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	<title>Arquivos tintim no congo -</title>
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	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
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	<title>Arquivos tintim no congo -</title>
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		<title>Tradutor de Tintim fala sobre os desafios da profissão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rogerio Christofoletti]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Nov 2016 14:03:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[quadrinhos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Rogério Christofoletti &#8211; Todas as pessoas têm seus autores favoritos. Alguns leitores têm também suas editoras prediletas. Mas quem</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Rogério Christofoletti</em> &#8211; Todas as pessoas têm seus autores favoritos. Alguns leitores têm também suas editoras prediletas. Mas quem costuma ter seus tradutores do coração? Pode falar! Quase ninguém, né? O que é um tremenda injustiça com esses bravos personagens que enfrentam selvas de palavras e expressões idiomáticas, sintaxes complicadas, gírias de época, trocadilhos e ambiguidades, sem contar as experimentações linguísticas.</p>
<p>Tradutores costumam deixar de ser invisíveis quando vertem obras consideradas até então impossíveis, ou quando uma grande quantidade do seu trabalho chega ao mercado ao mesmo tempo, gerando aquela sensação de que está traduzindo a Biblioteca de Alexandria… É mais ou menos assim com Érico Assis, prolífico tradutor de histórias em quadrinhos, romances pop e livros teóricos, com mais de 200 trabalhos assinados para editoras como Companhia das Letras, Panini, Globo, Intrínseca, Leya, Marsupial e outras.</p>
<p>Na área desde 2008, já respondeu pelas palavras de Chuck Palahniuk, Neil Gaiman, Alan Moore, Grant Morrison, Chris Claremont, Warren Ellis, Richard Dawkins, Henry Jenkins e grande elenco. Jornalista de formação, Érico Assis mora em Florianópolis, onde dá sequência a um doutorado em tradução e termina um livro sobre&#8230; tradução de quadrinhos! Cercado de mistério, adianta que é uma obra voltada para os fãs do gênero e com lançamento previsto para 2017.&nbsp;Com fala mansa, olhar paciente e um sorriso no canto da boca, Érico Assis mantém a fama dos bons tradutores: é discreto, quase invisível. A estratégia funciona. Quietinho, quietinho, trabalha como uma máquina e talvez esteja mesmo traduzindo a tal Biblioteca de Alexandria&#8230;<br />
&nbsp;</p>
<p><strong>1. É comum vermos conversas de tradutores, compartilhando grandes soluções para trechos difíceis e também algumas derrapadas. Qual a tradução da qual você mais se orgulha? E a mais difícil?</strong></p>
<p>Olha, não fico à vontade para avaliar a qualidade das minhas próprias traduções. O orgulho que tenho por elas geralmente está em torno do histórico do projeto. Tenho um carinho especial, por exemplo, por um livro chamado CONTOS DE LUGARES DISTANTES, do Shaun Tan (Cosac Naify), simplesmente porque fiquei contente de participar de um livro que nem aquele. Tenho orgulho das traduções de SUPERDEUSES, de Grant Morrison (Seoman), e de MARVEL COMICS: A HISTÓRIA SECRETA, de Sean Howe (LeYa), porque são dois projetos dos quais eu corri atrás. Também corri atrás de THE PRIVATE EYE, de Brian K. Vaughan e Marcos Martin (http://panelsyndicate.com/) direto com os autores, de SCOTT PILGRIM, do Bryan Lee O&#8217;Malley (Quadrinhos na Cia.), de FLEX MENTALLO, de Grant Morrison e Frank Quitely (Panini).&nbsp;As traduções mais difíceis&#8230; Eu acho que o cerne da tradução é a tomada de decisão, então as mais difíceis são aquelas em que as decisões são mais arbitrárias: quando você tem, pela natureza do projeto, se é que pode dizer assim, liberdade demais para dar conta de transmitir forma e sentido do texto de partida. Tem vários momentos assim em muitas traduções que eu fiz. Mas um projeto que foi todo assim &#8211; e, por isso, talvez o meu mais difícil &#8211; foi OS 13 TIQUE-TAQUES, de James Thurber (Poetisa). Ainda estou curioso para saber o que os leitores acharam.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>2. Acaba de sair Tintim no Congo, uma tradução sua do personagem original de Hergé. A leitura permite ver uma série de aspectos que podem soar chocantes hoje, como tiradas racistas, por exemplo. Imagino que os desafios que você teve não foram apenas para verter algumas falas que parecem datadas hoje. Como foi traduzir este trabalho em particular?</strong></p>
