Cinema

HG WELLS | Em A Ilha das Almas Selvagens, “a ciência tenta criar vida”

 

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Lançado em dezembro de 1932, A Ilha das Almas Selvagens (Island of Lost Souls) foi a primeira adaptação de HG Wells para o cinema falado. O livro era de 1896, e se tornou um dos mais célebres do autor britânico, amplamente conhecido por clássicos como A Guerra dos Mundos e O Homem Invisível.

Com o título original de A Ilha do Doutor Moreau, a trama é sobre um cientista que se refugia em uma ilha do Pacífico para praticar experiências com animais, num ato conhecido como vivissecção (dissecação de animal vivo).

Brincando de ser Deus, as práticas de Moreau transformam-se em operações que modificam a genética de suas cobaias, tentando transformá-las em criaturas mais sociais e humanas. Não há, porém, nenhuma preocupação ética por parte do médico.

À esquerda, Kathleen Burke, Charles Laughton,
Richard Arlen e Leila Hyams; à direita, pôster do filme

 

O filme foi produzido no início da década de 1930, quando a temática da ficção científica mesclava-se ao do terror no cinema. O elenco trazia Charles Laughton no papel principal, Bela “Dracula” Lugosi, Leila Hyams e Richard Arlen, contando ainda com roteiro adaptado por Philip Wylie, escritor de ficção científica versátil em vários estilos literários.

Para a publicidade, o estúdio Paramount apostou na frase “a ciência tenta criar vida”, buscando surpreender pelo tema controverso. A preocupação com a coerência científica culminou até na ida de um biólogo ao set de filmagem, o conhecido Julian Huxley, irmão do escritor Aldous Huxley e primeiro diretor-geral da UNESCO, que foi chamado pelo estúdio para acompanhar a produção.

 

Pronto para ser lançado, A Ilha das Almas Selvagens foi logo censurado nos Estados Unidos e Inglaterra. O controle norte-americano provinha do Código Hays, um apanhado de regras morais que estúdios e filmes tinham que respeitar, vigente nos Estados Unidos entre 1930 e 1968.

Fosse pela “ousadia” de sugerir que um médico estaria posando de Deus, fosse pelas roupas consideradas obscenas usadas por Kathlenn Burke, atriz que vivia a Mulher Pantera, várias falas do filme acabaram sendo cortadas (principalmente as que se referiam à prática transgressora do Doutor Moreau). Já na Inglaterra, o filme foi censurado pelo British Board of Film Censors mas por outro motivo: a representação de maus-tratos aos animais no cinema.

Considerado hoje um clássico cult, A Ilha das Almas Selvagens é envolvente e único, amparado pela simplicidade do horror no cinema do início do século passado, sem grandes efeitos especiais e direto ao ponto. Para além da grande história criada por HG Wells, o carisma de Charles Laughton como Doutor Moreau, com 33 anos na época e que se tornou um dos grandes ícones de Hollywood, foi fundamental para eternizar o filme.

 

A história de A Ilha das Almas Selvagens, que se mantém relevante e atual, pode agora ser adquirida através do financiamento coletivo da Editora Bandeirola na plataforma Catarse. A edição caprichada da Coleção Clássicos Vintage é uma homenagem a HG Wells, aos fãs de ficção científica e de clássicos, e tem capa dura, ilustrações exclusivas e várias recompensas para escolher ao apoiar o projeto.

 

Clique aqui e conheça o projeto no Catarse

 

Veja o trailer do filme

 

SOBRE O LIVRO

Título: A Ilha das Almas Selvagens – Coleção Clássicos Vintage
Autor: HG Wells
Tradução: Monteiro Lobato
Prefácio: Bráulio Tavares
Páginas: 176
Editora: Bandeirola
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SINOPSE – A Ilha das Almas Selvagens apresenta a aventura de Edward Prendick, náufrago que vai parar em uma ilha isolada, onde estranhos experimentos são realizados pelo Dr Moreau. O livro é considerado um dos romances clássicos definitivos de ficção científica e horror, uma obra-prima de HG Wells.

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