Desaparecimentos, censura e inspirações para criar personagens que entraram para a história. Conheça 8 fatos curiosos sobre autores clássicos de suspense e mistério.
Em 1926, Agatha Christie deixou fãs e familiares preocupados ao desaparecer por onze dias na Inglaterra. Passando pelo divórcio do primeiro marido, ela saiu de casa dirigindo o próprio carro, que foi encontrado vazio e sem sinal da escritora nas redondezas. Agatha foi encontrada em um hotel quase duas semanas depois, registrada sob um nome falso e sofrendo de uma amnésia temporária. O mistério nunca foi plenamente explicado.
Maurice Leblanc sonhava em ser escritor, e por isso foi cedo para Paris morar com a irmã e trabalhar como jornalista. Duas pessoas podem ter o inspirado a criar o “ladrão-cavalheiro”, como ficou conhecido seu personagem Arsène Lupin: Marius Jacob, um ladrão francês que cometeu 150 assaltos em Paris e que ficou famoso por ser espirituoso e “bonzinho” com suas vítimas, e o aventureiro Rocambole, personagem criado por Pierre-Alexis de Ponson du Terrail.
Além de ter criado Padre Brown, seu detetive de batina que apareceu nos livros em 1911, o inglês GK Chesterton escreveu inúmeros textos e livros religiosos, como as biografias de São Tomás de 26 Aquino e São Francisco de Assis. Em testamento, doou todos os bens para a Igreja.
Quando criança, a sala de aula de Poe ficava ao lado de um cemitério. As aulas de educação física e aritmética eram feitas ao ar livre, em meio a lápides dos membros da paróquia.
A escritora inglesa Dorothy L. Sayers criou em 1923 o detetive Peter Wimsey, muito popular no começo do século 20 na Inglaterra. Além da obra policial, Sayers também foi dramaturga, poeta, ensaísta e tradutora. É dela a tradução para o inglês de “A Divina Comédia”, de Dante Alighieri.
Em 1930, o americano Dashiell Hammett criou Sam Spade, um dos primeiros detetives durões da literatura. Antes de se dedicar aos livros ele trabalhou em vários empregos, e um deles foi como investigador particular. Hammett usou a própria experiência como detetive da Agência Pinkerton, onde foi contratado de 1915 e 1921 para criar o universo dos seus personagens.
Ele entrou para a história por ter criado Sherlock Holmes, mas Sir Arthur Conan Doyle também escreveu livros sobre outros temas durante a carreira. Suas obras espíritas sofreram censura na então União Soviética em 1929, sob a acusação de “ocultismo”. Nem mesmo o detetive conseguiu salvá-lo dessa vez.
O comissário Jules Maigret, personagem criado pelo belga Georges Simenon, ficou conhecido nos livros por sempre trazer um cachimbo na boca e ter um talento incrível para interpretar olhares. Já Simenon ganhou fama pela rapidez com que produzia suas histórias. Entre 1923 e 1933, ele escrevia 80 páginas por dia em média, publicando livros sob vários pseudônimos.
(Fonte: Os maiores detetives do mundo)
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Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book “Os Maiores Detetives do Mundo” (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com
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