderiam nas prateleiras.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Rubem Fonseca arrebatou a crítica e o público por praticar uma literatura honesta. E é com a mesma dose de honestidade que essa trilogia de artigos se propõe a apresentar a obra e o autor José Rubem Fonseca, nascido a 11 de maio de 1925 em Juiz de Fora.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/10/as_fases.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1895" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/10/as_fases.png" alt="as_fases" width="272" height="21" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Chegamos ao fim dessa trilogia. Em primeiro lugar, foi um prazer esquadrinhar novamente a obra de RF. É muito bom ver como alguém evoluiu em cinco décadas de literatura ininterrupta.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Essa última seção tem por objetivo analisar cada fase, cada conjunto de obras lançadas em anos diferentes porém escritas com um tom parecido, ou até mesmo a temática.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<h3 style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Fase Um – Realismo Iniciante</span></h3>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">É composta pelos livros &#8220;Os Prisioneiros&#8221;, &#8220;A Coleira do Cão&#8221; e &#8220;Lúcia McCartney&#8221;. Essa pequena trilogia de contos sessentistas serviu para colocar Rubem Fonseca no patamar da mais elevada – e prestigiada – literatura nacional da época. Com contos afiados, inovadores em termos de estética e construção narrativa, abriu caminho para a segunda fase, onde RF se esbaldou.</span><br />
<span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<h3 style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Fase Dois – Realismo Brutalista</span></h3>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O termo foi cunhado por Alfredo Bosi em 1975 e se encaixa perfeitamente nos livros &#8220;O Caso Morel&#8221;, &#8220;Feliz Ano Novo&#8221; e &#8220;O Cobrador&#8221;. Passamos a conhecer aqui um Rubem mais ousado, que não tem medo da Censura e de devassar a sociedade brasileira à sombra da ditadura, uma gente que matava, fodia, lambia cus e visitava artistas presos na cadeia. Talvez houvesse tempo de cobrar algumas coisas e subir a serra para um almoço. Talvez.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Nessa fase não há concessões. A porrada dói – e muito.</span><br />
<span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<h3 style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Fase Três – Realismo Elaborado</span></h3>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Entre 1983, com a publicação de &#8220;A Grande Arte&#8221;, e 1994, quando &#8220;O Selvagem da Ópera&#8221; foi lançado, Rubem Fonseca aliou ao brutalismo uma perícia e um refino ímpares na hora de construir seus romances. Os personagens ficam exponencialmente complexos, as histórias, portanto, idem. Cada livro lançado é sucesso absoluto. Rubem já é O autor nacional. Não há para ninguém. São histórias grandiloquentes que versam sobre a liberdade de corpos amarrados a dogmas tão perversos que chega a ser impossível não se sentir claustrofóbico lendo-as. E é isso que torna essa terceira fase a melhor de todas. Aqui Rubem Fonseca está no auge do auge. E não pretende parar para descansar, pois&#8230;</span><br />
<span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<h3 style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Fase Quatro – Realismo Minimalista</span></h3>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">&#8230; os anos 1990 chegam e com eles vem os contos e as novelas publicadas entre &#8220;O Buraco na Parede&#8221; e &#8220;A Confraria dos Espadas&#8221;. São histórias curtas em termos de tamanho e construção de personagens. RF parece se preocupar muito mais em chocar o leitor por reviravoltas surpreendentes do que efetivamente chocar por chocar – isso já foi tão feito que não há mais sentido. A literatura torna-se, portanto, mínima e bela, excessivamente bela.</span><br />
<span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<h3 style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Fase Cinco – Realismo de Águia</span></h3>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Rubem envelheceu. Já na casa dos setenta anos, lança histórias cada vez mais curtas, em livros cada vez mais mínimos. O olhar, entretanto, permanece aguçado. Em pauta, o funk, o aborto, as comunidades carentes, as chocolaterias. De &#8220;O Doente Moliére&#8221; até &#8220;Ela e outras mulheres&#8221;, lançado em 2006, nota-se um consumo cada vez mais baixo de violência. São quase-crônicas banhadas em ácido, pequenas doses de: estou voltando, me aguardem, esperem mais um pouco. Talvez seja o único ponto mais baixo da carreira de RF, o que, em termos de Rubem Fonseca, não é demérito algum. O ponto baixo é sempre um centímetro abaixo do cume.</span><br />
