<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Cornell Woolrich -</title>
	<atom:link href="https://literaturapolicial.com/tag/cornell-woolrich/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link></link>
	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
	<lastBuildDate>Sun, 19 Jul 2026 16:23:49 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.1.3</generator>

<image>
	<url>https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2020/12/cropped-33333782_2030838226987324_246982996299612160_n-2-32x32.jpg</url>
	<title>Arquivos Cornell Woolrich -</title>
	<link></link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>JANELA INDISCRETA &#124; 7 curiosidades sobre o clássico de Hitchcock</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2020/09/01/janela-indiscreta-7-curiosidades-sobre-o-classico-de-hitchcock/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Sep 2020 17:46:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[alfred hitchcock]]></category>
		<category><![CDATA[Cornell Woolrich]]></category>
		<category><![CDATA[Janela indiscreta]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://literaturapolicial.com/?p=40174</guid>

					<description><![CDATA[<p>&#160; Lançado em 1º de setembro de 1954 nos Estados Unidos, Janela Indiscreta é um dos filmes mais icônicos de Alfred Hitchcock. Na trama, um fotógrafo passa o tempo observando seus vizinhos no prédio em frente, após ficar em repouso em uma cadeira de rodas por quebrar a perna. Em um dos apartamentos, ele identifica...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2020/09/01/janela-indiscreta-7-curiosidades-sobre-o-classico-de-hitchcock/">JANELA INDISCRETA | 7 curiosidades sobre o clássico de Hitchcock</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Lançado em 1º de setembro de 1954 nos Estados Unidos, Janela Indiscreta é um dos filmes mais icônicos de Alfred Hitchcock. Na trama, um fotógrafo passa o tempo observando seus vizinhos no prédio em frente, após ficar em repouso em uma cadeira de rodas por quebrar a perna. Em um dos apartamentos, ele identifica o que viria a ser um provável assassinato.</p>
<p>O elenco principal contou com James Stewart no papel do fotógrafo L.B. &#8216;Jeff&#8217; Jefferies, e Grace Kelly como sua namorada, a socialite Lisa Carol Fremont, numa das parcerias mais famosas do cinema. O filme foi indicado a quatro estatuetas do Oscar.</p>
<p>Confira a seguir 7 curiosidades sobre este clássico de Alfred Hitchcock.</p>
<p><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ss&amp;ref=as_ss_li_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=B08DM9RFCR&amp;asins=B08DM9RFCR&amp;linkId=fd1693835abc3d52022b455723aeb83d&amp;show_border=true&amp;link_opens_in_new_window=true" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe></p>
<p><span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2ELgVos" target="_blank" rel="noopener noreferrer">. O Cinema de Hitchcock vol. 2 [DVD]</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Adaptação de Cornell Woolrich</h3>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-large" src="https://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/7/71/Cornell-Woolrich.jpg" width="311" height="319" /></p>
<p>A história foi inspirada no conto de Cornell Woolrich, <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/3gOzANh" target="_blank" rel="noopener noreferrer">It had to be murder</a></span>, de 1942. Nascido em Nova York em 1903, Woolrich se dedicou especialmente à ficção policial, tendo seu trabalho comparado com o de Dashiell Hammett e Raymond Chandler. Além de Hitchcock, o cineasta francês François Truffaut também adaptou sua obra para as telas do cinema. Woolrich morreu com 64 anos após um período de confinamento e doença. Era alcoólatra e extremamente solitário.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Cenário exclusivo</h3>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-large" src="https://i.chzbgr.com/full/8278772992/hB0C3D309/rear-window-timelapse" width="400" height="150" /></p>
<p>O cenário do filme foi todo construído nos estúdios Paramount, na Avenida Melrose, em Hollywood. Foram necessários 50 trabalhadores e 1 mês e meio para o lugar ficar pronto para a filmagem. No total, foram erguidos 31 apartamentos com 12 deles completamente mobiliados. Havia ainda um elaborado sistema de iluminação que refletia as diferentes fases do dia, e em alguns momentos esquentava a tal ponto que chegava a afetar os atores.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>O figurino de Grace Kelly</h3>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-40178" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2020/09/head.jpg" alt="" width="500" height="300" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2020/09/head.jpg 500w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2020/09/head-300x180.jpg 300w" sizes="(max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p>A beleza de Grace Kelly nas cenas foi definitivamente realçada pelo figurino usado pela atriz. Ele foi todo criado pela lendária figurinista Edith Head, que durante a carreira ganhou 8 estatuetas do Oscar pelo trabalho em filmes como A princesa e o plebeu, A malvada, Sabrina e Sansão e Dalila.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Everybody loves Grace</h3>
