O Selo Editorial PPGCOM, da Universidade Federal de Minas Gerais, acaba de publicar “Detetives de verdade? O rastro como dimensão da incerteza em True Detective”, de Felipe Borges. A obra é a versão na forma de livro eletrônico da dissertação defendida em 2017 no programa de pós-graduação em comunicação.
Com 243 páginas, o livro aborda a primeira temporada da série de TV criada por Nic Pizzolatto para a HBO, mas vai além da descrição de personagens e tramas. Felipe Borges, que continua a estudar telesséries no doutorado, investiga o próprio papel dos investigadores na engenharia narrativa, apontando as impossibilidades que o gênero e a linguagem impõem.
A ficção de crimes é refém de “um eterno desejo de saber” e, como fãs, seguimos os detetives a farejar as pistas que podem ajudar a responder quem matou, como matou e porquê…
[su_quote]“A ficção criminal existe sobre um desejo fortemente nostálgico: a volta ao passado serve à reorganização da nossa realidade, posta em xeque diante de um crime misterioso. Como se descobrir as respostas nos permitisse retornar ao estado anterior das coisas – um projeto fadado ao fracasso. True Detective evidencia que as resoluções nunca são suficientes, mas mero consolo”, escreve.[/su_quote]
Deu curiosidade? Baixe o livro aqui ou releia tudo o que o Literatura Policial.com já publicou sobre esta empolgante série.
(Imagem: Divulgação)
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Jornalista, dramaturgo e professor universitário. Já publicou 12 livros na área acadêmica e escreveu oito peças de teatro. É um dos autores do e-book “Os Maiores Detetives do Mundo” (Chris Lauxx).
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