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	<title>Leila de Carvalho e Goncalves, Autor em</title>
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	<title>Leila de Carvalho e Goncalves, Autor em</title>
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		<title>Nas Profundezas, a descrição de uma missa satânica por JK Huysmans</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leila de Carvalho e Goncalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Nov 2018 11:25:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[editora carambaia]]></category>
		<category><![CDATA[JK Huysmans]]></category>
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		<category><![CDATA[literatura francesa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Via Leila Carvalho &#8211; O francês J.-K. Huysmans (1848-1907) é o autor de “Às Avessas” ou “Au Rebours”, um livro de capa amarela que, alcunhado de “bíblia do decadentismo&#8221;, teria pervertido Dorian Gray, personagem emblemático de Oscar Wilde. Excêntrico, hermético, mal compreendido e pouco lido, Huysmans voltou aos holofotes recentemente graças à Michel Houellebecq...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Via Leila Carvalho</em> &#8211; O francês J.-K. Huysmans (1848-1907) é o autor de “Às Avessas” ou “Au Rebours”, um livro de capa amarela que, alcunhado de “bíblia do decadentismo&#8221;, teria pervertido Dorian Gray, personagem emblemático de Oscar Wilde.</p>
<p>Excêntrico, hermético, mal compreendido e pouco lido, Huysmans voltou aos holofotes recentemente graças à Michel Houellebecq e seu romance “Submissão” cuja personagem principal é um professor de letras da Sorbonne especializado na obra do escritor que serve como fio condutor da história.</p>
<p>Em nosso país, enquanto viveu, o escritor chegou a ter admiradores. Seus livros, em francês, podiam ser encontrados nas boas livrarias e sua morte foi noticiada sem atraso nos jornais. Curiosamente, diferente do que ocorreu na França, não foram seus livros naturalistas que conquistaram os brasileiros, mas uma série de temática religiosa, o ciclo Durtal, que se inicia com um livro bizarro, Nas Profundezas ou “La Bás”, por conta das cenas de sexo adúltero, tortura, pedofilia, infanticídio, vampirismo, necrofilia, sodomia e até uma missa negra que o escritor afirmava já ter presenciado.</p>
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<p>[su_quote]Em linhas gerais,  o romance se aproxima da vida de Huysmans, quando na maturidade, a vida mundana entrou em conflito com seu desejo de maior espiritualidade. Nele, Durtal (protagonista, narrador e alter ego) descreve seu dia a dia que culminará com a conversão ao catolicismo, apresentada passo a passo nos três volumes seguintes: “En Route”, “La Cathédrale” e “L’Oblat”.[/su_quote]</p>
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<p><em>Por Leila Carvalho</em> &#8211; Marcado preocupações estéticas e pela linguagem bem cuidada que se distingue pelo emprego de arcaísmos e neologismos, o romance possui três camadas narrativas que se sobrepõe: um adultério tratado com certa ironia; a biografia de Gilles de Rais, um pedófilo assassino que combateu ao lado de Joana D’Arc; e o processo de pesquisa e escrita desta biografia que leva Durtal a pesquisar sobre o Satanismo na Idade Média e conhecer qual rumo tomou no século XIX, isto é, em pleno apogeu do Positivismo.</p>
<p>Para tanto, são imprescindíveis suas relações com um grupo bastante heterogêneo formado pelo estranho casal Chantelouve, o médico Des Hermies, o sineiro Carhaix e o astrólogo Gévingey. Visitando e sendo visitado, são as longas as conversas que acabam trazendo à luz o saber enciclopédico de Huysmans sobre os mais variados e invulgares assuntos, como hagiografia, simbologia das pedras preciosas, ocultismo, alquimia e interpretação dos sonhos, dando como referência vários livros e documentos antigos.</p>
<p>Quando vi o romance anunciado, confesso que fiquei em dúvida se deveria comprá-lo. Resolvi arriscar e não me arrependo, meu receio era injustificado. A leitura não foi cansativa e de fácil compreensão, exigiu apenas acessar a internet para conhecer algumas pinturas mencionados por Durtal, como a “Crucificação”, de Matthias Grünewald, exposta no Museu de Cassel na Alemanha. Em contrapartida, as atrocidades cometidas por Giles de Rais e a descrição da Missa Negra são  perturbadoras, mas indubitavelmente perderam boa parte de seu impacto durante o último século, de maneira, portanto não foram suficientes para que eu desistisse de Durtal.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8569002459&amp;asins=8569002459&amp;linkId=9d2414a40245391e020fe24b09208df4&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Por sinal, cabe mencionar que, apesar de abordar sexo, perversão e violência, a narrativa transcende esta perspectiva. Como é explicado no posfácio por Pedro Paulo Garcia Ferreira Catharina, professor de literatura da UFRJ e membro da “Société Huysmans”: “Ainda não superamos certas questões do século XIX levantadas em “Nas Profundezas”. A religião está na ordem do dia. Os crimes bárbaros se multiplicam. Buscamos refúgios, concretos ou abstratos, para escapar do turbilhão urbano e da sociedade cada vez mais massificada. O progresso só decepciona. E a literatura, longe do prestígio que gozava outrora e ainda conservando uma visão romântica de si mesma, continua a repisar antigas questões. Huysmans, um pessimista sarcástico e provocador, está sempre pronto a nos tirar da zona do conforto. Vale o desafio.”</p>
<p>Finalmente, realizada por Mauro Pinheiro, esta é a primeira tradução de “La Bás” para o português. Ela foi encomendada pela Editora Carambaia que colocou à venda apenas 1000 exemplares numerados que se destacam pela qualidade do papel escolhido, a cuidadosa diagramação e o fino acabamento. Também gostaria de mencionar o projeto gráfico cuja capa em relevo faz alusão a hóstia sagrada e exibe uma cruz invertida, símbolo do Satanismo. Cinco estrelas!</p>
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<h3>SOBRE O LIVRO</h3>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/NAS-PROFUNDEZAS-J-K-Huysmans/dp/8569002459/ref=as_li_ss_il?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;keywords=nas+profundezas&amp;qid=1558181056&amp;s=gateway&amp;sr=8-1&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=19053bfc3d550b0a012ff8596072b602" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" class="alignleft" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8569002459&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20" border="0" /></a><strong>Título</strong>: Nas profundezas<br />
<strong>Autor</strong>: J.-K. Huysmans<br />
<strong>Tradução</strong>: Mauro Pinheiro<br />
<strong>Editora</strong>: Carambaia<br />
<strong>Páginas</strong>: 400<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2LSVYe8" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro/e-book</a></span></p>
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<p><strong>SINOPSE</strong> &#8211; J.-K. Huysmans (1848-1907), com o romance &#8220;Às avessas&#8221; (&#8220;À rebours&#8221;, 1884), tornou-se o escritor máximo do decadentismo francês, o movimento de reação ao naturalismo e à sociedade tecnológica de massas que se anunciava no final do século XIX. Em seu romance posterior, &#8220;Nas profundezas&#8221; (&#8220;Là-bas&#8221;, 1891), que a CARAMBAIA publica agora no Brasil em tradução inédita de Mauro Pinheiro, o escritor voltou-se para um assunto que desafiava a racionalidade científica e vinha despertando interesse entre alguns setores da sociedade francesa: o satanismo. O livro traz a descrição de uma missa negra (satânica), feita, segundo o autor, de acordo com uma experiência verídica. Foi um dos motivos da notoriedade do livro. A par de suas qualidades como literatura e documento, &#8220;Nas profundezas&#8221; provocou escândalo pela descrição das atrocidades cometidas por um padre satanista da Idade Média e pela dubiedade moral de seus personagens contemporâneos. Leitores pressionaram para que fosse suspensa sua publicação serializada no jornal &#8220;L&#8217;Écho de Paris&#8221;, o que não aconteceu. Ao ser lançado em livro, a venda do romance chegou a ser proibida nas livrarias de estações ferroviárias. Nascido em Paris e batizado como Charles-Marie-Georges Huysmans, o escritor era filho único de um litógrafo e miniaturista holandês e de uma professora francesa. Aos 20 anos, iniciou uma carreira de três décadas no Ministério do Interior francês, que lhe deu sustento para atuar na literatura. Ao lançar, às próprias expensas, seu primeiro livro, uma reunião de poemas, adotou, em homenagem à família do pai, o nome holandês Joris-Karl Huysmans. Seus livros seguintes usariam as abreviaturas J.K. ou J.-K. A edição da CARAMBAIA de &#8220;Nas profundezas&#8221; traz posfácio de Pedro Paulo Catharina, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e membro da Société Huysmans. O projeto gráfico de Lucas Blat faz alusão à missa satânica e à hóstia sagrada, costumeiramente dessacralizada nesse tipo de cerimônia.</p>
