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	<title>Arquivos os crimes do monograma -</title>
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	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
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	<title>Arquivos os crimes do monograma -</title>
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		<title>Confira a capa e leia o 1º capítulo do próximo livro com o detetive Poirot</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Feb 2018 19:03:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agatha Christie]]></category>
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		<category><![CDATA[Sophie Hannah]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vem aí mais um romance policial com Hercule Poirot, o detetive belga criado por Agatha Christie. O site Parade revelou a capa do próximo livro com o personagem, terceiro escrito pela inglesa Sophie Hannah. Na trama, ambientada na década de 1930, Poirot volta para casa após um almoço quando&#160;encontra uma mulher irritada esperando em frente...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2018/02/28/confira-a-capa-e-leia-o-1o-capitulo-do-proximo-livro-com-o-detetive-poirot/">Confira a capa e leia o 1º capítulo do próximo livro com o detetive Poirot</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Vem aí mais um romance policial com Hercule Poirot, o detetive belga criado por Agatha Christie. <a href="https://parade.com/650248/beckyhughes/agatha-christie-cover-reveal-introducing-the-newest-hercule-poirot-novel-and-first-chapter/?utm_source=dlvr.it&amp;utm_medium=twitter" target="_blank" rel="noopener noreferrer">O site Parade revelou a capa</a> do próximo livro com o personagem, terceiro escrito pela inglesa Sophie Hannah.</p>
<p>Na trama, ambientada na década de 1930, Poirot volta para casa após um almoço quando&nbsp;encontra uma mulher irritada esperando em frente a sua porta. Ela exige saber por que Poirot lhe enviou uma carta acusando-a do assassinato de Barnabas Pandy, um homem que ela sequer conhecia.&nbsp;Poirot também nunca ouviu falar de Barnabas Pandy e não acusou ninguém de assassinato. Intrigado, ele entra em casa para descobrir que tem um visitante esperando por ele &#8211; um homem que também afirma ter recebido uma carta do detetive naquela manhã, acusando-o do assassinato de Barnabas Pandy.&nbsp;Poirot se pergunta quanto cartas deste tipo foram enviadas em seu nome, quem as enviou e por quê. Mais importante ainda, ele se pergunta quem é Barnabas Pandy, ele está morto e, em caso afirmativo, foi assassinado?</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-24732 size-full" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 30px; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2018/02/agatha-christie-poirot-mystery-of-three-quarters-e1519843977740.jpg" alt="" width="397" height="600"></p>
<p style="text-align: center;"><em>[Imagem: William Morrow]</em></p><div id="liter-2308988535" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>“The Mystery of Three Quarters” deve ser lançado em agosto na Inglaterra, mas ainda não há previsão de quando sairá no Brasil. Os livros anteriores de Sophie Hannah com Poirot, <a href="https://literaturapolicial.com/2014/10/20/resenhas-de-os-crimes-do-monograma-agatha-christie/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Os Crimes do Monograma</a> e <a href="https://literaturapolicial.com/2016/11/08/caixao-fechado-de-sophie-hannah/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Caixão Fechado</a>, foram lançados por aqui pela editora HarperCollins Brasil.</p>
<p>O site Parade também divulgou o primeiro capítulo do livro, intitulado <em>Poirot is Accused</em> (&#8220;Poirot é acusado&#8221;, tradução livre).