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	<title>Arquivos regina carvalho -</title>
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	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
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	<title>Arquivos regina carvalho -</title>
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		<title>Peter Pan tem que morrer, John Verdon</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Literatura Policial]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Aug 2015 13:30:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
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		<category><![CDATA[David Gurney]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>POR REGINA CARVALHO &#8211; Logo que acabo de ler algum dos romances policiais, tenha ou não gostado, tenho a obrigação</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/08/06/peter-pan-tem-que-morrer-john-verdon/">Peter Pan tem que morrer, John Verdon</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img  title="" fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-8056" style="border:1px solid #000000;margin-top:0;margin-bottom:45px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/08/pan2.jpg"  alt="pan2 Peter Pan tem que morrer, John Verdon"  width="630" height="431" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>POR REGINA CARVALHO</strong> &#8211; Logo que acabo de ler algum dos romances policiais, tenha ou não gostado, tenho a obrigação de repassá-lo para vizinho que é apreciador, mas lamenta sempre suas próprias compras. Diz que eu é que entendo do assunto, e prefere seguir minhas escolhas. De vez em quando pergunta: não saiu mais nada DAQUELE cara? E sei perfeitamente de quem está falando: de John Verdon, de quem leu todos imediatamente após minha leitura. Pois agora saiu mais um Verdon, e terminei de ler, resenho, e passo para o José, que espera aflito por ele!</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Publicitário de sucesso, ao se aposentar John Verdon foi morar nas belíssimas montanhas Catskill, área sul, rural, do estado de Nova Iorque. A mesma coisa faz seu detetive, Dave Gurney, precocemente aposentado após ser ferido em investigação difícil e dolorosa &#8211; sob todo e qualquer aspecto. Casado, sem filhos, Gurney tem uma convivência não muito fácil com a esposa, Madeleine. Não é difícil, porém, por desamor, antes pelo contrário. Os dois se amam, mas ela &#8211; que já sofreu risco de vida em um de seus casos &#8211; considera que investigar homicídios é arriscado demais, classifica como tendência suicida dele, e talvez realmente o seja. Ela sofre a cada vez que, mesmo aposentado, ele se envolve em alguma investigação. E de cada vez fica comprovado que ela teria razão mais que suficiente para se afligir. Mas ele não se sente ligado àquele telurismo todo, como ela o faz. Mesmo sem querer, sente falta das investigações de homicídio, pelo enigma, principalmente pelo enigma que representam. E pela responsabilidade que conseguem fazer que sinta, ao lhe garantirem que seria o único policial de NY, mesmo aposentado, com condições de solucionar o caso.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Anteriores a este &#8220;Peter Pan tem que morrer&#8221;, saíram &#8220;Eu sei o que você está pensando&#8221;, &#8220;Feche bem os olhos&#8221; e &#8220;Não brinque com fogo&#8221;. Foram todos publicados pela Arqueiro, com boa tradução de Ivanir Alves Calado. O primeiro deles, &#8220;Eu sei o que você está pensando&#8221;, já saiu em versão cinematográfica (<a href="http://www.johnverdon.net/pages/index.php" target="_blank">há trailer do filme na página oficial do autor</a>). Gurney comprova, ao ir para a telona, que já está incluído no rol dos grandes investigadores do noir americano, e em muito boa companhia.