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	<title>Arquivos editora globo -</title>
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	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
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	<title>Arquivos editora globo -</title>
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		<title>Confissões de um crime em “O Livro das Evidências”, de John Banville</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2018/08/06/confissoes-de-um-crime-em-o-livro-das-evidencias-de-john-banville/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Padrini]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Aug 2018 13:38:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[biblioteca azul]]></category>
		<category><![CDATA[editora globo]]></category>
		<category><![CDATA[john banville]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Rodrigo Padrini &#8211; As experiências subjetivas de um crime sempre atraem grande curiosidade. É comum nos interessarmos pelos motivos que levaram alguém a cometer um assassinato, por exemplo. Além disso, é ainda mais convidativo, conhecer as sensações e as emoções que emergem no indivíduo criminoso no momento do crime, em uma tentativa de se...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Rodrigo Padrini</em> &#8211; As experiências subjetivas de um crime sempre atraem grande curiosidade. É comum nos interessarmos pelos motivos que levaram alguém a cometer um assassinato, por exemplo. Além disso, é ainda mais convidativo, conhecer as sensações e as emoções que emergem no indivíduo criminoso no momento do crime, em uma tentativa de se colocar na pele do assassino, no que considero uma busca por explicações de tamanhas monstruosidades ou banalidades.</p>
<p>Entretanto, alguns crimes são, relativamente, inexplicáveis ou, pelo menos, não são passíveis de grandes interpretações, apresentando até algum grau de futilidade e simplicidade. Todavia, isso não significa que a experiência psicológica do criminoso, da vítima e de todos os envolvidos seja insignificante. Esse é o caso do crime narrado por Frederick Montgomery em “O Livro das Evidências”, lançado originalmente em 1989, pelo autor irlandês John Banville.</p>
<p>Banville é um escritor contemporâneo que acumula alguns prêmios, inclusive por este livro, publicado agora no Brasil pela Globo Livros, sob o selo Biblioteca Azul, em abril de 2018.</p><div id="liter-2416059217" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p>Frederick, ora chamado por “Freddie”, é um daqueles adultos imaturos que parecem viver em uma realidade fantasiosa, até que um comportamento com consequências concretas – um crime, por exemplo – destrua a sua vida, mas ao mesmo tempo o traga à realidade, fazendo-o assumir responsabilidades antes desconhecidas. É como consigo interpretar a experiência de Frederick em sua confissão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Como diz a sinopse, após tentar recuperar algumas obras de arte vendidas por sua mãe a um colecionador da região, na tentativa de sanar dívidas e voltar a viver a sua vida afortunada, Frederick se depara com um obstáculo e comete um homicídio aparentemente simples, como uma forma de se livrar daquilo que o impedia de prosseguir com o roubo. É em torno desse crime que a narrativa está centrada.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Talvez eu indique vários pontos negativos, porque o livro me decepcionou e não atendeu nem de longe as minhas expectativas. Por isso, vamos às críticas.</p>
<p>“O Livro das Evidências” é narrado em primeira pessoa e, apesar de cumprir o que se propõe – trazer notas de uma confissão escritas pelo autor do crime, como um relato de tudo que se passou –, decepciona pela falta de elementos que surpreendam ou cativem o leitor. Afinal, a partir do momento em que tomamos conhecimento do crime – que não é nada demais –, nada mais acontece.</p>
<p>“O que há de peculiarmente horrível nisso tudo não é o prospecto de ser arrastado perante os tribunais e ser metido na prisão por um crime o qual nem tenho certeza de ter cometido, mas o simples, o terrível fato de ter sido descoberto. É isso o que me faz suar, o que enche a minha boca de cinzas e o meu coração de vergonha”</p>
<p>A narrativa em torno de detalhes da experiência subjetiva do criminoso não chega a um grau de profundidade ou novidade que justifique seu extenso relato. Claro, existem bons trechos. No entanto, o que poderia ser ótimo, é regular. “Crime e castigo” seria um bom exemplo da belíssima utilização de um crime banal e do relato subjetivo do pós-crime. No caso aqui, são obviedades que, em alguns momentos, parecem que vão engrenar, mas não engrenam. Detalhes demais, enredo de menos.</p>
<p>O assassinato em si é trivial e não tem muita conexão com todo o contexto psicológico e social que é criado pelo autor. As cenas são bem narradas, mas alguns aspectos ficam perdidos no tempo, assim como alguns personagens que, apesar de bem caracterizados, não saem disso. Parece que toda uma história será montada, mas não é.</p>
<p>A confusão temporal e espacial é um ponto que marcou a minha leitura, algo causado talvez pela mistura de carta-confissão-presente-passado com diálogos misturados no interior dos parágrafos, sem distinção do emissor. Para quem já leu Raduan Nassar, por exemplo, seria algo do tipo, só que ruim, ao invés de excelente, como ocorre no caso do autor brasileiro, na minha opinião.</p>
<p>Por fim, fiquei esperando em grande parte da leitura o surgimento daquele elemento que iria me surpreender e fazer de toda aquela contextualização algo justificada. Não aconteceu. Apesar de trazer bons personagens, descrições cruas do crime e boas passagens, o “Livro das Evidências” me chegou como um grande esboço de algo que poderia ser, mas não foi.</p>
<p><em>* Livro enviado em parceria com a Editora Globo.</em></p>
<p><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-29870" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2018/08/star2.png" alt="" width="54" height="22"></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8525060070/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8525060070&amp;linkCode=as2&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=873bcee092469a8b995c5e1a2ab1ce58" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" class="alignleft" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;MarketPlace=BR&amp;ASIN=8525060070&amp;ServiceVersion=20070822&amp;ID=AsinImage&amp;WS=1&amp;Format=_SL250_&amp;tag=literaturapol-20" border="0"></a><strong><img decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="//ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=am2&amp;o=33&amp;a=8525060070" alt="" width="1" height="1" border="0">Título</strong>: O Livro das Evidências<br />
<strong>Autor</strong>: John Banville<br />
<strong>Tradução</strong>: Fábio Bonillo<br />
<strong>Editora</strong>: Biblioteca Azul / Editora Globo<br />
<strong>Páginas</strong>: 240<br />
<a href="https://www.skoob.com.br/o-livro-das-evidencias-39201ed776135.html">Este livro no Skoob</a></p>
<p><strong>SINOPSE</strong>&nbsp;&#8211; Frederick Charles St. John Vanderveld Montgomery, mais conhecido como Freddie Montgomery, é um exemplo de bon-vivant. Após abandonar o emprego de cientista, decide morar com a esposa, Daphne, e o filho em uma ilha do Mediterrâneo, bebendo gim e aproveitando os prazeres da vida às custas do dinheiro da família. Quando a herança deixada pelo pai acaba, Freddie resolve pegar um empréstimo para manter seu alto padrão de vida, mas termina envolvendo-se com pessoas de má índole. Para sanar essa dívida, Freddie decide então abandonar a família e voltar para sua terra natal, a Irlanda, em busca do que restou do espólio de seu pai. Só não contava que sua mãe, Dolly, havia usado o restante dos bens deixados como herança para investir no nem tão promissor comércio de pôneis. Desesperado, Freddie decide então recuperar as obras de arte que sua mãe vendeu para um conhecido colecionador da região e, nessa tentativa frustrada, comete um assassinato. Narrado a partir dos relatos de Freddie Montgomery na prisão, O livro das evidências é um típico romance do irlandês John Banville, vencedor do aclamado Man Booker Prize. Com uma escrita ácida repleta de ironias, Banville brinda os leitores com mais uma obra-prima da literatura contemporânea.