<p>Bom, começou pelo fato de ser uma tradução do francês, um idioma do qual não estou tão acostumado a traduzir (não tanto quanto traduzo do inglês). Porém, mesmo sendo um francês dos anos 1930, com uma e outra gíria particular ao francês belga da época, foi fácil de ler e verter.&nbsp;Em relação a encontrar o linguajar do Tintim em português, tive por referência as ótimas traduções do Eduardo Brandão para toda a série (na versão colorida &#8211; e com texto diferente) tintinesca. Em relação a entender algumas referências, tive o apoio do TINTIN: THE COMPLETE COMPANION, de Michael Farr, um guia tintinófilo.&nbsp;Em se tratando especificamente das caricaturas dos africanos e das visões preconceituosas, sim, fiquei preocupado e escrevi uma carta comprida à editora Globo para ter certeza que estávamos todos cientes dos 60 ou 70 anos de polêmica em torno de TINTIM NO CONGO. E também para ressaltar que as caricaturas não estavam só no desenho, mas nas falas dos congoleses: o francês deles é infantil e carregado de erros. Isso afeta diretamente o meu trabalho, pois, se eu quiser reproduzir o que entendo por intenção do Hergé, também vou ter que caracterizar os congoleses com um português infantil e carregado de erros &#8211; com um cuidado redobrado para não intensificar nem diminuir esta infantilização e esta carga de erros. Tentei manter uma precisão quase matemática nestas falas africanas, para que ninguém venha me dizer que &#8220;no original não era tão caricato&#8221;. Se eu dei conta do recado, era exatamente&nbsp;tão caricato quanto ficou no português. &#8220;Também sugeri que a edição poderia ter uma nota de contextualização no final, em que a editora declara-se ciente que o material pode render críticas, que não fecha com a moral atual, que foi produzido em outra época e nem o próprio Hergé gostava. Ficou uma nota curtinha no final do TINTIM NO CONGO.&#8221; Mas, sinceramente, acho ainda mais preconceituosa e gritante a caricatura dos chineses em TINTIM NA AMÉRICA. De qualquer maneira, não é minha opinião que está representada ali. E acredito que é possível ler entendendo que eram outros tempos &#8211; e sabendo que o próprio autor mudou de ideia.</p>
<p style="text-align: center;"><img  title="" fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-15171 size-full" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 30px; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/11/tintim1.jpg"  alt="tintim1 Tradutor de Tintim fala sobre os desafios da profissão"  width="639" height="550"></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>3. Neste sentido, que liberdade têm os tradutores para “amenizar” certos textos originais?</strong></p>
<p>Na forma como vejo meu trabalho, não vejo amenizar ou intensificar o tom de um texto como função minha. O que tento entregar à editora é o mais próximo que consegui chegar, no português, do tom que o autor utilizou na língua de partida. Se este texto vai ser amenizado, intensificado ou sofrer outro tipo de transformação em relação ao idioma de partida, essa decisão ficará a cargo da editora.&nbsp;Não sei se exemplifica bem o que quero dizer, mas em TINTIM NO CONGO os congoleses falam &#8220;m&#8217;sieur&#8221; ao invés de &#8220;monsieur&#8221;. Na tradução, eu queria usar &#8220;missiê&#8221;, mas achei que seria ousadia demais bagunçar a relação francês/português/francês-congolês. Utilizei &#8220;sinhô&#8221; e deixei uma nota para a editora dizendo que poderiam usar &#8220;missiê&#8221; caso achassem legal&nbsp;(seria um localizar/substituir na hora da revisão). Acharam. Então, por sugestão minha e decisão da editora, os congoleses falam &#8220;missiê&#8221;.