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Dave Gurney é calado e ético, e tem aquela inata compreensão das pessoas que tempo e profissão só fazem aprofundar. Em &#8220;Não brinque com fogo&#8221;, ele vai servir de consultor para uma jovem jornalista que prepara documentário sobre uma série de crimes ocorridos há vários anos, e que ambos consideram que tenha sido investigado de forma equivocada. O assassino reaparece, um serial apelidado <em>O Bom Pastor</em> e, para conseguir acesso aos arquivos da NYPD, Gurney depende dos favores de um ex-colega problemático chamado Hardwick. Hardwick, irreverente, grosseiro, cínico, com forte desprezo pela autoridade, acaba sendo punido pelo vazamento e demitido da polícia. Vai trabalhar como detetive particular e agora, contratado para esclarecer o assassinato de um marido pela esposa &#8211; que se diz inocente &#8211; vem cobrar o favor prestado, e exigir o auxílio de Gurney.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Este nada garante, mas exige ir conhecer a esposa acusada &#8211; e, ao se ver defronte a ela, não resiste ao forte apelo que uma personalidade muito forte, escandalosamente sincera, e a uns olhos verdes inusitados em rosto não tão cativante exercem sobre ele. Sim, a sinceridade de uma mulher que declara que traía o marido, sim, com o personal e que vê seu álibi &#8211; este mesmo personal &#8211; declarar em corte que não estava na cama com ela, de jeito nenhum, acaba por ser o fator condenatório, em um processo estranhamente montado, e que o comportamento da esposa (Viúva Negra?) complica. Ela mesma se denomina &#8220;escrota e insensível&#8221;, porque é assim que é denominada: se você não demonstra os sentimentos como a sociedade espera que o faça, se não chora em enterros, não se baba por cachorros e crianças, coisas assim, sem dúvida é disso que será tachado&#8230;</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">O fascínio que a personalidade de Kay Spalter exerce sobre ele, mais a necessidade de descobrir o que havia causado a espantosa expressão congelada no rosto da vítima, na hora da morte, fazem com que Gurney aceite o caso. E se vê a partir daí envolvido num enigma como poucos, e numa trama intrincada como menos ainda. Com a densidade que Verdon consegue emprestar a seus livros &#8211; vazada em uma linguagem surpreendentemente eficaz e leve &#8211; resquícios de uma vida em que a publicidade deixou suas marcas. Para nossa felicidade! E a do vizinho José, sem dúvida!</span></p>
<p style="text-align:justify;"><img  title="" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9406" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/star3.png"  alt="star3 Peter Pan tem que morrer, John Verdon"  width="75" height="22" /></p>
<p><em><img  title="" decoding="async" class="alignleft wp-image-8058" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/08/pan.jpg?w=105"  alt="pan Peter Pan tem que morrer, John Verdon"  width="89" height="127" /></em></p>
<p><strong>Título</strong>: Peter Pan tem que morrer<br />
<strong>Autor</strong>: John Verdon<br />
<strong>Páginas</strong>: 400<br />
<strong>Editora</strong>: Arqueiro<br />
<strong>Ano</strong>: 2015<br />
<a href="http://www.skoob.com.br/peter-pan-tem-que-morrer-512303ed518732.html" target="_blank">Este livro no Skoob</a></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>SINOPSE &#8211;</strong> No mais tortuoso romance policial escrito por John Verdon, o especialista em mistérios David Gurney dedica sua mente brilhante à análise de um assassinato terrível que não pode ter sido cometido da forma como os investigadores responsáveis pelo caso afirmam que foi.</p>
<pre><strong>REGINA CARVALHO</strong> - De Florianópolis, SC.</pre>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100"  alt="WOsSxJON_400x400 Peter Pan tem que morrer, John Verdon"  itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/admin_literatura/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Literatura Policial</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Ana Paula Laux é jornalista e trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book “Os Maiores Detetives do Mundo” (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://literaturapolicial.com/" target="_self" >literaturapolicial.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/08/06/peter-pan-tem-que-morrer-john-verdon/">Peter Pan tem que morrer, John Verdon</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Uma loucura toda minha: Andrea Camilleri</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Literatura Policial]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2015 16:46:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[andrea camilleri]]></category>
