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	<title>Arquivos O Falcão Maltês -</title>
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	<title>Arquivos O Falcão Maltês -</title>
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		<title>DASHIELL HAMMETT &#124; Antes da literatura, ele foi detetive particular</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jan 2018 19:05:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; CRIOU SAM SPADE &#8211; Samuel Dashiell Hammett nasceu em Maryland, Estados Unidos, em 1894. Frequentou a escola até os 14 anos, mas largou tudo para trabalhar. Foi entregador de jornal, operário de uma fábrica de enlatados, estivador e detetive particular. Em 1922, largou tudo de novo para ser escritor. Publicava contos em revistas de...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><strong>CRIOU SAM SPADE</strong> &#8211; Samuel Dashiell Hammett nasceu em Maryland, Estados Unidos, em 1894. Frequentou a escola até os 14 anos, mas largou tudo para trabalhar. Foi entregador de jornal, operário de uma fábrica de enlatados, estivador e detetive particular.</p>
<p>Em 1922, largou tudo de novo para ser escritor. Publicava contos em revistas de ficção científica e policial, histórias recheadas de personagens cínicos e maliciosos que logo agradaram os leitores. Hammett usou a própria experiência como detetive da Agência Pinkerton, onde trabalhou de 1915 e 1921, para criar o universo dos seus personagens.</p>
<h3 style="padding-left: 80px;">[su_quote]Ficou conhecido especialmente por criar Sam Spade, símbolo do detetive durão que aparece no livro &#8220;O falcão maltês&#8221;, de 1930.[/su_quote]</h3>
<p>Um episódio muito conhecido em sua vida aconteceu em 1951, quando foi perseguido pela Comissão de Atividades Antiamericanas, do senador Joseph McCarthy. O escritor foi acusado de esconder informações sobre amigos comunistas e, como não colaborou, passou cinco meses em cana.</p>
<p style="text-align: center;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-24054 " style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 30px; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2018/01/mcarthy.jpg" alt="Dashiell Hammett" width="418" height="339" />Minutos antes de testemunhar no Senado (Getty Images)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Dashiell Hammett escreveu cerca de 80 contos e cinco romances policiais, e até hoje é lembrado como um dos grandes nomes da literatura policial. No fim da vida, teve problemas financeiros e de saúde. Em 10 de janeiro de 1961, aos 66 anos, não resistiu a um câncer de pulmão.</p>
<ul>
<li><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/3HPA3wk" target="_blank" rel="noopener">Livros e e-books de Dashiell Hammett</a></span></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h4>DICA DE LEITURA</h4>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/falc%C3%A3o-malt%C3%AAs-Dashiell-Hammett/dp/6556661554?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;crid=JMOYCMFRV1FZ&amp;keywords=dashiell+hammett&amp;qid=1641749297&amp;sprefix=dashiell+hammet%2Caps%2C267&amp;sr=8-5&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=a669a786bd8799ef01e0ae2d77052d91&amp;language=pt_BR&amp;ref_=as_li_ss_il" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=6556661554&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20&amp;language=pt_BR" border="0" /></a><img decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=6556661554" alt="" width="1" height="1" border="0" /></p>
<p><strong>Título</strong>: O falcão maltês<br />
<strong>Autor</strong>: Dashiell Hammett<br />
<strong>Tradução</strong>: Rubens Figueiredo<br />
<strong>Páginas</strong>: 268<br />
<strong>Editora</strong>: L&amp;PM pocket<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/3f5ddED">Compre o livro/e-book</a></span></p>
<p>SINOPSE &#8211; O falcão maltês, assim como O longo adeus, de Raymond Chandler, está no alto do pódio da literatura policial. Mais precisamente da chamada literatura noir, como os franceses batizaram lá nos meados do século XX, buscando colocar, digamos, uma estrela a mais no chamado gênero policial. Ou seja, tinha enredo, trama, mistério e&#8230; alta literatura. O leitor tem nas mãos um verdadeiro banquete literário. Sam Spade, detetive particular, assim como Philip Marlowe de Raymond Chandler, é um personagem emblemático do gênero. Homens duros, mas não raro sentimentais, são sobreviventes num mundo onde a hipocrisia se entrelaça com o sonho americano, nos anos 1940 e 1950. Maltratados pelos policiais, eles sabem que, antes de mais nada, tiras não gostam de detetives privados, e, neste livro, Hammett mostra o perfeito descompasso entre o que move tiras e detetives diante da investigação de um crime. Uns servem – pelos menos teoricamente – à lei, e os outros obedecem a um cliente que nem sempre representa a mais nobre das causas. Muito pelo contrário, como é o caso da busca frenética pelo legendário falcão maltês, uma antiga estatueta valiosíssima. O detetive Sam Spade é contratado para achar o precioso tesouro e se vê envolvido numa grande encrenca; uma complexa operação que mistura policiais, clientes e bandidos. Os diálogos perfeitos, os personagens bizarros, o clima de desconfiança, a trama complicada, tudo isso combina ao mesmo tempo o mistério de um brilhante livro policial com as misérias, incertezas e fragilidades da condição humana. Uma obra-prima.