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	<title>Arquivos mikael blomkvist -</title>
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	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
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	<title>Arquivos mikael blomkvist -</title>
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		<title>Stieg Larsson – A verdadeira história do criador da trilogia Millennium</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Ana Paula Laux]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Aug 2016 15:42:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Escandinavos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Ana Paula Laux &#8211; Quem diria que Stieg Larsson se tornaria um dos maiores nomes da literatura policial no mundo? Ele diria, já que sempre acreditou no potencial da trilogia Millennium. Stieg morreu em 2004 com apenas 50 anos, depois de sofrer&#160;um ataque cardíaco fulminante e antes de ver seu primeiro romance&#160;policial ser lançado.&#160;A...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Ana Paula Laux</em> &#8211; Quem diria que Stieg Larsson se tornaria um dos maiores nomes da literatura policial no mundo? Ele diria, já que sempre acreditou no potencial da trilogia Millennium. Stieg morreu em 2004 com apenas 50 anos, depois de sofrer&nbsp;um ataque cardíaco fulminante e antes de ver seu primeiro romance&nbsp;policial ser lançado.&nbsp;A biografia “Stieg Larsson – A verdadeira história do criador da trilogia Millennium” é uma bela homenagem a este escritor que deixou sua marca na literatura.</p>
<p>O livro foi escrito por Jan-Erik Pettersson, jornalista e antigo editor de Stieg, e publicado no Brasil em 2012 pela Companhia das Letras. É&nbsp;um guia maravilhoso, incrível e completo para quem quer conhecer as origens do autor, suas motivações políticas, sua paixão pela justiça e a maneira corajosa como enfrentava a vida.</p>
<p>Pettersson divide o livro cronologicamente. Começa&nbsp;descrevendo a infância de Stieg e sua relação com a família, o passado político dos pais e do avô Severin,&nbsp;e&nbsp;como desde pequeno ele já tinha um posicionamento forte sobre as coisas do mundo. O miolo é dedicado ao engajamento com as causas políticas, as viagens para lugares como Etiópia e a ilha de Granada (onde Lisbeth desembarca no segundo livro) e o ativismo combatente&nbsp;à&nbsp;Guerra do Vietnã.</p><div id="liter-333490092" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p>Pettersson faz uma contextualização política extensa e um pouco cansativa em alguns trechos, desmitificando a imagem do país justo e moderno atribuído à Suécia, relembrando transições políticas, citando as origens de movimentos fascistas e a influência do partido Social Democrata no país. É o gancho para compreendermos o embrião das histórias de Stieg e de seu trabalho como pesquisador e &nbsp;jornalista político.</p>
<h4>&nbsp;<br />
Bom humor e coragem</h4>
<p>Há muitas revelações menores porém deliciosas no decorrer da leitura. Stieg lia histórias de detetive desde criança, era fascinado por ficção científica, teve um fanzine dedicado a&nbsp;Isaac Asimov, interessava-se por novas tecnologias, desenho e redação, era fã de Raymond Chandler e Dashiell Hammett. Seu apelido na revista Expo era Stieg-piada, porque ele adorava fazer os outros rirem. Curiosamente, ele não chegou a se formar em jornalismo. Começou mesmo trabalhando em uma agência de notícias como&nbsp;ilustrador de artigos, aptidão herdada do pai, Erlande.</p>
<p>O lado pesquisador veio anos depois, quando tornou-se&nbsp;uma referência nos assuntos sobre extremismo de direita, um dos maiores especialistas em análises sobre movimentos fascistas e neonazistas na Europa, sendo frequentemente chamado para dar palestras sobre estes temas para políticos e até para a Scotland Yard. A revista Expo (um espelho da Millennium da trilogia) nasceu desse ativismo e da necessidade que Stieg tinha em buscar justiça, em provar que neonazistas não eram jovens delinquentes com problemas, como acreditava a polícia sueca, e sim um movimento político organizado e sério, com crenças e convicções.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><iframe style="width: 120px; height: 240px;" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?ServiceVersion=20070822&amp;OneJS=1&amp;Operation=GetAdHtml&amp;MarketPlace=BR&amp;source=ac&amp;ref=qf_sp_asin_til&amp;ad_type=product_link&amp;tracking_id=literaturapol-20&amp;marketplace=amazon&amp;region=BR&amp;placement=B00A7GJ1HU&amp;asins=B00A7GJ1HU&amp;linkId=1d09d6e1e8a6d20b27b154c0385d7c3c&amp;show_border=false&amp;link_opens_in_new_window=true&amp;price_color=333333&amp;title_color=0066c0&amp;bg_color=ffffff" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"><br />
</iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A revista foi inaugurada em 1995 visando reunir um arquivo de informações sobre a direita radical na Suécia, para que estes grupos extremistas não fugissem da justiça. Foram muitos os ataques sofridos por Stieg por conta de seu posicionamento político – no final dos anos de 1990, ele chegou a ser a pessoa mais ameaçada da Suécia -, incluindo aí ameaças de morte a apoiadores da revista e citações em sites nazistas da Europa inteira. Foi por isso que ele nunca se casou com a companheira de vida, Eva, para que justamente não existissem papéis oficiais com informações que pudessem comprometer a segurança dela. Mesmo assim, ele não desistiu de denunciar os grupos fascistas e seus atos de violência, tão pouco se deixou intimidar por eles.</p>
<p>Essa biografia ajuda a entender a extensão do domínio que Stieg tinha dos assuntos tratados nos livros. Como ele, por exemplo, gostava de escrever com o Mac branco no colo e os pés numa escrivaninha, imaginando um jornalista idealista e convencional como Blomkvist e uma heroína que age, se vinga e se liberta, tal qual Lisbeth, e que enfrenta as piores situações para vencer no final. Ele sabia do que falava porque tinha conhecimento de causa. Por exemplo, quando em “A rainha do castelo de ar” a empresa de segurança Milton Security instala um potente sistema de alarme na casa da jornalista Erika Berger. Anos antes, Stieg havia escrito um artigo para a Associação de Jornalistas Suecos justamente sobre este tema, explicando&nbsp;como jornalistas deveriam agir quando passassem por situações de perigo.</p>
<p>Claro que transformar os episódios da própria vida em uma ficção enérgica exige mais do que a sóbria habilidade de descrever, mas seus livros acabaram sendo, de certa forma, uma extensão idealista da vida que ele levava. Com a exceção de que, na ficção, ele tinha total controle sobre tudo que não controlava na vida real.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h4>Noir Nórdico</h4>
<p>Pettersson conclui o livro resgatando a história do romance policial sueco e como o gênero deixou de ser uma simples distração de otimistas para virar um espelho da sociedade, transformando a Suécia numa espécie de “pólo do crime” da ficção anos atrás, com a febre do Noir Nórdico. Ele ainda cita referências do gênero no país, como o casal Per Wahlöö e Maj Sjöwall e Henning Mankell, criador do detetive Wallander. Há mais detalhes sobre a concepção da trilogia nesse finalzinho, como a inspiração para criar Lisbeth, que ele via como uma versão cyberpunk de Pippi Meialonga, a famosa personagem infantil de Astrid Lindgren.</p>
<p>Segundo Pettersson, a convicção que Stieg tinha de que seus livros seriam um sucesso não era um mero “feeling” de escritor. Antes de publicá-los, Stieg testemunhou o interesse crescente dos editores pela obra avaliada, e chegou até a negociar detalhes para uma possível adaptação para o cinema. Parece que uma brincadeira recorrente era de que talvez ele chegasse a ser mais importante do que o próprio Mankell, e dizem que ele se divertia muito com isso, já que escrever ficção havia virado uma paixão autêntica.</p>
<p>É realmente difícil entender o destino que nos priva de uma experiência como essa, a de ter Stieg Larsson amplificando o coro&nbsp;na luta contra o racismo, na defesa do movimento feminista, dos direitos humanos e por uma sociedade mais justa. Afinal, o que ele teria a dizer sobre os 4000 refugiados mortos até então nos mares da Europa? O que acharia&nbsp;da popularidade de Trump e&nbsp;das revelações de&nbsp;Snowden sobre a NSA? Será que se surpreenderia com&nbsp;as tendências conservadoras dos tempos modernos? Eu penso que não, mas isso é algo que&nbsp;nunca saberemos. Só uma coisa é certa: o mundo seria um pouquinho melhor com Stieg vivendo nele ainda. Ah, se seria&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Confira a resenha em vídeo</p>
<p>[embedyt] https://www.youtube.com/watch?v=qRBLNSiX37I[/embedyt]</p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="western" align="justify"><img decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9465" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/star4.png" alt="star4" width="98" height="22"></p>
<p><strong><img decoding="async" class="alignleft wp-image-13740 size-full" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2016/08/stieg_bio.jpg" alt="stieg_bio" width="150" height="224">Título</strong>: Stieg Larsson &#8211; A verdadeira história do criador da trilogia Millennium<br />
<strong>Autor</strong>:&nbsp;Jan-Erik Pettersson<br />
<strong>Tradutora</strong>:&nbsp;Maria Luíza Newlands<br />
<strong>Editora</strong>: Companhia das Letras<br />
<strong>Páginas</strong>: 288<br />