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rodrigo Padrini' src='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/rodrigopadrini/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rodrigo Padrini</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Psicólogo, mestre e doutorando em Psicologia. Atua no sistema prisional. É músico e leitor assíduo de romances policiais, com aquele lugar especial no coração para Georges Simenon e Raymond Chandler.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://maisumaopiniao.com.br/" target="_self" >maisumaopiniao.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2018/08/06/confissoes-de-um-crime-em-o-livro-das-evidencias-de-john-banville/">Confissões de um crime em “O Livro das Evidências”, de John Banville</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Livro das Mil e Uma Noites – Volume 2</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Literatura Policial]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Apr 2018 12:29:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[literatura fantástica]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[biblioteca azul]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Eder Alex &#8211; Nem só de Aladim e Ali Babá vivem as histórias contadas por Sherazade. O universo contido nas narrativas que compõem o livro das Mil e Uma Noites é bem mais amplo do que aquele que nos acostumamos a ver na cultura pop. Tal como ocorreu com os contos de fadas, que...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Eder Alex</em> &#8211; Nem só de Aladim e Ali Babá vivem as histórias contadas por Sherazade. O universo contido nas narrativas que compõem o livro das Mil e Uma Noites é bem mais amplo do que aquele que nos acostumamos a ver na cultura pop.</p>
<p>Tal como ocorreu com os contos de fadas, que nasceram de uma ampla garimpagem de histórias da tradição oral que foi sendo repassada de geração para geração (posteriormente coletadas, adaptadas e popularizadas por nomes como Charles Perreault, Hans Christian Andersen e Irmãos Grimm), os contos deste clássico da literatura não possuem um autor definido.</p>
<p style="padding-left: 160px;">[su_quote]Esta volumosa reunião de histórias explora o folclore árabe, persa, indiano, entre outros, de modo que até hoje não é possível nem mesmo definir com exatidão exatamente quando eles foram escritos e quais são os textos que de fato fazem parte da obra.[/su_quote]</p><div id="liter-2416059217" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p>Todo esse preâmbulo aí dizendo o quanto a coisa toda foi meio complicada é só para disfarçar e poder dizer que quando comecei a ler esse segundo volume fiquei meio preocupado, pois ali no início aquilo tudo não estava fazendo o menor sentido para mim. Passei pela fase da releitura, depois para a da aceitação de que ok, sou meio burro mesmo, até que, por fim, cheguei em alguns trechos de pura iluminação e eles nem faziam parte da história, mas sim das notas do tradutor, o brilhante Mamede Mustafa Jarouche. Explico: o próprio tradutor do livro avisa, em diversos momentos, que aquela história ali ou aquele poema não está fazendo muito sentido, não só pela dificuldade de verter certas expressões do árabe para o português, mas também pela própria origem do material original que é meio precária, fragmentada, incerta etc.</p>
<p><center><iframe loading="lazy" style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=qf_sp_asin_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8525065056&amp;asins=8525065056&amp;linkId=bd2af10a8384c1deb8b6df27069cf027&amp;show_border=false&amp;link_opens_in_new_window=true&amp;price_color=333333&amp;title_color=0066c0&amp;bg_color=ffffff" width="300" height="150" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></center></p>
<p>A boa notícia é que conforme as histórias avançam, a coisa toda vai ficando mais inteligível e divertida. Em geral, as narrativas são sobre amores proibidos e tretas familiares. Há alguns elementos fantásticos, incluindo uma trama envolvendo um universo aquático que creio ter sido a que inspirou o conto A Pequena Sereia, escrita pelo supracitado Hans Christian Andersen dez séculos depois. Boa parte das tramas se movimenta a partir de jovens apaixonados fazendo cagadas e se envolvendo em inúmeras intrigas palacianas.</p>
<p>Há até uma pegada meio Cinquenta Tons de Mil e Uma Noites em alguns momentos, com trechos que poderiam muito bem figurar num Cine Privê literário: “pegou-a pelas pernas e ergueu-as até a sua cintura, enquanto ela lhe enlaçava o pescoço com as mãos e o recebia com beijos intensos e lascivos. Imediatamente ele rasgou pela cintura as roupas que ela trajava e a deflorou”. Tudo isso ocorre uns 30 segundos depois de o casal se conhecer, o que mostra que o pessoal do século IX era bem moderninho. E eles eram meio engraçados também, pois, após ser flagrada cometendo este delito (ela nem poderia chegar perto do rapaz), a jovem tenta minimizar a situação dizendo: “Foram três estocadas e nada mais”.</p>
<p>Outro aspecto engraçado e involuntário é a inserção de poesias a todo momento no meio da narrativa. Os poemas em si não são engraçados, na verdade são até meio herméticos, mas é que eles aparecem em situações muito inusitadas, como quando um mensageiro vem avisar ao príncipe que ele precisa sair dali rápido senão será esquartejada pela guarda real e, em vez de vazar imediatamente, ele recita um poeminha enquanto a galera espera. Isso também ocorre no meio de bate-boca de casal, espancamentos etc.</p>
<p>No entanto, alguns elementos não são engraçados e nem tão modernos assim e evidenciam que estamos diante de uma obra que é um fruto de seu tempo, como por exemplo a forma como as personagens femininas são retratadas. Mesmo que Sherazade represente a mulher inteligente que engana um homem todas as noites, salvando assim muita gente, ainda temos histórias contadas supostamente pelo ponto de vista feminino em que as mulheres são meros adereços, que pouco contribuem para a composição do enredo. Boa parte das personagens é escrava ou tratada como tal e servem apenas como objeto de desejo de homens ambiciosos ou apaixonados. Não que isso seja um problema do livro, pois trata-se não apenas do reflexo de um tipo de pensamento, mas também de reprodução de um comportamento comum à época.</p>
<p>É interessante perceber a recorrência de situações em que uma mulher se fantasia de homem para enfim poder fazer parte da história, pois aparentemente esta é única forma de ela ser vista sem ser como um objeto sexual. Essa troca de roupas (e, por conseguinte, de gênero) ocorre algumas vezes e me fez pensar que talvez Guimarães Rosa tenha dado uma boa lida nessas narrativas antes de escrever “Grande Sertão: Veredas”.</p>
<p>O estilo da prosa também é bastante marcante, pois destoa consideravelmente daquilo que acostumados a ler na literatura mais recente. Os personagens estão sempre num tom acima daquilo que suporíamos ser o normal, tipo novela mexicana, então eles sofrem de uma maneira não muito discreta, como por exemplo: “Ao ouvir tais palavras da esposa, o vizir caiu sem forças, estapeou-se nas faces até sangrar pelo nariz, pôs a mão na barba e a arrancou, retirando tufos com os dedos”. Intenso, né? E nem morreu ninguém, foi só porque o filho pegou uma guria que não deveria.</p>
<p>O livro também é repleto de violência gratuita no melhor estilo Tarantino. Se algum playboy mimado recebe, em seu palácio, uma notícia que não gostaria, ele trata de meter uma espada no pescoço do coitado do mensageiro. Inclusive creio que este seja o livro com o maior número de pessoas decapitadas por metro quadrado de página, pois são centenas. Fora isso é bastante comum o leitor se deparar com trechos como “O vizir caiu de cabeça, e o rapaz começou a lhe desferir coices e pontapés no pescoço até deixá-lo atordoado”. No pescoço (?!), meu Deus.</p>
<p>Enfim, o livro das Mil e Uma Noites é curioso não só pela façanha de ir encadeando diversas histórias fantásticas num ritmo meio frenético, mas também pelas suas esquisitices. É o tipo de leitura que pode fugir muito daquilo que nos é familiar, o que no fim das contas é fascinante.</p>
<p><em><strong>Eder Alex</strong> é formado em Letras. Professor de comunicação e literatura.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14348 size-full" style="margin-top: 20px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/09/parceria_globo.jpg" alt="" width="242" height="80" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>SOBRE O LIVRO</h3>