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2018/01/10/dashiell-hammett-foi-um-dos-principais-nomes-da-literatura-noir/">DASHIELL HAMMETT | Antes da literatura, ele foi detetive particular</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Conto desconhecido de Dashiell Hammett é reeditado nos Estados Unidos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Dec 2017 11:15:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>DO CRIADOR DE SAM SPADE &#8211; “The glass that laughed” (O vidro que riu, tradução livre) é um conto praticamente desconhecido de Dashiell Hammett que foi originalmente publicado na revista True Police Stories em novembro de 1925, quando o autor tinha 31 anos. A edição logo desapareceu com o tempo, desfalcando até hoje a bibliografia...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>DO CRIADOR DE SAM SPADE</strong> &#8211; “The glass that laughed” (O vidro que riu, tradução livre) é um conto praticamente desconhecido de Dashiell Hammett que foi originalmente publicado na revista True Police Stories em novembro de 1925, quando o autor tinha 31 anos. A edição logo desapareceu com o tempo, desfalcando até hoje a bibliografia do criador de clássicos como <em>O falcão maltês</em> e <em>O Continental OP</em>.</p>
<p><a href="https://www.washingtonpost.com/entertainment/a-long-lost-dashiell-hammett-story-has-been-reissued/2017/11/28/f8a4ecc0-d460-11e7-9ad9-ca0619edfa05_story.html?utm_term=.0961d73d93ee" target="_blank" rel="noopener noreferrer">A notícia foi publicada no jornal Washington Post,</a> que revelou que a neta de Hammett, a atual administradora do legado do avô, foi informada através de um grupo dedicado a ele no Facebook sobre a existência do misterioso conto. Segundo o jornal, um bombeiro chamado Daniel Robinson comprou uma cópia da revista de 1925 em um leilão e logo identificou a história assinada por Hammett. Intrigado, entrou em contato com Kevin Burton Smith, criador do site The Thrilling Detective Web Site, que o ajudou a confirmar que o conto era verídico e que realmente havia se perdido no tempo. Foi então que entraram em contato com a neta do escritor, que comprou a revista de Robinson.</p>
<p><center><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=qf_sp_asin_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=B077S65GPW&amp;asins=B077S65GPW&amp;linkId=427e1c175dcb6ff0a563d93c81f7bac3&amp;show_border=false&amp;link_opens_in_new_window=true&amp;price_color=333333&amp;title_color=0066c0&amp;bg_color=ffffff" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></center><br />
&nbsp;</p>
<p>Segundo o biógrafo de Hammett, Richard Layman, o autor passava por problemas financeiros quando escreveu “The glass that laughed”, muito tempo antes de publicar os livros que o consagrariam. O conto foi reeditado pela editora independente Electric Literatura, tem 17 páginas e já está disponível pela Amazon, mas apenas em inglês.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2017/12/08/conto-desconhecido-de-dashiell-hammett-e-reeditado-nos-estados-unidos/">Conto desconhecido de Dashiell Hammett é reeditado nos Estados Unidos</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Lançado em 1941, Relíquia Macabra é um clássico noir</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Oct 2016 21:34:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>* Atualizado em 03/10/2019 &#160; O filme Relíquia Macabra foi lançado em 3 de outubro de 1941, em Nova York, e contou com uma das grandes estrelas de Hollywood no elenco da época. O filme foi uma adaptação do romance policial de Dashiell Hammett, O Falcão Maltês, com Humphrey Bogart no papel do detetive particular...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>* Atualizado em 03/10/2019</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O filme Relíquia Macabra foi lançado em 3 de outubro de 1941, em Nova York, e contou com uma das grandes estrelas de Hollywood no elenco da época.</p>
<p>O filme foi uma adaptação do romance policial de Dashiell Hammett, O Falcão Maltês, com Humphrey Bogart no papel do detetive particular Sam Spade, Peter Lorre como o vilão Joel Cairo  e direção de John Houston.</p>