		<category><![CDATA[colaborador]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com quase 90 anos, o escritor e diretor teatral siciliano Andrea Camilleri é dono de um senso de humor meio</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/07/02/uma-loucura-toda-minha-andrea-camilleri/">Uma loucura toda minha: Andrea Camilleri</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-7465 size-full" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/andrea.png"  alt="andrea Uma loucura toda minha: Andrea Camilleri"  width="750" height="422" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Com quase 90 anos, o escritor e diretor teatral siciliano Andrea Camilleri é dono de um senso de humor meio pervertido, mas irresistível. E aquela transbordante afetividade dos italianos transparece não apenas na forma como vai traçando seus personagens, mas também como se relaciona com os amigos próximos ou distantes. Conhecemos melhor Camilleri por seu Comissário Montalbano, na hipotética Vigatta, sua invejável Adelina, suas namoradas tempestuosas, seus policiais tão gente, mais gente impossível.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Eis a característica mais admirável nos romances de Camilleri: a veracidade de seus personagens, de uma incrível clareza de traços, que mesmo o mais marginal, como o filho de Adelina em <em>A caça ao tesouro</em>, ou seu idiotizado e impagável Cattarela, em todos eles, vêm envoltos em tal dose de humor que os adoça, os humaniza, os embeleza. Chamar seu comissário de Montalbano é clara homenagem ao grande amigo barcelonês Manuel Vásquez Montalban, cujo detetive, Pepe Carvalho, tem um assistente gourmet e anão que lhe prepara pratos típicos, na tendência muito atual de a gastronomia ser parte essencial da literatura, embora Bram Stoker já a utilize (e bem!) em Drácula. Mas Montalbano tem Adelina, e o tradutor para o Português do Brasil tem tido o cuidado de colocar, no rodapé, a explicação de cada um de seus pratos &#8211; típicos, mas da cozinha siciliana, é claro. Tão típicos como os termos dialetais muitas vezes empregados, e que também necessitam de explicação.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Mas este último romance de Camilleri não é um dos de Montalbano. E foge ao que costumamos encontrar e talvez procurar nele. Mas as referências estão presentes, e são sempre sólidas, num universo composto por uma grande erudição. Ariadne e Giulio estão casados, e vivem um casamento que é só cumplicidade. Giulio é homem de recursos, e se dá o luxo de manter, por uma certa perversidade, a esposa bela, imoral, amoral, tão infantil e sem sofisticação que come com as mãos e urina na cama &#8211; por prazer, não por algum problema. Ela, porém, lhe esconde uma parte de si, e ele o sente, sem, no entanto descobrir o que seja.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Giulio, por um acidente, foi emasculado. É o segundo eunuco na vida de Ariadne, que talvez por essa capacidade de atender aos instintos básicos, consegue conviver tranquilamente com o fato. Giulio, porém, mais sofisticado que o anterior, percebe que o sexo faz falta na vida da esposa, e trata de introduzi-lo: toda quinta, na praia de Canetto, com rapazes de programa, e sob suas vistas. Voyeur? Talvez sim, talvez não: o ponto de vista é o dela, e não se manifesta claramente. E é quando Ariadne descumpre uma parte do trato, vai à praia sem Giulio, e se envolve com Mario, que não é um dos michês habituais, que vamos ter a complicação que dá sequência e razão de existir ao enredo.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">A Marquesa de Casatti Stampa foi um ícone da moda &#8211; teria sido uma inspiração para Ariadne. A Marquesa usava cobras como colares, branqueava o rosto, escurecia muito toda a área dos olhos, criava tigres, e dizem que eram seus amantes que haviam morrido&#8230; Ariadne é puro instinto, e além de fazer exatamente o que lhe dá na telha &#8211; mas sempre tendo Giulio em mente, para não lhe desagradar &#8211; seria uma Marquesa sem a sofisticação que era característica daquela. A sinopse da editora também cita <em>Santuário</em> do Faulkner e <em>O amante</em> de Lady Chatterley, mas são referências também remotas: não há mais temas absolutamente originais. Se formos pensar em Faulkner, eu lhe daria maior proximidade com <em>O som e a fúria</em>, por causa dessa loucura e infantilidade que Ariadne controla e disfarça até certo ponto, e que a conduz ao todomeu, um recanto em que sua amiga Stefania a aguarda e premia&#8230; ou castiga. O Santuário, então, seria esse único lugar em que a loucura de Ariadne se deixa ver, no sujo, no amontoado, na falta de trato e cuidado, no sórdido, no sem controle, e que ela chama, para si mesma de todomeu, e que cria em todo lugar para onde vá, como criara em uma caverna, nos campos de sua infância.