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	<title>Arquivos O Sono Eterno -</title>
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	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
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	<title>Arquivos O Sono Eterno -</title>
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		<title>10 frases de Raymond Chandler para conhecer o autor</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2021/03/27/top-10-as-melhores-frases-de-raymond-chandler/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 27 Mar 2021 20:41:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Frases]]></category>
		<category><![CDATA[alfaguara]]></category>
		<category><![CDATA[citações]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Raymond Chandler é um dos grandes nomes da literatura policial americana e um dos principais autores do romance noir. Criador do detetive particular Philip Marlowe, ele ficou conhecido pelo estilo seco, irônico e cheio de imagens marcantes que ajudou a transformar o policial hard-boiled em literatura de grande impacto. Suas frases continuam sendo lembradas justamente...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Raymond Chandler é um dos grandes nomes da literatura policial americana e um dos principais autores do <strong>romance noir</strong>. Criador do detetive particular <strong>Philip Marlowe</strong>, ele ficou conhecido pelo estilo seco, irônico e cheio de imagens marcantes que ajudou a transformar o policial hard-boiled em literatura de grande impacto.</p>
<p class="isSelectedEnd">Suas frases continuam sendo lembradas justamente porque Chandler conseguia transformar violência, dinheiro, corrupção, solidão, amor e fracasso em observações rápidas e cortantes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Nesta seleção, reunimos <strong>10 frases marcantes de Raymond Chandler</strong>, extraídas ou tradicionalmente atribuídas à sua obra e ao seu pensamento, incluindo romances, textos e anotações.</p><div id="liter-2159382908" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<blockquote><p><strong>Nota:</strong> algumas das frases abaixo circulam em português em diferentes traduções. Por isso, a redação pode variar conforme a edição brasileira.</p></blockquote>
<p><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/31DaQm1" target="_blank" rel="noopener">Encontre livros e e-books de Raymond Chandler</a></span></p>
<h2>1. “Odeio muito as pessoas, mas não por muito tempo.”</h2>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-full" src="https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcTsyZsd1ah53mlsY_yJ2Fe5tyKcwk2IXZKHXN4Sqr-NQnYjsB-6Q1ctVik&amp;s=10" width="635" height="400" /></p>
<p class="isSelectedEnd">Uma frase que resume bem uma das características mais associadas à escrita de Chandler: o <strong>cinismo acompanhado de certo humor</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Seus personagens frequentemente desconfiam das pessoas, das instituições e das boas intenções, mas raramente conseguem se manter completamente indiferentes ao sofrimento alheio.</p>
<p>Esse contraste aparece especialmente em Philip Marlowe, detetive que pode parecer durão e desencantado, mas que frequentemente acaba envolvido em problemas por não conseguir simplesmente virar as costas para alguém em dificuldade.</p>
<h2>2. “Homens mortos pesam mais do que corações partidos.”</h2>
<p class="isSelectedEnd">Uma das frases mais famosas de Chandler aparece em <strong><em>O Sono Eterno</em></strong> (<em>The Big Sleep</em>), primeiro romance do autor e primeira aventura de Philip Marlowe.</p>
<p class="isSelectedEnd">A frase é tão associada a Chandler que foi escolhida para o <strong>monumento compartilhado de Raymond Chandler e sua esposa, Cissy</strong>, quando as cinzas dela foram enterradas junto às do escritor em 2011.</p>
<p>É um excelente exemplo do estilo do autor: uma observação curta que mistura morte, sofrimento e ironia.</p>
<h2>3. “Estou convencido de que não existe nenhum meio limpo de se conseguir 100 milhões de dólares.”</h2>
<p class="isSelectedEnd">Chandler tinha uma visão bastante crítica sobre dinheiro, poder e a elite econômica.</p>
<p class="isSelectedEnd">A frase resume uma ideia recorrente em seus romances: por trás da aparência respeitável de muitas pessoas ricas existem interesses, chantagens, corrupção e relações de poder.</p>
<p>Esse ambiente é fundamental para o universo de Philip Marlowe, que frequentemente recebe trabalhos de clientes ricos e acaba descobrindo que o dinheiro não tornou suas vidas menos complicadas.</p>
<h2>4. “Quanto mais você racionaliza, menos você cria.”</h2>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full" src="https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQrbypqZTBXwNKNYK83-dAAlww0xS9KGeW2MoADMEqlUZ4lDbQKReGHefFy&amp;s=10" width="447" height="447" /></p>
