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	<title>Arquivos Marcelo Ferroni -</title>
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	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
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		<title>Tony Bellotto lança &#8220;Rio Noir&#8221; em Nova York</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 May 2016 18:00:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[nacionais]]></category>
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		<category><![CDATA[autor nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>LANÇAMENTO &#8211; Tony Bellotto participou do pré-lançamento da coletânea policial &#8220;Rio Noir&#8221; nesta quarta, 11, em Nova York. Com edição dele, a coletânea inclui contos de Alfredo Luiz Garcia-Roza, MV Bill, Luiz Eduardo Soares, Guilherme Fiuza, Arthur Dapieve, Victoria Saramago, Arnaldo Bloch, Adriana Lisboa, Tony Bellotto, Alexandre Fraga, Marcelo Ferroni, Flávio Carneiro, Raphael Montes e...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-12715 size-full" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:0;margin-bottom:35px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/05/rionoir.jpg" alt="rionoir" width="639" height="449" /></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>LANÇAMENTO</strong> &#8211; Tony Bellotto participou do pré-lançamento da coletânea policial &#8220;Rio Noir&#8221; nesta quarta, 11, em Nova York. Com edição dele, a coletânea inclui contos de Alfredo Luiz Garcia-Roza, MV Bill, Luiz Eduardo Soares, Guilherme Fiuza, Arthur Dapieve, Victoria Saramago, Arnaldo Bloch, Adriana Lisboa, Tony Bellotto, Alexandre Fraga, Marcelo Ferroni, Flávio Carneiro, Raphael Montes e Luis Fernando Veríssimo. Cada conto apresenta um bairro do Rio de Janeiro, do Leme a Bangu.</p>
<p style="text-align:center;"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-12716 size-full" style="border:1px solid #c0c0c0;margin-top:30px;margin-bottom:0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/05/rionoir2.jpg" alt="rionoir2" width="614" height="426" /><em>(Foto: <a href="https://www.facebook.com/MysteriousBookshop/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Facebook Mysterious Bookshop</a>)</em></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p><div id="liter-220976651" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p style="text-align:justify;">O evento aconteceu na livraria Mysterious Bookshop, uma das mais antigas da cidade e especializada em comercializar livros de mistério, crime e de suspense. Ao lado de Bellotto, estavam a escritora Victoria Saramago e Lawrence Block, um dos mais famosos nomes do suspense dos Estados Unidos.</p>
<p style="text-align:justify;">O encontro foi patrocinado pelo Consulado do Brasil em Nova York. <a href="http://bit.ly/1X2dZTJ" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Confira a resenha do literaturapolicial.com para &#8220;Rio Noir&#8221;</a>, coletânea publicada pela editora Casa da Palavra, em 2014.</p>
<p style="text-align:justify;"><span style="color:#ffffff;">x</span></p>
<p style="text-align:justify;"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-12720 size-full" style="margin-top:0;margin-bottom:0;border:1px solid #c0c0c0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/05/rionoir31.jpg" alt="rionoir3" width="412" height="648" /></p>
<p style="text-align:justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-3871 size-full" style="margin-top:75px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/02/ana2.png" alt="ana2" width="630" height="133" /></p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2016/05/12/tony-bellotto-lanca-rio-noir-em-nova-york/">Tony Bellotto lança &#8220;Rio Noir&#8221; em Nova York</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Das paredes, meu amor, os escravos nos contemplam, por Marcelo Ferroni</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2015/11/09/das-paredes-meu-amor-os-escravos-nos-contemplam-por-marcelo-ferroni/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Josué de Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Nov 2015 14:26:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[companhia das letras]]></category>
		<category><![CDATA[Das paredes meu amor os escravos nos contemplam]]></category>
		<category><![CDATA[josué de oliveira]]></category>
		<category><![CDATA[Marcelo Ferroni]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Josué de Oliveira &#8211; Há um subgênero do romance policial conhecido como crime de quarto fechado. Talvez você não esteja familiarizado com o termo, mas muito provavelmente conhece alguma narrativa que se encaixa nele. Em sua forma mais clássica, consiste num mistério em que alguém é assassinado num cômodo de onde não se pode...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full" src="https://m.media-amazon.com/images/I/919jua8OKdL._SY466_.jpg" width="307" height="466" /></p>