<span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<h3 style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">Fase Seis – Realismo Neobrutalista</span></h3>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">&#8220;O Seminarista&#8221;, primeira publicação de Rubem após a conturbada saída da Companhia das Letras, é o retorno que todos queriam. Violência, sexo, diálogos, literatura, porrada, sangue, enfim&#8230; o velho Rubem de sempre, já com oitenta e poucos anos, faz a alegria dos fãs. Em 2013 sai &#8220;Amálgama&#8221;, seu último livro de contos, uma porrada fenomenal na sociedade de consumo do século 21. Não há quem escape. Rubem voltou a brilhar intensamente e foi indicado ao Jabuti, já como favorito.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#000000;">O neobrutalismo é vigiado por iPods, redes sociais e mais acidez. Os jovens que se cuidem enquanto o carequinha do Leblon continuar escrevendo. A literatura brasileira ainda tem um mestre. Reverenciem-no, pois.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span><br />
<a href="https://literaturapolicial.com/2014/09/19/rubem-fonseca-o-homem-que-arrebatou-o-brasil-parte-ii-2/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Leia a 1ª parte deste artigo, com destaque para os contos de Rubem Fonseca.<br />
Leia a 2ª parte deste artigo, com destaque para os romances de Rubem Fonseca.</a></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<h5 style="text-align:justify;"><em>(Imagem: <a href="http://veja.abril.com.br/111109/letras-latinas-crimes-cariocas-p-210.shtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Zeca Fonseca/VEJA</a>)</em></h5>
<p style="text-align:justify;"><a href="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/08/mateus11.png"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1093" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/08/mateus11.png" alt="mateus1" width="600" height="133" /></a></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Mateus Baldi' src='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/mateus-baldi/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Mateus Baldi</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Nasceu em 1994. É escritor e roteirista. Fundou a plataforma literária Resenha de Bolso, foi editor de cultura da revista Poleiro e colaborador de literatura no site da Piauí.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://www.resenhadebolso.com.br/" target="_self" >www.resenhadebolso.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2014/10/13/rubem-fonseca-o-homem-que-arrebatou-o-brasil-parte-iii/">Rubem Fonseca: O homem que arrebatou o Brasil (parte III)</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Rubem Fonseca: O homem que arrebatou o Brasil (parte II)</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2014/09/19/rubem-fonseca-o-homem-que-arrebatou-o-brasil-parte-ii-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Mateus Baldi]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Sep 2014 17:44:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[A Grande Arte]]></category>
		<category><![CDATA[José Rubem Fonseca]]></category>
		<category><![CDATA[Lúcia McCartney]]></category>
		<category><![CDATA[mateus baldi]]></category>
		<category><![CDATA[O Caso Morel]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Mateus Baldi &#8211; Quando José Rubem Fonseca – mineiro, ex-funcionário da Light e comissário de polícia – estreou na literatura em 1963, a última revolução literária nas terras de Vera Cruz tinha sido as páginas que retratavam as mazelas do sertão (e da pobreza de indivíduos bastante singulares). Ninguém, repito, absolutamente ninguém estava...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Por Mateus Baldi</em> &#8211; Quando <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2015/05/13/a-grande-arte-de-rubem-fonseca/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">José Rubem Fonseca</a></span> – mineiro, ex-funcionário da Light e comissário de polícia – estreou na literatura em 1963, a última revolução literária nas terras de Vera Cruz tinha sido as páginas que retratavam as mazelas do sertão (e da pobreza de indivíduos bastante singulares). </span><span style="color: #000000;">Ninguém, repito, absolutamente ninguém estava preparado para as páginas que se estenderiam nas prateleiras.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Rubem Fonseca arrebatou a crítica e o público por praticar uma literatura honesta. E é com a mesma dose de honestidade que essa trilogia de artigos se propõe a apresentar a obra e o autor José Rubem Fonseca, nascido a 11 de maio de 1925 em Juiz de Fora.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong><span style="color: #000000;">PARTE 2 &#8211; OS ROMANCES</span></strong></h2>