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">O Todomeu é livro pequeno, de leitura rápida, e é óbvio que, para um homem culto como Giulio, impossibilitado de sexo por razões físicas (na literatura há outros personagens assim, como em <em>O sol também se levanta</em>, de Hemingway, ou <em>Memórias de um vendedor de mulheres</em>, do também italiano Giorgio Falletti), a relação do nome de sua mulher com o mito do labirinto e a lenda do Minotauro é irresistível. E, neste livro como nos outros de eunucos citados, as mulheres são ligadas a eles pela impossibilidade de realizar o desejo, e isso as torna infelizes e crueis, mas não menos a eles. E, na verdade, na verdade, vejo mais mistério em Giulio que em Ariadne, pois o fio condutor da narrativa a esclarece para nós. E ele permanece na sombra&#8230;</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p><em><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-7471 size-thumbnail" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/todomeu.jpg?w=97"  alt="todomeu Uma loucura toda minha: Andrea Camilleri"  width="97" height="150" /></em><strong>Título</strong>: O Todomeu<br />
<strong>Autor</strong>: Andrea Camilleri<br />
<strong>Páginas</strong>: 140<br />
<strong>Tradução</strong>: Ana Maria Chiarini<br />
<strong>Editora</strong>: Bertrand Brasil<br />
<a href="http://www.skoob.com.br/o-todomeu-438286ed496651.html" target="_blank"><span style="color:#0000ff;">Este livro no Skoob</span></a></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>SINOPSE</strong>: <span id="lblSinopse" class="txtDescricao">Em O Todomeu, Camilleri põe em cena uma protagonista extraordinária: inquietante na sua pureza, assombrosa na luz que irradia. Nesse jogo irônico e refinado, o leitor é conduzido pelo labirinto de Eros até as profundezas do amor e da perdição, onde – como no mito de Ariadne – o Minotauro devora os desejos mais obscuros e inconfessáveis.</span><em><span id="lblSinopse" class="txtDescricao"><br />
</span></em></p>
<pre><strong>REGINA CARVALHO</strong> - De Florianópolis, SC.</pre>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100"  alt="WOsSxJON_400x400 Uma loucura toda minha: Andrea Camilleri"  itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/admin_literatura/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Literatura Policial</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Ana Paula Laux é jornalista e trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book “Os Maiores Detetives do Mundo” (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://literaturapolicial.com/" target="_self" >literaturapolicial.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/07/02/uma-loucura-toda-minha-andrea-camilleri/">Uma loucura toda minha: Andrea Camilleri</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Ferréz: Os ricos também morrem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Literatura Policial]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2015 16:29:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[editora planeta]]></category>
		<category><![CDATA[ferréz]]></category>
		<category><![CDATA[os ricos também morrem]]></category>
