Por Leila Gonçalves – Já há algum tempo, a literatura policial escandinava vem roubando meu interesse. Após concluir o quarto volume da série Millenium, cujo cenário é a gelada Estocolmo, resolvi apontar minha bússola em direção à Islândia com o intuito de conhecer Arnaldur Indridason, um escritor que vem angariando respeito e rasgados elogios de crítica e público a cada novo livro publicado.
Meu escolhido foi “O Silêncio do Túmulo”, o quarto da série protagonizada pelo detetive Erlendur Sveisson e vencedor do prestigiado Glass Key Award. Sua história oscila entre o passado e o presente com o intuito de exibir um caso sombrio, envolvendo violência doméstica e um provável suicídio durante a Segunda Grande Guerra.
Logo nas primeiras páginas, um esqueleto é encontrado num canteiro de obras e enquanto os ossos são cuidadosamente removidos por um grupo de arqueólogos, o caso vai parar nas mãos da equipe chefiada por Erlendur. O problema é que, com a filha viciada em coma após dar à luz a um bebê natimorto, ele não sabe ao certo se é melhor tirar uns dias de licença ou dar prioridade ao trabalho, aguardando notícias do hospital.
Revelando um segredo de infância guardado a sete chaves pelo protagonista e uma família disfuncional, vítima de abuso físico e psicológico por parte de um pai tirano, fica claro que os conflitos familiares despertam tanta atenção quanto a identificação do cadáver. Com uma reviravolta nas últimas páginas, é pouco provável que o leitor descubra realmente o que houve numa fatídica noite de inverno onde a terra manchada pela neve tentou encobrir um macabro assassinato.
Cinzento e melancólico, aceite o convite para conhecer um país muito diferente da imagem alegre e colorida dos cartões postais.
Autor: Arnaldur Indridason
Tradução: Álvaro Hattnher
Páginas: 320
Editora: Companhia das Letras
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SINOPSE – Um esqueleto, provavelmente datado da Segunda Guerra, é encontrado nas gélidas imediações de Reykjavík, Islândia. Enquanto um grupo de arqueólogos trata de removê-lo e analisá-lo, cabe ao inspetor Erlendur desencavar histórias escabrosas não resolvidas da região.
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Doente por livros, vem sendo tratada sem resultado há mais de cinquenta anos pelo alienista Simão Bacamarte. Aposentada e com tempo de sobra, parece haver pouca esperança em sua recuperação. Sem formação acadêmica na área e nenhuma foto de identificação, pode ser facilmente encontrada entre os detetives e vilões da ficção policial, em geral, com um e-book na mão.
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Oi, gostaria de saber qual é esse livro que você citou da série Millenium. Obrigada.
A Garota na Teia de Aranha!