<address><span style="color: #000000;"><em>“Você ainda me ama?”, perguntou Bebel.</em></span><br />
<span style="color: #000000;"> <em> “Amo”</em></span><br />
<span style="color: #000000;"> Rubem Fonseca, A Grande Arte</span><br />
<span style="color: #ffffff;">x</span></address>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Já consagrado enquanto contista devido ao sucesso de <em>Lúcia McCartney</em>, em 1973 Rubem Fonseca publica <em>O Caso Morel</em>, seu primeiro romance. Dividido em diversas camadas e vozes, o livro foi uma mistura de sexo, violência e questionamentos sobre o papel da arte e da literatura: o artista vanguardista, um <em>crazy life</em> dos anos 1970, Paul Morel tem sua vida dissecada pelo escritor Vilela enquanto apodrece na cadeia.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Após dez anos e dois livros de contos, o mineiro brindou a crítica com um segundo romance – seu maior livro até hoje –, o colossal, estupendo, absurdamente genial e fundamental <em>A Grande Arte</em>. Narrado em primeira pessoa pelo advogado <strong>Mandrake</strong> – apelido de Paulo Mendes, surgido no livro de 1969 e presente em dois contos de <em>Feliz Ano Novo</em> e <em>O Cobrador</em> –, o romance gira em torno de uma fita de vídeo e uma vingança do protagonista. Municiado com facas e seu inseparável amigo &amp; mentor Wexler, Mandrake parte até os confins do Brasil numa trama que nos apresentou outros dois personagens memoráveis: Bebel, a ninfeta-namorada de Mandrake, e Nariz de Ferro, um anão negro que adora parafrasear grandes nomes da literatura. Um clássico absoluto.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Bufo &amp; Spallanzani</em>, seu romance mais famoso, chega às prateleiras em 1985. Acompanhando Gustavo Flávio, ex-detetive da Companhia Panamericana de Seguros, e o tira Guedes, o livro tece um comentário mordaz sobre o Rio de Janeiro da época. Em meio a referências à vida do próprio Fonseca, acompanhamos Gustavo na escrita do livro homônimo ao título enquanto destrincha-se um crime: Delfina Delamare, socialite, foi morta. O final é surpreendente.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><em>Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos</em>, título tirado de uma frase de Freud, sai em 1987. O protagonista insone e sem nome percorre Berlim, Rio e o interior mineiro numa trama que mistura o soviético Isaac Bábel, o universo cinematográfico e um diamante. Constantemente menosprezado dentro do cânone fonsequiano, o romance tem lá seu brilho e convence – principalmente quando analisado sob o prisma das fases de RF, tema da terceira e última parte dessa trilogia de artigos.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><strong>1990 é crucial</strong>. Rubem Fonseca publica um romance arrebatador em todos os sentidos. <em>Agosto</em>, originalmente intitulado Crimes de Agosto, cobre o período mais nefasto da História recente do Brasil. Misturando ficção e realidade, RF traz às páginas o comissário Mattos, que em 1954 precisa investigar um assassinato nojento no edifício Deauville. Conforme se embrenha no caso, ele vai percebendo ligações com o Palácio do Catete, imerso em sua mais grave crise. A cena do suicídio de Getúlio é espetacular. O universo carioca da segunda metade do século XX era composto por bicheiros, macumbeiros, mocinhas nada inocentes e muitas, muitas pastilhas para acidez estomacal. Golpe de mestre.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Em 1994, o argumento de um filme sobre Carlos Gomes é lançado sob a forma de romance. <em>O Selvagem da Ópera</em> revela uma faceta esplêndida do escritor. Rubem narra com o estilo conciso de sempre e ainda adiciona música às frases.