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	<title>Arquivos Pierre Lemaitre -</title>
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	<description>O melhor portal sobre suspense e mistério!</description>
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	<title>Arquivos Pierre Lemaitre -</title>
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		<title>Irene, de Pierre Lemaitre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Josué de Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Sep 2015 14:23:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[josué de oliveira]]></category>
		<category><![CDATA[Pierre Lemaitre]]></category>
		<category><![CDATA[universo dos livros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Josué de Oliveira &#8211; Em romances policiais, não é raro que doses elevadas de violência acabem funcionando como mero espetáculo. Desde as narrativas clássicas da Era de Ouro, em que homicídios ocorriam basicamente para que um cadáver estivesse disponível, chegando aos thrillers atuais, onde serial killers matam como se não houvesse amanhã, devemos admitir...</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Josué de Oliveira</em> &#8211; Em romances policiais, não é raro que doses elevadas de violência acabem funcionando como mero espetáculo. Desde as narrativas clássicas da Era de Ouro, em que homicídios ocorriam basicamente para que um cadáver estivesse disponível, chegando aos thrillers atuais, onde serial killers matam como se não houvesse amanhã, devemos admitir que o gênero tem uma certa inclinação a fazer pouco caso de seus mortos – que não são poucos.</p>
<p>Houve e há, naturalmente, autores que tratam da violência e de suas consequências com mais ponderação, dando o peso necessário àquilo que representa: um choque, uma quebra na ordem das coisas, um convite a desviar os olhos. Raymond Chandler já apontava para o crime como algo pervasivo e infiltrado em todas as áreas da sociedade; <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2018/04/23/resenha-depois-da-queda-de-dennis-lehane/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Dennis Lehane</a></span> fez questão que cada morte ocorrida perto dos detetives Patrick e Angela os marcasse e levasse junto algo deles próprios; <span style="color: #0000ff;"><a style="color: #0000ff;" href="https://literaturapolicial.com/2015/12/30/resenha-serie-millennium-os-homens-que-nao-amavam-as-mulheres-de-stieg-larsson/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Stieg Larsson</a></span> deu muita atenção aos crimes contra a mulher na sociedade sueca. Estes e muitos outros, cada um a sua maneira, não se limitaram ao esquema detetive-criminoso-solução e conseguiram, por meio de histórias que também funcionam como entretenimento, dizer algo mais sobre essa atividade tipicamente humana que é matar..</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>[su_quote]Analisado sob esse viés, Irene (Universo dos Livros), do premiado francês Pierre Leimaitre, ganha contornos interessantes e gera boas discussões em meio a tantos policiais burocráticos e repetitivos que lotam as prateleiras das livrarias.[/su_quote]</p><div id="liter-2101704881" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Trata-se do primeiro livro da trilogia protagonizada por Camille Verhoeven, comandante da Brigada Criminal de Paris. Medindo não mais que um metro e quarenta e cinco – decorrência de uma hipotrofia fetal – e casado com Irene, grávida do primeiro filho do casal, o policial tem uma vida relativamente pacata pontuada pelas eventuais incursões ao lado escuro da natureza humana que o trabalho lhe proporciona.</p>
<p>A mais nova delas ocorre quando uma chamada anônima leva o comandante e sua equipe a um apartamento em Conervoie, onde os cadáveres de duas mulheres são encontrados num espetáculo de horror. Uma estranha digital encontrada na cena relaciona esse crime a outro, ocorrido dois anos antes, com requintes semelhantes de crueldade. O que Camille vem a descobrir é aterrador: está enfrentando um assassino em série que replica mortes narradas em romances policiais famosos, como Dália Negra, de James Ellroy, razão pela qual receba da imprensa sensacionalista o apelido de Romancista. Inicia-se, então, um duelo direto entre policial e o assassino.</p>