&nbsp;<a href="https://parade.com/650248/beckyhughes/agatha-christie-cover-reveal-introducing-the-newest-hercule-poirot-novel-and-first-chapter/?utm_source=dlvr.it&amp;utm_medium=twitter" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Clique para ler (em inglês)</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=qf_sp_asin_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=B079KKJHMM&amp;asins=B079KKJHMM&amp;linkId=3993c6a0b7982964bff072ce57f60e9b&amp;show_border=false&amp;link_opens_in_new_window=true&amp;price_color=333333&amp;title_color=0066c0&amp;bg_color=ffffff" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2018/02/28/confira-a-capa-e-leia-o-1o-capitulo-do-proximo-livro-com-o-detetive-poirot/">Confira a capa e leia o 1º capítulo do próximo livro com o detetive Poirot</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Caixão Fechado, de Sophie Hannah</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Josué de Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Nov 2016 13:01:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agatha Christie]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Caixão Fechado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Josué de Oliveira &#8211; Se precisasse resumir minha resenha de Os Crimes do Monograma, em 2014, diria que se trata de um romance um tanto bagunçado. A primeira experiência de Sophie Hannah como a nova Agatha Christie, trazendo de volta o inigualável detetive Hercule Poirot, pecava sobretudo por apresentar uma trama complicada ao invés...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2016/11/08/caixao-fechado-de-sophie-hannah/">Caixão Fechado, de Sophie Hannah</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Josué de Oliveira</em> &#8211; Se precisasse resumir <span style="color: #ff0000;"><strong><a style="color: #ff0000;" href="https://literaturapolicial.com/2014/10/20/resenhas-de-os-crimes-do-monograma-agatha-christie/" target="_blank" rel="noopener">minha resenha de Os Crimes do Monograma</a></strong></span>, em 2014, diria que se trata de um romance um tanto bagunçado. A primeira experiência de Sophie Hannah como a nova <span style="color: #ff0000;"><strong><a style="color: #ff0000;" href="https://literaturapolicial.com/category/agathachristie/" target="_blank" rel="noopener">Agatha Christie</a></strong></span>, trazendo de volta o inigualável detetive Hercule Poirot, pecava sobretudo por apresentar uma trama complicada ao invés de complexa, muito pouco parecida, em minha opinião, com algo que a Rainha do Crime escreveria. Trata-se, apesar disso, de um bom livro, como detalhei. Impossível terminá-lo sem a certeza do talento de Hannah e de sua pegada no mínimo interessante para romances policiais clássicos.</p>
<p>Essa convicção se consolida ao término de <span style="color: #ff0000;"><strong><a style="color: #ff0000;" href="https://amzn.to/2Ubjt1T" target="_blank" rel="noopener">Caixão Fechado</a></strong></span> (HarperCollins Brasil), segunda aventura de Poirot concebida pela autora e lançada com a benção dos herdeiros de Agatha Christie.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Mais bem-sucedido que seu antecessor em quase todos os aspectos, o novo livro alcança um agradável equilíbrio entre os elementos familiares das histórias de Agatha e a rica bagagem autoral de Sophie Hannah.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na trama, poucos meses após o caso do Hotel Bloxham (narrado em Os Crimes do Monograma), o inspetor Edward Catchpool é convidado pela popular autora Athelina Playford para passar uma semana em Lillieoak, sua mansão no Estado Livre Irlandês. O policial atende ao chamado, acreditando que a escritora gostaria de se valer de seus conhecimentos sobre a Scotland Yard para seu próximo livro; ao chegar, descobre que Hercule Poirot também foi convidado.</p><div id="liter-2308988535" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p>Durante o jantar, Lady Athelina anuncia que refez seu testamento, deixando todos os bens para seu secretário, Joseph Scotcher, desconsiderando os próprios filhos Harry e Claudia. Se esta atitude não fosse estranha o suficiente, outro fato chama a atenção: devido a uma doença fatal nos rins, Scotcher tem poucas semanas de vida. Um rebuliço é instalado na família Playford, e a curiosa sequência de acontecimentos termina com o cadáver de Scotcher se esvaindo em sangue no salão, metade de seu rosto destruído por golpes de porrete. Mas por que alguém mataria um homem que tem tão pouco tempo de vida? O que escondia o atencioso e educado Joseph Scotcher, sempre tão preocupado com fazer as pessoas a sua volta se sentirem bem? Este, naturalmente, é um caso para Hercule Poirot.</p>
<p>Desde as primeiras páginas, a sensação que brota de Caixão Fechado é de estranheza. Mesmo antes do cometimento do assassinato, Hannah já deixou perguntas pairando no ar: qual a razão do convite a Catchpool e Poirot?, e por que Lady Athelina mudaria seu testamento?</p>