<p>A trama tem como cenário a cidade de San Francisco, na Califórnia, onde Spade é contratado por uma misteriosa mulher misteriosa que procura pela irmã. O caso parecia simples, mas torna-se difícil quando situações estranhas começam a acontecer. Subitamente, parece que todos estão em busca de uma exclusiva estátua de falcão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=851606283X&amp;asins=851606283X&amp;linkId=f3072cda60e6929d928671454d5067cf&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Relíquia Macabra foi considerado um dos maiores filmes de todos os tempos pela revista Entertainment Weekly, e foi também citado pela Panorama du Film Noir Américain como o primeiro grande filme noir.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Conheça a obra de Dashiell Hammett</h4>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/jxaR0JpecOA" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.youtube.com/literaturapolicial" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-38465" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2019/09/inscrever_p.png" alt="" width="200" height="84" /></a></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2016/10/03/lancado-ha-75-anos-reliquia-macabra-e-um-classico-noir/">Lançado em 1941, Relíquia Macabra é um clássico noir</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>O lado obscuro da literatura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2015 20:19:01 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7608 size-large" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/0001478433.jpg?w=700" alt="0001478433" width="700" height="393" /> <span style="color:#0000ff;"><a style="color:#0000ff;" href="http://www.elobservador.com.uy/el-lado-oscuro-la-literatura-n657534" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Publicado originalmente no site El Observador</a></span>, <strong>por Andrés Riciardulli</strong><br />
(Tradução: Rogério Christofoletti)<br />
&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">O romance policial bate recordes de vendas e se torna o queridinho dos editores no Uruguai. Novas coleções e autores nacionais e estrangeiros revitalizaram o gênero e revivem o fenômeno. </span><span style="font-size:1.25em;"><em>O assassino é o mordomo.</em> Com esta frase simples mas poderosa, uma parte importante da opinião pública uruguaia criticou durante décadas um gênero que desde o início teve em sua linha escritores de grande talento. Tal setor preconceituoso da sociedade omitia o bom e apontava unicamente para o mal, com uma miopia que foi o resultado da ignorância.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Muitos desses críticos, se não estivessem mortos hoje, ficariam estupefatos ao conhecer as cifras que a indústria do livro policial move, as filas que se formam nas feiras para pegar autógrafos e os milhões de adeptos que têm o gênero em qualquer de suas variantes, prova cabal de que a arte sempre abre caminhos apesar das barreiras.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Ainda que alguns opinem que o fenômeno tenha chegado ao fim, é preciso reconhecer a revitalização do gênero pelos <a href="https://literaturapolicial.com/2014/10/27/10-estrelas-da-literatura-policial-na-escandinavia/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">autores nórdicos</a>. Escritores como o desaparecido Stieg Larsson, Henning Mankell, Jo Nesbo ou Arne Dahl demonstraram que a violência e a corrupção estão à espreita até mesmo nos países mais prósperos do planeta. </span><span style="font-size:1.25em;">Fascinado pelo contraste do sangue na neve e por certa morbidez ao saber que na Suécia, Finlândia e Noruega também há problemas, o público respondeu de imediato em escala mundial e as vendas dispararam como nunca.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:1.55em;">Na origem estava Poe</span></strong><br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7600 size-medium" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/poe.jpg?w=221" alt="poe" width="221" height="300" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Hoje se aceita que Edgar Allan Poe foi o pai do gênero. A publicação na década de 1840 de &#8216;Os Crimes da Rua Morgue&#8217;, &#8216;O Mistério de Marie Roget&#8217; e &#8216;A Carta Roubada&#8217;, protagonizados pelo detetive Auguste Dupin, marca um antes e um depois no gênero. </span><span style="font-size:1.25em;">Nessas obras, Poe criou as bases do gênero, ao exemplificar como um crime poderia ser solucionado graças à racionalidade absoluta de um investigador. Além disso, apresentou uma das cenas mais clássicas do policial: o assassinato inexplicável, já que o cômodo onde está o cadáver está fechado por dentro.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">À luz desse faro precursor surgem outros detetives que farão história, como o mítico Sherlock Holmes, Hercule Poirot, Miss Marple, Maigret ou o Padre Brown. O sucesso imediato desses personagens não é apenas fruto do talento de seus criadores, mas também das características de uma época. </span><span style="font-size:1.25em;">Michel Foucault explica com maestria: “Tem sido absolutamente necessário constituir o povo em sujeito moral, separá-lo, então, da delinquência. Separar claramente o grupo dos delinquentes, mostrá-los como perigosos não apenas para os ricos, mas também para os pobres; mostrá-los carregados de todos os vícios e origem dos maiores perigos. Vem daí o nascimento da literatura policial e a importância dos jornais de sucesso, dos horríveis relatos de crimes”.