<p>Com capítulos curtos e valorizando muito os diálogos, Irene é, a primeira vista, um procedural como tantos outros. Esse é o aspecto mais tradicional do livro de Lemaitre: o thriller em si, a caçada pelo criminoso, o jogo de gato e rato que já conhecemos de outras visitas a obras do gênero. O autor gerencia esses elementos de forma competente: não faltam os perfis psicológicos, as análises forenses, as buscas em bancos de dados internacionais. Tudo está lá, com certo exagero em alguns momentos, como uma âncora que finca o romance no gênero ao qual pertence.</p>
<p>A notícia animadora é que isso tudo, mesmo que remetendo a uma infinidade de outros livros, está a serviço de uma boa história. A trama construída por Lemaitre fisga o leitor de romances policiais por estabelecer explicitamente um diálogo com outros romances policiais. Assim, é impossível não prestar o dobro de atenção para tentar captar referências a livros do gênero e, assim, antecipar descobertas acerca do Romancista que os policiais ainda não tenham feito.</p>
<p>Lemaitre também acerta em cheio nos personagens, a começar por Camille, cujo ponto de vista é o que acompanhamos mais de perto. Chamando atenção tanto pela baixa estatura quanto pela competência, o comandante pertence àquela raça de policiais que se envolve pessoalmente em suas investigações, o que gera consequências negativas na vida pessoal, especialmente no casamento. Fragmentos de seu passado, sobretudo no que diz respeito ao pano de fundo familiar, são revelados desde as primeiras páginas do livro: a mãe de Camille – cujo vício em cigarros ocasionou a má-formação do filho – e seu ateliê de pintura, o pai com quem cultivou uma relação distante, o caminho até a polícia. Tudo isso contribui para torná-lo mais humano ao leitor, o que é essencial para os desdobramentos da trama.</p>
<p>O tratamento dado aos personagens secundários também é atencioso: a equipe de Camille – o culto Louis, o libertino Maleval e o pão-duro Armand –, o chefe Le Guen, a galeria de suspeitos dos assassinatos, todos apresentam alguma peculiaridade que os torna singulares. A exceção é Irene, esposa do protagonista. A mulher surge aqui muito mais como parte da construção de Camille do que um ser dotado de vida própria, o que é uma pena. Vale observar que as personagens femininas, no geral, além de em número <em>estarrecedoramente</em> pequeno em relação aos masculinos, são pouquíssimo exploradas pelo autor.</p>
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<p>O romance segue uma estrutura linear e se apoia no clima de corrida contra o tempo, o que confere tensão e suspense à narrativa. A história avança num crescendo e as últimas cem páginas são uma verdadeira aula de como fazer thrillers, ainda que com alguns excessos para salientar o tom de urgência. A prosa elegante de Lemaitre, que se sobressai em momentos mais descritivos e nas reminiscências de Camille, garante a fluidez do texto, cujas 400 páginas voam sem que se perceba.</p>
<p>E são encerradas com um final angustiante e extremamente incomum em thrillers de serial killer, mostrando que o compromisso de Lemaitre com as convenções do gênero só vai até certo ponto. O terreno é preparado pela ótima reviravolta inserida ainda no fim da primeira parte; a chocante cena final ecoa na cabeça muito tempo depois do término do livro, e não é para quem tem estômago fraco.</p>
<p>O choque provocado por esse desfecho remete à discussão inicial sobre violência e morte na literatura policial. De um lado, temos um psicopata que vê nela uma forma de arte que fala dos desejos escondidos dos leitores. De outro&#8230; estamos nós. Os leitores. O jogo de referências, tão importante para que o livro funcione, e as motivações do Romancista explicitam a banalização da violência – sobretudo contra a mulher – na qual romances policiais constantemente se apoiam. Um ponto não apenas válido, mas importante de ser abordado.</p>