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<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Leila de Carvalho e Goncalves' src='https://secure.gravatar.com/avatar/2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/leila-de-carvalho-e-goncalves/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Leila de Carvalho e Goncalves</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Doente por livros, vem sendo tratada sem resultado há mais de cinquenta anos pelo alienista Simão Bacamarte. Aposentada e com tempo de sobra, parece haver pouca esperança em sua recuperação. Sem formação acadêmica na área e nenhuma foto de identificação, pode ser facilmente encontrada entre os detetives e vilões da ficção policial, em geral, com um e-book na mão.</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2018/11/12/nas-profundezas-a-descricao-de-uma-missa-satanica-por-jk-huysmans/">Nas Profundezas, a descrição de uma missa satânica por JK Huysmans</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Geek Love, O Fabuloso Circo Binewski</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2018/09/07/geek-love-o-fabuloso-circo-binewski/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leila de Carvalho e Goncalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Sep 2018 15:24:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[darkside books]]></category>
		<category><![CDATA[geek love]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>POR LEILA GONÇALVES &#8211; Finalista do National Book Award, “Geek Love” é um romance de Katherine Dunn, publicado pela Knopf Books (uma divisão da Random House) em 1989. Entretanto, parte da narrativa já havia saído por duas outras editoras: a Mississippi Mud Book of Days (1983) e a Looking Glass Bookstore Review (1988). No Brasil,...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>POR LEILA GONÇALVES &#8211; Finalista do National Book Award, “Geek Love” é um romance de Katherine Dunn, publicado pela Knopf Books (uma divisão da Random House) em 1989. Entretanto, parte da narrativa já havia saído por duas outras editoras: a Mississippi Mud Book of Days (1983) e a Looking Glass Bookstore Review (1988). No Brasil, a edição é da Darkside Books.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8594540442&amp;asins=8594540442&amp;linkId=97f11649c82dbf47ff7a62a91e2bee2b&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Resumidamente, esta é a história dos Binewskis, uma família disfuncional como tantas outras, mas tão bizarra que não pode ser comparada a nenhuma que já existiu. Proprietários de um decadente circo itinerante, seu patriarca Aloysius (Al) e a esposa Crystal Lil decidiram colocar em prática um plano assustador quando ainda era recém-casados, para solucionar de vez os constantes problemas financeiros.</p>
<p>Por meio de um coquetel de drogas, eles conceberam uma trupe de filhos mutantes destinados a atuarem num show de variedades, capaz de atrair uma multidão de curiosos. São eles: o primogênito Arturo (Arty), nascido com nadadeiras em vez de membros; Olympia (&#8220;Oly&#8221;), uma anã albina e corcunda; as gêmeas siamesas Electra (&#8220;Elly&#8221;) e Ifigênia (&#8220;Iphy&#8221;) de olhos violetas; além do caçula Fortunato (Chick), aparentemente normal mas com inusitados poderes telepáticos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-30229" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2018/09/received_331427320759947-01-1016x1024.jpg" alt="" width="800" height="806" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2018/09/received_331427320759947-01-1016x1024.jpg 1016w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2018/09/received_331427320759947-01-150x150.jpg 150w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2018/09/received_331427320759947-01-298x300.jpg 298w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2018/09/received_331427320759947-01-768x774.jpg 768w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2018/09/received_331427320759947-01.jpg 1200w" sizes="(max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-30231" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2018/09/image4-1024x883.jpg" alt="" width="800" height="690" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2018/09/image4-1024x883.jpg 1024w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2018/09/image4-300x259.jpg 300w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2018/09/image4-768x662.jpg 768w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2018/09/image4.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O romance apresenta as reminiscências de Oly, enquanto viveu no circo e seu dia a dia aos 38 anos, em Portland, cidade onde reside numa pensão administrada pela mãe desmemoriada por conta da dependência química. Também mora no local a filha de Oly, Miranda, uma bela jovem que, criada num orfanato, desconhece suas origens. Desta forma, três gerações de mulheres da família Binewski vivem juntas, conectadas apenas pelo conhecimento da frágil anã sobre o parentesco.</p>
<p>Por sinal, Miranda também possui um defeito congênito: uma cauda (será que Dunn se inspirou em “Cem Anos de Solidão”?) que gostaria de amputar, ao contrário dos demais membros da família que aprenderam a desprezar as pessoas normais e acreditam ser uma obra-prima da natureza.</p>
<p>Esta opinião acabou despertando a rivalidade entre os irmãos e também é responsável pelos conflitos armados por Arty, um sociopata de ego inflado que tenta a todo custo superar qualquer concorrência. Para tanto, ele chega a criar um culto, o Arturismo, que lhe rende poder, dinheiro e milhares de seguidores em busca de paz, isolamento e pureza.</p>
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<blockquote>
<p style="text-align: center;">“Geek Love” é um romance brilhante, mas para quem tem estômago forte.</p>
</blockquote>
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<p>Tim Burton comprou seus direitos para o cinema, mas até hoje o projeto não saiu do papel. Sem dúvida, um filme aguardado por conta da história que foge do lugar comum e trata de assuntos delicados como incesto, suicídio, pais abusivos, amputação por opção e vício. Enfim, Dunn conseguiu superar minha expectativa e acredito que também poderá superar a de outros leitores.</p>
<p><strong>Nota</strong>: A edição da Darkside Books é de impecável qualidade. O projeto gráfico explora as cores primárias, exibe um clima festivo e quem reparar nas letras do título perceberá uma cauda no “L” e as fitas que brotam do “G” e “K”, uma ideia que foi aproveitada da capa original.</p>
<p><em>* Imagens: Leila Gonçalves</em></p>
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<p><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8594540442/ref=as_li_ss_il?ie=UTF8&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=3a810b3f887bc44c873e2e0ac7481589&amp;language=pt_BR" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" class="alignleft" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8594540442&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20&amp;language=pt_BR" border="0"></a><img loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8594540442" alt="" width="1" height="1" border="0"><strong>Título</strong>: Geek Love<br />
<strong>Autora</strong>: Katherine Dunn<br />
<strong>Editora</strong>: Darkside Books<br />
<strong>Páginas</strong>: 464<br />
<a href="https://www.skoob.com.br/geek-love-770773ed774982.html">Este livro no Skoob</a></p>
<p><strong>SINOPSE</strong>&nbsp;– Senhoras e senhores, sejam bem vindos ao circo dos Binewskis, um lugar repleto de atrações extraordinárias e seres estranhos que vão surpreender o mais cético dos espectadores. Quando os ambiciosos donos de um circo itinerante se veem diante da decadência de seu próprio negócio, eles decidem mudar o jogo de maneira nefasta. Com o uso de substâncias radioativas e drogas, eles transformam seus filhos em aberrações &#8211; um espelho de sua própria moral &#8211; para salvar o negócio da família. Suas apresentações pelo país inspiram devoção de alguns e ódio de outros, e as tensões e valores familiares são levados a um novo nível. Geek Love lança sua luz sobre as nossas noções de bizarro e normal, belo e feio, sagrado e obsceno. Fãs da série American Horror Story e do filme Freaks, de 1932, vão se transformar com essa história, também uma das favoritas de Neil Gaiman, e tão singular quanto seus personagens.</p>
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<p>&nbsp;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Leila de Carvalho e Goncalves' src='https://secure.gravatar.com/avatar/2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/leila-de-carvalho-e-goncalves/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Leila de Carvalho e Goncalves</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Doente por livros, vem sendo tratada sem resultado há mais de cinquenta anos pelo alienista Simão Bacamarte. Aposentada e com tempo de sobra, parece haver pouca esperança em sua recuperação. Sem formação acadêmica na área e nenhuma foto de identificação, pode ser facilmente encontrada entre os detetives e vilões da ficção policial, em geral, com um e-book na mão.</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2018/09/07/geek-love-o-fabuloso-circo-binewski/">Geek Love, O Fabuloso Circo Binewski</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Contos de Assombro, uma coletânea de literatura fantástica e de mistério</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leila de Carvalho e Goncalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Jun 2018 13:52:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[contos de assombro]]></category>
