Por Ana Paula Laux – “Pietr, o letão” é a estreia do comissário Maigret na literatura. Ele foi criado em 1931 por Georges Simenon, um dos escritores mais importantes da literatura policial. Maigret é o tipo de detetive que analisa os casos de uma forma mais “humanizada” e menos analítica. Ele costuma principalmente refletir sobre os motivos que nos levam a cometer crimes.
Maigret é um investigador introspectivo e volumoso da Polícia Judiciária de Paris. Neste livro de 164 páginas, o primeiro de uma série com dezenas de títulos, seu objetivo é descobrir a verdadeira identidade de Pietr, encontrado morto no banheiro de um trem.
Penso que em “Pietr, o letão”, Maigret é ainda um esboço do que viria a se tornar anos depois, ele parece ainda estar sendo trabalhado, é bem lacônico e não entrega muito de sua personalidade. Algumas características de Simenon já começam a dar as caras no entanto, como o uso de metáforas e a descrição das paisagens francesas que ele sabia fazer tão bem.
A abordagem da psicologia do crime era algo novo na década de 1930, aos menos nos romances policiais (isso se você não considerar Crime e Castigo um romance policial embrionário). As histórias mais populares eram as conhecidas como “whodunnit?” (traduzindo, quem fez?, quando o objetivo na história é descobrir o autor do crime).
Essas eram as típicas e populares histórias que os leitores estavam mais acostumados. A chegada de Maigret foi especial porque ele trouxe um elemento a mais às narrativas policiais, valorizando mais o “por que” do o “quem”. Então, nem sempre a solução do caso era a resposta mais importante.
“Pietr, o letão” é uma boa leitura para começar a série policial de Georges Simenon. Afinal de contas, por que não começar pelo número 1?
Autor: Georges Simenon
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 164
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SINOPSE – Neste primeiro romance estrelado pelo comissário Maigret, o lacônico detetive é levado de bares sombrios a hotéis de luxo enquanto investiga a verdadeira identidade de Pietr, o letão. O que primeiro vem à mente quando se fala em Georges Simenon são os números: ele escreveu mais de quatrocentos livros, que venderam mais de 500 milhões de exemplares e foram traduzidos para cinquenta idiomas. Para o cinema foram mais de sessenta adaptações. Para a televisão, mais de 280. Simenon foi um dos maiores escritores do século XX. Entre seus admiradores, figuravam artistas do calibre de André Gide, Charles Chaplin, Henry Miller e Federico Fellini. Em meio a suas histórias policiais, figuram 41 “romances duros” de alta densidade psicológica e situados entre as obras de maior consistência da literatura europeia. Pietr, o letão, publicado originalmente em 1931, é o primeiro romance protagonizado pelo comissário Maigret. Após um corpo ser encontrado no banheiro de um trem, o detetive é levado de bares sombrios a hotéis de luxo enquanto investiga a verdadeira identidade de Pietr, o letão, suspeito do crime.
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Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book “Os Maiores Detetives do Mundo” (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com
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