<p><strong>Por Josué de Oliveira</strong> &#8211; Há um subgênero do romance policial conhecido como crime de quarto fechado. Talvez você não esteja familiarizado com o termo, mas muito provavelmente conhece alguma narrativa que se encaixa nele. Em sua forma mais clássica, consiste num mistério em que alguém é assassinado num cômodo de onde não se pode sair, seja pelas janelas e portas estarem trancadas por dentro, seja por alguma outra obstrução. O ponto é que a saída do assassino parece, a primeira vista, ser impossível; a pergunta que imediatamente se enfia na cabeça de todos, antes mesmo do “Por quê?”, é o “Como?”. Ah, outro ponto importante é que todos os presentes no local onde o assassinato se deu – geralmente uma casa – são potenciais suspeitos.</p>
<p>O conceito é maleável, e a cena do crime não precisa necessariamente ser um quarto. O importante é não dar para sair. O assassinato parece impossível a primeira vista, e esse é o apelo do mistério a se desvelar. Lançado no ano passado, &#8220;Das paredes, meu amor, os escravos nos contemplam&#8221; (Companhia das Letras, 272 páginas, R$ 42,00), de Marcelo Ferroni – de agora em diante apenas Das paredes –, nos coloca novamente fora do quarto e propõe o desafio de descobrir como aconteceu o crime lá dentro.</p>
<p>A história acompanha Humberto Mariconda, escritor. Frustrado pelo desinteresse demonstrado pelos cadernos de cultura por seu primeiro livro, A porrada na boca risonha e outros contos, ele é convidado por Julia Damasceno, garota que conheceu há alguns meses e com quem teve um rápido envolvimento, para um fim de semana numa fazenda histórica da família. Todos estão presentes: pai, mãe, irmãs, cunhados, primos, namorados e namoradas, cada um levando consigo segredos e interesses não revelados. Um temporal acaba com a energia elétrica, e o rio que passa pela propriedade transborda, prendendo todos na casa. Quando dois tiros soam do escritório trancado, a porta precisa ser arrombada e, lá dentro, o patriarca da família, Ricardo Damasceno, é encontrado morto.</p><div id="liter-220976651" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p>A receita do assassinato com número limitado de suspeitos é clássica e mantém sua força: o leitor automaticamente se sente chamado a investigar aquele crime, desvendar aquelas pessoas. Em Das paredes, o autor é honesto é dá ao leitor as mesmas chances de descobrir o desfecho que o detetive (ou detetives) da história tem. Ferroni recorre constantemente a diálogos, que não apenas dão dinamismo à narrativa, mas também vão revelando bem aos poucos detalhes importantes sobre os negócios da família, as relações entre os parentes, os ódios, ressentimentos e rixas existentes no seio dos Damasceno, o que ajuda a criar o terreno adequado para o mistério.</p>
<p>Os visitantes são, em sua maioria, interessantes, daquela maneira um pouco exagerada e caricata que personagens de histórias do tipo costumam ser. O autor maneja bem o grande número de personagens hospedados no casarão, não permitindo que sejam apenas recipientes para as suspeitas do leitor e do(s) detetive(s) e dando a cada um momentos de destaque e singularidade. Trata-se de um coro peculiar e por vezes enervante de vozes e personalidades, que aos poucos se revela mais e mais instável e virulento.</p>
<p>O desenvolvimento da trama é dinâmico – os diálogos sempre carregando a narrativa –, o desfecho, inteligente e bem orquestrado: uma solução racional e possível para o que se pensava absurdo, como todo crime de quarto fechado merece. Porém, outros aspectos do livro comprometem os bons resultados alcançados pela trama policial em si.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full" src="https://ogimg.infoglobo.com.br/in/25265848-bb9-d83/FT1086A/Marcelo-Ferroni-2cred.-Phil-Machado.jpg" width="1086" height="652" /></p>
<p>Ferroni busca o tempo todo apresentar uma voz própria, o que é louvável. No entanto, algumas de suas escolhas desafiam o entendimento. Por exemplo: os diálogos se bifurcam e entrelaçam de modo frequentemente confuso, sendo necessário dobrar a atenção para entender quem está falando. Uma vez que se acostuma com o recurso, consegue-se seguir sem grandes problemas, mas fica a pergunta: por quê? Em que isso contribui para a narrativa? Por que essa maneira e não outra, mais tradicional e acessível?</p>