<p><strong><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25905 size-medium alignnone" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2018/04/livrodasmileumanoites2.jpg?w=210" alt="" width="210" height="300" /></strong></p>
<p><strong>Título</strong>: Livro das Mil e Uma Noites &#8211; Volume 2<br />
<strong>Autor</strong>: Vários autores<br />
<strong>Tradução</strong>: Mamede Mustafa Jarouche<br />
<strong>Editora</strong>: Biblioteca Azul<br />
<strong>Páginas</strong>: 400<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2SCXfGa" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro/e-book</a></span></p>
<p><em>SINOPSE</em> – Primeira tradução integral e direta do árabe para o português, o &#8220;Livro das mil e uma noites&#8221; retorna às livrarias com novo projeto gráfico, numa edição revista e atualizada pelo tradutor Mamede Mustafa Jarouche. Vencedor dos prêmios APCA, Paulo Rónai e Jabuti de melhor tradução, o &#8220;Livro das mil e uma noites&#8221; é uma obra universal que atravessou séculos fazendo parte da cultura do Oriente e do Ocidente. Mais do que um rico repertório de narrativas fantásticas, é também uma homenagem à mulher e um reconhecimento de sua inteligência. Sua heroína, a narradora Šahräzäd, é um símbolo da infinita capacidade feminina de contornar situações críticas e de salvar o mundo da ruína.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/admin_literatura/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Literatura Policial</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Ana Paula Laux é jornalista e trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book “Os Maiores Detetives do Mundo” (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://literaturapolicial.com/" target="_self" >literaturapolicial.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2018/04/19/resenha-livro-das-mil-e-uma-noites-volume-2/">Livro das Mil e Uma Noites – Volume 2</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Livro das Mil e uma Noites é uma viagem ao mundo do fantástico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Mar 2018 14:20:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[colaboração]]></category>
		<category><![CDATA[biblioteca azul]]></category>
		<category><![CDATA[editora globo]]></category>
		<category><![CDATA[featured]]></category>
		<category><![CDATA[globo livros]]></category>
		<category><![CDATA[livro das mil e uma noites]]></category>
		<category><![CDATA[Mamede Mustafa Jarouche]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Ana Paula Laux &#8211; Quem nunca ouviu falar em Sherazade, mulher sagaz e inteligente que teve a vida poupada narrando histórias fantásticas ao Rei Shariar? Clássico da literatura, o “Livro das Mil e Uma Noites” traz contos identificados a partir da segunda metade do século XIII, e voltou às livrarias em nova edição pela...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Ana Paula Laux</em> &#8211; Quem nunca ouviu falar em Sherazade, mulher sagaz e inteligente que teve a vida poupada narrando histórias fantásticas ao Rei Shariar? Clássico da literatura, o “Livro das Mil e Uma Noites” traz contos identificados a partir da segunda metade do século XIII, e voltou às livrarias em nova edição pela Biblioteca Azul (Globo Livros).</p>
<p>O livro começa com a decepção do Rei Shariar ao descobrir que sua mulher o traía com um escravo de seu palácio. Por vingança, o rei manda matar a mulher e o amante e decide ampliar a violência de seu ato: se casará com uma mulher durante o dia, passará a noite com ela e a matará na manhã seguinte. E assim se sucedeu por vários e vários anos. Até que, num belo dia, Sherazade se colocou em seu caminho.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><center><iframe loading="lazy" style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=qf_sp_asin_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8525065048&amp;asins=8525065048&amp;linkId=c14eb1b21a4c5974caec1914cc6f3367&amp;show_border=false&amp;link_opens_in_new_window=true&amp;price_color=333333&amp;title_color=0066c0&amp;bg_color=ffffff" width="300" height="150" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></center>&nbsp;</p>
<p>Filha do vizir, ela praticamente implora para que seu pai a ofereça ao rei em casamento. Contrariado, o conselheiro do rei resiste até não poder mais, certo de que a filha terá o mesmo destino fatal das outras esposas, ou seja, será degolada após a noite de núpcias. Mas, aparentemente, o vizir não contava com a astúcia da própria filha, que bola um plano mirabolante para escapar da alma vingativa do soberano.</p><div id="liter-2416059217" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p>Sherazade passa a contar histórias fantásticas noite após noite para o rei, sempre as interrompendo no momento em que vai revelar algo importante e surpreendente (mas é claro que ela não conta o que é). Assim deixa-o profundamente curioso dizendo que só vai terminar a história na noite seguinte, fazendo com que o rei poupe sua vida por mais um dia. E ela segue vivendo por conta da imaginação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4 style="padding-left: 120px;">“na próxima noite, se eu viver e o rei me preservar&#8230; vou lhes contar a continuação, que é mais admirável e espantosa”.</h4>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como é uma coletânea de histórias populares, há temas e personagens variados, como gênios, <em>ifrits</em> (espécie de demônio), mágicas, bruxas, maldições, animais e cidades encantadas, gente se transformando em bicho, bicho se transformando em gente e por aí vai. Chama a atenção a violência naturalizada contra a mulher desde sempre, presente em vários momentos como ferramenta de punição ou controle. Algumas expressões também são curiosas, como quando uma ideia ou vontade deve ser reforçada, aquilo torna-se algo “absolutamente imperioso”.</p>
<p>É um livro para ler com calma, feito para saborear cada conto devagar. Esta edição é apenas o volume 1, que segue até a história número 170. Outra nota importante é que o trabalho do tradutor, Mamede Jarouche, ganhou vários prêmios literários, entre eles o Jabuti de Melhor Tradução nessa primeira versão integral do árabe para a nossa língua. Segundo dizia Jorge Luis Borges, o &#8220;Livro das Mil e uma Noites&#8221; tem o título mais lindo de toda a literatura. E as histórias são mesmo uma viagem admirável no tempo.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14348 size-full" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 30px; margin-bottom: 40px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/09/parceria_globo.jpg" alt="" width="242" height="80"><br />
<span style="font-size: 1.15em;"><br />
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<strong>Autor</strong>: Vários autores<br />
<strong>Tradução</strong>: Mamede Mustafa Jarouche<br />
<strong>Editora</strong>: Biblioteca Azul<br />
<strong>Páginas</strong>: 464<br />
<a href="https://www.skoob.com.br/livro-das-mil-e-uma-noites-volume-1-727164ed729244.html" target="_blank" rel="noopener">Este livro no Skoob</a></p>
<p><strong>SINOPSE</strong>&nbsp;–&nbsp;Primeira tradução integral e direta do árabe para o português, o &#8220;Livro das mil e uma noites&#8221; retorna às livrarias com novo projeto gráfico, numa edição revista e atualizada pelo tradutor Mamede Mustafa Jarouche. Vencedor dos prêmios APCA, Paulo Rónai e Jabuti de melhor tradução, o &#8220;Livro das mil e uma noites&#8221; é uma obra universal que atravessou séculos fazendo parte da cultura do Oriente e do Ocidente. Mais do que um rico repertório de narrativas fantásticas, é também uma homenagem à mulher e um reconhecimento de sua inteligência. Sua heroína, a narradora Šahräzäd, é um símbolo da infinita capacidade feminina de contornar situações críticas e de salvar o mundo da ruína.&nbsp;&#8220;[&#8230;] Antes da primeira noite, o leitor sabe que o rei Šähriyär foi traído por sua mulher, e que esta traição pode ceifar a vida de todas as mulheres do reino. Mas Šahräzäd decide arriscar sua própria pele a fim de salvar as outras mulheres. Então, começa a contar histórias ao rei. Em cada amanhecer o relato é interrompido num momento de suspense, à espera da próxima noite. Assim, o leitor se depara com tramas ardilosas e escabrosas, cheias de fantasia e surpresa, numa geografia mutável e exuberante como num sonho ou pesadelo. O inverossímil e o inexplicável participam dessas intrigas, que a imaginação da narradora multiplica e expande até a última noite, quando se casa com o rei e salva as mulheres da degola. É esse “repertório de maravilhas” que o leitor vai encontrar nas fábulas do Livro das mil e uma noites.&#8221; (Milton Hatoum)</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2018/03/21/livro-das-mil-e-uma-noites-e-uma-viagem-ao-mundo-do-fantastico/">Livro das Mil e uma Noites é uma viagem ao mundo do fantástico</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Os babuínos psicodélicos de Huxley em O Macaco e a Essência</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2017/11/27/os-babuinos-psicodelicos-de-huxley-em-o-macaco-e-a-essencia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Nov 2017 12:16:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[admirável mundo novo]]></category>
