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	<title>Arquivos O Sono Eterno -</title>
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	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
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	<title>Arquivos O Sono Eterno -</title>
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		<title>O investigador particular Philip Marlowe é um símbolo da literatura noir</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Jun 2019 14:26:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Criado por Raymond Chandler, Philip Marlowe foi um personagem que marcou época. Ele apareceu em O Sono Eterno, livro publicado por Chandler em 1939. Quarentão, alto, magro e terrivelmente charmoso, é figura cativa de bares, guetos e inferninhos. Antes de ser detetive, foi assistente da Promotoria Pública de Los Angeles e investigador em uma...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2019/06/22/o-investigador-philip-marlowe-e-um-simbolo-da-literatura-noir/">O investigador particular Philip Marlowe é um símbolo da literatura noir</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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<p>Criado por Raymond Chandler, Philip Marlowe foi um personagem que marcou época. Ele apareceu em O Sono Eterno, livro publicado por Chandler em 1939. Quarentão, alto, magro e terrivelmente charmoso, é figura cativa de bares, guetos e inferninhos.</p>
<p>Antes de ser detetive, foi assistente da Promotoria Pública de Los Angeles e investigador em uma companhia de seguros. Porém, seu negócio é trabalhar sozinho. Seu escritório fica no sexto andar do edifício Cahuenga Building, em Hollywood, onde passa os dias sem muitas expectativas nem ambições. Como se auto-define, é “um picareta cansado e com um futuro duvidoso”.</p>
<p>Dá pra perceber que Marlowe é um típico personagem das ruas, de diálogo sarcástico e malicioso. Durão e difícil de intimidar, não dispensa um 38 engatilhado. Bêbados, batedores de carteira e cafetões são personagens comuns no seu círculo. Por isso é um detetive que vive à margem da lei. Seus excessos são mulheres, bebida e cigarros.</p>
<p>Philip Marlowe está em sete livros de Raymond Chandler. Migrou com sucesso para o cinema, também na pele de Humphrey Bogart. Sua última aventura foi “Para Sempre ou Nunca Mais”, de 1958.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8579623952&amp;asins=8579623952&amp;linkId=fd971674b9bf642bbd1694852f0d8959&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2RtgO2Q" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Encontre livros e e-books de Raymond Chandler</a></span></p>
<p><em>(Texto extraído do e-book <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2MC9qDu" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Os Maiores Detetives do Mundo</a></span>)</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/longo-adeus-Raymond-Chandler-ebook/dp/B00O2OUANC/ref=as_li_ss_il?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;keywords=raymond+chandler&amp;qid=1561202166&amp;s=gateway&amp;sr=8-2&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=f60b41129d9f43175c85249b14885770" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" class="alignleft" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=B00O2OUANC&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20" border="0" /></a><strong><img decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=B00O2OUANC" alt="" width="1" height="1" border="0" />Título</strong>: O longo adeus<br />
<strong>Autor</strong>: Raymond Chandler<br />
<strong>Páginas</strong>: 365 páginas<br />
<strong>Editora</strong>: Alfaguara<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2WVksbE" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro</a></span><br />
