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As memórias do neto de Agatha Christie

 

Mathew Prichard, o único neto de Agatha Christie, é filho de Anthony (padrasto) e Rosalind (filha única da escritora). Durante décadas coube a Rosalind a tarefa de administrar o legado da mãe, autorizando adaptações, revendo relançamentos e demais assuntos relacionados ao universo literário criado por Agatha. Esta tarefa passou para as mãos de Mathew Prichard depois da morte da mãe, em 2004.

Antes de deixar este mundo, Agatha também deixou tudo bem preparado. Vendeu uma participação majoritária dos direitos de seus livros para uma subsidiária da gigante de alimentos, a Booker (hoje os direitos pertencem à empresa americana Acorn Media), e estabeleceu que uma sociedade anônima possuiria participação direta.

A família, claro, manteve uma participação e também poder de veto sobre o tratamento e publicação das obras.  Hoje, Prichard é o responsável pelas decisões legais, uma tarefa árdua para o neto da escritora mais traduzida do planeta.

Nesta entrevista feita pelo canal inglês ITV, o neto de Agatha relembra as obras da avó e os dias passados em Greenway, a casa de campo da família no condado de Devon. As lembranças remetem a um menino amado pela avó famosa e reservada, que adorava passar as férias em companhia da família, momento em que reunia todos ao redor da mesa de jantar na mansão. Mathew também reforça o orgulho pela história de Agatha Christie que, em suas palavras, não foi apenas uma escritora, mas uma pessoa maravilhosa.

 

 

1. Agatha avó

“Ela era uma avó normal, de verdade. Eu posso provavelmente contar nos dedos de uma mão o número de conversas sérias que tivemos sobre escrever. Mas ela estava sempre mais interessada no que eu estava fazendo, mais do que no que ela estava fazendo.”

 

2. Lembranças da casa de verão

“Eu me lembro de passar verões felizes em Greenway, com todos os seus amigos e alguns amigos meus, e ela se sentindo bem tranquila, relaxada. Ela podia ocasionalmente ler o capítulo de um livro para a gente, mas isso era o mais próximo que chegávamos de “trabalho”. E ela estava muito tranquila naquela época, eu acho que aqueles foram os dias mais felizes com ela”.

 

3. Uma mulher notável

“Sinto orgulho pelo que ela conquistou. Me sinto ainda mais orgulhoso, por assim dizer, quando olho para a vida dela como um todo e todas as coisas extraordinárias que ela fez, que as pessoas não percebem. Como escrever livros profissionalmente, uma mulher nos anos 1920 e 1930, o que não era muito comum; todas as outras coisas pelas quais ela se interessou, como fotografia, música, todas as espécies de caridade que ela apoiou. Ela era uma pessoa maravilhosa, além de uma escritora.”

 

A entrevista na íntegra está disponível no site do canal ITV. Clique para assistir (em inglês).

 

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  • Ana Paula, adorei sua postagem, amo Agatha e acho que tem muito preconceito com ela. Amei também seu TCC, ele está disponível para leitura? Obrigada pela postagem deliciosa! Um abraço!

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