<p>E talvez Irene se saísse ainda melhor se tivesse de fato investido nessa reflexão&#8230; mas isso infelizmente não ocorre. Lemaitre parece satisfeito apenas em apontar para a questão, mas termina não problematizando-a. Olhada como um todo – e tendo em vista sobretudo o desfecho, tão eficiente se restringirmos a análise a termos meramente narrativos –, o que se tem é uma história que mais reitera e legitima a banalização da violência na ficção policial do que de fato a questiona. Ao menos nesse ponto, Irene falha onde poderia se mostrar impecável.</p>
<p>Mesmo com essa reserva, o livro merece muito ser conferido. Espero que tenhamos os dois próximos volumes da trilogia lançados por aqui.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="size-full wp-image-10249 alignnone" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/11/star5.png" alt="star5" width="106" height="22" /></p>
<p><a href="https://www.amazon.com.br/Irene-Pierre-Lemaitre/dp/8579308399/ref=as_li_ss_il?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&amp;keywords=pierre+irene&amp;qid=1558178853&amp;s=gateway&amp;sr=8-1&amp;linkCode=li3&amp;tag=literaturapol-20&amp;linkId=82720a4611b6062d1437e90f6ba8a3dc" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" class="alignleft" src="//ws-na.amazon-adsystem.com/widgets/q?_encoding=UTF8&amp;ASIN=8579308399&amp;Format=_SL250_&amp;ID=AsinImage&amp;MarketPlace=BR&amp;ServiceVersion=20070822&amp;WS=1&amp;tag=literaturapol-20" border="0" /></a><img decoding="async" style="border: none !important; margin: 0px !important;" src="https://ir-br.amazon-adsystem.com/e/ir?t=literaturapol-20&amp;l=li3&amp;o=33&amp;a=8579308399" alt="" width="1" height="1" border="0" /><strong>Título</strong>: Irene<br />
<strong>Autor</strong>: Pierre Lemaitre<br />
<strong>Páginas</strong>: 400<br />
<strong>Editora</strong>: Universo dos Livros (2015)<br />
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<p style="text-align: justify;"><strong>SINOPSE</strong> &#8211; Para o comandante Camille Verhoeven, a vida não poderia estar melhor: ele tem um casamento feliz e está esperando o primeiro filho com a amável Irene. Mas sua rotina agradável é interrompida por um assassinato cuja brutalidade choca toda a Brigada Criminal. O caso se torna ainda mais sombrio quando são encontradas similaridades entre o crime e o assassinato hediondo relatado em Dália Negra, um romance policial de James Ellroy, publicado em 1987.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Josué de Oliveira' src='https://secure.gravatar.com/avatar/52bc4af4ff7ca85bd9e0fb0d7776a484006bc8530907d212a167a270a4a12376?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/52bc4af4ff7ca85bd9e0fb0d7776a484006bc8530907d212a167a270a4a12376?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/olveirajosue/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Josué de Oliveira</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Formado em Estudos de Mídia pela UFF e vive em Niterói, RJ. Trabalha na área de desenvolvimento de livros digitais. Gosta de ler, escrever, ver filmes esquisitos e curte bandas que ninguém conhece. Atualmente, revisa seu primeiro romance policial.</p>
</div></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/09/28/irene-de-pierre-lemaitre/">Irene, de Pierre Lemaitre</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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		<title>Recursos Desumanos, de Pierre Lemaitre</title>
		<link>https://literaturapolicial.com/2015/04/27/resenha-recursos-desumanos-de-pierre-lemaitre/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Padrini]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Apr 2015 13:34:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[colunista]]></category>
		<category><![CDATA[Pierre Lemaitre]]></category>