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<p><strong>SINOPSE</strong> &#8211; Terry Lennox poderia ter a vida ganha. Ex-veterano de guerra, casou-se com a milionária Sylvia Potter e não precisaria mais se preocupar com nada desde que fechasse os olhos para a devassidão escancarada da mulher. Ele, no entanto, se afunda na bebida. É assim que Philip Marlowe o encontra — caído, inconsciente —, e a partir daí ambos criam um estranho laço de amizade. Quando Lennox lhe pede para fugir do país em circunstâncias misteriosas, Marlowe aceita ajudá-lo, mas aos poucos se vê enredado a uma elite poderosa e desajustada, de escritores alcoólatras e mulheres fatais, que fará de tudo para encobrir os próprios crimes. publicado em 1953, &#8220;O longo adeus&#8221; é a obra mais ousada e desafiadora de Raymond Chandler. É, nas palavras de Ricardo Piglia, &#8220;talvez o melhor romance policial que já se escreveu&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2019/06/22/o-investigador-philip-marlowe-e-um-simbolo-da-literatura-noir/">O investigador particular Philip Marlowe é um símbolo da literatura noir</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>TOP 8 &#124; Oito curiosidades sobre Raymond Chandler e a literatura noir</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2016/07/23/em-23-de-julho-de-1888-nascia-raymond-chandler/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Jul 2016 13:45:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Referência do gênero policial, Raymond Chandler foi um dos grandes nomes da literatura noir a partir da década de 1930, nos Estados Unidos. Ao lado de Dashiell Hammett e James M. Cain, é considerado um dos criadores do estilo hardboiled americano, quando o detetive deixa de ser tão cerebral &#8211; como nos livros de...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Referência do gênero policial, <span style="color: #0000ff;"><a style="text-align: justify; color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2016/03/01/a-grande-arte-do-crime-adeus-minha-querida-de-raymond-chandler/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Raymond Chandler</a></span> foi um dos grandes nomes da literatura noir a partir da década de 1930, nos Estados Unidos.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8579623952&amp;asins=8579623952&amp;linkId=94b3333413d93e300963acd0ad0caa58&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Ao lado de Dashiell Hammett e James M. Cain, é considerado um dos criadores do estilo hardboiled americano, quando o detetive deixa de ser tão cerebral &#8211; como nos livros de Arthur Conan Doyle e Agatha Christie, e passa a enfrentar a dura realidade das metrópoles.</p>
<p>Descubra cinco curiosidades sobre o Raymond Chandler e sua obra.</p>
<p>* <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2OZYIJ7" target="_blank" rel="noopener">Encontre livros e e-books de Raymond Chandler</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>1. Nasceu no final do século em Chicago</h3>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone " src="https://1.bp.blogspot.com/-FM7Bz6uEMzI/X25-_11OpII/AAAAAAAAUNM/qXLS7ZAu-e0gExYRBogwbJNrTntQ3IiKQCLcBGAsYHQ/s792/Chandler%2Byoung.jpg" width="532" height="438" /></p>
<p>Raymond Chandler nasceu em 23 de julho de 1888, em Chicago, mas foi criado na Irlanda e Inglaterra. Filho de pais separados, partiu com a mãe para a Europa ainda pequeno. Na Inglaterra, foi professor e repórter do Daily Express e Western Gazette.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>2. Começou a escrever tarde</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large" src="http://f.i.uol.com.br/livraria/capas/images/15174166.jpeg" width="635" height="400" /></p>
<p>Entrou para a literatura tardiamente, após trabalhar em uma variedade de empregos (contador, revisor, detetive particular e até executivo de uma companhia de petróleo). Publicou os primeiros contos na famosa revista Black Mask Magazine.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>3. Seu grande sucesso foi o detetive Philip Marlowe</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone " src="https://i.pinimg.com/originals/72/6d/a9/726da9fc6765fe2163a214f800aed923.jpg" width="345" height="539" /></p>
<p>Em 1939, apresentou seu personagem mais conhecido, o detetive particular Philip Marlowe. Quarentão, alto, magro e terrivelmente charmoso, ele deu as caras no romance O Sono Eterno.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>4. O filme virou um clássico do cinema</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large" src="https://alextheatre.org/wp-content/uploads/Big-Sleep.jpg" width="500" height="380" /></p>
<p>Símbolo do detetive durão, Marlowe foi vivido no cinema por Humphrey Bogart, que estereotipou a imagem do investigador particular. O filme “À Beira do Abismo” (The Big Sleep, 1946), trazia ainda Lauren Bacall, casada com Bogart na época, com direção de Howard Hawks e roteiro de William Faulkner.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>5. A Dama do Lago</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large" src="https://www.criminalelement.com/wp-content/uploads/2016/12/lady-in-the-lake.jpg" width="475" height="285" /></p>