<p class="isSelectedEnd">Esta frase mostra um lado diferente de Chandler, relacionado ao processo criativo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em vez do detetive cínico ou do escritor de histórias de crime, aparece aqui o autor refletindo sobre <strong>criatividade e racionalização</strong>.</p>
<p>A frase é amplamente atribuída a Chandler e circula em diferentes coleções de citações do escritor.</p>
<h2>5. “Eu sou um picareta cansado e com um futuro duvidoso.”</h2>
<p class="isSelectedEnd">A frase combina duas características que aparecem repetidamente na escrita de Chandler: <strong>autoironia e desencanto</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Seu universo é povoado por detetives, criminosos, golpistas, policiais, milionários e personagens que raramente conseguem atravessar a história sem alguma perda.</p>
<p>Essa atmosfera de pessimismo é uma das marcas do romance policial noir.</p>
<h2>6. “Se eu não fosse duro, não estaria vivo. Se eu não pudesse nunca ser gentil, não mereceria estar vivo.”</h2>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full" src="https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQhjkVQ3C2f9k1DKKqjmMzOap9rTrg7y38tIe8d7bkqPL3_iapaGOdsSiFG&amp;s=10" width="657" height="466" /></p>
<p class="isSelectedEnd">Essa é provavelmente uma das frases que melhor resume a personalidade de <strong>Philip Marlowe</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">O detetive precisa ser duro para sobreviver ao ambiente em que trabalha, mas não pode abandonar completamente a compaixão.</p>
<p>Essa combinação — <strong>cinismo por fora e um código moral por dentro</strong> — é justamente uma das características que ajudaram a transformar Marlowe em um dos grandes detetives da literatura policial.</p>
<h2>7. “Em tudo que chamamos de arte existe uma qualidade de redenção.”</h2>
<p class="isSelectedEnd">A frase é tradicionalmente atribuída a Chandler e costuma aparecer em coletâneas de citações relacionadas ao autor.</p>
<p>Ela combina com uma ideia importante de sua produção: apesar de seus personagens viverem em ambientes violentos, corruptos e moralmente ambíguos, a literatura pode encontrar algum significado dentro desse caos.</p>
<h2>8. “Há dois tipos de verdade: a que ilumina o caminho e a que aquece o coração.”</h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full" src="https://i.guim.co.uk/img/static/sys-images/Books/Pix/pictures/2009/2/9/1234183565815/Raymond-Chandler-in-1940-001.jpg?width=465&amp;dpr=1&amp;s=none&amp;crop=none" width="460" height="276" /></p>
<p class="isSelectedEnd">Esta é uma das frases de Chandler que merece um cuidado especial.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ela <strong>não pertence a um romance de Philip Marlowe</strong>. A passagem vem de <strong>“Great Thought”</strong>, texto datado de <strong>19 de fevereiro de 1938</strong>, posteriormente publicado em <em>The Notebooks of Raymond Chandler</em>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Chandler diferencia ali a verdade associada à ciência daquela relacionada à arte e afirma que as duas precisam uma da outra.</p>
<p>É uma frase especialmente interessante para quem quer conhecer o escritor além dos romances policiais.</p>
<h2>9. “Dizer adeus é morrer um pouco.”</h2>
<p class="isSelectedEnd">Talvez seja uma das frases mais compartilhadas de Raymond Chandler.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ela também está associada ao universo de <strong>Philip Marlowe</strong> e aparece em <em>O Longo Adeus</em>, romance publicado em 1953.</p>
<p class="isSelectedEnd">O livro é considerado uma das obras mais importantes de Chandler e acompanha a amizade de Marlowe com Terry Lennox, um homem envolvido em circunstâncias misteriosas. A edição brasileira da Alfaguara foi traduzida por Bráulio Tavares.</p>
<p>A frase resume perfeitamente o tom melancólico do romance.</p>
<h2>10. “Por mais que eu tente ser simpático, sempre acabo com o nariz enfiado na sujeira e o polegar buscando o olho de alguém.”</h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2016/07/chandler.jpg" width="1050" height="550" /></p>
<p class="isSelectedEnd">Essa frase traduz bem o tipo de vida que espera Philip Marlowe.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ele pode até tentar ficar longe de problemas, mas sua profissão o coloca constantemente no meio de <strong>chantagens, assassinatos, corrupção, violência e mentiras</strong>.</p>
<p>É também uma boa definição do personagem: Marlowe não procura necessariamente confusão, mas raramente consegue terminar um caso sem se envolver profundamente nele.</p>