<p><iframe loading="lazy" class="giphy-embed" src="https://giphy.com/embed/171vyHYxqTPNe" width="480" height="352" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Ainda sobre Grace Kelly, seu carisma e personalidade conquistaram a equipe de filmagem. Segundo James Stewart, a atriz era atenciosa e gentil com todos, e atraía a atenção de quem fosse quando chegava no set de gravação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Fones de ouvido</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-40179" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2020/09/Rear2.jpg" alt="" width="500" height="280" srcset="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2020/09/Rear2.jpg 500w, https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2020/09/Rear2-300x168.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px" /></p>
<p>Como enviar orientações para os atores em um cenário tão amplo? Simples. Hitchcock ficava posicionado em um dos apartamentos para fazer a direção das cenas, se comunicando com o elenco através de fones de ouvido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>O favorito</h3>
<p><iframe loading="lazy" class="giphy-embed" src="https://giphy.com/embed/rRnXSe33OCcak" width="480" height="240" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Um dos grandes símbolos da Era de Ouro de Hollywood, James Stewart atuou em quatro filmes de Alfred Hitchcock: Festim Diabólico, Janela Indiscreta, Um Corpo que Cai e O Homem que Sabia Demais. Janela Indiscreta, segundo o ator, foi a sua participação favorita.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Casal da vida real</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large" src="https://www.vanityfair.fr/uploads/images/thumbs/201343/par133839_jpg_5109_north_655x463_transparent.jpg" width="655" height="463" /></p>
<p>A inspiração para o casal de Janela Indiscreta teria vindo de um casal da vida real, o fotógrafo Robert Capa e a atriz Ingrid Bergman. Os dois tiveram um breve relacionamento em 1945, se separando no ano seguinte. No filme,  o fotógrafo L.B. &#8216;Jeff&#8217; Jefferies é inspirado em Capra, que morreu em 1954, com apenas 40 anos, após pisar em uma mina terrestre na Indochina.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>DICA DE LEITURA</h4>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/Janela-indiscreta-Cornell-Woolrich/dp/8535913084/ref=as_li_ss_il?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;dchild=1&amp;keywords=janela+indiscreta&amp;qid=1598969014&amp;sr=8-2&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=645da673aaca038fca7ba53c64d2ad45&amp;language=pt_BR" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8535913084&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20&amp;language=pt_BR" border="0" /></a><img loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8535913084" alt="" width="1" height="1" border="0" /></p>
<p><strong>Título</strong>: Janela indiscreta<br />
<strong>Autor</strong>: Cornell Woolrich<br />
<strong>Tradução</strong>: Rubens Figueiredo<br />
<strong>Páginas</strong>: 208<br />
<strong>Editora</strong>: Companhia das Letras<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/3bigjCM" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro</a></span></p>
<p>SINOPSE &#8211; Autor de clássicos do gênero policial como A noiva estava de preto e A dama fantasma, Cornell Woolrich talvez não tenha escrito nada que se iguale em carga de tensão às cinco histórias breves reunidas neste volume. Em &#8220;Janela indiscreta&#8221;, um homem com a perna quebrada passa o tempo observando os prédios em volta do seu e desconfia, sem prova concreta, de que o vizinho da frente é um assassino. O livro traz também as geniais &#8220;Post-mortem&#8221;, &#8220;Três horas&#8221;, &#8220;Homicídio trocado&#8221; e &#8220;Impulso&#8221;. Num movimento contrário ao da maioria das narrativas policiais, aqui não há crimes manifestos a serem desvendados nem detetives que correm atrás de pistas reveladoras: a trama, em vez de caminhar para uma solução, parece se complicar a cada cena. O crime é potencial, e o leitor tem a impressão de que algo terrível está prestes a acontecer. Com descrições extremamente visuais e uma voz narrativa carregada de humor negro refinado, Woolrich desenha com maestria o destino de seus protagonistas &#8211; vítimas, assassinos, testemunhas -, que parecem arrastar-se a cada minuto para dentro de uma espiral eletrizante.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2020/09/01/janela-indiscreta-7-curiosidades-sobre-o-classico-de-hitchcock/">JANELA INDISCRETA | 7 curiosidades sobre o clássico de Hitchcock</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O romance policial é um paciente com câncer</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2015/02/09/o-romance-policial-e-um-paciente-com-cancer/</link>
					<comments>https://literaturapolicial.com/2015/02/09/o-romance-policial-e-um-paciente-com-cancer/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mateus Baldi]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Feb 2015 14:31:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[Cornell Woolrich]]></category>
		<category><![CDATA[Dennis Lehane]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando de Abreu Barreto]]></category>
		<category><![CDATA[mateus baldi]]></category>
		<category><![CDATA[Patricia Highsmith]]></category>
		<category><![CDATA[Patricia Melo]]></category>
		<category><![CDATA[Rubem Fonseca]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://literaturapolicial.com/?p=3997</guid>