		<category><![CDATA[Recursos Desumanos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Rodrigo Padrini &#8211; Quando escuto algumas histórias, fico impressionado com a capacidade das pessoas piorarem algo que já estava ruim. Casos do tipo “matou por acidente e, desesperado, esquartejou, separou o corpo em malas, saiu de carro, jogou cada mala em locais diferentes e voltou para casa como se nada tivesse acontecido” sempre despertam...</p>
<p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/04/27/resenha-recursos-desumanos-de-pierre-lemaitre/">Recursos Desumanos, de Pierre Lemaitre</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Rodrigo Padrini</em> &#8211; Quando escuto algumas histórias, fico impressionado com a capacidade das pessoas piorarem algo que já estava ruim. Casos do tipo “matou por acidente e, desesperado, esquartejou, separou o corpo em malas, saiu de carro, jogou cada mala em locais diferentes e voltou para casa como se nada tivesse acontecido” sempre despertam curiosidade. O enredo de &#8220;Recursos Desumanos&#8221; (Editora Vestígio, 2015), de Pierre Lemaitre, produz um interesse semelhante.</p>
<p>Nossa história se passa em Paris, França, tendo como pano de fundo o mundo contemporâneo do trabalho, marcado pelo capitalismo, a competitividade, o desemprego, e outros aspectos que já estamos acostumados a observar, inclusive a recente crise econômica. O desemprego é tratado geralmente como um fantasma ou um monstro que nos assombra, alimentando uma péssima reputação social e, aqui, temos uma amostra extrema de suas consequências.</p>
<p>Alain Delambre tem 57 anos e está desempregado há quatro. Casado e com duas filhas maiores, nosso protagonista vive um momento único em sua vida. Ex-diretor de Recursos Humanos – RH (o título vai ficando cada vez mais claro), o Sr. Delambre amarga a perda de prestígio social, renda e qualidade de vida, encontrando oportunidade apenas em subempregos, o que apenas colabora com sua desmoralização frente a sua família e a sociedade.</p><div id="liter-2101704881" class="liter-adsense-artigos-placement liter-entity-placement" role="region" aria-label="Anúncios"><script async src="//pagead2.googlesyndication.com/pagead/js/adsbygoogle.js?client=ca-pub-6441623549039847" crossorigin="anonymous"></script><insclass="adsbygoogle" style="display:block;" data-ad-client="ca-pub-6441623549039847" data-ad-slot="" data-ad-format="auto"></ins>
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</div>
<p>Ao ter sua candidatura considerada para um cargo de Diretor de RH de uma grande empresa, Delambre surta. Sim, podemos enxergar sua determinação quase como um surto. Vislumbrando a oportunidade de retomar sua vida passada, trabalhar novamente, sentir-se produtivo, reconhecido socialmente e não mais contar as últimas moedas na carteira, Alain adota medidas inacreditavelmente egoístas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="font-size: 1.25em;"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-6395 " style="margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/04/1178-20150203111158.jpg" alt="1178-20150203111158" width="273" height="415" /></span>“Nunca fui um homem violento. Por mais longe que eu volte nas minhas lembranças, nunca quis matar ninguém. Uma ou outra crise de raiva, sim, mas nunca tive vontade de realmente machucar. De destruir. Então, necessariamente, isso me deixou surpreso.”</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O ápice de nossa história, na minha opinião, é a forma como se dará a seleção para o novo emprego: Delambre irá participar de um teste final de recrutamento, por meio da simulação de uma tomada de reféns. Sim, o futuro candidato a Diretor de RH deverá auxiliar na condução de uma tomada de reféns de mentirinha que terá como resultado final a escolha de um grande executivo da empresa que o está contratando.</p>
<p>Baseando suas decisões em conhecimentos de management e administração, o Sr. Delambre acredita tomar os caminhos mais adequados e corretos, dar novo formato às situações, enxergando apenas o futuro, no ímpeto de esquecer o passado. Raiva, ressentimento, desejo de vingança e orgulho não faltam por aqui.</p>