		<category><![CDATA[Edgar Allan Poe]]></category>
		<category><![CDATA[editora carambaia]]></category>
		<category><![CDATA[joão do rio]]></category>
		<category><![CDATA[leila gonçalves]]></category>
		<category><![CDATA[literatura fantástica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Leila Gonçalves &#8211; Publicada pela Editora Carambaia, esta coletânea reúne dezoito contos e um ensaio, selecionados a dedo por Alcebíades Diniz, Pós-Doutor em Teoria Literária pela Universidade Estadual de Campinas.&#160; Ele também é responsável pelo posfácio que, intitulado As Estranhezas Insuspeitas Inexpugnáveis, explana sobre o tema que abarca todas as narrativas: o desconforto e...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Leila Gonçalves</em> &#8211; Publicada pela Editora Carambaia, esta coletânea reúne dezoito contos e um ensaio, selecionados a dedo por Alcebíades Diniz, Pós-Doutor em Teoria Literária pela Universidade Estadual de Campinas.&nbsp;</p>
<p>Ele também é responsável pelo posfácio que, intitulado As Estranhezas Insuspeitas Inexpugnáveis, explana sobre o tema que abarca todas as narrativas: o desconforto e a instabilidade da mente humana seja diante de uma realidade conturbada ou subvertida, seja diante da possibilidade sobrenatural.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=qf_sp_asin_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8569002394&amp;asins=8569002394&amp;linkId=213edf66c1affbd113af56f35b65cb8b&amp;show_border=false&amp;link_opens_in_new_window=true&amp;price_color=333333&amp;title_color=0066c0&amp;bg_color=ffffff" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Resumidamente, Contos de Assombro apresenta histórias de fantasmas, alucinações, especulações sobre a natureza do mal, enfim, uma série de assuntos que desafiam a comodidade da razão num recorte temporal que vai do início do século XIX até as primeiras décadas do século XX. Um período que representa o apogeu da produção literária de mistério no período pós-gótico, quando o sobrenatural deixou de ser produto das forças da natureza ou truques ficcionais, ganhando uma inquietude e desconforto que permanece ao final da leitura e afrouxa os limites do gênero.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>É indiscutível a qualidade dos contos selecionados, fato que espelha o talento de seus autores.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Alguns, são referência na literatura fantástica (Robert Louis Stevenson, Guy de Maupassant e E. T. A. Hoffmann); outros, não costumam frequentar o gênero (Luigi Pirandello, Émile Zola e Ivan Turguêniev); e ainda existem alguns, pouco conhecidos em nosso país mas não menos engenhosos (Washington Irving, Leopoldo Lugones e Emília Pardo Bazán).&nbsp;Desta lista, duas narrativas peculiares merecem destaque:</p>
<p><em>“Um Sonho” (1831), Edgar Alan Poe</em>: De temática cristã, jamais foi mencionada nem assumida pelo escritor. Todavia, grande parte do meio acadêmico costuma incluí-la no cânone poeriano, conforme fez Diniz. Já fazia tempo que queria conhecer o texto que me impressionou profundamente, em especial, por conta do desfecho perturbador.</p>
<p><em>“Uma Mulher no Espelho &#8211; Uma Reflexão” (1929), de Virginia Woolf</em>: Jamais poderia supor supus que fosse encontrar um conto da escritora no livro. Um texto curto, esteticamente refinado e de sensibilidade ímpar cujo foco, como indica o título, é uma reflexão sobre a imagem de uma mulher num espelho. Digno de aplausos, merece ser lido e relido.</p>
<p>Outro aspecto bem-vindo é a inclusão de três boas narrativas de autores nacionais:</p>
<p><em>“Pavor”, de João do Rio</em>, primeiro imortal da ABL a tomar posse usando o fardão.</p>
<p><em>“O Juramento”, de Humberto de Campos</em>, famoso desafeto de Joao do Rio.</p>
<p><em>“O Soldado Jacob”, de Medeiros e Albuquerque</em>, mais conhecido como o autor da letra do “Hino à República”.</p>
<p>Não conhecia estes textos. Do livro, só havia lido “Janet, a Troncha” (1881), de Stevenson, um clássico sobre a obsessão demoníaca. Por sinal, todos os demais são inéditos e foram especialmente traduzidos para esta antologia.</p>
<p>Finalmente, esta edição possui a qualidade que já é peculiar às publicações da Editora Carambaia. Com tiragem de 1000 cópias (a minha é 0014) e em capa dura, ela foi impressa em papel Munken Print (80g/m2) com fonte Noe Text. O projeto visual foi realizado pelo Estúdio Campo e apresenta adornos em composições lineares que buscam representar a atmosfera de suspense, mistério e fantasia presente nos contos, cada qual com sua abordagem do extraordinário. Os desenhos escolhidos podem lembrar símbolos de diversas religiões ou manifestações culturais, mas não passam de combinações de formas geométricas simples, que dão margem às mais diversas e subjetivas interpretações.&nbsp;Cinco estrelas!</p>
<p><strong>Notas</strong></p>
<p>Lista de Contos e Autores: “O Cachorro”, Ivan Turguêniev; “Notícia de um Homem Conhecido” ou “O Diabo em Berlim”, E. T. A. Hoffmann; “O Sopro”, Luigi Pirandello; “Janet, a Troncha”, Robert Louis Stevenson; “O Álbum do Cônego Alberico”, M. R. James; “Uma Jaula de Animais Ferozes”, Émile Zola; “O Diabo e Tom Walker”, Washington Irving; “O Arame Farpado”, Horacio Quiroga; “A Paz”, Leonid Andrêiev; “Pavor”, João do Rio; “A Mulher no Espelho &#8211; Uma Reflexão”, Virginia Woolf; “O Juramento”, Humberto de Campos; “A Plenitude Da Vida”, Edith Wharton; “O Pacto Infernal &#8211; Pequeno Romance”, Charles Nodier; “Espelho Negro”, Leopoldo Lugones; “O Soldado Jacob”, Medeiros de Albuquerque; “Irmã Aparíción, Emilia Pardo Bazán; “Um Sonho”, Edgar Allan Poe.</p>
<p>Ensaio: “Adeus Mistérios”, Guy de Maupassant.</p>
<p>Lista de Tradutores: Ari Roitman, Fábio Bonillo, Ivone Benedetti, Maria Aparecida Barbosa, Maurício Santana Dias, Paula Costa Vaz de Almeida, Paulina Wacht e Tamara Sender.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Leila de Carvalho e Goncalves' src='https://secure.gravatar.com/avatar/2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/leila-de-carvalho-e-goncalves/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Leila de Carvalho e Goncalves</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Doente por livros, vem sendo tratada sem resultado há mais de cinquenta anos pelo alienista Simão Bacamarte. Aposentada e com tempo de sobra, parece haver pouca esperança em sua recuperação. Sem formação acadêmica na área e nenhuma foto de identificação, pode ser facilmente encontrada entre os detetives e vilões da ficção policial, em geral, com um e-book na mão.</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2018/06/11/contos-de-assombro-uma-coletanea-de-literatura-fantastica-e-de-misterio/">Contos de Assombro, uma coletânea de literatura fantástica e de mistério</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>O Colecionador: Miranda Versus Caliban</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leila de Carvalho e Goncalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Apr 2018 12:32:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[colaborador]]></category>
		<category><![CDATA[darkside books]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[john fowles]]></category>
		<category><![CDATA[Leila de Carvalho e Gonçalves]]></category>
		<category><![CDATA[o colecionador]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Leila Gonçalves</em> &#8211; No final de 1960, John Fowles começou a redigir seu primeiro livro e, em apenas um mês, o rascunho estava pronto. No entanto, ele levou cerca de um ano para revisar e mostrá-lo a um agente, que ficou entusiasmado com o resultado. “O Colecionador” só chegou às livrarias em 1963 e seu estrondoso sucesso trouxe a tão sonhada independência financeira para Fowles, que pode largar o magistério e dedicar-se exclusivamente à carreira de escritor.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h5 style="padding-left: 120px;">Em linhas gerais, trata-se de um thriller pós-moderno que resistiu incólume à passagem do tempo e distingue-se pela presença de dois protagonistas memoráveis.</h5>
<p>&nbsp;</p>
<p>Frederick Clegg é funcionário público que tem como passatempo colecionar borboletas e perseguir Miranda Grey, uma bonita estudante de artes plásticas. Ao receber um vultoso prêmio de loteria, ele decide capturá-la, como se a jovem fosse uma espécie rara que não pudesse faltar em sua coleção. Na realidade, ele acredita que, se Miranda tiver uma chance de conviver ao seu lado, acabará se apaixonando.</p>
<p>Dividido em quatro capítulos, os dois primeiros correspondem a 80% do livro e exceto pelo diário de Miranda no cativeiro, todos estão a cargo de Frederick. A vantagem de duas vozes em primeira pessoa está na abordagem de personalidades distintas, inclusive, na maneira de se expressar. Sem dúvida, uma estratégia que adiciona um adensamento psicológico ao enredo e traz à tona um interessante olhar para a classe média inglesa da época, com seus valores sociais e econômicos bastante distintos.</p>
