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	<title>Arquivos marlene dietrich -</title>
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	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
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		<title>8 curiosidades sobre Testemunha de Acusação, de Agatha Christie</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2020 12:39:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agatha Christie]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Imagine um tribunal lotado, o réu em silêncio, a tensão crescente&#8230; e, claro, um desfecho que só Agatha Christie</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Imagine um tribunal lotado, o réu em silêncio, a tensão crescente&#8230; e, claro, um desfecho que só Agatha Christie poderia escrever. Assim é Testemunha de Acusação (Witness for the Prosecution), um clássico do cinema lançado em 1957 — e até hoje considerado uma das melhores adaptações da Rainha do Crime para as telonas.</p>
<p><strong>LEIA MAIS</strong><br />
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<p>Sob a direção do lendário Billy Wilder (de Crepúsculo dos Deuses e Se Meu Apartamento Falasse), o filme conta com um elenco estelar: Charles Laughton no papel do astuto advogado de defesa, Tyrone Power como o enigmático acusado, e Marlene Dietrich, impecável como sempre, em um de seus papéis mais misteriosos.</p>
<p>Baseado em um conto de Agatha Christie, que mais tarde virou peça de teatro, o longa é um suspense jurídico impecável, com reviravoltas dignas de prender o fôlego — e que, até hoje, inspiram roteiristas e fãs do gênero.</p>
<p>A seguir, conheça 8 curiosidades fascinantes sobre essa obra-prima do cinema e da literatura:</p>
<p>&nbsp;</p>
<h1>1. O conto tinha outro nome</h1>
<p><img  title=""  alt="for2 8 curiosidades sobre Testemunha de Acusação, de Agatha Christie" fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone " src="https://1.bp.blogspot.com/-rGoXe6Uw5L0/XQivcYOe1zI/AAAAAAAAgvM/wWCiXA9fKv4pHAEbJ1jN3unq795DxYvtwCLcBGAs/s1600/for2.jpg" width="525" height="400" /></p>
<p>O filme é de 1957, mas o conto foi publicado em janeiro de 1925 na revista Flynn&#8217;s, com o título de Traitor’s Hand. Foi só em 1933 que o nome foi mudado para Testemunha de Acusação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h1>2. Diva triste</h1>
<p><img  title=""  alt="2165aff2efbdf0ba7f2276f27149fa03 8 curiosidades sobre Testemunha de Acusação, de Agatha Christie" decoding="async" class="alignnone size-full" src="https://i.pinimg.com/originals/21/65/af/2165aff2efbdf0ba7f2276f27149fa03.gif" width="500" height="420" /></p>
<p>Marlene Dietrich torna qualquer filme glamoroso, mas não o suficiente para garantir um Oscar. A atriz interpretou a alemã Christine Helm Vole na história, e tinha certeza de que levaria a estatueta pelo papel. Ela até gravou um agradecimento pela indicação em seu show em Las Vegas na época do lançamento. Só que a indicação não veio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h1>3. Casados na vida real</h1>
<p><img  title=""  alt="witness-for-the-prosecution-elsa-lanchester 8 curiosidades sobre Testemunha de Acusação, de Agatha Christie" decoding="async" class="alignnone size-full" src="https://fandangogroovers.files.wordpress.com/2013/09/witness-for-the-prosecution-elsa-lanchester.jpg" width="570" height="341" /></p>
<p>O grande ator Charles Laughton, que viveu o advogado Sir Wilfrid Robarts, era casado na vida real com Elsa Lanchester, intérprete da enfermeira do advogado no filme. Elsa ficou conhecida pelo papel em A Noiva de Frankenstein, filme de 1935 com Boris Karloff.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h1>4. Wilder x Hitchcock</h1>
<p><img  title=""  alt="Imagen1 8 curiosidades sobre Testemunha de Acusação, de Agatha Christie" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full" src="https://1.bp.blogspot.com/-KVkvf_b4sVI/XKEi2vEKH_I/AAAAAAAAek4/mpnmZlta6ZgSTUrcdx5StI-_Jcp0mPDhQCLcBGAs/s1600/Imagen1.png" width="687" height="416" /></p>
<p>Quando foi lançado, muita gente achava que a direção de Testemunha de Acusação era de Alfred Hitchcock. Uma notável coincidência acontecia entre os diretores. Agonia de Amor, filme de 1947 de Hitchcock com Gregory Peck e Ann Todd, também era confundido como uma obra de Wilder.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h1>5. Segredinho</h1>
<p><img  title=""  alt="86c8091bdf6b8968029907dad2c2d4eb 8 curiosidades sobre Testemunha de Acusação, de Agatha Christie" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full" src="https://i.pinimg.com/originals/86/c8/09/86c8091bdf6b8968029907dad2c2d4eb.png" width="490" height="528" /></p>
<p>Antes de ser exibido aos meros mortais, foi exibida em Londres uma sessão especial do filme para a família real inglesa. Mas com a promessa de que nenhum sangue azul poderia revelar o final para ninguém.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h1>6. Mais segredinho</h1>