<a href="https://www.skoob.com.br/livro/272340#_=_" target="_blank" rel="noopener">Este livro no Skoob</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SINOPSE</strong> – A biografia definitiva de Stieg Larsson revela como sua intensa atuação política foi fundamental para transformá-lo no escritor que conquistou o mundo com os personagens Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist.</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img decoding="async" src="https://literaturapolicial.com/wp-content/uploads/2023/09/WOsSxJON_400x400.jpg" width="100"  height="100" alt="" itemprop="image"></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/analaux/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Ana Paula Laux</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Jornalista. Trabalha com curadoria de informação, gestão de mídias sociais e criação de conteúdo digital. Em 2014, lançou o e-book &#8220;Os Maiores Detetives do Mundo&#8221; (Chris Lauxx). Contato: analaux@gmail.com</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2016/08/08/stieg-larsson-a-verdadeira-historia-do-criador-da-trilogia-millennium/">Stieg Larsson – A verdadeira história do criador da trilogia Millennium</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>A garota na teia de aranha, de David Lagercrantz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Mateus Baldi]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2015 20:11:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Escandinavos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O DRAGÃO ESTÁ NERVOSO (MAS NÃO MUITO) Os erros e acertos – mais acertos do que erros – do novo livro baseado nos personagens de Stieg Larsson &#160; Por Mateus Baldi &#8211;&#160;Ao longo da história recente da literatura, dezenas de bastiões, verdadeiros representantes de nichos consolidados, foram revisitados após a morte de seus autores. Por...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O DRAGÃO ESTÁ NERVOSO (MAS NÃO MUITO)</strong><br />
<em>Os erros e acertos – mais acertos do que erros – do novo livro baseado nos personagens de Stieg Larsson</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Por Mateus Baldi</em> &#8211;&nbsp;Ao longo da história recente da literatura, dezenas de bastiões, verdadeiros representantes de nichos consolidados, foram revisitados após a morte de seus autores. Por praticidade, a literatura policial demonstrou ser o gênero mais prolífico no que tange à adaptação/continuação de sagas, séries e legados de autores. Sherlock Holmes, James Bond, Sydney Sheldon. Todos foram às prateleiras em obras de caráter duvidoso e ajudaram a botar uma grana no bolso das editoras.</p>
<p>Com isso em mente, era mais que natural o receio do mundo literário quando os herdeiros de Stieg Larsson anunciaram que o autor David Lagergrantz, repórter que escrevera a biografia de Ibrahimovic, daria continuidade aos personagens Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist.</p><div id="liter-333490092" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p>Larsson, o sueco criador da trilogia Millennium, foi vítima de um infarto fulminante antes que seus livros chegassem às livrarias – portanto não teve como testemunhar o sucesso avassalador da dupla: a trilogia vendeu 80 milhões de exemplares ao redor do globo e o primeiro volume, Os homens que não amavam as mulheres, foi justamente eleito melhor romance policial dos últimos dez anos. Carregada de feminismo, tecnologia, violência e um retrato brutalista da pacata Suécia, as prosa de Larsson atingiu em cheio todo um nicho refém das mesmas técnicas batidas de sempre, que convenciam ao requentar fórmulas batidas de um gênero idoso.</p>
<p>A missão de Lagercrantz, adianto desde já, foi cumprida com sucesso: copiando o estilo e a construção dos livros, ele conseguiu manter vivo o espírito de Larsson e construir uma trama intrincadíssima sem cair na maioria dos clichés. Mas eu disse maioria. Como tratava-se de um livro para comemorar o aniversário de dez anos do lançamento da trilogia, nada melhor do que homenagear a matéria-prima, certo? O problema é que Lagercrantz homenageia demais, deixando algumas coisas meio que sem sentido. O retorno dos agentes da Säpo – a polícia secreta sueca –, queridinhos dos leitores, me pareceu um tanto quanto forçado, ainda que renda boas cenas de ação e humanidade, principalmente na figura de Jan Bublanski, um policial judeu desacreditado com a vida e a existência de Deus.</p>
<p>Mesclando vários pontos de vista, assim como na trilogia, David oferece nesse &#8220;Aquilo Que Não Mata&#8221; – título sueco, extraído de uma frase de Nietzsche – um retorno aos dois últimos livros. Não só trazendo os policiais de volta, mas também toda a mitologia de Zalachenko e o passado de Lisbeth – muito bem recriado, deixando margem para algumas interpretações –, Lagercrantz foi feliz na escolha da trama principal: um cientista em perigo acaba recorrendo a Mikael; enquanto isso, um hacker invade a rede interna da NSA, a mesma denunciada por Edward Snowden. Conforme as páginas avançam, os fatos se cruzam numa cadeia cada vez mais intrincada onde as informações vão sendo despejadas em doses homeopáticas, como num filme de suspense – assassinos, União Soviética, autistas, espionagem industrial e personagens riquíssimos: está tudo lá.</p>