&nbsp;Na real, toda tradução que entrego é uma sugestão. Por mais que eu seja creditado como &#8220;tradutor&#8221;, o processo de tradução ainda envolve editores, revisores, preparadores &#8211; todos vão tomar decisões sobre o texto que vai chegar ao leitor. Por mais que vez por outra eu mesmo possa atenuar ou intensificar algo no texto, acredito que esta é uma decisão política que deveria caber à editora.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Acho que meus maiores desafios foram na tradução de romances. Por se tratar de pura prosa e pela natureza da coisa, os autores de literatura explorarem os recursos de pura prosa. O idioma tende a ser mais trabalhado do que nos quadrinhos ou em livros teóricos.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>4. Nas centenas de traduções que você já fez, o que dá mais trabalho: histórias em quadrinhos, romances ou livros teóricos? Que desafios cada produto traz?</strong></p>
<p>O que dá trabalho não é a mídia ou o gênero em que se trabalha, mas a maneira como os autores e autoras usam o idioma no texto de partida. Ou seja, o problema maior está nos buracos na estradinha inglês-português, ou na francês-português, ou na estrada do par de línguas que for, e não no carro que você está dirigindo.&nbsp;Quadrinhos têm particularidades como as relações de (duplo, triplo, quádruplo) sentido que o texto pode estabelecer com os desenhos. Também nas quebras das falas, muitas vezes na necessidade de ser sintético, de reproduzir a fala oral. Livros teóricos também têm particularidades, como o encaixe lógico em toda uma rede terminológica que já existe em outros livros (livros que não foi você que traduziu), e a qual você tem que conhecer um pouco. Mas acho que meus maiores desafios foram na tradução de romances. Por se tratar de pura prosa e pela natureza da coisa, os autores de literatura explorarem os recursos de pura prosa. O idioma tende a ser mais trabalhado do que nos quadrinhos ou em livros teóricos. Aí tem trechos da estrada que ainda não foram construídos, trechos que você precisa abrir no meio do mato, ou trechos que não existem &#8211; são abismos. E aí você tem que sacar como lança uma ponte, uma cordinha que seja, para chegar do outro lado.</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<p><strong>5. Você tem se especializado em traduzir textos de cultura pop. Esse universo tem gírias, valores e conceitos que são muito dinâmicos. Isso não torna as suas traduções mais perecíveis? Aliás, traduções têm prazo de validade?</strong></p>
<p>Eu diria que a cultura pop, por natureza, é feita para ser descartável. É óbvio que algumas coisas perduram, mas isso é mais por acidente do que propósito. Ainda ouvimos Elvis, ainda lemos Tintim e Batman. Nesse sentido, quando eu traduzo alguma coisa atual relacionada a cultura pop, traduzo pensando que vai ser consumido neste momento, com as gírias, valores e conceitos deste momento. Se essas traduções perdurarem, será por acidente. Quando eu traduzo materiais de outra época &#8211; os Tintins são um caso; no momento, estou traduzindo um livro escrito nos anos 1950 -, posso tentar reproduzir o linguajar do português desta época. Mas há divergências editoriais (e acadêmicas) em relação a isso: há quem defenda que o texto, independente de sua idade, deve usar o linguajar de hoje se for traduzido hoje. Isso também pode variar conforme as intenções do projeto editorial.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><center><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=qf_sp_asin_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8525061581&amp;asins=8525061581&amp;linkId=13546005b5609ef404921b0f34777596&amp;show_border=false&amp;link_opens_in_new_window=true&amp;price_color=333333&amp;title_color=0066c0&amp;bg_color=ffffff" width="300" height="150" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></center>&nbsp;</p>
<p><strong>6. Imagine que lhe chega um trabalho de um escritor húngaro, publicado na língua nativa, mas que encomendam de você uma tradução da versão em inglês. Que dificuldades existem quando se faz uma tradução de segunda mão?</strong></p>