<h2>Por que as frases de Raymond Chandler continuam tão populares?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Porque Chandler não escrevia apenas sobre crimes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Seus romances também falam de <strong>solidão, dinheiro, corrupção, poder, violência, amizade e desencanto</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mas existe algo ainda mais importante: o estilo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Chandler transformava situações banais em frases com imagens inesperadas. Seu modo de escrever ajudou a estabelecer o tom do romance policial noir e influenciou não apenas escritores, mas também o cinema.</p>
<p class="isSelectedEnd">A adaptação de seus romances para Hollywood durante os anos 1940 ajudou a consolidar a estética do <strong>film noir</strong>, e Philip Marlowe se tornou um dos grandes modelos do detetive particular moderno.</p>
<h2>Raymond Chandler e Philip Marlowe</h2>
<p class="isSelectedEnd">A maior criação de Chandler foi <strong>Philip Marlowe</strong>, detetive particular de Los Angeles.</p>
<p class="isSelectedEnd">Marlowe apareceu pela primeira vez em um romance em <strong>O Sono Eterno</strong>, publicado em 1939. É também a primeira aventura longa do personagem.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ao contrário de investigadores como Sherlock Holmes, Marlowe não depende apenas da lógica.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ele observa pessoas, conversa com suspeitos, enfrenta criminosos, apanha, bebe, erra e improvisa.</p>
<p>E possui uma característica que ajuda a explicar sua popularidade: apesar de viver em um ambiente corrupto, <strong>mantém um código moral próprio</strong>.</p>
<h2>Conheça o universo de Raymond Chandler</h2>
<p class="isSelectedEnd">Se você chegou às frases de Chandler porque gosta de literatura policial, vale conhecer também seus romances.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre os principais estão:</p>
<ul data-spread="false">
<li><a href="https://link.amazon/B02JyGofZ" target="_blank" rel="noopener"><strong>O Sono Eterno</strong></a></li>
<li><a href="https://link.amazon/B06ZiiuuQ" target="_blank" rel="noopener"><strong>Adeus, Minha Querida</strong></a></li>
<li><a href="https://link.amazon/B01T1lP5k" target="_blank" rel="noopener"><strong>Janela para a Morte</strong></a></li>
<li><a href="https://link.amazon/B06bGiKoy" target="_blank" rel="noopener"><strong>A Dama do Lago</strong></a></li>
<li><a href="https://link.amazon/B01z5xBga" target="_blank" rel="noopener"><strong>A Irmãzinha</strong></a></li>
<li><a href="https://link.amazon/B0a1Pp5Dg" target="_blank" rel="noopener"><strong>O Longo Adeus</strong></a></li>
<li><a href="https://link.amazon/B01qIo8Kn" target="_blank" rel="noopener"><strong>Para sempre ou nunca mais</strong></a></li>
</ul>
<p>A obra de Chandler foi publicada em diferentes edições no Brasil ao longo dos anos, e algumas traduções receberam novos lançamentos.</p>
<h2>DICA DE LEITURA</h2>
<p><a href="https://link.amazon/B01AwHvVy" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full" src="https://m.media-amazon.com/images/I/A1ouNtQCMML._SY425_.jpg" width="277" height="425" /></a></p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Título original:</strong> <em>The Big Sleep</em><br />
<strong>Autor:</strong> Raymond Chandler<br />
<strong>Tradução:</strong> Bráulio Tavares<br />
<strong>Editora:</strong> Alfaguara<br />
<strong>Páginas:</strong> 256</p>
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<p class="isSelectedEnd">Philip Marlowe, detetive particular em Los Angeles, é chamado à mansão do velho general Sternwood para investigar um caso de chantagem envolvendo uma de suas filhas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O que parecia ser uma investigação simples rapidamente envolve Marlowe em uma rede de crimes, pornografia ilegal, corrupção e jogos clandestinos.</p>
<p>Publicado originalmente em <strong>1939</strong>, <em>O Sono Eterno</em> é o primeiro romance de Chandler e a primeira aventura de Philip Marlowe. A edição brasileira da Alfaguara foi traduzida por Bráulio Tavares e tem 256 páginas.</p>
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<h2>LEIA TAMBÉM</h2>
<ul data-spread="false">
<li><a href="LINK">Todos os livros policiais que deram origem a filmes</a></li>
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<li><a href="https://literaturapolicial.com/2023/04/16/todos-os-livros-de-agatha-christie-em-ordem-de-publicacao/">Todos os livros de Agatha Christie em ordem de publicação</a></li>
</ul>
<h2>PERGUNTAS FREQUENTES</h2>
<h2>Qual é a frase mais famosa de Raymond Chandler?</h2>
<p class="isSelectedEnd">Entre as mais conhecidas está <strong>“Homens mortos pesam mais do que corações partidos”</strong>, frase associada a <em>O Sono Eterno</em>. Ela também foi escolhida para o monumento que reúne Raymond Chandler e sua esposa Cissy.</p>