<p>O enfoque narrativo fica por conta deste relacionamento. Revelando um amor platônico e sem conotação erótica por parte do sequestrador, Miranda consegue confundi-lo constantemente com sua superioridade, sensibilidade e cultura. Em alguns momentos, essa situação chega a atrair a compaixão da jovem e até do próprio leitor. Uma curiosidade é que este distúrbio psíquico foi denominado Síndrome de Estocolmo pelo criminólogo e psicólogo Nils Brejerot dez anos mais tarde e está relacionado ao famoso assalto de Norrmalmstorg do Kredibanken, na capital sueca.</p>
<p><center><iframe loading="lazy" style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=qf_sp_asin_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8594541082&amp;asins=8594541082&amp;linkId=6aadd6df057f69e7563192df77de3445&amp;show_border=false&amp;link_opens_in_new_window=true&amp;price_color=333333&amp;title_color=0066c0&amp;bg_color=ffffff" width="300" height="150" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></center>&nbsp;</p>
<p>Por sinal, é perturbadora a maneira como Frederick não vê nada de errado com suas atitudes, exibindo justificativas para todos seus atos, já Miranda descreve seu dilema emocional como prisioneira de um homem isento de qualquer empatia pelas pessoas. Enquanto ele é obtuso e medíocre, a estudante revela-se cheia de vida e de apurado senso estético. Por sinal, é perfeito o apelido que ela lhe dá, Caliban, uma criatura abjeta e disforme da peça &#8220;A Tempestade&#8221;, de Shakespeare.</p>
<p>“O Colecionador” estava restrito a sebos há décadas e é muito bem-vinda a reedição pela Darkside Books. Com nova tradução de Antônio Tibau e em capa dura, o livro exibe um belíssimo projeto gráfico e visual. Também está bem diagramado e foi impresso em papel off-white de boa gramatura e opacidade. Quanto aos extras, eles são indispensáveis e foram escolhidos a dedo:<br />
a) Prefácio de Stephen King, escrito em 1989.<br />
b) Posfácio que  discorre sobre as referências artísticas (teatro, literatura, música e artes plásticas) que fazem parte da narrativa.</p>
<p>Como possuem spoilers, para quem não conhece a história, recomendo a leitura após a conclusão da narrativa.</p>
<p style="text-align: center;">
<p><strong>Notas</strong><br />
a) A adaptação de “O Colecionador” mais conhecida é um filme homônimo, de 1965, com Terence Stamp e Samantha Eggar nos papéis principais. Trata-se de uma raridade e algumas cenas estão disponíveis no YouTube.<br />
b) John Fowles é autor de outro best-seller que virou filme: “A Mulher do Tenente Francês”. Recomendo especialmente o livro, uma ousadia literária.</p>
<p><em>[Imagem: Divulgação Darkside Books]</em></p>
<p><span style="color: #ffffff;">x</span></p>
<p><span style="font-size: 1.15em;"><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8594541082/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8594541082&amp;linkCode=as2&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=21ed7fc3554ec464bda598efeec3d71b" target="_blank" rel="noopener">O Colecionador, de John Fowles</a></span></p>
<p><strong><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8594541082/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8594541082&amp;linkCode=as2&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=541d1cfd34657660cc7894bb162b0a91" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft" style="margin-top: 0; margin-bottom: 30px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;MarketPlace=BR&amp;ASIN=8594541082&amp;ServiceVersion=20070822&amp;ID=AsinImage&amp;WS=1&amp;Format=_SL250_&amp;tag=literaturapol-20" alt="" width="204" height="250" border="0" /></a>Título</strong>: O Colecionador<br />
<strong>Autor</strong>: John Fowles<br />
<strong>Tradução</strong>: Antonio Tibau<br />
<strong>Páginas</strong>: 256<br />
<strong>Editora</strong>: Darkside Books<br />
<a href="https://www.skoob.com.br/o-colecionador-1582ed2126.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Este livro no Skoob</a></p>
<p>SINOPSE – O Colecionador é a história de Frederick Clegg, um homem solitário, de origem humilde, menosprezado por uma sociedade esnobe, que encontra o grande amor de sua vida. Tudo o que ele deseja é passar um tempo a sós com ela, demonstrar seus nobres sentimentos e deixar claro que eles nasceram um para o outro. O Colecionador também é a história de Miranda Gray, uma jovem estudante de artes sequestrada por um maníaco que acha que pode obrigá-la a se apaixonar por ele. Tudo o que ela deseja é escapar do cativeiro, e vai usar de toda sua inteligência para sobreviver ao inferno em que sua vida se transformou. O Colecionador é um livro narrado por dois personagens antagônicos: o sequestrador e sua vítima. Ferdinand e Miranda. Todos temos um pouco dos dois dentro de nós, concluímos ao final de suas páginas — quem consegue se desgrudar delas? Essa obra-prima lançada em 1963 continua perigosamente atual. Best-seller internacional, e ainda um sucesso de venda nos sebos após décadas fora de catálogo no Brasil, o grande romance de estreia de John Fowles está de volta com uma ediçãode colecionador pela DarkSide Books.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Leila de Carvalho e Goncalves' src='https://secure.gravatar.com/avatar/2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/leila-de-carvalho-e-goncalves/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Leila de Carvalho e Goncalves</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Doente por livros, vem sendo tratada sem resultado há mais de cinquenta anos pelo alienista Simão Bacamarte. Aposentada e com tempo de sobra, parece haver pouca esperança em sua recuperação. Sem formação acadêmica na área e nenhuma foto de identificação, pode ser facilmente encontrada entre os detetives e vilões da ficção policial, em geral, com um e-book na mão.</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2018/04/30/o-colecionador-miranda-versus-caliban/">O Colecionador: Miranda Versus Caliban</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Canção de Ninar, de Leila Slimani, é um livro que não permite respostas fáceis</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2018/04/12/resenha-cancao-de-ninar-de-leila-slimani/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leila de Carvalho e Goncalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Apr 2018 19:03:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[canção de ninar]]></category>
		<category><![CDATA[editora tusquets]]></category>
		<category><![CDATA[leila gonçalves]]></category>
		<category><![CDATA[leila slimani]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Leila Gonçalves &#8211; Vencedor do Prix Goncourt em 2016, “Canção de Ninar” é o segundo livro de minha xará, Leila Slimeni, uma marroquina de 38 anos, radicada em Paris desde os 17. Considerada uma revelação, ela já confirmou presença na próxima edição da FLIP onde será lançado seu romance de estreia. Tamanho sucesso...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Leila Gonçalves</em> &#8211; Vencedor do Prix Goncourt em 2016, “Canção de Ninar” é o segundo livro de minha xará, Leila Slimeni, uma marroquina de 38 anos, radicada em Paris desde os 17. Considerada uma revelação, ela já confirmou presença na próxima edição da FLIP onde será lançado seu romance de estreia.</p>
<p>Tamanho sucesso acabou despertando meu interesse, resolvi ler “Chaison Duce”, título original, e não me decepcionei com o resultado. Em linhas gerais, esta é a história de Louise, uma babá aparentemente perfeita, que mata Mila e Adam, dois irmãos sob seus cuidados, e, em seguida, tenta o suicídio.</p>
<p>Esta informação não se trata de um spoiler, à medida que é apresentada logo na abertura, colocando em foco os motivos que levaram esta mulher a provocar tamanha tragédia.</p>
<p>Eviscerando o aspecto psicológico das personagens e a simbiótica relação entre patrão e empregado, o romance apresenta um irretocável retrato da classe média francesa, mas seu cenário poderia não ser Paris mas qualquer grande cidade ao redor do mundo. Inclusive, Slimeni emprestou alguns detalhes de um caso verídico, envolvendo a babá Yoselyn Ortega, ocorrido há seis anos, em Nova York.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="padding-left: 120px;"><em>&#8220;O bebê está morto. Bastaram alguns segundos. O médico assegurou que ele não tinha sofrido. Estenderam-no em uma capa cinza e fecharam o zíper sobre o corpo desarticulado que boiava em meio aos brinquedos. A menina, por sua vez, ainda estava viva quando o socorro chegou. Resistiu como uma fera. Encontraram marcas de luta, pedaços de pele sob as unhas molinhas. Na ambulância que a transportava ao hospital ela estava agitada, tomada por convulsões. Com os olhos esbugalhados, parecia procurar o ar. Sua garganta estava cheia de sangue. Os pulmões estavam perfurados e a cabeça tinha batido com violência contra a cômoda azul.&#8221;</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um aspecto interessante é a escrita incisiva da escritora que consegue prender o leitor da primeira à última página. Para tanto, ela utiliza flash-backs e uma polifonia de narradores com informações indispensáveis para a construção da trama, por exemplo, Jacques e Stephanie, respectivamente, o falecido marido e a filha desaparecida de Louise.</p>