<p>E&nbsp;nos mostrou o suficiente dos personagens para nos levar a desconfiar de que algo de insólito está acontecendo em Lillieoak. Esse clima se mantém durante todo o romance, reforçado, por exemplo, pelos instigantes diálogos a respeito da natureza do conhecimento travados entre Poirot e o médico Randall Kimpton, a bizarra acusação feita pela enfermeira Sophie Bourlet, a hesitação constante do mordomo Hatton antes de dizer qualquer coisa. Essa estranheza por vezes dá lugar ao absurdo completo, mas é um tom que se adequa bem à história contada, mostrando que a autora está ciente de que não precisa se levar tão a sério ao escrever um romance policial clássico.</p>
<p>Essa dose de artificialidade não compromete o todo, mas gera problemas pontuais. A atuação dos policiais responsáveis pela investigação é pouquíssimo crível, por vezes beirando a incompetência. Também é difícil acreditar que pessoas que tão claramente cientes de informações úteis para a investigação não seriam mais pressionadas a revelá-las, tanto pelos oficiais quanto por Poirot. São detalhes, mas podem incomodar os mais exigentes, e não sem motivo.</p>
<p>A composição dos personagens, de início, me incomodou um pouco, mas quando consegui entender e abraçar o tom geral da história, esse elemento passou a me parecer mais um acerto de Hannah. Naturalmente, alguns se destacam que outros: Athelina Playford é vibrante e cheia de uma graça muito própria, por vezes exasperante; Claudia Playford, sua filha mais velha, escolhe cada palavra com enorme cuidado para soar o mais cruel possível; noivo de Claudia, Randall Kimpton é a ambiguidade em pessoa, tão cínico quanto amante inveterado da verdade; e a própria vítima, Joseph Scotcher, é fascinante à sua maneira, e dizer mais que isso seria chegar perto do terreno dos spoilers. Os demais estão longe de serem ruins, embora não tenham o mesmo brilho.</p>
<p>Poirot está ótimo. Seu ego gigantesco permanece intacto, o que é compensado por sua sagacidade. É divertido perceber sua raiva diante da petulância do assassino, que decidiu seguir em frente com seu plano mesmo com a presença do grande Hercule Poirot na mesma casa. Em comparação com &#8220;Os Crimes do Monograma&#8221;, o belga está mais contido, mas não menos brilhante.</p>
<p>A resolução proposta por Hannah para o mistério é muitíssimo satisfatória, e muito mais próxima do espírito de Agatha Christie. Trata-se de uma resposta relativamente simples ao crime cometido, que convence pela fascinante exploração psicológica das motivações do culpado ou culpada realizada por Poirot. O momento mais memorável de &#8220;Caixão Fechado&#8221; é quando entendemos as razões do assassinato e nos damos conta de que a autora estava o tempo todo apontando para elas, e não apenas com pistas bem camufladas, mas também por meios mais indiretos, como diálogos incidentais e reflexões deste e daquele personagem. Nesse sentido, o romance ganha novos e provocativos contornos, pois o seu tema, o assunto do que qual Hannah esteve falando o tempo todo e que é de fato a alma da história, se descortina por completo, evidenciando o esmero com que a trama foi construída.</p>
<p>Caixão Fechado é uma história de mistério sobre a importância dos mistérios para preservar o encanto da vida, e um ótimo policial à moda antiga. De quebra, nos mostra que Hannah tem muito a oferecer ao universo e aos personagens eternos de Agatha Christie.</p>
<p><em>* Livro cedido em parceria com a Harper Collins BR<br />
(Imagem: Josué de Oliveira)</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Josué de Oliveira' src='https://secure.gravatar.com/avatar/52bc4af4ff7ca85bd9e0fb0d7776a484006bc8530907d212a167a270a4a12376?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/52bc4af4ff7ca85bd9e0fb0d7776a484006bc8530907d212a167a270a4a12376?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/olveirajosue/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Josué de Oliveira</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Formado em Estudos de Mídia pela UFF e vive em Niterói, RJ. Trabalha na área de desenvolvimento de livros digitais. Gosta de ler, escrever, ver filmes esquisitos e curte bandas que ninguém conhece. Atualmente, revisa seu primeiro romance policial.</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2016/11/08/caixao-fechado-de-sophie-hannah/">Caixão Fechado, de Sophie Hannah</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Os crimes do monograma, de Sophie Hannah (Agatha Christie)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Josué de Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Oct 2014 20:32:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agatha Christie]]></category>