<p>Em ritmo de roteiro de cinema, o romance adota o raciocínio rápido de nossos narradores para conduzir a trama. Por meio da escrita de Lemaitre, conseguimos imaginar cada cena, cada diálogo e captar a tensão dos momentos. Frases curtas, palavras soltas e reflexões internas nos levam a incorporar Alain Delambre, desempregado, desesperado, esquecido da ética e da moral. “Daria um ótimo filme”, pensei inúmeras vezes.</p>
<p>Por alguns momentos, quis que o livro acabasse logo, chegasse ao final, incomodado pelo ritmo detalhado de alguns segmentos, visivelmente ansioso por um desfecho. Suspenses são para isso mesmo. Esqueci essa sensação nos minutos finais da leitura e me surpreendi por seu alto teor psicológico. Cada frase é essencial para que absorvamos sem pressa a atmosfera de Alain Delambre.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://grupoautentica.com.br/vestigio" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-11290 size-full" style="border: 1px solid #c0c0c0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/06/parceria_vestigio.jpg" alt="parceria_vestigio" width="223" height="70" /></a></p>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-9465" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/10/star4.png" alt="star4" width="98" height="22" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-6395 size-thumbnail" style="margin-top: 0; margin-bottom: 0;" src="https://almanaquedaliteraturapolicial.files.wordpress.com/2015/04/1178-20150203111158.jpg?w=99" alt="1178-20150203111158" width="99" height="150" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Título</strong>: Recursos Desumanos<br />
<strong>Autor</strong>: Pierre Lemaitre<br />
<strong>Páginas</strong>: 368<br />
<strong>Editora</strong>: Vestígio<br />
<strong>Ano</strong>: 2015<br />
<a href="http://www.skoob.com.br/recursos-desumanos-434616ed492412.html" target="_blank" rel="noopener">Este livro no Skoob</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SINOPSE &#8211;</strong> Alain Delambre é um homem de 57 anos completamente desgastado e ressentido pelos quatro anos de desemprego que vem amargando. Ex-diretor de RH, ele encontra apenas subempregos, o que o desmoraliza cada vez mais. Quando um empregador finalmente resolve considerar sua candidatura para um cargo em uma grande empresa e na área em que é especialista, Alain Delambre se vê disposto a qualquer coisa – a pedir um empréstimo emergencial ao genro que detesta, a se desqualificar aos olhos de sua esposa e de suas filhas e até mesmo a participar do teste final de recrutamento: a simulação de uma tomada de reféns. Neste alucinante jogo em busca da cobiçada posição e do resgate de sua dignidade, Delambre percorre caminhos inesperados, que poderão levá-lo longe demais…</p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="saboxplugin-wrap" itemtype="http://schema.org/Person" itemscope itemprop="author"><div class="saboxplugin-tab"><div class="saboxplugin-gravatar"><img alt='Rodrigo Padrini' src='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=100&#038;d=mm&#038;r=g' srcset='https://secure.gravatar.com/avatar/9447ef7c6ff933f7c5e0a13f7ffac4deab4ad21cf3e793347f68cf2be4431202?s=200&#038;d=mm&#038;r=g 2x' class='avatar avatar-100 photo' height='100' width='100' itemprop="image"/></div><div class="saboxplugin-authorname"><a href="https://literaturapolicial.com/author/rodrigopadrini/" class="vcard author" rel="author"><span class="fn">Rodrigo Padrini</span></a></div><div class="saboxplugin-desc"><div itemprop="description"><p>Psicólogo, mestre e doutorando em Psicologia. Atua no sistema prisional. É músico e leitor assíduo de romances policiais, com aquele lugar especial no coração para Georges Simenon e Raymond Chandler.</p>
</div></div><div class="saboxplugin-web "><a href="https://maisumaopiniao.com.br/" target="_self" >maisumaopiniao.com.br/</a></div><div class="clearfix"></div></div></div><p>O post <a href="https://literaturapolicial.com/2015/04/27/resenha-recursos-desumanos-de-pierre-lemaitre/">Recursos Desumanos, de Pierre Lemaitre</a> apareceu primeiro em <a href="https://literaturapolicial.com"></a>.</p>
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