<h2>Qual foi o primeiro livro de Raymond Chandler?</h2>
<p class="isSelectedEnd"><strong>O Sono Eterno</strong>, publicado originalmente em 1939, foi o primeiro romance de Chandler e também a primeira aventura de Philip Marlowe.</p>
<h2>Quem é Philip Marlowe?</h2>
<p>Philip Marlowe é o detetive particular criado por Raymond Chandler e protagonista de seus principais romances policiais.</p>
<h2>O que é romance noir?</h2>
<p class="isSelectedEnd">É uma vertente da ficção policial marcada por ambientes urbanos sombrios, corrupção, violência, personagens moralmente ambíguos e detetives que enfrentam um sistema muito mais complexo do que simplesmente encontrar um culpado.</p>
<h2>Qual é o melhor livro de Raymond Chandler para começar?</h2>
<p class="isSelectedEnd"><strong>O Sono Eterno</strong> é a escolha mais natural porque apresenta Philip Marlowe pela primeira vez e estabelece boa parte do estilo que marcou a obra do autor.</p>
<h2>Raymond Chandler escreveu apenas livros policiais?</h2>
<p>Não. Chandler também escreveu contos, ensaios, roteiros e textos sobre literatura, cinema e criação artística. A frase sobre os dois tipos de verdade, por exemplo, vem de um texto de 1938 e não de um romance policial.</p>
<h2>CONCLUSÃO</h2>
<p class="isSelectedEnd">Raymond Chandler transformou o detetive particular em uma das figuras mais marcantes da literatura policial americana.</p>
<p class="isSelectedEnd">Philip Marlowe circula por uma Los Angeles de milionários, criminosos, policiais, chantagistas e pessoas tentando esconder o passado. Nesse ambiente, Chandler encontrou espaço para escrever não apenas sobre crimes, mas também sobre <strong>solidão, corrupção, dinheiro, amizade e fracasso</strong>.</p>
<p class="isSelectedEnd">É por isso que suas frases continuam sendo lembradas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Algumas são duras. Outras são melancólicas. Muitas têm uma dose de ironia.</p>
<p>Mas quase todas carregam a mesma característica que tornou Chandler tão importante: <strong>uma forma muito particular de olhar para o mundo</strong>.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2021/03/27/top-10-as-melhores-frases-de-raymond-chandler/">10 frases de Raymond Chandler para conhecer o autor</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O investigador particular Philip Marlowe é um símbolo da literatura noir</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2019/06/22/o-investigador-philip-marlowe-e-um-simbolo-da-literatura-noir/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Jun 2019 14:26:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[clássicos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Criado por Raymond Chandler, Philip Marlowe foi um personagem que marcou época. Ele apareceu em O Sono Eterno, livro publicado por Chandler em 1939. Quarentão, alto, magro e terrivelmente charmoso, é figura cativa de bares, guetos e inferninhos. Antes de ser detetive, foi assistente da Promotoria Pública de Los Angeles e investigador em uma...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2019/06/22/o-investigador-philip-marlowe-e-um-simbolo-da-literatura-noir/">O investigador particular Philip Marlowe é um símbolo da literatura noir</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Criado por Raymond Chandler, Philip Marlowe foi um personagem que marcou época. Ele apareceu em O Sono Eterno, livro publicado por Chandler em 1939. Quarentão, alto, magro e terrivelmente charmoso, é figura cativa de bares, guetos e inferninhos.</p>
<p>Antes de ser detetive, foi assistente da Promotoria Pública de Los Angeles e investigador em uma companhia de seguros. Porém, seu negócio é trabalhar sozinho. Seu escritório fica no sexto andar do edifício Cahuenga Building, em Hollywood, onde passa os dias sem muitas expectativas nem ambições. Como se auto-define, é “um picareta cansado e com um futuro duvidoso”.</p>
<p>Dá pra perceber que Marlowe é um típico personagem das ruas, de diálogo sarcástico e malicioso. Durão e difícil de intimidar, não dispensa um 38 engatilhado. Bêbados, batedores de carteira e cafetões são personagens comuns no seu círculo. Por isso é um detetive que vive à margem da lei. Seus excessos são mulheres, bebida e cigarros.</p><div id="liter-2159382908" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p>Philip Marlowe está em sete livros de Raymond Chandler. Migrou com sucesso para o cinema, também na pele de Humphrey Bogart. Sua última aventura foi “Para Sempre ou Nunca Mais”, de 1958.</p>