		<category><![CDATA[aldous huxley]]></category>
		<category><![CDATA[ana paula laux]]></category>
		<category><![CDATA[as portas da percepção]]></category>
		<category><![CDATA[editora globo]]></category>
		<category><![CDATA[o macaco e a essência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Por Ana Paula Laux &#8211; Meu primeiro contato com Aldous Huxley foi através do The Doors, grupo da era hippie da década de 1960. Amava as letras do Jim Morrison, que dizia ter se influenciado nos livros de Aldous Huxley para oferecer viagens psicodélicas pelas suas canções. O próprio nome da banda é uma...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Ana Paula Laux</em> &#8211; Meu primeiro contato com Aldous Huxley foi através do The Doors, grupo da era hippie da década de 1960. Amava as letras do Jim Morrison, que dizia ter se influenciado nos livros de Aldous Huxley para oferecer viagens psicodélicas pelas suas canções. O próprio nome da banda é uma alusão à “The Doors of Perceptions”, <em>As Portas da Percepção</em>, livro de 1954 escrito por Huxley.</p>
<p>Esse nariz de cera é para contextualizar meu interesse por esse autor desde sempre, embora eu pouco conheça sobre seus livros. Huxley morreu faz muito tempo, em 1963, e tanta água passou por debaixo da ponte desde então (o que não significa que muito tenha mudado). Sua obra continua sendo discutida com frequência porque sua crítica afiada é relevante, como em <em>O Macaco e a Essência</em>, ambientado num cenário distópico e extremo.</p>
<p>No livro, um roteirista de Hollywood se interessa por um roteiro descartado pela indústria cinematográfica e vai atrás do misterioso autor para descobrir mais sobre sua origem. Dele só sabe o nome, William Tallis, e o endereço, um rancho esquecido no meio do deserto. Impossibilitado de encontrar o tal Tallis, o que se segue é o roteiro na íntegra a partir do segundo capítulo adiante, como uma reprodução da história em si. E ela acontece num ambiente após a Terceira Guerra Mundial.</p><div id="liter-2416059217" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p>É claro que a Terra foi acometida pela radiação, um medo que persistiu por décadas no imaginário das pessoas na metade do século passado, restando apenas grupos de sobreviventes. O “macaco” do título é uma sátira que Huxley se apropria, numa batalha entre homens e babuínos que leva a uma guerra nuclear (sim, bizarro!). Neste cenário, o que restou do planeta é explorado por um grupo de cientistas que se deslocam para a Califórnia para estudar o que restou dos povos sobreviventes. Seguem-se críticas à própria indústria bélica, religião, às conjunturas cínicas do sistema.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;">[su_quote]“O medo é a própria base e o fundamento da vida moderna”[/su_quote]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A arquitetura de <em>O Macaco e a Essência</em> talvez assuste quem prefere leituras com estruturas narrativas mais convencionais, mas vale a pena seguir adiante porque a crítica atemporal de Huxley é intrigante e contemporânea.</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=qf_sp_asin_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8525060283&amp;asins=8525060283&amp;linkId=4c9f225932f2a8d860a104c0012496d7&amp;show_border=false&amp;link_opens_in_new_window=true&amp;price_color=333333&amp;title_color=0066c0&amp;bg_color=ffffff" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></p>
<p>O autor, cuja obra mais famosa é <em>Admirável Mundo Novo</em>, escreveu vários roteiros para o cinema na década de 1940. Sempre achei que ele fosse americano mas era nascido na Inglaterra, vinha de uma família de intelectuais, então não podia acabar de outra forma. Foi um dos intelectuais mais respeitados de sua época e vive ainda hoje em seus livros.</p>
<p>A nova edição de <em>O Macaco e a Essência</em> saiu pela Biblioteca Azul, selo da Editora Globo, com um design impressionantemente lindo. Vale a pena se perder nessa leitura alucinógena.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-14348 size-full" style="margin-top: 30px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/09/parceria_globo.jpg" alt="" width="242" height="80" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9465" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/star4.png" alt="" width="98" height="22" /></p>
<h3>SOBRE O LIVRO</h3>
<p><strong><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8525060283/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8525060283&amp;linkCode=as2&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=16906ae2fe528648feac2940388cd5ea" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-22623 size-medium" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2017/11/o_macaco_e_a_essencia_150799046713958sk1507990468b.jpg?w=195" alt="" width="195" height="300" /></a>Título</strong>: O macaco e a essência<br />
<strong>Autor</strong>: Aldous Huxley<br />
<strong>Tradução</strong>: Fábio Bonillo<br />
<strong>Editora</strong>: Globo<br />
<strong>Páginas</strong>: 160<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/2EgJDKl" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Compre o livro / e-book</a></span></p>
<p>SINOPSE – Bob Briggs é um roteirista de Hollywood às voltas com problemas amorosos. Ao expor a vida conturbada ao amigo e confessor, em passeio pelos estúdios, ambos quase são atropelados por um caminhão que carrega roteiros recusados pela indústria cinematográfica, a caminho da incineração. Depois de uma curva brusca, meia dúzia de roteiros é atirada para fora do veículo, espalhando-se pela rua. Por curiosidade, a dupla começa a ler os textos. E um em particular desperta a atenção dos dois: chama-se &#8220;O macaco e a essência&#8221;, escrito por um certo William Tallis. Instigados pela temática, saem à procura do autor da obra. A busca é infrutífera e o que se segue é a apresentação do roteiro na íntegra: um filme que conta a história do mundo pós Terceira Guerra Mundial, destruído por bombas radioativas, e da expedição de redescobrimento dos Estados Unidos no século XXII, dominado por babuínos. Na obra―crítica mordaz aos rumos da ciência e da civilização do século XX―nada escapa à metralhadora giratória de Huxley. Para ele, não há ideologia que não rotule e aprisione o homem, enquanto a ganância parece se apropriar do avanço científico. Publicado originalmente dezesseis anos após &#8220;Admirável mundo novo&#8221;, &#8220;O macaco e a essência&#8221; reafirma a genialidade e o tom apocalíptico de Huxley, sempre implacável com a força destrutiva que o ser humano é capaz de liberar.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2017/11/27/os-babuinos-psicodelicos-de-huxley-em-o-macaco-e-a-essencia/">Os babuínos psicodélicos de Huxley em O Macaco e a Essência</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>YOUTUBE &#124; O caso dos cães irados, Milton Célio de Oliveira Filho</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2017/08/31/youtube-o-caso-dos-caes-irados-milton-celio-de-oliveira-filho/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Aug 2017 12:52:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[ana paula laux]]></category>
		<category><![CDATA[editora globo]]></category>
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		<category><![CDATA[literatura juvenil]]></category>
		<category><![CDATA[livros para criança]]></category>
		<category><![CDATA[Milton Célio de Oliveira Filho]]></category>