		<category><![CDATA[regina carvalho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Regina Carvalho &#8211; Tenho acompanhado a produção literária de Ferréz desde o sucesso de Capão Pecado, em 2000.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<span><span><a href="https://literaturapolicial.com/">Início</a></span> » <span class="breadcrumb_last" aria-current="page"><strong>regina carvalho</strong></span></span>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Regina Carvalho</em> &#8211; Tenho acompanhado a produção literária de Ferréz desde o sucesso de Capão Pecado, em 2000. De seu livro anterior, Fortaleza da desilusão (1997), não tive conhecimento. A seguir veio Manual Prático do Ódio (2003), Amanhecer esmeralda (2005), Ninguém é inocente em São Paulo (2006), Deus foi almoçar (2011), O pote mágico (2012). Agora, este livro de contos, numa linha de trabalho que se distingue por uma série de razões, mas que vai muito além da literatura: dois CDs dentro do hip hop, poemas, colaboração em roteiros de cinema e TV, contos quadrinizados, confecção de roupas, e animação cultural. Seus livros foram traduzidos para vários idiomas, e ele participou da Feira Internacional de Frankfurt, em 2013. Nem todos os contos (curtos, sempre) se encaixam no gênero policial, mas muitos, sim.</p>
<p>O paulistano Reginaldo Ferreira da Silva adotou o pseudônimo FERRÉZ para simplificar seu contato com o público de periferia, o seu povo, seu mundo. E é neste mundo que ele transita, é para este mundo que produz, e é este mundo que deseja mostrar para quem se situa do lado de fora dele. Porque é o mundo onde vivem 2/3 da população paulistana, em 2/3 ou mais de seu território. É o mundo da maioria. Mas este é o mundo que é considerado &#8220;marginal&#8221;. Marginal por razões de rótulo, dado pela minoria que se diz culta&#8230; Ferréz quer que a voz dessa maioria seja ouvida, e trata de falar por ela.</p>
<p>Mas aqui, nesta obra, o que lhe dá distinção é a epígrafe: &#8220;Tem quem diz que é preto, tem quem diz que é viado, tem quem diz que é caipira, eu digo que sou do crime. É isso. E pronto.&#8221; (João Carlos da Rosa &#8211; que ninguém sabe quem seja, um &#8216;marginal&#8217;). Os Ricos Também Morrem abre com um prefácio em que o autor faz questão de esclarecer as razões de sua literatura participante, engajada, sim, e em justa causa. Em certo ponto, diz, depois de listar os locais em que se apresentou, mostrando seus contos, suas histórias:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;<em>A cada colégio das quebrada que passava e lia os textos, lembrava da frase que mais ouvi durante minha caminhada na literatura marginalizada.</em><br />
<em>&#8211; Eu que num sou doido de ir nesses lugares.</em><br />
<em>Discurso nojento, de quem não pode amar o que faz.</em><br />
<em>Se fosse pensar assim, sequer escreveria uma linha, não iria para uma quermesse nessa vida, não passaria em presídios, colônias de pescadores, associações de moradores, não teria tido tantos abraços nos movimentos de ocupação, nas favelas por onde li os contos, arranquei sorrisos e gritos de revolta.</em>&#8221; (p. 19)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>São 40 contos sem índice, contos que cobrem amplo espectro da criminalidade exercida por/ exercida sobre a periferia, belamente ilustrado por Alexandre de Maio. Muitos críticos afirmam que o romance policial é a narrativa realista da atualidade. Ferréz mostra isso com clareza, com força, com variedade, sem fugir, sem se esconder, tratando de braços da repressão como a PM, a ROTA, a escola&#8230; até o Senado brasileiro. Usa nomes reais, em muitos casos, mas não vamos entrar na discussão do ficcional, o que de fato é.</p>
<p>Há tipos tocantes, como Nêgo Jaime, que não se conforma com a limitação da vida que leva por ali, e sonha sonhos diferentes, que tenta concretizar. Eternamente desrespeitado, acaba se enforcando em árvore do Parque da vizinhança, sintomaticamente chamado Santo Dias, que &#8220;contam que lutou por algo de valor.&#8221; E ninguém percebe que Nêgo Jaime também faz isso&#8230;</p>
<p>Ferréz, nos contos que classifico como policiais, mostra a visão pelo lado da periferia, como aqueles personagens sobre os quais a polícia tripudia. Como &#8220;Zé&#8221;, que muda de epíteto conforme a agressão dos PMs aumenta &#8211; apesar da recriminação do povo ao redor. Em &#8220;O país dos calças bege&#8221;, o egresso da penitenciária tenta retomar a vida, e encontra os mesmos obstáculos de sempre. Mas mostra: &#8220;entrei por assalto e me formei em homicídio, isso é que é faculdade.&#8221; (p. 60) Há certa tragicidade em quase todos, mas o cômico extrapola e faz o tom de &#8220;Meu querido crime&#8221;, narrador criminoso desastrado, uma obra prima, que nos faz rir com gosto.</p>
