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	<title>Arquivos guilherme fiuza -</title>
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	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
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	<title>Arquivos guilherme fiuza -</title>
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		<title>Lançamento da coletânea Rio Noir, no Rio de Janeiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Josué de Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Dec 2014 22:35:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>&#160; ENCONTRO NOIR &#8211; Ocorreu na noite de 11 de dezembro, na Livraria da Travessa, do Leblon, o lançamento da antologia de contos policiais e de suspense &#8220;Rio Noir&#8221; (Casa da Palavra, 302 páginas). Criada pela Akashic Books, a série  já passou por diversas cidades ao redor do mundo, retratando-as na forma de contos noir....</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2014/12/12/lancamento-da-coletanea-rio-noir-no-rio-de-janeiro/">Lançamento da coletânea Rio Noir, no Rio de Janeiro</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_3242" aria-describedby="caption-attachment-3242" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-3242" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/12/noir41.jpg?w=750" alt="noir4" width="700" height="525" /><figcaption id="caption-attachment-3242" class="wp-caption-text">Dez dos quatorze autores reunidos no livro estavam presentes no lançamento. (Foto: Josué de Oliveira)</figcaption></figure><br />
&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>ENCONTRO NOIR</strong> &#8211; Ocorreu na noite de 11 de dezembro, na Livraria da Travessa, do Leblon, o lançamento da antologia de contos policiais e de suspense &#8220;Rio Noir&#8221; (<em>Casa da Palavra</em>, 302 páginas). Criada pela Akashic Books, a série  já passou por diversas cidades ao redor do mundo, retratando-as na forma de contos noir.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">A organização da obra foi do escritor e músico Tony Bellotto, criador  do detetive Remo Bellini. O evento foi mais uma edição do Prosa nas Livrarias, promovido pelo jornal O Globo. Dez dos quatorze autores reunidos no livro estavam presentes para debater sobre literatura policial e a experiência de escrever para a edição carioca da série.</span></p><div id="liter-122116541" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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<h2 style="text-align:justify;"><strong>“O Brasil é um país pródigo em crimes”</strong></h2>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><span style="color:#ffffff;">x</span><br />
A conversa começou com o organizador destacando o que lhe parece uma contradição: a falta de uma tradição policial na literatura brasileira em meio a  uma realidade violenta que marca não apenas  o Rio de Janeiro, mas o país como um todo. Há poucos autores que trabalham o gênero, e ainda pouca admissão de ser um “autor policial” entre os escritores brasileiros.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><img decoding="async" class="alignright wp-image-2945 size-medium" style="border:1px solid #000000;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/10/noir.jpg?w=200" alt="noir" width="200" height="300" />Bellotto contou que sua seleção começou por autores que já se dedicavam ao gênero. Outros foram chamados por abordarem a temática urbana, de suma importância para a lógica da antologia. Cada autor se dedicou a um bairro de sua escolha, ambientando nele sua narrativa.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Os autores presentes falaram brevemente sobre seus contos e as circunstâncias que os envolvem. Abaixo, um pequeno resumo das falas.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">“O Brasil é um país criminoso”, disse <strong>Alexandre Fraga</strong>, que, além de escritor, é policial federal. Foi o último autor chamado para participar: Bellotto tomou conhecimento dele a poucos dias do fim do recebimento dos textos, a partir de uma reportagem sobre o recém-lançado &#8220;Oeste: a Guerra do Jogo do Bicho&#8221;. O protagonista do conto “Canibal de Ipanema” figura num livro anterior do autor.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Para <strong>Luiz Eduardo Soares</strong>, no Rio, o crime se impõe, faz parte do imaginário coletivo. Para o autor, o fascinante da narrativa policial é a surpresa, a reviravolta, algo que procurou desfrutar na escrita em si, feita sem planos, de modo a experimentar a descoberta tanto quanto o leitor. Seu texto, “Fim de semana em São Conrado”, tem como base um acontecimento real: a invasão do Hotel Intercontinental por traficantes, em 2010.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>Guilherme Fiuza</strong> não aprecia particularmente o tema urbano e a cultura de exaltação da cidade, por isso queria que seu texto fosse além destes elementos. “RJ-171” tem como temática a negociação com o crime. O protagonista circula entre o mundo do crime e do poder, cruzando fronteiras.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">O conto de <strong>Victoria Saramago</strong> tem como foco o gringo que chega à cidade. De que forma o Rio seria noir para ele? Ambientado na Floresta da Tijuca, “Ponto cego” acompanha uma personagem estrangeira que, caminhando pelo local, encontra um dedo decepado e decide descobrir quem é seu dono.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>Arnaldo Bloch</strong> utilizou o medo infantil de uma canção como ponto de partida para “Enigma da Vitrola”. A ideia foi trabalhar o bairro de Jacarepaguá como um lugar desconhecido. Segundo o autor, o conto se aproxima mais do horror.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">O protagonista de “Tangerina Tango”, <strong>Marcelo Ferroni</strong>, aparece em seu último romance, Das paredes, meu amor, os escravos nos contemplam. O autor queria trabalhar o próprio mundo literário na narrativa. O conto trata do desaparecimento de um famoso autor de autoajuda em visita ao Brasil.