		<category><![CDATA[o caso dos cães irados]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[youtube]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>LITERATURA JUVENIL &#8211; Uma investigação no melhor estilo Scooby-Doo. Em O caso dos cães irados (Editora Globo), de Milton Célio de Oliveira Filho, cães estão reagindo de forma agressiva e atacando as pessoas sem motivo aparente. Para descobrir o que está acontecendo, quatro detetives mirins juntam-se na caça de suspeitos e respostas. * Livro cedido...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2017/08/31/youtube-o-caso-dos-caes-irados-milton-celio-de-oliveira-filho/">YOUTUBE | O caso dos cães irados, Milton Célio de Oliveira Filho</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>LITERATURA JUVENIL &#8211; Uma investigação no melhor estilo Scooby-Doo. Em O caso dos cães irados (Editora Globo), de Milton Célio de Oliveira Filho, cães estão reagindo de forma agressiva e atacando as pessoas sem motivo aparente. Para descobrir o que está acontecendo, quatro detetives mirins juntam-se na caça de suspeitos e respostas.</p>
<p><em>* Livro cedido em parceria com a Globo Livros</em></p>
<p style="text-align: left;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=qf_sp_asin_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8525062065&amp;asins=8525062065&amp;linkId=25b80d24e6b3f155eb6c9d08958e07f9&amp;show_border=false&amp;link_opens_in_new_window=true&amp;price_color=333333&amp;title_color=0066c0&amp;bg_color=ffffff" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></p>
<h4>&nbsp;</h4>
<h4>Conheça o livro no vídeo</h4>
<p style="text-align: left;">[embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=DrHmhohpA5g[/embedyt]</p><div id="liter-2416059217" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-9406 size-full" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/star3.png" alt="" width="75" height="22"></p>
<p><strong><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-19681 size-medium" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2017/08/caes_capa.jpg?w=200" alt="" width="200" height="300">Título</strong>: O caso dos cães irados<br />
<strong>Autor</strong>: Milton Célio de Oliveira Filho<br />
<strong>Ano</strong>: 2017<br />
<strong>Editora</strong>: Globo<br />
<strong>Páginas</strong>: 160<br />
<a href="https://www.skoob.com.br/o-caso-dos-caes-irados-690740ed693626.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Este livro no Skoob</a></p>
<p><strong>SINOPSE</strong>&nbsp;– Um mistério ronda a cidade. Zecão, um vira-lata dócil que vivia nas imediações do Instituto de Educação Galileu Galilei, se transforma em fera raivosa e ataca o zelador do colégio. A polícia decide investigar o caso, mas um outro grupo de detetives já está reunido para desvendar o mistério: Giba, Ulisses, Pati, Rita e Otto, o cãozinho da turma.&nbsp;Os alunos do Galileu juntam os fatos e passam a desconfiar que o caso seja parte de uma enigmática onda de ataques. Vários cachorros começaram a atacar a população na zona oeste de São Paulo sem nenhum motivo aparente, mas os meninos estão empenhados em solucionar o caso. Para isso, vão enfrentar perigos inimagináveis e descobrir inimigos muito mais ameaçadores do que esperam.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2017/08/31/youtube-o-caso-dos-caes-irados-milton-celio-de-oliveira-filho/">YOUTUBE | O caso dos cães irados, Milton Célio de Oliveira Filho</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>RESENHA &#124; Assassinato no campo de golfe, Agatha Christie</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Josué de Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Aug 2017 16:09:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agatha Christie]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[assassinato no campo de golfe]]></category>
		<category><![CDATA[editora globo]]></category>
		<category><![CDATA[hercule poirot]]></category>
		<category><![CDATA[josué de oliveira]]></category>
		<category><![CDATA[poirot]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; Voltar ao início é uma experiência interessante. Descobri Agatha Christie em 2003, e o primeiro título da autora a ser marcado na minha carteirinha da biblioteca do colégio foi Assassinato no Campo de Golfe. Li em poucos dias, arregalei os olhos quando Hercule Poirot revelou o culpado, surtei com a longa e detalhada explicação...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2017/08/25/resenha-assassinato-no-campo-de-golfe-agatha-christie/">RESENHA | Assassinato no campo de golfe, Agatha Christie</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Voltar ao início é uma experiência interessante.</p>
<p>Descobri Agatha Christie em 2003, e o primeiro título da autora a ser marcado na minha carteirinha da biblioteca do colégio foi Assassinato no Campo de Golfe. Li em poucos dias, arregalei os olhos quando Hercule Poirot revelou o culpado, surtei com a longa e detalhada explicação do detetive, a quem nenhum detalhe, por mínimo que fosse, passara despercebido. Perdi a conta de quantos livros da autora conhecida como a Rainha do Crime li desde então (mentira: foram 58). Com o tempo, o sentimento de espanto com os desfechos imprevisíveis criados pela inglesa foi sendo substituído por algo diferente, mas não menos agradável: um apreço pela técnica, pela perícia com que estas histórias são estruturadas. Foi com essa mentalidade que revisitei Assassinato no Campo de Golfe 14 anos depois, desta vez numa caprichada edição da Globo Livros.</p>
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<p>No livro, lançado em 1923, Hercule Poirot e seu fiel amigo Arthur Hastings (narrador da aventura) embarcam para a França, atendendo ao chamado do milionário monsieur Renauld. Em carta endereçada ao detetive belga, o homem pediu ajuda, declarando que sua vida estava em perigo. Ao chegarem à Villa Geneviève, residência do cliente, os dois descobrem que Renauld fora assassinado naquela madrugada, apunhalado pelas costas num campo de golfe próximo. Ao lado do corpo, uma cova aberta recentemente. Nada mais natural que Poirot e Hastings se envolverem na investigação do caso.</p><div id="liter-2416059217" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p>Assassinato no Campo de Golfe é um romance policial clássico, com todos os elementos que poderíamos esperar de um. Tudo é carregado de uma atmosfera misteriosa, todos estão sob suspeita. Os oficiais da polícia francesa incumbidos do caso estão constantemente boquiabertos diante dos bizarros acontecimentos e de cada nova e desconcertante pista encontrada. Os testemunhos dos familiares de Renauld e dos empregados da casa por si só soam suspeitos, e sobram lacunas na vida pregressa de quase todos os personagens. Os acontecimentos são encenados de modo a enfatizar a estranheza do que está em curso.</p>
<p>É um arranjo que conta com certa artificialidade, mas esta faz parte da lógica de construção destas histórias. Agatha Christie e tantos outros autores da Era de Ouro propunham jogos, dispunham as peças embaralhadas e davam ao leitor e ao detetive as mesmas chances de organizá-las. Esse caráter de desafio é o que torna Assassinato no Campo de Golfe e outros livros semelhantes sobretudo divertidos, pois impulsionam o leitor a desejar o desfecho mais do que qualquer outro ingrediente na narrativa.</p>
<p>Não é surpresa, portanto, que os personagens não sejam tão bem desenvolvidos assim, que certos diálogos soem exageradamente dramáticos ou artificiais, que sejam inúmeros os momentos em que Hastings se espante diante do brilhantismo de Poirot (e de sua própria ignorância). Estes componentes da narrativa são secundários, menores em relação à trama; esta, sim, é o centro da obra. Desde que o enredo funcione, as demais falhas são perdoáveis, pois nunca houve um grande investimento nas demais áreas.</p>
<p>Este não é o ideal, é claro: em qualquer obra literária, a trama deve funcionar, os personagens devem ser críveis, os diálogos, plausíveis, enfim, deve haver equilíbrio. A própria Agatha Christie o demonstra em diversos outros trabalhos – E Não Sobrou Nenhum, A Mansão Hollow, Assassinato na Casa do Pastor, Nêmesis, A Casa Torta, Os Cinco Porquinhos, para citar alguns exemplos. Mas, infelizmente, não é o caso aqui. Talvez a explicação esteja na inexperiência da própria autora, já que estamos falando de seu terceiro livro, mas, seja qual for o motivo, parece-me inegável que Assassinato no Campo de Golfe sofre com personagens rasos, melodrama desnecessário e excessos na representação da genialidade de Poirot.</p>