<p>Sem dúvida, ela é uma protagonista intrigante. Triste e solitária, dedica a maior parte de seu tempo não só como babá; ela também cozinha, limpa, passa, consegue deixar impecável o apartamento onde trabalha, sem ganhar um centavo a mais por isto. Qual o motivo de tamanha dedicação?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><center><iframe loading="lazy" style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=qf_sp_asin_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8542212037&amp;asins=8542212037&amp;linkId=fd49198239c0a6a4122f7edc872d879f&amp;show_border=false&amp;link_opens_in_new_window=true&amp;price_color=333333&amp;title_color=0066c0&amp;bg_color=ffffff" width="300" height="150" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></center>&nbsp;</p>
<p>Já Paul e Myriam, os pais das crianças, estão focados na ascensão profissional e, acomodados com a eficiência de Louise, não conseguem dimensionar a gravidade da situação. Será que eles também podem ser responsabilizados pela tragédia?</p>
<p>Enfim, “Canção de Ninar” é um livro que não permite respostas fáceis. Se você procura entretenimento, esqueça. Perturbador e polêmico, é impossível sair ileso de suas 204 páginas.</p>
<p><em>Nota: Adquiri o e-book na Amazon que, com índice ativo completo, atendeu minhas expectativas.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>SOBRE O LIVRO</h4>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft size-medium wp-image-25813" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2018/04/91iouly8hkl2.jpg?w=200" alt="" width="200" height="300" /></p>
<p><strong>Título</strong>: Canção de Ninar<br />
<strong>Autora</strong>: Leila Slimani<br />
<strong>Páginas</strong>: 192<br />
<strong>Editora</strong>: Tusquets<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2F1kxzN" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro</a></span><br />
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<p><strong>SINOPSE</strong> &#8211; Apesar da relutância do marido, Myriam, mãe de duas crianças pequenas, decide voltar a trabalhar em um escritório de advocacia. O casal inicia uma seleção rigorosa em busca da babá perfeita e fica encantado ao encontrar Louise: discreta, educada e dedicada, ela se dá bem com as crianças, mantém a casa sempre limpa e não reclama quando precisa ficar até tarde. Aos poucos, no entanto, a relação de dependência mútua entre a família e Louise dá origem a pequenas frustrações – até o dia em que ocorre uma tragédia. Com uma tensão crescente construída desde as primeiras linhas, Canção de ninar trata de questões que revelam a essência de nossos tempos, abordando as relações de poder, os preconceitos de classe e entre culturas, o papel da mulher na sociedade e as cobranças envolvendo a maternidade. Publicado em mais de 30 países e com mais de 600 mil exemplares vendidos na França, Canção de ninar fez de Leïla Slimani a primeira autora de origem marroquina a vencer o Goncourt, o mais prestigioso prêmio literário francês. “A tensão latente em cada página aquece aos poucos a análise da burguesia, até ser dinamitada por um impulso de violência instintiva.” Stéphanie Dupays e Eric Loret, Le Monde.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Leila de Carvalho e Goncalves' src='https://secure.gravatar.com/avatar/2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/leila-de-carvalho-e-goncalves/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Leila de Carvalho e Goncalves</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Doente por livros, vem sendo tratada sem resultado há mais de cinquenta anos pelo alienista Simão Bacamarte. Aposentada e com tempo de sobra, parece haver pouca esperança em sua recuperação. Sem formação acadêmica na área e nenhuma foto de identificação, pode ser facilmente encontrada entre os detetives e vilões da ficção policial, em geral, com um e-book na mão.</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2018/04/12/resenha-cancao-de-ninar-de-leila-slimani/">Canção de Ninar, de Leila Slimani, é um livro que não permite respostas fáceis</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>A Última Chave: Realidade em um Mundo Paralelo, de Camila Guerra</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2017/10/20/a-ultima-chave-realidade-em-um-mundo-paralelo-de-camila-guerra/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leila de Carvalho e Goncalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Oct 2017 21:18:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[A Última Chave: Realidade em um Mundo Paralelo]]></category>
		<category><![CDATA[autora nacional]]></category>
		<category><![CDATA[camila guerra]]></category>
		<category><![CDATA[colaboradora]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[leila gonçalves]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Soa absurdo para a ciência que uma pessoa possa se desprender do corpo durante o sono e deslocar-se através de paredes, transpor distâncias a velocidades impensáveis e interagir com alguém que está neste mesmo estado ou até morto. Tudo isto sem perder a consciência, o pensamento lógico e o comando sobre os movimentos. Enfim, corpo...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-20473 size-full" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2017/10/2133461247.jpg" alt="" width="639" height="387" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;color:#000000;">Soa absurdo para a ciência que uma pessoa possa se desprender do corpo durante o sono e deslocar-se através de paredes, transpor distâncias a velocidades impensáveis e interagir com alguém que está neste mesmo estado ou até morto. Tudo isto sem perder a consciência, o pensamento lógico e o comando sobre os movimentos. Enfim, corpo e essência são inextricáveis, esta sensação está ligada a problemas durante o sono e o responsável é o cérebro.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;color:#000000;">Entretanto, algumas religiões e correntes filosóficas discordam desta ideia. Acreditam que seja possível realizar uma viagem extracorpórea e preferem dar outra explicação: há níveis de consciência e planos de realidade que a ciência ainda não consegue explicar.” Partindo desta premissa, a escritora Camila Guerra desenvolveu <em>A última chave</em>, onde ela exibe destreza para abordar este assunto pois, há anos, vem se dedicando ao seu estudo.</span></p>
<p><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;padding-left:120px;"><span style="font-size:1.35em;color:#808080;">Sua protagonista chama-se Sofia e é uma estudante de psicologia que também trabalha numa escola para crianças especiais. Vítima de pesadelos, ela decide fazer um curso sobre sonhos lúcidos e projeção astral. O que ela não imagina é a enrascada em que está se metendo. Ao invés de resolver seu problema, ela irá se envolver numa misteriosa missão, colocando em risco sua vida.</span></p>
<p><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;color:#000000;">Com uma dose de romance na medida exata (Sofia vai se apaixonar para valer), a trama também destila terror e suspense, aliás, é impossível largar o livro conforme ele se aproxima do desfecho. Os sonhos lúcidos da jovem primam pelos detalhes e são absolutamente imprevisíveis, podendo levá-la para um belo jardim ou um lugar sombrio, de atmosfera pesada, ocupado por estranhos habitantes. Estas cenas lembram um filme de sucesso, &#8220;Muito Além da Vida&#8221;, estrelado por Robin Williams.</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-20472 size-full" style="margin-top:40px;margin-bottom:40px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2017/10/giphy-11.gif" alt="" width="449" height="253" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;color:#000000;">Um único aspecto me incomodou, mas não chega a comprometer a leitura. A protagonista poderia ser um pouco menos idealizada. Bonita, inteligente e sem qualquer defeito, fica difícil se identificar com ela.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;color:#000000;">Finalmente, trata-se de uma autopublicação disponibilizada apenas no formato de ebook pela Amazon. Primando pela qualidade, merece destaque a foto escolhida para a capa, de Gustavo Thomé, e a correta revisão do texto a cargo de Marcos J. Pinto.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;color:#000000;">Boa leitura!</span></p>
<p><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-20469 size-full" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2017/10/chave.jpg" alt="" width="200" height="300" /><strong>Título</strong>: A última chave: realidade em um mundo paralelo<br />
<strong>Autora</strong>: Camila Guerra<br />
E-book Amazon<br />
Páginas: 174<br />
<a href="https://www.skoob.com.br/a-ultima-chave-432948ed490508.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Este livro no Skoob</a></p>
<p>SINOPSE – Sofia mantém sua vida nas rédeas e está muito feliz sozinha. Até o dia em que encontra um livro intrigante que muda completamente a sua vida, envolvendo-a em uma série de sonhos estranhos. Sem querer, ela passa a viver experiências muito intensas fora do corpo. Essas experiências trazem para sua vida um tufão que bagunça seu auto-controle e, de quebra, traz-lhe uma indesejada e arrebatadora paixão e uma batalha incansável contra um inimigo feroz. Sonho ou realidade? A realidade nos sonhos pode ser implacável e verdadeira…</p>