<p>(Em alguns pontos da narrativa fica difícil crer nas soluções apresentadas pelo autor, e para o grande público, eu diria, compreender o significado de termos cibernéticos e matemáticos será uma grande batalha. Os diálogos também parecem forçados aqui e ali, mereciam uma edição mais rigorosa).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-8776" style="border: 1px solid #c0c0c0; margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/09/teia_mateus.jpg" alt="teia_mateus" width="495" height="500"></p>
<p>Mas vamos ao que interessa:</p>
<p>Lisbeth e Mikael. Se o segundo aparece amargurado e distante do homem pragmático e objetivo que sempre foi – é o único personagem para quem o tempo parece ter passado; sério, todos os outros parecem ter ficado presos em 2003 –, a hacker favorita da literatura mundial retorna em grande estilo. Aparecendo pouco, como sempre, Lisbeth é providencial – e praticamente divina – quando tem de ser. Talvez falte um pouco de agressividade e cenas das tradicionais torturas físicas e psicológicas que seus inimigos costumam sofrer, mas o leitor fiel não vai se incomodar muito com isso.</p>
<p>O grande problema no arco de Lisbeth é a forma como ela se conecta com toda a história: pode ser que tenha sido uma decisão arriscada demais por parte do autor, e não vou desfilar argumentos aqui para não dar o inevitável e temido spoiler, inserir certos elementos do passado de Lisbeth como motor das 465 páginas desse romance. No esforço de se manter autoral, emular Stieg Larsson e agradar os fãs, David Lagercrantz fez um verdadeiro tour de force. Errando bastante, com certeza, mas acertando em cheio na nostalgia &amp; diversão, A Garota Na Teia De Aranha é um ótimo entretenimento e deixa margem para continuações num final um tanto quanto decepcionante. O sueco já declarou que pretende escrever mais um ou dois livros, e depois cair fora. Não quer ser Stieg Larsson para sempre. De qualquer forma, é fato que, com Lagercrantz ou não, Lisbeth e Mikael voltarão.</p>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9406" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/star3.png" alt="star3" width="75" height="22"></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/garota-na-teia-aranha/dp/8535926100/ref=as_li_ss_il?ie=UTF8&amp;qid=1541145037&amp;sr=8-1&amp;keywords=a+garota+na+teia+de+aranha&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=4c24eac0cb824aa1c583ac35922ba536&amp;language=pt_BR" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" class="alignleft" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8535926100&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20&amp;language=pt_BR" border="0"></a><img loading="lazy" decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;language=pt_BR&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8535926100" alt="" width="1" height="1" border="0"><strong>Título</strong>: A garota na teia de aranha<br />
<strong>Autor</strong>: David Lagercrantz<br />
<strong>Editora</strong>: Companhia das Letras<br />
<strong>Páginas</strong>: 472<br />
<a href="http://www.skoob.com.br/livro/452883#_=_" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Este livro no Skoob</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SINOPSE</strong> – Uma muralha virtual impenetrável: é assim que se pode definir a rede da NSA, a temida agência de segurança americana. Quando a mensagem Você foi invadido piscou na tela de Ed Needham, responsável pelos computadores que guardam alguns dos maiores segredos do mundo, ele custou a acreditar. A tentativa de localizar o criminoso também não trazia frutos, as pistas não levavam a lugar nenhum, cada indício terminava num beco sem saída. Que hacker seria capaz de algo assim?</p>
<p style="text-align: justify;">&nbsp;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Mateus Baldi' src='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/5ab2f02d356b4390b0aace4586fed5c51ac3aba7447988e5f9cc90c130766040?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/mateus-baldi/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Mateus Baldi</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Nasceu em 1994. É escritor e roteirista. Fundou a plataforma literária Resenha de Bolso, foi editor de cultura da revista Poleiro e colaborador de literatura no site da Piauí.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://www.resenhadebolso.com.br/" target="_self" >www.resenhadebolso.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/09/02/resenha-a-garota-na-teia-de-aranha-de-david-lagercrantz/">A garota na teia de aranha, de David Lagercrantz</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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