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	<title>Arquivos maigret entre os flamengos -</title>
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	<title>Arquivos maigret entre os flamengos -</title>
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		<title>Maigret entre os Flamengos, de Georges Simenon</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Padrini]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Sep 2016 13:16:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Rodrigo Padrini &#8211; Não se espante. Maigret é assim mesmo, entra na sua casa, senta à mesa, aceita uma bebida e fica para o jantar. Para quem acompanha a série de romances com o Comissário Maigret escrita pelo belga Georges Simenon, a dimensão pessoal de suas investigações já não assusta. Nem a sua informalidade...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Rodrigo Padrini</em> &#8211; Não se espante. Maigret é assim mesmo, entra na sua casa, senta à mesa, aceita uma bebida e fica para o jantar. Para quem acompanha a série de romances com o Comissário Maigret escrita pelo belga Georges Simenon, a dimensão pessoal de suas investigações já não assusta. Nem a sua informalidade ou caráter intuitivo. Ele vai chegando e incomodando. São os seus modos.</p>
<p>&#8220;Maigret Entre os Flamengos&#8221; (Companhia das Letras, 2016) é mais uma das novas edições da Companhia, que vem nos brindando desde 2013 com títulos esteticamente belos e encorpados, protagonizados por um dos detetives mais famosos da literatura policial. Já comentei sobre outras publicações no site e sobre o próprio personagem, mas volto a dizer que tenho curtido bastante a iniciativa da editora.</p>
<p>O mistério dessa vez se passa em Givet, uma comuna francesa próximo à fronteira com a Bélgica, aparentemente no início da década de 30 do século XX – o romance foi publicado originalmente em março de 1932. Assim como em outras ocasiões, o comissário resolve deixar a sua casa, a sua esposa e o seu escritório para passar alguns dias em outra localidade, adotando uma de suas formas preferidas de trabalhar: a imersão em uma determinada realidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>“Era mais que amor, era fervor que havia em seu tom. Estava transfigurada. Não ousava se sentar novamente. Prendendo a respiração, esperava, de modo que tudo sugeria se tratar de uma espécie de super-homem que ia aparecer”.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Após ser requisitado pela jovem Anna Peeters, que pede a sua ajuda para que não cometam uma injustiça contra a sua família, Maigret recebe um telegrama do comissário da polícia de Nancy que termina por instigar a sua curiosidade. Sem levar um terno sobressalente, Maigret desembarca em Givet, onde pretende inebriar-se de todos os afetos, informações e contradições possíveis, até que consiga solucionar o mistério para o qual foi convocado.</p>
<p>Li este romance rapidamente. A narrativa é ágil e Simenon consegue, como na maioria das aventuras com o comissário Maigret, atiçar nossa curiosidade e revelar um desfecho surpreendente, que brinca também com o nosso conceito de justiça. O responsável por traduzir e transmitir a bela narrativa de Simenon é André Telles, encarregado da tradução também de outros oito títulos já publicados com o comissário nesta nova remessa de edições da Companhia.<br />
&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14471" style="border: 1px solid #c0c0c0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/09/arquivo_001-1.jpeg" alt="arquivo_001-1" width="1200" height="900"></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A utilização de alguns vínculos familiares em alguns trechos por Simenon – sobrinho de ciclano, prima de fulano – em detrimento da utilização de nomes, gera breves momentos de confusão numa leitura menos atenciosa ou com intervalos regulares. Recomendo ler em uma ou duas sentadas. Porém, nada que afete o desenvolvimento da história e não possa ser solucionado com algumas retomadas em páginas anteriores.</p>
<p>No Brasil, o termo “flamengo” pode gerar piadinhas futebolísticas silenciosas ou remeter ainda àquelas aves rosa de pescoço comprido – os flamingos -, mas não se confunda. Os “flamengos” se referem historicamente a um determinado grupo de habitantes de uma região no norte da Bélgica. Literatura policial também é cultura.</p>
<p>O impacto dos acontecimentos e sua dramaticidade são muito característicos da época em que se passa a história, e aprofundar-se na leitura buscando compreender o contexto em que a trama se desenrola pode tornar sua experiência ainda mais interessante. Simenon é implacável, mais uma vez. Uma história curta, profunda e marcante. Leia sem moderação.</p>
<p><em>(Fotos: Rodrigo Padrini)</em><br />
<img decoding="async" class="aligncenter wp-image-11868 size-full" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 20px; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/02/parceria_companhia.jpg" alt="parceria_companhia" width="268" height="70"></p>
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<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="alignnone wp-image-9465 size-full" style="margin-top: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/star4.png" alt="star4" width="98" height="22"></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-13385 size-medium" style="margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/07/flamengos.png?w=200" alt="flamengos" width="200" height="300"><strong>Título</strong>: Maigret Entre os Flamengos (Original: Chez les Flamands)<br />
<strong>Autor</strong>: Georges Simenon<br />
<strong>Editora</strong>: Companhia das Letras<br />
<strong>Tradução</strong>: André Telles<br />
<strong>Páginas</strong>: 136</p>
<p><strong>SINOPSE</strong> &#8211; O comissário Maigret recebe um chamado de uma mulher desesperada para esclarecer um caso de assassinato envolvendo sua família. Levado à chuvosa cidade de Givet, na fronteira com a Bélgica, ele precisará solucionar um fascinante mistério. Contudo, tanto a respeitável loja da família quanto a sonolenta comunidade e até o ruidoso rio que atravessa o vilarejo escondem segredos que ele não tardará a descobrir.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rodrigo Padrini' src='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/rodrigopadrini/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rodrigo Padrini</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Psicólogo, mestre e doutorando em Psicologia. Atua no sistema prisional. É músico e leitor assíduo de romances policiais, com aquele lugar especial no coração para Georges Simenon e Raymond Chandler.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://maisumaopiniao.com.br/" target="_self" >maisumaopiniao.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2016/09/15/maigret-entre-os-flamengos-de-georges-simenon/">Maigret entre os Flamengos, de Georges Simenon</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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