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<p>Mas o entretenimento está mesmo na investigação dos inusitados acontecimentos ocorridos em Villa Geneviève, e nisso o livro é exemplar. O cenário desorganizado vai aos poucos tomando forma a partir do olhar apurado de Poirot, pistas pequenas mostram-se muito mais significativas do que se pensava e os suspeitos mais improváveis vão ganhando contornos cada vez mais soturnos. O que nunca faltou à Agatha Christie foi habilidade para jogar com a percepção dos leitores, deixando-os no escuro, só para, ao final, revelar que a verdade sempre esteve às vistas de todos. É incrível constatar, tantos anos depois, como o mistério ainda funciona bem.</p>
<p>Se por um lado minha segunda experiência com Assassinato no Campo de Golfe foi bem menos apaixonada que a primeira, também me permitiu perceber o que foi tão fascinante naquele primeiro contato, e acredito que possa fascinar outros leitores: a engenharia da trama, a técnica com que a autora segue enganando milhões de pessoas. Agatha Christie sempre vale a pena.</p>
<p><em>* Livro cedido em parceria com a Globo Livros</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<h1>SOBRE O LIVRO</h1>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/Assassinato-campo-golfe-Agatha-Christie/dp/6580634294?_encoding=UTF8&amp;qid=1628807142&amp;sr=8-1&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=a6c6909a5a21e6333d3bfbc3e8774768&amp;language=pt_BR&amp;ref_=as_li_ss_il" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=6580634294&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20&amp;language=pt_BR" border="0" /></a><img loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=6580634294" alt="" width="1" height="1" border="0" /></p>
<p><strong>Título</strong>: Assassinato no campo de golfe<br />
<strong>Autora</strong>: Agatha Christie<br />
<strong>Tradução</strong>: Ive Brunelli<br />
<strong>Editora</strong>: Globo<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/3xHik4T" target="_blank" rel="noopener">Compre o livro/e-book</a></span></p>
<p><strong>SINOPSE</strong> – Monsieur Hercule Poirot recebe uma misteriosa carta de um milionário sul-americano, monsieur Renauld, dizendo precisar dos serviços de um detetive e pedindo sua ajuda. A carta não dá detalhes do caso, nem informa exatamente o que está perturbando monsieur Renauld, só menciona que sua vida está em perigo. Imediatamente Poirot, seguido de seu assistente, o inseparável Hastings, parte para Merlinville-sur-Mer, uma pequena cidade no litoral francês onde reside o milionário. Porém, ao chegarem à casa de monsieur Renauld, descobrem que ele foi assassinado naquela noite, em um crime brutal: Renauld fora apunhalado pelas costas, estirado ao lado de uma cova no campo de golfe da propriedade. Quem teria motivos para assassinar monsieur Renauld? Por que Poirot tem a estranha sensação de que muitas coisas lhe são familiares neste caso? Monsieur Renauld tem ou não tem uma amante? As provas não se encaixam, os testemunhos são contraditórios e Poirot tem algo a mais com que se preocupar: a presença de Giraud, um famoso detetive francês da Sûreté de Paris, que também acompanha o caso e tem sérias divergências quanto aos métodos empregados por Poirot. Em um dos mais complicados casos que já investigou, Poirot irá usar toda sua argúcia e suas “células cinzentas” para descobrir quem assassinou monsieur Renauld e desvendar todas as complexas circunstâncias desta ardilosa trama na qual, além do assassino, o amor também se revela.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Josué de Oliveira' src='https://secure.gravatar.com/avatar/52bc4af4ff7ca85bd9e0fb0d7776a484006bc8530907d212a167a270a4a12376?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/52bc4af4ff7ca85bd9e0fb0d7776a484006bc8530907d212a167a270a4a12376?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/olveirajosue/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Josué de Oliveira</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Formado em Estudos de Mídia pela UFF e vive em Niterói, RJ. Trabalha na área de desenvolvimento de livros digitais. Gosta de ler, escrever, ver filmes esquisitos e curte bandas que ninguém conhece. Atualmente, revisa seu primeiro romance policial.</p>
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		<title>Johnny vai à guerra, de Dalton Trumbo</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2017/05/22/johnny-vai-a-guerra-de-dalton-trumbo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rogerio Christofoletti]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 May 2017 13:23:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Dalton Trumbo]]></category>
		<category><![CDATA[editora globo]]></category>
		<category><![CDATA[Johnny vai à guerra]]></category>
		<category><![CDATA[rogério christofoletti]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Pode um livro ser ao mesmo tempo bem-vindo e totalmente inoportuno? “Johnny vai à guerra” mostra que sim. Lançado em 1939, dois dias depois do começo da Segunda Guerra Mundial, o romance pacifista de Dalton Trumbo provocou todo tipo de reação à esquerda e à direita. Os Estados Unidos estavam prestes a entrar em mais...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pode um livro ser ao mesmo tempo bem-vindo e totalmente inoportuno? “Johnny vai à guerra” mostra que sim. Lançado em 1939, dois dias depois do começo da Segunda Guerra Mundial, o romance pacifista de Dalton Trumbo provocou todo tipo de reação à esquerda e à direita. Os Estados Unidos estavam prestes a entrar em mais um conflito armado e a contundência da crítica e a força narrativa daquelas páginas reativariam memórias parcialmente sepultadas da guerra de 1914. O livro trouxe sucesso e reconhecimento a Trumbo, que ganhou o National Book Award – que na época tinha outro nome – e o romance esgotou nas livrarias. Apesar disso, o autor e seus editores decidiram não reeditá-lo antes que a guerra terminasse: o mundo estava muito atormentado com tudo o que se passava no front.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8525062030/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8525062030&amp;linkCode=as2&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=456aba4a9b446928a43b309aa4d7ef65" target="_blank" rel="noopener">COMPRE O LIVRO &#8211; Johnny Vai à Guerra</a><img loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0!important;" src="//ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=am2&amp;o=33&amp;a=8525062030" alt="" width="1" height="1" border="0" /><br />
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<p>Preso a uma cama de hospital, sem pernas, braços, olhos, nariz e boca, Johnny está surdo e não consegue se comunicar com o resto do mundo. Enquanto tenta compreender sua condição, mergulha e emerge de sonhos e devaneios. Enquanto luta pela vida, transita entre o passado simples na interiorana Shale City com os amigos e a namorada e o estado vegetativo do presente de não-se-sabe-onde. O que sobra de alguém assim? Uma massa de carne e pensamentos inaudíveis? Memórias amarrotadas e um frágil naco de consciência? O desejo de viver e a vontade de morrer? Joe se desespera, não se conforma, reage: “Esta não é uma guerra para você. Você não tinha nada a ver com isso. O que é que lhe importa tornar o mundo um lugar seguro para a democracia? Tudo o que você queria Joe era viver”.</p><div id="liter-2416059217" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p>Privado da maioria dos sentidos humanos, Joe se convence de que o mundo não terminou com aquele estrondo na trincheira e que a tudo escureceu. E busca na sensibilidade dos poros a medida da passagem do tempo. Quando a temperatura sobe, intui que é dia e que o sol toca sua pele; quando seus pelos se arrepiam, imagina estar anoitecendo ou de madrugada. As constantes trocas de roupa de cama, a limpeza e os cuidados médicos dão a Joe elementos para reconstruir uma rotina hospitalar, a evolução dos acontecimentos e alguma recuperação. O leitor acompanha atônito aquele drama monumental e é difícil não se enfurecer com os senhores da guerra e os promotores do teatro mortal que faz com que desconhecidos matem desconhecidos em nome de causas tão questionáveis. Lutar pela liberdade, pela decência, pela paz? Johnny sacoleja naquele leito que lhe serve de sarcófago e de útero: “Não senhor qualquer um que tivesse ido para as trincheiras do front para lutar pela liberdade era um tremendo idiota e o sujeito que o convenceu a ir para lá era um mentiroso”. Queria gritar, berrar, denunciar ao mundo. Restava bater a cabeça!</p>
