Agatha Christie

O sequestro que inspirou Agatha Christie em Assassinato no Expresso do Oriente

 

Via The Sun – Sarah Barns – Assassinato no Expresso do Oriente, suspense que apresenta o detetive Hercule Poirot investigando um crime a bordo de um luxuoso trem transcontinental de passageiros, volta aos cinemas em uma nova adaptação, desta vez estrelando nomes como Kenneth Branagh, Johnny Depp, Penelope Cruz, Judi Dench. Mesmo que a história ainda seja considerada um clássico após 80 anos desde sua publicação, muitos leitores não sabem que foi inspirada num evento da vida real.

Em 1927, o famoso aviador norte-americano Charles Lindbergh tornou-se o primeiro homem a fazer, sozinho, um voo transatlântico sem escalas no mundo. Cinco anos depois, seu filho de vinte meses, Charles Augustus Lindbergh, Jr, foi roubado do berço no meio da noite, na casa de Lindbergh em Nova Jersey. A imprensa acompanhou exaustivamente o caso, e os sequestradores exigiram um resgate de U$ 50.000 pelo retorno seguro da criança.

Os Lindberghs pagaram o resgate usando notas marcadas, na esperança de identificar os sequestradores posteriormente. Porém, o corpo de Charles Jr foi encontrado em decomposição na floresta apenas dois meses depois, a poucos quilômetros da casa da família. A polícia afirmou que a causa da morte teria sido uma fratura no crânio.

Durante esse período, Agatha Christie examinava histórias nos jornais em busca de ideias para suas próprias tramas. Em Assassinato no Expresso do Oriente, há claros paralelos entre o crime fictício e o da vida real, isso porque Agatha se inspirou nas circunstâncias desse sequestro ao descrever no livro o rapto de Daisy Armstrong, uma menina de três anos que é sequestrada e cuja família também paga um resgate, porém seu corpo é encontrado tempos depois. Segundo a escritora disse na época, ela incluiu mortes adicionais para aumentar a tragédia e também para fins de enredo.

(Imagem: Literatura UOL)

 

Quando Agatha escrevia Assassinato no Expresso do Oriente, em 1933, o crime ainda não tinha sido resolvido, mas em 1934 a polícia fez novas descobertas quando conseguiu rastrear o dinheiro marcado de volta a um imigrante alemão chamado Bruno Hauptmann, um investidor de Wall Street. Uma empregada inocente, Violet Sharp, foi levada ao suicídio depois que a polícia suspeitou que ela estivesse envolvida.

Tempos depois, Hauptmann foi julgado e condenado pelos crimes de sequestro e assassinato. Ele se declarou inocente até a morte, quando foi executado na cadeira elétrica da prisão estadual de Nova Jersey em 3 de abril de 1936.

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