</span></p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8520933092&amp;asins=8520933092&amp;linkId=05c69f3e0110166c622cdc5715594e47&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p><span style="color: #000000;">Mandrake e Gustavo Flávio retornam em 1997 na novella <em>E Do Meio do Mundo Prostituto Só Amores Guardei Ao Meu Charuto</em>. O extenso título, tirado dos versos de Álvares de Azevedo, refuta o tabagismo de Paulo Mendes. Em meio aos assassinatos de sempre e a relatos do escritor surgido em Bufo &amp; Spallanzani, Mandrake precisa separar verdade e ficção. Ele ainda retornaria no livro <em>A Bíblia e a Bengala</em>, união de duas novelas e última aparição do personagem. Nesse livro, Rubem impiedosamente condena o advogado malandro e cínico a uma bengala após tomar um tiro na perna.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Os anos 2000 se revelam mais propícios aos contos, mas há espaço para mais quatro romances: <em>O Doente Moliére</em>, uma novela de época sobre o dramaturgo francês; <em>Diário De Um Fescenino</em>, uma construção de narrativas curtas e nomes complexos; <em>José</em>, lançado em 2010, consiste num pastiche da autobiografia – Fonseca destila fatos pessoais em linhas beeem fictícias. O destaque, porém, é <em>O Seminarista</em>. No que muitos compararam a Tarantino, RF botou como protagonista o Exterminador, assassino de aluguel surgido nos contos de <em>Ela E Outras Mulheres</em>. Um romance que evoca a fase setentista do autor e, portanto, tem um brilho que demorará a se apagar, funcionando como porta de entrada para o universo fonsequiano.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">A próxima parte desses artigos se debruçará nas fases de Rubem Fonseca e em como elas refletiram a sociedade de suas épocas. <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2014/09/01/rubem-fonseca-o-homem-que-arrebatou-o-brasil/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Leia a 1ª parte da trilogia sobre Rubem Fonseca &#8211; os contos</a></span>.</span></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Mateus Baldi' src='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/mateus-baldi/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Mateus Baldi</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Nasceu em 1994. É escritor e roteirista. Fundou a plataforma literária Resenha de Bolso, foi editor de cultura da revista Poleiro e colaborador de literatura no site da Piauí.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://www.resenhadebolso.com.br/" target="_self" >www.resenhadebolso.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2014/09/19/rubem-fonseca-o-homem-que-arrebatou-o-brasil-parte-ii-2/">Rubem Fonseca: O homem que arrebatou o Brasil (parte II)</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Rubem Fonseca: o homem que arrebatou o Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mateus Baldi]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Sep 2014 04:29:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[A Coleira do Cão]]></category>
		<category><![CDATA[José Rubem Fonseca]]></category>
		<category><![CDATA[Lúcia McCartney]]></category>
		<category><![CDATA[mateus baldi]]></category>
		<category><![CDATA[O Caso Morel]]></category>
		<category><![CDATA[Os Prisioneiros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Mateus Baldi &#8211; Quando José Rubem Fonseca – mineiro, ex-funcionário da Light e comissário de polícia – estreou na literatura em 1963, a última revolução literária nas terras de Vera Cruz tinha sido as páginas que retratavam as mazelas do sertão (e da pobreza de indivíduos bastante singulares). Ninguém, repito, absolutamente ninguém estava preparado...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2014/09/01/rubem-fonseca-o-homem-que-arrebatou-o-brasil/">Rubem Fonseca: o homem que arrebatou o Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Mateus Baldi</em> &#8211; Quando José Rubem Fonseca – mineiro, ex-funcionário da Light e comissário de polícia – estreou na literatura em 1963, a última revolução literária nas terras de Vera Cruz tinha sido as páginas que retratavam as mazelas do sertão (e da pobreza de indivíduos bastante singulares). Ninguém, repito, absolutamente ninguém estava preparado para as páginas que se estenderiam nas prateleiras.</p>
<p>Rubem Fonseca arrebatou a crítica e o público por praticar uma literatura honesta. E é com a mesma dose de honestidade que essa trilogia de artigos se propõe a apresentar a obra e o autor José Rubem Fonseca, nascido a 11 de maio de 1925 em Juiz de Fora.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Parte 1 &#8211; Contos</h3>
<pre style="text-align: left;"><span style="color: #000000;">"</span><span style="color: #000000;">Sei ler, escrever e fazer raiz quadrada.</span>