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<p>&nbsp;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/longo-adeus-Raymond-Chandler-ebook/dp/B00O2OUANC/ref=as_li_ss_il?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;keywords=raymond+chandler&amp;qid=1561202166&amp;s=gateway&amp;sr=8-2&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=f60b41129d9f43175c85249b14885770" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" class="alignleft" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=B00O2OUANC&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20" border="0" /></a><strong><img loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=B00O2OUANC" alt="" width="1" height="1" border="0" />Título</strong>: O longo adeus<br />
<strong>Autor</strong>: Raymond Chandler<br />
<strong>Páginas</strong>: 365 páginas<br />
<strong>Editora</strong>: Alfaguara<br />
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<p><strong>SINOPSE</strong> &#8211; Terry Lennox poderia ter a vida ganha. Ex-veterano de guerra, casou-se com a milionária Sylvia Potter e não precisaria mais se preocupar com nada desde que fechasse os olhos para a devassidão escancarada da mulher. Ele, no entanto, se afunda na bebida. É assim que Philip Marlowe o encontra — caído, inconsciente —, e a partir daí ambos criam um estranho laço de amizade. Quando Lennox lhe pede para fugir do país em circunstâncias misteriosas, Marlowe aceita ajudá-lo, mas aos poucos se vê enredado a uma elite poderosa e desajustada, de escritores alcoólatras e mulheres fatais, que fará de tudo para encobrir os próprios crimes. publicado em 1953, &#8220;O longo adeus&#8221; é a obra mais ousada e desafiadora de Raymond Chandler. É, nas palavras de Ricardo Piglia, &#8220;talvez o melhor romance policial que já se escreveu&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2019/06/22/o-investigador-philip-marlowe-e-um-simbolo-da-literatura-noir/">O investigador particular Philip Marlowe é um símbolo da literatura noir</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>TOP 8 &#124; Oito curiosidades sobre Raymond Chandler e a literatura noir</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2016/07/23/em-23-de-julho-de-1888-nascia-raymond-chandler/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Jul 2016 13:45:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Referência do gênero policial, Raymond Chandler foi um dos grandes nomes da literatura noir a partir da década de 1930, nos Estados Unidos. Ao lado de Dashiell Hammett e James M. Cain, é considerado um dos criadores do estilo hardboiled americano, quando o detetive deixa de ser tão cerebral &#8211; como nos livros de...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Referência do gênero policial, <span style="color: #0000ff;"><a style="text-align: justify; color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2016/03/01/a-grande-arte-do-crime-adeus-minha-querida-de-raymond-chandler/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Raymond Chandler</a></span> foi um dos grandes nomes da literatura noir a partir da década de 1930, nos Estados Unidos.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8579623952&amp;asins=8579623952&amp;linkId=94b3333413d93e300963acd0ad0caa58&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Ao lado de Dashiell Hammett e James M. Cain, é considerado um dos criadores do estilo hardboiled americano, quando o detetive deixa de ser tão cerebral &#8211; como nos livros de Arthur Conan Doyle e Agatha Christie, e passa a enfrentar a dura realidade das metrópoles.</p>
<p>Descubra cinco curiosidades sobre o Raymond Chandler e sua obra.</p><div id="liter-2159382908" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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<p>* <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2OZYIJ7" target="_blank" rel="noopener">Encontre livros e e-books de Raymond Chandler</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>1. Nasceu no final do século em Chicago</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone " src="https://1.bp.blogspot.com/-FM7Bz6uEMzI/X25-_11OpII/AAAAAAAAUNM/qXLS7ZAu-e0gExYRBogwbJNrTntQ3IiKQCLcBGAsYHQ/s792/Chandler%2Byoung.jpg" width="532" height="438" /></p>
<p>Raymond Chandler nasceu em 23 de julho de 1888, em Chicago, mas foi criado na Irlanda e Inglaterra. Filho de pais separados, partiu com a mãe para a Europa ainda pequeno. Na Inglaterra, foi professor e repórter do Daily Express e Western Gazette.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>2. Começou a escrever tarde</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large" src="http://f.i.uol.com.br/livraria/capas/images/15174166.jpeg" width="635" height="400" /></p>
<p>Entrou para a literatura tardiamente, após trabalhar em uma variedade de empregos (contador, revisor, detetive particular e até executivo de uma companhia de petróleo). Publicou os primeiros contos na famosa revista Black Mask Magazine.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>3. Seu grande sucesso foi o detetive Philip Marlowe</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone " src="https://i.pinimg.com/originals/72/6d/a9/726da9fc6765fe2163a214f800aed923.jpg" width="345" height="539" /></p>
