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	<title>Arquivos DC Comics -</title>
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		<title>A volta de Gotham City Contra o Crime</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Literatura Policial]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Dec 2015 13:57:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[quadrinhos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Thiago Augusto Corrêa &#8211; Diante de um universo populoso de super-heróis da DC Comics, parece improvável a possibilidade de um cotidiano comum quando tais superseres atuam ativamente como vigilantes em diversas cidades e participam, em escala global, de crises interplanetárias. Durante os 75 anos da editora, bem como da Marvel Comics, sua concorrente direta,...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Thiago Augusto Corrêa</em> &#8211; Diante de um universo populoso de super-heróis da DC Comics, parece improvável a possibilidade de um cotidiano comum quando tais superseres atuam ativamente como vigilantes em diversas cidades e participam, em escala global, de crises interplanetárias. Durante os 75 anos da editora, bem como da Marvel Comics, sua concorrente direta, algumas narrativas como Marvels, Reino do Amanhã e Watchmen &#8211; analisada em nossa primeira coluna &#8211; estabeleceram um relato mais realista que refletia sobre a convivência entre heróis e humanos mundanos na delicada relação entre poder e autoridade diante destes deuses.</p>
<p>Com base nesta vertente, os roteiristas Greg Rucca e Ed Brubaker lançaram em 2003 uma nova visão sobre Gotham City dando destaque a um grupo que sempre pareceu apenas um apoio contra o crime na cidade corrupta e violenta do Homem-Morcego, narrativa que contraria a adoração heroica comum aos títulos do estúdio e enfoca um grupo de policiais da cidade. Gotham: DPGC, outrora lançado no país como <em>Gotham City Contra o Crime</em>, retorna ao mercado em edição de luxo, apresentando um grupo de homens anônimos que, como Batman, dedicam sua vida pelo bem da cidade. O primeiro volume relançado pela Panini Comics apresenta os dez primeiros números da série composta por quarenta edições, quando a revista foi encerrada.</p>
<p>Concentrando-se na Unidade de Crimes Hediondos da cidade, Rucca e Brubaker trabalham simultaneamente nos roteiros, divididos entre si conforme cada turno da polícia, uma maneira escolhida para que cada roteirista trabalhasse com um grupo específico de personagens. Utilizando alguns conhecidos do público e outras criações inéditas, a trama revela uma faceta investigativa equilibrada entre as investigações, tanto de casos cotidianos como de crimes cometidos pelos vilões da galeria do Morcego, sinalizando o lado psicológico de cada um de seus integrantes.</p><div id="liter-84325280" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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<p>Na época de seu lançamento, o conhecido Comissário Gordon estava aposentado após um atentado contra sua vida. Sem o detetive que tem a relação mais sólida com o Cavaleiro das Trevas, a personagem de Batman é tratada com um limítrofe entre a lei e a criminalidade. Um homem utilizado somente em casos de extrema urgência. Oficialmente, a polícia nega a existência do herói, motivo pelo qual a equipe é proibida de ativar o famoso Bat Sinal, atividade exercida por uma personagem fora do esquadrão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-10596 size-large" style="border: 1px solid #c0c0c0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/12/gotham-gpgc.jpg?w=700" alt="Gotham GPGC" width="700" height="495"></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A trama evidencia o dia a dia dos policiais e o público compartilha com as personagens a mítica do Morcego. Suas aparições são rápidas, destacadas em pequenos quadros e pautadas em medo e dúvida vigentes. Dentro da polícia, a presença de um herói é vista como justificativa para a clara ineficiência do sistema, um atrito que provoca conflito interno na corporação. Desenvolvendo o drama interno de cada personagem, policiais com famílias vivendo o medo diário de morrer em serviço, observamos como a presença de um vigilante acima da lei modifica uma cidade, ampliando o conceito de que a presença de um herói gera também o nascimento de novos vilões tentando derrotá-lo e, no meio destas batalhas, a população e seus personagens anônimos sofrem pela destruição e morte causadas.</p>