<em><span style="color: #000000;"> Chuto a macumba que quiser.</span></em>"
<span style="color: #000000;"> Feliz Ano-Novo (1975)</span></pre>
<p>Até 1973, com a publicação de O Caso Morel, Rubem se dedicaria exclusivamente às narrativas curtas. Essa primeira parte resgatará os principais volumes de contos publicados pelo autor nos últimos 50 anos.</p>
<p>Os Prisioneiros, de 1963, é o marco zero. Somos apresentados a uma narrativa concisa, direta, cheia de palavrões e linguajar popular. E mesmo com tudo isso, percebemos a qualidade da narrativa fluida, rica em detalhes e bibliografia.</p>
<p>A Coleira do Cão, publicado dois anos depois, consolidou a estrutura narrativa do autor. O soco no estômago se aproximava.</p>
<p>Lúcia McCartney é o primeiro marco verdadeiro, consistente, em que a totalidade dos contos é suprimida por uma sequência poderosa. Pela primeira vez, uma prostituta tem voz ativa e conta abertamente sobre sua vida sexual/amorosa. O conto que dá nome ao livro é espetacular em termos de linguagem. Por meio de colchetes, Rubem esmaga diálogos em poucas linhas, conectando-os por um pensamento lógico febril como só Borges e/ou Cortázar poderiam ter feito. Dali para o realismo fantástico seria um pulo. Mas na prática, a história não foi bem assim. Em o caso de F.A., Mandrake, o advogado cínico e amante dos vinhos-e-charutos, dá as caras pela primeira vez. É dele a frase mais emblemática de Lúcia McCartney: “a cidade não é aquilo que se vê do Pão de Açúcar”. Conciso. Direto. O soco no estômago está dado.</p>
<p>Após um hiato de quase dez anos – onde publicou O Caso Morel –, Rubem Fonseca retorna em 1975 com seu livro mais polêmico: Feliz Ano Novo.</p>
<p>Abrindo a coletânea, o conto do título leva o leitor para os subúrbios, para os punheteiros desdentados, para os ladrões, para os ladrões punheteiros e desdentados do subúrbio, que, em plena noite de réveillon, assaltam uma mansão na então desértica Barra da Tijuca. Destilando violência altamente gráfica com sarcasmo, o conto é só o início da aventura. Nas páginas seguintes, o retorno de Mandrake. No caso de dia dos namorados, conhecemos melhor a figura de Paulo Mendes, que nasceu com “nome de santo”, mas virou Mandrake, “uma pessoa que fala pouco e faz os gestos necessários”. Na sequência, o campeonato, uma história sobre o passado promíscuo do Rio de Janeiro: animais de sangue quente, que sabem que tudo vai acabar, digladiam entre si para ver quem goza mais em menos tempo. Para tanto, comem iguarias sofisticadíssimas, escutam músicas afrodisíacas, veem revista de mulher pelada. O último conto, intestino grosso, contém uma das melhores falas da bibliografia fonsequiana: “gente como nós ou vira santo ou maluco, ou revolucionário ou bandido. Como não havia verdade no êxtase nem no poder, fiquei entre escritor e bandido.”</p>
<p>O ministro da Justiça, Armando Falcão, considerou aquilo tudo muito baixo, muito simplório, e censurou o livro.</p>
<p>Irritado, Rubem Fonseca esperou.</p>
<p>Em 1979, cada vez mais puto e genial e cruel e sanguinário, publica O Cobrador. O personagem-título passou a vida inteira nas mãos da sociedade, sendo sugado pelo sistema. Decidiu se rebelar. Atira em dentista, sente ódio na frente da televisão, espera pela namorada e o sanduíche do botequim da rua Vieira Fazenda.</p>
<p>Dessa vez, para sorte da alta literatura, Rubem não foi censurado.</p>
<p>Resolveu investir nos romances e só publicou contos novamente nos anos 1990 – uma leva menor, mas não menos importante. O novo milênio também recebeu sua cota de shorties. E seria devastado em 2013 pelo mais recente volume: Amálgama. Voltando a ser o de sempre, com 88 anos Rubem retoma o estilo do início da carreira e põe na roda, no olho do furacão, a sociedade do século XXI como ela realmente é: fodida.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Mateus Baldi' src='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/mateus-baldi/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Mateus Baldi</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Nasceu em 1994. É escritor e roteirista. Fundou a plataforma literária Resenha de Bolso, foi editor de cultura da revista Poleiro e colaborador de literatura no site da Piauí.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://www.resenhadebolso.com.br/" target="_self" >www.resenhadebolso.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2014/09/01/rubem-fonseca-o-homem-que-arrebatou-o-brasil/">Rubem Fonseca: o homem que arrebatou o Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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