<p>A questão do ponto de vista gera questionamentos semelhantes. Boa parte da história é narrada em primeira pessoa por Humberto, mas uma terceira pessoa assume de tempos em tempos, sem que fique claro o motivo da mudança. E não me entendam mal: em termos meramente estilísticos, o resultado é bacana – por vezes a transição entre a primeira e a terceira pessoa ou vice-versa ocorre de modo discreto, quase imperceptível, o que mostra a habilidade do autor –, mas o recurso soa absolutamente gratuito dentro da história sendo contada. Trata-se de uma decisão estranha, cujos propósitos ficam obscuros.</p>
<p>A essas ressalvas acrescente-se o fato de a história avançar num ritmo inicialmente lento, e o crime demorar bastante para ocorrer. Mesmo assim, a leitura de Das paredes foi uma boa experiência, ora divertida, ora desafiadora, do tipo que não se encontra todo o dia. Boa dica para quem está atrás de alguma coisa fora da caixa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h1>SOBRE O LIVRO</h1>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full" src="https://m.media-amazon.com/images/I/919jua8OKdL._SY466_.jpg" width="307" height="466" /></p>
<p><strong>Título</strong>: Das paredes, meu amor, os escravos nos contemplam<br />
<strong>Autor</strong>: Marcelo Ferroni<br />
<strong>Editora</strong>: Companhia das Letras<br />
<strong>Páginas</strong>: 272<br />
<strong>Ano</strong>: 2014<br />
<span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://amzn.to/3yxjjec" target="_blank" rel="noopener">Compre o livro/e-book</a></span></p>
<p style="text-align: justify;">SINOPSE – Um escritor frustrado folheia todos os dias o jornal em busca de uma resenha para seu primeiro livro. Todavia, A porrada na boca risonha e outros contossegue ignorado pela crítica, enquanto Humberto vê o trabalho de seus rivais sendo incensado na imprensa e adorado pelo público. O único alento do escritor é Julia, a garota que conheceu por acaso e que agora o leva para um fim de semana na serra, onde ele irá conhecer sua família. A casa da família de Julia é uma majestosa propriedade da época do Império, um lugar onde há não muito tempo os senhores eram atendidos por seus escravos. Hoje, a casa serve de veraneio para os Damasceno, família paulista que fez fortuna vendendo filtros de água. A casa é a menina dos olhos do patriarca Ricardo, obcecado com sua restauração e com documentos e objetos relativos ao passado do local. Ao longo do fim de semana, as inúmeras tensões entre familiares, funcionários e amantes, acumuladas em anos de ressentimento e desconfiança, irão tomar forma num crime brutal. Valendo-se da tradição do mistério de quarto fechado, em que um personagem é morto em um cômodo trancado por dentro, Ferroni irá partir de um enunciado conhecido &#8211; um crime em que todos são suspeitos &#8211; para colocar em xeque os clichês do gênero, ao mesmo tempo que constrói um romance de enorme força literária sobre a família, o amor e o medo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Josué de Oliveira' src='https://secure.gravatar.com/avatar/52bc4af4ff7ca85bd9e0fb0d7776a484006bc8530907d212a167a270a4a12376?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/52bc4af4ff7ca85bd9e0fb0d7776a484006bc8530907d212a167a270a4a12376?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/olveirajosue/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Josué de Oliveira</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Formado em Estudos de Mídia pela UFF e vive em Niterói, RJ. Trabalha na área de desenvolvimento de livros digitais. Gosta de ler, escrever, ver filmes esquisitos e curte bandas que ninguém conhece. Atualmente, revisa seu primeiro romance policial.</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/11/09/das-paredes-meu-amor-os-escravos-nos-contemplam-por-marcelo-ferroni/">Das paredes, meu amor, os escravos nos contemplam, por Marcelo Ferroni</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Rio Noir &#8211; Com espírito de Flamengo, mas com o time do Vasco</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2015/01/16/rio-noir-com-espirito-de-flamengo-mas-com-o-time-do-vasco/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rogerio Christofoletti]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Jan 2015 12:30:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[nacionais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Rogério Christofoletti &#8211; Pode a cidade mais solar do Brasil se tingir de negro, revestida de crimes, suspense e mistério? Pode. O Rio de Janeiro continua lindo, mas também não é feito de açúcar e sabe muito bem viver de violência e perversidade. Não era preciso lançar “Rio Noir” para saber disso, mas a...</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Rogério Christofoletti</em> &#8211; Pode a cidade mais solar do Brasil se tingir de negro, revestida de crimes, suspense e mistério? Pode. O Rio de Janeiro continua lindo, mas também não é feito de açúcar e sabe muito bem viver de violência e perversidade. Não era preciso lançar “Rio Noir” para saber disso, mas a chegada da coletânea às livrarias embaça mais uma vez a vitrine desses inesquecíveis cartões postais.</p>