<p><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
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<p><span style="color:#ffffff;">x</span><br />
<strong>LEILA DE CARVALHO E GONÇALVES</strong> &#8211; <em>Doente por livros, vem sendo tratada sem resultado há mais de cinquenta anos pelo alienista Simão Bacamarte. Aposentada e com tempo de sobra, parece haver pouca esperança em sua recuperação. Sem formação acadêmica na área e nenhuma foto de identificação, pode ser facilmente encontrada entre os detetives e vilões da ficção policial, em geral, com um e-book na mão.</em></p>
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</div>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Leila de Carvalho e Goncalves' src='https://secure.gravatar.com/avatar/2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/leila-de-carvalho-e-goncalves/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Leila de Carvalho e Goncalves</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Doente por livros, vem sendo tratada sem resultado há mais de cinquenta anos pelo alienista Simão Bacamarte. Aposentada e com tempo de sobra, parece haver pouca esperança em sua recuperação. Sem formação acadêmica na área e nenhuma foto de identificação, pode ser facilmente encontrada entre os detetives e vilões da ficção policial, em geral, com um e-book na mão.</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2017/10/20/a-ultima-chave-realidade-em-um-mundo-paralelo-de-camila-guerra/">A Última Chave: Realidade em um Mundo Paralelo, de Camila Guerra</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>RESENHA &#124; Maré Viva, de Cilla e Rolf Börjlind</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leila de Carvalho e Goncalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Apr 2017 15:48:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Escandinavos]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Cilla e Rolf Börjlind]]></category>
		<category><![CDATA[editora rocco]]></category>
		<category><![CDATA[John Dickinson Carr]]></category>
		<category><![CDATA[leila gonçalves]]></category>
		<category><![CDATA[literatura policial sueca]]></category>
		<category><![CDATA[Maré Viva]]></category>
		<category><![CDATA[Olivia Ronning]]></category>
		<category><![CDATA[Tom Stilton]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Leila Gonçalves &#8211; Quando foi lançado Terceira Voz, o segundo livro da série protagonizada por Olivia Ronning e Tom Stilton no Brasil, a Amazon ofereceu graciosamente o ebook do primeiro volume. Foi dessa maneira que adquiri Maré Viva, um thriller que comprova a qualidade da literatura policial sueca, que há alguns anos vem...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Leila Gonçalves</em> &#8211; Quando foi lançado Terceira Voz, o segundo livro da série protagonizada por Olivia Ronning e Tom Stilton no Brasil, a Amazon ofereceu graciosamente o ebook do primeiro volume. Foi dessa maneira que adquiri Maré Viva, um thriller que comprova a qualidade da literatura policial sueca, que há alguns anos vem conquistando leitores ao redor do mundo.</p>
<p><strong>LEIA TAMBÉM</strong><br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2023/03/06/shein-10-produtos-com-desconto-para-fas-de-livros/">SHEIN | 100 produtos para fãs de livros; ganhe desconto</a></span><br />
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<p>Sua história aborda um caso prestes a ser arquivado: o assassinato, com requintes de crueldade, de uma mulher grávida na pequena ilha de Nordkoster. Ocorrido há vinte e três anos, ele vai parar nas mãos de uma jovem aluna da Academia de Polícia que contará com a experiência de um ex-investigador, para verificar se, com os recursos tecnológicos atuais, é possível encontrar alguma nova pista. Curiosamente, a identidade da vítima continua ignorada e sem nenhum desaparecimento registrado, ela pode ser uma turista, imigrante ilegal ou até mesmo uma espiã…</p>
<p>Em paralelo, a violência e o medo eclodem pelas ruas de Estocolmo. Uma série de vídeos são postados na internet, apresentando moradores de rua sendo brutalmente espancados, causando comoção. A força policial vem tentando encontrar os responsáveis e entre os principais suspeitos, surpreendentemente, está uma gangue de adolescentes. Afinal, como essas duas histórias podem estar relacionadas?</p>
<p>&nbsp;</p>
<h5 style="padding-left: 120px;">Maré Viva distingue-se pelas diversas subtramas que, pouco a pouco, vão se entrelaçando num enigma de 512 páginas, capaz de prender o leitor até o final.</h5>
<p>&nbsp;</p>
<p>Cilla e Rolf Börjlind, os autores, garantem um bom ritmo à narrativa que, muito bem armada, não deixa pontas soltas. Para tanto, além de Olívia e Tom, despontam alguns: a indigente Vera Zarolha, a cafetina de luxo Jackie Berglund e o corrupto mega-empresário Bertil Magnusson, envolvido com a exploração do tântalo no Congo.</p>
<p>Como ponto negativo, o que realmente me incomodou foi a tradução e a revisão. Na tentativa de introduzir um tom mais coloquial ao texto, o português sofreu várias escoriações. Observe esse trecho: &#8220;Quando ela botava mãos à obra, comer era a última de suas prioridades. Mas agora sentia que estava precisando de um pouquinho de sustança no estômago para compensar aquela pequena sensação de que sua cabeça iria começar a rodar. Será que deveria dar uma escapada para descolar uma pizza?&#8221; Confesso que a tal &#8220;sustança no estômago&#8221; e demais preciosidades ganharam minha ojeriza.</p>
<p>Enfim, se você procura entretenimento, Maré Viva é uma boa opção. Coloquei o segundo volume, Terceira Voz, na minha lista de leitura. De acordo com comentários, ele é ainda melhor e outra boa notícia: a Editora Rocco trocou o tradutor.</p>
<p style="text-align: justify;">
<h1>SOBRE ESTE LIVRO</h1>
<p style="text-align: justify;"><a href="https://amzn.to/3JqxhRi" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full" src="https://m.media-amazon.com/images/I/41ZBJZqPoEL._SY445_SX342_.jpg" width="310" height="445" /></a></p>
<p><strong>Título</strong>: Maré Viva<br />
<strong>Autores</strong>: Cilla e Rolf Börjlind<br />
<strong>Páginas</strong>: 512<br />
<strong>Editora</strong>: Rocco<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/3JqxhRi" target="_blank" rel="noopener">Compre o livro ou e-book</a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SINOPSE –</strong> Olivia Rönning é uma jovem estudante da Academia de Polícia. Filha de um policial do departamento de homicídios, seu faro para juntar pistas e resolver mistérios é posto à prova quando resolve investigar um caso não concluído, prestes a parar no arquivo morto da polícia, como trabalho de faculdade. Trata-se do assassinato de uma mulher grávida, ocorrido na gelada e chuvosa ilha de Nordkoster, em 1987. O que Olivia não imagina é que a investigação trará muito mais perguntas do que soluções, a começar pelo misterioso desaparecimento do policial responsável pelo caso, entre outras descobertas surpreendentes. Dois dos principais nomes por trás das séries de TV policiais na Suécia, o casal Cilla e Rolf Börjlind apresenta em, Maré viva, um thriller que faz jus à badalada literatura policial escandinava contemporânea.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>LEILA DE CARVALHO E GONÇALVES &#8211; Doente por livros, vem sendo tratada sem resultado há mais de cinquenta anos pelo alienista Simão Bacamarte. Aposentada e com tempo de sobra, parece haver pouca esperança em sua recuperação. Sem formação acadêmica na área e nenhuma foto de identificação, pode ser facilmente encontrada entre os detetives e vilões da ficção policial, em geral, com um e-book na mão.</em></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Leila de Carvalho e Goncalves' src='https://secure.gravatar.com/avatar/2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/leila-de-carvalho-e-goncalves/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Leila de Carvalho e Goncalves</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Doente por livros, vem sendo tratada sem resultado há mais de cinquenta anos pelo alienista Simão Bacamarte. Aposentada e com tempo de sobra, parece haver pouca esperança em sua recuperação. Sem formação acadêmica na área e nenhuma foto de identificação, pode ser facilmente encontrada entre os detetives e vilões da ficção policial, em geral, com um e-book na mão.</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2017/04/06/mare-viva-de-cilla-e-rolf-borjlind/">RESENHA | Maré Viva, de Cilla e Rolf Börjlind</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Onde os Velhos Não Têm Vez, de Cormac McCarthy</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2016/02/11/onde-os-velhos-nao-tem-vez-de-cormac-mccarthy/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leila de Carvalho e Goncalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Feb 2016 11:36:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[alfaguara]]></category>
		<category><![CDATA[alfaguara brasil]]></category>