<p>Outro livro que foi adaptado para o cinema foi A Dama do Lago (1947), com Robert Montgomery como Philip Marlowe. A direção, também de Montgomery, trazia as cenas sob a perspectiva do detetive.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>6. Fã roqueiro</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large" src="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/wp-content/uploads/2016/07/mark-knopfler-dire-straits.jpg" width="700" height="472" /></p>
<p>Mark Knopfler, vocalista da banda Dire Straits, é tão fã de Philip Marlowe que escreveu uma canção em sua homenagem. O nome é “Private Investigations”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>7. Também escreveu roteiros para o cinema</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone " src="http://f.i.uol.com.br/folha/ilustrada/images/15177442.jpeg" width="451" height="555" /></p>
<p>Escreveu oito romances, entre eles um inacabado, uma infinidade de contos e também trabalhou com roteiros para o cinema. Entre suas obras mais conhecidas, estão O Sono Eterno, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2016/03/01/a-grande-arte-do-crime-adeus-minha-querida-de-raymond-chandler/">Adeus, Minha Querida</a></span> e O Longo Adeus.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>8. Sofreu de depressão</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large" src="https://i.pinimg.com/originals/c5/77/18/c57718c361334f5f354d12f551f195c4.jpg" width="640" height="276" /></p>
<p>Após perder a esposa, Cissy, em 1954, entrou em profunda depressão. Teve vários problemas por conta do abuso de álcool e, em 1959, morreu aos 70 anos em San Diego, nos Estados Unidos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>DICA DE LEITURA</h3>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/Uma-Vida-Raymond-Chandler-Williams/dp/8582401434/ref=as_li_ss_il?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;keywords=raymond+chandler&amp;qid=1563903338&amp;s=gateway&amp;sr=8-9&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=b3a23b5f7d52ad1fdebf364e80df7c83&amp;language=pt_BR" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" class="alignnone" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8582401434&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20&amp;language=pt_BR" border="0" /></a></p>
<p><strong>Título</strong>: Raymond Chandler &#8211; Uma Vida<br />
<strong>Autor</strong>: Tom Williams<br />
<strong>Tradução</strong>: Fábio Storino<br />
<strong>Páginas</strong>: 464<br />
<strong>Editora</strong>: Benvirá<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/32LkORw" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro</a></span></p>
<p>SINOPSE &#8211; <em>Raymond Chandler &#8211; Uma vida</em> apresenta uma análise meticulosa dos livros de Raymond Chandler bem como um retrato inédito desse escritor que, ao lado de Agatha Christie e Arthur Conan Doyle, definiu a moderna literatura policial. Cada um dos livros de Raymond Chandler carrega a tensão que cercou sua vida &#8211; a infância conturbada com a separação dos pais, a profunda inabilidade com sexo e mulheres e a luta contra o alcoolismo. Não para menos, seu detetive Philip Marlowe é um dos personagens mais complexos dos romances hard-boiled &#8211; herdeiro provável do temperamento de seu criador.</p>
<p><em>(Fonte: Os maiores detetives do mundo, Chris Lauxx)</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2016/07/23/em-23-de-julho-de-1888-nascia-raymond-chandler/">TOP 8 | Oito curiosidades sobre Raymond Chandler e a literatura noir</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>O lado obscuro da literatura</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2015/07/21/o-lado-obscuro-da-literatura/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2015 20:19:01 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7608 size-large" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/0001478433.jpg?w=700" alt="0001478433" width="700" height="393" /> <span style="color:#0000ff;"><a style="color:#0000ff;" href="http://www.elobservador.com.uy/el-lado-oscuro-la-literatura-n657534" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Publicado originalmente no site El Observador</a></span>, <strong>por Andrés Riciardulli</strong><br />
(Tradução: Rogério Christofoletti)<br />