<p>Grandes vilões como Senhor Frio e Coringa aparecem em cena como transgressões sem diferir em nada de bandidos normais, causando mortes e traumas aos investigadores de Gotham &#8211; os mesmos que além do medo natural reconhecem que diante de homens insanos, e de uma cidade onde o crime é vertente constante, o serviço se torna ainda mais árduo. Em paralelo, a relação entre os policiais, os conflitos internos e a inerente corrupção se tornam ainda mais elementos para demonstrar a virtude das personagens, efeito que transforma seres ordinários em heróis cotidianos.</p>
<p>Os autores, que têm no currículo outras obras de vertente policial, evitam a visão tradicional do herói para trazer uma narrativa bem composta que não necessita de nenhuma leitura prévia do universo da editora para mínima compreensão.</p>
<p>O prefácio desta nova edição é assinado por Lawrence Block, um escritor policial que sempre explora com qualidade o espaço urbano em suas histórias. No texto, o autor compara a Gotham fictícia como representação ideal de Nova York, com sua evolução urbana e brutalidade nas ruas. <a href="http://www.vortexcultural.com.br/" target="_blank">Uma sincronia entre a realidade e a ficção</a>, o imaginário dos heróis e outros papéis que lutam a favor da manutenção da sociedade e de suas leis.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-7716" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/07/thiago.png" alt="thiago" width="577" height="133"></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/admin_literatura/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Literatura Policial</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Ana Paula Laux é jornalista e trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book “Os Maiores Detetives do Mundo” (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://literaturapolicial.com/" target="_self" >literaturapolicial.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/12/18/gotham-city-contra-o-crime/">A volta de Gotham City Contra o Crime</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Vertigo Crime: quadrinhos com detetives</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Literatura Policial]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2015 17:45:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[quadrinhos]]></category>
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<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/08/17/vertigo-crime-quadrinhos-com-detetives/">Vertigo Crime: quadrinhos com detetives</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-8242 size-full" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/08/vertigo-45.jpg" alt="VERTIGO-45" width="700" height="459" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;"><span style="color:#000000;"><strong>VERTIGO CRIME</strong> &#8211; Criada em 1993 como uma alternativa aos quadrinhos mensais, a linha Vertigo da DC Comics se tornou um importante selo no cenário de quadrinhos, publicando, desde sua fundação, obras com maior liberdade artística voltadas para o público adulto, e que se transformaram em sucesso de público e crítica. Como exemplo, temos a segunda fase de O Monstro do Pântano, Sandman, Preacher, Hellblazer entre outros lançamentos recentes, como Y – O Último Homem, Punk Rock Jesus e Fábulas. O selo foi criado em uma época que os desenhistas eram destaque, com muitas obras sobrepondo a imagem à narrativa. Além de proporcionar maior liberdade para seu criadores, a Vertigo trouxe as tramas como princípio e proporcionou destaque para roteiristas fora dos EUA: grandes nomes contemporâneos, como Alan Moore, Grant Morrison, Neil Gaiman e Garth Ennis, agradaram a leitores e a</span> <span style="color:#0000ff;"><a style="color:#0000ff;" href="http://www.vortexcultural.com.br/" target="_blank" rel="noopener">crítica de quadrinhos</a></span>.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-8244 size-large" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:30px;margin-bottom:30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/08/v1.jpg?w=639" alt="v1" width="639" height="977" /><span style="color:#000000;">Nestes 22 anos da editora, uma qualitativa lista de séries foi publicada, configurando uma visão profunda e realista de narrativas e promovendo quadrinhos adultos para leitores maduros. Em universos violentos e densos, a veia policial sempre caminhou em conjunto com muitas destas histórias. O sucesso natural do selo gerou expansões mercadológicas pontuando edições especiais lançadas em um único número, versões de personagens antigos com uma nova roupagem, entre outras vertentes. No Brasil, grande parte dos lançamentos da linha é publicada pela Panini Comics, detentora dos direitos da DC Comics no país. A Editora tem lançado duas frontes da Vertigo, visando lançamentos atuais e finalizando grandes séries que outras editoras anteriores deixaram para trás, como Fábulas e Preacher. Como os lançamentos são diversos, nem tudo pode ser lançado pela editora, e outros pequenos projetos são comprados por outras empresas. Dentre um dos lançamentos, uma série dedicada exclusivamente à narrativa policial surgiu em 2008.