<p>Composta por 14 contos e chancelada pela Casa da Palavra, a obra repete a fórmula da Akashic Books, editora nova-iorquina que publicou uma série de livros com histórias noir de escritores famosos tendo como cenários cidades deslumbrantes. Foi assim com Londres, Paris, Havana, Barcelona, Roma, entre outras, sem contar os muitos sets dos Estados Unidos. O capítulo brasileiro elege uma cidade partida, babilônica, com fontes murmurantes, purgatório da beleza e do caos. O curioso é que é editada por um paulista, Tony Bellotto, que – justiça seja feita! – é quase carioca, afinal mora na cidade há mais de vinte anos. Provocações à parte, “Rio Noir” é um acontecimento para a literatura policial nacional. Não por sua magnitude ou originalidade, mas pelo momento da produção local, que atrai cada vez mais público, ganha bastante visibilidade e destorce o nariz da crítica mais ranheta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;"><span style="font-size: 1.45em; color: #808080;">A coisa funciona? Sim, bem ao estilo do bondinho de Santa Teresa: emperra em alguns trechos, ganha velocidade em outros, mas diverte no final. Por natureza, qualquer coletânea de contos é plural, e é natural que ela oscile também em ritmo e qualidade. </span></p><div id="liter-220976651" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para o leitor, a vantagem é poder pular livremente de uma história à outra sem respeitar a linearidade do índice. Por isso, se você me permitir, vou dar a real: comece pelos contos dos turistas e deixe a leitura dos habitués para o final. Não entendeu? Um dos problemas de “Rio Noir” é a escalação do time.</p>
<p>O índice traz autores que podem ser boas referências da vida contemporânea carioca, mas que pouco (ou nada) exercem da literatura policial. É o caso de MV Bill, Luiz Eduardo Soares e Guilherme Fiuza, que oferecem narrativas coloridas, bem-humoradas, frequentadas por personagens típicos da cidade: o traficante dono-do-morro, a socialite biscate, o PM corrupto, o político flexível. Os episódios são escorados na violência, mas não são necessariamente noir. Existe crítica social, hiper-realismo e pitadas de etnografia urbana, mas nem toda história com tiro e morte é policial, confere? Se fosse assim, todo livro com beijo seria romântico&#8230;</p>
<p>Estou sendo simplista porque o problema me parece pouco complexo mesmo: o jogo nem sempre é bom porque faltam craques no time. Imagine se “Rio Noir” tivesse um Sérgio Sant&#8217;Anna, um Carlos Heitor Cony ou um Bernardo Carvalho! Eles não são especialistas no gênero, é verdade, mas sabem muito do riscado! Agora, imagine o livro sem o pelé de nossa ficção policial, Rubem Fonseca. Pois é, a coletânea não bota o homem pra jogar e aí, já viu. Fica sem uma fundamental referência. Me desculpem os cruz-maltinos, mas – numa frase &#8211; “Rio Noir” tem espírito de Flamengo mas vai a campo com o time do Vasco!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=qf_sp_asin_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=8577345149&amp;asins=8577345149&amp;linkId=56984919853f0221e6f1c8ab0adf14ad&amp;show_border=false&amp;link_opens_in_new_window=true&amp;price_color=333333&amp;title_color=0066c0&amp;bg_color=ffffff" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Imagino que entraves editoriais tenham complicado a vida do treinador. Marcelo Ferroni e Arnaldo Bloch se esforçam, correm atrás da bola, mas ela escapa. Falta domínio dos fundamentos da ficção policial. É um problema de estilo de jogo, e é bem capaz que em outras equipes, tornem a vida do zagueiro um inferno. Falta habilidade&#8230;</p>
<p>Mas “Rio Noir” não faz feio. Esperto, o treinador montou o esquema com dois veteranos nas pontas: Luiz Alfredo García-Roza e Luis Fernando Verissimo. Os mestres distribuem bem as bolas. Atendendo ao vaticínio de Gentil Cardoso &#8211; pernambucano de nascimento e carioca de alma –, “quem se desloca recebe, quem pede tem preferência”. Por isso, Victoria Saramago, Raphael Montes e Alexandre Fraga mostram as armas em bons momentos. Uma viciada norte-americana perambula pela Floresta da Tijuca, um adolescente deslumbrado sobe e desce num edifício de Copacabana, e um canibal volta à lida em Ipanema. Tem mutilação, sangue, sexo e traição.</p>
