JANELA INDISCRETA | 7 curiosidades sobre o clássico de Hitchcock

JANELA INDISCRETA | 7 curiosidades sobre o clássico de Hitchcock

 

Lançado em 1º de setembro de 1954 nos Estados Unidos, Janela Indiscreta é um dos filmes mais icônicos de Alfred Hitchcock. Na trama, um fotógrafo passa o tempo observando seus vizinhos no prédio em frente, após ficar em repouso em uma cadeira de rodas por quebrar a perna. Em um dos apartamentos, ele identifica o que viria a ser um provável assassinato.

O elenco principal contou com James Stewart no papel do fotógrafo L.B. ‘Jeff’ Jefferies, e Grace Kelly como sua namorada, a socialite Lisa Carol Fremont, numa das parcerias mais famosas do cinema. O filme foi indicado a quatro estatuetas do Oscar.

Confira a seguir 7 curiosidades sobre este clássico de Alfred Hitchcock.

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Adaptação de Cornell Woolrich

A história foi inspirada no conto de Cornell Woolrich, It had to be murder, de 1942. Nascido em Nova York em 1903, Woolrich se dedicou especialmente à ficção policial, tendo seu trabalho comparado com o de Dashiell Hammett e Raymond Chandler. Além de Hitchcock, o cineasta francês François Truffaut também adaptou sua obra para as telas do cinema. Woolrich morreu com 64 anos após um período de confinamento e doença. Era alcoólatra e extremamente solitário.

 

Cenário exclusivo

O cenário do filme foi todo construído nos estúdios Paramount, na Avenida Melrose, em Hollywood. Foram necessários 50 trabalhadores e 1 mês e meio para o lugar ficar pronto para a filmagem. No total, foram erguidos 31 apartamentos com 12 deles completamente mobiliados. Havia ainda um elaborado sistema de iluminação que refletia as diferentes fases do dia, e em alguns momentos esquentava a tal ponto que chegava a afetar os atores.

 

O figurino de Grace Kelly

A beleza de Grace Kelly nas cenas foi definitivamente realçada pelo figurino usado pela atriz. Ele foi todo criado pela lendária figurinista Edith Head, que durante a carreira ganhou 8 estatuetas do Oscar pelo trabalho em filmes como A princesa e o plebeu, A malvada, Sabrina e Sansão e Dalila.

 

Everybody loves Grace

Ainda sobre Grace Kelly, seu carisma e personalidade conquistaram a equipe de filmagem. Segundo James Stewart, a atriz era atenciosa e gentil com todos, e atraía a atenção de quem fosse quando chegava no set de gravação.

 

Fones de ouvido

Como enviar orientações para os atores em um cenário tão amplo? Simples. Hitchcock ficava posicionado em um dos apartamentos para fazer a direção das cenas, se comunicando com o elenco através de fones de ouvido.

 

O favorito

Um dos grandes símbolos da Era de Ouro de Hollywood, James Stewart atuou em quatro filmes de Alfred Hitchcock: Festim Diabólico, Janela Indiscreta, Um Corpo que Cai e O Homem que Sabia Demais. Janela Indiscreta, segundo o ator, foi a sua participação favorita.

 

Casal da vida real

A inspiração para o casal de Janela Indiscreta teria vindo de um casal da vida real, o fotógrafo Robert Capa e a atriz Ingrid Bergman. Os dois tiveram um breve relacionamento em 1945, se separando no ano seguinte. No filme,  o fotógrafo L.B. ‘Jeff’ Jefferies é inspirado em Capra, que morreu em 1954, com apenas 40 anos, após pisar em uma mina terrestre na Indochina.

 

DICA DE LEITURA

Título: Janela indiscreta
Autor: Cornell Woolrich
Tradução: Rubens Figueiredo
Páginas: 208
Editora: Companhia das Letras
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SINOPSE – Autor de clássicos do gênero policial como A noiva estava de preto e A dama fantasma, Cornell Woolrich talvez não tenha escrito nada que se iguale em carga de tensão às cinco histórias breves reunidas neste volume. Em “Janela indiscreta”, um homem com a perna quebrada passa o tempo observando os prédios em volta do seu e desconfia, sem prova concreta, de que o vizinho da frente é um assassino. O livro traz também as geniais “Post-mortem”, “Três horas”, “Homicídio trocado” e “Impulso”. Num movimento contrário ao da maioria das narrativas policiais, aqui não há crimes manifestos a serem desvendados nem detetives que correm atrás de pistas reveladoras: a trama, em vez de caminhar para uma solução, parece se complicar a cada cena. O crime é potencial, e o leitor tem a impressão de que algo terrível está prestes a acontecer. Com descrições extremamente visuais e uma voz narrativa carregada de humor negro refinado, Woolrich desenha com maestria o destino de seus protagonistas – vítimas, assassinos, testemunhas -, que parecem arrastar-se a cada minuto para dentro de uma espiral eletrizante.