<p style="padding-left: 90px;"><span style="font-size: 1.5em; color: #808080;">Dividido em duas partes – Os Mortos e Os Vivos -, “Johnny vai à guerra” narra a trágica histórica de Joe Bonham, jovem de 20 anos que vai lutar na Primeira Guerra e tem seu corpo destroçado por uma bomba no último dia de combate.</span></p>
<p>Avessa a subterfúgios, a prosa de Dalton Trumbo soca o estômago do leitor sem piedade, ao mesmo tempo em que explora outros flancos narrativos. Subverte a linearidade do tempo, oscila entre primeira e terceira pessoa, e baila incansável no centro do ringue. Faz perceber que o mundo e a vida não estão apenas lá fora, mas acima de tudo dentro do labirinto de nossas próprias sentimentalidades. Como manter ritmo e vigor narrativo em 230 páginas com um protagonista que mal se mexe ou interage com outros personagens? O autor mostra como, e se exibe como um pugilista convencido de sua técnica e estilo. E simplesmente prescinde de vírgulas! Vá, leitor! Vasculhe todas as páginas do romance e encontre alguma! Corajoso, o recurso provoca alguns efeitos desestabilizantes: dá cadência e velocidade vertiginosa à leitura, incita o leitor a buscar sentidos no vazio da pontuação e quase enlouquece o tradutor! Se a preocupação habitual é revisar os originais para entregar à editora com todas as vírgulas, desta vez, José Geraldo Couto precisou se ocupar de cortar todas as intrometidas, o que revelaria algum descuido indesejável!</p>
<p>O título original do romance é “Johnny got his gun” (Johnny pegou sua arma) e tem uma cavalar dose de ironia. A frase foi usada como slogan para atrair voluntários norte-americanos para se alistar nas forças armadas no nascente século 20, e se popularizou como parte de uma canção de guerra (<a href="https://www.youtube.com/watch?v=5v33jF5TGLw" target="_blank" rel="noopener noreferrer">ouça aqui e acompanhe a letra</a>). . Na tradução para esta edição da Globo Livros, o romance foi rebatizado, ficando mais referencial e garantindo maior permanência, afinal, é um clássico pacifista. A edição do selo Biblioteca Azul conta ainda com uma honesta introdução do próprio Trumbo, datada de 1959, e um adendo irado de 1970. Temos a oportunidade de sentir a voz do autor em três momentos distintos, mas seu timbre e personalidade não sofrem oscilação. Estão lá os contornos do roteirista de sucessos como Spartakus (1960) e Papillon (1973) e do polêmico comunista que se recusou a delatar colegas para uma caça às bruxas em Hollywood. Estão lá a irreverência, a competência e a acidez do personagem que nos foi apresentado por Bruce Cook em “Trumbo” (Ed.Intrínseca) e pela cinebiografia de 2015, protagonizada por Bryan Cranston.</p>
<p>Era natural que fosse parar nas telas de cinema, pois Trumbo era um homem desse metiér. Na lista negra da indústria por suas posições políticas, continuou escrevendo roteiros sob pseudônimos, fez aparições esparsas como ator e ocupou a cadeira de diretor uma única vez, justamente na versão fílmica de seu “Johnny vai à guerra”, em 1971.</p>
<p>A edição que chega aos leitores brasileiros merece atenção não só pelas relevantes notas de tradução, repletas de preciosas referências históricas, mas por um cuidadoso apuro gráfico. Leitor, explore a capa de Daniel Justi, que traz uma figura reveladora do que sobrou de Johnny e uma mensagem cifrada em alto relevo! Uma dica: o mistério está nas pontas dos dedos de quem segura o volume. A solução está no toque sensível, nas batidinhas quase imperceptíveis sobre o travesseiro, nos espasmos que revelam a vida e a necessidade de decidir o que dela fazer.</p>
<p>Desta forma, “Johnny vai à guerra” tem um último trunfo: não denuncia a tragédia bélica pela pilha de mortos e sangue que escorre pelos campos, mas pelas marcas deixadas nos vivos, amputados em seus corpos e mutilados nas almas. A guerra é o pior crime. Ela arrasta para a linha de frente familiares e amigos que ficaram rezando e chorando por seus soldados. É o pior crime porque traveste de coragem a covardia dos seus senhores: quem comanda nunca se arrisca em perder a vida. A guerra é o pior crime porque não abriga honra verdadeira, sua lealdade é feita de mentiras e o exército vitorioso marcha para casa mancando ou em sacos pretos.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0!important;" src="//ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=am2&amp;o=33&amp;a=B071VRS2C7" alt="" width="1" height="1" border="0" /><br />
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<p>Trumbo e o grito surdo de Johnny mostram que a guerra não é bonita. Não cheira bem, nos paralisa e nenhuma palavra preenche seu vazio. Talvez por isso, Joe não tenha membros, não enxergue e nem consiga se comunicar. O trágico personagem funciona como uma metáfora dos danos devastadores e irreversíveis que ela causa. Sua (sobre)vida é um drama que se repete para além da Primeira, da Segunda, de todas as guerras e de todos os Johnnies. No momento desta resenha, o presidente dos Estados Unidos Donald Trump fazia a sua primeira viagem internacional, <a href="http://brasil.elpais.com/brasil/2017/05/20/internacional/1495269138_611412.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">onde assinou um contrato de 110 bilhões de dólares para vender armas aos sauditas</a>. Foi recebido com pompas pelo rei Salman, e juntos “celebraram” o acordo. Não datado, o romance de Trumbo ainda serve de alerta, embora os senhores da guerra estejam mais surdos que o próprio Johnny.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-14348" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/09/parceria_globo.jpg" alt="" width="242" height="80" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-10249" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/11/star5.png" alt="" width="106" height="22" /></p>
<p><strong><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-18352 size-medium" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2017/05/trumbo3.jpg?w=195" alt="" width="195" height="300" />Título</strong>: Johnny vai à guerra<br />
<strong>Autor</strong>: Dalton Trumbo<br />
<strong>Tradução</strong>: José Geraldo Couto<br />
<strong>Editora</strong>: Biblioteca Azul<br />
<strong>Páginas</strong>: 232<br />
<a href="https://www.skoob.com.br/johnny-vai-a-guerra-5278ed673142.html" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Este livro no Skoob</a></p>
<p><strong>SINOPSE </strong>– Que absurdos levam uma civilização à guerra? Essa talvez seja a questão mais provocativa que perpassa Johnny vai à guerra, clássico cult do norte-americano Dalton Trumbo sobre os destroços da Primeira Guerra Mundial. A mais provocativa, mas não a única neste livro que se transformou numa bandeira contra a luta armada e a violência assim que foi lançado, em 1939. Narrado por Joe, um sobrevivente de guerra gravemente mutilado, o livro é uma correnteza de pensamentos ora desesperados ora contemplativos que acometem esse homem imóvel num leito de hospital. Ainda que seus sentidos estejam comprometidos, o que o deixa incapaz de se comunicar, Joe está consciente. Sem saber em que país está ou se sua identidade foi reconhecida ou não, ele transborda os limites do corpo para chegar a um fluxo de consciência que transita entre as memórias e o medo de um futuro sem perspectiva. A brutalidade perturbadora do depoimento, ao relembrar as experiências bélicas, é pontuada pelo instigante desenvolvimento de habilidades mentais e sensoriais pelo qual Joe se obriga a passar para tentar se comunicar e distinguir realidade de imaginação. Escrita sem nenhuma vírgula, a narrativa é acelerada como um sonho em que lembranças, desejos e traumas se juntam para formar um roteiro cinematográfico – certamente uma influência que Trumbo recebeu de seu premiado trabalho como roteirista em Hollywood. A capacidade narrativa e o tema tão atual desde o momento em que veio a público fizeram deste livro uma leitura urgente e um protesto atemporal, tanto que ressurgiu na geração da Guerra do Vietnã e chega até o nosso tempo, tão assombrado pelas questões de violência e lutas armadas em nome da liberdade.</p>