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		<category><![CDATA[colunista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Josué de Oliveira &#8211; Para mim, começou com &#8220;O assassinato no campo de golfe&#8221;. Encontrei-o quando uma das bibliotecárias do colégio onde fiz a sétima série se compadeceu de minha triste situação – já tinha lido todos os livros da Coleção Vagalume que ficavam nas estantes espalhadas pela área central da biblioteca, além de...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2014/10/20/resenhas-de-os-crimes-do-monograma-agatha-christie/">Os crimes do monograma, de Sophie Hannah (Agatha Christie)</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Josué de Oliveira</em> &#8211; Para mim, começou com &#8220;O assassinato no campo de golfe&#8221;. Encontrei-o quando uma das bibliotecárias do colégio onde fiz a sétima série se compadeceu de minha triste situação – já tinha lido todos os livros da Coleção Vagalume que ficavam nas estantes espalhadas pela área central da biblioteca, além de todos do Pedro Bandeira e da Stella Carr – e perguntou se por acaso eu já tinha lido alguma coisa de Agatha Christie. Respondi que não, e ela me conduziu a uma estante que ficava atrás do balcão. Era um livro de capa dura, lombada meio curva, com a ilustração de homem caído e sangrando na capa, na companhia de uma mão segurando um punhal e uma mulher de expressão misteriosa. Levei o livro para casa e, quando o devolvi, perguntei se podia voltar à estante dos livros da autora, que passei a frequentar assiduamente naquele ano e nos seguintes.<br />
&nbsp;</p>
<p class="western" lang="zxx" style="text-align: center;"><span style="font-size: 1.45em;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-1977 size-medium" style="margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/10/agatha_old.jpg?w=300" alt="agatha_old" width="300" height="271"><em>Agatha Christie é a entrada de </em><br />
<em>muita gente&nbsp;na literatura policial</em></span></p>
<p>&nbsp;<br />
A autora inglesa consagrou o gênero e ajudou a torná-lo ainda mais popular, salpicando-o de elementos próprios que surpreenderam e cativaram uma multidão de leitores – inclusive o garoto de treze anos parado em frente àquela estante, decidindo que livro leria em seguida –, além de influenciar gerações de autores ao longo da carreira que durou cerca de seis décadas e 80 livros. Agora, quarenta anos após a última aventura de sua mais famosa criação, chega ao público uma nova história protagonizada pelo detetive belga Hercule Poirot. A também inglesa Sophie Hannah, respeitada autora de suspenses psicológicos, foi a escolhida pelos herdeiros da escritora para trazer Poirot à vida mais uma vez.</p><div id="liter-2308988535" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p>A decisão de lançar um novo livro com base no cânone de Agatha, como era de se esperar, fez os fãs mais puristas fecharem a cara. Não fui um deles. Corri atrás de Os crimes do monograma (Nova Fronteira, 288 páginas) assim que o livro saiu, com saudade de um de meus personagens favoritos e curioso para descobrir como ele seria tratado por outras mãos, diferentes das de sua criadora original.</p>
<p>Em Os crimes do monograma, Poirot tem sua paz interrompida quando a jovem Jennie entra no Pleasant&#8217;s Coffee House, onde o detetive toma um café enquanto aguarda seu jantar. A moça lhe diz que &#8220;já está morta&#8221;: seu assassinato é iminente e, quando finalmente acontecer, a justiça será feita. Na mesma noite, no Bloxham Hotel, três cadáveres são descobertos: dois homens e uma mulher, cada um eu seu quarto, aparentemente envenenados. Em suas bocas, abotoaduras de ouro com um misterioso monograma: PIJ. A investigação é conduzida pelo jovem inspetor Catchpool, amigo de Poirot. Este, convencido da ligação entre os dois eventos, se envolve de pronto na investigação.</p>