&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">O romance policial bate recordes de vendas e se torna o queridinho dos editores no Uruguai. Novas coleções e autores nacionais e estrangeiros revitalizaram o gênero e revivem o fenômeno. </span><span style="font-size:1.25em;"><em>O assassino é o mordomo.</em> Com esta frase simples mas poderosa, uma parte importante da opinião pública uruguaia criticou durante décadas um gênero que desde o início teve em sua linha escritores de grande talento. Tal setor preconceituoso da sociedade omitia o bom e apontava unicamente para o mal, com uma miopia que foi o resultado da ignorância.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Muitos desses críticos, se não estivessem mortos hoje, ficariam estupefatos ao conhecer as cifras que a indústria do livro policial move, as filas que se formam nas feiras para pegar autógrafos e os milhões de adeptos que têm o gênero em qualquer de suas variantes, prova cabal de que a arte sempre abre caminhos apesar das barreiras.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Ainda que alguns opinem que o fenômeno tenha chegado ao fim, é preciso reconhecer a revitalização do gênero pelos <a href="https://literaturapolicial.com/2014/10/27/10-estrelas-da-literatura-policial-na-escandinavia/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">autores nórdicos</a>. Escritores como o desaparecido Stieg Larsson, Henning Mankell, Jo Nesbo ou Arne Dahl demonstraram que a violência e a corrupção estão à espreita até mesmo nos países mais prósperos do planeta. </span><span style="font-size:1.25em;">Fascinado pelo contraste do sangue na neve e por certa morbidez ao saber que na Suécia, Finlândia e Noruega também há problemas, o público respondeu de imediato em escala mundial e as vendas dispararam como nunca.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:1.55em;">Na origem estava Poe</span></strong><br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7600 size-medium" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/poe.jpg?w=221" alt="poe" width="221" height="300" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Hoje se aceita que Edgar Allan Poe foi o pai do gênero. A publicação na década de 1840 de &#8216;Os Crimes da Rua Morgue&#8217;, &#8216;O Mistério de Marie Roget&#8217; e &#8216;A Carta Roubada&#8217;, protagonizados pelo detetive Auguste Dupin, marca um antes e um depois no gênero. </span><span style="font-size:1.25em;">Nessas obras, Poe criou as bases do gênero, ao exemplificar como um crime poderia ser solucionado graças à racionalidade absoluta de um investigador. Além disso, apresentou uma das cenas mais clássicas do policial: o assassinato inexplicável, já que o cômodo onde está o cadáver está fechado por dentro.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">À luz desse faro precursor surgem outros detetives que farão história, como o mítico Sherlock Holmes, Hercule Poirot, Miss Marple, Maigret ou o Padre Brown. O sucesso imediato desses personagens não é apenas fruto do talento de seus criadores, mas também das características de uma época. </span><span style="font-size:1.25em;">Michel Foucault explica com maestria: “Tem sido absolutamente necessário constituir o povo em sujeito moral, separá-lo, então, da delinquência. Separar claramente o grupo dos delinquentes, mostrá-los como perigosos não apenas para os ricos, mas também para os pobres; mostrá-los carregados de todos os vícios e origem dos maiores perigos. Vem daí o nascimento da literatura policial e a importância dos jornais de sucesso, dos horríveis relatos de crimes”.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Isso é particularmente certo no caso dos Estados Unidos, onde além da imprensa marrom surgem no começo do século XX as famosas revistas Pulp, que serão o berço da novela negra. Escritores como Dashiell Hammett, Raymond Chandler e Jim Thompson publicam ali relatos de detetives e heróis que, diferentemente dos britânicos, estão dispostos a sujar as mãos. Surge assim um subgênero de linhas bem definidas: personagens ambíguos que têm um lado obscuro, menos dedução racional e mais investigação em campo, e uma critica social bem marcada.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Muitas das obras desses autores seriam logo levadas ao cinema com grande sucesso (Perdição, O Falcão Maltês, O Sono Eterno), o que ajudou a popularizar um gênero que teve em Humphrey Bogart seu ícone mais conhecido. </span><span style="font-size:1.25em;">Na América Latina, a coleção <em>El Séptimo Círculo</em>, publicada entre 1945 e 1983, e dirigida por Jorge Luis Borges e Adolfo Bioy Casares durante os primeiros dez anos, fez com que milhões de leitores se convertessem em adeptos da novela policial.</span></p>