<p>Bom, já traduzi do inglês um romance young adult&nbsp;chamado CÍRCULO (Intrínseca), escrito originalmente em sueco. Foi a mesma coisa com uma HQ, SEGREDO DE FAMÍLIA (Quadrinhos na Cia.), originalmente em holandês. Do ponto de vista operacional (e acadêmico), não muda muita coisa: você tem um texto numa língua de partida e vai chegar a outro texto na língua de chegada.&nbsp;Os possíveis &#8220;prejuízos&#8221; que você pode ter com uma tradução como essa estão no fato de que o primeiro tradutor fez adaptações, compensações, apagamentos, acréscimos e outras operações em relação ao primeiro idioma &#8211; e você nem sempre sabe quais são. No caso de CÍRCULO, por exemplo, percebi que o tradutor sueco-inglês adaptou as fases do sistema educacional sueco para o sistema inglês. É normal dos tradutores britânicos e americanos fazerem esse tipo de adaptação domesticadora &#8211; nas traduções brasileiras, nem tanto. Neste caso, fiquei em dúvida se deveria voltar atrás (ao sistema sueco), manter a versão britanizada ou fazer uma nova adaptação, agora para o sistema educacional brasileiro.&nbsp;A solução ideal, claro, é traduzir-se sempre do primeiro idioma em que o livro foi escrito. Quando não é possível, a edição tem que especificar que foi traduzida a partir de um idioma outro &#8211; e dar crédito ao primeiro tradutor, claro.</p>
<p><img  title="" decoding="async" class="aligncenter wp-image-15168 size-full" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 30px; margin-bottom: 30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/11/14886364_1742174552709612_1604087154_n.jpg"  alt="14886364_1742174552709612_1604087154_n Tradutor de Tintim fala sobre os desafios da profissão"  width="639" height="477"></p>
<p><strong>7. Entre seus próximos trabalhos, está a versão em quadrinhos da Trilogia Millenium, idolatrada pelos leitores de nosso site. O que podemos esperar dela?</strong></p>
<p>A versão em quadrinhos que eu traduzi é a francesa, feita por Sylvain Runberg e José Homs. (Existe uma adaptação em HQ norte-americana e acho que uma em mangá.) Eles adaptaram os três livros de Stieg Larsson, num total de 6 álbuns. Por enquanto só traduzi dois. Eu só conhecia o material dos filmes (o sueco e o americano), mas fui atrás dos livros quando estava fazendo a tradução. Apesar do encadeamento da trama ser praticamente o mesmo, os autores da HQ condensam a história e até puxam algumas coisas dos livros 2 e 3 para a adaptação do primeiro. Foi importante conhecer a trilogia completa e como algumas coisas já haviam sido traduzidas nas edições da Companhia das Letras. Gosto muito da caracterização que os autores deram ao Mikael Blomkvist e à Lisbeth Salander. Como se trata de uma HQ, a maior parte da caracterização está nas expressões, no gestual, e o desenhista é excelente nestes aspectos (e em todos os outros também &#8211; a HQ é visualmente linda). Blomkvist, a meu ver, tem o seu caráter mais impetuoso, até mesmo arrogante, melhor interpretado nessa versão em HQ do que pelo Daniel Craig ou o Michael Nyqvist.</p>
<p><em>(Imagens: Acervo pessoal, Rogério Christofoletti)</em></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title=""  alt="87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g Tradutor de Tintim fala sobre os desafios da profissão" alt='Rogerio Christofoletti' src='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/monitorando/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rogerio Christofoletti</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista, dramaturgo e professor universitário. Já publicou 12 livros na área acadêmica e escreveu oito peças de teatro. É um dos autores do e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx).</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="http://christofoletti.com/" target="_self" >christofoletti.