<p>É justo começar pelos acertos. A nova história apresenta todos os elementos essenciais de um romance policial clássico: um crime com elementos incompreensíveis, um detetive com faculdades mentais extraordinárias, um coadjuvante que narra os acontecimentos e se vê constantemente impressionado pela capacidade dedutiva do colega, pistas falsas ao longo do caminho, um número limitado de suspeitos. Como não poderia deixar de ser, a solução é apresentada de modo expositivo, com todos reunidos numa sala ouvindo as respostas da boca do protagonista.</p>
<p>Outro ponto importantíssimo: o leitor tem a mesma quantidade de informação que o detetive, de modo que pode até mesmo desvendar o caso antes dele. Essa é uma marca importante dos policiais da Era de Ouro: as narrativas se assemelhavam a quebra-cabeças. As peças espalhadas pelas páginas ficavam disponíveis tanto para o leitor quanto para o detetive; havia uma &#8220;honestidade&#8221; envolvida: ambos teriam as mesmas chances de desvendar o enigma. É assim aqui. Nesse quesito, Os crimes do monograma faz justiça ao tipo de romance policial em que se enquadra.</p>
<p>No entanto, é certo que isso não será o suficiente para agradar leitores atraídos sobretudo pelo fator Agatha Christie. É o nome dela com letras grades na capa. Quando começamos a olhar as coisas por esse ângulo, a trama fica mais complexa, por assim dizer. Copiar o estilo de um autor é um desafio que dificilmente atrairia outro, de modo que não seria justo esperar isso de Hannah. Por outro lado, sendo sua tarefa escrever um livro à la Agatha Christie, espera-se, mais do que o uso de um personagem, o reencontro com um estilo conhecido de escrita, trama, desenvolvimento de personagens, e, claro, utilização do protagonista. É nesses pontos que Os crimes do monograma começa a mostrar falhas. A começar pelo mistério em si. Os assassinatos não se parecem com os que encontraríamos num romance de Agatha Christie, e o desenrolar da trama – apesar de nunca enfadonho – também não se assemelha com o que esperaríamos encontrar numa história da Rainha do Crime. Um exemplo é a primeira ida de Poirot, na companhia de Catchpool, ao Bloxham Hotel: os pormenores dos crimes são apresentados de modo demasiadamente expositivo. A descoberta, feita pelo belga, de certo detalhe na cena de um dos assassinatos soa um tanto forçada, distante das capacidades de até mesmo alguém como Hercule Poirot.</p>
<p>O protagonista tem, ele próprio, sua parcela de problemas. O Poirot de Hannah apresenta uma tendência absolutamente irritante de falar de si mesmo na terceira pessoa, muito mais que seu normal. A autora força a mão também ao retratar o aspecto professor/aluno de sua relação com Catchpool, que acaba caindo na artificialidade. Ainda mais estranho é ver, em pelo menos uma ocasião, Poirot saltando para conclusões sem base em evidências, apenas indícios difusos de uma possível nova direção para o caso. A autora é mais bem sucedida ao mostrá-lo encaixando peças importantes do quebra-cabeça a partir de detalhes completamente dispensados pelos demais, mas esses momentos surgem em meio aos excessos mencionados. A recriação de Poirot sofre muito com esses altos e baixos.</p>
<p>Catchpool, seu sidekick, também se mostra problemático. Talvez por seu background como autora de suspenses psicológicos, a autora busque dar-lhe uma profundidade emocional que outros coadjuvantes criados por Agatha Christie não receberam. Isso se manifesta no extremo desconforto de Catchpool perto de cadáveres, por exemplo, que lhe despertam lembranças difíceis da infância; porém, isso não é desculpa para incompetência demonstrada pelo policial, que simplesmente não ordena que os corpos sejam removidos na noite do assassinato, e eles permanecem nos mesmos lugares durante toda a noite. Trata-se de um erro crasso que um inspetor da Scotland Yard, independente de seus traumas, não cometeria.</p>
<p>Por fim, temos a problemática resolução da trama. Como apontei anteriormente, a autora é honesta com o leitor e lhe dá as mesmas pistas dadas a Poirot. Antecipar a solução, no entanto, será quase impossível para qualquer um. Não se trata de complexidade – o que se tem em Os crimes do monograma é complicação. Uma quantidade muito grande de reviravoltas que, mesmo resultando em surpresas interessantes, não deixam de soar forçadas. Os detalhes são tantos que a explicação de Poirot toma nada menos que cinquenta páginas.</p>