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<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:1.55em;">Assassinato à moda uruguaia<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7613" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/collage.jpg?w=750" alt="collage" width="598" height="299" /><br />
</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">No Uruguai, escritores como Juan Carlos Onetti e Mario Levrero conseguiram, com suas preferências confessadas, que o público lesse o mesmo que eles. </span><span style="font-size:1.25em;">É o caso de Renzo Rossello (Trampa para ángeles de barro, Las Furias, El combatiente), um dos autores nacionais de maior prestígio na matéria policial. Desde muito jovem se deleitava com as histórias de Sherlock Holmes, mas foi graças a Onetti que conheceu os reis da novela negra, que lhe despertaram a necessidade de escrever.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Levou tão a sério que decidiu direcionar sua carreira como jornalista para a cobertura de crimes: &#8220;Eu queria descer ao barro, ver as coisas no terreno. Também pensava que do meu trabalho poderia surgir material que me servisse para escrever ficção. Não foi exatamente o que aconteceu, mas essa tarefa jornalística me ensinou muito&#8221;. </span><span style="font-size:1.25em;">Embora Rossello estivesse em conformidade com essa fase, teve que abandoná-la. &#8220;Foram muitos anos e acabei adoecendo. Entendo que no jornalismo temos que trabalhar a partir da sensibilidade pessoal porque senão não funciona, e isso estava me fazendo muito mal. Estava adoecendo, tinha muitos pesadelos&#8221;, revela.</span><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Sobre o sucesso atual da novela policial, Rossello considera natural. &#8220;O mais obscuro sempre nos atrai. Não creio nas pessoas descartam ser positivas ou portadores de uma visão otimista da vida. A literatura negra é uma indagação sobre o lado mais sombrio de nós mesmos&#8221;, ressalta. Mas ele acredita que tem sido fundamental a hibridização com outros subgêneros, como a ficção científica, o romance político, o gótico e os quadrinhos. &#8220;Essas possibilidades de &#8216;cruzamento de raças&#8217; tem dado força e sobrevivência ao gênero noir&#8221;, afirma.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Algumas das obras de Rossello foram publicadas na coleção Cosecha Roja, da editora uruguaia Estuario, criada em 2010, e que já publicou 17 livros policiais, 15 deles de autores nacionais. Marcela Saborido, responsável pela seleção, disse que o empreendimento surgiu de uma necessidade editorial já que lhes chegavam muitas obras que não tinham lugar no catálogo. </span><span style="font-size:1.25em;">Para Saborido, a novela policial uruguaia &#8220;se caracteriza por retratar muito bem a polícia e os criminosos, que também são muito identificáveis&#8221;. Sobre o impacto da coleção, acredita que ajudou a quebrar o preconceito sobre o gênero no país. &#8220;Muita obra boa não era publicada. Creio que houve uma mudança e por isso estão saindo tantos livros e tantos autores novos&#8221;, destacou.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">O caso de Cosecha Roja é único no Uruguai mas não no mundo. Editoras de todas as partes, sempre atentas ao mercado, tem se voltado à publicação de novelas policiais em diferentes coleções. Na Argentina, destaca-se Negro Absoluto, a cargo do escritor e guru de toda uma geração Juan Sasturian. Há também Extremo Negro, coordenada pelo escritor Carlos Santos Sáez. Na Espanha, Salamandra Black, uma aventura editorial do selo da lagartixa, já publicou seis títulos mais que aceitáveis de autores contemporâneos, alguns tão na moda como Nic Pizzolatto, criador da série televisiva True Detective.</span></p>
<p style="text-align:justify;">(Imagens: Wikipedia, divulgação, <a href="http://www.elpais.com.uy/domingo/combatiente-renzo-rossello.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">El Pais</a>, <a href="http://oxandpigeon.com/ox-and-pigeon-gears-up-for-2013/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Ox and Pidgeon</a>)</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
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