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	<title>Arquivos morte na mesopotâmia -</title>
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		<title>Agatha Christie e a paixão por Nimrud</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Mar 2015 19:35:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agatha Christie]]></category>
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		<category><![CDATA[encontro com a morte]]></category>
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<p>O sítio arqueológico de Nimrud fica ao norte do Iraque, e tem sido uma área de escavações desde meados do século 19. Fundada há mais de 3 mil anos, seu nome vem do rei bíblico Nimrod, mas a cidade atingiu prosperidade durante o reinado de D. Ashurnasirpal II (883-859 AC), época em que se tornou capital do Império Assírio. Fica a 30 quilômetros a sudeste de Mossul, terceira maior cidade do Iraque e a capital da Província de Ninawa.</p>
<figure id="attachment_5166" aria-describedby="caption-attachment-5166" style="width: 300px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-5166 size-medium" style="border: 1px solid #000000;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/03/nimrud2.jpg?w=300" alt="nimrud2" width="300" height="193" /><figcaption id="caption-attachment-5166" class="wp-caption-text"><em>Guardiões de uma das entradas do palácio em Nimrud. (Foto: Wikipedia)</em></figcaption></figure>
<p>Nimrud ganhou as manchetes do mundo não pela considerável referência histórica, mas por uma onda de vandalismo que vem assolando aquela região. Em março, membros do Estado Islâmico chocaram o mundo após promoverem a destruição de estátuas milenares dentro do museu de Mossul e divulgarem um vídeo pela internet. Segundo o Ministério de Turismo e Antiguidades do Iraque, a cidade de Nimrud também foi atacada pelos terroristas, que usaram escavadoras e tratores para destruí-la.</p>
<p>As ruínas de Nimrud preservam uma ligação afetiva com Agatha Christie, que foi casada com o arqueólogo Max Mallowan por mais de 40 anos. Na década de 1930, ele apresentou a região à esposa, que virou <em>habitué</em> nas expedições arqueológicas do marido. As primeiras impressões de Agatha sobre Nimrud foram registradas dessa forma:</p><div id="liter-117539439" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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<h4 style="padding-left: 40px;">[su_quote]“é um belo local&#8230; o Tigre estava a apenas 1 milha de distância, e na grande elevação da Acrópole, enormes cabeças de pedra assírias emergiam do solo&#8230; Era um trecho espetacular do país – calmo, romântico e impregnado pelo passado.”[/su_quote]</h4>
<figure id="attachment_5167" aria-describedby="caption-attachment-5167" style="width: 196px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-5167" style="border: 1px solid #000000;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/03/monalisa.jpg?w=235" alt="monalisa" width="196" height="250" /><figcaption id="caption-attachment-5167" class="wp-caption-text"><em>A Mona Lisa de Nimrud</em></figcaption></figure>
<p>A colaboração de Agatha nas escavações era variada: ela fotografava, datilografava o catálogo de descobertas e também ajudava a limpar artefatos encontrados pela equipe. Dedicada, chegava a usar creme facial e uma agulha de tricô laranja finíssima para remover as sujeiras nas peças delicadas. Uma das mais famosas foi a conhecida como “Mona Lisa de Nimrud”, uma cabeça feita em marfim de uma simpática mulher com cabelos e olhos pintados de uma cor escura, tranças ornando a face e um sorriso tão real quanto o de uma menina arteira. Encontrada pela equipe de Mallowan em um poço nos arredores do palácio de Nimrud em abril de 1952, a peça datava do final do século VIII a.c.</p>
<p>Além de colaborar com a pesquisa arqueológica do marido, Agatha também temperava suas tramas policiais com especiarias de civilizações antigas. Ávida pelo conhecimento e fã de cenários ancestrais, ela ambientou vários livros aproveitando o tema, como Morte na Mesopotâmia (1936), Morte no Nilo (1937) e Encontro com a Morte (1938).</p>
<figure id="attachment_5168" aria-describedby="caption-attachment-5168" style="width: 190px" class="wp-caption aligncenter"><img decoding="async" class="wp-image-5168" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/03/agatha_fotografa.jpg" alt="agatha_fotografa" width="190" height="282" /><figcaption id="caption-attachment-5168" class="wp-caption-text"><em>Agatha Christie no Iraque, em 1950. (Foto: Mystery Scene Magazine)</em></figcaption></figure>
<p>Em uma escavação marcante em Nimrud liderada pelo marido, em 1949, ela tinha um quarto adicional junto às instalações da equipe para poder escrever com mais tranquilidade. O episódio está descrito na autobiografia da autora, onde ela explica que o lugar era “<em>uma pequena sala, de tijolos de barro&#8230; com uma janela, uma mesa, uma cadeira na posição vertical e os restos desmoronados de uma poltrona tão decrépita que era difícil para se sentar, mas ainda confortável&#8230;</em>”. Havia também uma placa feita por um dos epigrafistas, que foi fixada na porta de entrada com a frase “Beit Agatha” (Casa de Agatha) em cuneiforme, uma delicadeza que mostrava o carinho para com a romancista.</p>
<p>Os saques e ataques dos membros do EI, que têm vitimado várias pessoas e o patrimônio histórico do Iraque em nome da “aniquilação de estátuas que sirvam de objeto de adoração e idolatria”, dominam a pauta dos principais veículos de mídia no mundo. Se viva, o que diria Agatha Christie sobre o desaparecimento da região que ela descreveu com tanta afeição no passado?</p>
<ul>
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</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h3>DICA DE LEITURA</h3>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/Morte-na-Mesopot%C3%A2mia-Agatha-Christie/dp/8525421618?_encoding=UTF8&amp;qid=1624555642&amp;sr=8-48&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=a6cd4b4972ad160eaa189774f3787997&amp;language=pt_BR&amp;ref_=as_li_ss_il" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8525421618&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20&amp;language=pt_BR" border="0" /></a><img loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8525421618" alt="" width="1" height="1" border="0" /></p>
<p><strong>Título</strong>: Morte na Mesopotâmia<br />
<strong>Autora</strong>: Agatha Christie<br />
<strong>Páginas</strong>: 272<br />
<strong>Editora</strong>: L&amp;PM<br />
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<p>SINOPSE &#8211; No sítio arqueológico de Tell Yarimjah, às margens do rio Tigre, a enfermeira Amy Leatheran recebe a missão de cuidar da frágil e enigmática Louise Leidner, esposa do arqueólogo-chefe. Em meio à sinistra atmosfera e ao bizarro comportamento dos membros da expedição, a tarefa aparentemente simples é interrompida por um intrigante assassinato. Quando tudo indica que o crime permanecerá impune, a polícia local solicita a colaboração de Hercule Poirot, de passagem em terras iraquianas. Posto à prova no exótico cenário, o detetive belga enfrenta o desafio de desvendar um de seus casos mais insólitos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>(Imagens: <a href="http://www.theage.com.au/entertainment/mystery-of-the-missing-riches-20120427-1xphv.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">The age</a>, Wikipedia, <a href="http://mysteryscenemag.com/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=1819:agatha-and-iraq&amp;catid=20:articles&amp;Itemid=191" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Mystery Scene Magazine</a>)</em></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/03/12/agatha-christie-e-a-paixao-por-nimrud/">Agatha Christie e a paixão por Nimrud</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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