<p>Todo o universo da quase desconhecida periferia preenche o livro: crianças ignoradas pelos pais, nunca ouvidas, nunca acarinhadas; mulheres usadas pelos maridos para o sexo ou o trabalho doméstico; outras, impedidas de estudar. Ferréz não entra nunca no universo das religiões, não sei a razão, talvez não queira desrespeitar os leitores. E no amplo espectro de narradores, jamais entra um PM. Me parece meio irônico, já que a maioria deles deve ser também habitante de periferia. Trata ainda, e sem comentário algum, puro relato, do preconceito a que ele mesmo &#8211; autor reconhecido, livros traduzidos no exterior &#8211; é submetido. O conto, &#8221; Filma eu&#8221; (p. 103-6) me causou forte revolta. Narra o tratamento que recebe de um repórter de TV que vem gravar entrevista com ele, e a todo momento lhe repete as coisas, &#8220;para ter certeza de que você entendeu&#8221;&#8230;</p>
<p>Recomendo que não percam &#8220;Relógios&#8221;, &#8220;Sebastião&#8221;, &#8220;Bananas&#8221;, &#8220;Pensamentos de um &#8216;Correria'&#8221; , &#8220;Negócios&#8221;. Mas especialmente &#8220;Círculo&#8221;, e depois me respondam: quanto vale uma nota de R$ 100,00 ?</p>
<p>A registrar, ainda, o belo trabalho que ele tem feito com o registro da LINGUAGEM dessa camada da população. Não, Ferréz não escreve bem, se nos pautarmos pelos critérios que elegem a língua padrão como a norma. Mas lembro que isso não se exige do literário. E ele resgata as gírias, os termos, as estruturas sintáticas, muitas vezes até a possível divisão em parágrafos, num estilo que deve ter deixado de cabelos brancos as duas revisoras: no que mexer, o que manter? E faz mais e melhor: institucionaliza o &#8220;num&#8221; como a negação oficial da periferia. Maravilha!</p>
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<h3>SOBRE O LIVRO</h3>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/Os-ricos-tamb%C3%A9m-morrem-Ferrez/dp/8542204956/ref=as_li_ss_il?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;dchild=1&amp;keywords=os+ricos+tamb%C3%A9m+ferrez&amp;qid=1597804767&amp;sr=8-1&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=f61ed5de64d012100e77088af7cebeac&amp;language=pt_BR" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img  title=""  alt="q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8542204956&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20&amp;language=pt_BR Ferréz: Os ricos também morrem" decoding="async" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8542204956&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20&amp;language=pt_BR" border="0" /></a><img  title="" loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8542204956"  alt="ir?t=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8542204956 Ferréz: Os ricos também morrem"  width="1" height="1" border="0" /></p>
<p><strong>Título</strong>: Os ricos também morrem<br />
<strong>Autor</strong>: Ferréz<br />
<strong>Páginas</strong>: 192<br />
<strong>Editora</strong>: Planeta<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2Yv0TG7" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro</a></span></p>
<p style="text-align: justify;">SINOPSE &#8211; Bolonha, Mauro Maurício, Nego Jaime, Júnior, Dona Néia e Sebastião são heróis e anti-heróis que Ferréz criou para histórias curtas. A linguagem ágil, próxima à do rap, transforma-se em literatura. Os “causos” urbanos do cotidiano rude das cidades compõem um mosaico do Brasil real. Para os fãs da verve ácida, direta e reta de Ferréz, o recado do livro é que as injustiças e a desesperança moram ao lado e não do outro lado do Atlântico.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100"  alt="WOsSxJON_400x400 Ferréz: Os ricos também morrem"  itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/admin_literatura/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Literatura Policial</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Ana Paula Laux é jornalista e trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book “Os Maiores Detetives do Mundo” (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://literaturapolicial.com/" target="_self" >literaturapolicial.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/06/15/ferrez-os-ricos-tambem-morrem/">Ferréz: Os ricos também morrem</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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