					<description><![CDATA[<p>Ano passado, pouco antes de uma mesa-redonda com o filho do Simenon, Tony Bellotto e Raphael Montes, li um artigo que declarava a morte da literatura policial. Aquelas páginas vermelhas que, desde o século XIX, tinham matado tanta gente estavam definitivamente sepultadas. E sem direito a velório. Na tal mesa-redonda, levantei a questão e quase...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/02/09/o-romance-policial-e-um-paciente-com-cancer/">O romance policial é um paciente com câncer</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-4004 size-full" style="border:1px solid #000000;margin-top:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/02/screenhunter_286-feb-08-23-31.jpg" alt="ScreenHunter_286 Feb. 08 23.31" width="636" height="398" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Ano passado, pouco antes de uma mesa-redonda com o filho do Simenon, Tony Bellotto e Raphael Montes, li um artigo que declarava a morte da literatura policial. Aquelas páginas vermelhas que, desde o século XIX, tinham matado tanta gente estavam definitivamente sepultadas. E sem direito a velório.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Na tal mesa-redonda, levantei a questão e quase fui apedrejado. O romance policial era Jesus Cristo e, na minha frente, havia ressuscitado. Estava ali em todo o seu esplendor. Hoje, quase um ano depois, me peguei refletindo sobre os acontecimentos e cheguei à seguinte conclusão: o romance policial é um paciente com câncer em estágio avançadíssimo, quase terminal. Sua salvação seria um milagre. Mas há médicos tentando manter o paciente longe das garras da morte. Há médicos que pensam em tirar aquela alimentação ruim, à base de qualquer-nutriente-tá-bom. Há gente que deseja trazer à vida plena o gênero literário mais cultuado de todos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">A alimentação ruim, obviamente, são os leitores. Nos últimos anos qualquer coisa vai bem para eles. Qualquer número #1 do NYT vai bem. Dane-se o protagonista ser um agente esportivo, dane-se o vilão do livro que o Scorsese vai filmar ser um camarada que deixa as pessoas enforcadas em cima de bonecos de neve que vão derretendo. Dane-se tudo isso. Fuck the logic. O importante é o page-turning frenético. Dane-se que no final a filha da puta volta para o cara que tanto a fez sofrer – e bolar um plano intrincadíssimo. A gente quer o NYT. A gente quer tudo que foi tocado por esse raio tenebroso que transformou a literatura policial numa coisa artificial, tão viva quanto alguém que está há anos em coma, respirando com aparelhos e almoçando papinha via sonda.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Faz muito tempo que eu não leio um romance policial DECENTE. Um romance policial atual, nada de Highsmith, Chandler, Hammett ou Christie. Estou falando de romance policial BOM. Daqueles que você, numa inconsequência estúpida, quer vivenciar o que os protagonistas – coitados! – vivenciam. Houve um tempo em que eu queria ter sido todos que tentaram parar o assassino do motel Bates. Houve um tempo que eu queria dar porrada, tomar uísque, levar porrada, comer meia dúzia de putas e chorar porque botei uma loirinha linda atrás das grades. No passado eu era Paulo Mendes e ziguezagueava com meu charuto pelos becos de Copacabana enquanto tentava livrar putas e travestis da cadeia. Hoje em dia eu só quero manter distância desses agentes secretos, desses assassinos nórdicos que matam de formas estapafúrdias e “desafiadoras”. Quero manter distância do policial bêbado que tem trinta romances e não é desenvolvido em nenhum deles, só resolve crimes como se fosse um episódio de CSI.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Eu quero a minha literatura policial de volta.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">E vou até o fim para tê-la.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Um conselho: procurem Rubem Fonseca, Patrícia Melo, Raphael Montes, Fernando de Abreu Barreto, Flavio Carneiro. Todos esses são autores policiais. Nenhum deles se rendeu ao clichê. Seus personagens poderiam existir em qualquer cidade. São tão palpáveis que você se pergunta se são conhecidos dos autores. Ficou incomodado (a) porque só citei brasileiros? Vamos lá: Dennis Lehane, Cornell Woolrich, Patricia Highsmith.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Agora silêncio. Estamos no corredor de hospital. Aqui. Esse quarto. Vejamos o que há na cama. Um corpo respirando com aparelhos. Vê? Os médicos retiraram a sedação.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Ouve-se um rugido ao longe e no gelo do lençol, a figura abre os olhos.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Ainda que mal, ela está viva.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><em>(Imagem: <a href="https://www.flickr.com/photos/fms-sabine/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">freemysoul</a>)</em></p>
<p style="text-align:justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1093" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/08/mateus11.png" alt="mateus1" width="600" height="133" /></p>
<p style="text-align:justify;">
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Mateus Baldi' src='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/mateus-baldi/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Mateus Baldi</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Nasceu em 1994. É escritor e roteirista. Fundou a plataforma literária Resenha de Bolso, foi editor de cultura da revista Poleiro e colaborador de literatura no site da Piauí.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://www.resenhadebolso.com.br/" target="_self" >www.resenhadebolso.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/02/09/o-romance-policial-e-um-paciente-com-cancer/">O romance policial é um paciente com câncer</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://literaturapolicial.com/2015/02/09/o-romance-policial-e-um-paciente-com-cancer/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