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2016/11/01/tradutor-de-tintim-fala-sobre-os-desafios-da-profissao/">Tradutor de Tintim fala sobre os desafios da profissão</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Lançamentos de outubro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Oct 2016 12:32:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>DESTAQUES DE OUTUBRO &#8211; Confira os destaques literários deste mês. Para ver todos os lançamentos, clique aqui. x 1. Último turno, Stephen King</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-14694 size-full" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/10/collage_outubro.jpg"  alt="collage_outubro Lançamentos de outubro"  width="639" height="236" /></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>DESTAQUES DE OUTUBRO</strong> &#8211; Confira os destaques literários deste mês. Para ver todos os lançamentos, clique <a href="https://literaturapolicial.com/lancamento/">aqui</a>.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>1. Último turno, Stephen King</strong></span><br />
(Suma de Letras Brasil)<br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-14633 size-medium" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/10/turno.png?w=209"  alt="turno Lançamentos de outubro"  width="209" height="300" />Brady Hartsfield, o diabólico Assassino do Mercedes, está há cinco anos em estado vegetativo em uma clínica de traumatismo cerebral. Segundo os médicos, qualquer coisa perto de uma recuperação completa é improvável. Mas sob o olhar fixo e a imobilidade, Brady está acordado, e possui agora poderes capazes de criar o caos sem que sequer precise deixar a cama de hospital. O detetive aposentado Bill Hodges agora trabalha em uma agência de investigação com Holly Gibney, a mulher que desferiu o golpe em Brady. Quando os dois são chamados a uma cena de suicídio que tem ligação com o Massacre do Mercedes, logo se veem envolvidos no que pode ser seu caso mais perigoso até então. Brady está de volta e, desta vez, não planeja se vingar apenas de seus inimigos, mas atingir toda uma cidade. Em Último turno, Stephen King leva a trilogia a uma conclusão sublime e aterrorizante, combinando a narrativa policial de Mr. Mercedes e Achados e perdidos com o suspense sobrenatural que é sua marca registrada.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x<br />
</span><span style="font-size:1.25em;"><strong>2. Caixão fechado, Sophie Hannah</strong></span><br />
(HarperCollins Brasil)<br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-14206 size-medium" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/09/caixc3a3o-fechado.jpg?w=208"  alt="caixc3a3o-fechado Lançamentos de outubro"  width="208" height="300" />No ano do centenário do detetive Hercule Poirot, a autora best-seller do The New York Times Sophie Hannah lança mais uma obra inspirada na genialidade de Agatha Christie, a escritora que mais vendeu livros na história da literatura. Depois do sucesso de Os crimes do monograma, lançado em 2014 e publicado no Brasil pela HarperCollins, chega agora às livrarias Caixão fechado, a segunda publicação inspirada na Rainha do Crime e autorizada pelos herdeiros de Agatha.</p>
<p style="text-align:justify;">Dessa vez, Poirot enfrenta um mistério diabólico, mergulhado em uma atmosfera sombria e cheia de suspense e perigo. Segundo Hilary Strong, presidente da Agatha Christie Ltd, “a publicação de &#8221;Os crimes do monograma&#8221; abriu um novo público para o trabalho de Christie. E &#8221;Caixão fechado&#8221; é mais uma peça chave da nossa estratégia para manter seu legado atual e vivo”.<span style="color:#ffffff;"><br />
x<br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>3. O morcego, Jo Nesbo</strong></span><br />
(Editora Record)<br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-14667 size-medium" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/10/morcego.jpg?w=202"  alt="morcego Lançamentos de outubro"  width="202" height="300" />Do submundo de Sydney às lendas aborígines, Jo Nesb conduz o leitor por uma trama violenta e eletrizante, no primeiro grande caso de Harry Hole. O corpo de uma jovem norueguesa é encontrado em um rochedo no fundo de um penhasco. O caso intriga a polícia: a vítima apresenta sinais de estrangulamento e suspeita-se de violência sexual, mas não há qualquer vestígio de DNA ou impressão digital do criminoso.</p>