		<category><![CDATA[colaboradora]]></category>
		<category><![CDATA[Cormac McCarthy]]></category>
		<category><![CDATA[leila gonçalves]]></category>
		<category><![CDATA[Onde os Fracos Não Têm Vez]]></category>
		<category><![CDATA[Onde os Velhos Não Têm Vez]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Leila Gonçalves &#8211; Quando assisti &#8220;Onde os Fracos Não Têm Vez&#8221;, fiquei curiosa sobre o desfecho polêmico e inusitado, o que me levou a procurar o livro que deu origem ao filme: &#8220;No Country For Old Men&#8221; ou &#8220;Onde os &#8216;Velhos&#8217; Não Têm Vez&#8221;, de Cormac McCarthy. Até então, eu desconhecia o escritor, apesar...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2016/02/11/onde-os-velhos-nao-tem-vez-de-cormac-mccarthy/">Onde os Velhos Não Têm Vez, de Cormac McCarthy</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-11535 size-large" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/02/velhos2.jpg?w=700" alt="velhos2" width="700" height="389" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Por Leila Gonçalves</strong> &#8211; Quando assisti &#8220;Onde os Fracos Não Têm Vez&#8221;, fiquei curiosa sobre o desfecho polêmico e inusitado, o que me levou a procurar o livro que deu origem ao filme: &#8220;No Country For Old Men&#8221; ou &#8220;Onde os &#8216;Velhos&#8217; Não Têm Vez&#8221;, de Cormac McCarthy. Até então, eu desconhecia o escritor, apesar de sua popularidade e os aplausos da crítica. Posso garantir que acertei na decisão: violento, destilando testosterona e sem falsas esperanças, McCarthy possui uma escrita poderosa e sua narrativa oferece uma maior dimensão para a história.</span></p>
<p style="text-align:justify;">Essa afirmação não se trata de uma crítica ao western dos Irmãos Cohen, muito pelo contrário. Ele é magnífico com um bom trabalho de direção e interpretação dos atores. A diferença é de perspectiva. Enquanto o livro foca numa contundente reflexão sobre a velhice, o filme privilegia o ritmo tenso da trama, recheada de suspense e espetaculares cenas de perseguição.</span></p>
<p style="text-align:justify;">Na adaptação, quem comanda o espetáculo é Anton Chiguhr (Jávier Bardem), um assassino de aluguel contratado por um chefão do narcotráfico para recuperar uma mala cheia de dinheiro que desapareceu durante um acerto de contas mal sucedido. Ela foi encontrada por Llewelyn Moss (Josh Brolin), um simples caçador, enquanto perseguia um antílope no meio do deserto. Pensando estar milionário, o que ele não imaginava era a confusão em que estava se metendo.</span></p>
<p style="text-align:justify;">No livro, quem brilha é o Xerife Ed Tom Bell (Tommy Lee Jones). Encarregado do caso, ele é um veterano da Segunda Guerra que funciona como alter ego de McCarthy (na época, com mais de setenta anos). Suas considerações abrem cada capítulo e são a alma da narrativa. Desapontado com a profissão e assustado com a crescente onda de violência na década de oitenta, ele não compreende o presente, teme pelo futuro e tem os olhos voltados para o passado. Talvez tenha chegado a hora da aposentadoria, o ponto nevrálgico do enredo. Repare no fiasco da tradução brasileira que trocou &#8220;velhos&#8221; por &#8220;fracos&#8221;, comprometendo o entendimento do espectador.<br />
<span style="color:#ffffff;">x</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11536 size-full" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/02/javier.jpg" alt="javier" width="620" height="330" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span><br />
Outro diferencial da narrativa, são as revelações sobre as personalidades de Chigurh e Moss, principalmente, durante um diálogo deste último com uma adolescente que fugiu de casa e ele deu carona. A jovem aparece numa reduzida ponta nas telonas, mas é com ela que Moss revela o quanto é um bom sujeito, aumentando o clima dramático dos últimos capítulos.</span></p>
<p style="text-align:justify;">Exceto pelos aspectos mencionados e o ridículo cabelo de Bardem (ele está praticamente irreconhecível), o filme é extremamente fiel ao livro e monopolizou as atenções em 2008, quando foi lançado, ganhando quatro Oscars: melhor filme, direção, ator coadjuvante e roteiro adaptado. Encerrando, recomendo livro e filme, programa duplo de impecável qualidade. Depois comente, quais foram suas impressões.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p><strong><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-11528 size-thumbnail" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/02/velhos.jpg?w=96" alt="velhos" width="96" height="150" />Título</strong>: Onde os Velhos Não Têm Vez<br />
<strong>Autor</strong>: Cormac McCarthy<br />
<strong>Páginas</strong>: 440<br />
<strong>Editora</strong>: Alfaguara Brasil<br />
<a href="http://www.skoob.com.br/onde-os-velhos-nao-tem-vez-5895ed5854.html" target="_blank">Este livro no Skoob</a></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>SINOPSE –</strong> Cormac McCarthy apresenta em Onde os velhos não têm vez um &#8220;faroeste sem compaixão&#8221;, que lembra os filmes de Quentin Tarantino, como bem comparou o jornal The New York Times. O livro mistura ação, suspense e violência numa prosa ágil e enxuta. Adaptado para o cinema pelos irmãos Joel e Ethan Coen, o longa foi premiado com o Oscar de melhor filme em 2008.</p>
<pre><strong>LEILA DE CARVALHO E GONÇALVES</strong> - Doente por livros, vem sendo tratada sem resultado há mais de cinquenta anos pelo alienista Simão Bacamarte. Aposentada e com tempo de sobra, parece haver pouca esperança em sua recuperação. Sem formação acadêmica na área e nenhuma foto de identificação, pode ser facilmente encontrada entre os detetives e vilões da ficção policial, em geral, com um e-book na mão.</pre>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Leila de Carvalho e Goncalves' src='https://secure.gravatar.com/avatar/2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/leila-de-carvalho-e-goncalves/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Leila de Carvalho e Goncalves</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Doente por livros, vem sendo tratada sem resultado há mais de cinquenta anos pelo alienista Simão Bacamarte. Aposentada e com tempo de sobra, parece haver pouca esperança em sua recuperação. Sem formação acadêmica na área e nenhuma foto de identificação, pode ser facilmente encontrada entre os detetives e vilões da ficção policial, em geral, com um e-book na mão.</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2016/02/11/onde-os-velhos-nao-tem-vez-de-cormac-mccarthy/">Onde os Velhos Não Têm Vez, de Cormac McCarthy</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Crime e castigo, de Fiodor Dostoiévski</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Leila de Carvalho e Goncalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Jan 2016 13:33:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[crime e castigo]]></category>
		<category><![CDATA[dostoievski]]></category>
		<category><![CDATA[leila gonçalves]]></category>
		<category><![CDATA[literatura russa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Leila Gonçalves &#8211; O brilhantismo da obra de Fiodor Dostoiévski (1821-1881) é indiscutível, assim como sua influência sobre grandes escritores como Proust, Faulkner e Camus. Entretanto, não é tão fácil apontar seu melhor livro. Entre alguns títulos, &#8220;Crime e Castigo&#8221; está entre os favoritos além de ser um dos mais conhecidos. Com contornos detetivescos,...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Leila Gonçalves</em> &#8211; O brilhantismo da obra de Fiodor Dostoiévski (1821-1881) é indiscutível, assim como sua influência sobre grandes escritores como Proust, Faulkner e Camus. Entretanto, não é tão fácil apontar seu melhor livro. Entre alguns títulos, &#8220;Crime e Castigo&#8221; está entre os favoritos além de ser um dos mais conhecidos.</p>
<p>Com contornos detetivescos, sua história narra a investigação de um duplo homicídio conduzida por um astuto investigador. Para o crítico Harold Bloom, trata-se do melhor romance de suspense já escrito, uma leitura angustiante cujo assassino vive atemorizado com a possibilidade de ser descoberto.</p>
<p>Também é uma boa escolha para apreciar um &#8220;romance polifônico&#8221; por excelência, assim denominado pelo filósofo Mikhail Bakhtin em seu livro &#8220;O Problema da Poética de Dostoiévski&#8221;. Em &#8220;Crime e Castigo&#8221;, cada personagem atua livremente de acordo com seu ponto de vista, voz e postura no contexto em que está inserido, apontando para uma profunda compreensão da alma humana por parte do autor.</p>
<p>Por exemplo, seu protagonista, Raskólnikov, é um ex-estudante imbuído de ideias bizarras de grandeza que está decidido a sair da pobreza. Para tanto, ele mata uma velha gananciosa, dona de uma casa de penhores, com o intuito de roubar seu dinheiro. No entanto, ao colocar em prática seu plano, é &#8220;obrigado&#8221; a tirar a vida de uma testemunha. Trata-se de uma pobre coitada que é meia-irmã da vítima, o que coloca em xeque sua justificativa. Influenciado por doutrinas mal digeridas vindas da Europa ocidental que começavam a ganhar corpo na Rússia czarista, Raskólnikov e sua &#8220;teoria do homem extraordinário&#8221; é o oposto de Dostoiévski, um cristão ortodoxo fervoroso, que constrói o personagem com total isenção de valores.</p>