<p>Já tarimbados no ofício, Flávio Carneiro e Tony Bellotto seguram o meio-campo. O primeiro apresenta um conto ágil, cheio de referências a clássicos da ficção policial, e o que é melhor: joga quase sem bola. Prova cabal de que é desnecessário espalhar corpos para atrair o leitor. Bellotto, mais solto do que nunca, costura uma trama praieira: no Leme, um aproveitador metido a personal trainer fareja encrenca com mulheres casadas, saradas e sacanas.</p>
<p>Para o troféu de craque-revelação, um empate: Adriana Lisboa e Arthur Dapieve. Ela conduz a história tão bem, sem qualquer pressa e com tanta maestria que mais parece uma veterana das novelas negras. Mescla misticismo, erotismo e suspense no Largo do Machado. Se uma cigana pedir para ler sua mão, pense bem antes de negar&#8230; Dapieve escreve de forma marota, como aquele sorrisinho de canto de boca que espreme os olhinhos atrás dos óculos. Com piadas inteligentes e fina ironia, dribla a atenção do leitor. Sacanagem típica de carioca. Vez em quando dá um toque de classe. Atitude típica de escritor policial. De quebra, planta um detetive amarrotado de filme noir nos pés do Cristo diante de um cadáver. É um personagem que desafia a madrugada numa cidade que não dorme. De touca&#8230;</p>
<p>Travestis, prostitutas, gigolôs, advogados de porta-de-cadeia, celebridades de ocasião, escritores esquisitões, acertos de conta&#8230; “Rio Noir” tem de tudo um pouco. Já dei a fita: comece pelos contos dos turistas e deixe os nativos pro final. Não vai ter sabor amargo. Nem precisa agradecer: gentileza gera gentileza.</p>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-9406 size-full" style="margin-top: 40px;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/star3.png" alt="star3" width="75" height="22"><span style="color: #ffffff;">x</span></p>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/gp/product/8577345149/ref=as_li_tl?ie=UTF8&amp;camp=1789&amp;creative=9325&amp;creativeASIN=8577345149&amp;linkCode=as2&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=09c8fe592fca300abcbb93afa347f948" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;MarketPlace=BR&amp;ASIN=8577345149&amp;ServiceVersion=20070822&amp;ID=AsinImage&amp;WS=1&amp;Format=_SL250_&amp;tag=literaturapol-20" alt="" width="173" height="250" border="0"></a><img loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0!important;" src="//ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=am2&amp;o=33&amp;a=8577345149" alt="" width="1" height="1" border="0"><strong>Título</strong>: Rio Noir<br />
<strong>Autor</strong>: Tony Bellotto (coletânea)<br />
<strong>Editora</strong>: Casa da Palavra<br />
<strong>Páginas</strong>: 304<br />
<strong>Ano</strong>: 2014<br />
<a href="http://www.skoob.com.br/livro/420332ED477430" target="_blank" rel="noopener">Este livro no Skoob</a></p>
<p style="text-align: justify;">SINOPSE &#8211; Com o sucesso da série noir nos Estados Unidos, que reúne grandes escritores em contos policiais com o pano de fundo de cada bairro, a edição expandiu para outros países. Em parceria com a Akashic Books, chega o primeiro noir brasileiro para compor a série de sucesso, tendo como cenário a &#8216;cidade da beleza e do caos&#8217;. Com edição de Tony Bellotto, a versão brasileira inclui Luiz Alfredo Garcia-Roza, MV Bill, Luiz Eduardo Soares, Guilherme Fiuza, Arthur Dapieve, Victoria Saramago, Arnaldo Bloch, Adriana Lisboa, Tony Bellotto, Alexandre Fraga, Marcelo Ferroni, Flávio Carneiro, Raphael Montes e Luis Fernando Verissimo. Cada conto apresenta um bairro do Rio de Janeiro, do Leme a Bangu. Sob uma perspectiva contemporânea e urbana da cidade partida, o livro reúne contos de personagens (e histórias) tipicamente cariocas, da classe média cosmopolita, da população de comunidades carentes e de socialites encasteladas. O cenário é um Rio de Janeiro de lindas praias, mulheres sensuais, favelas, tiroteios e disputas sangrentas entre facções criminosas.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rogerio Christofoletti' src='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/87f28085d29f672a5c343e268eeb037a666688496455d0254804e2942865a66b?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/monitorando/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rogerio Christofoletti</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista, dramaturgo e professor universitário. Já publicou 12 livros na área acadêmica e escreveu oito peças de teatro. É um dos autores do e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx).</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="http://christofoletti.com/" target="_self" >christofoletti.com/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/01/16/rio-noir-com-espirito-de-flamengo-mas-com-o-time-do-vasco/">Rio Noir &#8211; Com espírito de Flamengo, mas com o time do Vasco</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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