<p><img  title=""  alt="evUB9YKE5IPPtQOchcEF6hS90BO 8 curiosidades sobre Testemunha de Acusação, de Agatha Christie" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full" src="https://i1.wp.com/image.tmdb.org/t/p/w500/evUB9YKE5IPPtQOchcEF6hS90BO.jpg" width="500" height="281" /></p>
<p>Billy Wilder mantinha tanto segredo que nem mesmo o elenco do filme foi informado do fim da história. As revelações cruciais só aconteceram no último dia da gravação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h1>7. Inspiração</h1>
<p><img  title=""  alt="Willia1 8 curiosidades sobre Testemunha de Acusação, de Agatha Christie" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full" src="https://www.boddylines.com.au/02%20Family%20History/GAFFEY%20section/Photos/Willia1.jpg" width="377" height="306" /></p>
<p>O tribunal que aparece no filme é literalmente inspirado em um tribunal verdadeiro, que fica dentro do conhecido Old Bailey, o Tribunal Central Criminal de Londres. O lugar data de 1585.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h1>7. Desse eu gostei</h1>
<p><img  title=""  alt="20agatha-cristie 8 curiosidades sobre Testemunha de Acusação, de Agatha Christie" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full" src="https://im.rediff.com/getahead/2016/sep/20agatha-cristie.jpg" width="350" height="298" /></p>
<p>Aparentemente Agatha era exigente quanto às adaptações de suas histórias. Tanto que, na época do lançamento, ela disse que Testemunha de Acusação “era o único filme até então baseado em uma história dela que gostou”. Nove filmes foram lançados antes desse, entre eles Lord Edgware Dies (1934) e O Vingador Invisível (1945), baseado no livro E Não Sobrou Nenhum.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h1>8. Boca fechada</h1>
<p><img  title=""  alt="91h6StTNJlL._SY445_ 8 curiosidades sobre Testemunha de Acusação, de Agatha Christie" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full" src="https://images-na.ssl-images-amazon.com/images/I/91h6StTNJlL._SY445_.jpg" width="307" height="445" /></p>
<p>Após o lançamento, também foi feito um esforço para evitar que o final fosse arruinado pelo público. No fim do filme, foi incluído um pedido para que as pessoas não revelassem como a história terminava. Sem spoilers, pessoal.</p>
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<p>&nbsp;</p>
<h1>SOBRE O LIVRO</h1>
<p><a href="https://amzn.to/434W1Jt" target="_blank" rel="noopener"><img  title=""  alt="81nR2qhE0yL._SY522_ 8 curiosidades sobre Testemunha de Acusação, de Agatha Christie" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large" src="https://m.media-amazon.com/images/I/81nR2qhE0yL._SY522_.jpg" width="314" height="522" /></a><img  title="" loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8525431664"  alt="ir?t=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8525431664 8 curiosidades sobre Testemunha de Acusação, de Agatha Christie"  width="1" height="1" border="0" /></p>
<p><strong>Título</strong>: Testemunha de acusação e outras histórias<br />
<strong>Autora</strong>: Agatha Christie<br />
<strong>Páginas</strong>: 272<br />
<strong>Editora</strong>: L&amp;PM<br />
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<p><em>SINOPSE</em> &#8211; Leonard Vole está sendo julgado pelo assassinato de Emily French, uma senhora rica que fez dele seu único herdeiro, sem saber que era casado. Ele alega inocência, mas o julgamento toma um rumo inesperado quando Romaine, a mulher de Leonard, se apresenta como testemunha de acusação. Publicado originalmente em 1925, &#8216;Testemunha de acusação&#8217; traz um dos enredos mais conhecidos de Agatha Christie, que foi adaptado aos cinemas, em 1957, pelas mãos do genial diretor Billy Wilder. Um drama de tribunal para se ler num fôlego só.Este volume traz ainda outras narrativas curtas das primeiras décadas da carreira da Rainha do Crime, como &#8216;A segunda batida gongo&#8217;, protagonizado por Hercule Poirot.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>(Fontes: Wikipedia, IMDB)</em></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100"  alt="WOsSxJON_400x400 8 curiosidades sobre Testemunha de Acusação, de Agatha Christie"  itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
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		<title>A Marca da Maldade, de Orson Welles</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Jul 2016 15:26:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[a marca da maldade]]></category>
		<category><![CDATA[ana paula laux]]></category>
		<category><![CDATA[charlton heston]]></category>
		<category><![CDATA[hollywood]]></category>
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		<category><![CDATA[noir]]></category>