<p style="text-align:justify;">Para colaborar com as investigações, a Divisão de Homicídios da Noruega envia o inspetor Harry Hole à cidade. Junto com o policial Andrew Kensington, Harry se depara com um caso mais complexo do que imagina: o que inicialmente parecia ser um crime isolado é apenas mais um em uma série de assassinatos cometidos por todo o país, sem qualquer relação aparente entre si. Um serial killer está à solta na cidade e, para Harry, a caçada começou.<br />
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<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>4. A garota no gelo, Robert Bryndza</strong></span><br />
(Editora Gutenberg)<br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-14671 size-medium" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/10/garota_gelo.jpg?w=209"  alt="garota_gelo Lançamentos de outubro"  width="209" height="300" />Seus olhos estão arregalados&#8230; Seus lábios estão entreabertos&#8230; Seu corpo está congelado&#8230; Mas ela não é a única. Quando um jovem rapaz encontra o corpo de uma mulher debaixo de uma grossa placa de gelo em um parque ao sul de Londres, a detetive Erika Foster é chamada para liderar a investigação de assassinato. A vítima, uma jovem e bela socialite, parecia ter a vida perfeita. Mas quando Erika começa a cavar mais fundo, vai ligando os pontos entre esse crime e a morte de três prostitutas, todas encontradas estranguladas, com as mãos amarradas, em águas geladas nos arredores de Londres. Que segredos obscuros a garota no gelo esconde? Quanto mais Erika está perto de descobrir a verdade, mais o assassino se aproxima dela. Com a carreira pendurada por um fio depois da morte de seu marido em sua última investigação, Erika deve agora confrontar seus próprios demônios, bem como um assassino mais letal do que qualquer outro que já enfrentou antes.</p>
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<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>5. Valsa maldita, Tess Gerritsen</strong></span><br />
(Editora Record)<br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-14675 size-medium" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/10/tess1.jpg?w=189"  alt="tess1 Lançamentos de outubro"  width="189" height="300" />No ambiente frio e sombrio de um antiquário em Roma, a violinista americana Julia Ansdell depara com uma partitura intrigante — a valsa Incendio — e é imediatamente atraída pela peculiar composição. Carregada de paixão, tormento e de uma beleza arrepiante — e aparentemente inédita aos olhos do mundo —, a valsa com seu tom menor fúnebre e seus arpejos febris parece ter vida própria. Determinada a dominar a obra complexa, Julia decide ser o instrumento que fará com que sua melodia seja ouvida. Já de volta à Boston, no instante em que o arco de Julia começa a ser deslocado pelas cordas do violino, desenhando no ar aquelas notas intensas, algo sinistro é despertado — e a vida de Julia fica sob ameaça iminente. A música parece exercer um efeito inexplicável e macabro sobre sua filha pequena, que se mostra drasticamente transformada. Convencida de que a melodia hipnótica de Incêndio está desencadeando uma maldição, Julia decide investigar a história por trás da partitura e encontrar a pessoa que a compôs. Suas buscas a levam à milenar cidade de Veneza, onde Julia descobre um segredo sinistro de várias décadas envolvendo uma família perigosamente poderosa que fará de tudo para impedir que ela revele a verdade ao mundo — custe o que custar.<br />
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<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>6. TinTim no Congo, Hergé</strong></span><br />
(Globo Livros)<br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-14676 size-medium" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/10/tintim.jpg?w=225"  alt="tintim Lançamentos de outubro"  width="225" height="300" />Em <em>Tintim no Congo, </em>o jornalista e seu cão Milu desembarcam no antigo Congo Belga, na África, para realizar uma série de reportagens. Além de enfrentarem os perigos da selva, os dois encaram um perigoso bandido que está tentando expandir seus negócios de diamantes na região.</p>
<p style="text-align:justify;">Esta é uma edição fac-similar da série <em>As aventuras de Tintim</em>, lançada pela primeira vez em 1931.</p>