<p>Em 1939, apresentou seu personagem mais conhecido, o detetive particular Philip Marlowe. Quarentão, alto, magro e terrivelmente charmoso, ele deu as caras no romance O Sono Eterno.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>4. O filme virou um clássico do cinema</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large" src="https://alextheatre.org/wp-content/uploads/Big-Sleep.jpg" width="500" height="380" /></p>
<p>Símbolo do detetive durão, Marlowe foi vivido no cinema por Humphrey Bogart, que estereotipou a imagem do investigador particular. O filme “À Beira do Abismo” (The Big Sleep, 1946), trazia ainda Lauren Bacall, casada com Bogart na época, com direção de Howard Hawks e roteiro de William Faulkner.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>5. A Dama do Lago</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large" src="https://www.criminalelement.com/wp-content/uploads/2016/12/lady-in-the-lake.jpg" width="475" height="285" /></p>
<p>Outro livro que foi adaptado para o cinema foi A Dama do Lago (1947), com Robert Montgomery como Philip Marlowe. A direção, também de Montgomery, trazia as cenas sob a perspectiva do detetive.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>6. Fã roqueiro</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large" src="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/wp-content/uploads/2016/07/mark-knopfler-dire-straits.jpg" width="700" height="472" /></p>
<p>Mark Knopfler, vocalista da banda Dire Straits, é tão fã de Philip Marlowe que escreveu uma canção em sua homenagem. O nome é “Private Investigations”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>7. Também escreveu roteiros para o cinema</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone " src="http://f.i.uol.com.br/folha/ilustrada/images/15177442.jpeg" width="451" height="555" /></p>
<p>Escreveu oito romances, entre eles um inacabado, uma infinidade de contos e também trabalhou com roteiros para o cinema. Entre suas obras mais conhecidas, estão O Sono Eterno, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2016/03/01/a-grande-arte-do-crime-adeus-minha-querida-de-raymond-chandler/">Adeus, Minha Querida</a></span> e O Longo Adeus.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>8. Sofreu de depressão</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large" src="https://i.pinimg.com/originals/c5/77/18/c57718c361334f5f354d12f551f195c4.jpg" width="640" height="276" /></p>
<p>Após perder a esposa, Cissy, em 1954, entrou em profunda depressão. Teve vários problemas por conta do abuso de álcool e, em 1959, morreu aos 70 anos em San Diego, nos Estados Unidos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>DICA DE LEITURA</h3>
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<p><strong>Título</strong>: Raymond Chandler &#8211; Uma Vida<br />
<strong>Autor</strong>: Tom Williams<br />
<strong>Tradução</strong>: Fábio Storino<br />
<strong>Páginas</strong>: 464<br />
<strong>Editora</strong>: Benvirá<br />
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<p>SINOPSE &#8211; <em>Raymond Chandler &#8211; Uma vida</em> apresenta uma análise meticulosa dos livros de Raymond Chandler bem como um retrato inédito desse escritor que, ao lado de Agatha Christie e Arthur Conan Doyle, definiu a moderna literatura policial. Cada um dos livros de Raymond Chandler carrega a tensão que cercou sua vida &#8211; a infância conturbada com a separação dos pais, a profunda inabilidade com sexo e mulheres e a luta contra o alcoolismo. Não para menos, seu detetive Philip Marlowe é um dos personagens mais complexos dos romances hard-boiled &#8211; herdeiro provável do temperamento de seu criador.</p>
<p><em>(Fonte: Os maiores detetives do mundo, Chris Lauxx)</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2016/07/23/em-23-de-julho-de-1888-nascia-raymond-chandler/">TOP 8 | Oito curiosidades sobre Raymond Chandler e a literatura noir</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>O lado obscuro da literatura</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2015/07/21/o-lado-obscuro-da-literatura/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2015 20:19:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Publicado originalmente no site El Observador, por Andrés Riciardulli (Tradução: Rogério Christofoletti) &#160; O romance policial bate recordes de vendas e se torna o queridinho dos editores no Uruguai. Novas coleções e autores nacionais e estrangeiros revitalizaram o gênero e revivem o fenômeno. O assassino é o mordomo. Com esta frase simples mas poderosa, uma parte...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7608 size-large" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/0001478433.jpg?w=700" alt="0001478433" width="700" height="393" /> <span style="color:#0000ff;"><a style="color:#0000ff;" href="http://www.elobservador.com.uy/el-lado-oscuro-la-literatura-n657534" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Publicado originalmente no site El Observador</a></span>, <strong>por Andrés Riciardulli</strong><br />