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		<category><![CDATA[touch of evil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Ana Paula Laux &#8211; Zapeando pelas categorias do Netflix, encontrei aquele tipo de filme que sou apaixonada mas que</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Ana Paula Laux</em> &#8211; Zapeando pelas categorias do Netflix, encontrei aquele tipo de filme que sou apaixonada mas que é praticamente impossível achar nas grades de canais pagos hoje em dia: classicões das décadas de 30, 40 e 50 da Era de Ouro do cinema, aqueles filmes de máfia com James Cagney, as comédias com Tracy e Hepburn, os filmes noir com Bogart, etc.</p>
<p>O filme em questão é <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Touch_of_Evil" target="_blank" rel="noopener noreferrer">A Marca da Maldade</a>, de 1958, dirigido por Orson Welles e com um elenco notável como Charlton Heston, Janet Leigh, Zsa Zsa Gabor e Marlene Dietrich, além do próprio Welles num dos papéis principais.</p>
<p align="justify">A Marca da Maldade foi lançado dezessete anos depois de Cidadão Kane, e trata da investigação de um assassinato numa cidade na fronteira do México com os Estados Unidos. O chefe de polícia mexicano Ramon Miguel Vargas, feito por um Charlton Heston com um bigode bem clichê, está em lua de mel com a esposa Susan, vivida por Janet Leigh (que ainda não tinha estourado em Psicose).</p>
<p align="justify">A explosão de um carro motiva a investigação inicial de Vargas, que descobre uma rede de corrupção dentro da própria polícia, envolvendo vários agentes da lei daquela região. Orson Welles, praticamente irreconhecível por estar muito obeso e com aspecto de homem idoso (ele tinha apenas 43 anos na época!), é o corrupto detetive Hank Quinlan, chefe de polícia que manipula provas criminais e compra o silêncio de quem for preciso na base da intimidação.</p>
<p align="justify">A atmosfera é típica dos filmes noir porém eu esperava mais do roteiro, que foi assinado por Orson Welles mas adaptado de uma obra de Whit Masterson, pseudônimo de uma dupla de americanos cuja marca eram os roteiros cinematográficos nesse estilão noir/detetive/crime/investigação.</p>
<p align="justify">Há frases e interpelações meio tolas, e a atuação sempre regular de Charlton Heston não acrescenta nada de espetacular ao filme, apesar de ele ser o nome mais importante do elenco. Talvez tenha sido um estigma na vida de Welles, tentar eternamente superar o sucesso de Cidadão Kane, considerado o melhor filme de todos os tempos pelo American Film Institute.</p>
<p align="justify">Por outro lado, as escolhas da direção podem ser mais determinantes para se chegar até o final. Sendo em preto e branco o filme já vem embalado num clima tenso, e Welles consegue valorizar muito bem esse estilo com um bom movimento de câmera, closes na hora certa (como nos olhos de Marlene Dietrich, a cereja do bolo no filme), tomadas de ângulo precisas, e ainda os momentos de silêncio perturbador como nos filmes europeus, sem aquela necessidade de preencher o vazio o tempo todo.</p>
<p align="justify">O mais curioso é que, pelo que pesquisei, o filme não foi todo editado pelo próprio Welles porque ele foi demitido pelos produtores no processo final de edição. A demissão resultou em corte de cenas, mas ainda acho que o estilo de Welles acabou permanecendo mesmo no filme reeditado. A trilha sonora, eu preciso dizer, é notável nos primeiros minutos. Pudera, porque é assinada pelo incrível Henry Mancini.</p>
<p style="text-align: center;" align="justify"><img  title=""  alt="060-A-2BMarca-2Bda-2BMaldade-834x600 A Marca da Maldade, de Orson Welles" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large" src="https://www.cinemarden.com.br/wp-content/uploads/2018/10/060-A-2BMarca-2Bda-2BMaldade-834x600.jpg" width="834" height="600" /></p>
<p align="justify">Apesar do roteiro não ter me convencido tanto, a mensagem do filme continua relevante mesmo que venha lá de 1958. Quantas vezes você viu na TV alguma notícia sobre corrupção na polícia recentemente? Filmes (e livros) que “conversam” com o público pelas décadas são os mais atraentes, porque falam sobre a essência da natureza humana (assim como os livros da Agatha Christie, as peças de Shakespeare), essa que não muda tanto assim porque tem coisas que o processo evolutivo leva tempo pra corrigir na raça humana&#8230; isso se houver correções para certos desvios de caráter.</p>
<p align="justify">Tempos atrás, o canal TCM exibia seleções diárias com filmes clássicos sensacionais. Hoje, só se acha esse tipo de filme para vender e em box especiais, coletâneas, ou alguns até no Youtube mas com qualidade questionável. Ou então na sorte, como eu achei, xeretando a grade escondida das joias do cinema no Netflix.</p>
<p align="justify">
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100"  alt="WOsSxJON_400x400 A Marca da Maldade, de Orson Welles"  itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2016/07/28/a-marca-da-maldade-de-orson-welles/">A Marca da Maldade, de Orson Welles</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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