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Isso é particularmente certo no caso dos Estados Unidos, onde além da imprensa marrom surgem no começo do século XX as famosas revistas Pulp, que serão o berço da novela negra. Escritores como Dashiell Hammett, Raymond Chandler e Jim Thompson publicam ali relatos de detetives e heróis que, diferentemente dos britânicos, estão dispostos a sujar as mãos. Surge assim um subgênero de linhas bem definidas: personagens ambíguos que têm um lado obscuro, menos dedução racional e mais investigação em campo, e uma critica social bem marcada.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Muitas das obras desses autores seriam logo levadas ao cinema com grande sucesso (Perdição, O Falcão Maltês, O Sono Eterno), o que ajudou a popularizar um gênero que teve em Humphrey Bogart seu ícone mais conhecido. </span><span style="font-size:1.25em;">Na América Latina, a coleção <em>El Séptimo Círculo</em>, publicada entre 1945 e 1983, e dirigida por Jorge Luis Borges e Adolfo Bioy Casares durante os primeiros dez anos, fez com que milhões de leitores se convertessem em adeptos da novela policial.</span></p>
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<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:1.55em;">Assassinato à moda uruguaia<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7613" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/collage.jpg?w=750" alt="collage" width="598" height="299" /><br />
</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">No Uruguai, escritores como Juan Carlos Onetti e Mario Levrero conseguiram, com suas preferências confessadas, que o público lesse o mesmo que eles. </span><span style="font-size:1.25em;">É o caso de Renzo Rossello (Trampa para ángeles de barro, Las Furias, El combatiente), um dos autores nacionais de maior prestígio na matéria policial. Desde muito jovem se deleitava com as histórias de Sherlock Holmes, mas foi graças a Onetti que conheceu os reis da novela negra, que lhe despertaram a necessidade de escrever.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Levou tão a sério que decidiu direcionar sua carreira como jornalista para a cobertura de crimes: &#8220;Eu queria descer ao barro, ver as coisas no terreno. Também pensava que do meu trabalho poderia surgir material que me servisse para escrever ficção. Não foi exatamente o que aconteceu, mas essa tarefa jornalística me ensinou muito&#8221;. </span><span style="font-size:1.25em;">Embora Rossello estivesse em conformidade com essa fase, teve que abandoná-la. &#8220;Foram muitos anos e acabei adoecendo. Entendo que no jornalismo temos que trabalhar a partir da sensibilidade pessoal porque senão não funciona, e isso estava me fazendo muito mal. Estava adoecendo, tinha muitos pesadelos&#8221;, revela.</span><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Sobre o sucesso atual da novela policial, Rossello considera natural. &#8220;O mais obscuro sempre nos atrai. Não creio nas pessoas descartam ser positivas ou portadores de uma visão otimista da vida. A literatura negra é uma indagação sobre o lado mais sombrio de nós mesmos&#8221;, ressalta. Mas ele acredita que tem sido fundamental a hibridização com outros subgêneros, como a ficção científica, o romance político, o gótico e os quadrinhos. &#8220;Essas possibilidades de &#8216;cruzamento de raças&#8217; tem dado força e sobrevivência ao gênero noir&#8221;, afirma.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Algumas das obras de Rossello foram publicadas na coleção Cosecha Roja, da editora uruguaia Estuario, criada em 2010, e que já publicou 17 livros policiais, 15 deles de autores nacionais. Marcela Saborido, responsável pela seleção, disse que o empreendimento surgiu de uma necessidade editorial já que lhes chegavam muitas obras que não tinham lugar no catálogo. </span><span style="font-size:1.25em;">Para Saborido, a novela policial uruguaia &#8220;se caracteriza por retratar muito bem a polícia e os criminosos, que também são muito identificáveis&#8221;. Sobre o impacto da coleção, acredita que ajudou a quebrar o preconceito sobre o gênero no país. &#8220;Muita obra boa não era publicada. Creio que houve uma mudança e por isso estão saindo tantos livros e tantos autores novos&#8221;, destacou.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">O caso de Cosecha Roja é único no Uruguai mas não no mundo. Editoras de todas as partes, sempre atentas ao mercado, tem se voltado à publicação de novelas policiais em diferentes coleções. Na Argentina, destaca-se Negro Absoluto, a cargo do escritor e guru de toda uma geração Juan Sasturian. Há também Extremo Negro, coordenada pelo escritor Carlos Santos Sáez. Na Espanha, Salamandra Black, uma aventura editorial do selo da lagartixa, já publicou seis títulos mais que aceitáveis de autores contemporâneos, alguns tão na moda como Nic Pizzolatto, criador da série televisiva True Detective.</span></p>
<p style="text-align:justify;">(Imagens: Wikipedia, divulgação, <a href="http://www.elpais.com.uy/domingo/combatiente-renzo-rossello.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">El Pais</a>, <a href="http://oxandpigeon.com/ox-and-pigeon-gears-up-for-2013/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Ox and Pidgeon</a>)</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
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