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<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>7. Os pássaros, Frank Baker</strong></span><br />
(Darkside Books)<br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-14688" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/10/passaros.jpg"  alt="passaros Lançamentos de outubro"  width="208" height="300" />Você conhece o filme. É um dos maiores clássicos de Alfred Hitchcock, de 1963. Nos créditos, consta que a história é baseada no conto “Os Pássaros”, de Daphne du Marier, escritora que o mestre do suspense já havia adaptado antes. Quase trinta anos após seu lançamento, o romance de Frank Baker ganharia repercussão quando o autor ameaçou processar Hitchcock e Daphne Du Maurier. Para deixar essa estranha coincidência com ares de plano macabro: Daphne era prima do antigo editor de Frank Baker, o inglês Peter Davies, e chegou a trabalhar com o parente.</p>
<p>Pássaros. Milhares, talvez milhões, sobrevoam Londres, de forma aparentemente inexplicável e sem sentido, onde parecem observar os habitantes da capital, que os consideram divertidos, se tanto um pouco estranhos. Enquanto as pessoas ainda tentavam entender o que faziam ali, eles começam a atacar, ferindo e até mesmo matando com tremenda brutalidade e violência. Seriam eles uma força da natureza ou uma manifestação sobrenatural? Ninguém sabe. A única certeza é que o objetivo dos pássaros é a destruição da humanidade e ninguém tem ideia de como impedi-los&#8230;<br />
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<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>8. Dartana, André Vianco</strong></span><br />
(Fábrica 231)<br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-14691 size-medium" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/10/dartana.jpg?w=209"  alt="dartana Lançamentos de outubro"  width="209" height="300" />Novo livro do escritor e roteirista André Vianco, Dartana apresenta um mundo retalhado entre vida e morte, fé e descrença, mitologias e mentiras.</p>
<p style="text-align:justify;">No romance, o primeiro de uma trilogia, Dartana é um planeta castigado por uma maldição da qual somente as feiticeiras escapam. Quando um novo deus da guerra surge, muitos habitantes daquele mundo sombrio marcham com ele rumo ao Combatheon, uma plataforma de guerra que representa sua única chance de se libertar da terrível maldição.</p>
<p style="text-align:justify;">Em &#8220;Dartana&#8221;, André Vianco constrói uma obra surpreendente em que deuses guerreiros, feiticeiras, soldados e construtores se unem para forjar um novo mundo.</p>
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<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>9. Os órfãos de Deus, Victor F. Miranda</strong></span><br />
(E-book Amazon)<br />
<img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-14670 size-medium" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/10/51j2izffyql.jpg?w=188"  alt="51j2izffyql Lançamentos de outubro"  width="188" height="300" />Em 1958, no Rio de Janeiro, o Orfanato dos Órfãos de Deus é forçado a aceitar a menina Alice, de oito anos de idade. Trata-se da mesma garotinha que saiu nos jornais depois que os pais mataram um ao outro na cozinha de casa.</p>
<p style="text-align:justify;">Irmã Mariana, uma freira ainda jovem, tenta explicar à polícia que aquele orfanato é diferente dos demais, porque abriga crianças vítimas de violência doméstica que, para expressarem-se, recorrem à violência. Mas não adianta. Alice é obrigada ficar.</p>
<p style="text-align:justify;"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-3871 size-full" style="margin-top:80px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/02/ana2.png"  alt="ana2 Lançamentos de outubro"  width="630" height="133" /></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img  title="" loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100"  alt="WOsSxJON_400x400 Lançamentos de outubro"  itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2016/10/05/lancamentos-de-outubro/">Lançamentos de outubro</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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