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Inspirado em circunstâncias reais, e também extrapolando-as, <strong>Raphael Montes</strong> traz uma história de inveja entre dois escritores que vivem em Copacabana. Assim como o protagonista de “A história de Georges Fullar”, o autor de &#8220;Dias Perfeitos&#8221; vive próximo de um escritor consagrado: o poeta Ferreira Gullar. Essa vivência lhe deu a ideia do conto, que, segundo Montes, “só poderia ocorrer em Copacabana”.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>Flávio Carneiro</strong> declarou sua predileção por histórias sobre outras histórias, em que se possa realizar um jogo intertextual. Seus dois romances policiais anteriores, &#8220;O campeonato&#8221; e &#8220;O livro roubado&#8221;, vão nessa linhas. Segundo o autor, o Centro do Rio, onde se passa o conto “A espera”, exprime muito bem a capacidade que toda grande cidade tem de surpreender. No texto, André e Gordo – protagonistas dos romances anteriores – são contratados por uma mulher que sente falta do <em>stalker</em> que a acompanhava até em casa, que, do dia para a noite, para de segui-la.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;"><strong>Arthur Dapieve</strong> se declarou um leitor ávido do noir norte-americano, representado por autores como Raymond Chandler, Dashiel Hammet e Chester Himes. Seu conto “Táxi argentino” tem elementos clássicos do subgênero: um investigador em constante monólogo interior e uma loira peituda – que, nesse caso, é uma travesti. A investigação envolve um corpo encontrado no Corcovado, no que aparenta ser um suicídio.</span></p>
<h2 style="text-align:justify;"><strong>Rubem Fonseca</strong></h2>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Ainda durante o debate, a figura de Rubem Fonseca foi trazida à tona. Para Tony Belloto, a influência do autor de &#8220;Agosto&#8221;, uma das maiores vozes da literatura brasileira, é menor em escritores das gerações mais novas, enquanto que, para os que estão há mais tempo na estrada, manifesta-se com muito mais força.</span></p>
<h2 style="text-align:justify;"><strong>A fórmula e as cidades</strong></h2>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Para Raphael Montes, o policial tem uma espécie de fórmula, que funciona ou não dependendo de como utilizada. No entanto, o ideal é incluir outros elementos nas narrativas. O gênero propicia espaço amplo para refletir sobre as grandes cidades, por exemplo, ou mesmo da própria psique humana. O jovem autor declarou também que o momento vivido pela literatura policial no país é bom, como comprovam os recentes lançamentos de Tony Bellotto, Garcia-Roza, Patrícia Melo e muitos outros.</span></p>
<h2 style="text-align:justify;"><span style="font-size:1.25em;">Confira fotos do evento</span></h2>
<p><figure id="attachment_3250" aria-describedby="caption-attachment-3250" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-3250" style="border:1px solid #000000;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/12/noir1.jpg" alt="noir1" width="700" height="525" /><figcaption id="caption-attachment-3250" class="wp-caption-text">O encontro aconteceu na Livraria da Travessa, no Leblon</figcaption></figure><br />
&nbsp;<br />
<figure id="attachment_3252" aria-describedby="caption-attachment-3252" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-3252" style="border:1px solid #000000;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/12/noir2.jpg" alt="noir2" width="700" height="525" /><figcaption id="caption-attachment-3252" class="wp-caption-text">Autores e leitores debatem sobre literatura policial</figcaption></figure><br />
&nbsp;<br />
<figure id="attachment_3253" aria-describedby="caption-attachment-3253" style="width: 720px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-3253 size-full" style="border:1px solid #000000;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/12/noir3.jpg" alt="noir3" width="720" height="960" /><figcaption id="caption-attachment-3253" class="wp-caption-text">Josué de Oliveira com Arnaldo Bloch, colunista de O Globo e autor do conto &#8220;Enigma da Vitrola&#8221;</figcaption></figure><br />
&nbsp;<br />
<figure id="attachment_3254" aria-describedby="caption-attachment-3254" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-3254" style="border:1px solid #000000;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/12/noir5.jpg" alt="noir5" width="700" height="525" /><figcaption id="caption-attachment-3254" class="wp-caption-text">Nosso enviado especial com Raphael Montes, que assina um dos contos</figcaption></figure><br />
&nbsp;</p>
<h5><em>(Fotos: Josué de Oliveira)</em></h5>
<p style="text-align:justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-1576" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2014/09/josue2.png" alt="josue2" width="600" height="133" /></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Josué de Oliveira' src='https://secure.gravatar.com/avatar/52bc4af4ff7ca85bd9e0fb0d7776a484006bc8530907d212a167a270a4a12376?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/52bc4af4ff7ca85bd9e0fb0d7776a484006bc8530907d212a167a270a4a12376?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/olveirajosue/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Josué de Oliveira</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Formado em Estudos de Mídia pela UFF e vive em Niterói, RJ. Trabalha na área de desenvolvimento de livros digitais. Gosta de ler, escrever, ver filmes esquisitos e curte bandas que ninguém conhece. Atualmente, revisa seu primeiro romance policial.</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2014/12/12/lancamento-da-coletanea-rio-noir-no-rio-de-janeiro/">Lançamento da coletânea Rio Noir, no Rio de Janeiro</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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