(Tradução: Rogério Christofoletti)<br />
&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">O romance policial bate recordes de vendas e se torna o queridinho dos editores no Uruguai. Novas coleções e autores nacionais e estrangeiros revitalizaram o gênero e revivem o fenômeno. </span><span style="font-size:1.25em;"><em>O assassino é o mordomo.</em> Com esta frase simples mas poderosa, uma parte importante da opinião pública uruguaia criticou durante décadas um gênero que desde o início teve em sua linha escritores de grande talento. Tal setor preconceituoso da sociedade omitia o bom e apontava unicamente para o mal, com uma miopia que foi o resultado da ignorância.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Muitos desses críticos, se não estivessem mortos hoje, ficariam estupefatos ao conhecer as cifras que a indústria do livro policial move, as filas que se formam nas feiras para pegar autógrafos e os milhões de adeptos que têm o gênero em qualquer de suas variantes, prova cabal de que a arte sempre abre caminhos apesar das barreiras.</span></p><div id="liter-2159382908" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Ainda que alguns opinem que o fenômeno tenha chegado ao fim, é preciso reconhecer a revitalização do gênero pelos <a href="https://literaturapolicial.com/2014/10/27/10-estrelas-da-literatura-policial-na-escandinavia/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">autores nórdicos</a>. Escritores como o desaparecido Stieg Larsson, Henning Mankell, Jo Nesbo ou Arne Dahl demonstraram que a violência e a corrupção estão à espreita até mesmo nos países mais prósperos do planeta. </span><span style="font-size:1.25em;">Fascinado pelo contraste do sangue na neve e por certa morbidez ao saber que na Suécia, Finlândia e Noruega também há problemas, o público respondeu de imediato em escala mundial e as vendas dispararam como nunca.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:1.55em;">Na origem estava Poe</span></strong><br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7600 size-medium" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/poe.jpg?w=221" alt="poe" width="221" height="300" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Hoje se aceita que Edgar Allan Poe foi o pai do gênero. A publicação na década de 1840 de &#8216;Os Crimes da Rua Morgue&#8217;, &#8216;O Mistério de Marie Roget&#8217; e &#8216;A Carta Roubada&#8217;, protagonizados pelo detetive Auguste Dupin, marca um antes e um depois no gênero. </span><span style="font-size:1.25em;">Nessas obras, Poe criou as bases do gênero, ao exemplificar como um crime poderia ser solucionado graças à racionalidade absoluta de um investigador. Além disso, apresentou uma das cenas mais clássicas do policial: o assassinato inexplicável, já que o cômodo onde está o cadáver está fechado por dentro.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">À luz desse faro precursor surgem outros detetives que farão história, como o mítico Sherlock Holmes, Hercule Poirot, Miss Marple, Maigret ou o Padre Brown. O sucesso imediato desses personagens não é apenas fruto do talento de seus criadores, mas também das características de uma época. </span><span style="font-size:1.25em;">Michel Foucault explica com maestria: “Tem sido absolutamente necessário constituir o povo em sujeito moral, separá-lo, então, da delinquência. Separar claramente o grupo dos delinquentes, mostrá-los como perigosos não apenas para os ricos, mas também para os pobres; mostrá-los carregados de todos os vícios e origem dos maiores perigos. Vem daí o nascimento da literatura policial e a importância dos jornais de sucesso, dos horríveis relatos de crimes”.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Isso é particularmente certo no caso dos Estados Unidos, onde além da imprensa marrom surgem no começo do século XX as famosas revistas Pulp, que serão o berço da novela negra. Escritores como Dashiell Hammett, Raymond Chandler e Jim Thompson publicam ali relatos de detetives e heróis que, diferentemente dos britânicos, estão dispostos a sujar as mãos. Surge assim um subgênero de linhas bem definidas: personagens ambíguos que têm um lado obscuro, menos dedução racional e mais investigação em campo, e uma critica social bem marcada.