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<p class="western" lang="zxx" style="text-align: center;"><span style="font-size: 1.45em; color: #333333;">A trama e seu final estão longe de serem ruins, mas, novamente, o que os torna em certos aspectos difíceis de aceitar é o fato de aquele ser, supostamente, o universo de Agatha Christie – e dificilmente veríamos Agatha Christie se estendendo tanto ou dando tantas voltas para entregar uma resolução. </span></p>
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<p>Sua habilidade estava em ser, sobretudo, simples. Os contornos da trama serviam para tornar difusa a simplicidade dos acontecimentos, mas, ao final, o que se tinha (com a exceção de alguns romances, naturalmente) eram soluções simples. O que vemos aqui é o oposto disso. Hannah merece aplausos por conseguir concatenar todos os acontecimentos sem deixar pontas soltas, mas esses acontecimentos são quase inacreditáveis, o que tira muito da força de sua revelação.</p>
<p>Talvez todas essas considerações deem a entender que minha experiência com o livro foi dolorosa. Bem, nem tanto. <em>Os crimes do monograma</em> tem sua parcela de defeitos &#8220;independentes&#8221;, mas boa parte deles só se tornam visíveis quando a história é colocada contra o plano de fundo do universo de Agatha Christie. Se lido como livro qualquer, ignoradas (tanto quanto possível) as relações existentes, o que se tem é um romance que provavelmente agradará quem ainda se delicia com os policiais clássicos, com detetives lógico-dedutivos e reviravoltas em abundância. Confesso que tive de fazer esse exercício para prosseguir na leitura, procurando afastar justamente o fator Agatha Christie que primeiro me atraiu. Acabei sendo beneficiado por um entretenimento despretensioso e divertido. Às vezes, é o que temos.</p>
<p class="western" lang="zxx" style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-9406 size-full" style="margin-top: 30px; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/star3.png" alt="star3" width="75" height="22"></p>
<p class="western" lang="zxx" style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-1974 size-thumbnail" style="margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/10/monograma2.jpg?w=150" alt="monograma2" width="150" height="150"></span><strong>Título</strong>: Os crimes do monograma<br />
<strong>Autora</strong>: Sophie Hannah<br />
<strong>Editora</strong>: Nova Fronteira<br />
<strong>Páginas</strong>: 288<br />
<strong>Ano</strong>: 2014<br />
<a href="http://www.skoob.com.br/os-crimes-do-monograma-402961ed456772.html" target="_blank" rel="noopener">Este livro no Skoob</a></p>
<p class="western" lang="zxx" style="text-align: justify;"><strong>SINOPSE</strong> &#8211; Em 1929, num café em Londres, Poirot é surpreendido pela entrada dramática de uma mulher certa de seu assassinato iminente. Mas, para o espanto do detetive, ela não quer ajuda: diz que merece o que está por vir e sai desabalada do local, sem mais explicações.Enquanto isso, o policial Edward Catchpool se depara com um cenário perturbador: em quartos diferentes de um hotel, três cadáveres são encontrados dispostos de maneira cuidadosa e com uma abotoadura de ouro com as iniciais P.I.J. em cada um. Juntos, Poirot e Catchpool tentarão desvendar a possível conexão entre aquela estranha mulher e os três crimes, antes que seja tarde demais e outras mortes ocorram.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Josué de Oliveira' src='https://secure.gravatar.com/avatar/52bc4af4ff7ca85bd9e0fb0d7776a484006bc8530907d212a167a270a4a12376?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/52bc4af4ff7ca85bd9e0fb0d7776a484006bc8530907d212a167a270a4a12376?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/olveirajosue/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Josué de Oliveira</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Formado em Estudos de Mídia pela UFF e vive em Niterói, RJ. Trabalha na área de desenvolvimento de livros digitais. Gosta de ler, escrever, ver filmes esquisitos e curte bandas que ninguém conhece. Atualmente, revisa seu primeiro romance policial.</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2014/10/20/resenhas-de-os-crimes-do-monograma-agatha-christie/">Os crimes do monograma, de Sophie Hannah (Agatha Christie)</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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