CLÁSSICOS SCI-FI – Pedra no Céu foi escrito em 1949 e publicado no ano seguinte, o livro de estreia de Isaac Asimov, autor considerado um mestre da ficção científica. A trama é sobre um alfaiate aposentado que mora em Chicago e que faz uma viagem no tempo sendo transportado milhares de anos para o futuro. Essa viagem acontece por causa de um acidente em um laboratório, e a situação é explicada no começo do livro. Esse alfaiate terá que descobrir como a Terra funciona num futuro tão distante e acostumar-se com as incríveis mudanças pelas quais o planeta passou.
Nesse universo do futuro, por exemplo, a Terra não é o único planeta habitado. Há outros planetas e galáxias com suas populações, que são comandadas por um império intergaláctico. A Terra também tem algumas particularidades: ela é um planeta marginalizado assim como os terráqueos, e um planeta envolto por um alto nível de radioatividade. Por causa disso é um planeta praticamente abandonado – tem no total 20 milhões de habitantes, e com poucas regiões habitáveis.
O livro trata de temas interessantes como a intervenção do homem na estabilidade do planeta, pressupondo que a radioatividade se espalharia e mataria quase todas as vidas por aqui. Asimov incluiu um posfácio em 1982 explicando que não se sabiam as reais consequências da bomba de Hiroshima naquela época, e que por isso os efeitos da radioatividade tomaram uma proporção maior no livro do que realmente acabou acontecendo. O livro também trata do preconceitos entre povos, um assunto que a humanidade tem dominado muito bem por séculos, a eterna disputa pelo poder e, num contexto mais periférico, a relação do casal da trama. Sem contar que temos um final um tanto quanto difícil de acreditar. Mas enfim, tem que se lembrar que isso era 1949 e que o homem não tinha nem chegado nem à lua ainda, né? A criatividade de Asimov já vale por si.
A semelhança com a história de Guerra nas Estrelas me chamou a atenção no início da leitura, por causa da existência de um império intergaláctico e de uma revolta contra o sistema. Procurei menções na internet se George Lucas alguma vez citou as obras de Asimov como referência, principalmente a trilogia Fundação, mas não encontrei nada específico. Claro, há as referências oficiais do Flash Gordon, Akira Kurosawa, Joseph Campbell e Senhor dos Anéis, essas que muita gente já conhece. Acredito que possivelmente a obra dele também serviu como inspiração para a salada de ideias futurísticas e filosóficas e espirituais que acabou se tornando Guerra nas Estrelas.
É um livro muito legal principalmente para quem quer começar a ler a série Fundação, pois Pedra no Céu é considerado a base para a série. Lembrando que esse livro foi publicado no Brasil pela Editora Aleph com uma bela capa, que pelo que eu pesquisei traz a ilustração original da edição de 1974 criada por Peter Elson, que foi um ilustrador que criou muitas capas de livros de ficção científica nos anos 70 e 80, e que morreu em 1998. Mas tem o seu trabalho valorizado até hoje.
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Autor: Isaac Asimov
Tradução: Aline Storto Pereira
Editora: Aleph
Páginas: 312
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SINOPSE – Qualquer planeta é a Terra para aqueles que nele vivem. O alfaiate aposentado Joseph Schwartz desfrutava de uma pacífica caminhada de verão quando, devido a um acidente em um laboratório na mesma cidade, foi involuntariamente transportado milhares de anos para o futuro. Chega então a uma Terra marginal e abandonada, cuja superfície é quase toda inabitável, e que fica às margens de um grandioso Império. Publicado pela primeira vez em 1950, “Pedra no Céu” foi o romance de estreia de Isaac Asimov e é um marco do que se tornaria o Império de sua mais famosa obra, Fundação. Complemento fundamental às outras histórias do autor, este romance também serve como porta de entrada para apresentar o leitor ao universo de Asimov.
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Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book “Os Maiores Detetives do Mundo” (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com
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