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;color:#000000;">Sob o nome de Vertigo Crime, as edições reuniam renomados desenhistas e roteiristas para produzir narrativas policiais em histórias fechadas de aproximadamente 150 páginas. O formato se diferenciava dos quadrinhos tradicionais, homenageando a produção da literatura noir americana e as histórias lançadas em revistas pulp de qualidade, econômicas e com violência exacerbada. Um formato que anteriormente foi utilizado para baratear os custos e hoje é impresso como representação de como se lia a literatura policial na época.</span></p><div id="liter-84325280" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;color:#000000;">As edições são em formato de bolso, feitas inteiramente em branco e preto. Embora lançadas em 2008, a primeira edição saiu no país somente em 2011, ainda pela Panini, em um especial envolvendo John Constantine. A edição marca a estreia do selo e tem o escritor Ian Rankin dando voz a esta aventura. O popular escritor coloca sua narrativa a favor deste grande personagem em Hellblazer – Passagens Sombrias. No mesmo ano, Brian Azarello, que já trabalhara com a vertente policial em seu elogiado 100 Balas, lança com traços de Victor Santos a história Rica Indecente, uma das seis narrativas publicadas no país em 2012 pela New Pop. Seis das treze edições do selo foram lançadas na ocasião. Além da trama de Azarello, A Cidade da Neblina, de Anderser Gabrych (Batman: Jogos de Guerra) e Brad Rader; Calafrio, de Jason Starr (Wolverine MAX) e Mick Bertilorenzi; Morte no Bronx, de Peter Milligan (Hellblazer) e James Romberger; Area 10, de Christos N. Gage (Stormwatch) e Chris Samnee; e O Executor, de Jon Evans e Andrea Mutti.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-8245 size-full" style="margin-top:0;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/08/vertigo2.png" alt="vertigo2" width="325" height="260" /></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;color:#000000;">A composição em preto e branco também projeta a ambientação do cinema noir americano, demonstrando um desafio para seus autores em compor uma história sem a ausência de cores. Nestas tramas, não faltam as típicas personagens do gênero, como detetives, mulheres fatais e homens de caráter dúbio. São edições moldadas com o melhor da tradição policial em uma explícita homenagem. O grande atrativo é a brevidade de uma história fechada que possibilite a leitura integral sem as amarras de uma cronologia, como outras narrativas da Vertigo, que se estendem em arcos e muitas edições.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.15em;"><span style="color:#000000;">Mesmo incompletas no país, as sete edições lançadas contemplam diferentes estilos de narrativa policial, com boas histórias de renomados artistas do universo de quadrinhos. Uma boa composição unindo talentos da HQ, referências literárias clássicas e o cinema noir. Tudo com uma linguagem apropriada para atrair os leitores do gênero.</span><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;"><em>(Imagens: divulgação, <a href="http://hotsitepanini.com.br/vertigo/series/preacher/" target="_blank" rel="noopener">Panini Comics</a>)</em></p>
<p><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Thiago Augusto Corrêa</strong> é formado em Letras pela Universidade Estadual Paulista &#8220;Júlio de Mesquita Filho&#8221;, na cidade de Araraquara. Leitor por paixão e profissão, co-criador de findados coletivos literários virtuais em parceria com diversos amigos escritores. Desde 2012 é editor e crítico do site <span style="color:#0000ff;"><a style="color:#0000ff;" href="http://www.vortexcultural.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Vortex Cultural</a></span>.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/admin_literatura/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Literatura Policial</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Ana Paula Laux é jornalista e trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book “Os Maiores Detetives do Mundo” (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://literaturapolicial.com/" target="_self" >literaturapolicial.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/08/17/vertigo-crime-quadrinhos-com-detetives/">Vertigo Crime: quadrinhos com detetives</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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