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Muitas das obras desses autores seriam logo levadas ao cinema com grande sucesso (Perdição, O Falcão Maltês, O Sono Eterno), o que ajudou a popularizar um gênero que teve em Humphrey Bogart seu ícone mais conhecido. </span><span style="font-size:1.25em;">Na América Latina, a coleção <em>El Séptimo Círculo</em>, publicada entre 1945 e 1983, e dirigida por Jorge Luis Borges e Adolfo Bioy Casares durante os primeiros dez anos, fez com que milhões de leitores se convertessem em adeptos da novela policial.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">X</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:1.55em;">Assassinato à moda uruguaia<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7613" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/collage.jpg?w=750" alt="collage" width="598" height="299" /><br />
</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">No Uruguai, escritores como Juan Carlos Onetti e Mario Levrero conseguiram, com suas preferências confessadas, que o público lesse o mesmo que eles. </span><span style="font-size:1.25em;">É o caso de Renzo Rossello (Trampa para ángeles de barro, Las Furias, El combatiente), um dos autores nacionais de maior prestígio na matéria policial. Desde muito jovem se deleitava com as histórias de Sherlock Holmes, mas foi graças a Onetti que conheceu os reis da novela negra, que lhe despertaram a necessidade de escrever.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Levou tão a sério que decidiu direcionar sua carreira como jornalista para a cobertura de crimes: &#8220;Eu queria descer ao barro, ver as coisas no terreno. Também pensava que do meu trabalho poderia surgir material que me servisse para escrever ficção. Não foi exatamente o que aconteceu, mas essa tarefa jornalística me ensinou muito&#8221;. </span><span style="font-size:1.25em;">Embora Rossello estivesse em conformidade com essa fase, teve que abandoná-la. &#8220;Foram muitos anos e acabei adoecendo. Entendo que no jornalismo temos que trabalhar a partir da sensibilidade pessoal porque senão não funciona, e isso estava me fazendo muito mal. Estava adoecendo, tinha muitos pesadelos&#8221;, revela.</span><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Sobre o sucesso atual da novela policial, Rossello considera natural. &#8220;O mais obscuro sempre nos atrai. Não creio nas pessoas descartam ser positivas ou portadores de uma visão otimista da vida. A literatura negra é uma indagação sobre o lado mais sombrio de nós mesmos&#8221;, ressalta. Mas ele acredita que tem sido fundamental a hibridização com outros subgêneros, como a ficção científica, o romance político, o gótico e os quadrinhos. &#8220;Essas possibilidades de &#8216;cruzamento de raças&#8217; tem dado força e sobrevivência ao gênero noir&#8221;, afirma.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Algumas das obras de Rossello foram publicadas na coleção Cosecha Roja, da editora uruguaia Estuario, criada em 2010, e que já publicou 17 livros policiais, 15 deles de autores nacionais. Marcela Saborido, responsável pela seleção, disse que o empreendimento surgiu de uma necessidade editorial já que lhes chegavam muitas obras que não tinham lugar no catálogo. </span><span style="font-size:1.25em;">Para Saborido, a novela policial uruguaia &#8220;se caracteriza por retratar muito bem a polícia e os criminosos, que também são muito identificáveis&#8221;. Sobre o impacto da coleção, acredita que ajudou a quebrar o preconceito sobre o gênero no país. &#8220;Muita obra boa não era publicada. Creio que houve uma mudança e por isso estão saindo tantos livros e tantos autores novos&#8221;, destacou.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">O caso de Cosecha Roja é único no Uruguai mas não no mundo. Editoras de todas as partes, sempre atentas ao mercado, tem se voltado à publicação de novelas policiais em diferentes coleções. Na Argentina, destaca-se Negro Absoluto, a cargo do escritor e guru de toda uma geração Juan Sasturian. Há também Extremo Negro, coordenada pelo escritor Carlos Santos Sáez. Na Espanha, Salamandra Black, uma aventura editorial do selo da lagartixa, já publicou seis títulos mais que aceitáveis de autores contemporâneos, alguns tão na moda como Nic Pizzolatto, criador da série televisiva True Detective.</span></p>
<p style="text-align:justify;">(Imagens: Wikipedia, divulgação, <a href="http://www.elpais.com.uy/domingo/combatiente-renzo-rossello.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">El Pais</a>, <a href="http://oxandpigeon.com/ox-and-pigeon-gears-up-for-2013/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Ox and Pidgeon</a>)</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
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