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<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rogerio Christofoletti' src='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/monitorando/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rogerio Christofoletti</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista, dramaturgo e professor universitário. Já publicou 12 livros na área acadêmica e escreveu oito peças de teatro. É um dos autores do e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx).</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="http://christofoletti.com/" target="_self" >christofoletti.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2017/05/22/johnny-vai-a-guerra-de-dalton-trumbo/">Johnny vai à guerra, de Dalton Trumbo</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Cinco livros favoritos de Agatha Christie</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Sep 2015 17:17:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Agatha Christie]]></category>
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		<category><![CDATA[E não sobrou nenhum]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>TOP 5 &#8211; Eles nasciam sob o signo do sucesso, com enredos originais e bem trabalhados, diálogos inteligentes, boas parcelas de um humor sutil e finais desafiadores. Por isso&#160;não é fácil escolher só cinco livros favoritos de Agatha Christie, mas eu tentei. Qual a sua seleção? &#160; 1. Depois do funeral Na mansão dos Abernethie,...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>TOP 5 &#8211; Eles nasciam sob o signo do sucesso, com enredos originais e bem trabalhados, diálogos inteligentes, boas parcelas de um humor sutil e finais desafiadores. Por isso&nbsp;não é fácil escolher só cinco livros favoritos de Agatha Christie, mas eu tentei. Qual a sua seleção?</p>
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<h4>1. Depois do funeral<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-8548 size-full" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/08/img_20150824_181318795.jpg" alt="IMG_20150824_181318795" width="650" height="366"></h4>
<p>Na mansão dos Abernethie, após a morte do patriarca, o advogado da família, sr. Entwhistle, procede à leitura do testamento. Quando ele está prestes a revelar como a herança será dividida, uma frase dita pela irmã do falecido milionário deixa todos pasmos: <em>Mas ele foi assassinando, não foi?&nbsp;</em>Até então ninguém questionara as causas naturais da sua morte. A situação se agrava em seguida com o assassinato violento de um dos presentes na leitura do testamento&#8230; Só resta uma saída ao sr. Entwhistle: ligar para o velho amigo Hercule Poirot. Esse foi o primeiro livro da Agatha Christie que eu li, quando tinha 17 anos. Foi uma descoberta apaixonante!</p>
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</iframe></p>
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2. Um corpo na biblioteca<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-8545 size-full" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/08/img_20150824_181404750.jpg" alt="IMG_20150824_181404750" width="650" height="366"></h4>
<p>O corpo de uma jovem é encontrado no tapete da biblioteca dos Bantry, às sete da manhã. A vítima é uma completa desconhecida e o casal Bantry decide chamar as autoridades para investigar o caso — e também, é claro, Miss Marple, detetive amadora e amiga da sra. Bantry.&nbsp;Tudo se complica ainda mais quando chega até eles a notícia de outra adolescente morta, carbonizada dentro de um carro incendiado em uma pedreira. Qual será a possível conexão entre os dois incidentes? Se tem alguém que vai conseguir resolver esse mistério, esse alguém é Miss Marple. Curiosidade: o livro é de 1942 mas Miss Marple apareceu pela primeira vez num conto de 1926, publicado na revista The Sketch.</p><div id="liter-2416059217" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</iframe></p>
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<h4>3. Um gato entre os pombos<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-8550 size-full" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/08/img_20150824_181238657.jpg" alt="IMG_20150824_181238657" width="650" height="366"></h4>
<p>Outro livro que me marcou bastante foi &#8220;Um gato entre os pombos&#8221;, principalmente porque Poirot é meu personagem favorito da literatura policial. Na trama, um príncipe da distante Ramat, no Oriente Médio, tenta manter a salvo suas joias enviando-as para a Inglaterra. Mas antes que elas cheguem a seu destino, algo inesperado acontece. Na tradicional escola para meninas Meadowbank, um assassino está aterrorizando alunas e professoras, que não sabem quem será a próxima vítima. Em um primeiro momento, essas histórias parecem não ter nenhuma relação. Mas para Poirot, nenhuma informação pode ser deixada de lado quando se quer descobrir <em>quem é o gato entre os pombos</em>.</p>
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</iframe></p>
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<h4>4. O caso dos dez negrinhos<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-8543 size-full" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/08/img_20150824_181731534_hdr.jpg" alt="IMG_20150824_181731534_HDR" width="650" height="366"></h4>
<p>Hoje é “E não sobrou nenhum”, mas quando eu li chamávamos de “O caso dos dez negrinhos”, o nome original do livro. Na trama, dez pessoas reúnem-se numa ilha isolada por diferentes motivos, mas todas têm duas coisas em comum: ninguém conhece quem os convidou e todos são acusados de algum crime. Não demora muito para que um deles logo morra envenenado, ao mesmo tempo em que uma pessoa nota que um dos dez soldadinhos de porcelana que estavam no centro da mesa da casa sumiu. Outra relê a primeira estrofe de um poema emoldurado no alto da lareira: <em>Dez soldadinhos saem para jantar, a fome os move;/ Um deles se engasgou, e então sobraram nove</em>&#8230; O suspense só aumenta após a leitura dos últimos versos: <em>Um soldadinho fica sozinho, só resta um;/ Ele se enforcou,/ E não sobrou nenhum</em>. O livro foi publicado originalmente em 1939 e é um dos favoritos dos fãs da Agatha! Ele também já foi escolhido em enquete como <a href="http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2015/09/1676533-e-nao-sobrou-nenhum-e-eleito-o-melhor-livro-de-agatha-christie.shtml" target="_blank" rel="noopener noreferrer">o melhor livro que ela já escreveu</a>.</p>
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</iframe></p>
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<h4>5. O assassinato de Roger Ackroyd<br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-8539 size-full" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/08/img_20150824_181825586.jpg" alt="IMG_20150824_181825586" width="650" height="381"></h4>
<p>AMO esse livro! A ideia da Agatha para a trama foi simplesmente genial. A história é a seguinte: em uma noite de setembro, o milionário Roger Ackroyd é encontrado morto, esfaqueado com uma adaga tunisiana no quarto da mansão Fernly Park na pacata vila de King’s Abbott. Sua morte é a terceira de uma misteriosa sequência de crimes, iniciada com a de Ashley Ferrars, que pode ter sido causada ou por uma ingestão acidental de soníferos ou envenenamento articulado por sua esposa – esta, aliás, completa a sequência de mortes, num provável suicídio. As três mortes chamam a atenção de Caroline Sheppard, irmã do dr. Sheppard, médico da cidade e narrador da história. Suspeitando de que haja uma relação entre as mortes, dada a proximidade de miss Ferrars com o também viúvo Roger Ackroyd, Caroline pede a ajuda do então aposentado detetive Poirot, que passava férias na vila. Ameaças, chantagens, vícios, heranças, obsessões amorosas e uma carta reveladora deixada por miss Ferrars compõem o cenário da trama, cujo transcorrer elenca novos suspeitos a todo instante, exigindo a habitual perspicácia de Poirot em seu retorno ao mundo das investigações. Só posso dizer que os diálogos são conduzidos com MUITA habilidade e o final é, apenas, <em>surpreendente</em>. Uma obra prima da literatura e um dos livros mais incríveis de Agathinha &lt;3</p>
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</iframe></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/09/04/cinco-livros-top-de-agatha-christie/">Cinco livros favoritos de Agatha Christie</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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