<p>Os anos vividos pelo escritor exilado na Sibéria marcaram indelevelmente &#8220;Crime e Castigo&#8221;. Seu protagonista foi inspirado num líder dos prisioneiros chamado Orlov, com quem conviveu. Em síntese, a degradação social e psicológica é o foco de seus livros e algumas vezes, em meio dessa mediocridade também gravita uma nobreza rara e poderosa, nesse caso, ilustrada por Sônia, uma prostituta em busca do sustento da família, que indica o caminho da fé como redenção para Raskólnikov.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: 1.45em;"><em>&#8220;A pobreza e a miséria formam o artista.&#8221;</em><br />
(Fiodor Dostoiévski)</span></p>
<p>Com quase seiscentas páginas e apresentando um retrato fascinante de São Petersburgo, essencialmente o livro discute o sofrimento humano através de uma impecável abordagem sobre o materialismo e a fé, a culpa e o perdão, deixando claro que o crime não compensa.</p>
<p>Nota: Essa edição é a primeira traduzida diretamente do russo para o português. De acordo com Elena Vássina, professora de Literatura e Cultura Russa da USP, Paulo Bezerra conseguiu capturar o estilo carregado de cores fortes que marca a escrita de Dostoiévski.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>SOBRE O LIVRO</strong></p>
<p><strong><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-10946 size-thumbnail" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/01/fiodor2.jpg?w=105" alt="fiodor2" width="105" height="150" />Título</strong>: Crime e castigo<br />
<strong>Autor</strong>: Fiodor Dostoiévski<br />
<strong>Editora</strong>: 34<br />
<strong>Páginas</strong>: 568<br />
<a href="http://www.skoob.com.br/crime-e-castigo-219ed311.html" target="_blank" rel="noopener">Este livro no Skoob</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SINOPSE</strong> – Publicado em 1866, Crime e Castigo é a obra mais célebre de Fiódor Dostoiévski. Neste livro, Raskólnikov, um jovem estudante, pobre e desesperado, perambula pelas ruas de São Petesburgo até cometer um crime que tentará justificar por uma teoria: grandes homens, como César e Napoleão, foram assassinos absolvidos pela História. Este ato desencadeia uma narrativa labiríntica que arrasta o leitor por becos, tabernas e pequenos cômodos, povoados de personagens que lutam para preservar sua dignidade contra as várias formas da tirania.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Leila de Carvalho e Goncalves' src='https://secure.gravatar.com/avatar/2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/leila-de-carvalho-e-goncalves/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Leila de Carvalho e Goncalves</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Doente por livros, vem sendo tratada sem resultado há mais de cinquenta anos pelo alienista Simão Bacamarte. Aposentada e com tempo de sobra, parece haver pouca esperança em sua recuperação. Sem formação acadêmica na área e nenhuma foto de identificação, pode ser facilmente encontrada entre os detetives e vilões da ficção policial, em geral, com um e-book na mão.</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2016/01/14/crime-e-castigo-de-fiodor-dostoievski/">Crime e castigo, de Fiodor Dostoiévski</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Boneco de Neve, de Jo Nesbo: uma trama sem pontas soltas, um mistério difícil de largar</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2015/11/25/boneco-de-neve-de-jo-nesbo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Leila de Carvalho e Goncalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Nov 2015 16:05:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Escandinavos]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[boneco de neve]]></category>
		<category><![CDATA[editora record]]></category>
		<category><![CDATA[jo nesbo]]></category>
		<category><![CDATA[Leila de Carvalho e Gonçalves]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Leila Gonçalves &#8211; O cinquentão Jo Nesbo já fez um pouco de tudo na vida. De corretor de seguros a vocalista de uma banda de rock, sem dúvida, foi uma tumultuada trajetória até tornar-se um dos principais nomes da literatura policial escandinava. Seu principal protagonista é Harry Hole. Com mais de dez livros, ele...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Leila Gonçalves</em> &#8211; O cinquentão <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2017/10/31/harry-hole-e-uma-trama-muito-bem-arquitetada-em-policia-de-jo-nesbo/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Jo Nesbo</a></span> já fez um pouco de tudo na vida. De corretor de seguros a vocalista de uma banda de rock, sem dúvida, foi uma tumultuada trajetória até tornar-se um dos principais nomes da literatura policial escandinava. Seu principal protagonista é Harry Hole. Com mais de dez livros, ele possui um passado tumultuado, bebe demais e é o único detetive na Noruega que fez um treinamento no FBI para capturar seriais killers. Para seus colegas, ele não passa de um sujeito violento com uma mórbida obsessão pelo assunto num país onde jamais ocorreu algum caso.</p>
<p>No entanto, essa história está prestes a mudar, quando uma dona de casa some sem deixar rastros e um misterioso boneco de neve aparece em frente de sua casa. Ao assumir a investigação, Hole e sua equipe não demoram a descobrir que já houve ocorrências semelhantes durante a última década, curiosamente, tendo como cenário a primeira neve do inverno.</p>
<p>Com contornos macabros e um estilo cru e direto, Nesbo faz uma interessante alusão entre psicopatia e a estrutura de sua casa infestada por fungos como se a civilizada sociedade norueguesa escondesse em suas entranhas mais ameaças do que as estatísticas apontam. Transitando entre passado e o ano de 2004, a leitura merece atenção por conta das diferentes perspectivas narrativas. Se não bastasse, com muitas personagens, atenção aos nomes que soam estranhos e tanto são usados completos como apenas o sobrenome na intimidade. Realmente, é aconselhável fazer uma lista.</p>
<p>Abordando a transmissão de doenças genéticas, o escritor conduz a trama com toda liberdade, ora lançando pistas ora desviando a atenção do leitor. Com suspeitos muito bem construídos, é comum você ficar indeciso entre essa ou aquela personagem, mas descobrir o fio da meada, a real intenção do culpado, não é tarefa simples.</p>
<p>Enfim, essa é uma trama sem pontas soltas, um mistério difícil de largar. Garanto que depois dele, você jamais olhará para um boneco de neve sem sentir um frio na espinha&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8501094803&amp;asins=8501094803&amp;linkId=80290617e475636d6e526aeb313a9506&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">SOBRE O LIVRO</span></h3>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/Boneco-neve-Jo-Nesb%C3%B8/dp/8501094803/ref=as_li_ss_il?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;keywords=boneco+de+neve&amp;qid=1558171561&amp;s=gateway&amp;sr=8-1&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=a2555328ab8544de864d62f3d408e896" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" class="alignleft" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8501094803&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20" border="0" /></a><strong>Título</strong>: Boneco de Neve<br />
<strong>Autor</strong>: Jo Nesbo<br />
<strong>Páginas</strong>: 420<br />
<strong>Editora</strong>: Record<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2YDZESC" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro / e-book</a></span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SINOPSE</strong> &#8211; No dia da primeira neve do ano, na fria cidade de Oslo, o inspetor Harry Hole se depara com um psicopata cruel, que cria suas próprias regras; O terror se espalha pela cidade, pois um boneco de neve no jardim pode ser um aviso de que haverá uma próxima vítima. No caso mais desafiador da sua carreira, Hole se envolve em uma trama complexa e mortal, com final surpreendente.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Leila de Carvalho e Goncalves' src='https://secure.gravatar.com/avatar/2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/2a9f21f0ceaa7ea0b4560b2ae8ed73d3a52c579b6928b59c78294e0a2a1e68db?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/leila-de-carvalho-e-goncalves/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Leila de Carvalho e Goncalves</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Doente por livros, vem sendo tratada sem resultado há mais de cinquenta anos pelo alienista Simão Bacamarte. Aposentada e com tempo de sobra, parece haver pouca esperança em sua recuperação. Sem formação acadêmica na área e nenhuma foto de identificação, pode ser facilmente encontrada entre os detetives e vilões da ficção policial, em geral, com um e-book na mão.</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/11/25/boneco-de-neve-de-jo-nesbo/">Boneco de Neve, de Jo Nesbo: uma trama sem pontas soltas, um mistério difícil de largar</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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